Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 10 – A ira de Eliú – O Livro de Jó

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 10 – A ira de Eliú – O Livro de Jó

Depois de ouvir a esposa e os três amigos, Jó ouviu mais uma pessoa: Eliú – um jovem bem intencionado, prudente, que ouvira calado as argumentações anteriores, e, agora, achando que podia elevar o tom da conversa, faz também o seu discurso (Leia Jó 32 a 37).

Como os demais, Eliú vinha de um conceito teológico distorcido, herdado de forma verbal; vivia num tempo anterior aos escritos bíblicos; e nada sabia sobre a conversa entre Deus e Satanás (Jó 1 e 2). Foi menos cruel que Elifaz, Bildade e Zofar – mas foi cruel. Proferiu uns conceitos interessantes, evidenciando a grandeza de Deus – mas foi cruel.

Bem, a Lição não pode ficar apenas no campo histórico. Nós não estamos aqui apenas para olhar para trás. Em nossa volta, com absoluta certeza, temos várias e várias pessoas passando por situações de grande sofrimento. Existem vários Jós em nossa volta. Por sinal, é possível que alguns estejam sofrendo calados – e nós não os identificamos, e corremos o risco de ser tão cruéis com eles quanto os amigos de Jó. Portanto, sejamos cuidadosos quando em oração pública, ou ao pregar um sermão, ou passando a Lição em nossas classes, ou dando um conselho individual.

Vejamos alguns textos do Espírito de Profecia:

“A vida não se compõe de grandes sacrifícios e maravilhosas realizações, mas de pequenas coisas. Bondade, amor e cortesia são as características do cristão. … Deveis acalentar as preciosas qualidades que existiam no caráter de Jesus. Em nossa associação uns com os outros, seja sempre lembrado que há capítulos na experiência dos outros que se acham vedados aos olhos mortais. Há lamentáveis histórias que estão escritas nos livros do Céu, as quais se acham sagradamente resguardadas de olhares espreitadores. Encontram-se registradas ali, longas e penosas batalhas com circunstâncias probantes, surgidas nos próprios lares, que dia a dia minam a coragem, a fé, a confiança, até que a própria varonilidade parece desfazer-se em ruínas. Mas Jesus sabe tudo isso, e Ele jamais esquece. Para tais pessoas, palavras de bondade e afeto são acolhidas como o sorriso de anos. Um forte e salutar aperto de mão de um verdadeiro amigo vale mais do que ouro e prata. Isto o ajuda a recuperar a varonilidade do homem” (Meditação Matinal de 15/05/1980 – Este Dia Com Deus, pág. 142).

“Irmãos e irmãs que são bem intencionados, mas que têm concepções acanhadas e veem somente o exterior, podem tentar ajudar em assuntos dos quais não possuem conhecimento real. Sua experiência limitada não pode sondar os sentimentos de uma pessoa que tem sido estimulada pelo Espírito de Deus, que sentiu até o mais profundo aquele amor e interesse sincero e inexprimível pela causa de Deus e pelas almas que eles nunca experimentaram, e que tem levado fardos na causa de Deus que eles nunca ergueram.

Alguns amigos míopes e de curta experiência não podem, com sua visão limitada, apreciar os sentimentos de alguém que tem estado em harmonia íntima com a alma de Cristo com relação à salvação de outros. Seus motivos são mal compreendidos e suas ações mal interpretadas por aqueles que seriam seus amigos, até que, como Jó, ele pronuncia a oração sincera: ‘Salva-me de meus amigos’. Deus assume o caso de Jó pessoalmente. Sua paciência tem sido severamente provada; mas, quando Deus fala, todos seus sentimentos banais são mudados. A justificação própria que ele julgou ser necessária para resistir à condenação de seus amigos não é necessária para com Deus. Ele nunca julga mal; Ele nunca erra” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 3, pág. 509).

