Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 9 – Ofertas de gratidão – Ligado na Videira – 24 de fevereiro a 3 de março de 2018

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Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 9

(24/02) – sábado Introdução

A Bíblia declara que “Jesus Cristo, … sendo rico, Se fez pobre por amor a vós, para que, pela Sua pobreza, vos tornásseis ricos” (2Coríntios 8:9).

Fico imaginando, em termos materiais, as riquezas que Jesus Cristo deixou no Céu para vir e viver entre nós, e para ser Oferta pela nossa culpa. Será que, entre as riquezas deixadas, por exemplo, estariam as ruas de ouro citadas por João, no Apocalipse? Se sim, nesse caso, Ele trocou ruas de ouro pelas empoeiradas estradas da Galileia!

E se Ele tivesse saído das riquezas de lá para viver não como pobre entre nós, mas como rico? Será que as riquezas daqui seriam comparáveis com as que deixou no Céu? A oferta de Satanás teria sido suficiente? “Tudo isto Te darei se, prostrado, me adorares”. Teria sido lucro, ou, pelo menos, equivalente?

E em termos afetivos? Cristo deixou a companhia dos Seus santos anjos. Ouvia deles os belos cânticos de adoração e louvor. Irmãos, ficou para trás aqueles maravilhosos corais e quartetos!!!

Bem, fico imaginando também as visitas que fazia aos mundos não caídos. Era saudado pelos seus santos habitantes. Glórias e mais glórias ao Criador! Mas deixou isso, e aqui recebeu desprezo. Desprezo dos seres humanos caídos!

Irmãos, deixando o santo Céu, Cristo também saiu da presença do Pai e do Espírito Santo. Perdeu o privilégio do face a face. E, vindo para cá, tinha em Sua companhia doze discípulos que disputavam a melhor posição em Seu Reino – e que – virava e mexia, eram encontrados dormindo.

Que diferença! Que imensa diferença!!!

Bem, Cristo veio do Céu, sacrificou-Se por nós, e para o Céu retornou como Vitorioso. Para lá retornou, mas não sem antes nos garantir que para lá nós também iremos um dia. E, nesse dia, o mordomo fiel ouvirá de Seus próprios lábios: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus 25:34).

Vocês imaginam como é esse lugar? Pensam nele? Eu tento dar umas imaginadas, como vocês notaram, mas reconheço minha incapacidade. Por sinal, a Bíblia fala da minha incapacidade – “Está escrito: ‘As coisas que o olho não viu e o ouvido não ouviu, e não vieram sobre o coração do homem, é o que Deus preparou para aqueles que O amam’” (1Coríntios 2:9).

Irmãos, a Palavra Inspirada afirma: “Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:21). Então, que as nossas obras revelem que o nosso coração está no Céu, porque no Céu está o nosso Tesouro – o “Dom inefável”, que Paulo se refere em 2Coríntios 9:15.

Que a nossa conversação seja recheada de palavras relacionadas com o novo Céu e a nova Terra. Que o nosso coração vibre diante da expectativa de logo logo nosso Senhor Jesus voltar. Dia glorioso, irmãos, nos está reservado! Dia em que estaremos reunidos como uma grande multidão, incontável como as areias da praia, como as estrelas da noite mais radiante!

Buscai as coisas lá do alto. … Pensai nas coisas lá do alto” (Colossenses 3: 1 e 2).

Nesta nova semana, faremos algumas considerações sobre “ofertas de gratidão”. Porém, já antecipo que não destacarei “as grandes ofertas”, mas “a imensa gratidão”. A gratidão é que gera ofertas. E é da gratidão que vou falar porque somos as pessoas relatadas em Isaías 53:11. Somos as pessoas por quem o Senhor Jesus deixou as riquezas do Céu. Somos as pessoas por quem Ele veio Se sacrificar. Somos as pessoas por quem Ele veio ofertar a Sua vida. Tornou-Se pobre, mas viu o fruto do penoso trabalho de Sua alma e [ficou] satisfeito.

Deus nos abençoe. Que haja compreensão. Que a gratidão faça jogar bondade, afeto, carinho, vontade de ajudar. Deus nos abençoe.

