Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 1 – Conhecendo Pedro – Apascenta as Minhas Ovelhas – 1 e 2Pedro

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 1 – Conhecendo Pedro – 25 de março a 1° de abril – Apascenta as Minhas Ovelhas – 1 e 2Pedro

Imagine uma sala, com duas cadeiras, e uma mesa entre elas. Imagine que você esteja sentado numa das cadeiras e que, na outra, bem na sua frente, esteja sentado um senhor idoso, de cabelos brancos, de semblante sereno, conhecedor de que o seu fim se aproxima, e que, mantendo um olhar que transmite calma, pega uma caneta e começa a escrever uma carta.

Imagine, também, que você consegue enxergar a primeira linha do que ele está escrevendo – e você lê a seguinte introdução: “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos…

Irmãos, esta cena passou por minha mente. Eu me imaginei na frente de Pedro – o famoso discípulo de Jesus – o grande apóstolo do Senhor – um dos que estiveram pessoalmente, em carne e osso, lado a lado com Jesus Cristo.

Particularmente, imaginei esta cena porque entendo que Pedro tenha sido um dos homens mais interessantes de toda a trajetória humana. Ele me chama a atenção, e muito! Sua experiência é extraordinária. Suas histórias são “as histórias”!

Pedro é o discípulo mais citado nas Escrituras. Em quase todas as histórias de Jesus, ali estava Pedro. Em todas as histórias de Pedro, ali estava Jesus. E é bem por isso – Jesus estar em suas histórias – que vejo nas histórias de Pedro as melhores histórias do mundo. Se as histórias de Pedro estão entrelaçadas com a presença de Jesus, então as suas histórias são bem mais interessantes do que eu imaginava. Realmente são “as histórias”!

E, quem sabe, por isso a Lição deu a preferência em nos contar, já de início, como abertura do trimestre, algumas de suas histórias. Apenas algumas, é verdade, mas, em cada uma delas, uma maneira de conhecermos Pedro, o discípulo do Salvador – o homem que ouviu o Pastor Celestial dizer: “Pedro, apascenta as Minhas ovelhas”.

Então, antes de contar a sequência da Carta escrita por Pedro, vejamos algumas de suas histórias – as histórias de Pedro com Jesus:

[26/03] DomingoJoão 1:35-42 – “No dia seguinte [ao batismo de Jesus], estava João [Batista] outra vez na companhia de dois dos seus discípulos [André e João, o discípulo amado] e, vendo Jesus passar, disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus!’ Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. E Jesus, voltando-Se e vendo que O seguiam, disse-lhes: ‘Que buscais?’ Disseram-lhe: ‘Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes?’ Respondeu-lhes: ‘Vinde e vede’. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com Ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima. Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João [Batista] e seguido Jesus. Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: ‘Achamos o Messias’ (que quer dizer Cristo), e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: ‘Tu és Simão, o filho de João [também chamado de Jonas]; tu serás chamado Cefas’ (que quer dizer Pedro)”.

Este foi o primeiro contato entre Jesus e alguns de Seus discípulos. Porém, ainda não para um discipulado fixo, permanente. Somente depois de um ano, após um ministério “solo”, é que veio a ocorrer o verdadeiro “chamado”, o “segue-Me” propriamente dito.

E isso veio a acontecer assim – Lucas 5:1-11 – “Aconteceu que, ao apertá-Lo a multidão para ouvir a Palavra de Deus [a Sua fama estava por completar um ano], estava Ele junto ao lago de Genesaré [o Mar da Galileia]; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes [depois de uma noite frustrante de serviço]. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão [Pedro], pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-Se, ensinava do barco as multidões [como se fosse um púlpito]. Quando acabou de falar, disse a Simão: ‘Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar’. Respondeu-Lhe Simão: ‘Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a Tua palavra lançarei as redes’. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: ‘Senhor, retira-Te de mim, porque sou pecador’. Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Disse Jesus a Simão: ‘Não temas; doravante serás pescador de homens’. E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, O seguiram”.

Pontos relevantes para o contexto da Lição: Pedro era um pescador experiente. Conhecia aquelas águas. E realmente estava frustrado diante do fracasso daquela noite. Qual chefe de família não estaria? No entanto, ao receber a visita e a ordem de Jesus, obedeceu ao Seu comando, e foi surpreendido com a maior pescaria de todos os tempos.

Porém, e essa é a parte especial, ao concluir que aquilo era um milagre, não permitiu que a questão se tornasse apenas algo material, palpável, físico. Não! Viu o invisível, e enquanto Jesus permanecia no barco, lançou-se aos Seus pés. E ali, prostrado, sendo levado a reconhecer sua indignidade, exclamou do fundo de seu coração: “Senhor, retira-Te de mim, porque sou pecador”.

Irmãos, este “retira-Te” não indica o desejo de que Cristo Se retirasse, que fosse embora. Não! Apenas foi o modo de expressar que sentia a sua própria indignidade. É como se dissesse: “Não sou digno de Sua presença” – “Eu sou pecador!”

Pedro estava reconhecendo a sua necessidade espiritual, e deixou isso falar mais alto. Reconheceu que estava diante do Salvador perfeito. O Espírito Santo bateu na porta de seu coração, e ele O deixou entrar.

E já que os peixes obedeceram ao chamado de Jesus, Pedro assim também fez. “Deixando tudo, O seguiu” – e O seguiu para todo o sempre – para ser um pescador de pessoas para Cristo.

Temos um pouco desse Pedro em nós? Lançaríamos a rede no “improvável”? Reconheceríamos o poder de Jesus? Aceitaríamos acompanhar o Mestre na obra de evangelizar o mundo?

Irmãos, temos um pouco desse Pedro em nós?

[27/03] Segunda-feiraMateus 16:13-23. Nesta passagem, Jesus fez duas perguntas: “Quem diz o povo ser o Filho do Homem?” – “E vós, quem dizeis que Eu sou?”

É a partir desse ponto que Jesus começa a falar do verdadeiro significado de ser o “Messias” e das correspondentes “consequências” para Si. É daqui em diante que Ele passa a falar do sofrimento e da morte que O aguardava. Passou a frisar que tinha que passar por isso. Foi para isso que veio. Nisso está a nossa salvação!

Então, vemos dois momentos para Pedro:

Primeiro – Ele disse que o Mestre era “Cristo, o Filho do Deus vivo” – e Cristo revela que isso ele respondeu porque estava sendo usado por Deus. Nesse momento, Pedro foi um instrumento divino. Parabéns, Pedro!

Segundo – Tendo ouvido que Jesus iria sofrer e morrer, “chamando-O à parte, começou a reprova-Lo, dizendo: ’Tem compaixão de Ti, Senhor. Isso de modo algum Te acontecerá!” – e, com esse tipo de conversa, a coisa mudou de figura. Cristo revela que ele, Pedro, agora, estava sendo usado pelo inimigo. De um instante para outro, o discípulo deixou de servir a Deus para servir o inimigo de Deus. E, nesse caso, nada de parabéns, Pedro!

Disse Jesus: “Arreda, Satanás! Tu és para Mim pedra de tropeço”.