“Quando nos podemos associar para ajudar uns aos outros na carreira para o Céu, quando a conversa é sobre assuntos divinos e celestes, então vale a pena falar; mas quando a conversa se centraliza no eu e em temas terrenos e sem importância, o silêncio é ouro. O ouvido obediente receberá a reprovação com humildade, paciência e docilidade. Somente então se demonstra benéfica nossa comunicação uns com os outros, e cumpre tudo quanto é da vontade de Deus. Quando ambos os aspectos da instrução divina são atendidos, o sábio repreensor cumpre seu dever, e o ouvido obediente escuta para um fim, e é beneficiado” (Meditação Matinal de 08/06/1956 – Filhos e Filhas de Deus, pág. 166).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2016 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – Declarações de Esperança – O Livro de Jó

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – Declarações de Esperança – O Livro de Jó

A Bíblia possui um fio de ouro que costura versículo com versículo, capítulo com capítulo. Esse fio de ouro é visto do primeiro até o último de seus livros. Todos os escritores do Livro Sagrado foram inspirados a usar esse fio de ouro, cuja origem é celestial. Veio diretamente dos lábios de Jesus Cristo. Trata-se do Plano da Redenção – o ensino sobre o eterno amor de Deus – dispensado a cada um dos seres humanos de forma abundante, generosa – e só é entendido quando contemplamos o andar de Deus até a cruz do Calvário.

Entre Adão e Jó há uma diferença de um pouco mais de dois mil anos. Jó deve ter vivido em algum tempo entre Abraão e Moisés, mas não era da linhagem abraâmica. E em seu tempo não havia nenhuma “revelação escrita”, nenhuma sinagoga, nenhum púlpito. No entanto, a “revelação oral” chegou até ele. O que o próprio Senhor Jesus ensinou a Adão em Gênesis 3, ainda no Éden, atravessou os séculos, e chegou até o patriarca Jó. Deus fez com que o fio de ouro chegasse aos ouvidos de Jó.

A Lição dedicou algumas semanas aos discursos dos amigos de Jó. Infelizmente, como vimos, esses homens focaram seus argumentos na teoria satânica de que Deus é o autor do sofrimento. Que se alguém estava sofrendo, insistiam eles, é porque Deus o estava punindo. Portanto, que Jó confessasse e abandonasse o pecado.

Bem, é verdade que essa história está registrada na Bíblia. É uma história verdadeira. Mas, para o meu gosto, a Lição ficou muito tempo centrada no “eu”, na “dor”, nas “mentiras” dos tais amigos (aliás, na mentira do inimigo). Minha preferência é que fosse dado menos espaço para aqueles argumentos e bem mais para o que propõe a Lição 9. Felizmente aquela fase passou, e agora vamos considerar a “verdade” – o fio de ouro, o Plano da Redenção, a esperança na vida futura – a vida que se mede pela vida de Deus. Veremos que Jó, embora o sofrimento, e apesar das sugestões do maligno, mantinha o seu pensamento no amorável caráter de Deus, o seu Redentor.

O que estava acontecendo com ele não era injusto, não era algo sem sentido. Era fruto do grande conflito, que, por sinal, ocorre não somente em torno de nós, mas dentro de nós. E mesmo que Jó não soubesse explicar os detalhes dessa trama, foi capaz de proferir palavras de esperança – o que só é possível através da influência do Espírito Santo no coração. Portanto, o Espírito Santo agia em Jó, e Jó correspondia.

“Em todos os tempos e lugares, em todas as dores e aflições, quando a perspectiva se afigura sombria e cheia de perplexidade o futuro, e nos sentimos desamparados e sós, o Consolador será enviado em resposta à oração da fé. As circunstâncias podem-nos separar de todos os amigos terrestres; nenhuma, porém, nem mesmo a distância, nos pode separar do celeste Consolador. Onde quer que estejamos, aonde quer que vamos, Ele Se encontra sempre à nossa direita, para apoiar, suster, erguer e animar” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, 56).