Sugerimos a leitura de “Perto do Céu”, pág. 72 – Meditação Matinal de 07/03/2013 – clique aqui. 

(25/02) – domingo – “Onde está o teu tesouro”

Jesus disse: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a Terra”.

Bem, a intenção dEle não é tornar o cristão uma pessoa sem dinheiro, sem posses, sem perspectivas materiais. Em hipótese alguma está Ele dizendo que devemos entregar todos os nossos pertences para a igreja, a ponto de não ter mais nada, e deixar de ser geradores de bens, produtos e riquezas. E nem mesmo que devamos depender dos outros.

É verdade que Ele disse que “não só de pão viverá o homem”, mas não disse que o homem viveria sem pão. Fosse assim, Ele não teria realizado a multiplicação de pães. Fosse assim, Ele teria dito: “Bem-aventurados os que jejuam para todo o sempre”.

Bem, no contexto do “não acumuleis”, Ele disse: “Ajuntai para vós outros tesouros no Céu”.

De igual forma, irmãos, ao dizer isso, Ele não estava sugerindo que os anjos seriam comissionados a pegar o nosso dinheiro e voar ligeirinho para o depositar nos cofres do Céu. Também não estava indicando que o enterrássemos, esperando o Dia de Sua segunda vinda, quando então nós mesmos o levaríamos para o Lar Celestial.

Irmãos, a igreja precisa de pessoas laboriosas, bem-sucedidas. Precisa de membros que sejam excelentes funcionários. Precisa de excelentes empresários. Precisa de pessoas que saibam ganhar e saibam aplicar o dinheiro.

Nas semanas anteriores, estudamos que 10% dos valores pertencem a Deus, e percebemos não haver dificuldades para entender isso. Mas Jesus foi além, dizendo que a nossa mordomia não termina com a devolução do dízimo. A outra parte, os 90%, também pertencem a Deus. É disso que Ele está falando!

É verdade que é com essa parte que sustentamos a nossa família, mas nós não devemos nos fechar em nossa família. O Dono da casa é Deus, e a casa de Deus é bem mais ampla do que imaginamos. Nossa mordomia, portanto, tem que ser mais ampla também.

Com esse entendimento, a parte que é chamada de “nossa” tem que influenciar bem mais do que a nossa própria família. Mais filhos de Deus devem ser abençoados pelos “nossos” 90%. Assim como não devemos crescer os olhos no dízimo, também não devemos fixar os olhos na “nossa” parte. Nela, de igual modo, devemos praticar a mordomia fiel. Nela devemos honrar e bendizer o nome de nosso Deus.

Jesus concluiu o “não acumuleis” e o “ajuntai” com essas palavras: “[Eu conheço o teu coração porque conheço o teu tesouro], porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:19 a 21).

Sugerimos a leitura de “Filhos e Filhas de Deus”, pág. 272 – Meditação Matinal de 22/09/1956 – clique aqui.

(26/02) – segunda – Mordomos da graça de Deus

A Bíblia ensina que “pela graça [somos] salvos”, e que devemos ser “bons despenseiros [dessa] graça de Deus”, “[servindo] uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu”. O contexto bíblico ensina também que somos “luz [para] o mundo”, exercendo influência positiva para a salvação de mais e mais pessoas (Efésios 2:8; 1Pedro 4:10; Mateus 5:14).

Irmãos, sinto uma gratidão enorme por ter sido alcançado pela graça de Deus. Sou imensamente grato porque alguém, no passado, entendeu que era um “despenseiro” dessa graça, e a compartilhou com meus bisavós.

Também sou agradecido pelas pessoas que se deram nas igrejas que frequentei. Me lembro das professoras de prontidão na porta da classe, prontas para escutar o verso áureo decorado.

Quantas e quantas pessoas têm se colocado na posição de “mordomos da graça da Deus”, servindo a igreja de Deus, dentro e fora dos templos! Minha gratidão a cada uma delas.

