Meditação Matinal – para cada dia de 2019

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Alma – Nefesh – 1Reis 17:21 – Comentário Bíblico Adventista

E, estendendo-se [Elias] três vezes sobre o menino [filho da viúva de Sarepta], clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, rogo-Te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele” (1Reis 17:21).

Alma. Do hebraico nefesh.

Esta palavra aparece mais de 700 vezes no Antigo Testamento e é traduzida de diferentes formas, como “seres viventes” (Gênesis 1:21; Gênesis 2:19), “vida” (Gênesis 9:4; Gênesis 12:12; Êxodo 4:19; Josué 2:14), “pessoas” (Gênesis 12:5; Gênesis 14:21), “pessoa” (Josué 20:9), “alma vivente” (Levítico 11:46), “todos” (Jeremias 43:6), “mortos” (Levítico 19:28) e “cadáver” (Números 9:6 e 7).

De todas essas traduções, “vida” seria provavelmente a mais adequada no texto em questão (1Reis 17:21).

A tradução “alma” é equivocada e transmite a ideia de uma entidade imortal, capaz de existência consciente separada do corpo. Essa ideia não reside na palavra nefesh. De todas as mais de 700 ocorrências da palavra, nenhuma expressa essa noção, nem mesmo a pressupõe. Nenhuma vez nefesh é tida como algo que é imortal.

A tradução de nefesh como “vida” está em harmonia com o que os tradutores da Bíblia fizeram em outros 119 casos. Um exemplo notável está em 1Reis 19:4 (dois capítulos após o texto em questão), em que (o mesmo) Elias declara: “Ó Senhor; toma agora a minha vida [nefesh]” (Almeida Revista Corrigida). Nesse caso, os tradutores empregaram a palavra “vida” de forma correta.

Comentário Bíblico Adventista, vol. 2, pág. 895 – referente 1Reis 17:21. (Na Série Logos, os volumes 1 a 7 são chamados de “Comentário Bíblico”; o volume 8 de “Dicionário Bíblico”; e o volume 9 de “Tratado de Teologia”).

Textos Bíblicos:

Gênesis 1:21 – “Criou, pois, Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoavam as águas, segundo as suas espécies; e todas as aves, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom”.

Gênesis 2:19 – “Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles”.

Gênesis 9:4 – “Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis”.

Gênesis 12:5 – “Levou Abrão consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as pessoas que lhes acresceram em Harã. Partiram para a terra de Canaã; e lá chegaram”.

Gênesis 12:12 – “Os egípcios, quando te virem, vão dizer: É a mulher dele e me matarão, deixando-te com vida”.

Gênesis 14:21 – “Então, disse o rei de Sodoma a Abrão: Dá-me as pessoas, e os bens ficarão contigo”.

Êxodo 4:19 – “Disse também o SENHOR a Moisés, em Midiã: Vai, torna para o Egito, porque são mortos todos os que procuravam tirar-te a vida”.

Levítico 11:46 – “Esta é a lei dos animais, e das aves, e de toda alma vivente que se move nas águas, e de toda criatura que povoa a terra”.

Levítico 19:28 – “Pelos mortos não ferireis a vossa carne; nem fareis marca nenhuma sobre vós. Eu sou o SENHOR”.

Números 9:6 e 7 – “Houve alguns que se acharam imundos por terem tocado o cadáver de um homem, de maneira que não puderam celebrar a Páscoa naquele dia; por isso, chegando-se perante Moisés e Arão, disseram-lhes: Estamos imundos por termos tocado o cadáver de um homem; por que havemos de ser privados de apresentar a oferta do SENHOR, a seu tempo, no meio dos filhos de Israel?

Josué 2:14 – “Então, lhe disseram os homens: A nossa vida responderá pela vossa se não denunciardes esta nossa missão; e será, pois, que, dando-nos o SENHOR esta terra, usaremos contigo de misericórdia e de fidelidade”.

Josué 20:9 – “São estas as cidades que foram designadas para todos os filhos de Israel e para o estrangeiro que habitava entre eles; para que se refugiasse nelas todo aquele que, por engano, matasse alguma pessoa, para que não morresse às mãos do vingador do sangue, até comparecer perante a congregação”.

Jeremias 43:6 – “Tomaram aos homens, às mulheres e aos meninos, às filhas do rei e a todos que Nebuzaradã, o chefe da guarda, deixara com Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã; como também a Jeremias, o profeta, e a Baruque, filho de Nerias”.

