Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 10 – Profecia e as Escrituras – 27 de maio a 3 de junho

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 10 – Profecia e as Escrituras – 27 de maio a 3 de junho

Estamos diante de uma extraordinária Lição. Maravilhosa Lição! Em 2Pedro 1:19, o apóstolo escreveu isso: “Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e [a Estrela da manhã] a Estrela da alva nasça em vosso coração”.

No último capítulo da Bíblia, João registrou as seguintes palavras de Jesus: “Eu, Jesus, enviei o Meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã” (Apocalipse 22:16).

Se a candeia brilha, imagine o dia claro! Imagine a estrela da alva!!!

Irmãos, dou graças a Deus por Ele ter oportunizado à Sua igreja esse especial estudo. É muito proveitoso fazer algumas considerações sobre a “palavra profética”, sobre profecia, sobre Deus revelar o Seu Plano para a nossa salvação, sobre a Bíblia. A propósito, o que seria de nós se não tivéssemos as Escrituras Sagradas? O que seria da humanidade se nada soubéssemos do passado, e nada compreendêssemos do presente, e não nos fosse dada nenhuma esperança quanto ao futuro? O que seria de nós se não nos fossem revelados os assuntos do grande conflito entre Cristo e Satanás? Viveríamos de que jeito? O que seria de nós se nada soubéssemos sobre o Plano da Redenção?

Como vocês sabem, o telescópio não cria estrelas. O telescópio não faz surgir novas estrelas. Seu papel, em vez de criar, é nos fazer enxergar melhor as estrelas que já existem. O telescópio nos concede uma melhor visão das estrelas que sempre estiveram em seus exatos lugares no Universo.

A Bíblia não nos salva. A Bíblia não nos concede vida eterna. Mas ela mostra que precisamos de salvação e mostra o Salvador. Ela mostra que somos finitos, e indica Aquele que concede eternidade.

A Bíblia nos mostra Jesus. E, através do estudo da Bíblia, temos uma melhor percepção da maravilhosa pessoa e da magnífica obra de Jesus. As Sagradas Escrituras declaram quem é Jesus!

A candeia que brilha é a Bíblia. Com ela, atravessamos a noite escura. E ela nos leva até o dia claro. Então, vemos a Estrela da manhã. Vemos Jesus.

Pedro, entendendo que o fim de sua vida estava próximo, ao escrever as suas duas Cartas, deixou claro para os membros da igreja que o inimigo havia infiltrado em seu meio alguns falsos ensinadores – falsos mestres – falsos pastores. Eles, com suas falsas interpretações, os afastariam da verdadeira piedade e do zelo pela obra de Deus. Então, de forma clara, o apóstolo exalta a importância da Bíblia – a importância da leitura da Bíblia – a importância de obedecer ao que a Bíblia revela. “Fazeis bem em atendê-la”.

Irmãos, é sobre isso que faremos nossas considerações nesta nova semana. E, entendendo ser proveitoso, indicamos que todos façam a leitura de uma só vez de 2Pedro 1:10-21.

(28/05) – Domingo – Jesus no Antigo Testamento. Em 1Pedro 1:10 a 12, está escrito: “Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam. A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do Céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar”.

A revelação é progressiva. Os tempos vão passando, mais revelações são dadas, e mais compreensão vai se tendo dos assuntos. O fato de receberem o dom profético não significava que os profetas recebiam o pleno conhecimento de tudo o que escreviam. Por isso, Pedro disse que eles “indagavam”, “inquiriam”, “investigavam”, “procuravam saber” a respeito da obra do Messias vindouro. Está escrito que até os anjos eram intensamente interessados nos assuntos relacionados com o ministério de Jesus! Até os anjos queriam saber mais!

Nesse sentido, a geração que presenciou o ministério de Jesus e a que configurava o início da igreja cristã era formada por “privilegiados”. No caso de Pedro, e talvez de alguns poucos membros da igreja, eles conheceram a pessoa de Jesus. Os demais conheciam pessoas que O conheceram. Ficaram sabendo de Jesus por diversas fontes. Ouviram o testemunho daqueles que foram beneficiados por milagres diretamente realizados pelas mãos e pela voz de Jesus.

Assim, o apóstolo forma na mente de seus leitores a seguinte ideia: Lendo o que foi revelado no Velho Testamento, juntando todas peças do quebra-cabeça profético, concluímos com absoluta certeza que Jesus é o Salvador prometido. Está claro que em Jesus foram cumpridas todas as situações indicadas em relação a obra do Messias prometido. As obras de Jesus testemunhavam que Ele era o Enviado de Deus, vindo diretamente do Céu.

Irmãos, de igual forma, nós também somos privilegiados. Aliás, hoje somos muito mais privilegiados ainda. Temos o Velho e também o Novo Testamento. Temos a Bíblia completa em nossas mãos. Temos a Bíblia no celular!

Além disso, dando continuidade a Reforma, Deus nos concedeu os Testemunhos do Espírito de Profecia. É um privilégio atrás do outro!

A questão, portanto, é: Estamos com a candeia em nossas mãos. Mas, e com a Estrela da manhã? Temos relacionamento com a Bíblia. Mas, como vai a nossa experiência pessoal com Jesus?

(29/05) – Segunda – Testemunhas oculares da majestade. Todos sabiam que Pedro havia sido um dos discípulos de Jesus. Nessa ocasião, os Evangelhos já circulavam entre eles. Sabiam das histórias de Pedro com Jesus. Mas uma delas é motivo de destaque por parte do apóstolo. Pedro reafirma que esteve com Jesus no que é chamado de “transfiguração”. Pedro testemunhou com os seus próprios olhos a majestade de Jesus. Viu a divindade irromper. Viu a glória de seu Senhor. Ouviu a voz do Pai. Ouviu Deus dizendo que Jesus era o Seu Filho amado.