Bem, isso precisa ser entendido assim: Que Satanás fosse embora de Pedro, mas não que Pedro fosse embora de Jesus! Somente Satanás! Pedro necessitava era de ficar mais e mais perto de Jesus. Ele, Pedro, era muito bem-vindo!

Temos um pouco desse Pedro em nós? Altos e baixos? Acertos e erros? Mas, também, confiamos que o Senhor não nos abandona? Tal qual Pedro, embora os erros, aceitamos continuar com Jesus?

[28/03] Terça-feira – Uma das mais belas histórias da Bíblia – Mateus 14:22-31. Quando Pedro viu Jesus vindo em sua direção, andando por sobre as águas, disse: “Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo”. E Jesus respondeu: “Vem!” – “E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus”.

Que coisa extraordinária! Andar sobre as águas! Só Jesus e Pedro andaram sobre as águas! Os demais discípulos não tiveram a mesma coragem. Se intimidaram. Eu não duvido que Jesus os teria recebido, caso fossem também. Mas não foram. Só Pedro foi. Que coisa extraordinária!

Já ouvi muitos sermões sobre essa passagem. Coitado de Pedro! Quantos pregadores desceram a lenha no discípulo de Jesus! Raríssimos pregadores deram ênfase a parte mais importante da história. Raríssimos!

Irmãos, é verdade que Pedro afundou antes de chegar próximo a Jesus. Isso é verdade. Talvez medo. Dúvida. Quem sabe orgulho. Se temos um pouco desse Pedro em nós, é possível que tenhamos a resposta correta. Mas, convenhamos, e aqui está o motivo de eu considerar esta uma das mais belas histórias da Bíblia, Pedro expressou verbalmente as palavras que Jesus mais gosta de ouvir – e ele as falou porque tinha certeza do que estava falando – tinha certeza que Jesus iria atendê-lo – teve coragem de ir ter com Jesus e teve coragem de dizer para Jesus: “Senhor, salva-me!

E diz o relato inspirado pelo Espírito Santo, que Jesus fez o gesto que mais gosta de fazer: “Prontamente, Jesus, estendendo a mão, o salvou”.

Ele não ralhou com o Seu discípulo. Ele não disse: “Primeiro você vai beber um pouco dessa água”. Ele não disse: “Espera aí um pouquinho. Eu vou ali perguntar para os outros discípulos o que eles acham que Eu devo fazer. Espera aí que Eu já volto”. Não! O relato bíblico é claro: “Imediatamente, Jesus, estendendo a mão, o salvou”.

Parabéns, Pedro! Você aprendeu primeiro para depois ensinar a igreja de Cristo.

[29/03] Quarta-feiraLucas 22:54-62. No pátio da casa do sumo sacerdote, Pedro ouviu o galo cantar. Mas, antes disso, por três vezes negou que sabia quem era Jesus. Negou que era um dos Seus discípulos. Mas, antes disso também, nos versos 31 a 34, Jesus já o havia alertado: “’Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos’. Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte’. Mas Jesus lhe disse: ‘Afirmo-te, Pedro, que, hoje, três vezes negarás que Me conheces, antes que o galo cante’”.

Irmãos, essa passagem é reveladora! Jesus sabia que Satanás continuava a rondar. Sabia que o inimigo pleiteava predominar sobre os motivos e ações de Seu querido discípulo. E orou para que ele, Pedro, vencesse a prova. Não tirou a prova. Mas orou para que ele a vencesse.

Ah, irmãos! Se Pedro tivesse pedido para Jesus fazer mais uma oração, e agora juntos, quanta diferença! Se Pedro tivesse pedido que Jesus rogasse mais uma vez!

Bem, mais uma vez Pedro se prontificou a ir com o Mestre, e foi. E mais uma vez, não sei porque, não sei se por medo, ou por dúvida – quem tem um pouco de Pedro que responda – Pedro afundou, e negou que conhecia a Jesus.

Me veio um pensamento: Se Pedro dissesse que O conhecia, isso mudaria a sorte de Jesus? Será que Pedro seria preso com o seu Senhor? Será que Pedro seria crucificado com o Mestre?

Bem, isso não sabemos. O que sabemos é que, antes da negação, Jesus lançou luz sobre essas trevas. Disse Ele: “Quando te converteres, fortalece os teus irmãos”.

E é justamente isso o que acontece. Pedro é convertido. E se torna um dos grandes fortalecedores da igreja de Cristo. É isso que ele faz durante o resto de sua vida. É isso que ele faz, também, ao escrever duas Cartas para a igreja de Jesus Cristo.

Irmãos, temos um pouco desse Pedro em nós?

[30/03] Quinta-feiraPedro como líder da igreja. Jesus morreu, ressuscitou e foi para o Céu. Neste período, outras histórias de Pedro nos foram contadas. (Veja o Livro de Atos). Vem o Pentecostes e o prometido derramamento do Espírito Santo. Então, Pedro, tomado pelo poder de Deus, assume a posição de servo de Deus e de Sua igreja. Pedro serve a igreja do Senhor. A partir daí, a história de Pedro se confunde com a história da igreja cristã primitiva. Acertos e erros. Erros e acertos. E Deus dirige os motivos e as ações de Seu servo Pedro.

Nunca jamais saiu da mente de Pedro os dizeres de Jesus: “Apascenta as Minhas ovelhas”.

Irmãos, o que vai ser estudado a partir da Lição 2 – todos os capítulos e versículos das duas Cartas de Pedro – indica que Pedro sabia, e muito bem, o quanto dependemos de Jesus Cristo durante a nossa jornada cristã. Pedro sabia do leão que ruge ao nosso redor. Ele sabia do valor das Sagradas Escrituras. Ele sabia que devemos falar da esperança da breve volta de nosso Salvador. Ele sabia que devemos amar e perdoar. Pedro sabia do que estava escrevendo. Ele sabia.

Que Deus nos abençoe. Tenhamos um ótimo trimestre.

Vocês sabem para onde Pedro foi assim que negou o Mestre, assim que Jesus lançou sobre ele o Seu olhar? Quer ler sobre isso? Se sim, clique aqui – Vidas Que Falam, pág. 313 (Meditação Matinal de 03/11/1971).

Feliz semana!

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – A obra do Espírito Santo

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – A obra do Espírito Santo

Pode ser que, às vezes, tenhamos a impressão que o Espírito Santo tenha sido dado somente para nós, “cristãos obedientes”. Mas não é assim não! Ele foi dado para “toda” a humanidade. Toda! Cristãos e não cristãos. Obedientes e desobedientes.

Ele tem uma obra em favor de toda e qualquer pessoa. Saibam elas ou não, Ele está agindo em favor de cada uma delas. E a Sua obra tem um objetivo só: levar a pessoa até o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

Portanto, toda abordagem que Ele realiza, faz objetivando apenas a salvação da pessoa. Ele não deseja outra coisa que não seja a salvação da pessoa.

Então, é por isso a explicação de Jesus, encontrada em João 16:8-11 – “E, quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo: do pecado, porque não creem em Mim; da justiça, porque vou para Meu Pai, e não Me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado”.

