Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 5 – Vivendo para Deus – 22 a 29 de abril de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 5 – Vivendo para Deus – 22 a 29 de abril de 2017

Vivendo para Deus! Mais uma vez, um título relacionando a palavra “vida”. Uma vida para Deus! Viver para Deus! Vivendo para Deus! Uma vida que revela que Deus está vivendo dentro de mim!

Na Bíblia, Deus deixou revelado que Seu interesse por nós é integral, completo, absoluto. Toda a nossa vida tem que ser vivida de forma a corresponder com a Sua grande dádiva: a salvação. O Plano da Redenção foi elaborado de forma a restaurar “tudo” – absolutamente tudo. O passado; o presente; o futuro. Por dentro e por fora. Entre Deus e eu; eu e eu; e entre eu e as demais pessoas.

Vocês se lembram do exemplo que Paulo nos deixou em Gálatas 2:20? Ele foi bastante claro. A expressão inteira é essa: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim”.

No contexto da Lição, o apóstolo Pedro, por orientação do Espírito Santo, nos sugere a mesma experiência: “Irmãos, vocês que são geração eleita, que são sacerdócio real e nação santa; vocês que são o povo adquirido pelo precioso sangue de Cristo: vivam de forma a anunciar as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. Vocês, que foram gerados não de semente corruptível, mas da incorruptível, sede santos em toda a vossa maneira de viver”.

Irmãos, nós temos a tendência de falar de uma salvação “futura”. Falamos da “transformação” do caráter como se fosse algo a ser alcançado lá na frente, lá no Dia da vinda de Cristo. Fazemos parecer que a vitória só será alcançada quando passarmos pela fita que está lá no final da corrida. Damos a impressão que só seremos vitoriosos no futuro!

Não, irmãos, não é assim! O sentimento dos escritores bíblicos, e isso inclui Pedro, é que Cristo tem e concede poder para transformar a vida do pecador “agora” – Ele deseja ver a transformação “agora”. E, por consequência disso, Ele quer que o pecador transformado revele os frutos da salvação “hoje”. Hoje!

Talvez, irmãos, a nossa tendência de falar de uma salvação futura esteja no fato de olharmos para Cristo somente como nosso “Salvador”. É verdade que Ele é o nosso Salvador (e amém por isso!), mas os apóstolos, através de seus escritos, nos ensinam um algo mais – Jesus é mais do que Salvador – eles recheavam seus escritos com  o seguinte ensinamento: Jesus Cristo é o nosso Salvador e o nosso “SENHOR”. Ele é o nosso “SENHOR”! E, por isso, com a autoridade das Sagradas Escrituras, nossa viva deve representar Aquele que é o SENHOR de nossa vida!

Irmãos, é disso que a Lição vai tratar. Na verdade, uma continuação da semana passada. Um “finalmente…”

(23/04) DomingoTendo o mesmo modo de pensar. Preste atenção em 1Pedro 2:21. Neste verso, está escrito que “Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as Sua pisadas”.

A ênfase está no exemplo de Cristo. Então, se lembrarmos de como foi a vida de Cristo, vamos facilmente assimilar e praticar o que Pedro disse nos versos para hoje. Depois de ter falado de algumas relações sociais – eu e a igreja; eu e o Estado; senhores e escravos; esposas e maridos – o apóstolo fala de forma geral; ele fala para todos os cristãos:

Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança. Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la”.

O título para a Lição de hoje, tirado de uma versão bíblica diferente, usa a expressão “tendo o mesmo modo de pensar” – e isso deve ser entendido assim: nós não precisamos pensar igualzinho um ao outro; somos pessoas diferentes e pensamos diferente; carregamos cultura e educação diferente, e isso nos faz processar e expressar as coisas de forma diferente; no entanto, que a nossa forma de agir seja para um único objetivo: revelar a pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Somos capazes (porque Cristo vive em nós) de trabalhar em harmonia, a despeito de haver diferentes pontos de vista, e “compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis”.

Pedro conclui o pensamento para hoje dizendo: “Os olhos do Senhor repousam sobre os [que praticam o que está sendo recomendado], e os Seus ouvidos estão abertos às suas súplicas” (1Pedro 3:8-12).

(24/04) Segunda-feiraSofrer na carne. Ainda tendo nosso Senhor como exemplo, consideremos o que está escrito em 1Pedro 4:12 e 13 – “Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, … como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo”.

Bem, os tempos não eram fáceis. A igreja passava por severas provas, e o Espírito Santo não a poupou de saber que mais dificuldades viriam. No entanto, não a deixou olhando para baixo. O olhar do cristão deve ser mantido para o alto, para cima. O cristão não deve provocar sofrimento, mas, em havendo sofrimento, deve manter a alegria. Uma vida em conformidade com os ensinamentos de Cristo é naturalmente contrária ao que o mundo impõe. “O mundo jaz no maligno!” Então, se por uma vida em santidade vierem sofrimentos, se por viver fazendo o bem surgirem problemas, devemos encontrar alegria na vida – a alegria proposta por Deus.

É bem provável que Pedro, aqui, tenha se lembrado do Sermão da Montanha, quando o Mestre disse: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus; bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por Minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos Céus” (Mateus 5:10-12).

“O Salvador declarou a Seus discípulos que não esperassem que a inimizade do mundo para com o evangelho fosse vencida, e sua oposição deixasse de existir depois de algum tempo. Disse: ‘Não vim trazer paz, mas espada’. Esse suscitar de conflitos não é efeito do evangelho, mas o resultado da oposição que lhe é movida” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 37 – Os primeiros evangelistas).

Os textos para hoje estão em 1Pedro 3:18 e 21; e 4:1 e 2; e foi acrescentado um escrito de Paulo – Romanos 6:1 a 11. A ênfase está na palavra “batismo”. No batismo, morremos para o pecado, morremos para o mundo. Somos sepultados em Cristo, e nEle ressuscitamos para a novidade de vida. No entanto, não deixamos a Terra. Não saímos do tanque batismal para ir direto para o Céu. Aqui ficamos. Aqui continuamos a viver. Aguardamos o Dia da vinda de Jesus. Então, até lá, sujeitos ao sofrimento. Até lá, possivelmente sofrendo na carne.

Então, que prevaleça o que Jesus disse para Pedro – que por sua vez deixou escrito – e que de minha parte repito aqui: “Alegrai-vos!

(25/04) TerçaRenascido. Na Nova Tradução na Linguagem de Hoje, 1Pedro 4:3-6 nos diz: “No passado vocês já gastaram bastante tempo fazendo o que os pagãos gostam de fazer. Naquele tempo vocês viviam na imoralidade, nos desejos carnais, nas bebedeiras, nas orgias, na embriaguez e na nojenta adoração de ídolos. E agora os pagãos ficam admirados [difamam, blasfemam] quando vocês não se juntam com eles nessa vida louca e imoral e por isso os insultam. Porém eles vão ter de prestar contas a Deus, que está pronto para julgar os vivos e os mortos. Pois o evangelho foi anunciado também aos mortos, os quais morreram por causa do julgamento de Deus, como morrem todos os seres humanos. O evangelho foi anunciado a eles a fim de que pudessem viver a vida espiritual como Deus quer que eles vivam”.

Pedro alerta quanto ao fato de o mundo blasfemar da nova vida dos conversos, como que procurando minar a fé, desejosos que retornassem aos antigos caminhos. (Isso é obra do inimigo!).

Então, é como se o apóstolo estivesse dizendo assim: “Não ouçam o mundo. Fiquem firmes. Olhem para a herança incorruptível. Agora vocês alcançaram a misericórdia. Permaneçam em Cristo!”

Em 1Pedro 2:11 e 12, as suas considerações haviam sido estas: “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma, tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no Dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem– ou seja, sigam as pegadas de Jesus Cristo.

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Bem, não podemos ignorar que em 1Pedro 4:6 está escrito que “foi pregado o evangelho também aos mortos”.

Como bem sabemos, a Bíblia ensina a mortalidade da alma, e do estado de inconsciência após a morte, e que o tempo da graça se encerra com a morte. Então, o entendimento é o seguinte: foi pregado “antes” que morressem, e que estavam mortos “agora”, ocasião em que Pedro estava escrevendo.

Em 1Pedro 3:19 está escrito que o Espírito “pregou aos espíritos em prisão”. Para um conhecimento mais aprofundado, indicamos a leitura do que está no livro “Explicação de Textos Difíceis da Bíblia”, publicado aqui em nosso blog – clique aqui. 