No entanto, Pedro faz um adicional. (E isso é importante para nós, irmãos!). Pedro não queria que a igreja aceitasse que Jesus era o Salvador só porque ele dizia ter presenciado a transfiguração. Eles deviam entender e aceitar que a Bíblia, a autorizada Palavra de Deus aos homens, ela descrevia que Jesus era o Salvador divino. A candeia que brilha é a Bíblia, não Pedro! A “Palavra profética” é a Bíblia! A vida de Jesus cumpriu o que bem descrevia a Palavra profética!

Irmãos, as Escrituras Sagradas são a fonte de orientação e autoridade para o cristão. Sejamos incentivadores da leitura bíblica. Falemos para a igreja e para os nossos amigos que eles devem abrir e estudar a Palavra de Deus.

“Na atualidade, quando todo elemento concebível está sendo usado para confundir o povo de Deus, fortaleça-se vossa visão espiritual; seja firme vossa fé na Palavra de Deus. Sabei por vós mesmos que as palavras e ensinamentos de Cristo, os quais são as palavras e ensinamentos de Jeová, contêm a mais alta instrução que ao homem é possível alcançar” (Para Conhecê-Lo, pág. 188 – Meditação Matinal de 01/07/1965).

(30/05) – Terça – A Estrela da alva em nosso coração. Vou citar duas situações. A primeira, entre Jesus e alguns judeus, que se diziam hábeis leitores da Palavra de Deus. Disse Jesus para eles: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim. Contudo, não quereis vir a Mim para terdes vida” (João 5:39 e 40).

Estavam nas trevas. A Luz estava diante deles. Idealizavam um messias. O Messias estava diante deles. Almejavam a vida eterna. A Vida eterna estava diante deles. E o que fizeram? Diziam estar com a “candeia” na mão, mas não deixaram a “Estrela da alva” iluminar o coração deles!

A segunda situação é esta: “[No domingo da ressurreição, dois seguidores de Jesus] estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas. Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus Se aproximou e ia com eles. Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de O reconhecer. Então, lhes perguntou Jesus: ‘Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que caminhais?’ E eles pararam entristecidos. Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo: ‘És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos dias?’ Ele lhes perguntou: ‘Quais?’ E explicaram: ‘O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão Profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades O entregaram para ser condenado à morte e O crucificaram. Ora, nós esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que Ele vive. De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não O viram’. Então, lhes disse Jesus: ‘Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na Sua glória?’ E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lucas 24:13 a 27).

Notaram? Aqui não está sendo falado de qualquer judeu, mas de seguidores de Jesus. E mesmo para estes, Jesus disse: “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!

Irmãos, esses exemplos demonstram que Deus nos concedeu Sua Palavra para que nela encontrássemos a Jesus Cristo, de forma a reconhece-Lo como o nosso Salvador. Nas palavras de Pedro, a igreja é incentivada a “bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e [a Estrela da manhã] a Estrela da alva nasça em vosso coração” (2Pedro 1:19).

Leia a Bíblia de modo a permitir que Jesus assuma o domínio de sua vida. Permita que Ele transforme a sua vida. Deixe Ele ser o seu Senhor e o seu Salvador.

(31/05) – Quarta – Palavra profética confirmada. Pedro afirmou: “Não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas”. E continuou: “Nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; … nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pedro 1:16, 20 e 21).

“Deus confiou o preparo de Sua Palavra divinamente inspirada ao homem finito. Esta Palavra, arranjada em livros — o Antigo e o Novo Testamentos — é o guia para os habitantes de um mundo caído, a eles legado para que, mediante o estudar as direções e obedecer-lhes, alma alguma perdesse o caminho do Céu. […]

Os escritores da Bíblia tiveram de exprimir suas ideias em linguagem humana. Ela foi escrita por seres humanos. Esses homens foram inspirados pelo Espírito Santo. […]

A Bíblia foi escrita por homens inspirados, mas não é a maneira de pensar e exprimir-se de Deus. Esta é da humanidade. Deus, como escritor, não Se acha representado. Os homens dirão muitas vezes que tal expressão não é própria de Deus. Ele, porém, não Se pôs à prova na Bíblia em palavras, em lógica, em retórica. Os escritores da Bíblia foram os instrumentos de Deus, não Sua pena. […]

Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram. A inspiração não atua nas palavras do homem ou em suas expressões, mas no próprio homem que, sob a influência do Espírito Santo, é possuído de pensamentos. As palavras, porém, recebem o cunho da mente individual” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 16, 19 e 21).

“O tema da redenção é tema que os próprios anjos desejam penetrar; será a ciência e o cântico dos remidos através dos séculos da eternidade. Não é ele digno de atenta consideração e estudo agora? A infinita misericórdia e amor de Jesus, o sacrifício feito por Ele em nosso favor, demandam a mais séria e solene reflexão. Devemos demorar o pensamento no caráter de nosso amado Redentor e Intercessor. Devemos meditar na missão dAquele que veio salvar Seu povo, dos seus pecados. Ao contemplarmos assim os temas celestiais, nossa fé e amor se fortalecerão, e nossas orações serão cada vez mais aceitáveis a Deus, porque a elas se misturarão cada vez mais a fé e o amor. Serão inteligentes e fervorosas. Haverá mais constante confiança em Jesus, e uma diária e viva experiência em Seu poder de salvar perfeitamente a todos os que por Ele se chegam a Deus” (Caminho a Cristo, cap. 10 – “O Deus que eu conheço”).

(01/06) – Quinta – conclusão – A Palavra em nossa vida.

“Vi então que Deus sabia que Satanás experimentaria todo o artifício para destruir o homem; portanto fez com que Sua Palavra fosse escrita, e esclareceu de tal maneira os Seus propósitos com relação à raça humana que nem o mais fraco precisa errar. Depois de haver dado Sua Palavra ao homem, preservou-a cuidadosamente da destruição por Satanás e seus anjos, ou por qualquer de seus agentes ou representantes. Conquanto outros livros pudessem ser destruídos, este deveria ser imortal. E, próximo do fim do tempo, quando aumentassem os embustes de Satanás, deveria ser multiplicado de tal maneira que todos os que o quisessem poderiam ter dele um exemplar, e poderiam, assim desejando, armar-se contra os enganos e prodígios de mentira de Satanás.