Convencerá do pecado – A primeira evidência da operação do Consolador no ser humano é a de causar nele a profunda convicção de que ele é pecador, e, daí, nele provocar arrependimento; Ele o informa sobre a existência do grande conflito entre Cristo e Satanás e o faz perceber, ver e entender que está dentro desse emaranhado; Ele o ensina sobre a verdadeira natureza do pecado; Ele apresenta a santidade de Deus; e mostra o quão ofensivo o seu pecado é ao Senhor – a ponto de Este entregar o Seu Filho para morrer numa cruz.

Quando assim entendemos a obra do Espírito Santo, então entendemos o significado de outras traduções: “condenará o mundo”; “reprovará”; “repreenderá”; “corrigirá”. O Espírito Santo “convencerá o mundo do pecado”!

Jesus já havia dito de Si mesmo, em João 7:7 – “Não pode o mundo odiar-vos, mas a Mim Me odeia, porque Eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más”. A vida de Jesus provava que as pessoas eram más. (Abel também, em relação a Caim).

No Pentecostes, em resposta ao discurso de Pedro, que apresentava os recentes acontecimentos em torno de Jesus, a Bíblia diz que “ouvindo [as pessoas] estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram: ‘Que faremos, irmãos?’ Respondeu-lhes Pedro: ‘Arrependei-vos’” (Atos 2:37 e 38). Falar de Cristo constrange os corações. Reprova os corações. Convence. Condena.

Irmãos, quando somos chamados a reprovar o pecado, devemos lembrar que há um pecador envolvido na história. (Aliás, mais do que um, porque eu também sou!). E como nós não somos juízes de ninguém, e não devemos usar o mesmo motivo do acusador de nossos irmãos (que é detonar de uma vez por todas), todo cuidado é necessário.

Embora o pecador continue com o livre arbítrio, e o Espírito Santo respeita isso, a intenção é “ganhar” o irmão. Não detonar. Ganhar! E se ele disser “não”, a intenção continua a mesma: ganhar o irmão – salvar – redimir. No entanto, se ele disser “sim”, então, um milagre é operado. E que milagre! O maior de todos os milagres. O milagre que aconteceu comigo. O milagre que aconteceu com vocês. Que milagre!!!

Convencerá da justiça – Aqui, o sentido é “da necessidade” da justiça. O pecador arrependido necessita da justiça. Não basta ser convencido do pecado – necessita de “justiça”.

As vestes brancas da inocência de Adão e Eva foram perdidas. Os seus descendentes nasceram sem elas. Todos nós nascemos com os “trapos da imundícia”. Somos injustos perante Deus. Não andamos em conformidade com os Seus reclamos. Sua vontade é naturalmente rejeitada por nossa natureza. E, assim, estamos perdidos.

Então, felizmente, a obra do Espírito Santo continua. Ele nos mostra que há uma solução. Ele nos encaminha para a solução. Ele nos apresenta a solução. “Ao pecador arrependido, faminto e sedento de justiça, o Espírito Santo revela o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Atos dos Apóstolos, pág. 52).

Somos pecadores, mas há uma saída. Estamos destituídos da glória do Pai, mas há uma ponte.

Irmãos, não adianta “bater” numa pessoa com os seus erros. Não adianta “chicotear” a igreja com os seus pecados. Não é o pecado que limpa o pecado. Não é mostrando os pecados que os pecadores serão transformados. Cristo é a solução. Cristo é quem deve ser apresentado. Cristo!

E é exatamente isso que o Espírito Santo faz. Nos convence que necessitamos da justiça “de” Cristo. Ele, o único Homem que viveu em conformidade absoluta diante de Deus e de Sua santa Lei. Ele, Cristo, foi aceito – com justiça – como oferta pela nossa vida ofensiva a Deus. Cristo é a nossa justiça. E assim, Deus, através de Jesus Cristo, nos aceita em Sua santa presença.

Irmãos, estudemos mais sobre Cristo. É de interesse eterno que os assuntos sobre a vida, a morte, a ressurreição e o atual ministério celestial de Cristo sejam compreendidos, e amados. E é disso que devemos falar para as pessoas. Nisso está a esperança de todos nós.

Convencerá do juízo – Adão foi informado, ainda em seu estado de inocência, que para a desobediência haveria um juízo, uma prestação de contas. Se pecasse, morreria. Por sinal, Satanás já estava sob tal juízo. Diz a Bíblia: “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Apocalipse 12:12).

Vou colocar dois textos aparentemente divergentes, mas, na verdade, um complementar do outro:

O primeiro texto diz assim: “A brevidade do tempo é frequentemente realçada como incentivo para buscar a justiça e fazer de Cristo o nosso amigo. Este não deve ser o grande motivo para nós; pois cheira a egoísmo. É necessário que os terrores do dia de Deus sejam mantidos diante de nós, a fim de que sejamos compelidos à ação correta pelo medo? Não devia ser assim. Jesus é atraente. Ele é cheio de amor, misericórdia e compaixão” (Exaltai-O, pág. 99 – Meditação Matinal de 25/03/1992).

O segundo texto é: “O temor do julgamento não deve ser o motivo principal para se fazer o que é correto. Contudo, é um poderoso agente para despertar mentes obscurecidas pelo pecado e é certamente um apelo” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 5, pág. 1165).

Notaram? O medo não deve ser “o motivo principal” para convencer alguém sobre o juízo. É um motivo secundário. Mas, como é uma realidade o juízo vindouro, deve sim ser apresentado. E um “momento” apropriado deve ser providenciado para isso – e de “maneira” apropriada também. Só que, repetindo, não deve ser o motivo principal de nossos sermões. Cristo, Este sim, é o motivo para a transformação da vida de todas as pessoas. A ênfase do convencimento está em Cristo Jesus. “Jesus é atraente”!

Bem, a obra do Espírito Santo não cessa. Ele nos dá também a certeza da salvação. Só que nós temos dificuldades em falar dessa “certeza”. Achamos ser presunção. Então, a salvação é projetada para o futuro. Para o momento do penúltimo fôlego de vida. Ou para o Dia da volta de Jesus.

Irmãos, “quem tem o Filho tem a vida” (1João 5:12). “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo” (Romanos 8:16 e 17). “Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito” – “nos deu o Seu Espírito como garantia de tudo o que Ele tem para nos dar” (2Coríntios 5:5).

E mais Efésios 1:3-14 – “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu nEle antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele; e em amor nos predestinou para Ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de Sua vontade, para louvor da glória de Sua graça, que Ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo Seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da Sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério da Sua vontade, segundo o Seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nEle, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do Céu como as da Terra; nEle, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito dAquele que faz todas as coisas conforme o conselho da Sua vontade, a fim de sermos para louvor da Sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nEle também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da Sua propriedade, em louvor da Sua glória”.

E, então, o trimestre se encerra com a mensagem de quinta-feira – “O Espírito Santo e a esperança”. E como está escrito no parágrafo abaixo da pergunta 8, “o amor imutável de Deus é a razão e o fundamento da nossa esperança”.