“As riquezas da graça de Cristo devem ser conservadas na mente. Entesourai as lições providas pelo Seu amor… Apoderai-vos das promessas de vosso Pai celestial, e lembrai-vos de Seu trato passado convosco, e com os Seus servos em geral” (Para Conhecê-Lo, 257).

“Não mais cultive suas dúvidas, expressando-as e despejando-as em outras mentes, tornando-se assim um agente de Satanás ao semear as sementes da dúvida. Fale de fé, viva fé, cultive o amor a Deus; torne evidente ao mundo todo o que Jesus é para você. Exalte-Lhe o santo nome. Conte de Sua bondade; fale de Sua misericórdia; e proclame o Seu poder” (Cristo Triunfante, 127).

Irmãos, falemos da nova Terra, do novo Céu!!!

Sugerimos a leitura adicional de “A fé deve atravessar a sombra”, na Meditação Matinal de 14/11/1962 (Nossa Alta Vocação, 322) – clique aqui.

Lembre-se de ler a Meditação Matinal para o dia de hoje – clique aqui.

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 8 – O Livro de Jó

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 8 – O Livro de Jó

“O Livro de Jó procura uma solução para o seguinte problema: ‘Por que os justos sofrem?A resposta é que Satanás é o autor do sofrimento, como também da teoria de que o sofrimento é um castigo divino pelo pecado.  O sofrimento é o resultado de um gênio do mal em ação no universo, e não necessariamente de determinados atos de má conduta por parte do sofredor. O papel de Deus no sofrimento humano é permissivo. Isso não nega o direito de recompensa e punição (1). É verdade que a persistente recusa em cumprir a vontade divina traz infortúnio (2), mas o fato de que o sofrimento é um resultado natural do pecado em ação no universo não implica necessariamente que o sofrimento possa ser atribuído a algum pecado específico cometido. Em um mundo em que o pecado prevalece, muitas vezes, os justos sofrem com os culpados, enquanto que os ímpios, por vezes, parecem, por um tempo, prosperar (3).

A narrativa do Livro abre com Jó no auge da prosperidade, um ‘homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal’. De repente, e sem motivo aparente, ele é reduzido a um estado em que a morte parece ser mais desejável do que a vida. Entretanto, ‘em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma’. Influenciada pela crença de que o sofrimento é um castigo pelo pecado, a esposa de Jó considera a situação desesperadora; e seus melhores amigos, que, presumivelmente, se chegaram a ele para confortá-lo, conseguem apenas aprofundar sua miséria. Parecia a Jó que Deus não entendia ou nem mesmo Se importava com ele. Aparentemente abandonado por Deus e pelos homens, prostrado em um escuro e profundo poço de desânimo, Jó ainda mantém certo grau de equilíbrio espiritual. Ele não tem a pretensão de estar sem pecado, mas afirma que não conhece qualquer explicação racional para seu sofrimento, sob a premissa de que a punição seja a retribuição depor um suposto crime. Em um supremo ato de fé, ele entrega seu caminho ao Senhor, até mesmo diante da morte, com a certeza de que a seu tempo, Deus tivesse ‘saudades’ da obra de Sua mãos (Jó 14:12-15). Sua confiança na bondade de Deus o leva a triunfar sobre as circunstâncias mais desalentadoras. Lenta, mas de forma segura, essa fé o ergue do poço no qual Satanás o lançou, até que finalmente Deus ajusta sua visão para ver, do ponto de vista da filosofia divina, as circunstâncias em sua verdadeira perspectiva”.

Referências: (1) Gálatas 6:7-9. (2) Êxodo 23:20-33; Deuteronômio 28; Salmos 1; Jeremias 31:29 e 30; Ezequiel 18. (3) Salmos 37:7; Jeremias 12:1.

Dicionário Bíblico Adventista, pág. 736

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – clique aqui.

 

 

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 7 – Castigo Retributivo – O Livro de Jó

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 7 – O Livro de Jó

Semana passada, a Lição nos apresentou os comentários de Elifaz, o primeiro amigo de Jó. Nesta nova semana, para fechar a primeira metade do trimestre, veremos o que disse o segundo amigo, chamado Bildade.