Vi que Deus havia de uma maneira especial guardado a Bíblia, ainda quando da mesma existiam poucos exemplares; e homens doutos nalguns casos mudaram as palavras, achando que a estavam tornando mais compreensível, quando na realidade estavam mistificando aquilo que era claro, fazendo-a apoiar suas estabelecidas opiniões, que eram determinadas pela tradição. Vi, porém, que a Palavra de Deus, como um todo, é uma cadeia perfeita, prendendo-se uma parte à outra, e explicando-se mutuamente. Os verdadeiros inquiridores da verdade não devem errar; pois não somente é a Palavra de Deus clara e simples ao explanar o caminho da vida, mas o Espírito Santo é dado como guia na compreensão do caminho da vida ali revelado” (Primeiros Escritos, págs. 220 e 221).

“Nada há mais apropriado para fortalecer o intelecto do que o estudo das Escrituras. Nenhum outro livro é tão poderoso para elevar os pensamentos, para dar vigor às faculdades, como as amplas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como devera ser, os homens teriam uma largueza de espírito, uma nobreza de caráter e firmeza de propósito que raro se veem nesses tempos” (Caminho a Cristo, cap. 10 – “O Deus que eu conheço”).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – Seja quem você é – 20 a 27 de maio de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – Seja quem você é – 20 a 27 de maio de 2017

Com esta Lição, entramos na Segunda Carta de Pedro. Não é feita indicação de destinatário, mas é aceitável que tenha sido escrita para as mesmas igrejas da Primeira Carta. E, naturalmente, foi escrita logo na sequência, bem próximo ao ano de sua morte (ano 67).

Então, o discípulo de Jesus se aprofunda em suas considerações com a amada igreja de Deus, desejoso que tenham palavras de exortação e consolo, a serem observadas mesmo depois de sua morte – que na verdade é considerada apenas um sono, até que ocorra a ressurreição prometida para o Dia da segunda vinda do Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Por idade avançada ou por agravamento do estado de saúde, se você tivesse que registrar suas últimas palavras de encorajamento ao seu filho, seu precioso e amado filho, o que você diria? Quais seriam as suas últimas considerações com o seu filho?

Pedro disse (em nossas palavras): “Seja quem você é. Nada de voltar atrás. Não volte a ser o que você já foi antes de conhecer Jesus. Esqueça o passado. Cristo lhe deu novas e santificadas capacidades. Viva essas capacidades. Continue a ser quem você é agora, no Senhor!” – “Procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição” (2Pedro 1:10).

[[ Vale à pena a leitura de uma só vez de 2Pedro 1:1-21 ]]

(21/05) – Domingo – Uma fé preciosa. Como igreja, somos irmãos de fé. Professamos a mesma fé. Uma fé preciosa. Exercemos fé nAquele que é Precioso. Fé não só na promessa, mas fé nAquele que Prometeu.

Quando no Éden, antes da entrada do pecado, o homem falava face a face com Deus. Que privilégio! Criado à imagem e semelhança de seu Criador, o homem foi dotado de natureza divina. Perfeita! Santa!

Lamentavelmente, no entanto, com a desobediência, caímos dessa condição. Nos tornamos imperfeitos. Adquirimos a natureza pecaminosa. Perdemos o privilégio de ficar face a face com Deus. Deixamos a condição de inocentes. Ficamos sujeitos a morte.

Porém, assim que nos tornamos pecadores, Jesus Cristo Se posicionou como o nosso Salvador. Como uma ilha, ficamos separados do continente. Mas Jesus, estendendo Seu braço de misericórdia, tornou-Se uma Ponte sobre esse abismo. Como um Pastor, veio em busca da ovelha perdida. Não nos abandonou. Instituiu o magnífico Plano da Redenção. Veio para nos conceder vida.

Disse Ele certa vez: “Sem Mim, nada podeis fazer” (João 15:5). E esse “nada” significa “nada mesmo”. Nadica de nada. Nada podemos fazer para a reconciliação com Deus. Nada podemos fazer em relação a salvação. Nada podemos fazer para voltar à condição anterior. Nada podemos fazer para viver aquela vida do Éden. Nada!

Então, quando falamos em “fé”, precisamos entender que isso não vem de nós, é dom de Deus (Efésios 2:8). Deus nos concede o dom da fé. A fé vem de Deus, e deve voltar para Deus. Deve ser exercida em direção a Deus. E quando a exercemos, não nos tornamos credores de Deus. Deus não fica nos devendo nada porque exercemos a fé que Ele nos deu. Não nos tornamos merecedores. Em nosso exercício de fé não há mérito algum para a salvação. A salvação continua sendo somente pela graça. Continua sendo somente pelos méritos de Cristo Jesus.

Bem, explicado isso, usemos a fé que Deus nos concedeu. Ela não é meritória, mas é para ser usada. Ele não nos concedeu apenas a graça. Nos deu fé. E a fé tem o seu papel. Tem a sua função. É com ela que nos apropriamos de cada uma das demais bênçãos que Deus disponibiliza aos que estão ligados em Cristo Jesus. Com ela, ficamos em sintonia com os demais frutos. Com ela, crescemos no relacionamento com o nosso Senhor e Salvador.

Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6).

(22/05) – Segunda – Amor, o alvo das virtudes cristãs. Com o pecado, não perdemos a natureza divina. O que ocorreu é que passamos a ter duas naturezas. Adquirimos a natureza pecaminosa – e esta, lamentavelmente, tem prevalecido. Então, Deus tem trabalhado conosco. Ele tudo tem feito para nos ajudar a alimentar a natureza divina. Somente a divina. Suas ações concorrem para que a natureza divina domine a nossa vida. Por isso, além da graça e da fé, mais bênçãos recebemos.

Então, por orientação do Espírito Santo, Pedro escreveu: “Por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor” (2Pedro 1:5-7).

Eu gostaria que os irmãos leitores não se preocupassem com a sequência. O importante aqui é evidenciar que há uma sequência. Há um crescimento. Cristo não só “justifica”, mas também “santifica”. E se a justificação é imediata, a santificação não. Ela é contínua. É crescente. Só vai terminar no Dia da segunda vinda de Cristo. Até lá, crescimento e mais crescimento. Fruto e mais fruto.