Sou agradecido ao querido Senhor Espírito Santo por trazer todo esse ensinamento a respeito da salvação em Cristo Jesus. Sou grato pela certeza. Sou agradecido pela esperança. Agradeço por isso ser uma realidade para mim, para a minha família, e para os meus queridos irmãos, companheiros na caminhada cristã.

Irmãos, falemos desse assunto para aqueles que ainda não o sabem. Sejamos mensageiros do Evangelho Eterno. Usa-nos Espírito Santo!

Falem de fé, esperança e coragem, e serão luz no Senhor. Continuem a meditar na porta aberta que Cristo colocou diante de vocês, que homem algum pode fechar. Deus fechará a porta a todos os males, se quiserem dar-Lhe uma chance. Quando o inimigo vier com uma inundação, o Espírito do Senhor [o grande Ajudador] erguerá por vocês uma bandeira contra ele” (Review and Herald, 16/04/1889).

* * * * * * * * * * * * * “Guiar-te-ei com os Meus olhos” (Salmos 32:8) * * * * * * * * * * * *

Feliz semana!

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Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 11 – Entristecendo e resistindo ao Espírito

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 11 – Entristecendo e resistindo ao Espírito

A Lição trata de um assunto extremamente importante. Não há assunto mais importante do que esse. Tem a ver com a salvação a mim proposta e a minha escolha a respeito disso. Tem a ver se deixo o Espírito Santo fazer a Sua obra completa em mim ou não.

A Lição está dividida assim: “Resistindo”, “Entristecendo” e “Apagando o Espírito Santo” e “A blasfêmia contra o Espírito Santo”. Será importante entender o que isso significa – mas, mais importante ainda será a aplicação pessoal. Não basta saber as definições teológicas a respeito do tema – temos que fazer uma aplicação – e essa aplicação não deverá ser para os outros, mas para mim mesmo: “O Espírito Santo está batendo na porta do meu coração, e eu vou abrir, e Ele vai entrar, e vai permanecer comigo, e vai cear comigo”. E haverá muita alegria no Céu!

E assim deve ser o desfecho da Lição – um desfecho positivo.

Não há razão para exterminar a esperança de ninguém. De ninguém! Nem de si próprio!

Como ponto de partida, sugerimos a leitura de O que é pecado contra o Espírito Santo”, escrito por Pedro Apolinário, em Leia e Compreenda Melhor a Bíblia – clique aqui. 

“Ninguém precisa considerar o pecado contra o Espírito Santo como coisa misteriosa e indefinível. O pecado contra o Espírito Santo é o pecado de persistente recusa de atender aos convites para arrependimento” (Para Conhecê-Lo, pág. 243 – Meditação Matinal de 25/08/1965).

“Não é Deus quem cega os homens ou lhes endurece o coração. Envia-lhes luz para lhes corrigir os erros e guiá-los por veredas seguras; é pela rejeição dessa luz que os olhos cegam e o coração se endurece. Muitas vezes o processo é gradual e quase imperceptível. A luz chega até à alma por meio da palavra de Deus, de Seus servos, ou diretamente por Seu Espírito; mas quando um raio de luz é rejeitado, dá-se o parcial entorpecimento das percepções espirituais, e a segunda revelação da luz é menos claramente discernida. Destarte aumenta a treva, até que se faz noite na alma” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 33 – Quem São Meus Irmãos?) [*** Leia sobre o endurecimento do coração de Faraó, escrito por Ángel Manuel Rodriguez, na Revista Adventist World de setembro de 2011 – clique aqui ***].

“As pessoas têm o poder de extinguir o Espírito de Deus; o poder de escolha é deixado com elas. Deus lhes permite liberdade de ação. Elas podem ser obedientes mediante o nome e a graça de nosso Redentor, ou podem ser desobedientes e sofrer as consequências. O homem é responsável por receber ou rejeitar a verdade sagrada e eterna. O Espírito de Deus está continuamente convencendo, e pessoas estão decidindo a favor ou contra a verdade” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 3, pág. 428).

“A pessoa que é atraída repetidamente por seu Redentor, e despreza as advertências dadas, não cedendo a suas convicções no sentido de arrepender-se, nem atendendo quando é exortada a buscar perdão e graça, essa pessoa está em posição perigosa. Jesus a está atraindo, o Espírito sobre ela exerce Seu poder, insistindo que renda a sua vontade à vontade de Deus; e se é desprezado esse convite, o Espírito é ofendido e Se retira. O pecador prefere permanecer em pecado e impenitência, embora tenha provas suficientes para se animar na fé. Maior número de provas, já não lhe fariam bem. … Outra atração existe, à qual ele vai cedendo – é a atração de Satanás. Cede obediência aos poderes das trevas. Este procedimento é fatal e deixa a pessoa em obstinada impenitência. Esta é a blasfêmia mais comum entre os homens, e atua de modo muitíssimo sutil, até que o pecador não mais sinta remorso de consciência, nem arrependimento, e consequentemente não mais tem perdão” (Para Conhecê-Lo, pág. 244 – Meditação Matinal de 26/08/1965).

“O Espírito de Deus não será para sempre ofendido. Retirar-Se-á, caso seja ofendido por um pouco mais de tempo. Depois de ter sido feito tudo quanto Deus podia fazer para salvar os homens, caso eles mostrem por sua vida que menosprezam a oferecida misericórdia de Jesus, a morte será o quinhão deles e elevado o preço a ser pago. Será uma terrível morte; pois terão de sofrer a angústia sentida por Cristo, na cruz, a fim de adquirir para eles a redenção que recusaram” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, pág. 124).

“… Aquele que rejeita a obra do Espírito Santo, assume uma posição que impede o acesso ao arrependimento e à fé. É pelo Espírito que Deus opera no coração; quando o homem rejeita voluntariamente o mesmo, e declara que é de Satanás, corta o conduto por onde Deus Se pode comunicar com ele. Quando o Espírito é afinal rejeitado, nada mais pode Deus fazer pela pessoa” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 213 – Meditação Matinal de 26/07/1974).

Aceita umas explicações a mais que encontramos nos escritos de Ellen White?

Cuidado com um coração duroNossa Alta Vocação, pág. 158 – clique aqui. 

Os resultados de endurecer o coraçãoCristo Triunfante, pág. 103 – clique aqui. 

Endurecimento do coraçãoVidas Que Falam, pág. 89 – clique aqui. 

Termino aqui o comentário desta semana – mas não sem esta maravilhosa frase:

“Seja qual for o pecado, se a pessoa se arrepende e crê, a culpa é lavada no sangue de Cristo” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 213 – Meditação Matinal de 26/07/1974).

Deus nos abençoe. Feliz semana!

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Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 10 – O Espírito Santo, a Palavra e a oração

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 10 – O Espírito Santo, a Palavra e a oração

Começamos o trimestre aprendendo que homens foram os escritores da Bíblia, mas que o Espírito Santo foi o Autor. Aprendemos que esses homens a escreveram na linguagem humana, mas que a sua compreensão só se dá por obra divina na mente do leitor. Não há como escrever e nem como compreender a verdade se não pela obra do Espírito Santo em nossa vida.