(26/04) Quarta-feiraPecados na carne. O texto de hoje é o mesmo de ontem – 1Pedro 4:3 – mas a ênfase está nas questões que envolvem o pecado sexual: sensualidade, sedução, desejos e práticas ilícitas.

Irmãos, o evangelho valoriza e dignifica o matrimônio. Em Deus, o casamento se torna algo especial, extraordinário. Por sinal, com muita naturalidade, a Bíblia usa o casamento como ilustração do amor entre Cristo e Sua igreja. Então, nós devemos ser ensinados quanto a importância de nos mantermos puros também na questão sexual, e fiéis nos compromissos tomados diante dEle.

Hoje, como todos bem sabem, maciçamente as novelas, os filmes e as músicas estão jogando pesado contra a instituição divina do casamento. A Bíblia alerta: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!” (Isaías 5:20).

O Espírito de Profecia continua: “Maravilhosas possibilidades estão abertas aos que se apegam às divinas afirmações da Palavra de Deus. … Tome o estudante a Bíblia como seu guia e ponha-se como uma rocha em defesa dos princípios, e poderá desejar as mais altas realizações. … Quando nos demoramos sobre Sua bondade, Sua misericórdia e Seu amor, torna-se-nos cada vez mais clara a percepção da verdade; mais elevado, mais santo, o desejo de pureza de coração e clareza de pensamento. A pessoa que habita na pura atmosfera de pensamentos santos é transformada pela comunicação com Deus por meio do estudo de Sua Palavra. A verdade é tão grande, de tão vasto alcance, tão profunda, tão ampla, que faz perder de vista o próprio eu. O coração abranda-se e submete-se em humildade, bondade e amor” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 8, pág. 322).

(27/04) Quinta-feira – conclusão – O amor cobre tudo. 1Pedro 4:7-11 – “E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração. Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá a multidão de pecados, sendo hospitaleiros uns para os outros, sem murmurações. Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre”.

Pedro alertou a igreja quanto a brevidade do tempo. O fim de todas as coisas estava próximo.

Bem, primeiro, em todas as épocas, os cristãos sempre agiram com a premissa de que Cristo viria em suas gerações. Mas, o fato de Ele não ter vindo não desqualifica a crença e a esperança daqueles que acabaram morrendo, pois, independentemente se no sepulcro por um dia ou por milhares de anos, quando abrirem os olhos na manhã da ressurreição, verão o seu Salvador. Será como um piscar de olhos. Para eles, o tempo não terá sido longo. Segundo, ao evidenciar a proximidade do fim, o apóstolo está chamando a atenção para o juízo vindouro. E a vida do cristão deve ser vivida tendo o acerto de contas na perspectiva correta. A vida não é nossa. O Criador pedirá conta. Haverá um dia de juízo!

Depois, porque andamos nas pegadas do Mestre, o apóstolo fala do amor – o amor que nos faz perdoar as pessoas com quem nos relacionamos. O amor de Jesus nos perdoou. Porque O amamos, perdoamos também.

“O amor longânimo e benigno, não exagerará uma indiscrição às proporções de ofensa imperdoável, nem fará cavalo de batalha de outras faltas. As Escrituras ensinam claramente que os errantes devem ser tratados com brandura e consideração. Seguindo-se a devida maneira de proceder, talvez o coração aparentemente endurecido seja ganho para Cristo. O amor de Jesus cobre uma multidão de pecados. Sua graça não leva nunca à exposição dos maus feitos de outro, a não ser que haja disso positiva necessidade” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 267).

“Os cristãos que manifestam mutuamente um espírito de amor altruísta estão dando, em favor de Cristo, um testemunho que os descrentes não podem contradizer nem a ele resistir” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, pág. 167).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 4 – Relações sociais – 15 a 22 de abril de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 4 – Relações sociais – 15 a 22 de abril de 2017

Estamos diante de um estudo extraordinário. Oportuno! Pedro, falando para os cristãos de todas as épocas, orienta como deve ser o nosso comportamento durante toda a nossa vida.

Não vivemos isolados. Vivemos com outras pessoas. Há uma infinita variedade de relações com elas. Dependem de nós e nós dependemos delas. Nós as influenciamos e por elas somos influenciados.

Porém, acima de tudo isso, o Espírito Santo faz a Sua obra – e, por Sua Palavra, Ele orienta a Sua igreja a como se portar diante do mundo – e é justamente sobre a orientação divina que vamos fazer algumas considerações nesta nova semana. Veremos o interesse de Deus em que tenhamos ótimas relações sociais. A maneira como nos “posicionamos” mostrará que o Reino que aguardamos é aquele em que Deus é o Senhor.

Bom será a leitura de uma vez só de 1Pedro 2:11 até 3:7 – esses são os versos que fundamentam o estudo sobre as nossas “relações sociais”.

Domingo – Igreja e Estado (1Pedro 2:13-17). Aqui, o contexto é maior do que a relação “Igreja” e “Estado”. Trata-se, também, de (1) minha relação com a Igreja, e (2) a minha relação com o Estado.

(1) Embora a salvação seja individual, não é bom que eu viva isolado dos outros salvos. Não há razão em levar o evangelho para outra pessoa e orientá-la a não me procurar nunca mais. O convívio nos fará bem, nos fortalecerá. Haverá troca de experiências, e nos fará bem falar e ouvir palavras encorajadoras. Mas também é inconcebível que eu cuide sozinho de todos os que evangelizei. E disso o motivo de nos organizamos como grupos, como povo, como Igreja. Um ajudando o outro. Um assumindo a responsabilidade em favor do outro, em conformidade com o talento que Deus concedeu. Devo orar e trabalhar em favor dessa união entre irmãos. O amor deve permear essa relação.

No entanto, o Espírito Santo sobe o tom da conversa, dizendo que “um ‘assim diz o Senhor’ não deve ser posto à margem por um ‘assim diz a Igreja’” (Atos dos Apóstolos, pág. 69). Individualmente e como Igreja organizada, a Palavra de Deus é a orientação para nossas relações. A base da minha relação individual com a igreja organizada tem que ser a Bíblia.

(2) Quanto ao Estado, é verdade que passamos por sérias dificuldades. Terríveis! Mas também é verdade que os meios de comunicação fazem “algo mais” do que repassar notícias. Eles estão nos “doutrinando” – somos doutrinados a reclamar, a manifestar indignação, a exigir. Estamos ficando peritos nisso! E, assim, os nossos olhares estão se fixando demais nas coisas desse mundo e o nosso comportamento está sendo moldado a ser questionador de tudo e de todos.

O Espírito de Profecia nos esclarece:

“Alguns de nossos irmãos têm escrito e dito muitas coisas que são interpretadas como contrárias ao Governo e à lei. Erro é expor-nos dessa maneira a um mal-entendido geral. Não é procedimento sábio o criticar continuamente os atos dos governantes. A nós não nos compete atacar indivíduos nem instituições. Devemos exercer grande cuidado para não sermos tomados por oponentes das autoridades civis. Certo é que a nossa luta é intensiva, mas as nossas armas devem ser as contidas num simples ‘assim diz o Senhor’. Nossa ocupação consiste em preparar um povo para estar de pé no grande dia de Deus. Não devemos desviar-nos para procedimentos que provoquem polêmica, ou suscitem oposição nos que não são da nossa fé” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 6, pág. 394).

“Não se nos exige que desafiemos as autoridades. Nossas palavras, quer faladas quer escritas, devem ser cuidadosamente consideradas, para que não sejamos tidos na conta de proferir coisas que nos façam parecer contrários à lei e à ordem. Não devemos dizer nem fazer coisa alguma que nos venha desnecessariamente impedir o caminho” (Atos dos Apóstolos, pág. 69).

“Cumpre-nos reconhecer o governo humano como uma instituição designada por Deus, e ensinar obediência ao mesmo como um dever sagrado, dentro de sua legítima esfera” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 240 – Meditação Matinal de 22/08/1959).

“A história das nações que, uma após outra, têm ocupado seus destinados tempos e lugares, testemunhando inconscientemente da verdade da qual elas próprias desconheciam o sentido, fala a nós. A cada nação, a cada indivíduo de hoje, tem Deus designado um lugar no Seu grande plano. Homens e nações estão sendo hoje medidos pelo prumo que se acha na mão dAquele que não comete erro. Todos estão pela sua própria escolha decidindo o seu destino, e Deus está governando acima de tudo para o cumprimento de Seu propósito” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 48 – Meditação Matinal de 11/02/1974).