Sugerimos a leitura do livro “Imortalidade ou Ressurreição?”, de Samuele Bacchiocchi, editora Unaspress.

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Alma – Nefesh – Gênesis 35:18 – Comentário Bíblico Adventista

Ao sair-lhe a alma (porque morreu), [Raquel] deu-lhe o nome de Benoni, mas seu pai [Jacó] lhe chamou Benjamim” (Gênesis 35:18).

Ao sair-lhe a alma. Não tem fundamento bíblico a ideia de que Moisés fala aqui de alguma parte imaterial, mas consciente, de Raquel que presumivelmente “voava” ao paraíso no momento de sua morte. Ler esse significado no texto o colocaria em desarmonia com muitas outras declarações específicas das Escrituras que ensinam claramente o fato de que a consciência cessa completamente na morte (ver Salmos 146:4; Eclesiastes 9:5, 6 e 10).

Um dos significados primários da palavra nefesh, “alma”, é “vida”, termo usado 119 vezes para traduzi-la (Gênesis 9:4 e 5; Jó 2:4 e 6), ou “sopro”, como foi vertida em Jó 41:21 (NVI).

Gênesis 9:5 fala sobre “o sangue da nossa vida [nefesh]”, o que deixa claro que a nefesh tem sangue, e que o sangue é essencial para sua existência. Portanto, a nefesh não poderia ser uma entidade imaterial.

Em Gênesis 1:20 e 30, é dito que a criação animal tem nefesh, “vida”. Então, o fato de possuir nefesh não dá à pessoa nada mais do que aquilo que todas as formas de vida animal possuem. Certamente ninguém desejaria afirmar que na morte as “almas” das amebas, moluscos e símios vão voando para o Céu.

Na verdade, em Eclesiastes 3:19 é especificamente declarado que tanto os animais quanto o homem têm o mesmo “fôlego”, ruach, e que na morte o mesmo acontece a ambos.

Segundo Salmos 146:4, duas coisas acontecem a um indivíduo quando morre: (1) Seu “fôlego”, ruach, sai do corpo; (2) “Perecem todos os seus desígnios”.

O texto considerado (Gênesis 35:18) é uma simples declaração do fato de Raquel, em seus últimos momentos de consciência e em seu último suspiro, dar ao filho o nome Benoni.

Benoni: significa filho da minha dor; filho do meu infortúnio.

Benjamim: significa filho da mão direita, no sentido de felicidade, prosperidade, boa sorte, coragem, esperança.

Comentário Bíblico Adventista, vol. 1, pág. 436 – referente Gênesis 35:18. (Na Série Logos, os volumes 1 a 7 são chamados de “Comentário Bíblico”; o volume 8 de “Dicionário Bíblico”; e o volume 9 de “Tratado de Teologia”).

Textos Bíblicos:

Gênesis 1:20 e 30 – “Disse também Deus: Povoem-se as águas de enxames de seres viventes; e voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus” – “E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez”.

Gênesis 9:4 e 5 – “Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis. Certamente, requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem, sim, da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem”.

Gênesis 9:5 – “Certamente, requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem, sim, da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem”.

Jó 2:4 e 6 – “Então, Satanás respondeu ao SENHOR: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida” – “Disse o SENHOR a Satanás: Eis que ele está em teu poder; mas poupa-lhe a vida”.

Jó 41:21 – “Seu sopro acende o carvão, e da sua boca saltam chamas” (NVI).

Salmos 146:4 – “Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios”.

Eclesiastes 3:19 – “Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade”.

Eclesiastes 9:5, 6 e 10 – “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” – “Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” – “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”.

Sugerimos a leitura do livro “Imortalidade ou Ressurreição?”, de Samuele Bacchiocchi, editora Unaspress.

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Índice – maio – A Caminho do Lar, 2017

