Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 8 – Os dons do Espírito Santo

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 8 – Os dons do Espírito Santo

Há uma “obra” em andamento.  O Espírito Santo está trabalhando em sua vida e através da sua vida. Assim aconteceu com outras pessoas e assim está acontecendo com você. Deus trabalhou para que a salvação chegasse até você, e, através de você, tem trabalhado para que a salvação chegue a outras pessoas. Nessa “obra”, Ele achou por bem o envolvimento da humanidade. Há uma razão para assim ser.

Essa “obra” é completa. Tem a ver com a restauração da imagem e semelhança de Deus na vida de cada um daqueles que serão encontrados na multidão dos remidos.

Até agora, vimos que o Espírito Santo tem agido em favor do “arrependimento” e da “novidade de vida”, a vida “santificada”. Os atos passados são deixados para trás e são produzidos atos que dão honra e glória ao Redentor – ou seja, a pessoa passa a revelar o “fruto” da nova relação, o fruto do Espírito Santo.

Nessa nova semana, veremos que ajudar outras pessoas é mais uma das maneiras de sermos ajudados também. Somos aprimorados quando em atividade em favor de nossos semelhantes. Além de trazer mais um “tijolinho”, nos tornamos um “tijolinho” mais resistente – e assim vai sendo edificada a igreja de Cristo.

Em tempo, é bom lembrar que Deus não chama capacitados, mas capacita os que são chamados. E essa ”capacitação” é chamada de “dom” – os dons do Espírito Santo. Para a minha espiritualidade, e da igreja, são concedidos “dons”.

Já no domingo, a Lição nos faz entender a “diferença” entre fruto e dons do Espírito Santo, bem como entre dons do Espírito Santo e talentos naturais do ser humano.

Cristo revelou em Sua própria vida o “fruto” – que é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Nós, cristãos, Seus filhos, devemos ser semelhantes a Ele. É uma questão de princípio. Não há como um ramo estar ligado na Videira e dar um fruto diferente da Videira. Se isso estiver acontecendo, na verdade o ramo não está ligado. Não há como um ramo estar ligado na Videira e não dar fruto. Se isso estiver acontecendo, na verdade o ramo não está ligado. O ramo está com problema!

Então, devemos entender que é natural para todo cristão, em resultado de sua ligação com Cristo, manifestar amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. A lista toda será manifestada por todos os cristãos. Toda. Todos.

Está você permitindo essa “obra” do Espírito Santo em você?

Bem, em relação ao “dom”, a situação se modifica. São vários os dons, e Deus os distribuiu diferentemente entre os Seus filhos, e o faz sempre de forma organizada e para o propósito de edificar a Sua igreja. Por exemplo, a alguns foi dado o dom de “pregar” no púlpito; para outros, o de cantar; para outros ainda, o de trazer visitas. Nesses casos, dons diferentes, mas para o mesmo objetivo, e todos revelando o mesmo fruto.

É verdade que alguns demonstram ter recebido mais de um dom, mas também é verdade que ninguém ficará sem pelo menos um deles. Todos receberam um dom, e devem ser estimulados a usarem.

“A diversidade de dons conduz à diversidade de realizações” (Meditação Matinal de 18/01/1980).

Está você permitindo que o Espírito Santo faça a Sua obra “através” de você?

Mas, antes que eu continue, numa linha da Lição está escrito isso: “Os dons espirituais são inúteis sem o fruto do Espírito”.

Continuando, o que é chamado de talento natural é, na verdade, um dom de Deus. Aparentemente herdado ou, quem sabe, adquirido pela educação – mas é um dom de Deus – e é reconhecido na sociedade e tem o seu papel orientado pela sociedade. No entanto, enquanto não identificado como vindo da providência divina, e enquanto não dirigido pela providência divina, o seu papel será a satisfação do próprio eu. Enquanto não for utilizado para a edificação da igreja de Cristo, será apenas um talento humano. Muitos falam bem em público, mas não falam do Evangelho. Muitos cantam bem, mas não louvam e não dão glórias ao Redentor.

Está você disposto a “devolver” a Deus o que você entendia ser o seu talento natural para que seja usado em sua verdadeira razão, como dom do Espírito?

Na segunda, Deus é reconhecido como “o Soberano Doador” – e veio ao meu entendimento separar as duas palavras. É mais fácil entender que Deus é o “Doador” dos dons e talentos. NEle se originam. DEle vem os dons. Porém, não que seja difícil entender, mas pouco falamos sobre isso, Deus é o “Soberano” em relação a doação de dons. DEle é o poder. Ele sabe como conduzir a doação de Seus dons, e em que medida, e em que momento. Nada é concedido em discordância com Sua sabedoria e vontade. Até nisso Ele é Soberano!

A igreja é suprida “como Lhe apraz”!

Na terça, o “propósito” da igreja receber os dons espirituais. Aqui devo ser bastante sucinto. Breve e direto. O propósito é “servir”. No entanto, é bom destacar que até nisso o inimigo coloca sua mãozinha. Cuidado!

O propósito não é servir a si próprio, mas servir a Deus. O Plano da Salvação é de Deus e vem de Deus! Então, o Seu propósito em conceder dons espirituais tem a ver com o bem da Sua igreja e, ao mesmo tempo, das pessoas que serão alcançadas para a salvação. Deve sim promover a unidade e a edificação da igreja, mas deve também promover a atividade missionária da igreja. Deve fazer com que a igreja dê glória, honra e louvor ao nome de Deus.

Embora “tendo”, o foco não é ter, mas “servir”.

Está você disposto a “servir a Deus”?

Na quarta, tudo o que foi dado para a igreja do passado será dado em maior abundância para a igreja de hoje. É com a igreja de hoje que o evangelho será pregado em todo o mundo, e então virá o fim. E em vez de se assustar com a grandeza dessa obra, coloque-se à disposição do Espírito Santo para fazer a parte que Ele entende que você deva fazer. Entenda que Ele revelou em Sua Palavra que há uma tarefa para você. Você é importante para a “obra” dEle!

Fico imaginando o encontro entre os remidos do Senhor. A eternidade nos espera com grandes encontros! O que me parece aqui uma pequena tarefa, que proporção quando ampliada pela poderosa mão de nosso Senhor, o Espírito Santo! Quantos desdobramentos!

Aceita participar dessa “obra”?

Na quinta, a Lição destacou um dom. São vários os dons, mas a Lição destacou um. E é importante o destaque. O dom do discernimento.

Cuidado com o que tem sido apresentado como dom espiritual! É verdade que não somos chamados a ser “juízes”, mas devemos ser cuidadosos, devemos ser prudentes.