Para esta nova semana, veremos que o mesmo se dá em relação a “oração”. Costumeiramente explicamos que Deus nos fala através da Bíblia e que nós falamos com Ele através da oração. Isso é verdade, mas isso não é tão simples como geralmente pensamos. Há algo mais profundo em relação a esse tema.

Todo o processo da Bíblia – da mente do profeta até a mente do leitor – tudo é por obra do Espírito Santo. Ele é o Autor e o Ensinador da verdade. Ele é o Definidor de doutrinas. Ele é o Revelador de profecias. E o mesmo acontece quanto a oração. Se a oração significa que falamos com Deus, então, o próprio Deus, o nosso Senhor Espírito Santo, Ele nos ensina a falar com Deus. O assunto, a maneira, o momento, as palavras – assim como foi com os escritores bíblicos – ocorre por obra divina. Usamos as nossas palavras, mas elas são orientadas pelo Espírito Santo. O Espírito Santo age em nossa mente quando em oração. Ele nos acompanha até mesmo em oração.

Portanto, que momento especial quando em oração, não é mesmo?!

No domingo, como agradar a Deus através da oração? Qual é “a oração que agrada a Deus”?

Lá em João 15, quando explicou que Ele era a Videira verdadeira, no verso 7 Jesus disse: “Se vós estiverdes em Mim, e as Minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito”.

Irmãos, será que “em oração” é possível “não estar” em Cristo? Será que é possível fazer uma oração “em nome” de Jesus, mas “não estar” em Jesus?

Bem, a oração que agrada a Deus é aquela que Jesus faria. É aquela que tem os mesmos motivos que motivam a Jesus. É aquela que corresponde aos frutos revelados na vida de Jesus.

No capítulo anterior, João 14, falando que aquele que nEle crê fará as obras que Ele faz, Jesus explicou: “E tudo quanto pedirdes em Meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em Meu nome, Eu o farei. Se Me amardes, guardareis os Meus Mandamentos” (versos 13-15).

Todas as formas de nos relacionarmos com a Divindade – tanto a leitura da Bíblia quanto a oração – se parte de um coração que corresponde positivamente aos apelos do Regenerador Espírito Santo, agrada ao nosso Deus. Se em obediência aos Seus reclamos, agrada a Deus.

Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá” (Salmos 66:18).

Todas as dádivas [de Deus] são prometidas sob a condição de obediência” (Parábolas de Jesus, pág. 145).

Na segunda, “O fundamento da oração bíblica: pedir a Deus”. O Espírito Santo, através da Palavra, nos orienta a pedir, a buscar, a bater. A oração nos é franqueada por instrução divina. E devemos fazê-la diretamente a Deus.

Bem, nesse quesito – “pedir a Deus” – “o Pai” – que privilégio! E, ao mesmo tempo, que responsabilidade! Nós – pobres mortais, pessoas de natureza pecaminosa, finitas criaturas – somos autorizados a pedir “a Deus”! Ao Eterno! Vocês sabem a dimensão disso?!!!

Irmãos, em oração, orientados pelo Espírito Santo, em nome de Jesus, circundados pelos santos anjos, podemos abrir o nosso coração ao nosso Deus, ao nosso Pai Celestial.

Qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos Céus, dará bens aos que Lhe pedirem!” (Mateus 7:9-11).

Na terça, um outro fundamento bíblico para a oração é “crer”. E a palavra “crer” está associada com “fé”, com “confiança”. (Mas cuidemos com a palavra “presunção”. Disfarçadamente, ela se aproxima de nós!).

Irmãos, se “sem fé é impossível agradar a Deus”, é impossível agradar a Deus com uma oração feita sem fé, sem crer que Ele, além de ouvir, é capaz de respondê-la.

Nosso Deus é Todo-poderoso. Diversas ações já foram colocadas em prática para que a nossa oração seja atendida. O que talvez esteja faltando é aquilo que “condicionalmente” Ele fez depender de nós: estar em harmonia com as condições colocadas por Ele. Falta obediência. Falta compreensão do “todo” que envolve o pedido. Falta entender se a resposta almejada é para a glória dEle ou não. Falta confiança. Falta o verdadeiro senso de necessidade.

Me veio à lembrança uma história mais ou menos assim: Numa região em que a agricultura padecia por falta de chuva, os membros de uma igreja se congregaram para uma reunião de oração. Entendiam que deviam pedir a Deus um abençoado aguaceiro. Mas, curiosamente, quando uma pequena menina entrou na igreja com um guarda-chuva, ela foi imediatamente questionada e repreendida. Por acaso ela não viu na televisão que não havia nenhuma previsão de chuva para aquele e para os próximos dias?

Confesso a vocês que tenho uma vontade enorme de, no meio da multidão dos remidos, procurar as pessoas que foram alvo dos milagres realizados quando Jesus viveu entre nós. Eles não se apalparam para saber se estavam curados. Simplesmente ficaram em pé, pegaram os seus leitos, e andaram. Tem algo nisso que me fascina.

“Ponde em Deus toda a vossa confiança. Quando procedeis contrariamente, então é tempo de fazer uma parada. Detende-vos mesmo onde estiverdes, e mudai a ordem das coisas. … Clamai a Deus em sinceridade, com fome de alma. Lutai com os poderes celestes até que alcanceis a vitória. Ponde todo o vosso ser nas mãos do Senhor, alma, corpo e espírito, e resolvei ser-Lhe amorável e consagrado instrumento, movido por Sua vontade, regido por Sua mão, possuído pelo Espírito. … Então vereis claramente as coisas celestes” (Filhos e Filhas de Deus, pág. 105 – Meditação Matinal de 08/04/1956).

Na quarta, um terceiro fundamento bíblico para a oração nos é apresentado: “Reivindicar as promessas de Deus”.

O discípulo amado foi inspirado a nos orientar com a seguinte certeza: “E esta é a confiança que temos nEle: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que Lhe fizemos”(1João 5:14 e 15).

No Espírito de Profecia, está escrito:

“Diz Jesus: ‘Tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis’. Esta promessa tem uma condição: que oremos segundo a vontade de Deus. Mas é vontade de Deus purificar-nos do pecado, tornar-nos Seus filhos e habilitar-nos a viver uma vida santa. Podemos, pois, pedir essas bênçãos, crer que as havemos de receber e agradecer a Deus havê-las já recebido” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 141 – Meditação Matinal de 15/05/1959).

“Ele deixa bem esclarecido que o nosso pedido deve estar de acordo com a vontade de Deus; devemos pedir as coisas que Ele prometeu, e o que quer que recebamos deve ser empregado no fazer a Sua vontade. Satisfeitas as condições, a promessa é certa.

Podemos pedir o perdão do pecado, o Espírito Santo, um temperamento cristão, sabedoria e força para fazer Sua obra, ou qualquer dom que Ele haja prometido; então devemos crer que recebemos, e agradecer a Deus por havermos recebido. Não precisamos esperar por qualquer evidência exterior da bênção. O dom acha-se na promessa” (Maranata, O Senhor Vem!, pág. 85 – Meditação Matinal de 20/03/1977).