Irmãos, vocês também possuem histórias pessoais. Além disso, fazem parte da história de outras pessoas. Quantas e quantas pessoas são gratas por vocês terem sido “bons despenseiros da multiforme graça de Deus”!

Que o Senhor continue a nos usar como instrumentos Seus. Que jamais a nossa mão seja encurtada ou recolhida. Continuemos a nos ajudar!

Leia “A alegria de apoiar a obra de Deus”, publicado na Meditação Matinal de 06/03/2013 – clique aqui. 

(27/02) – terça – Nossa melhor oferta

Geralmente entramos com a “imaginação” numa história. Dessa vez vamos incluir o nariz. Entremos com o “nariz” na história relatada em Mateus 26:6 a 13. Vamos sentir o cheiro do perfume que Maria derramou em Jesus.

“À mesa achava-Se Jesus, tendo a um lado Simão, a quem curara de repugnante moléstia, e do outro Lázaro, a quem ressuscitara. Marta servia à mesa, mas Maria escutava ansiosamente toda palavra que caía dos lábios de Jesus. Em Sua misericórdia perdoara Jesus os seus pecados, chamara do sepulcro seu bem-amado irmão, e a alma de Maria estava cheia de reconhecimento. Ouvira Jesus falar de Sua morte próxima e, em seu profundo amor e tristeza, almejara honrá-Lo. Com grande sacrifício para si, comprara um vaso de alabastro de ‘unguento de nardo puro, de muito preço’ para com ele ungir-Lhe o corpo. Mas agora muitos diziam que Ele estava para ser coroado rei. Seu pesar transformou-se em alegria, e ansiava ser a primeira a honrar a seu Senhor. Quebrando o vaso de unguento, derramou o conteúdo sobre a cabeça e os pés de Jesus, e depois, enquanto de joelhos chorava umedecendo-os com lágrimas, enxugava-os com os longos cabelos soltos.

Buscara não ser observada, e seus movimentos poderiam passar desapercebidos, mas o unguento encheu a sala de odor, declarando a todos os presentes a ação dela. […]

O Espírito Santo planejara por ela, e ela Lhe obedecera às sugestões” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 62 – “O banquete na casa de Simão”).

As pessoas mortas eram ungidas com perfume. Maria sabia disso. Jesus, também. Então, o ato de Maria está em sintonia com os acontecimentos ensinados pelo Mestre – que, por sua vez, estava em harmonia com a vontade de Deus: Jesus tinha que morrer.

É provável que ela não tivesse conhecimento absoluto sobre tudo o que significava Jesus “ter” que morrer, mas sabia que Jesus iria morrer, porque dEle ouviu sobre isso. E em resposta ao conhecimento que já possuía, expressou ao máximo o seu amor, gratidão e devoção, nesta que foi a última oportunidade que teve. Fez o que entendia que tinha que ser feito, e o fez enquanto Ele ainda estava vivo. Se era limitada sua compreensão, não o era o seu gesto. Por isso, o Messias disse: “Antecipou-se a ungir-Me para a sepultura” – “Ela praticou boa ação para comigo… pois, derramando este perfume sobre o Meu corpo, ela o fez para o Meu sepultamento. Em verdade vos digo: Onde for pregado em todo o mundo este evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua” (Marcos 14:9; Mateus 26:10, 12 e 13).

Notem: não há registro de alguma fala de Maria, se é que houve; apenas de seu ato – e Jesus percebe, valoriza e louva sua atitude. “Onde for pregado o evangelho em todo o mundo, seu feito será mais lembrado do que qualquer coisa que ela pudesse ter dito”.

Humanamente, ela não queria que o bom Amigo morresse, mas, “pecadoramente”, precisava que Ele morresse. Era o único jeito de ser salva. E Jesus aceita o perfume, a unção. Aceita a Sua missão. Vai morrer por Maria.

O gesto de Maria é lembrado até hoje. Entendeu a obra do Senhor. Manifestou gratidão pelo que já havia recebido e pelo que estava por receber. Não só comprou o perfume, mas abriu o perfume. Não só presenteou Jesus com o perfume, mas entregou-Lhe o seu coração também. Esta foi, sem dúvida, sua melhor oferta.