No Espírito de Profecia é dito que “muitas coisas estranhas parecerão admiráveis maravilhas, que deveriam ser consideradas enganos manipulados pelo pai da mentira” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 53).

É verdade que somos levados a olhar para as outras igrejas, principalmente no que concerne ao chamado dom de cura e o dom de falar línguas estranhas. Mas o “dom de discernimento” deve nos fazer olhar para a nossa igreja também. Para a nossa família. Para a nossa vida pessoal.

Numa outra passagem, o Espírito de Profecia nos diz:

“Minha alma está muito preocupada, pois sei o que diante de nós está. Todo o engano concebível fará sentir seus efeitos sobre os que não têm com Deus uma ligação diária viva. Em nossa obra não deve haver esforços colaterais enquanto não houver completo exame das ideias sustentadas para que se possa averiguar de que fonte se originam. Os anjos de Satanás são sábios para fazer o mal, e criarão o que alguns pretenderão ser luz avançada, proclamarão como sendo coisas novas e maravilhosas, e embora em alguns respeitos seja a mensagem uma verdade, estará misturada com invenções humanas, e ensinará como doutrinas os mandamentos de homens. Se jamais houve um tempo em que deveríamos vigiar e orar com real fervor, é agora. Pode haver coisas supostamente boas, e que no entanto necessitam ser cuidadosamente consideradas com muita oração, pois são especiosas artimanhas do inimigo para conduzir almas numa vereda que esteja tão perto do caminho da verdade que muito pouco se distinga do caminho que leva à santidade e ao Céu. Mas os olhos da fé podem discernir que isto diverge do caminho certo, embora quase que imperceptivelmente. Pode a princípio ser julgado positivamente certo, mas depois de algum tempo verifica-se divergir amplamente do caminho da segurança, da vereda que leva à santidade e ao Céu. Meus irmãos, aconselho-vos a fazer caminhos retos para os vossos pés, para que o que coxeia não seja desviado do caminho” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 229).

Especificamente sobre o dom de línguas, recomendamos as seguintes leituras adicionais:

  1. Alberto Timm, “Qual a diferença entre o verdadeiro dom de línguas e o falso?” – clique aqui.
  2. Pedro Apolinário, em “Explicação de Textos Difíceis da Bíblia”, “Glossolalia – dom de línguas” – clique aqui.

Bem, esta é a minha contribuição. Desejo que todos tenham uma semana feliz, na doce companhia de Deus e de Seus anjos. E espero que os nossos leitores nos relatem seus comentários (o que pode ser feito no quadro mais abaixo).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 7 – O fruto do Espírito Santo

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 7 – O fruto do Espírito Santo

Como os irmãos bem sabem, seria um pecado enorme esquecer o que estudamos nas seis primeiras semanas do trimestre. Adquirimos conhecimento, e seria desperdício não o colocar na Lição desta nova semana. Também, seria pequenez não dar uma espiada nas lições seguintes e buscar adiantar um pouco das informações que nos serão dadas.

Das passadas, lembremos que o arrependimento é a primeira obra do Espírito Santo em nós. Deixamos a vida passada. Deixamos as obras praticadas até então. Deixamos de gostar daquilo que gostávamos antes. Paramos de pensar nas coisas do reino do inimigo. Não vemos mais vantagens no mundo. Não queremos mais os frutos da carne. Passamos, a partir do arrependimento, a manifestar as coisas que são pertinentes ao Reino dos Céus. Vivemos a novidade de vida. Pensamos em Deus. Nos interessamos em agradar a Deus. Deus é Santo, e passamos a andar em santidade. Visamos só e unicamente revelar ao mundo a glória de Deus.

Na Lição da semana que vem, veremos a diferença entre o fruto e os dons do Espírito Santo. Existem muitos dons, mas um só é o fruto. Nem todos os cristãos manifestarão o mesmo dom, mas todos manifestarão o mesmo fruto. Falar em público é um dom. Nem todos falarão em público, mas todos devem manifestar o amor. Nem todos darão estudo bíblico, mas todos devem manifestar alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Mas, longe de ter uma Lição técnica, cheia de esquemas (o que significa isso e o que significa aquilo – ou qual a definição desse ou daquele fruto), devemos, isso sim, permitir que o Espírito Santo leve o nosso pensamento para aquilo que é visto na Pessoa de Jesus Cristo. Ele é o nosso Modelo. Deixemos que o Espírito Santo levante o nosso rosto, levante o nosso olhar. Que a nossa Lição tenha como foco apreciar as características que existem em Cristo, e, por isso, desejar estar com Cristo, andar com Cristo.

Então, embora seja citado Gálatas 5:22 e 23, a base do estudo deve ser João 15:1 a 11. É nesse capítulo que Jesus diz: “Eu sou a Videira verdadeira, e Meu Pai é o Agricultor. Todo ramo que, estando em Mim, não der fruto, Ele o corta; e todo o que dá fruto, limpa, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em Mim. Eu Sou a Videira, vós, os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em Mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam. Se permanecerdes em Mim, e as Minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado Meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis Meus discípulos. Como o Pai Me amou, também Eu vos amei; permanecei no Meu amor. Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço. Tenho-vos dito estas coisas para que o Meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo”.

A força desse texto bíblico está em “permanecer em Cristo”. É pouco estar um dia com o Mestre. É insuficiente eventualmente manifestar interesse religioso. O ramo só dará fruto se permanecer ligado na Videira. E o interessante é que isso é recíproco: “Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós”.

Irmãos, permitam-me ser econômico com vocês nesta semana. Em vez de me alongar em meus comentários, permitam-me que eu apenas indique uma leitura, aliás, uma ótima leitura. Morris Venden escreveu o livro “Os Frutos da Justificação Pela Fé”. Esse livro é curto. Mas o escritor é daqueles que com poucas palavras fala tudo. É um livro agradável. Morris Venden teve ter sido um pastor agradável. Então, lá vai a sugestão – leiam “Os Frutos da Justificação Pela Fé(cliquem aqui). 

Boa leitura! Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 6 – O Espírito Santo e a vida santificada

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 6 O Espírito Santo e a vida santificada

Talvez para economizar um pouquinho de tinta, ficou faltando a palavra “minha” no título da Lição. Então, permitam-me a complementação: o título e o tema da Lição é O Espírito Santo e a minhavida santificada. Ok? Corrigido? Entendido? Minha. A minha vida santificada!

Quando Deus disse “façamos o homem conforme a nossa imagem e semelhança”, porque Ele é santo, a santidade estava na humanidade. O homem foi criado “santo”. Dentre tudo o que Ele nos deu, a santidade foi dada também. No outro extremo, quando a humanidade pecou, perdeu a santidade. Quando caiu, caiu do estado santo.