Porém, também é importante dizer o seguinte: Como nada podemos fazer sem Jesus, não buscamos “dar” frutos. Buscamos, sim, estar ligados em Cristo. Ele é a Videira. Nós, os ramos. Se ligados nEle, os frutos virão. Ocorrerá a sequência.

Repetindo: o importante é permanecer ligado em Jesus.

Em relação ao amor, levanto a seguinte questão: o amor virá por último?

(23/05) – Terça – Seja quem você é. Pedro continuou: “Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no Reino Eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pedro 1:8-11).

É como se o apóstolo estivesse dizendo assim:

Você sabe quanto custou a sua salvação? Sabe o quanto vale para Deus? Por que ser inativo? Por que não dar fruto?

Você é nascido de novo? Então, mostre fé, virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade, amor.

No Espírito de Profecia está escrito isso:

“Muito ouvimos acerca de fé, mas precisamos ouvir muito mais acerca de obras. Muitos estão enganando a si mesmos, vivendo uma religião fácil, acomodada, sem cruz” (Fé e Obras, pág. 44).

Leia mais sobre isso em Refletindo a Cristo, pág. 41 (Meditação Matinal de 04/02/1986) – clique aqui. 

(24/05) – Quarta – Deixando o tabernáculo. Mudando um pouco de assunto, aproveitemos os dizeres de Pedro para falar sobre “morte e ressurreição”.

2Pedro 1:12 a 15 – “Por esta razão, sempre estarei pronto para trazer-vos lembrados acerca destas coisas, embora estejais certos da verdade já presente convosco e nela confirmados. Também considero justo, enquanto estou neste tabernáculo, despertar-vos com essas lembranças, certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo, como efetivamente nosso Senhor Jesus Cristo me revelou. Mas, de minha parte, esforçar-me-ei, diligentemente, por fazer que, a todo tempo, mesmo depois da minha partida, conserveis lembrança de tudo”.

Pedro usa a palavra “tabernáculo” como ilustração de corpo mortal e físico, indicando o seu viver temporário. O apóstolo não era mais um jovem, e sabia que seu fim estava próximo. Talvez, pelo que o Mestre lhe havia dito em João 21:18 e 19, entendia que morreria antes de Sua segunda vinda.

Então, além do que o apóstolo disse para a igreja, a Lição aproveita para falar um pouco do conceito bíblico do estado dos mortos.

No Espírito de Profecia temos as seguintes considerações:

“Em parte alguma nas Escrituras Sagradas se encontra a declaração de que é por ocasião da morte que os justos vão para a sua recompensa e os ímpios ao seu castigo. Os patriarcas e profetas não fizeram tal afirmativa. Cristo e Seus apóstolos não fizeram sugestão alguma a esse respeito. A Bíblia claramente ensina que os mortos não vão imediatamente para o Céu. Eles são representados como estando a dormir até à ressurreição (1Tessalonicenses 4:14; 14:10-12.) No mesmo dia em que se quebra a cadeia de prata, e se despedaça o copo de ouro (Eclesiastes 12:6), perecem os pensamentos dos homens. Os que descem à sepultura estão em silêncio. Não mais sabem de coisa alguma que se faz debaixo do Sol ( 14:21.) Bendito descanso para o justo cansado! Seja longo ou breve o tempo, não é para eles senão um momento. Dormem, e são despertados pela trombeta de Deus para uma imortalidade gloriosa. ‘Porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis. … Quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória’ (1Coríntios 15:52-54). Ao serem eles chamados de seu profundo sono, começam a pensar exatamente onde haviam parado. A última sensação foi a agonia da morte, o último pensamento o de que estavam a cair sob o poder da sepultura. Ao se levantarem da tumba, seu primeiro alegre pensamento se expressará na triunfante aclamação: ‘Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?’ (1Coríntios 15:55)” (O Grande Conflito, capítulo 33 – “É o homem imortal?”).

Leia sobre “Cristo, as primícias” – em A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 180 (Meditação Matinal de 23/06/1959) – clique aqui. 

(25/05) – Quinta – conclusão – Fé diante da morte.

“A estrada pode ser áspera, e a subida escarpada; pode haver precipícios à direita e à esquerda; talvez tenhamos de suportar fadiga em nossa jornada; quando cansados, quando ansiando repouso, poderemos ter de labutar ainda; talvez tenhamos de combater quando já desfalecidos; quando desanimados, precisamos ter ainda esperança; mas, com Cristo como nosso guia, não deixaremos de alcançar o desejado porto afinal. O próprio Cristo trilhou o rude caminho antes de nós, e suavizou-o para os nossos pés.

E por todo o íngreme trilho que ascende em direção à vida eterna, encontram-se nascentes de alegria para refrigerar o cansado. Os que andam pelo caminho da sabedoria são, mesmo quando atribulados, eminentemente jubilosos; pois Aquele a quem sua alma ama, caminha, invisível, ao seu lado. A cada passo ascendente, percebem, mais distintamente, o contato de Sua mão; a cada passo mais fulgentes raios de glória vindos do Invisível lhes incidem na estrada; e seus hinos de louvor, alcançando sempre mais elevada nota, elevam-se para unir-se aos cânticos dos anjos perante o trono” (O Maior Discurso de Cristo, pág. 140).