Tal exemplo nos impulsiona para o mesmo: devemos nos achegar em gratidão aos pés dAquele que nos salvou, e depositar a nossa melhor oferta – “Filho meu, dá-Me o teu coração”.

Sugerimos a leitura de “O perfume permanece”, em “Vidas Que Falam”, pág. 306 (Meditação Matinal 27/10/1971) – clique aqui.

(28/02) – quarta – Motivos do coração

Raras vezes Jesus louvou a atitude de alguma pessoa. Uma dessas raras vezes foi a respeito da viúva que depositou suas duas únicas moedas nas salvas da igreja. Como Ele conhece o “coração”, louvou a oferta dessa pobre senhora.

O Espírito de Profecia nos traz algumas considerações. Vejamos:

“É o motivo que dá sentido às nossas ações, assinalando-as com ignomínia ou elevado valor moral. Não são as grandes coisas que todos os olhos veem e toda língua louva que Deus considera mais preciosas. Os pequenos deveres cumpridos com contentamento, as pequeninas dádivas que não fazem vista, e podem parecer destituídas de valor aos olhos humanos, ocupam muitas vezes diante de Deus o mais alto lugar. Um coração de fé e amor é mais precioso para Deus que os mais custosos dons.

A viúva pobre deu sua subsistência para fazer o pouco que fez. Privou-se de alimento para oferecer aquelas duas moedinhas à causa que amava. E o fez com fé, sabendo que seu Pai Celestial não passaria por alto sua grande necessidade. Foi esse espírito abnegado e essa infantil fé que atraiu o louvor do Senhor. […]

Quando Jesus disse da viúva pobre: Ela ‘lançou mais do que todos’, Suas palavras eram verdadeiras, não somente quanto ao motivo, mas no que respeita aos resultados da oferta. As ‘duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante’ têm trazido ao tesouro do Senhor uma quantia muito superior às contribuições daqueles ricos judeus. A influência daquela pequenina oferta tem sido como um rio, pequeno ao começo, mas que se amplia e aprofunda à medida que corre através dos séculos. Tem contribuído por mil maneiras para alívio dos pobres e disseminação do evangelho.

Seu exemplo de sacrifício tem agido e tornado a agir sobre milhares de corações em todas as terras e em todos os séculos. Tem sido como um apelo dirigido a ricos e pobres, e as dádivas destes avolumaram o valor da oferta da viúva. A bênção divina sobre suas moedas, tem feito delas fonte de grandes resultados. Assim quanto a todo dom oferecido e todo ato realizado com sincero desejo de promover a glória de Deus. Liga-se aos desígnios do Onipotente. Seus resultados para o bem não podem ser calculados por homem algum” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 67 – “Ais sobre os fariseus”).

Sugerimos a leitura de “Refletindo a Cristo”, pág, 260 – Meditação Matinal de 11/09/1986 – clique aqui. 

(01/03) – quinta – A experiência de doar

Irmãos, sendo que “nós O amamos porque Ele nos amou primeiro”, também “Lhe ofertamos porque Ele Se ofertou primeiro”. Temos exemplos e incentivos humanos quanto a experiência de doar para a obra do Senhor, mas o nosso maior e melhor exemplo é o próprio Senhor.

Antes de Adão pecar, Adão foi criado. E antes de Adão ser criado, Jesus já havia Se comprometido a Se sacrificar por nós. Então, realmente, Ele é a motivação para a oferta. NEle temos a verdadeira experiência desse doar em benefício de alguém – principalmente alguém não merecedor.