Irmãos, nós perdemos a santidade!

Bem, como sabemos disso? A resposta é uma só: porque Ele não nos abandonou, achou por bem nos revelar através das Sagradas Escrituras – ou seja, uma das obras do Espírito “Santo” através da Bíblia e da consciência é nos esclarecer quanto a (1) posição que já ocupamos, (2) a atual em que nos encontramos, e (3) a que Ele deseja que “retornemos”. Por sinal, há um verso bíblico bastante esclarecedor sobre isso: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Em Hebreus 11 vimos os heróis da fé, e, na sequência, no capítulo 12, no verso 14, dando continuidade ao raciocínio de “herói”, de pessoas que visualizaram a coroa de glória, de pessoas que viveram a vida de vencedor, o Espírito Santo inspirou Paulo a nos ensinar que, sem a santificação, ninguém verá a Deus.

Sugerimos a seguinte leitura adicional: “Santificação – obra de uma existência”, na Meditação Matinal de 20/04/1959 – clique aqui.

Na Lição de domingo, em “A santidade de Deus”, os versos sugeridos são bastante fortes também. Está escrito em 1Pedro 1:13-16 – “Portanto, estejam prontos para agir. Continuem alertas e ponham toda a sua esperança na bênção que será dada a vocês quando Jesus Cristo for revelado. Sejam obedientes a Deus e não deixem que a vida de vocês seja dominada por aqueles desejos que vocês tinham quando ainda eram ignorantes. Pelo contrário, sejam santos em tudo o que fizerem, assim como Deus, que os chamou, é santo. Porque as Escrituras Sagradas dizem: ‘Sejam santos porque Eu Sou Santo’” (NTLH).

No tempo da escrita bíblica, a ênfase não era dada em “negrito” e nem em “sublinhado”. Em vez disso, o escritor repetia a palavra. Por exemplo: “Em verdade, em verdade vos digo…” – “Jerusalém, Jerusalém…” – “Marta, Marta…”. Interessante, então, é que para a expressão “santidade de Deus”, o escritor escrevia três vezes: “Santo, Santo, Santo”.

Irmãos, Deus é Santo, Santo, Santo. E Seu chamado não nos exige menos do que isso. “Sede também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: ‘Sede santos, porque Eu Sou Santo’” (ARC).

Aceita uma leitura a mais? Leia “Corpo, alma e espírito santificados”, em Minha Consagração Hoje, pág. 248 (Meditação Matinal de 01/09/1953) – clique aqui. 

Para segunda-feira, falando de “A natureza da santidade”, bastava comentar sobre “a origem” da santidade, “a fonte” da santidade. A santidade vem de um Deus Santo. Somos de um Deus Santo. Pertencemos ao Santo Deus.

Porém, é bom salientar que o chamado para ser santo tem dois entendimentos: (1) ser santo é ser “separado” para um propósito – o sábado, por exemplo, foi separado para um objetivo diferente dos demais dias da semana; tal separação cumpre um propósito santo; (2) ser santo é ser “puro”, o sentido que mais conhecemos; é ser isento de atos pecaminosos.

Em Efésios 1:3 e 4, Paulo se expressou assim: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nEle, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele”.

Nesse caso, devemos compreender, também, a diferença entre “atos pecaminosos” e “natureza pecaminosa”. Na criação, tínhamos natureza divina, santa, e, portanto, isenta de atos pecaminosos (Eis o motivo de ser inexplicável Adão ter aceitado pecar, bem como a gravidade de seu ato). Com a queda, então, passamos a ter a natureza pecaminosa.

Interessante, porém, é que Deus nos chama a não ter atos pecaminosos, a não praticar pecados, a não revelar os frutos do reino do inimigo. E, embora somente na segunda vinda de Cristo é que deixaremos de possuir a natureza pecaminosa, deseja Ele, agora, e nos capacita para isso, a não ter atos pecaminosos. Num português bastante claro, embora pecador, um pecador sem pecado; um ser de natureza pecaminosa, que, em permanente busca de santidade, vive sem atos pecaminosos – não que não tenha errado, mas, pela graça de Deus, supera todo defeito de caráter.

Parece estranho, não é verdade? Mas, antes que alguém brigue comigo, uso aqui a Palavra de Deus: “Todo aquele que permanece nEle não vive pecando” (1João 3:6). “E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com Ele cento e quarenta e quatro mil, que em sua testa tinham escrito o nome dEle e o de Seu Pai.  Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro. E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus” (Apocalipse 14:1, 4 e 5).

Na terça, falando sobre “O Agente da santificação”, vários versículos são sugeridos. Um mais excelente que o outro. Vale a pena a leitura de cada um.

Um deles diz assim: “Sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra, não difamem a ninguém; nem sejam questionadores, mas cordatos, dando provas de toda cortesia, para com todos os homens. Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o Seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador” (Tito 3:1-6).

Irmãos, cerimônias religiosas não mudam a nossa natureza pecaminosa. A única opção é aceitar a solução de Deus para o problema do pecado. Além de nos perdoar, é Ele somente quem nos pode “restaurar”, nos “regenerar”. E a Sua maneira é chamada de “santificação”. “O lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”.

Disso a importância de entender e aceitar a “pessoalidade” do Espírito Santo. É com um ser pessoal que mantemos relacionamento. E, por esse relacionamento, por esse convívio, por essa amizade, a cada dia, mais somos transformados segundo a Sua semelhança.

Diga-me com quem andas, e eu te direi quem és”. Ele é uma Pessoa Santa!

Na quarta, nos é ensinado que “O padrão de santidade é a Lei de Deus”.

Ora, no governo de Deus há uma Lei. Essa Lei, por sua vez, revela o caráter de nosso Governante. Sendo assim, “obedecer a Sua Lei” equivale a dizer “obedecer ao Seu caráter”. Obedecer a Sua Lei significa aceitar que Ele governe a nossa vida.

Como todos sabemos, tem sido o trabalho do inimigo diminuir (entre nós, adventistas) a importância da obediência a Lei de Deus. (Notaram? Não estou falando “diminuir entre os evangélicos”, mas entre nós, adventistas do sétimo dia. A Lição é para nós!). Para ele, Satanás, tudo é relativo. Ora, se fosse “relativo”, bastava Deus ter dito a Adão que iria passar um errorex em seu pecado – aliás, se fosse relativo, nem pecado teria sido! Se fosse “relativo”, de Jesus não seria pedido a Sua vida na cruz do Calvário – aliás, nem haveria a necessidade de Sua vida de obediência entre nós!