“Pedro, como um estrangeiro judeu, foi condenado a ser açoitado e crucificado. Na perspectiva desta terrível morte, o apóstolo lembrou seu grande pecado em haver negado a Jesus na hora de Seu julgamento, e seu único pensamento, foi que ele era indigno de morrer da mesma maneira que seu Mestre. Pedro havia-se arrependido sinceramente daquele pecado, e tinha sido perdoado por Cristo, como se pode ver pela alta missão a ele dada para alimentar as ovelhas e cordeiros do rebanho. Ele, porém, nunca pôde perdoar a si mesmo. Nem mesmo o pensamento das agonias da última e terrível cena puderam diminuir a amargura de sua tristeza e arrependimento. Como último favor, rogou de seus algozes que fosse pregado na cruz de cabeça para baixo. O pedido foi atendido, e desta maneira morreu o grande apóstolo Pedro” (História da Redenção, pág. 316).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

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Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 8 – Jesus nos escritos de Pedro – 13 a 20 de maio de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 8 – Jesus nos escritos de Pedro – 13 a 20 de maio de 2017

Antes da morte e ressurreição de Jesus, Pedro tinha uma maneira de ver e entender o seu Mestre. Era uma maneira limitada. Compatível com o modo comum dos judeus O interpretarem. E era difícil o discípulo Pedro sair desse “casulo”. Suas primeiras histórias com Jesus bem nos mostram isso.

Mas, por ocasião do “Pentecostes”, tudo mudou. A vida de Pedro e a sua relação com Cristo tomou uma proporção indescritível. Tomado pelo Espírito Santo, dedicou sua vida completamente ao serviço de seu Senhor. Nunca mais teve sequer um momento em que tenha deixado de viver para a igreja de Deus – o rebanho do Supremo Pastor. Fazia isso com uma gratidão sem tamanho!

Pedro sabia que Jesus Cristo era a Pedra angular. Ele sabia que Cristo era o Cordeiro prometido desde a fundação do mundo. Ele não se envergonhava do que Jesus havia feito por ele e pela humanidade na cruz do Calvário. Tinha plena convicção do que o Salvador atualmente realizava nos santos Céus, em favor de Sua amada igreja.

E, assim, Pedro deixou valiosas recomendações por escrito. Usou sua experiência pastoral para orientar os seus irmãos de fé. E, de forma clara, fez isso fundamentando os seus escritos na “pessoa” e na “obra” de Jesus Cristo.

E a Lição nos propõe justamente apreciarmos esses detalhes. Ela para com sua maneira sequencial de capítulos e versículos, e volta-se para um “tema” – um assunto: a “pessoa” e a “obra” de Jesus na Primeira Carta de Pedro.

Veja o quanto valemos para Deus – “Exaltai-O”, pág. 208 (Meditação Matinal de 12/07/1992) – clique aqui. 

(14/05) – Domingo – Jesus, nosso sacrifício. O fio de ouro que costura cada uma das páginas da Bíblia é o Plano da Redenção. Quando expulsos, Adão e Eva não saíram pelados do Éden. Não foram fazer a vida do lado de fora sem esperança de retorno. Foram instruídos por Aquele que é Fiel, Aquele que não mente: O próprio Deus Se tornaria Homem, e iria para o sacrifício no lugar da humanidade. Ele mesmo, com a Sua vida, pagaria a dívida por nossa desobediência.

Bem por isso, Pedro fundamentou seus escritos dizendo que “não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1Pedro 1:18 e 19).

De forma a impressionar a humanidade de que o pecado é uma coisa terrível, foi dada a instrução para que apresentassem o sangue de um animal inocente em sacrifício, simbolizando o que no futuro iria acontecer com o próprio Deus. Adão aprendeu isso ainda dentro do Éden, assim que se tornou pecador, e repassou o ensinamento para as gerações que dele nasceram do lado de fora. Essa cerimônia atravessou todo o Velho Testamento. Primeiramente nos lares dos patriarcas. Depois, no Santuário do deserto e no Templo de Jerusalém. Até que encontrou o pleno significado na cruz do Calvário, quando Jesus Cristo Se fez sacrifício por nós.

Pedro é bastante claro: A igreja existe porque Cristo Jesus derramou o Seu sangue como sacrifício em nosso favor – e foi aceito pelo Pai.

Veja “Alegria por um pecador que se arrepende”, em Exaltai-O, pág. 213 (Meditação Matinal de 17/07/1992) – clique aqui. 

(15/05) – Segunda – A paixão de Cristo. Em grego, “paixão” vem de um verbo que significa “suportar”, “sofrer”. O título para hoje, portanto, indica “o sofrimento de Cristo”. Mas tal sofrimento, devemos lembrar, não ocorreu somente naquela sexta-feira. A vida de Cristo foi de sofrimento o tempo todo. Deixar os santos Céus, deixar a companhia do Pai, deixar de ouvir os cânticos de honra e louvor que os anjos Lhe prestavam, e ter assumido a natureza humana, isso Lhe provocou muito sofrimento. Teria sido sofrimento e humilhação até mesmo se tivesse feito isso dentro do Éden, antes da entrada do pecado. Imagine depois de quase quatro mil anos de queda!

Bem, através do mundo, o inimigo impõe sofrimento ao cristão, e o cristão é chamado a “suportar” tal sofrimento. Em Filipenses 1:29, Paulo disse que é um “dom” padecer por Cristo (reveja na Lição 6). Em Mateus 5, Jesus disse que sofrer por Ele é uma bem-aventurança.

Pedro inverte a questão – em vez de se aprofundar no nosso sofrimento pela causa de Cristo, apresenta o sofrimento de Cristo em razão de nosso débito: “Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os Seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em Sua boca; pois Ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-Se Àquele que julga retamente, carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por Suas chagas, fostes sarados” (1Pedro 2:21-24).

Veja que Cristo não podia enxergar para além dos portais do sepulcro – “Cristo Triunfante”, pág. 277 (Meditação Matinal de 27/09/2002) – clique aqui. 

(16/05/) – Terça – A ressurreição de Jesus. A princípio, Pedro tinha autoridade para falar que Cristo havia ressuscitado. Ele testemunhou isso. Sua vida testificava que isso era verdade. Até mesmo o crescimento da igreja testificava tal acontecimento.

Mas, mais do que fato histórico, a ressurreição de Jesus dá um significado especial para o pecador arrependido: Ele morreu em nosso lugar; Sua morte quitou o nosso débito; Sua dádiva foi aceita pelo Pai; Sua ressurreição é o selo da aprovação de Deus; Ele matou a morte; e os que dormiram no Senhor serão ressuscitados – a igreja tem razão de existir.