Segunda – Senhores e escravos (1Pedro 2:18-23). A escravidão humana existia naquela época apostólica, e a Palavra de Deus não se calou diante disso – Pedro foi inspirado a orientar a igreja a respeito desse problema. Quanto a nós, hoje, devemos extrair o “princípio” implícito no ensinamento.

No perfeito governo de Deus, todos somos agentes morais livres. E mesmo diante de nossas imperfeições, Ele estabeleceu uma nação que não deveria adotar o regime de escravidão. Providências foram tomadas para que houvesse assistência aos mais necessitados – viúvas, órfãos e pobres – e até estrangeiros. Que menos distorções houvesse.

Quanto as nações vizinhas, lamentavelmente a opressão foi tomando conta. Governos arbitrários foram tomando posse de terras e de seus habitantes através do uso da força. E o que era feito entre as pessoas era reflexo desses mandos e desmandos.

“Se tivessem [os judeus] cumprido fielmente suas obrigações para com Deus, não teriam chegado a ser uma nação falida, dominada por uma potência estrangeira. Nenhuma bandeira romana haveria tremulado sobre Jerusalém, nenhuma sentinela romana estaria às suas portas, governo romano algum teria reinado dentro de seus muros. A nação judaica estava sofrendo os resultados de ter se afastado de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 66 – “Conflito”).

Bem, na época de Pedro, alguns senhores de escravos estavam sendo evangelizados – e eram orientados em como proceder com esses escravos. Da mesma forma, escravos evangelizados eram orientados em como proceder com os seus senhores. (Escravo evangelizado?!!! Como assim? Bem, aqui está a prova de que o poder de Deus estava agindo). Então, para ambos, que prevalecesse o bom senso, o respeito com a ordem social e com o semelhante. Que o relacionamento entre eles facilitasse a compreensão sobre o estilo cristão de viver. Que os demais membros da sociedade vissem, neles, o valor que Deus dá aos Seus filhos – filhos que se tratam como irmãos.

Hoje, não mais senhores e escravos, mas patrões e empregados – e deve prevalecer o princípio implícito naquela recomendação – (Reforçando): que haja bom senso e respeito com a ordem social e com os semelhantes; que o nosso relacionamento facilite a compreensão sobre o estilo cristão de viver; que as demais pessoas vejam, em nós, o valor que Deus nos confere.

Terça – Esposas e maridos (1Pedro 3:1-7). Aqui, o princípio bíblico permanece o mesmo. Que a esposa convertida ao cristianismo continuasse a respeitar e amar o marido, como ao Senhor. Que cada uma de suas ações no lar fosse calculada de forma a causar nele a vontade de conhecer o Salvador, e a Ele se entregar. Por sua vez, que o marido cristão amasse, cuidasse e respeitasse a sua esposa.

Irmãos, creio que neste ponto, todos devemos aproveitar a oportunidade para reconsagrar nossos lares ao Senhor. Nossas famílias são preciosas de mais! Então, vale à pena renovar os votos de amor que Deus colocou em nossos corações. E que em nossas orações secretas, bem como aos nos expressarmos diante de outras pessoas, que sejam pronunciadas palavras de louvor e gratidão a Deus por nossas preciosas famílias – a base da sociedade.

Quarta – Relações sociais. O mesmo título para a semana. Um resumão. E, aqui, outros versos bíblicos são usados. Mas como a Palavra é uma só, uma instrução dá mais brilho à outra. (Releia 1Pedro 2:11 até 3:7).

Romanos 13:1-7 (aqui somente o verso 1) – “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas”.

Efésios 6:5-9 (aqui, os versos 5 e 9) – “Quanto a vós outros, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo” – “E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos Céus e que para com Ele não há acepção de pessoas”.

Efésios 5:22-33 (aqui, os versos 22 e 25) – “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor” – “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela”.

1Coríntios 7:12-16 (aqui, verso 16) – “Como sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?

Gálatas 3:28 e 29 – “Não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa”.

Resumindo, Paulo e Pedro viviam na mesma época. As igrejas eram as mesmas, assim como a cultura prevalecente. As barreiras eram as mesmas. No início da Lição da semana passada, através de uma passagem do livro Profetas e Reis, fomos ensinados que não era por rebelião ou guerra que as nações vizinhas seriam eliminadas. Longe disso! Deus queria era ganhá-los para Si! Então, que Israel “israelizasse” os povos.

Da mesma forma, não somos chamados a derrubar governos ou a nos rebelar contra sistemas, mas a “cristianizar” as pessoas com quem mantemos relações sociais. E, usando como exemplos a nossa vida civil e religiosa, e a nossa relação trabalhista e conjugal, Pedro reforçou os ensinos do Senhor. Ele deixou bem claro como devemos seguir enquanto caminhamos a senda cristã.

QuintaconclusãoO cristianismo e a ordem social.

O “assim diz o Senhor”, como os irmãos bem sabem, está acima de tudo. Em havendo concordância do Estado, da Igreja, do patrão, e do cônjuge, ou de outra qualquer relação social com a Palavra de Deus, tudo fica mais fácil.

Porém, se chamados a transgredir os reclamos da Lei de Deus, então, deve prevalecer o que Pedro disse em Atos 5:29 – “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”.

Não sei explicar o motivo, mas o artigo mais lido em nosso blog é “A Bíblia manda odiar o pai e a mãe em nome de Jesus?” Se é de seu interesse, clique aqui. 

Encerro minhas considerações citando um trecho a mais do Espírito de Profecia:

“Nos anais da história humana, o desenvolvimento das nações, o nascimento e queda dos impérios, aparecem como que dependendo da vontade e proeza do homem; a configuração dos acontecimentos parece determinada em grande medida pelo seu poder, ambição ou capricho. Mas na Palavra de Deus a cortina é afastada, e podemos ver acima, para trás e pelos lados as partidas e contrapartidas do interesse, poder e paixões humanos – os agentes do Todo-misericordioso – executando paciente e silenciosamente os conselhos de Sua própria vontade” (Vidas Que Falam, pág. 250 – Meditação Matinal de 01/09/1971).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

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Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 3 – Sacerdócio real – 8 a 15 de abril de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 3 – Sacerdócio real – 8 a 15 de abril de 2017

O assunto desta nova semana é muito especial. A grandeza do tema nos faz voltar no tempo, para o início do Velho Testamento. Pedro está falando para a igreja cristã de sua época (e futura), mas usa elementos do tempo de Abraão. Nos faz apreciar o momento em que Deus renovou com Abraão o “acordo” que fez com a humanidade – a Aliança Eterna – o Plano da Redenção.

Em nossas palavras, por iniciativa Divina, a conversa foi mais ou menos assim: “Disse Deus: Abraão, Eu farei de você o pai de uma grande nação – nação que vai existir para um propósito sagrado. Seus filhos participarão da mensagem da cruz. Anda em Minha presença e sê perfeito!”

Assim está escrito no Espírito de Profecia (Profetas e Reis, na introdução – A vinha do Senhor):

“Os filhos de Israel [descendentes de Abraão] deviam ocupar todo o território que Deus lhes indicara. Aquelas nações que haviam rejeitado a adoração e serviço ao verdadeiro Deus, deviam ser despojadas. Mas era propósito de Deus que pela revelação de Seu caráter através de Israel, fossem os homens atraídos para Si. O convite do evangelho devia ser dado a todo o mundo. Mediante o ensino do sistema de sacrifícios, Cristo devia ser erguido perante as nações, e todos que olhassem para Ele viveriam. Todo aquele que, como Raabe, a cananita, e Rute, a moabita, tornassem da idolatria para o culto ao verdadeiro Deus, deviam unir-se ao Seu povo escolhido. À medida em que o número dos israelitas crescesse, deviam eles ampliar suas fronteiras, até que o seu reino envolvesse o mundo. Mas o antigo Israel não cumpriu o propósito de Deus”.

Resumidamente, Israel (como povo de Deus) “inventou” uma exclusividade, não foi o sal da terra e nem a luz do mundo, se atrofiou, e morreu por inanição.

Então, depois da obra-prima escrita no capítulo 1, falando do que Cristo fez por nós e sobre a herança incorruptível que nos aguarda, Pedro, na sequência de sua primeira Carta, na parte inicial do capítulo 2, chama a igreja para o cumprimento do propósito para o novo Israel, o Israel espiritual: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (Verso 9).