Irmãos, a vida de todos os seres do Universo sempre foi, é, e sempre será “aferida” pela Lei do governo de Deus. É verdade que é Jesus quem nos salva, mas também é verdade que Ele não nos salva para continuarmos na desobediência. Sua Lei foi desrespeitada. Sua Lei precisa ser respeitada.

Como é importante estudar sobre a vida e o sacrifício de Jesus!

Irmãos, na cruz Ele não somente nos salvou, mas também exaltou a santidade e a importância da Lei de Deus. O Seu sacrifício foi aceito porque Ele “obedeceu” a Lei de Deus! A Lei de Deus foi “padrão” inclusive para o próprio Senhor Jesus! Aliás, a Sua Lei será o padrão para o juízo de todos os seres humanos e de todos os anjos caídos!!!

Na quinta, “Buscando santidade”. E o que prefiro destacar é a palavra “buscando”.

Irmãos, devemos buscar constantemente. Nunca achar que já a conquistamos por completo (Lembrem-se da natureza pecaminosa!). O segredo é buscar, e buscar, e buscar. E sempre na certeza de que o nosso Senhor Espírito Santo vai estar nos ajudando, e ajudando, e ajudando. Ele é o nosso incansável “Ajudador”.

“A santificação é uma obra diária. Ninguém se engane a si mesmo com a suposição de que Deus o perdoará e abençoará enquanto está pisando um de Seus mandamentos. A prática voluntária de um pecado conhecido silencia a testemunhadora voz do Espírito e separa de Deus a alma” (Exaltai-O, pág. 145 – Meditação Matinal de 10/05/1992).

“Deus requer perfeição moral em todos. Os que receberam luz e oportunidades devem, como mordomos de Deus, aspirar à perfeição, e nunca, nunca baixar a norma de justiça a fim de acomodar tendências herdadas e cultivadas para o mal” (Este Dia Com Deus, pág. 30 – Meditação Matinal de 24/01/1980).

“Nossa santificação é o objetivo de Deus em todo o Seu trato conosco. Ele nos escolheu desde a eternidade para que fôssemos santos” (Olhando Para o Alto, pág. 278 – Meditação Matinal de 27/09/1983).

“Não temos poder em nós mesmos para purificar o templo da alma de sua contaminação; mas ao nos arrependermos de nossos pecados contra Deus e procurarmos perdão mediante os méritos de Cristo, Ele comunicará aquela fé que opera por amor e purifica o coração. Pela fé em Cristo e obediência à lei de Deus, podemos ser santificados e assim obter aptidão para a sociedade com os santos anjos e os remidos vestidos de branco no reino da glória” (Santificação, págs. 92 e 93).

Bem, esta é a minha contribuição. Desejo que todos tenham uma semana feliz, na doce companhia de Deus e de Seus anjos. E espero que os nossos leitores nos relatem seus comentários (o que pode ser feito no quadro mais abaixo).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 5 – O batismo e a plenitude do Espírito Santo

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 5 – O batismo e a plenitude do Espírito Santo

Até agora, aprendemos que a Bíblia foi inspirada pelo Espírito Santo (Lição 1). Homens a escreveram, mas Ele é o Autor. Também vimos, através do registro bíblico, que Ele preferiu trabalhar nos bastidores da história humana (Lição 2). Assim fez porque a intenção era que Cristo fosse visto no palco central.

Veja o que a Inspiração nos diz: “A Divindade moveu-Se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o Plano da Redenção. A fim de levarem a cabo plenamente esse plano, foi decidido que Cristo, o unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 188 – Meditação Matinal de 01/07/1974).

Na sequência, vimos, pelas “obras” registradas na Bíblia, que Ele é Divino (Lição 3) e que é uma Pessoa, um Ser Pessoal (Lição 4). Sendo assim, Deus Espírito Santo e eu podemos manter um relacionamento de amizade. Podemos conversar. Ele fala comigo e eu O ouço. Eu falo com Ele e Ele me ouve. E, no desenrolar dessa contínua experiência, Ele faz a Sua obra de regeneração em mim, cujo fruto será visto através da minha obediência aos Seus reclamos. Por fim, chegará o momento de poder dizer: “Vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”.

Bem, agora, com a Lição 5, podemos tratar um pouco mais sobre a “vida espiritual”, a “espiritualidade”. E o domingo abriu o tema dizendo que João Batista disse: “Eu vos batizo com água para o arrependimento”, mas Jesus “vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (Mateus 3:11; Lucas 3:16).

Primeiro: os judeus estavam familiarizados com o nome “Espírito Santo”. Por exemplo, Davi e Isaías falaram dEle. Mas, do modo como se expressou, ficamos com a ideia de que João não O enfatizava enquanto batizava as pessoas. Bem, tal qual o próprio Espírito Santo, João trabalhava nos bastidores. Então, é provável que ele falava da “água” para si e do “Espírito” para Jesus como uma indicação de que a sua obra era pequena, mas a de Jesus era enorme. (Lembremos que Jesus não batizava. Então, a expressão “com o Espírito” realmente tem um significado muito maior mesmo). De qualquer forma, o batismo nas águas significava “arrependimento”, o que sabemos só ser possível por obra do Espírito Santo. Já as expressões “água” e “fogo”, elas foram usadas porque são dois grandes agentes naturais que bem representam a “purificação”. Água – dilúvio. Fogo – futura extinção do pecado e pecadores.

Segundo: a ênfase deve ser dada ao fato de que Cristo batizaria com o Espírito Santo. Essa é uma indicação do que ocorreria no Pentecostes. Como Ele haveria de subir ao Céu, e prometera não nos deixar órfãos, o mundo experimentaria a doação mais abundante da Pessoa do Espírito Santo. E, vindo isso a ocorrer, pessoas se arrependeriam e seriam batizadas nas águas.

Finalmente: creio que o batismo é uma declaração pessoal de que voltamos aos braços de Deus. Aceitamos Sua obra em nós. Fomos conquistados para a salvação. Viveremos em conformidade com os reclamos divinos.

Já na segunda-feira, com o título “Ser cheio do Espírito Santo”, a Lição nos indica o seguinte verso bíblico: “Antigamente éreis trevas, porém agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Efésios 5:18). João usou a água e o fogo como ilustração. Paulo, as trevas e a luz. E o sentido é: largamos a antiga vida, que mostrava os frutos do pecado, e passamos para uma relação íntima com Aquele que é Luz, e isso significa não somente “estar” na luz, mas “ser” luz.

Em Atos 2:4, cumpriu-se o dia de Pentecostes, e “todos ficaram cheios do Espírito Santo”. E a associação é esta: ser luz e andar na luz só é possível se estivermos “cheios” do Espírito Santo. Mais de Sua plenitude. Isso somente acontece se Ele habitar em nosso coração. Apenas se Ele tomar conta de nossa vida.