“A terna simpatia de nosso Salvador foi despertada em favor da humanidade caída e sofredora. Se quereis ser Seus seguidores, precisais cultivar compaixão e simpatia. … As viúvas, os órfãos, os doentes e os que estão a perecer, sempre necessitam ajuda. Aqui está uma oportunidade de proclamar o evangelho – exaltar Jesus, a esperança e consolação de todos os homens. Quando o sofrimento do corpo foi aliviado, e mostrastes ardente interesse pelos afligidos, o coração é aberto, e podeis derramar aí o bálsamo celestial. […]

Um grupo de crentes pode ser pobre, sem instrução, desconhecido; todavia, estando em Cristo, podem fazer no lar, na vizinhança, na igreja, e mesmo nas regiões distantes, uma obra cujos resultados serão de alcance eterno. É porque essa obra é negligenciada, que tantos jovens discípulos nunca avançam além do simples alfabeto da experiência cristã. A luz que resplandeceu em seu próprio coração quando Jesus lhes disse: ‘Perdoados te são os teus pecados’, devem conservar viva mediante o auxílio prestado a outros em necessidade. A irrequieta energia, tantas vezes fonte de perigo para os jovens, poderia ser encaminhada de maneira que fluísse em correntes de bênção. […]

As horas tantas vezes gastas em divertimentos que não refrigeram nem o corpo e nem a alma devem ser despendidas em … procurar ajudar alguém que esteja em necessidade. […]

Cada oportunidade de ajudar um irmão necessitado, ou auxiliar a causa de Deus na disseminação da verdade, é uma pérola que podeis de antemão enviar e pôr em depósito no banco celeste, para ser guardada em segurança. […]

O amor, a cortesia e a renúncia jamais se perdem. Quando os escolhidos de Deus forem transformados da mortalidade para a imortalidade, suas palavras e atos de bondade se tornarão manifestos, e serão conservados pelos séculos eternos. […]

Mediante os méritos de imputada justiça de Cristo, a fragrância de tais palavras e atos será para sempre conservada” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 239 – Meditação Matinal de 21/08/1959).

Sugerimos a leitura de “Bondade“, em Minha Consagração Hoje, pág. 54 (Meditação Matinal de 19/02/1953) – clique aqui.

(02/03) – sexta – Conclusão

“Sob o sistema judaico, o povo era ensinado a cultivar o espírito de liberalidade, tanto em sustentar a causa de Deus como em socorrer os necessitados. Na colheita e na vindima, os primeiros frutos do campo – o grão, o vinho e o azeite – deviam ser consagrados em oferta ao Senhor. Os restos e os cantos dos campos eram reservados para os pobres. Os primeiros frutos da lã, ao serem tosquiadas as ovelhas, e dos cereais, quando o trigo era debulhado, deviam ser oferecidos ao Senhor; e fora ordenado que os pobres, as viúvas, os órfãos e os estrangeiros fossem convidados para seus banquetes. Ao fim de cada ano, exigia-se de todos que fizessem solene juramento quanto a haverem ou não agido segundo o mandamento de Deus.

Essa medida foi tomada pelo Senhor a fim de gravar no povo a ideia de que em tudo Ele devia ser o primeiro. Mediante esse sistema de beneficência, deviam ter em mente que seu benévolo Senhor era o verdadeiro proprietário dos campos, rebanhos e gados que tinham em seu poder; que o Deus do Céu lhes enviava o sol e a chuva para a sementeira e a sega, e que tudo quanto possuíam era criação dEle. Tudo era do Senhor, e Ele os fizera administradores de Seus bens.

A liberalidade dos judeus na construção do tabernáculo e na construção do templo mostra um espírito de beneficência não igualado pelos cristãos de qualquer época posterior. Eles haviam acabado de ser libertados de sua longa servidão no Egito, e andavam errantes no deserto; no entanto, mal foram livrados dos exércitos egípcios que os perseguiam em sua precipitada viagem, veio a Moisés a palavra do Senhor, dizendo: ‘Fala aos filhos de Israel que Me tragam uma oferta alçada; de todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a Minha oferta alçada‘ (Êxodo 25:2).