Com isso em mente, nesta Lição 3, estudaremos um pouco mais das instruções de Pedro à igreja cristã primitiva, pegando elementos da Aliança apresentada no Velho Testamento e dando sustentação para o Novo Testamento. Palavras e expressões usadas por Deus a Abraão são repetidas por Pedro à igreja.

DomingoViver como cristão – 1Pedro 2:1-3. A palavra-chave é “viver”. Na quarta-feira da semana passada, o título foi “Viver a salvação”. Hoje, “Viver como cristão”.

Não há vida sem alimento e não há vida sem movimento. A vida cristã é sustentada, ela é alimentada pela comunhão constante com Deus (Orar e estudar a Palavra). E ela é movimentada, é exercitada pela atividade evangelística – uma ação permanente (Ensinar o que foi aprendido). Disso depende o nosso “viver”.

E Pedro aborda isso, e o faz inicialmente pelo lado negativo, indicando que coisas precisavam ser tiradas, arrancadas (“Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências”). Depois, abordou pelo lado positivo (“Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação”).

Será improdutivo apenas “deixar” de fazer coisas erradas (“Não faça isso!” – “Abandone aquilo!”). Isso é insuficiente. Se tirar a sujeira que está dentro da casa, mas ela permanecer vazia, o inimigo voltará. É por isso que não somos chamados a apenas “tirar” a roupa velha. É preciso “vestir” algo novo – e a proposta evangélica de “novo” é o manto da justiça de Cristo. É preciso “fazer” coisas certas, mas só com o manto de Cristo faremos coisas certas.

Viver como cristão não se limita a “não odiar”. Vai além. Vai a “amar” – e não somente amar o “amigo”, mas também o “inimigo”. E temos exemplo para isso. Assim foi com Jesus Cristo. Assim deve ser com o cristão. Assim é viver como cristão.

Pedro, então, termina esse primeiro raciocínio dizendo “que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso”.

Na segunda, tomando como referência o fato de Cristo ser a Pedra angular, aquela que fora rejeitada pelos homens, mas eleita como preciosa por Deus, o cristão é tornado “pedra viva”, colocada na casa espiritual, no edifício espiritual – na igreja de Deus. E como todos nos tornamos pedras vivas, não permanecemos sozinhos. Fazemos parte de uma comunidade. Somos um povo. Uma família. Não somos pedras mortas, inanimadas, inativas. Não! Somos pedras vivas.

Por outro lado, se somos “edificados casa espiritual”, então, concluímos que há um “Edificador” – um Edificador nos edificou! Por isso, então, Jesus é chamado de “Construtor”. Somos pedras vivas porque estamos na mão do Salvador Construtor.

E Pedro segue usando mais uma palavra do Velho Testamento: Sacerdócio santo (“Sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus”). [Considere “santo” como “separado”, como consagrado para um propósito].

No Santuário e no Templo, o sacerdote “mediava” no sentido de “interceder” em favor do pecador, mas ele nunca era a “oferta”. A oferta sempre foi o “cordeiro”. Mas o sacerdote fazia uma outra atividade, de igual importância, a qual nós somos “separados” para fazê-la também: somos consagrados para “ministrar” ao povo, para “ensinar” a respeito do Plano da Salvação. E Pedro instruiu a igreja iniciante a ministrar, a ensinar, a levar o evangelho adiante. Somos sacerdotes “separados” para esse ministério.

Nesse sentido, sacerdotes “a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus” – e isso significa ter uma vida caracterizada pelo amor – é o amor entre nós que “agrada” a Deus. Existe um modo de ensinar superior aquele que demonstra amor?!!!

Pedro termina seu raciocínio dizendo: “Sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”. Com isso, lembramos das palavras do Mestre: “Sem Mim, nada podeis fazer”.

O que tivermos que “ser”, seremos “capacitados” a ser por Ele. O que tivermos que “fazer”, seremos “fortalecidos” para fazer por Ele.

TerçaO povo da Aliança de Deus. O povo do “acordo”. O povo que tem uma contrapartida na Aliança proposta por Deus. Qual a parte do povo?

O toque especial da Lição recai na palavra “obediência”. É por ter sido desobediente que Adão perdeu o direito de comer do fruto da árvore da vida. Perdeu o direito à vida eterna. Sendo assim, para que o Plano da Redenção tenha validade para qualquer pessoa, é preciso que essa pessoa aceite ser obediente ao Deus Santo. Cristo não morreu para que continuássemos desobedientes, que continuássemos escravos do pecado. É inimaginável que a Aliança para uma vida imortal tenha validade se continuarmos em franca desobediência aos reclamos da Lei de Deus!

Nós estamos falando da Aliança de Deus! De Deus! De um Deus Santo que tem uma Lei santa.

Vale à pena ler “Uma apólice de seguro de vida” – em A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 157 (Meditação Matinal de 31/05/1959) – clique aqui. 

Quarta-feiraSacerdócio real. O título de hoje é o mesmo para a semana.

Pedro escreveu: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pedro 2:9).

Dentro do verso para segunda-feira, vimos “sacerdócio santo”, separado, designado para uma tarefa. No de hoje, “sacerdócio real”, que pertence a um reino; um Reino com a letra “erre” em maiúsculo; um Reino mais elevado, mais honrado. Um Reino em que os súditos vivem a verdade, vivem o mais elevado padrão moral e espiritual. Vivem como o seu Rei. E isso em quanto estão vivendo aqui, em quanto estão morando onde ainda existe o grande conflito. Existem trevas, mas andam na luz.

Hoje, a Lição reforça o que foi identificado ontem: obediência. O único caminho pelo qual se pode andar com Deus é o caminho da obediência. Deus é o Deus do povo da Aliança se o povo obedecer os termos da Aliança. “’Anda em Minha presença e sê perfeito’ no caminhar. Seja obediente”.

Pedro fez referência ao verso em que Deus fala com Moisés: “Subiu Moisés a Deus, e do monte [Sinai] o SENHOR o chamou e lhe disse: ‘[…] se diligentemente ouvirdes a Minha voz e guardardes a Minha Aliança, então, sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é Minha; vós Me sereis reino de sacerdotes e nação santa’” (Êxodo 19:3-6).

Pedro transfere todas as bênçãos, privilégios e responsabilidades da “antiga” Aliança para os novos membros do povo de Deus: os cristãos.

Concluindo, na quinta-feiraProclamando os louvores. Abraão e seus descendentes foram chamados para ser um povo de propriedade particular, pessoal, exclusivo – mas não para que Deus fosse exclusivo deles – não para que a salvação fosse somente para eles – não para que a mensagem da cruz ficasse apenas dentro do seu território. Não!

O povo de Israel foi formado e chamado para proclamar ao mundo que Deus estava oferecendo salvação para todos eles também. Eles deviam dizer que, assim como eles foram alcançados pela misericórdia de Deus, essa misericórdia estava sendo estendida a eles também.

A mensagem da salvação deve ser colocada em circulação. O mundo precisa saber que Deus amou o mundo!

Não posso concluir esta Lição sem indicar uma excelente leitura adicional. Leia o que está escrito na Meditação Matinal de 24/09/1956 – clique aqui. 

“Nestas horas finais de graça para os filhos dos homens, quando a sorte de cada alma deve ser logo decidida para sempre, o Senhor do Céu e da Terra espera que Sua igreja desperte para a ação como nunca dantes. Os que foram feitos livres em Cristo pelo conhecimento da preciosa verdade, são considerados pelo Senhor Jesus como Seus escolhidos, favorecidos sobre todos os outros povos na face da Terra; e Ele está contando certo que eles manifestarão os louvores dAquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. As bênçãos tão liberalmente outorgadas devem ser comunicadas a outros. As boas-novas de salvação devem ir a cada nação, tribo, língua e povo” (Profetas e Reis, capítulo 59 – “A casa de Israel”).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 2 – Uma herança incorruptível – de 1º a 8 de abril de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 2 – Uma herança incorruptível – 1º a 8 de abril de 2017

Nos fez bem ter começado o trimestre com algumas das histórias de Pedro com Jesus. São várias. Somente algumas foram apreciadas. De qualquer forma, a intenção foi de nos tornar mais próximos das experiências deste discípulo, que pouco a pouco foi se entregando, pouco a pouco foi crescendo.