A Inspiração diz: “Quando o homem é convertido pela verdade, a obra de transformação do caráter se processa. É-lhe aumentada a medida de conhecimento ao se tornar obediente a Deus. A mente e a vontade de Deus tornam-se suas, e pelo constante buscar conselhos de Deus, torna-se um homem de amplo entendimento. Há um desenvolvimento geral da mente que é colocada sem reservas sob a guia do Espírito de Deus” (Minha Consagração Hoje, 236 – Meditação Matinal de 20/08/1953).

Na terça e na quarta, os versos bíblicos indicados nos ensinam as “condições” para o Espírito Santo habitar em nosso ser, tornando-nos Sua moradia – e daí a expressão “templos do Espírito Santo”. E é lógico que vamos nos lembrar do estudo diário de Sua Palavra, e da oração, e da atividade missionária.

Entendo que a Lição deve transitar da explicação histórica para o apelo pessoal. Entregue-se ao Senhor Espírito Santo. Ele sabe o que bem fazer com a sua vida. Vai valer a pena.

Na conclusão, quinta-feira nos mostra o grande conflito em nosso coração: “Uma vida egocêntrica versus uma vida cristocêntrica”.

Irmãos, há uma diferença enorme entre a vida num emaranhado de confusão e a vida na divina paz do Senhor. Deixar de falar de problemas para falar das bênçãos recebidas faz uma diferença enorme em nossa vida. Enorme!

Irmãos, é enorme a diferença de viver olhando para o meu umbigo e viver olhando para a face de Jesus – e, bem por isso, sou agradecido ao Senhor Espírito Santo. É Ele quem a todo momento levanta o meu rosto.

“O Universo está contemplando a controvérsia que se desenrola na Terra. A um custo infinito, tem Deus provido para cada homem a oportunidade de conhecer aquilo que o tornará sábio para a salvação. Quão ansiosamente olham os anjos para ver quem se aproveitará dessa oportunidade! … Deus deseja que nossa mente se expanda. Deseja dar-nos Sua graça. Poderemos ter um banquete de boas coisas cada dia; pois Deus pode abrir para nós todo o tesouro dos Céus” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 119).

Aceitam a indicação de uma leitura adicional? Sugerimos “Batismo com água, com fogo e com o Espírito Santo – Batismo de João e batismo de Jesus“, do livro Explicação de Textos Difíceis da Bíblia, de Pedro Apolinário – cliquem aqui.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 4 – A personalidade do Espírito Santo

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 4 – A personalidade do Espírito Santo

Desde o Céu até o Éden, Lúcifer, que então se tornou Satanás, atacou ferozmente a pessoa do Pai. Desde o Éden, quando soube da instituição do Plano da Redenção, até a cruz do Calvário, Satanás atacou ferozmente a pessoa do Filho. Desde então e até os nossos dias, o adversário tem atacado ferozmente a pessoa do Espírito Santo [Desqualificando Sua obra e/ou Sua personalidade, Sua pessoalidade]. E nós, pela infelicidade da desobediência de Adão, passamos a fazer parte desta grande controvérsia. Somos assediados constantemente pelo inimigo de Deus. Ele nos ataca ferozmente, e o faz com as mais variadas maneiras e ideias. E assim faz para que dediquemos cada vez menos tempo para o relacionamento com o nosso Senhor e Salvador.

Irmãos, a amizade oferecida por Deus é tudo o que precisamos. É nEle que encontramos paz. Somente nEle podemos nos realizar. Bem por isso, Ele achou por bem que chegasse em nossas mãos as Sagradas Escrituras, o Seu precioso Livro. Que bênção a leitura da Bíblia! Ao estudá-la, que alegria! Além disso, que privilégio a oração! Falar com Deus! Ele fala comigo, e eu falo com Ele!

Bem, como todos vocês sabem, um relacionamento de amizade é caracterizado pela comunicação. Deus fala, nós ouvimos. Nós falamos, Ele ouve. Disso se desenvolve a confiança. O amor toma conta do coração. A obediência se torna um princípio. E, então, revelamos o santo desejo de permanecer nessa doce companhia o resto de nossa vida, até que venha o tempo da eternidade, quando nunca mais haverá ruptura.

Ora, é nisso que o inimigo está de olho. Quanto mais ele coloca caraminhola na cabeça das pessoas, mais ele ganha. Como permanece o seu intuito de atacar a Deus, ele assim faz atacando também a igreja, o povo de Deus. Não conseguiu eliminar a Bíblia, então faz com que a Bíblia seja interpretada de maneira equivocada. Não conseguiu eliminar o povo de Deus, então faz com que o povo de Deus gaste tempo discutindo as equivocadas interpretações da Bíblia.

Irmãos, como vocês também sabem, temos variadas maneiras de contar um determinado assunto. A Lição preferiu falar da personalidade do Espírito Santo meio que na defensiva, como se estivesse para convencer alguém que pensa diferente do modo oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Nada contra esse modo, mas vou preferir comentar pelo lado afirmativo, positivo. O Espírito Santo é Deus. Ele é uma pessoa. A Bíblia assim O revela, assim ela afirma.

E mais: Ele, o Senhor Espírito Santo, realiza uma obra. A Sua obra está em execução. A Sua obra é fazer com que eu enxergue a minha situação e, ao mesmo tempo, que eu veja a solução, a única solução existente: Cristo Jesus.

Veja o que a Inspiração nos diz: “A Divindade moveu-Se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o Plano da Redenção. A fim de levarem a cabo plenamente esse plano, foi decidido que Cristo, o unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 188 – Meditação Matinal de 01/07/1974).

Na Lição 1, vimos que o Espírito Santo revelou Deus através da Bíblia [Somente Deus pode revelar Deus]. Na Lição 2, entendemos que Ele agiu nos bastidores da história bíblica porque justamente era Cristo quem devia ser visto no palco central [A glória do Espírito Santo é exaltar a glória de Jesus Cristo. Exaltada esta, aquela também o é]. Na Lição 3, vimos que a obra do Espírito Santo em nosso favor O identifica como Divino [Só Deus faz o que Ele faz]. Agora, com a Lição 4, veremos que a Sua obra O identifica como “pessoa”, e, por ser uma pessoa, nós mantemos um relacionamento de amizade com Ele, e Ele conosco.

No entanto, cabe aqui repetir o que registramos nas Lições anteriores: a Lição não deve ser usada para bater em ninguém. Ela não é uma arma contra aqueles que têm interpretações diferentes das nossas. Ninguém foi chamado para ser advogado do Espírito Santo. Chamados sim, mas para ser “testemunhas” – testemunhas do que conhecemos sobre Ele, e do que Ele tem feito em nossa vida. Esse é o maior argumento que temos de que Ele é nosso Deus, nosso Amigo, uma pessoa maravilhosa.