Para concluir, na quinta, vemos que, em oração, o Espírito Santo nos dirige a pedir mais dEle, mais de Sua presença, mais de Seu poder, mais de Seu domínio.

“A promessa do Espírito não é apreciada devidamente. Seu cumprimento não é realizado como poderia sê-lo. A ausência do Espírito é que torna tão impotente o ministério evangélico. Pode-se possuir cultura, talento, eloquência ou qualquer dote natural ou adquirido; mas sem a presença do Espírito de Deus não se tocará nenhum coração, nem se ganhará pecador algum para Cristo. De outro lado, se estão ligados com Cristo, e se possuem os dons do Espírito, os mais pobres e ignorantes de Seus discípulos terão um poder que falará aos corações. Deus faz deles condutos para a difusão, no Universo, das mais elevadas influências” (Parábolas de Jesus, pág. 328).

“Quando o Espírito Santo habita no coração, guiará o ser humano para ver seus próprios defeitos de caráter, a se compadecer das fraquezas dos outros, a perdoar como deseja ser perdoado. Ele será compassivo, cortês, semelhante a Cristo.

O Espírito Santo comunica amor, alegria, paz, resistência e consolação; é como uma fonte de água saltando para a vida eterna. A bênção é gratuita para todos” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 53 – Meditação Matinal de 16/02/1959).

Irmãos, que Deus nos abençoe nesta nova semana. Compreendamos que a nossa saúde espiritual depende da presença constante do Espírito Santo em nossa vida. É um privilégio orar! Oremos. Oremos uns pelos outros. Oremos em favor de algo ou de alguém.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – O Espírito Santo e a igreja

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – O Espírito Santo e a igreja

Gosto muito de João 17:20 e 21. Nessa passagem bíblica, vemos que Jesus Se lembrou de suplicar ao Pai em nosso favor. Era a noite de Sua última quinta-feira. Minutos depois, no Getsêmani, seria e foi preso. A cruz era questão de horas. Mas, mesmo assim, Jesus Se lembrou de orar por nós.

Disse Ele: “(1) Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela Sua Palavra, hão de crer em Mim; para que todos sejam um, (2) como Tu, ó Pai, o és em Mim, e Eu, em Ti; que também eles sejam um em Nós, (3) para que o mundo creia que Tu Me enviaste”.

Cristo orou por você, Ele orou por mim. Que coisa espetacular! Nós fomos lembrados pelo nosso Salvador!!!

Nessa oração, Cristo ressaltou pelo menos três situações: () Que, pelos princípios bíblicos, nós nos manteríamos unidos; () Que o padrão de nossa união seria a união já existente na Divindade; E, () que as pessoas iriam crer no Plano da Redenção em decorrência da união que testemunhariam entre nós – a Sua igreja.

E é exatamente sobre isso que estudaremos nesta nova semana. “Unidade”. Unidade entre os irmãos. Unidade na igreja. Vamos para a eternidade, e lá não haverá mais nenhuma manifestação das coisas pertinentes ao pecado. A velha natureza nunca mais se apresentará. Não mais haverá divisão, discórdia, rancor, desamor. Somente o fruto do Espírito Santo.

Bem, que tal isso já ser visto agora em nossa vida? Que tal isso já ser notado agora na vida da igreja? Não foi por isso que Cristo orou?!!!

No domingo, ao falar sobre “O Espírito Santo nos une a Cristo”, devemos relembrar que em Jesus está o início, o meio e o fim de tudo o que diz respeito a salvação. Tudo! Salvação é assunto dEle. Nada é possível sem Ele. Portanto, sendo assim, a obra do Espírito Santo é proporcionar o contato; fazer a reaproximação; promover o bom relacionamento. É o Espírito Santo quem nos une ao Salvador.

Quando o filho pródigo “caiu em si” e disse que voltaria para o seu pai, e voltou, devemos afirmar que isso não aconteceu por força dele mesmo. Foi obra do Espírito Santo. O Espírito Santo tocou em sua consciência, e tendo correspondido positivamente, foi por Ele reconduzido ao pai. O Espírito Santo uniu o filho pródigo ao seu pai.

É exatamente isso o que acontece conosco. Ele nos une a Cristo. E é a partir dessa união que outras boas uniões acontecerão.

Fico imaginando a alegria do Espírito Santo. Depois de fazer todo o trajeto com o filho pródigo, testemunha o ato mais lindo do Universo: a união entre o pai e o filho.

“A união cristã é poderosa agência. Diz, de maneira impressionante, que os que a possuem são filhos de Deus. Tem uma influência irresistível sobre o mundo, mostrando que o homem, na sua humanidade, pode ser participante da natureza divina, havendo escapado da corrupção que pela concupiscência há no mundo. Devemos ser um com o próximo e com Cristo, e em Cristo um com Deus. Então de nós poderão dizer as palavras: ‘E estais perfeitos nEle’” (Minha Consagração Hoje, pág. 276 – Meditação Matinal de 29/09/1953).

Na segunda, “O Espírito Santo nos une através do batismo”. A primeira obra do Espírito Santo em nós é provocar o “arrependimento”. Havendo o arrependimento, partimos para o compromisso com Cristo – o que é demonstrado publicamente através do “batismo”.

Então, se eu e você somos pessoas “arrependidas”, estamos unidos pela obra do Espírito Santo. Se fomos batizados em Cristo, estamos unidos em Sua igreja, em Seu povo. Somos irmãos!

Na terça, vimos que “O Espírito Santo une a igreja pela Palavra de Deus”. Dando prosseguimento a Sua obra, o Espírito Santo capacita o arrependido a viver uma “nova vida”, a vida “santificada”.

Jesus disse assim em Sua oração: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (João 17:17).

Bem, aqui não se trata de simplesmente fazer o ano-bíblico. Não tem nada a ver com leitura da Bíblia como se ela fosse mais um dos livros oferecidos pelas editoras. Não! Trata-se de reconhecer os princípios divinos nela mostrados. Trata-se de obediência. Trata-se de aceitar o que o nosso Salvador, através dela, está nos falando.

É fácil e comum explicar que o Espírito Santo foi quem “inspirou” homens a escrever a Sua Palavra, mas devemos esticar a compreensão: o Espírito Santo cuidou de todo o processo para que a Bíblia chegasse em nossas mãos. A Bíblia foi queimada. Tradutores e editores foram queimados. Séculos e séculos passaram. Coisas e coisas aconteceram. Mas, por obra do Espírito Santo, a Bíblia foi preservada, e Ele cuidou para que ela chegasse em nossas mãos. Que obra extraordinária!

Então, cabe a pergunta: Eu e você estamos nos unindo na santificação através do estudo e da obediência a Palavra de Deus? O Estudo da Palavra de Deus é a nossa prioridade tanto em casa como na igreja?