Então, dando sequência ao propósito do trimestre, entramos nas Epístolas – sendo que, especificamente para esta semana, estudaremos o primeiro capítulo da primeira Carta (Que vale à pena ser lida de uma vez só, e de preferência em várias versões).

No domingo e na segunda, com os versos 1 e 2, Pedro declara estar escrevendo para os “exilados”, os “eleitos” – ao povo de Deus que vivia espalhado pela região da Turquia – alguns judeus e muitos gentios, mas todos convertidos ao cristianismo.

Tudo indica que a Carta tenha sido escrita durante os terríveis anos do imperador Nero, um homem que se permitiu ser controlado por Satanás; um governante que mandava perseguir e matar, independentemente se as vítimas davam ou não motivo. Provavelmente tenha sido entre 65 e 66 – mas com certeza um pouco antes de 67, o ano da morte de Pedro.

Bem, o mundo de então vivia em angústia. Basta lembrar que se aproximava o ano 70, ocasião em que Jerusalém foi completamente destruída, não ficando pedra sobre pedra. Portanto, o Espírito Santo não queria deixar a igreja sem uma palavra a mais de esperança e de orientação. E Pedro foi escolhido para dizer o seguinte: “[Vocês foram] eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo”.

Em nossas palavras: “Vocês atenderam ao chamado da salvação – então, em resposta a obra santificadora e purificadora realizada em vocês, permaneçam obedientes; vivam em completa submissão à vontade de Deus; vivam uma vida semelhante à de Cristo – e que a graça e a paz se multipliquem entre vocês. Nada de inquietação. Nada de temor”.

E, assim, Pedro parte para o desenvolvimento das instruções que entendia ser necessário passar para a igreja. Ele fortalece os seus irmãos. Pedro apascenta o rebanho do Senhor.

Na terça, com os versos 3 a 12, Pedro realçou a beleza e a grandeza da salvação. Eles deveriam encontrar força justamente ao se firmarem nesses versos. Aqui estava a razão para aguentarem até o fim. Diante de qualquer coisa que estivessem passando, ou viessem a passar, que fixassem a mente no seguinte:

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a Sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos Céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma. Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam. A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do Céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar”.

Irmãos, o tema apresentado por Pedro é tão precioso, tão magnífico, que “até os anjos gostariam de saber mais”. Até os anjos!!!

Maravilhosa Palavra de Deus! O texto inspirado nos faz levantar a cabeça. Nem sempre seremos tirados das provas, mas é certo que, mesmo no meio delas, podemos olhar para cima e saber que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (1Coríntios 2:9 e 10).

Na quarta-feira, com os versos 13 a 21, o apóstolo orientou que devemos “viver a salvação”. E três argumentos são apresentados – há três motivos para correspondermos positivamente (Leia em sua Bíblia):

[] O caráter santo de Deus (versos 15 e 16);

[] Temos uma conta alta para pagar (verso 17); e

[] Cristo pagou a conta em nosso lugar (versos 18 a 21).

A Inspiração diz assim:

“Perante o crente é apresentada a maravilhosa possibilidade de ser semelhante a Cristo, obediente a todos os princípios da lei. Mas por si mesmo é o homem absolutamente incapaz de alcançar esta condição. A santidade que a Palavra de Deus declara dever ele possuir antes que possa ser salvo, é o resultado da operação da divina graça, ao submeter-se à disciplina e restritoras influências do Espírito de verdade. A obediência do homem só pode ser aperfeiçoada pelo incenso da justiça de Cristo, o qual enche com a divina fragrância cada ato de obediência. A parte do cristão é perseverar em vencer cada falta. Constantemente deve orar para que o Salvador sare os distúrbios de sua alma enferma do pecado. Ele não tem sabedoria ou a força para vencer; isso pertence ao Senhor, e Ele os outorga a todos os que em humildade e contrição dEle buscam auxílio.

O Espírito Santo será dado aos que buscarem o Seu poder e graça, e ajudará nossas fraquezas quando queremos ter uma audiência com Deus. O Céu está franqueado a nossas petições, e somos convidados a chegar-nos ‘com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno’. Devemos ir com fé, crendo que obteremos aquilo mesmo que dEle pedimos” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 215 – Meditação Matinal de 28/07/1974).

Concluindo:

“A brevidade do tempo é frequentemente realçada como incentivo para buscar a justiça e fazer de Cristo o nosso amigo. Este não deve ser o grande motivo para nós; pois cheira a egoísmo. É necessário que os terrores do dia de Deus sejam mantidos diante de nós, a fim de que sejamos compelidos à ação correta pelo medo? Não devia ser assim. Jesus é atraente. Ele é cheio de amor, misericórdia e compaixão” (Exaltai-O, pág. 99 – Meditação Matinal de 25/03/1992).

Na quinta, finalizando o primeiro capítulo, Pedro escreveu o seguinte:

Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” (Verso 22).

Para os dias de grande luta, em vez de se afastarem, que se unissem. Em vez de cada um ir para um lado, que manifestassem união. E o motivo que harmoniza isso é o “amor”. “Amem uns aos outros”. Que o amor manifestado por Deus a todos eles fosse correspondido em amor entre eles.

“Ao operar Deus no coração, e entregar o homem sua vontade a Deus, e com Ele cooperar, ele manifesta na vida aquilo que Deus operou em seu íntimo pelo Espírito Santo, e há harmonia entre o propósito do coração e a prática da vida” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 397).

“Se estamos cheios de misericórdia e amor de Deus, será produzido sobre os outros um efeito correspondente” (Este Dia Com Deus, pág. 81 – Meditação Matinal de 15/03/1980).

Irmãos, isso é verdade entre nós também. A Carta de Pedro chegou em nossas mãos. As instruções não se limitam aos leitores daquela época. Há uma herança incorruptível preparada para cada um de nós. E, diante dos desafios que se apresentam, cujos detalhes serão vistos no decorrer do trimestre, podemos nos ajudar manifestando amor uns aos outros. E é justamente esse amor que vai abrir as portas para a pregação do evangelho em todo o mundo – para a glória de Deus.

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

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Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 1 – Conhecendo Pedro – Apascenta as Minhas Ovelhas – 1 e 2Pedro

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 1 – Conhecendo Pedro – 25 de março a 1° de abril – Apascenta as Minhas Ovelhas – 1 e 2Pedro

Imagine uma sala, com duas cadeiras, e uma mesa entre elas. Imagine que você esteja sentado numa das cadeiras e que, na outra, bem na sua frente, esteja sentado um senhor idoso, de cabelos brancos, de semblante sereno, conhecedor de que o seu fim se aproxima, e que, mantendo um olhar que transmite calma, pega uma caneta e começa a escrever uma carta.

Imagine, também, que você consegue enxergar a primeira linha do que ele está escrevendo – e você lê a seguinte introdução: “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos…

Irmãos, esta cena passou por minha mente. Eu me imaginei na frente de Pedro – o famoso discípulo de Jesus – o grande apóstolo do Senhor – um dos que estiveram pessoalmente, em carne e osso, lado a lado com Jesus Cristo.

Particularmente, imaginei esta cena porque entendo que Pedro tenha sido um dos homens mais interessantes de toda a trajetória humana. Ele me chama a atenção, e muito! Sua experiência é extraordinária. Suas histórias são “as histórias”!

Pedro é o discípulo mais citado nas Escrituras. Em quase todas as histórias de Jesus, ali estava Pedro. Em todas as histórias de Pedro, ali estava Jesus. E é bem por isso – Jesus estar em suas histórias – que vejo nas histórias de Pedro as melhores histórias do mundo. Se as histórias de Pedro estão entrelaçadas com a presença de Jesus, então as suas histórias são bem mais interessantes do que eu imaginava. Realmente são “as histórias”!

E, quem sabe, por isso a Lição deu a preferência em nos contar, já de início, como abertura do trimestre, algumas de suas histórias. Apenas algumas, é verdade, mas, em cada uma delas, uma maneira de conhecermos Pedro, o discípulo do Salvador – o homem que ouviu o Pastor Celestial dizer: “Pedro, apascenta as Minhas ovelhas”.

Então, antes de contar a sequência da Carta escrita por Pedro, vejamos algumas de suas histórias – as histórias de Pedro com Jesus:

[26/03] DomingoJoão 1:35-42 – “No dia seguinte [ao batismo de Jesus], estava João [Batista] outra vez na companhia de dois dos seus discípulos [André e João, o discípulo amado] e, vendo Jesus passar, disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus!’ Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. E Jesus, voltando-Se e vendo que O seguiam, disse-lhes: ‘Que buscais?’ Disseram-lhe: ‘Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes?’ Respondeu-lhes: ‘Vinde e vede’. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com Ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima. Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João [Batista] e seguido Jesus. Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: ‘Achamos o Messias’ (que quer dizer Cristo), e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: ‘Tu és Simão, o filho de João [também chamado de Jonas]; tu serás chamado Cefas’ (que quer dizer Pedro)”.