Irmãos, nunca houve um tempo em que o Espírito Santo estivesse desinteressado pela humanidade, apático. Ele sempre trabalhou em favor da nossa redenção. Desde o início do Velho Testamento, sempre Se ocupou com a nossa salvação. É verdade que, em termos funcionais, a tarefa de assumir a natureza humana ficou sob a responsabilidade da segunda pessoa da Divindade, nosso Senhor Jesus Cristo, mas nem o Pai e nem o Espírito Santo jamais nos desampararam. E, aproximando-se o momento da cruz, Cristo chamou Seus discípulos para estarem em torno de Si, e falou para eles que os estaria deixando (e isso os entristeceu), mas que o Pai enviaria outro Consolador. Do Céu viria Alguém.

Entendo ser apropriado usar João 14 como introdução e base para o estudo dessa semana. É na obra de Cristo que veremos a obra do Espírito Santo – ou seja, o que Cristo disse em João 14 nos ajuda a entender as outras passagens bíblicas [Vejam na Lição] que falam da terceira pessoa da Divindade. Mas antes de avançar, vejamos inicialmente o Espírito Santo como “Representante” de Cristo.

Um amigo é vendedor de calçados. Ele viaja por uma grande região do estado, visitando lojas. Ele é o representante da marca – ou seja, apresenta a mercadoria; discute qualidade, preço, prazo de pagamento, estratégias de venda, etc., etc.; e vende, acompanha a entrega, e fiscaliza a quitação do débito. Em suma: diante do cliente, ele é a fábrica – ele representa a fábrica. Muitos clientes até o apelidaram e o chamam pelo mesmo nome da marca do calçado.

Bem, essa ilustração é simples demais e até insignificante diante de quem é o Espírito Santo – mas, convenhamos, começa a abrir nosso entendimento para a compreensão das palavras que Cristo proferiu aos discípulos: “Eu (o Filho) pedirei ao Pai, e Ele (o Pai) vos dará ‘allos parakletos”.

Allos” – significa “outro do mesmo tipo”. Se fosse para ser diferente de “outro do mesmo tipo”, seria usada a palavra “heteros”, que significa “outro de tipo e qualidade diferente”. Jesus disse que “Eu e o Pai somos um”, e agora Ele estava prometendo que viria uma terceira pessoa “do mesmo tipo” – ou seja, da Divindade, do Céu, e com o mesmo objetivo: salvar a humanidade caída – Alguém que continuaria a Sua própria obra, que é também a obra do Pai.

Parakletos” – significa “ajudador”, “conselheiro”, “consolador”. Outra pessoa do mesmo tipo para fazer as mesmas obras. Alguém apto a fazer o que Ele mesmo faria caso entre nós continuasse. Muda a pessoa, mas a obra continua.

No caso do meu amigo, a fábrica não pode ir fisicamente até os lojistas, mas entre eles há um vendedor que “representa” todos os interesses da fábrica. As suas obras provam isso.

Jesus declarou algumas das ações do Espírito Santo, dando mais significado ao conceito de “consolador”. Por exemplo: Ele expõe o erro; convence o pecador; provoca confissão; conduz ao arrependimento; indica o perdão; purifica e santifica a pessoa. Assim, torna o novo nascimento uma realidade; imprime Seu caráter; faz do crente um participante da natureza divina; desvenda-lhe o amor de Deus; concede dons; e, nele, produz Seus frutos.

Irmãos, por essas “obras”, temos a revelação de que o Espírito Santo não é uma energia, uma influência. Longe disso! Ao tornar eficaz a obra de Cristo, o Espírito Santo é apresentado com personalidade. É uma Pessoa em toda a plenitude da Divindade.

A Inspiração diz: “O Consolador que Cristo prometeu enviar depois de ascender ao Céu, é o Espírito em toda a plenitude da Divindade, tornando manifesto o poder da graça divina a todos quantos recebem e creem em Cristo como um Salvador pessoal. Há três pessoas vivas pertencentes à trindade celeste; em nome destes três grandes poderes – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – os que recebem a Cristo por fé viva são batizados, e esses poderes cooperarão com os súditos obedientes do Céu em seus esforços para viver a nova vida em Cristo” (Nos Lugares Celestiais, pág. 336 – Meditação Matinal de 25/11/1968).

Na Bíblia, preste atenção nesta passagem: “Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado” (Mateus 12:31-32). A comparação feita por Jesus, onde Ele diz que o pecado contra Ele mesmo pode ser perdoado, mas não aquele cometido contra o Espírito Santo, nos revela que Este não é algo ou alguém inferior a Ele.

Pedro compreendia isso, e disse, numa outra ocasião: “Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5:3 e 4).

Bem, acompanhando os versos indicados na Lição, mais compreensão teremos sobre a personalidade, a pessoalidade do Espírito Santo. Ao mesmo tempo, compreenderemos a nossa missão. Como igreja organizada, como pessoas alcançadas pelo Plano da Redenção, temos uma missão muitíssimo importante. A mais importante missão dada a humanidade: levar o conhecimento sobre a salvação a outras pessoas. Bem, isso só pode acontecer através da obra do Espírito Santo em nós e através de nós. O evangelho só será pregado em todo o mundo mediante a obra do Espírito Santo em nós. Então, deve ser por isso que o inimigo tenta nos separar do Espírito Santo. Talvez seja por isso que o inimigo desqualifica a pessoa do Espírito Santo. Como não fazemos amizade com algo “impessoal”, o inimigo insiste com a impessoalidade do Espírito – o que acarretaria em não relacionamento com Ele. Ou, no mínimo, que gastemos o precioso tempo com tal discussão.

Indicamos algumas leituras adicionais. Nelas, sempre um algo mais para o enriquecimento da Lição:

1) De Pedro Apolinário, em “Explicação de Textos Difíceis da Bíblia”, “Paracleto” – clique aqui.

2) De Ángel Manuel Rodríguez, “A Trindade e o Livro Apocalipse” – clique aqui. 

3) “O que é monoteísmo?” – clique aqui. 

4) “Por que o Espírito Santo é chamado de Conselheiro em João 14?” – clique aqui. 

5) “O que significa estar cheio do Espírito Santo?” – clique aqui. 

6) “Se Cristo foi para o Céu, Ele não está mais conosco?” – clique aqui. 

7) De Alberto Timm, “Voto batismal: em nome da Trindade ou em nome de Jesus?” – clique aqui.