Hoje sabemos que as questões levantadas por eles eram, na verdade, uma afronta ao caráter e a natureza de Deus. Era mais do que somente a concepção deles. Era o que Satanás queria que as pessoas aceitassem, e assim se expressassem. Era a maneira como o inimigo desejava que fosse “evangelizada” a humanidade. Não tirava Deus da posição de Juiz, mas alterava a compreensão sobre como Ele julgava. Em vez de afirmar que Ele praticava a disciplina “redentiva”, dizia a respeito de uma tal de disciplina “punitiva”.

Bem, irmãos, o desenvolvimento histórico poderá ser visto na própria Lição, assim como através da leitura do texto bíblico. Minha particular preocupação, no entanto, é com os “Jós” de hoje, e os de amanhã. Nem Jó, nem a mulher dele, nem Elifaz, nem Bildade, e nem Zofar – nenhum deles tinha a Palavra de Deus escrita. Não existia nenhum verso da Bíblia. Nenhum! Não existia nenhuma igreja, nenhum púlpito. O que sabiam sobre Deus e Seu modo de agir era tão somente o que a Bíblia, agora, nos conta. Como ninguém dá o que não tem, eles deram somente aquilo. Nós, no entanto, temos mais. Muito mais! Temos as Sagradas Escrituras completa, com a história deles e a de Jesus Cristo, cuja vida foi dada na cruz do Calvário. Que amor! Que maravilhosa graça! Temos também os Testemunhos, os livros que chamamos de o Espírito de Profecia. Quanta luz! E é justamente destes que deixo algumas indicações para leitura adicional. Mais carga para nossa bateria. Mais luz! Se dias sombrios vierem, não cometamos os erros de Bildade.

A senhora White registrou que algumas pessoas perguntavam assim para ela: “‘A senhora fica desanimada por vezes, quando sob provação?’ Não [respondia ela]; há um tempo para o silêncio, um tempo de guardar a língua como que com um freio, e eu estava decidida a não proferir palavra de dúvida ou de trevas, a não levar sombra alguma àqueles com quem me achava associada. Disse a mim mesma: Suportarei o fogo do Refinador; não serei consumida. Quando eu falar, falarei de luz; falarei de fé e de esperança em Deus; falarei de justiça, de bondade, do amor de Cristo meu Salvador; fá-lo-ei para dirigir a mente de outros para o Céu e as coisas celestiais, à obra de Cristo no Céu por nós, e à nossa obra por Ele na Terra” (Review and Herald, 11 de fevereiro de 1890).

“Quando incutimos desânimo e tristeza, Satanás escuta com perversa alegria, pois apraz-lhe saber que vos prendeu em seu cativeiro. Satanás não pode ler nossos pensamentos, mas pode ver nossos atos, ouvir nossas palavras; e, em virtude de seu longo conhecimento da família humana, pode elaborar suas tentações de modo a se prevalecerem de nossos pontos fracos de caráter. E quantas vezes deixamos que ele penetre o segredo de como pode alcançar a vitória sobre nós!” (Review and Herald, 19 de maio de 1891).

Leia na Meditação Matinal de 29/09/1965: “Por que estas aflições?” – clique aqui.

Leia que “A fé enxerga para além das trevas”, na Meditação Matinal de 14/08/1965 – clique aqui.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal para o dia de hojeclique aqui. Estamos seguindo uma antiga da senhora White – “Maravilhosa Graça de Deus”, de 1974. Espetacular!

“‘Eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito’, diz o Senhor; ‘pensamentos de paz, e não de mal'” (Jeremias 29:11).