Este foi o primeiro contato entre Jesus e alguns de Seus discípulos. Porém, ainda não para um discipulado fixo, permanente. Somente depois de um ano, após um ministério “solo”, é que veio a ocorrer o verdadeiro “chamado”, o “segue-Me” propriamente dito.

E isso veio a acontecer assim – Lucas 5:1-11 – “Aconteceu que, ao apertá-Lo a multidão para ouvir a Palavra de Deus [a Sua fama estava por completar um ano], estava Ele junto ao lago de Genesaré [o Mar da Galileia]; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes [depois de uma noite frustrante de serviço]. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão [Pedro], pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-Se, ensinava do barco as multidões [como se fosse um púlpito]. Quando acabou de falar, disse a Simão: ‘Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar’. Respondeu-Lhe Simão: ‘Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a Tua palavra lançarei as redes’. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: ‘Senhor, retira-Te de mim, porque sou pecador’. Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Disse Jesus a Simão: ‘Não temas; doravante serás pescador de homens’. E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, O seguiram”.

Pontos relevantes para o contexto da Lição: Pedro era um pescador experiente. Conhecia aquelas águas. E realmente estava frustrado diante do fracasso daquela noite. Qual chefe de família não estaria? No entanto, ao receber a visita e a ordem de Jesus, obedeceu ao Seu comando, e foi surpreendido com a maior pescaria de todos os tempos.

Porém, e essa é a parte especial, ao concluir que aquilo era um milagre, não permitiu que a questão se tornasse apenas algo material, palpável, físico. Não! Viu o invisível, e enquanto Jesus permanecia no barco, lançou-se aos Seus pés. E ali, prostrado, sendo levado a reconhecer sua indignidade, exclamou do fundo de seu coração: “Senhor, retira-Te de mim, porque sou pecador”.

Irmãos, este “retira-Te” não indica o desejo de que Cristo Se retirasse, que fosse embora. Não! Apenas foi o modo de expressar que sentia a sua própria indignidade. É como se dissesse: “Não sou digno de Sua presença” – “Eu sou pecador!”

Pedro estava reconhecendo a sua necessidade espiritual, e deixou isso falar mais alto. Reconheceu que estava diante do Salvador perfeito. O Espírito Santo bateu na porta de seu coração, e ele O deixou entrar.

E já que os peixes obedeceram ao chamado de Jesus, Pedro assim também fez. “Deixando tudo, O seguiu” – e O seguiu para todo o sempre – para ser um pescador de pessoas para Cristo.

Temos um pouco desse Pedro em nós? Lançaríamos a rede no “improvável”? Reconheceríamos o poder de Jesus? Aceitaríamos acompanhar o Mestre na obra de evangelizar o mundo?

Irmãos, temos um pouco desse Pedro em nós?

[27/03] Segunda-feiraMateus 16:13-23. Nesta passagem, Jesus fez duas perguntas: “Quem diz o povo ser o Filho do Homem?” – “E vós, quem dizeis que Eu sou?”

É a partir desse ponto que Jesus começa a falar do verdadeiro significado de ser o “Messias” e das correspondentes “consequências” para Si. É daqui em diante que Ele passa a falar do sofrimento e da morte que O aguardava. Passou a frisar que tinha que passar por isso. Foi para isso que veio. Nisso está a nossa salvação!

Então, vemos dois momentos para Pedro:

Primeiro – Ele disse que o Mestre era “Cristo, o Filho do Deus vivo” – e Cristo revela que isso ele respondeu porque estava sendo usado por Deus. Nesse momento, Pedro foi um instrumento divino. Parabéns, Pedro!

Segundo – Tendo ouvido que Jesus iria sofrer e morrer, “chamando-O à parte, começou a reprova-Lo, dizendo: ’Tem compaixão de Ti, Senhor. Isso de modo algum Te acontecerá!” – e, com esse tipo de conversa, a coisa mudou de figura. Cristo revela que ele, Pedro, agora, estava sendo usado pelo inimigo. De um instante para outro, o discípulo deixou de servir a Deus para servir o inimigo de Deus. E, nesse caso, nada de parabéns, Pedro!

Disse Jesus: “Arreda, Satanás! Tu és para Mim pedra de tropeço”.

Bem, isso precisa ser entendido assim: Que Satanás fosse embora de Pedro, mas não que Pedro fosse embora de Jesus! Somente Satanás! Pedro necessitava era de ficar mais e mais perto de Jesus. Ele, Pedro, era muito bem-vindo!

Temos um pouco desse Pedro em nós? Altos e baixos? Acertos e erros? Mas, também, confiamos que o Senhor não nos abandona? Tal qual Pedro, embora os erros, aceitamos continuar com Jesus?

[28/03] Terça-feira – Uma das mais belas histórias da Bíblia – Mateus 14:22-31. Quando Pedro viu Jesus vindo em sua direção, andando por sobre as águas, disse: “Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo”. E Jesus respondeu: “Vem!” – “E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus”.

Que coisa extraordinária! Andar sobre as águas! Só Jesus e Pedro andaram sobre as águas! Os demais discípulos não tiveram a mesma coragem. Se intimidaram. Eu não duvido que Jesus os teria recebido, caso fossem também. Mas não foram. Só Pedro foi. Que coisa extraordinária!

Já ouvi muitos sermões sobre essa passagem. Coitado de Pedro! Quantos pregadores desceram a lenha no discípulo de Jesus! Raríssimos pregadores deram ênfase a parte mais importante da história. Raríssimos!

Irmãos, é verdade que Pedro afundou antes de chegar próximo a Jesus. Isso é verdade. Talvez medo. Dúvida. Quem sabe orgulho. Se temos um pouco desse Pedro em nós, é possível que tenhamos a resposta correta. Mas, convenhamos, e aqui está o motivo de eu considerar esta uma das mais belas histórias da Bíblia, Pedro expressou verbalmente as palavras que Jesus mais gosta de ouvir – e ele as falou porque tinha certeza do que estava falando – tinha certeza que Jesus iria atendê-lo – teve coragem de ir ter com Jesus e teve coragem de dizer para Jesus: “Senhor, salva-me!

E diz o relato inspirado pelo Espírito Santo, que Jesus fez o gesto que mais gosta de fazer: “Prontamente, Jesus, estendendo a mão, o salvou”.

Ele não ralhou com o Seu discípulo. Ele não disse: “Primeiro você vai beber um pouco dessa água”. Ele não disse: “Espera aí um pouquinho. Eu vou ali perguntar para os outros discípulos o que eles acham que Eu devo fazer. Espera aí que Eu já volto”. Não! O relato bíblico é claro: “Imediatamente, Jesus, estendendo a mão, o salvou”.

Parabéns, Pedro! Você aprendeu primeiro para depois ensinar a igreja de Cristo.

[29/03] Quarta-feiraLucas 22:54-62. No pátio da casa do sumo sacerdote, Pedro ouviu o galo cantar. Mas, antes disso, por três vezes negou que sabia quem era Jesus. Negou que era um dos Seus discípulos. Mas, antes disso também, nos versos 31 a 34, Jesus já o havia alertado: “’Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos’. Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte’. Mas Jesus lhe disse: ‘Afirmo-te, Pedro, que, hoje, três vezes negarás que Me conheces, antes que o galo cante’”.

Irmãos, essa passagem é reveladora! Jesus sabia que Satanás continuava a rondar. Sabia que o inimigo pleiteava predominar sobre os motivos e ações de Seu querido discípulo. E orou para que ele, Pedro, vencesse a prova. Não tirou a prova. Mas orou para que ele a vencesse.

Ah, irmãos! Se Pedro tivesse pedido para Jesus fazer mais uma oração, e agora juntos, quanta diferença! Se Pedro tivesse pedido que Jesus rogasse mais uma vez!

Bem, mais uma vez Pedro se prontificou a ir com o Mestre, e foi. E mais uma vez, não sei porque, não sei se por medo, ou por dúvida – quem tem um pouco de Pedro que responda – Pedro afundou, e negou que conhecia a Jesus.