Todos deram com espírito voluntário, não uma limitada porção de suas posses, mas uma grande quantidade do que tinham. Devotaram-no voluntária e alegremente ao Senhor, e foram-Lhe agradáveis assim fazendo. Não Lhe pertencia tudo? Não lhes havia Ele dado tudo quanto tinham? Se Ele o pedia, não era seu dever devolver-Lhe o que era dEle? Não foi preciso insistência. O povo levou ainda mais do que foi solicitado, sendo-lhes dito que parassem, pois já havia mais do que podiam empregar” (Review and Herald, 17 de outubro de 1882).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje. Escolhemos a 1ª da senhora White no Brasil (ano 1953) – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2018 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Meditação Matinal 2018- Ligado na Videira

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Índice – novembro – A Caminho do Lar, 2017

NOVEMBRO – clique no dia/página desejado:
[01/334][02/335][03/336][04/337][05/338][06/339][07/340][08/341][09/342][10/343]
[11/344][12/345][13/346][14/347][15/348][16/349][17/350][18/351][19/352][20/353]
[21/354][22/355][23/356][24/357][25/358][26/359][27/360][28/361][29/362][30/363]
Subtítulo para o mês: O grande conflito
01 334 A origem inexplicável do pecado
02 335 Egoísmo, a raiz do pecado
03 336 Lúcifer é expulso
04 337 Hostilidades
05 338 Graça implantada
06 339 Nenhum ato pecaminoso ocorre sem consentimento
07 340 Vindicação do caráter de Deus
08 341 A pretensão de Satanás
09 342 Salvaguarda perpétua
10 343 O plano de ataque de Satanás
11 344 Satanás é um destruidor
12 345 Pressão por uma lei dominical
13 346 O ato culminante do engano
14 347 O povo de Deus não será enganado
15 348 Perturbadores do povo
16 349 A comissão evangélica
17 350 A verdade conquistará o mundo
18 351 Auxílio do Espírito Santo
19 352 O poder da chuva serôdia
20 353 Saiam de Babilônia!
21 354 Resposta as acusações de Satanás
22 355 Exposição dos pecados de Babilônia
23 356 Entre os líderes da nação
24 357 Saiba por que você crê naquilo que crê
25 358 O fim do tempo da graça
26 359 O tempo da angústia de Jacó
27 360 Deus é nossa defesa
28 361 Orações serão respondidas
29 362 Sob o estandarte do Senhor
30 363 Vitória no grande conflito

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A origem inexplicável do pecado

Meditação Matinal de Ellen White – A Caminho do Lar, 2017.

1º de novembro – Pág. 334 – A origem inexplicável do pecado

Houve peleja no Céu. Miguel e os Seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos. Apocalipse 12:7

Para muitas pessoas, a origem do pecado e a razão de sua existência são causa de grande perplexidade. Veem a obra do mal, com seus terríveis resultados de miséria e desolação, e põem em dúvida como tudo isso possa existir sob o reinado de um Ser que é infinito em sabedoria, poder e amor. É um mistério para o qual não encontram explicação. Em sua incerteza e dúvida, tornam-se cegos para verdades plenamente reveladas na Palavra de Deus e essenciais à salvação. Existem os que, em suas pesquisas concernentes à existência do pecado, esforçam-se por esquadrinhar aquilo que Deus nunca revelou. Por isso, não encontram solução para suas dificuldades. Os que mostram essa disposição para a dúvida e especulação aproveitam-se disto como desculpa para rejeitar as palavras das Sagradas Escrituras. Outros deixam de ter uma compreensão satisfatória a respeito do grande problema do mal porque a tradição e a interpretação errônea obscureceram o ensino da Bíblia relativo ao caráter de Deus, à natureza de Seu governo e aos princípios que regem Seu trato com o pecado.

É impossível explicar a origem do pecado de maneira a dar a razão de sua existência. Entretanto, bastante se pode compreender em relação à origem, bem como à disposição final do pecado, para que seja amplamente manifestada a justiça e a benevolência de Deus em todo o Seu trato com o mal. Nada é mais claramente ensinado nas Escrituras do que o fato de não ter sido Deus de maneira alguma responsável pela manifestação do pecado; e de não ter havido qualquer retirada arbitrária da graça divina, nem deficiência no governo divino, para que dessem motivo ao surgimento da rebelião. O pecado é um intruso por cuja presença nenhuma razão se pode dar. É misterioso, inexplicável; desculpá-lo corresponde a defendê-lo. Se, para ele, se pudesse encontrar desculpa ou mostrar-se causa para a sua existência, deixaria de ser pecado. Nossa única definição de pecado é a que é dada na Palavra de Deus: “transgressão da Lei”; é o efeito de um princípio em conflito com a grande lei do amor, que é o fundamento do governo divino. […]

Deus deseja de todas as Suas criaturas serviço de amor – homenagem que brote de uma apreciação inteligente de Seu caráter. Ele não tem prazer em uma submissão forçada, e a todos confere vontade livre, para que possam prestar-Lhe serviço voluntário. O Grande Conflito, págs. 492 e 493.