Na quarta, “O Espírito Santo une a igreja na fé e na doutrina”. Existe “unidade” na Bíblia. As doutrinas não se contradizem. Então, a igreja é unida não somente através do estudo do Livro Sagrado, mas do reconhecimento de suas doutrinas e da obediência as mesmas. Devemos ser fiéis ao que está escrito na Palavra de Deus.

Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (João 17:17).

Concluindo, na quinta, a Lição fala que “O Espírito Santo une a igreja na missão e no serviço”.

Talentos diferentes. Diversidades de dons. Mas um só objetivo: unidos na evangelização – a maior obra dada para a humanidade fazer em benefício da própria humanidade. Isso é igreja! Isso é senso de missão. Isso é unir mais pessoas a Cristo.

“O Espírito Santo não deixa nenhum membro da igreja desenvolver um caráter sem atrativos. Ele reivindica o privilégio que todo homem e mulher tem de tornar-se um filho da luz, uma influência para justiça, um exemplo de vida semelhante a Cristo. Este é o modo de Deus ajudar a igreja. Satanás está operando de toda forma para impedir o propósito de Deus, e Deus deseja que Seu professo povo não cometa erros, mas que cada movimento seja um movimento correto. O Líder da igreja sobre a Terra requer que os membros dela submetam sua vontade à vontade de Deus em voluntária obediência. Deus uniu os instrumentos da igreja sobre a Terra com a igreja no Céu” (Olhando Para o Alto, pág. 178 – Meditação Matinal de 19/06/1983).

Aceita uma indicação para leitura adicional? Leia “Ponte sobre o abismo”, em Para Conhecê-Lo, pág. 82 (Meditação Matinal de 17/03/1965) – clique aqui. 

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 8 – Os dons do Espírito Santo

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 8 – Os dons do Espírito Santo

Há uma “obra” em andamento.  O Espírito Santo está trabalhando em sua vida e através da sua vida. Assim aconteceu com outras pessoas e assim está acontecendo com você. Deus trabalhou para que a salvação chegasse até você, e, através de você, tem trabalhado para que a salvação chegue a outras pessoas. Nessa “obra”, Ele achou por bem o envolvimento da humanidade. Há uma razão para assim ser.

Essa “obra” é completa. Tem a ver com a restauração da imagem e semelhança de Deus na vida de cada um daqueles que serão encontrados na multidão dos remidos.

Até agora, vimos que o Espírito Santo tem agido em favor do “arrependimento” e da “novidade de vida”, a vida “santificada”. Os atos passados são deixados para trás e são produzidos atos que dão honra e glória ao Redentor – ou seja, a pessoa passa a revelar o “fruto” da nova relação, o fruto do Espírito Santo.

Nessa nova semana, veremos que ajudar outras pessoas é mais uma das maneiras de sermos ajudados também. Somos aprimorados quando em atividade em favor de nossos semelhantes. Além de trazer mais um “tijolinho”, nos tornamos um “tijolinho” mais resistente – e assim vai sendo edificada a igreja de Cristo.

Em tempo, é bom lembrar que Deus não chama capacitados, mas capacita os que são chamados. E essa ”capacitação” é chamada de “dom” – os dons do Espírito Santo. Para a minha espiritualidade, e da igreja, são concedidos “dons”.

Já no domingo, a Lição nos faz entender a “diferença” entre fruto e dons do Espírito Santo, bem como entre dons do Espírito Santo e talentos naturais do ser humano.

Cristo revelou em Sua própria vida o “fruto” – que é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Nós, cristãos, Seus filhos, devemos ser semelhantes a Ele. É uma questão de princípio. Não há como um ramo estar ligado na Videira e dar um fruto diferente da Videira. Se isso estiver acontecendo, na verdade o ramo não está ligado. Não há como um ramo estar ligado na Videira e não dar fruto. Se isso estiver acontecendo, na verdade o ramo não está ligado. O ramo está com problema!

Então, devemos entender que é natural para todo cristão, em resultado de sua ligação com Cristo, manifestar amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. A lista toda será manifestada por todos os cristãos. Toda. Todos.

Está você permitindo essa “obra” do Espírito Santo em você?

Bem, em relação ao “dom”, a situação se modifica. São vários os dons, e Deus os distribuiu diferentemente entre os Seus filhos, e o faz sempre de forma organizada e para o propósito de edificar a Sua igreja. Por exemplo, a alguns foi dado o dom de “pregar” no púlpito; para outros, o de cantar; para outros ainda, o de trazer visitas. Nesses casos, dons diferentes, mas para o mesmo objetivo, e todos revelando o mesmo fruto.

É verdade que alguns demonstram ter recebido mais de um dom, mas também é verdade que ninguém ficará sem pelo menos um deles. Todos receberam um dom, e devem ser estimulados a usarem.

“A diversidade de dons conduz à diversidade de realizações” (Meditação Matinal de 18/01/1980).

Está você permitindo que o Espírito Santo faça a Sua obra “através” de você?

Mas, antes que eu continue, numa linha da Lição está escrito isso: “Os dons espirituais são inúteis sem o fruto do Espírito”.

Continuando, o que é chamado de talento natural é, na verdade, um dom de Deus. Aparentemente herdado ou, quem sabe, adquirido pela educação – mas é um dom de Deus – e é reconhecido na sociedade e tem o seu papel orientado pela sociedade. No entanto, enquanto não identificado como vindo da providência divina, e enquanto não dirigido pela providência divina, o seu papel será a satisfação do próprio eu. Enquanto não for utilizado para a edificação da igreja de Cristo, será apenas um talento humano. Muitos falam bem em público, mas não falam do Evangelho. Muitos cantam bem, mas não louvam e não dão glórias ao Redentor.

Está você disposto a “devolver” a Deus o que você entendia ser o seu talento natural para que seja usado em sua verdadeira razão, como dom do Espírito?

Na segunda, Deus é reconhecido como “o Soberano Doador” – e veio ao meu entendimento separar as duas palavras. É mais fácil entender que Deus é o “Doador” dos dons e talentos. NEle se originam. DEle vem os dons. Porém, não que seja difícil entender, mas pouco falamos sobre isso, Deus é o “Soberano” em relação a doação de dons. DEle é o poder. Ele sabe como conduzir a doação de Seus dons, e em que medida, e em que momento. Nada é concedido em discordância com Sua sabedoria e vontade. Até nisso Ele é Soberano!

A igreja é suprida “como Lhe apraz”!

Na terça, o “propósito” da igreja receber os dons espirituais. Aqui devo ser bastante sucinto. Breve e direto. O propósito é “servir”. No entanto, é bom destacar que até nisso o inimigo coloca sua mãozinha. Cuidado!

O propósito não é servir a si próprio, mas servir a Deus. O Plano da Salvação é de Deus e vem de Deus! Então, o Seu propósito em conceder dons espirituais tem a ver com o bem da Sua igreja e, ao mesmo tempo, das pessoas que serão alcançadas para a salvação. Deve sim promover a unidade e a edificação da igreja, mas deve também promover a atividade missionária da igreja. Deve fazer com que a igreja dê glória, honra e louvor ao nome de Deus.

Embora “tendo”, o foco não é ter, mas “servir”.

Está você disposto a “servir a Deus”?