Me veio um pensamento: Se Pedro dissesse que O conhecia, isso mudaria a sorte de Jesus? Será que Pedro seria preso com o seu Senhor? Será que Pedro seria crucificado com o Mestre?

Bem, isso não sabemos. O que sabemos é que, antes da negação, Jesus lançou luz sobre essas trevas. Disse Ele: “Quando te converteres, fortalece os teus irmãos”.

E é justamente isso o que acontece. Pedro é convertido. E se torna um dos grandes fortalecedores da igreja de Cristo. É isso que ele faz durante o resto de sua vida. É isso que ele faz, também, ao escrever duas Cartas para a igreja de Jesus Cristo.

Irmãos, temos um pouco desse Pedro em nós?

[30/03] Quinta-feiraPedro como líder da igreja. Jesus morreu, ressuscitou e foi para o Céu. Neste período, outras histórias de Pedro nos foram contadas. (Veja o Livro de Atos). Vem o Pentecostes e o prometido derramamento do Espírito Santo. Então, Pedro, tomado pelo poder de Deus, assume a posição de servo de Deus e de Sua igreja. Pedro serve a igreja do Senhor. A partir daí, a história de Pedro se confunde com a história da igreja cristã primitiva. Acertos e erros. Erros e acertos. E Deus dirige os motivos e as ações de Seu servo Pedro.

Nunca jamais saiu da mente de Pedro os dizeres de Jesus: “Apascenta as Minhas ovelhas”.

Irmãos, o que vai ser estudado a partir da Lição 2 – todos os capítulos e versículos das duas Cartas de Pedro – indica que Pedro sabia, e muito bem, o quanto dependemos de Jesus Cristo durante a nossa jornada cristã. Pedro sabia do leão que ruge ao nosso redor. Ele sabia do valor das Sagradas Escrituras. Ele sabia que devemos falar da esperança da breve volta de nosso Salvador. Ele sabia que devemos amar e perdoar. Pedro sabia do que estava escrevendo. Ele sabia.

Que Deus nos abençoe. Tenhamos um ótimo trimestre.

Vocês sabem para onde Pedro foi assim que negou o Mestre, assim que Jesus lançou sobre ele o Seu olhar? Quer ler sobre isso? Se sim, clique aqui – Vidas Que Falam, pág. 313 (Meditação Matinal de 03/11/1971).

Feliz semana!

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – A obra do Espírito Santo

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – A obra do Espírito Santo

Pode ser que, às vezes, tenhamos a impressão que o Espírito Santo tenha sido dado somente para nós, “cristãos obedientes”. Mas não é assim não! Ele foi dado para “toda” a humanidade. Toda! Cristãos e não cristãos. Obedientes e desobedientes.

Ele tem uma obra em favor de toda e qualquer pessoa. Saibam elas ou não, Ele está agindo em favor de cada uma delas. E a Sua obra tem um objetivo só: levar a pessoa até o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

Portanto, toda abordagem que Ele realiza, faz objetivando apenas a salvação da pessoa. Ele não deseja outra coisa que não seja a salvação da pessoa.

Então, é por isso a explicação de Jesus, encontrada em João 16:8-11 – “E, quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo: do pecado, porque não creem em Mim; da justiça, porque vou para Meu Pai, e não Me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado”.

Convencerá do pecado – A primeira evidência da operação do Consolador no ser humano é a de causar nele a profunda convicção de que ele é pecador, e, daí, nele provocar arrependimento; Ele o informa sobre a existência do grande conflito entre Cristo e Satanás e o faz perceber, ver e entender que está dentro desse emaranhado; Ele o ensina sobre a verdadeira natureza do pecado; Ele apresenta a santidade de Deus; e mostra o quão ofensivo o seu pecado é ao Senhor – a ponto de Este entregar o Seu Filho para morrer numa cruz.

Quando assim entendemos a obra do Espírito Santo, então entendemos o significado de outras traduções: “condenará o mundo”; “reprovará”; “repreenderá”; “corrigirá”. O Espírito Santo “convencerá o mundo do pecado”!

Jesus já havia dito de Si mesmo, em João 7:7 – “Não pode o mundo odiar-vos, mas a Mim Me odeia, porque Eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más”. A vida de Jesus provava que as pessoas eram más. (Abel também, em relação a Caim).

No Pentecostes, em resposta ao discurso de Pedro, que apresentava os recentes acontecimentos em torno de Jesus, a Bíblia diz que “ouvindo [as pessoas] estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram: ‘Que faremos, irmãos?’ Respondeu-lhes Pedro: ‘Arrependei-vos’” (Atos 2:37 e 38). Falar de Cristo constrange os corações. Reprova os corações. Convence. Condena.

Irmãos, quando somos chamados a reprovar o pecado, devemos lembrar que há um pecador envolvido na história. (Aliás, mais do que um, porque eu também sou!). E como nós não somos juízes de ninguém, e não devemos usar o mesmo motivo do acusador de nossos irmãos (que é detonar de uma vez por todas), todo cuidado é necessário.

Embora o pecador continue com o livre arbítrio, e o Espírito Santo respeita isso, a intenção é “ganhar” o irmão. Não detonar. Ganhar! E se ele disser “não”, a intenção continua a mesma: ganhar o irmão – salvar – redimir. No entanto, se ele disser “sim”, então, um milagre é operado. E que milagre! O maior de todos os milagres. O milagre que aconteceu comigo. O milagre que aconteceu com vocês. Que milagre!!!

Convencerá da justiça – Aqui, o sentido é “da necessidade” da justiça. O pecador arrependido necessita da justiça. Não basta ser convencido do pecado – necessita de “justiça”.

As vestes brancas da inocência de Adão e Eva foram perdidas. Os seus descendentes nasceram sem elas. Todos nós nascemos com os “trapos da imundícia”. Somos injustos perante Deus. Não andamos em conformidade com os Seus reclamos. Sua vontade é naturalmente rejeitada por nossa natureza. E, assim, estamos perdidos.

Então, felizmente, a obra do Espírito Santo continua. Ele nos mostra que há uma solução. Ele nos encaminha para a solução. Ele nos apresenta a solução. “Ao pecador arrependido, faminto e sedento de justiça, o Espírito Santo revela o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Atos dos Apóstolos, pág. 52).

Somos pecadores, mas há uma saída. Estamos destituídos da glória do Pai, mas há uma ponte.

Irmãos, não adianta “bater” numa pessoa com os seus erros. Não adianta “chicotear” a igreja com os seus pecados. Não é o pecado que limpa o pecado. Não é mostrando os pecados que os pecadores serão transformados. Cristo é a solução. Cristo é quem deve ser apresentado. Cristo!

E é exatamente isso que o Espírito Santo faz. Nos convence que necessitamos da justiça “de” Cristo. Ele, o único Homem que viveu em conformidade absoluta diante de Deus e de Sua santa Lei. Ele, Cristo, foi aceito – com justiça – como oferta pela nossa vida ofensiva a Deus. Cristo é a nossa justiça. E assim, Deus, através de Jesus Cristo, nos aceita em Sua santa presença.

Irmãos, estudemos mais sobre Cristo. É de interesse eterno que os assuntos sobre a vida, a morte, a ressurreição e o atual ministério celestial de Cristo sejam compreendidos, e amados. E é disso que devemos falar para as pessoas. Nisso está a esperança de todos nós.

Convencerá do juízo – Adão foi informado, ainda em seu estado de inocência, que para a desobediência haveria um juízo, uma prestação de contas. Se pecasse, morreria. Por sinal, Satanás já estava sob tal juízo. Diz a Bíblia: “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Apocalipse 12:12).

Vou colocar dois textos aparentemente divergentes, mas, na verdade, um complementar do outro:

O primeiro texto diz assim: “A brevidade do tempo é frequentemente realçada como incentivo para buscar a justiça e fazer de Cristo o nosso amigo. Este não deve ser o grande motivo para nós; pois cheira a egoísmo. É necessário que os terrores do dia de Deus sejam mantidos diante de nós, a fim de que sejamos compelidos à ação correta pelo medo? Não devia ser assim. Jesus é atraente. Ele é cheio de amor, misericórdia e compaixão” (Exaltai-O, pág. 99 – Meditação Matinal de 25/03/1992).

O segundo texto é: “O temor do julgamento não deve ser o motivo principal para se fazer o que é correto. Contudo, é um poderoso agente para despertar mentes obscurecidas pelo pecado e é certamente um apelo” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 5, pág. 1165).