Pedro, por ordem do Espírito Santo, fundamenta suas recomendações à igreja com essa certeza:

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a Sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos Céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus” (1Pedro 1:3-5).

Fico imaginando o Dia da volta de Jesus. Os remidos vivos olhando para o alto, vendo Cristo e todos os Seus santos anjos se aproximando da Terra. De repente, segundo a ordem do Salvador, os anjos que guardavam os que dormiam no Senhor são autorizados a chamá-los do pó, e eles ressurgem novinhos, em pleno vigor, em absoluta saúde, transformados, imortais, para nunca mais terem contato com o pecado.

Que cena, irmãos! Que cena!

Jesus não podia enxergar para além do sepulcro. Graças a Ele, nós podemos.

(17/05) – Quarta – Jesus como o Messias. Precisamos sair um pouco dos escritos de Pedro. Consultemos um dos Evangelhos. Vejamos o que escreveu Mateus a respeito de uma resposta dada por Pedro a Jesus. Mateus escreveu: “Indo Jesus para os lados de Cesareia de Filipe, perguntou a Seus discípulos: ‘Quem diz o povo ser o Filho do Homem?’ E eles responderam: ‘Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas’. ‘Mas vós’, continuou Ele, ‘quem dizeis que Eu sou?’ Respondendo Simão Pedro, disse: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’” (Mateus 16:13-16).

Irmãos, Jesus sabia quem o povo dizia Ele ser, mas, por ser a primeira vez que falaria aos Seus discípulos sobre o real significado de Seu ministério, sobre o preço que pagaria, iniciou a conversa com um aperitivo. Buscou abrir a mente deles fazendo-lhes uma pergunta mais ampla, para, somente depois disso, ser mais específico. Ao mesmo tempo, Jesus desejava ver o entendimento dos Seus seguidores. Para eles, seria Ele apenas mais um dos bons mestres de Israel? Mesmo que vindo da parte de Deus, seria Ele apenas o “Mestre”?

Bem, supondo que a resposta deles tivesse sido essa (que Ele era o Mestre), Sua morte seria exemplar, mas não vicária. Não teria poder expiatório. Continuaríamos dependendo de um Salvador que viesse da parte de Deus.

Mas Pedro, o famoso Pedro, por revelação divina, disse: “[Para nós] Tu és o Messias – Tu és o Cristo”. (Messias em hebraico = Cristo em grego = o Ungido).

No entanto, seria Ele o Messias “Divino”? Davi foi um messias, um ungido. Seria Jesus um Messias diferente? Superior? O reino de Davi foi nas cercanias de onde os judeus viviam. Mas, e o Reino de Jesus? Onde era o Reino do Messias? Qual seria o Reino de Cristo?

Bem, esse tema será desenvolvido amanhã, quinta-feira. A Lição preferiu dividir o tema: “Jesus como Messias” e “Jesus, o Messias divino”. Nós vamos crescer com Pedro!

(18/05) – Quinta – conclusão – Jesus, o Messias divino. Antes da morte e ressurreição do Senhor, Pedro disse que Jesus era o “Cristo”, o “Messias”, o “Ungido”. Trinta e poucos anos depois, ao escrever uma Carta ao rebanho de Deus, ele repetiu isso, mas o fez de forma mais ampla. Ele alargou o entendimento. Compreendia muito mais. Disse ele:

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a Sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos Céus para vós outros” (1Pedro 1:3 e 4).

Porque estas coisas [fé, virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade e amor], existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (2Pedro 1:8).

Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da Sua majestade [na transfiguração – Mateus 17], pois Ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa Lhe foi enviada a seguinte voz: ‘Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo’. Ora, esta voz, vinda do Céu, nós a ouvimos quando estávamos com Ele no monte santo [no monte da transfiguração]” (2Pedro 1:16-18).

Irmãos, o idoso e experiente Pedro, para o bem da igreja, registrou fartamente em seus escritos que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, o Senhor, o Cordeiro prometido, Aquele que morreu e ressuscitou, o Salvador, Aquele que Vive no Céu e que há de voltar, Aquele que cuida, Aquele que tudo vê, o Pastor Supremo, o Eterno de passado, o Eterno de futuro.

Disse o apóstolo: “A Ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém!” (1Pedro 5:11).

Pedro esperava sua morte para breve. Era idoso. No entanto, ao escrever sobre Jesus, não o faz de forma bibliográfica ou poética. Para ele, Jesus não tem apenas títulos. Para o experiente apascentador de ovelhas, Jesus é o seu Salvador, o Salvador da igreja.

E para você? O que você tem a dizer? Quem é Jesus?

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

 

 

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 7 – Liderança servidora – 6 a 13 de maio de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 7 – Liderança servidora – 6 a 13 de maio de 2017

Antes de avisar que o galo cantaria, Jesus disse a Pedro: “Quando te converteres, confirma teus irmãos” (Lucas 22:32). Mais adiante, depois da ressurreição, “perguntou Jesus a Simão Pedro: ‘Simão, filho de João, amas-Me mais do que estes outros?’ Ele respondeu: ‘Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo’. Ele lhe disse: ‘Apascenta os Meus cordeiros’. Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: ‘Simão, filho de João, tu Me amas?’ Ele Lhe respondeu: ‘Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo’. Disse-lhe Jesus: ‘Pastoreia as Minhas ovelhas’. Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: ‘Simão, filho de João, tu Me amas?’ Pedro entristeceu-se por Ele lhe ter dito, pela terceira vez: ‘Tu Me amas?’ E respondeu-Lhe: ‘Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo’. Jesus lhe disse: ‘Apascenta as Minhas ovelhas’” (João 21:15-17).

Irmãos, nesses textos, muitos temas podem ser abordados. Por exemplo: (A) Pedro não se reconhecia como um não convertido; Jesus sabia disso e sabia que um dia ele se converteria; (B) Pedro não admitia a possibilidade de negar a Jesus; Jesus sabia que isso ocorreria, assim como sabia que um dia ele diria por três vezes que O amava; (C) Pedro não imaginava, mas Jesus o queria envolvido com a Sua igreja.