MAIO – clique no dia/página desejado:
[01/142][02/143][03/144][04/145][05/146][06/147][07/148][08/149][09/150][10/151]
[11/152][12/153][13/154][14/155][15/156][16/157][17/158][18/159][19/160][20/161]
[21/162][22/163][23/164][24/165][25/166][26/167][27/168][28/169][29/170][30/171]
[31/172]
Subtítulo para o mês: A chave para os tesouros do Céu
01 142 Sobre o que você fala com Deus?
02 143 A chave nas mãos da fé
03 144 A ciência da oração
04 145 Outra condição
05 146 A fé e a oração particular
06 147 A primeira tarefa
07 148 Vá às reuniões de oração
08 149 Ore como Jacó
09 150 É impossível fatigar a Deus
10 151 A oração aumenta o crescimento espiritual
11 152 Estude com oração fervorosa
12 153 O que precisamos saber sobre a oração
13 154 A oração move o braço do Onipotente
14 155 Nenhuma oração se perde
15 156 Orações sinceras
16 157 O remédio de Cristo para orações sem vida
17 158 Viva suas orações
18 159 Promessas e oração
19 160 O poder da oração secreta
20 161 Orações atendidas por Deus
21 162 O que devemos pedir em oração?
22 163 A importância do culto familiar
23 164 Oração pelos enfermos
24 165 Que a vontade de Deus se faça
25 166 Reuniões de oração interessantes
26 167 Daniel: um exemplo de oração
27 168 Áureos momentos
28 169 Noites em oração
29 170 Ore com a Bíblia nas mãos
30 171 Oração e coragem moral
31 172 Oração e igreja reavivada

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Sobre o que você fala com Deus?

Meditação Matinal de Ellen White – A Caminho do Lar, 2017.

1º de maio – Pág. 142 – Sobre o que você fala com Deus?

Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os Seus ouvidos estão abertos às suas súplicas. 1Pedro 3:12

É pela natureza, pela revelação, pela Sua providência e pela influência de Seu Espírito que Deus nos fala. Entretanto, isso não é suficiente; precisamos também entregar-Lhe nosso coração. A fim de que tenhamos vida e energia espiritual, devemos ter uma relação viva com nosso Pai celestial. Podemos ter nossa mente atraída para Ele; podemos meditar em Suas obras, Sua misericórdia, Suas bênçãos; no sentido mais amplo, porém, isso não é comungar com Ele. Para ter comunhão com Deus, devemos ter alguma coisa para dizer-Lhe acerca de nossa vida.

A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Não que isso seja necessário para que Deus saiba quem somos, mas para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus descer até nós, mas eleva-nos a Ele.

Quando esteve na Terra, Jesus ensinou Seus discípulos a orar. Ele os instruiu a apresentar suas necessidades diárias a Deus, e a lançar sobre Ele todas as suas preocupações. A certeza que lhes deu de que suas petições seriam ouvidas nos é dada também.

O próprio Jesus, quando esteve na Terra, permanecia em constante oração. O Salvador identificou-Se com nossas necessidades e fraquezas, a ponto de tornar-Se um suplicante, buscando no Pai novos suprimentos de força, a fim de que pudesse sair fortalecido para enfrentar seus deveres e provações. Ele é nosso exemplo em todas as coisas. É um irmão em nossas fraquezas, pois “foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança” (Hebreus 4:15); mas, sendo Aquele que nunca pecou, Sua natureza repelia o mal. Ele suportava as lutas e agonias de um mundo cheio de pecado. Sua humanidade fez da oração uma necessidade e um privilégio. Encontrava conforto e alegria na comunhão com o Pai. Se o Salvador da humanidade, o Filho de Deus, sentia a necessidade de orar, nós, frágeis e mortais pecadores que somos, deveríamos sentir ainda maior necessidade de constante e fervorosa oração.

Nosso Pai celestial deseja derramar sobre nós a plenitude de Suas bênçãos. É nosso privilégio beber em grande medida da fonte de amor ilimitado. É surpreendente notar que oramos tão pouco! Deus está pronto e sempre disposto a ouvir a oração sincera do mais humilde de Seus filhos, e, apesar disso, há tanta relutância da nossa parte para levar-Lhe nossas necessidades. Caminho a Cristo, págs. 93 e 94.

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A chave nas mãos da fé

Meditação Matinal de Ellen White – A Caminho do Lar, 2017.

2 de maio – Pág. 143 – A chave nas mãos da fé

E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis. Mateus 21:22

O que pensarão os anjos a respeito dos pobres e desamparados seres humanos, sujeitos à tentação, quando o coração de Deus, infinito em amor, inclina-se anelante para eles, pronto a dar-lhes mais do que podem pedir ou pensar, ainda que eles orem tão pouco e tenham uma fé tão pequena? […]

As trevas do maligno envolvem os que negligenciam a oração. As tentações sussurradas pelo inimigo os atraem para o pecado; e tudo isso porque não se utilizam dos privilégios que Deus lhes concedeu, os quais advêm da oração. Por que deveriam os filhos e filhas de Deus ser relutantes em orar, quando a oração é a chave nas mãos da fé para abrir os depósitos do Céu, onde estão armazenados os ilimitados recursos da Onipotência? Sem oração constante e perseverante vigilância, corremos o risco de ficar cada vez mais descuidados, e desviar-nos do caminho verdadeiro. O adversário procura continuamente obstruir o caminho para o trono de misericórdia para que não obtenhamos, por meio da súplica e fé, graça e poder para resistir à tentação.