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Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 3 – A divindade do Espírito Santo

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 3 – A divindade do Espírito Santo

Vimos, na Lição 1, que o nosso Senhor Espírito Santo nos presenteou com as Sagradas Escrituras – o Livro que nos leva até Jesus Cristo [ou seria melhor: “o Livro que traz Jesus Cristo até nós”?]. Bem, é pelas Escrituras que Ele achou por bem nos explicar a respeito da entrada da humanidade no conflito entre Deus e Satanás, e sobre o maravilhoso Plano para a nossa redenção, através da segunda pessoa da Divindade, o nosso Senhor Jesus Cristo. Seríamos pessoas muito tristes se nada soubéssemos dessas coisas. Nossa condição estaria piorada se andássemos sem a Sua luz.

Na semana passada, na Lição 2, vimos, pela própria Bíblia, que Deus, o Espírito Santo, age em favor de nossa salvação – porém, o faz nos bastidores. Enquanto Cristo assumiu a posição no palco central, Ele, o Espírito Santo, trabalhou sem ser visto – se bem que notado – e assim fez porque assim quis fazer.

Para esta nova semana, a Lição 3, veremos um pouco sobre a divindade do Espírito Santo – tema que, infelizmente, ainda não é aceito por alguns de nossos irmãos. E, bem por isso, prefiro iniciar pedindo cuidado, respeito. Respeito a Deus, respeito aos nossos semelhantes. Não alfinetemos ninguém. A Lição não é para chicotear. Não entremos no terreno da discussão.

É apropriado dizer que não fomos chamados para ser advogados do Espírito Santo. Apenas testemunhas.

Bem, preparem-se para usar bastante a Bíblia.

No domingo, Pedro disse que Ananias havia mentido ao Espírito Santo, e que tal ato não era contra algum homem, mas a Deus. Assim, o apóstolo de Cristo nos revela o seu entendimento, bem como o da igreja primitiva: o Espírito Santo é Deus.

[Observação: para o bom andamento da Lição, não use a história de Atos 5 para falar de Ananias e Safira, nem de dízimos e ofertas, nem de votos, e nem de juízo rápido e terrível. Para hoje, fale apenas que Pedro e a igreja reconheciam que o Espírito Santo é Deus].

Na segunda, através de ações do Espírito Santo, vemos atributos que só podem ser atribuídos a Deus. Portanto, o Espírito Santo é Deus.

Onisciência – “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. … As coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus” (1Coríntios 2:9-11).

Onipresença – “Para onde me ausentarei do Teu Espírito? Para onde fugirei da Tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a Tua mão, e a Tua destra me susterá” (Salmos 139:7-10).

Eternidade – “Se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a Si mesmo Se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!” (Hebreus 9:13 e 14).

Onipotência – “Disse Maria ao anjo: ‘Como será isto [referente sua gravidez], pois não tenho relação com homem algum?’ Respondeu-lhe o anjo: ‘Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a Sua sombra; por isso, também o Ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus’” (Lucas 1:34 e 35).

* Sugerimos a leitura adicional sobre “O que é o pecado contra o Espírito Santo?” – clique aqui. 

Continuando a Lição, na terça, mais passagens bíblicas nos são apresentadas, e vale a pena serem lidas. Em cada uma delas, em paralelo, vemos que  Espírito Santo é Deus.

1) Isaías 63:10-14; Números 14:11; Deuteronômio 32:12.

2) 2Samuel 23:2 e 3.

3) 1Coríntios 3:16 e 17; 1Coríntios 6:19 e 20.

4) 1Coríntios 12:11 e 28.

Na quarta, mais textos:

1) Tito 3:4-6; Romanos 8:2.

2) Isaías 6:8-10; Atos 28:25-27.

3) 2Pedro 1:21; 2Timóteo 3:16.

4) Romanos 8:11.

* Leia “Mudança de coração” – clique aqui. 

Na quinta, ainda alguns textos: 1Pedro 1:2; 2Coríntios 13:14; Mateus 28:18 e 19.

Para conclusão, relaciono alguns textos do Espírito de Profecia:

“O Espírito Santo é o representante de Cristo, mas despojado da personalidade humana, e dela independente. Limitado pela humanidade, Cristo não poderia estar em toda parte em pessoa. Era, portanto, do interesse deles [dos discípulos] que [Cristo] fosse para o Pai, e enviasse o Espírito como Seu sucessor na Terra” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 189).

“O príncipe da potestade do mal só pode ser mantido em sujeição pelo poder de Deus na terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo” (Evangelismo, pág. 617).

“A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar, porque o Senhor não lho revelou. Com fantasiosos pontos de vista, podem-se reunir passagens da Escritura e dar-lhes um significado humano; mas a aceitação desses pontos de vista não fortalecerá a igreja. Com relação a tais mistérios – demasiado profundos para o entendimento humano – o silêncio é ouro” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 54).

“Que ninguém se aventure a explicar a Deus. Os seres humanos não podem explicar-se a si mesmos; como, pois, ousam aventurar-se a explicar Aquele que é onisciente?” (Medicina e Salvação, pág. 92).

“Não é essencial que sejamos capazes de definir exatamente o que seja o Espírito Santo” (E Recebereis Poder, pág. 11).

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Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 2 – O Espírito Santo: atuando nos bastidores

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 2 – O Espírito Santo: atuando nos bastidores

“A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o Plano da Redenção. A fim de levarem a cabo plenamente esse Plano, foi decidido que Cristo, o unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado” (Meditação Matinal de 01/07/1974).

A segunda pessoa da Divindade, o nosso Senhor Jesus Cristo, nos é apresentado como o “Filho” [Leia sobre isso. Clique aqui]. Para Se tornar um conosco, teve que assumir a natureza humana. Tornou-Se “Homem”. Passou a ser “carne”. E, mesmo assim, e não podia ser diferente disso, Ele só teve como ser reconhecido como vindo da parte de Deus através de Suas “obras”.

Ora, como, então, (tentar) explicar ou (tentar) entender tanto o Pai quanto o Espírito Santo? Sendo que Eles não são carne, porventura não devem também ser reconhecidos através de Suas realizações?

Bem, como a Lição é sobre o Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade, vamos canalizar o tema da semana para Ele. Falemos do Espírito Santo.

Irmãos, a proposta é reconhecermos o Espírito Santo através da obra que Ele realiza. Devemos afirmar a Sua existência através das Suas ações. Se há muita ou se há pouca declaração escrita a respeito dEle nas Sagradas Escrituras, isso não nos deve incomodar. A Bíblia nos foi dada para falar de Jesus. A Divindade achou por bem falar mais sobre Jesus.