Na quarta, tudo o que foi dado para a igreja do passado será dado em maior abundância para a igreja de hoje. É com a igreja de hoje que o evangelho será pregado em todo o mundo, e então virá o fim. E em vez de se assustar com a grandeza dessa obra, coloque-se à disposição do Espírito Santo para fazer a parte que Ele entende que você deva fazer. Entenda que Ele revelou em Sua Palavra que há uma tarefa para você. Você é importante para a “obra” dEle!

Fico imaginando o encontro entre os remidos do Senhor. A eternidade nos espera com grandes encontros! O que me parece aqui uma pequena tarefa, que proporção quando ampliada pela poderosa mão de nosso Senhor, o Espírito Santo! Quantos desdobramentos!

Aceita participar dessa “obra”?

Na quinta, a Lição destacou um dom. São vários os dons, mas a Lição destacou um. E é importante o destaque. O dom do discernimento.

Cuidado com o que tem sido apresentado como dom espiritual! É verdade que não somos chamados a ser “juízes”, mas devemos ser cuidadosos, devemos ser prudentes.

No Espírito de Profecia é dito que “muitas coisas estranhas parecerão admiráveis maravilhas, que deveriam ser consideradas enganos manipulados pelo pai da mentira” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 53).

É verdade que somos levados a olhar para as outras igrejas, principalmente no que concerne ao chamado dom de cura e o dom de falar línguas estranhas. Mas o “dom de discernimento” deve nos fazer olhar para a nossa igreja também. Para a nossa família. Para a nossa vida pessoal.

Numa outra passagem, o Espírito de Profecia nos diz:

“Minha alma está muito preocupada, pois sei o que diante de nós está. Todo o engano concebível fará sentir seus efeitos sobre os que não têm com Deus uma ligação diária viva. Em nossa obra não deve haver esforços colaterais enquanto não houver completo exame das ideias sustentadas para que se possa averiguar de que fonte se originam. Os anjos de Satanás são sábios para fazer o mal, e criarão o que alguns pretenderão ser luz avançada, proclamarão como sendo coisas novas e maravilhosas, e embora em alguns respeitos seja a mensagem uma verdade, estará misturada com invenções humanas, e ensinará como doutrinas os mandamentos de homens. Se jamais houve um tempo em que deveríamos vigiar e orar com real fervor, é agora. Pode haver coisas supostamente boas, e que no entanto necessitam ser cuidadosamente consideradas com muita oração, pois são especiosas artimanhas do inimigo para conduzir almas numa vereda que esteja tão perto do caminho da verdade que muito pouco se distinga do caminho que leva à santidade e ao Céu. Mas os olhos da fé podem discernir que isto diverge do caminho certo, embora quase que imperceptivelmente. Pode a princípio ser julgado positivamente certo, mas depois de algum tempo verifica-se divergir amplamente do caminho da segurança, da vereda que leva à santidade e ao Céu. Meus irmãos, aconselho-vos a fazer caminhos retos para os vossos pés, para que o que coxeia não seja desviado do caminho” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 229).

Especificamente sobre o dom de línguas, recomendamos as seguintes leituras adicionais:

  1. Alberto Timm, “Qual a diferença entre o verdadeiro dom de línguas e o falso?” – clique aqui.
  2. Pedro Apolinário, em “Explicação de Textos Difíceis da Bíblia”, “Glossolalia – dom de línguas” – clique aqui.

Bem, esta é a minha contribuição. Desejo que todos tenham uma semana feliz, na doce companhia de Deus e de Seus anjos. E espero que os nossos leitores nos relatem seus comentários (o que pode ser feito no quadro mais abaixo).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 7 – O fruto do Espírito Santo

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 7 – O fruto do Espírito Santo

Como os irmãos bem sabem, seria um pecado enorme esquecer o que estudamos nas seis primeiras semanas do trimestre. Adquirimos conhecimento, e seria desperdício não o colocar na Lição desta nova semana. Também, seria pequenez não dar uma espiada nas lições seguintes e buscar adiantar um pouco das informações que nos serão dadas.

Das passadas, lembremos que o arrependimento é a primeira obra do Espírito Santo em nós. Deixamos a vida passada. Deixamos as obras praticadas até então. Deixamos de gostar daquilo que gostávamos antes. Paramos de pensar nas coisas do reino do inimigo. Não vemos mais vantagens no mundo. Não queremos mais os frutos da carne. Passamos, a partir do arrependimento, a manifestar as coisas que são pertinentes ao Reino dos Céus. Vivemos a novidade de vida. Pensamos em Deus. Nos interessamos em agradar a Deus. Deus é Santo, e passamos a andar em santidade. Visamos só e unicamente revelar ao mundo a glória de Deus.

Na Lição da semana que vem, veremos a diferença entre o fruto e os dons do Espírito Santo. Existem muitos dons, mas um só é o fruto. Nem todos os cristãos manifestarão o mesmo dom, mas todos manifestarão o mesmo fruto. Falar em público é um dom. Nem todos falarão em público, mas todos devem manifestar o amor. Nem todos darão estudo bíblico, mas todos devem manifestar alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Mas, longe de ter uma Lição técnica, cheia de esquemas (o que significa isso e o que significa aquilo – ou qual a definição desse ou daquele fruto), devemos, isso sim, permitir que o Espírito Santo leve o nosso pensamento para aquilo que é visto na Pessoa de Jesus Cristo. Ele é o nosso Modelo. Deixemos que o Espírito Santo levante o nosso rosto, levante o nosso olhar. Que a nossa Lição tenha como foco apreciar as características que existem em Cristo, e, por isso, desejar estar com Cristo, andar com Cristo.

Então, embora seja citado Gálatas 5:22 e 23, a base do estudo deve ser João 15:1 a 11. É nesse capítulo que Jesus diz: “Eu sou a Videira verdadeira, e Meu Pai é o Agricultor. Todo ramo que, estando em Mim, não der fruto, Ele o corta; e todo o que dá fruto, limpa, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em Mim. Eu Sou a Videira, vós, os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em Mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam. Se permanecerdes em Mim, e as Minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado Meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis Meus discípulos. Como o Pai Me amou, também Eu vos amei; permanecei no Meu amor. Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço. Tenho-vos dito estas coisas para que o Meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo”.

A força desse texto bíblico está em “permanecer em Cristo”. É pouco estar um dia com o Mestre. É insuficiente eventualmente manifestar interesse religioso. O ramo só dará fruto se permanecer ligado na Videira. E o interessante é que isso é recíproco: “Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós”.

Irmãos, permitam-me ser econômico com vocês nesta semana. Em vez de me alongar em meus comentários, permitam-me que eu apenas indique uma leitura, aliás, uma ótima leitura. Morris Venden escreveu o livro “Os Frutos da Justificação Pela Fé”. Esse livro é curto. Mas o escritor é daqueles que com poucas palavras fala tudo. É um livro agradável. Morris Venden teve ter sido um pastor agradável. Então, lá vai a sugestão – leiam “Os Frutos da Justificação Pela Fé(cliquem aqui). 

Boa leitura! Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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