Mas há um detalhe, e é com esse detalhe que abro os meus comentários. Jesus disse: (1) Apascenta os Meus cordeiros; (2) Pastoreia as Minhas ovelhas; e (3) Apascenta as Minhas ovelhas.

Notaram? O que tinha que ser feito, e foi feito, era cuidar do rebanho do Senhor!!! Não um rebanho qualquer, mas o rebanho do Senhor!!!

Entendo que todos nós queremos que as babás e professoras cuidem muito bem de nossos filhos. As crianças em suas mãos são os nossos filhos!!!

O tema desta nova semana é sobre a liderança da igreja – da igreja de Cristo. Não vamos falar de qualquer tipo de liderança e nem de qualquer tipo de liderados, mas da liderança da igreja de Cristo!

Pedro, como que lembrando de tudo o que o Mestre havia lhe falado diretamente, e dada a sua larga experiência, faz recomendações preciosas para os líderes do rebanho do Senhor. E é sobre isso que faremos algumas considerações.

(07/05) – Domingo – Os anciãos na igreja primitiva. Por obra do Espírito Santo, multidões eram convertidas, e aceitas pelo grupo de cristãos. E este grupo foi crescendo, crescendo e crescendo.

Naturalmente, um maior número de pessoas indica um maior número de situações, de particularidades, de problemas, e de necessidade de soluções. E o Espírito Santo até nisso agiu – e a Sua ação foi no sentido de organizar a igreja.

Lá no deserto, após a travessia, Deus encaminhou a organização de Seu povo. Moisés, por indicação de seu sogro, preparou algum tipo de administração. Os serviços no Santuário e em torno dele também exigiam sábia organização.

Bem, como Deus é um Deus de ordem, a igreja de Deus também foi orientada a trabalhar de forma ordenada. Ela devia se organizar em departamentos. A demanda dos irmãos precisava ser atendida. Então, foi estabelecido que alguns dos membros fossem escolhidos para a liderança desses departamentos, desses ministérios. E bem por isso, o idoso discípulo (em 1Pedro 5:1 e 2) passa adiante as palavras que recebera de Cristo:

Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda coparticipante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebanho de Deus”.

Irmãos, hoje, as palavras que originalmente saíram dos lábios de Cristo chegam aos nossos ouvidos: “Amem, cuidem, zelem, protejam, fortaleçam, pastoreiem as Minhas ovelhas – elas pertencem ao rebanho de Deus”.

(08/05) – Segunda – Os anciãos. Se alguém deve ser fiel no cumprimento de toda e qualquer tarefa, ainda mais na tarefa de cuidar das pessoas por quem Cristo deu a Sua preciosa vida!

“O oficial da igreja deve sempre lembrar que os membros pertencem ao Senhor e ministrar às necessidades deles sob esse prisma. Cristo enfatizou que as ovelhas Lhe pertencem” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 7, pág. 640).

“Deus não é glorificado por líderes de igreja que procuram empurrar as ovelhas. Não, não. ‘Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho’. Há um vasto campo, em todas as igrejas, para os anciãos e auxiliares. Eles devem alimentar o rebanho de Deus com grão limpo, completamente separado da palha, que é a venenosa mistura do erro. Vocês, que têm qualquer parte a desempenhar na igreja de Deus, certifiquem-se de que estão agindo sabiamente ao alimentar o rebanho de Deus; pois a prosperidade desse rebanho depende muito da qualidade da comida” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 7, pág. 1050).

(09/05) – Terça – Liderança servidora. Para hoje, o título é o mesmo da semana. E provoco os irmãos com palavras que ajudarão numa melhor compreensão do tema:

Liderança servidora – Liderar servindo – Ser líder sendo servo – Liderar a igreja não se servindo da igreja, mas servindo a igreja.

1Pedro 5:2 e 3 – “Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho”.

Não por constrangimento, não como se intimida um escravo, não à força, não como um fardo – mas cumpram os seus deveres com alegria, com prazer, espontaneamente, de maneira voluntária – como se ao próprio Senhor estivesse fazendo.

Tenho vontade de escrever um sermão sobre o menino que entregou seus pães e seus peixes para que Jesus alimentasse a multidão. Tristemente, seu último lanchinho. Alegremente, nas mãos de Jesus.

(10/05) – Quarta – Revestidos de humildade. 1Pedro 5:5 – “Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a Sua graça”.

O apóstolo, depois de orientar os anciãos, faz algumas considerações com os mais jovens (jovens em idade e/ou novos de igreja) para que respeitem a liderança da igreja. Como ela é exercida em conformidade com a Palavra de Deus, também por esta mesma Palavra deve ela ser obedecida.

Que haja humildade entre os irmãos da fé, assim como Cristo foi humilde. Sirvam um ao outro. Que seja promovida a paz. Que os irmãos entendam a necessidade da cooperação mútua. Dias difíceis virão. Que um fortaleça o outro. Que criem resistência para vencer o leão devorador que se aproxima.

Mas Pedro não esqueceu do relacionamento que deve existir também entre a igreja, como um todo, e Deus. Aumentando o nível da conversa, disse: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte” (1Pedro 5:6).

Deus é o Todo-poderoso, e nós não somos nada sem Ele. Então, andemos humildemente diante dEle. Que a grandiosidade dEle nos faça enxergar a nossa insignificância. Por sinal, é porque carecemos de misericórdia que dEle recebemos “graça”. No tempo apropriado, que em breve chegará, com certeza Ele nos exaltará.

(11/05) – Quinta – conclusão – Como um leão que ruge. Nós vamos ler 1Pedro 5:8 e 9 – mas é bom lembrar que antes desses dois versinhos foi escrito o verso 7. Antes de falar do leão que ruge, Pedro falou dAquele que cuida de nós. Antes de falar da brabeza do leão, ele falou que Cristo suporta todas as nossas ansiedades, motivo de nos recomendar que sobre Ele nós as lançássemos.

Disse ele primeiro: “… lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós”.

E sendo assim feito, disse por segundo: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo”.