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Egoísmo, a raiz do pecado

Meditação Matinal de Ellen White – A Caminho do Lar, 2017.

2 de novembro – Pág. 335 – Egoísmo, a raiz do pecado

Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. Isaías 14:14

Houve um ser que preferiu perverter a liberdade [concedida por Deus]. O pecado originou-se com aquele que, abaixo de Cristo, fora o mais honrado por Deus, e o mais elevado em poder e glória entre os habitantes do Céu. Antes de sua queda, Lúcifer foi o primeiro dos querubins cobridores santo e puro. “Assim diz o Senhor Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias […]. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti” (Ezequiel 28:12 a 15).

Lúcifer poderia ter permanecido no favor de Deus, ser amado e honrado por toda a hoste angélica, exercendo suas nobres faculdades, a fim de abençoar outros e glorificar o Criador. No entanto, o profeta diz: “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor” (Ezequiel 28:17). Pouco a pouco, Lúcifer passou a condescender com o desejo de exaltação própria. “Estimas o teu coração como se fora o coração de Deus.” “E tu dizias no teu coração: […] Acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei […]; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Ezequiel 28:6; Isaías 14:13 e 14). Em vez de procurar fazer com que Deus fosse supremo nas afeições e lealdade de Suas criaturas, era o esforço de Lúcifer conquistar para si o seu serviço e homenagem. E, cobiçando a honra que o infinito Pai conferira a Seu Filho, este príncipe dos anjos aspirou ao poder cujo uso era prerrogativa de Cristo, unicamente.

O Céu todo se alegrava em refletir a glória do Criador e celebrar o Seu louvor. Enquanto Deus assim fora honrado, tudo era paz e alegria. Uma nota dissonante, porém, deslustrava agora as harmonias celestiais. O serviço e exaltação em prol do eu, contrários ao plano do Criador, despertavam prenúncios de males nas mentes para as quais a glória de Deus era suprema. Os concílios celestiais instavam com Lúcifer. O Filho de Deus lhe apresentava a grandeza, a bondade e a justiça do Criador, e a natureza sagrada e imutável de Sua Lei. O próprio Deus havia estabelecido a ordem do Céu; e, afastando-se dela, Lúcifer desonraria seu Criador, trazendo sobre si a ruína. Entretanto, a advertência, feita com amor e misericórdia infinitos, unicamente suscitou espírito de resistência. Lúcifer permitiu que prevalecesse a inveja para com Cristo, e tornou-se mais inflexível. O Grande Conflito, págs. 493 a 495.

 

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Lúcifer é expulso

Meditação Matinal de Ellen White – A Caminho do Lar, 2017.

3 de novembro – Pág. 336 – Lúcifer é expulso

E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele, os seus anjos. Apocalipse 12:9

Todo o exército celestial foi convocado para comparecer perante o Pai. […] [Satanás] permaneceu orgulhoso, insistindo que deveria ser igual a Deus e introduzido em reunião com o Pai para entender Seus propósitos. Deus informou a Satanás que Ele revelaria Seus propósitos secretos apenas a Seu Filho. Informou que Ele requeria de toda a família celestial, inclusive de Satanás, que Lhe rendessem implícita e inquestionável obediência; mas que ele (Satanás) tinha provado ser indigno de ter um lugar no Céu. Então Satanás, exultantemente, apontou aos seus simpatizantes, quase a metade de todos os anjos, e exclamou: “Estes estão comigo! Expulsarás também a estes e deixarás tal vazio no Céu?” Declarou então que estava preparado para resistir à autoridade de Cristo e defender seu lugar no Céu pelo poder da força, força contra força.