 

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 6 – O Livro de Jó

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 6 – O Livro de Jó

Na Lição desta e das próximas semanas, estudaremos a respeito da visita dos amigos de Jó. Começaremos por Elifaz. Um amigo querido. Boa pessoa. Bem intencionado. Maduro. No entanto, porque nada sabia da tal conversa entre Deus e Satanás a respeito de Jó, deixará sair de seus lábios um mundaréu de coisas que estavam em seu coração: uma teologia equivocada sobre a ação de Deus; conclusões humanas (na verdade, diabólicas) sobre o caráter e a natureza de Deus; e a famosa vontade de se colocar como advogado do Senhor, em vez de Sua testemunha.

No livro A Ciência do Bom Viver, no capítulo 10, Ellen White escreve sobre “Auxílio aos tentados”. Na página 163 encontramos as seguintes considerações:

“Muitos pensam que estão representando a justiça de Deus, ao passo que deixam inteiramente de Lhe representar a ternura e o grande amor. Muitas vezes aqueles a quem eles tratam com severidade e rispidez se acham sob o jugo da tentação. Satanás está lutando com essas pessoas, e palavras ásperas, destituídas de simpatia, desanimam-nas, fazendo-as cair presa do poder do tentador”.

Por fim, a senhora White arremata: “Delicada coisa é o trato com a mente dos homens”.

Bem, a Lição fala que “Elifaz jamais ganharia um prêmio por tato e solidariedade”. Diz que em sua tentativa de defender o caráter de Deus, expressa coisas banais e fora do contexto. Diz que, se ele tivesse escrito um livro, o primeiro capítulo seria “O que não dizer para um enlutado”.

Irmãos, nós não temos o direito de ser insensíveis. Nem mesmo em nome da “verdade” devemos ser cruéis. É verdade que não devemos chamar o mal de bem, mas também é verdade que em nome do bem não devemos praticar o mal.

Com isso em mente, jamais nos esqueçamos: na listinha de Satanás constava não somente “Jó” – o nome “Elifaz” também estava lá.

Então, “o que dizer”, “quando dizer”, e “como dizer” (se é que deva ser dito) – eis a questão!

“Pudesse ser erguido o véu que separa o mundo visível do invisível, e pudesse o povo de Deus contemplar o grande conflito que se trava entre Cristo e os santos anjos, e Satanás e suas forças malignas, acerca da redenção do homem; pudesse compreender a maravilhosa obra de Deus em favor da salvação de almas da escravidão do pecado e a constante operação de Seu poder para sua proteção da maldade do maligno, e estariam melhor preparados para resistir às armadilhas de Satanás. Sentiriam no espírito uma impressão solene em vista da vasta extensão e importância do plano da redenção e da grandeza da obra que se lhes depara, como colaboradores de Cristo. Sentir-se-iam humilhados, todavia animados, sabendo que todo o Céu se acha interessado em sua salvação” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, pág. 467).

São muito carinhosas as palavras da Meditação Matinal de 08/01/1953. Dá vontade de fazer um quadro. Dá vontade de postar no facebook. Dá vontade de enviar para os amigos. Aceita ler? – clique aqui.

Outra palavra de boa instrução está na Meditação Matinal de 08/09/1965 – “Confiar em tempo de prova – clique aqui.

Para a leitura da Meditação Matinal desta semana, clique aqui.

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 5 – 4º trimestre de 2016

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 5 – 4º trimestre de 2016

Noto que com facilidade nos esquecemos do contexto do Livro de Jó. Ele trata do grande conflito entre Deus e Satanás – mas, com o desenrolar das semanas, a Lição vai nos conduzindo para o conflito de Jó, e nós nos apequenando diante isso. Deixamos de ver o quadro inteiro. Reparamos apenas a foto três por quatro.

Reparo, também, que com facilidade desmembramos uma semana da outra, assim como um capítulo do outro. Às vezes, dentro da mesma semana, tratamos de mais de um assunto. Na verdade, melhor seria não estudar o Livro inteiro em apenas um trimestre. Que fossem escolhidos uns dois ou três capítulos apenas. Ou, o Livro inteiro, mas no ano inteiro.