Notaram? O medo não deve ser “o motivo principal” para convencer alguém sobre o juízo. É um motivo secundário. Mas, como é uma realidade o juízo vindouro, deve sim ser apresentado. E um “momento” apropriado deve ser providenciado para isso – e de “maneira” apropriada também. Só que, repetindo, não deve ser o motivo principal de nossos sermões. Cristo, Este sim, é o motivo para a transformação da vida de todas as pessoas. A ênfase do convencimento está em Cristo Jesus. “Jesus é atraente”!

Bem, a obra do Espírito Santo não cessa. Ele nos dá também a certeza da salvação. Só que nós temos dificuldades em falar dessa “certeza”. Achamos ser presunção. Então, a salvação é projetada para o futuro. Para o momento do penúltimo fôlego de vida. Ou para o Dia da volta de Jesus.

Irmãos, “quem tem o Filho tem a vida” (1João 5:12). “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo” (Romanos 8:16 e 17). “Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito” – “nos deu o Seu Espírito como garantia de tudo o que Ele tem para nos dar” (2Coríntios 5:5).

E mais Efésios 1:3-14 – “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu nEle antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele; e em amor nos predestinou para Ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de Sua vontade, para louvor da glória de Sua graça, que Ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo Seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da Sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério da Sua vontade, segundo o Seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nEle, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do Céu como as da Terra; nEle, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito dAquele que faz todas as coisas conforme o conselho da Sua vontade, a fim de sermos para louvor da Sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nEle também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da Sua propriedade, em louvor da Sua glória”.

E, então, o trimestre se encerra com a mensagem de quinta-feira – “O Espírito Santo e a esperança”. E como está escrito no parágrafo abaixo da pergunta 8, “o amor imutável de Deus é a razão e o fundamento da nossa esperança”.

Sou agradecido ao querido Senhor Espírito Santo por trazer todo esse ensinamento a respeito da salvação em Cristo Jesus. Sou grato pela certeza. Sou agradecido pela esperança. Agradeço por isso ser uma realidade para mim, para a minha família, e para os meus queridos irmãos, companheiros na caminhada cristã.

Irmãos, falemos desse assunto para aqueles que ainda não o sabem. Sejamos mensageiros do Evangelho Eterno. Usa-nos Espírito Santo!

Falem de fé, esperança e coragem, e serão luz no Senhor. Continuem a meditar na porta aberta que Cristo colocou diante de vocês, que homem algum pode fechar. Deus fechará a porta a todos os males, se quiserem dar-Lhe uma chance. Quando o inimigo vier com uma inundação, o Espírito do Senhor [o grande Ajudador] erguerá por vocês uma bandeira contra ele” (Review and Herald, 16/04/1889).

* * * * * * * * * * * * * “Guiar-te-ei com os Meus olhos” (Salmos 32:8) * * * * * * * * * * * *

Feliz semana!

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 11 – Entristecendo e resistindo ao Espírito

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 11 – Entristecendo e resistindo ao Espírito

A Lição trata de um assunto extremamente importante. Não há assunto mais importante do que esse. Tem a ver com a salvação a mim proposta e a minha escolha a respeito disso. Tem a ver se deixo o Espírito Santo fazer a Sua obra completa em mim ou não.

A Lição está dividida assim: “Resistindo”, “Entristecendo” e “Apagando o Espírito Santo” e “A blasfêmia contra o Espírito Santo”. Será importante entender o que isso significa – mas, mais importante ainda será a aplicação pessoal. Não basta saber as definições teológicas a respeito do tema – temos que fazer uma aplicação – e essa aplicação não deverá ser para os outros, mas para mim mesmo: “O Espírito Santo está batendo na porta do meu coração, e eu vou abrir, e Ele vai entrar, e vai permanecer comigo, e vai cear comigo”. E haverá muita alegria no Céu!

E assim deve ser o desfecho da Lição – um desfecho positivo.

Não há razão para exterminar a esperança de ninguém. De ninguém! Nem de si próprio!

Como ponto de partida, sugerimos a leitura de O que é pecado contra o Espírito Santo”, escrito por Pedro Apolinário, em Leia e Compreenda Melhor a Bíblia – clique aqui. 

“Ninguém precisa considerar o pecado contra o Espírito Santo como coisa misteriosa e indefinível. O pecado contra o Espírito Santo é o pecado de persistente recusa de atender aos convites para arrependimento” (Para Conhecê-Lo, pág. 243 – Meditação Matinal de 25/08/1965).

“Não é Deus quem cega os homens ou lhes endurece o coração. Envia-lhes luz para lhes corrigir os erros e guiá-los por veredas seguras; é pela rejeição dessa luz que os olhos cegam e o coração se endurece. Muitas vezes o processo é gradual e quase imperceptível. A luz chega até à alma por meio da palavra de Deus, de Seus servos, ou diretamente por Seu Espírito; mas quando um raio de luz é rejeitado, dá-se o parcial entorpecimento das percepções espirituais, e a segunda revelação da luz é menos claramente discernida. Destarte aumenta a treva, até que se faz noite na alma” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 33 – Quem São Meus Irmãos?) [*** Leia sobre o endurecimento do coração de Faraó, escrito por Ángel Manuel Rodriguez, na Revista Adventist World de setembro de 2011 – clique aqui ***].

“As pessoas têm o poder de extinguir o Espírito de Deus; o poder de escolha é deixado com elas. Deus lhes permite liberdade de ação. Elas podem ser obedientes mediante o nome e a graça de nosso Redentor, ou podem ser desobedientes e sofrer as consequências. O homem é responsável por receber ou rejeitar a verdade sagrada e eterna. O Espírito de Deus está continuamente convencendo, e pessoas estão decidindo a favor ou contra a verdade” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 3, pág. 428).

“A pessoa que é atraída repetidamente por seu Redentor, e despreza as advertências dadas, não cedendo a suas convicções no sentido de arrepender-se, nem atendendo quando é exortada a buscar perdão e graça, essa pessoa está em posição perigosa. Jesus a está atraindo, o Espírito sobre ela exerce Seu poder, insistindo que renda a sua vontade à vontade de Deus; e se é desprezado esse convite, o Espírito é ofendido e Se retira. O pecador prefere permanecer em pecado e impenitência, embora tenha provas suficientes para se animar na fé. Maior número de provas, já não lhe fariam bem. … Outra atração existe, à qual ele vai cedendo – é a atração de Satanás. Cede obediência aos poderes das trevas. Este procedimento é fatal e deixa a pessoa em obstinada impenitência. Esta é a blasfêmia mais comum entre os homens, e atua de modo muitíssimo sutil, até que o pecador não mais sinta remorso de consciência, nem arrependimento, e consequentemente não mais tem perdão” (Para Conhecê-Lo, pág. 244 – Meditação Matinal de 26/08/1965).

“O Espírito de Deus não será para sempre ofendido. Retirar-Se-á, caso seja ofendido por um pouco mais de tempo. Depois de ter sido feito tudo quanto Deus podia fazer para salvar os homens, caso eles mostrem por sua vida que menosprezam a oferecida misericórdia de Jesus, a morte será o quinhão deles e elevado o preço a ser pago. Será uma terrível morte; pois terão de sofrer a angústia sentida por Cristo, na cruz, a fim de adquirir para eles a redenção que recusaram” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, pág. 124).

“… Aquele que rejeita a obra do Espírito Santo, assume uma posição que impede o acesso ao arrependimento e à fé. É pelo Espírito que Deus opera no coração; quando o homem rejeita voluntariamente o mesmo, e declara que é de Satanás, corta o conduto por onde Deus Se pode comunicar com ele. Quando o Espírito é afinal rejeitado, nada mais pode Deus fazer pela pessoa” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 213 – Meditação Matinal de 26/07/1974).

Aceita umas explicações a mais que encontramos nos escritos de Ellen White?

Cuidado com um coração duroNossa Alta Vocação, pág. 158 – clique aqui. 

Os resultados de endurecer o coraçãoCristo Triunfante, pág. 103 – clique aqui. 

Endurecimento do coraçãoVidas Que Falam, pág. 89 – clique aqui. 

Termino aqui o comentário desta semana – mas não sem esta maravilhosa frase:

“Seja qual for o pecado, se a pessoa se arrepende e crê, a culpa é lavada no sangue de Cristo” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 213 – Meditação Matinal de 26/07/1974).

Deus nos abençoe. Feliz semana!

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Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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