Os anjos bons choraram ao ouvir as palavras de Satanás e sua exultante arrogância. Deus declarou que os rebeldes não mais poderiam permanecer no Céu. Seu estado elevado e feliz tinha sido conservado sob a condição de obediência à Lei que Deus dera para governar as elevadas ordens de seres. Entretanto, nenhuma provisão tinha sido feita para salvar os que se aventurassem a transgredir Sua Lei. Satanás tornou-se mais ousado em sua rebelião e expressou seu desprezo à Lei do Criador. Esta Satanás não podia suportar. Declarou que os anjos não precisavam de Lei, mas deveriam ser livres para seguir a própria vontade, a qual os guiaria sempre retamente. Declarou que a Lei era uma restrição à sua liberdade e que a abolição da Lei era um dos grandes objetivos da posição que assumira. A condição dos anjos, pensava ele, necessitava de aperfeiçoamento. Deus, porém, não pensava assim, visto que tinha feito leis, colocando-as em igualdade consigo mesmo. A felicidade de todos os anjos dependia da perfeita obediência à Lei. Cada um tinha seu trabalho especial designado. Antes da rebelião de Satanás, existira no Céu perfeita ordem e ação harmônica. […]

O Pai consultou Seu Filho com respeito à imediata execução de Seu propósito de fazer o ser humano para habitar a Terra. Colocaria a humanidade sob prova a fim de testar sua lealdade antes que fosse colocada eternamente fora de perigo. História da Redenção, págs. 18 e 19.

 

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Hostilidades

Meditação Matinal de Ellen White – A Caminho do Lar, 2017.

4 de novembro – Pág. 337 – Hostilidades

Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. Apocalipse 12:11

“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:15). A sentença divina pronunciada contra Satanás depois da queda do ser humano foi também uma profecia, abrangendo todos os séculos até o fim do tempo e prefigurando o grande conflito em que se empenhariam todos os povos que vivessem sobre a Terra.

Deus declara: “Porei inimizade”. Essa inimizade não é mantida naturalmente. Quando o ser humano transgrediu a lei divina, sua natureza se tornou má. Ele ficou em harmonia com Satanás, e não em desacordo com o inimigo. Não existe, por natureza, nenhuma inimizade entre o ser humano pecador e o originador do pecado. Ambos se tornaram malignos pela apostasia. O apóstata nunca está em sossego, exceto quando obtém simpatia e apoio, induzindo outros a lhe seguir o exemplo. Por esse motivo, os anjos caídos e os ímpios se unem em desesperada união. Se Deus não Se houvesse interposto de maneira especial, Satanás e a humanidade teriam entrado em aliança contra o Céu. Em vez de alimentar inimizade contra Satanás, toda a família humana estaria unida em oposição a Deus.

Satanás tentou Adão e Eva a pecar, assim como fizera com que os anjos se rebelassem para desse modo poder conseguir cooperação em sua luta contra o Céu. Nenhuma dissensão havia entre ele e os anjos caídos, no tocante a seu ódio a Cristo; ao passo que em todos os outros pontos havia discórdia, uniram-se firmemente na oposição à autoridade do Governador do universo. Quando Satanás ouviu a declaração de que existiria inimizade entre ele e a mulher, e entre a sua descendência e a descendência dela, compreendeu que seus esforços para depravar a natureza humana seriam interrompidos. Por algum meio, o homem e a mulher seriam habilitados a resistir ao seu poder.

A inimizade de Satanás contra a humanidade é avivada pelo motivo de serem as criaturas humanas, com ajuda de Cristo, objeto de amor e misericórdia de Deus. O inimigo se empenha em subverter o plano divino para a redenção da humanidade, desfigurando e corrompendo a obra de Suas mãos, para lançar desonra a Deus. Ele deseja dar origem a pesares no Céu e encher a Terra de desgraças e desolação. Satanás aponta para todo esse mal como resultado da obra de Deus ao criar o ser humano. O Grande Conflito, págs. 505 e 506.

 

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