Irmãos, o que aconteceu com Jó é fruto única e exclusivamente do fato de ter entrado o PECADO em nosso planeta. É fruto do toque de Satanás em nossas vidas. É a demonstração do que ocorreria com toda a humanidade caso Deus não tivesse aberto a porta da graça. Devemos e muito ao fato de Cristo ter ido ao encontro de Adão e Eva, assim que estes pecaram. Foi ainda no Éden que o nosso Salvador pôs inimizade entre nós e o inimigo. Não fosse isso, todos, absolutamente todos, estaríamos sofrendo as profundezas do que Jó sofreu.

Mas não ignoremos a realidade. Há pessoas, sim, que estão passando por crises enormes. Há muitos Jós entre nós! E, nesse caso, porque temos um pouco mais de luz, devemos levar a mensagem correta para elas. Uma mensagem de conforto, que faça brotar a esperança, que renove suas forças, e que as faça confiar em Deus.

Gosto de dizer isso: pode ser que, em algum momento futuro, nós mesmos venhamos a passar por dificuldades – então, carreguemos nossas baterias – aprendamos sobre o quadro maior da realidade do grande conflito – tenhamos luz para os dias sombrios que poderão nos sobrevir.

“Não é vontade de Deus que nos mantenhamos subjugados pela muda tristeza, coração ferido e quebrantado. Ele quer que olhemos para cima e Lhe contemplemos a serena face de amor. O bendito Salvador Se põe ao lado de muitos, cujos olhos estão tão cegados pelas lágrimas, que nem O discernem. Deseja tomar-nos pela mão, e que O olhemos com fé simples, permitindo que Ele nos guie. Seu coração abre-Se às nossas dores, tristezas e provações. Amou-nos com amor eterno e com amorável benignidade nos atraiu. Podemos fazer descansar sobre Ele o coração e meditar o dia todo em Sua amorável benignidade. Ele erguerá a alma acima dos diários dissabores e perplexidades, a um reino de paz” (O Maior Discurso de Cristo, pág. 12).

“A glória do Céu consiste em erguer os caídos e confortar os infortunados. E onde quer que Cristo habite no coração humano, será revelado da mesma maneira. Onde quer que atue, a religião de Cristo abençoará. Onde quer que se manifeste, haverá claridade. […]

Qualquer que seja a diferença de crença religiosa, um clamor da humanidade sofredora precisa ser ouvido e atendido. Onde existirem amargos sentimentos por diferenças de religião, pode ser feito muito bem pelo serviço pessoal. O serviço amável quebrará os preconceitos e conquistará almas para Deus.

Devemos atender às aflições, às dificuldades e às necessidades dos outros. Devemos partilhar das alegrias e cuidados tanto de nobres como de humildes, de ricos como de pobres… Ao redor de nós há almas pobres e tentadas que necessitam de palavras de simpatia e atos ajudadores. Há viúvas que carecem de simpatia e assistência. Há órfãos, aos quais Cristo ordenou aos Seus seguidores que recebessem como legado de Deus. Muitas vezes são abandonados. Podem ser maltrapilhos, grosseiros e, segundo toda a aparência, nada atraentes; contudo são propriedade de Deus. Foram comprados por preço, e aos Seus olhos são tão preciosos quanto nós. São membros da grande família de Deus, e os cristãos, como mordomos Seus, são por eles responsáveis” (Parábolas de Jesus, capítulo 27 – A verdadeira riqueza).

Sugerimos a leitura deRevelado o caráter de Deus”, da Meditação Matinal de 12/01/1965 (Para Conhecê-Lo, pág. 18) – clique aqui.

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 4 – 4º Trimestre de 2016

Indicamos a seguinte leitura (preciosa leitura!):

“Explicação de Textos Difíceis da Bíblia: O problema da dor e do sofrimento humano– clique aqui.

Deus mede toda a prova– clique aqui.

E quem não leu sobre a “Ação física de Satanás“, indicada na semana passada, ainda é tempo. Clique aqui.

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