Existem certas condições para que possamos esperar que Deus ouça nossas orações e a elas atenda. A primeira delas é sentir nossa necessidade de Seu auxílio. Ele prometeu: “Derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca” (Isaías 44:3). Os que têm fome e sede de justiça, que anseiam por Deus, podem estar certos de que serão satisfeitos. O coração deve abrir-se à influência do Espírito ou não receberá as bênçãos de Deus.

Nossa grande necessidade é, por si mesma, um argumento, e intercede eloquentemente em nosso favor. Entretanto, é necessário que busquemos ao Senhor para que Ele faça essas coisas por nós. Ele diz: “Pedi, e dar-se-vos-á” (Mateus 7:7). “Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes, por todos nós O entregou, porventura, não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?” (Romanos 8:32).

Se mantivermos iniquidade em nosso coração, se nos apegarmos a algum pecado de maneira consciente, o Senhor não nos ouvirá; mas a oração que vem do coração arrependido e contrito será sempre aceita. Quando todas as faltas conhecidas forem corrigidas, poderemos acreditar que Deus responderá a nossos pedidos. Nossos méritos jamais nos recomendarão ao favor de Deus; é o mérito de Jesus que nos salvará, Seu sangue é que nos purificará. Uma parte, porém, temos que desempenhar para cumprir as condições da aceitação. Caminho a Cristo, págs. 94 a 96.

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A ciência da oração

Meditação Matinal de Ellen White – A Caminho do Lar, 2017.

3 de maio – Pág. 144 – A ciência da oração

Orai sem cessar. Em tudo, dai graças. 1Tessalonicenses 5:17 e 18

As lições de Cristo referentes à oração devem ser analisadas cuidadosamente. Há uma ciência divina na oração, e sua ilustração [a Parábola do amigo importuno – em Lucas 11:5 a 8] apresenta-nos princípios que todos necessitam compreender. Mostra qual é o verdadeiro espírito da oração, ensina a necessidade de perseverança ao expormos nossas súplicas a Deus, e nos assegura de Sua boa vontade de ouvir as orações e a elas atender.

Nossas orações não devem ser uma solicitação egoísta, apenas para benefício próprio. Devemos pedir para podermos dar. O princípio da vida de Cristo deve ser o princípio de nossa vida. “E a favor deles Eu Me santifico a Mim mesmo”, disse, referindo-Se aos discípulos, “para que eles também sejam santificados” (João 17:19). A mesma devoção, o mesmo sacrifício, a mesma submissão às reivindicações da Palavra de Deus, manifestados em Cristo, devem ser vistos em Seus servos. Nossa missão no mundo não é servir ou agradar a nós mesmos; devemos glorificar a Deus, com Ele cooperando para salvar pecadores. Devemos suplicar de Deus bênçãos para partilhar com outros. A capacidade de receber só é preservada compartilhando. Não podemos continuar recebendo os tesouros celestiais sem os transmitir aos que estão ao nosso redor.

Na parábola, o suplicante foi repelido várias vezes; porém, não desistiu de sua intenção. Assim, nossas orações nem sempre parecem ser atendidas imediatamente; mas Cristo ensina que não devemos cessar de orar. A oração não se destina a efetuar qualquer mudança em Deus, deve elevar-nos à harmonia com Ele. Ao Lhe fazermos alguma petição, Deus pode ver que é necessário examinarmos o coração e arrepender-nos do pecado. Por isso, Ele nos faz passar por dificuldades, provações e humilhações, para que vejamos o que impede em nós a operação do Espírito Santo.

Há condições para o cumprimento das promessas de Deus, e a oração nunca pode substituir o dever. “Se Me amais”, diz Cristo, “guardareis os Meus mandamentos” (João 14:15). “Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado por Meu Pai, e Eu também o amarei e Me manifestarei a ele” (João 14:21). Aqueles que apresentam suas petições a Deus, reivindicando Sua promessa, enquanto não satisfazem as condições, ofendem a Jeová. Apresentam o nome de Cristo como autoridade para o cumprimento da promessa, porém não fazem aquilo que demonstraria fé em Cristo e amor a Ele. Parábolas de Jesus, págs. 142 e 143.

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