Bem, na semana passada, vimos o Espírito Santo como o Revelador dos assuntos de Deus. Somente Deus pode revelar as coisas de Deus. Assim, Ele agiu de forma que a Palavra fosse escrita, e a fez chegar em nossas mãos – nos dando a devida compreensão.

Nesta semana, avançando, O veremos por todo o Velho Testamento e no ministério de Jesus. Porém, começando pelo domingo, uma ilustração é usada, e ela nos será útil para entender algumas coisas. Nossa mente será aberta para aceitar que não temos a necessidade de ter o nome do Espírito Santo escrito em todos os acontecimentos. Basta saber que Ele estava agindo.

Bem, a atuação do Espírito Santo é ilustrada através da palavra “vento”. E o sentido é o seguinte: não vemos o vento, mas vemos a sua obra; não sabemos de onde ele veio e nem para onde vai, mas sabemos que ele passou. Ao mesmo tempo, referindo-se a nós, assim como com humildade nos posicionamos diante do vento, humildemente devemos nos prostrar diante do Espírito Santo. E, aqui, bem cabe a recomendação do Espírito de Profecia:

“A Palavra de Deus e Suas obras encerram o conhecimento dEle próprio, o qual Ele houve por bem revelar-nos. Podemos entender a revelação que, dessa forma, deu Ele de Si mesmo. É, porém, com temor e tremor, e com um senso de nossa própria pecaminosidade, que devemos fazer esse estudo; não com o desejo de procurar dar uma explicação de Deus, senão com o desejo de adquirir aquele conhecimento que nos habilitará a servi-Lo de maneira mais aceitável.

Que ninguém se aventure a explicar a Deus. Os seres humanos não podem explicar-se a si mesmos; como, pois, ousam aventurar-se a explicar Aquele que é onisciente?” (Medicina e Salvação, págs. 91 e 92).

Na segunda-feira, a Bíblia revela a presença e ação do Espírito Santo na criação. E gosto de destacar Gênesis 1:26, quando Elohim, a forma plural hebraica para mencionar Deus, diz: “Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança”.

Irmãos, na criação da humanidade, ali estava o Senhor Espírito Santo. Ele foi visto por Adão. Adão O viu assim que lhe foi soprado o fôlego de vida.

“Deus criou o homem à Sua própria imagem. Não há aqui mistério. Não há lugar para a suposição de que o homem evoluiu, por meio de morosos graus de desenvolvimento, das formas inferiores da vida animal ou vegetal. Tal ensino rebaixa a grande obra do Criador ao nível das concepções estreitas e terrenas do homem. Os homens são tão persistentes em excluir a Deus da soberania do Universo, que degradam ao homem, e o despojam da dignidade de sua origem. Aquele que estabeleceu os mundos estelares nos altos céus, e com delicada perícia coloriu as flores do campo, Aquele que encheu a Terra e os céus com as maravilhas de Seu poder, vindo a coroar Sua obra gloriosa a fim de pôr em seu meio alguém para ser o governador da linda Terra, não deixou de criar um ser digno das mãos que lhe deram vida. A genealogia de nossa raça, conforme é dada pela inspiração, remonta sua origem não a uma linhagem de germes, moluscos e quadrúpedes a se desenvolverem, mas ao grande Criador. Posto que formado do pó, Adão era filho ‘de Deus’” (Meditação Matinal de 05/01/1971).

Bem, afirmando a presença do Espírito Santo em nossa criação, entendo que Ele bem nos conhece, sabendo exatamente como agir em favor de nossa salvação.

Na terça, assim como entendemos que o Espírito Santo nos ensina através da Bíblia, o Seu ensino já deve ser visto no serviço do Santuário. De geração em geração, vinha o conhecimento da salvação através dos sacrifícios oferecidos em família. Com o Santuário, o ensinamento foi expandido. Foi dado mais entendimento sobre o Plano da Redenção. Mais de Jesus Cristo foi revelado. E isso foi obra do Espírito Santo.

Mas, de forma brilhante, a Lição nos chama a atenção para o fato de Ele ter incluído a humanidade na construção do Tabernáculo. Ou seja, o Espírito Santo capacita as pessoas a participarem da Sua obra. Isso é ou não é o maior de todos os privilégios? Deus nos tornar úteis em Sua obra!

Na quarta e na quinta, a Lição tem dois títulos, mas uma complementa a outra. Quarta abre, quinta aprofunda. E o assunto diz respeito ao Espírito Santo glorificar a pessoa e a obra de Jesus Cristo. A intenção da Lição é nos dar o seguinte esclarecimento: como ficou estabelecido que a segunda pessoa da Divindade é quem Se tornaria carne, nascendo entre nós e nos dando a Sua vida na cruz do Calvário, o Espírito Santo agiria nos bastidores, nos conduzindo a dar glórias a Jesus. Ele veio para falar de Jesus. A Sua glória estava na glória de Jesus.

Os pais se desdobram para que o filho estude e aprenda uma profissão. Com isso, todas as suas conversas giram em torno do filho. A vitória deles é alcançada quando o filho é vitorioso. Não veem nenhuma necessidade de exaltar os seus próprios esforços. A glória deles é reconhecida justamente quando o filho é reconhecido.

Nesse sentido, da Sua presença sobre as águas, no princípio da criação, passando pela manjedoura e indo até o Calvário, e da tumba aberta até o momento em que Ele e a igreja dizem “vem!”, o Espírito Santo faz questão de dizer: “Não olhem para Mim; olhem para Jesus”.

Por sinal, não é assim que devemos agir também? Não é para Jesus que devemos encaminhar os que carecem de um Salvador? Somos nós ou Deus quem converte as pessoas?

Encerrando, permitamos que o Espírito Santo atue em nossos corações. Deixemos que Sua obra de salvação seja completa em nossa vida.

“Todo cristão tem o privilégio, não só de esperar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, como também de apressá-la. Se todos os que professam Seu nome produzissem fruto para Sua glória, quão depressa não estaria o mundo todo semeado com a semente do evangelho! Rapidamente amadureceria a última grande seara e Cristo viria recolher o precioso grão” (Meditação Matinal de 17/09/1992).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Leia: “Como Cristo pode ser ‘o Primogênito de toda a criação’ sem ter sido criado?”, de Alberto Timm – clique aqui.

Leia: “Por que Ellen White afirma que Deus o Pai ‘exaltou’ o Seu Filho diante das hostes angélicas por ocasião da criação do mundo, se Este sempre foi plenamente Deus?”, também de Alberto Timm – clique aqui.

E, por fim, leia: “Jesus – Filho de Deus e Filho do homem”, do famoso professor Pedro Apolinário, em seu livro “Explicação de Textos Difíceis da Bíblia” – clique aqui.

Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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