Fazendo parte do contexto maior da Epístola, Pedro reconhece que por trás de toda perseguição está o inimigo de Deus e dos homens. E a igreja devia estar alerta quanto a isso. Portanto, que todo cuidado fosse tomado. O diabo não bajula. Quando pode, destrói tudo. E ele não espera que alguém se faça de presa. Ele é quem vai onde visualiza uma possível presa.

“Desde os dias de Adão até os nossos tempos, nosso grande inimigo tem estado a exercer seu poder de oprimir e destruir. Está hoje a preparar-se para sua última campanha contra a igreja. Todos os que procuram seguir a Jesus terão de batalhar contra este implacável adversário. Quanto mais aproximadamente o cristão imitar o Modelo divino, tanto mais certo fará de si um alvo para os ataques de Satanás” (O Grande Conflito, capítulo 30 – “O pior inimigo do homem, e como vencê-lo”).

E Pedro conclui o texto para a semana assim: “Ora, o Deus de toda a graça [o Supremo Pastor], que em Cristo vos chamou à Sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco [no fogo ardente], Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar” (1Pedro 5:10).

Irmãos, nós somos ovelhas e temos um Pastor. Com absoluta certeza: “Nada nos faltará”.

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 6 – Sofrendo por Cristo – 29 de abril a 6 de maio de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 6 – Sofrendo por Cristo – 29 de abril a 6 de maio de 2017

No primeiro capítulo, na primeira Carta, falando [PRIMEIRO] da “viva esperança“, e nos fazendo [PRIMEIRO] olhar para a “herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar“, e acrescentando a informação de que [PRIMEIRO] estamos “guardados na virtude de Deus, para a salvação já prestes a se revelar no último tempo” – motivos e mais motivos para a alegria do cristão – então, SOMENTE DEPOIS DISSO, como um segundo plano, Pedro apresentou o sofrimento que nos acompanha pelo simples fato de seguirmos a Cristo: “Embora, no presente [e no futuro], por breve tempo, se necessário, (sejamos) contristados por várias provações“.

Paulo preferiu dizer o mesmo, mas de outro jeito. Disse ele: “Todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2Timóteo 3:12).

Irmãos, por ordem do Espírito Santo, o apóstolo Pedro foi bastante claro e incisivo a respeito das dificuldades que o mundo imprimiria à igreja – e a Lição se abre justamente para esse tema. Vamos fazer algumas considerações a respeito do “sofrimento por Cristo” – do sofrimento que o mundo nos impõe pelo simples fato de seguirmos nosso Senhor Jesus – Aquele que viveu entre nós como um Homem obediente ao “assim diz o Senhor”.

Bem, vou fazer a citação de mais um verso de Paulo, para com ele puxar o fio da meada. Em Filipenses 1:29, ele registrou: “Porque vos foi concedida a graça [foi dado o “dom”] de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nEle”. (Jesus diz que isso é uma bem-aventurança!).

Então, considerando o sofrimento por Cristo como um “dom”, como motivo de alegria por estar participando dos Seus sofrimentos, vamos iniciar os nossos comentários, e novamente indicamos que seja feita, de uma só vez, a leitura dos textos básicos – que estão em 1Pedro 3:13-22; e 4:12-19.

Mas, me permitam registrar aqui alguns outros sublimes versos:

Mateus 5:10-12 – “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois quando, por Minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos Céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós”.

1Pedro 5:8-11 – “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo. Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à Sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. A Ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém!

Romanos 8:18 – “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós”.

“Quando os redimidos estiverem na presença de Deus, irão constatar quão distantes estavam de compreender o que o Céu considera como sucesso. Ao revisar seus esforços para alcançar êxito, verificarão quão simplórios foram nos seus planos, quão insignificantes seus supostos sofrimentos, quão irrazoáveis suas dúvidas” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 7, pág. 28).

* Não posso ficar sem indicar a seguinte leitura adicional: “O campo de batalha” – em Maravilhosa Graça de Deus, pág. 34 – Meditação Matinal de 28/01/1974 – clique aqui.

(30/04) – Domingo – A perseguição aos cristãos primitivos. Do ano 14 até o 37, o imperador romano era Tibério César. Nesse período, a juventude, o ministério, a morte e a ressurreição de Jesus. E, também, o início da igreja cristã primitiva.

Tempos difíceis! Perseguições e mais perseguições! Mas, por incrível que pareça – sabendo que “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus” – a fuga fazia prosperar a evangelização. Cada vez mais, novas cidades eram alcançadas. Os cristãos fugitivos eram como que “espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens”. E mais e mais pessoas eram acrescentadas ao povo de Deus.

Do ano 37 até 69, outros seis imperadores – sendo que, nos dias em que Pedro estava escrevendo as suas duas Epístolas, o imperador era o famoso Nero – em cujas mãos, tanto ele quanto Paulo, foram martirizados. (Tudo indica que tenha sido no ano 67).

Ainda em 69 (o conturbado ano de sucessivos quatro imperadores), tomou posse Tito Vespasiano, o imperador que, no ano 70, destruiu Jerusalém, não deixando pedra sobre pedra (se bem que nenhum cristão padeceu).

Bem, não estamos aqui para lecionar História Romana, mas dela falamos um pouco para então destacar o seguinte: a igreja cristã primitiva foi formada, e cresceu, mesmo diante de forte oposição. A perseguição era feroz! O inimigo de Deus e dos homens usou o “animal terrível e espantoso” para tentar eliminar a igreja de Cristo, para tirá-la do mapa a qualquer custo.

Os nossos irmãos pioneiros, portanto, tinham que ser (e foram) bem orientados em como prosseguir na caminhada cristã. E Pedro é bastante claro. Antes de falar em sofrimento e mais sofrimento, [PRIMEIRO] ele colocou o prêmio bem na frente deles: a “herança incorruptível” – a salvação providenciada pelo precioso sangue do Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam. A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do Céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar” (1Pedro 1:10-12).

Sei, irmãos, dos sofrimentos pela causa de Cristo que nos aguardam, mas precisamos lembrar dos sofrimentos do próprio Cristo. Sei também, irmãos, dos sofrimentos de Cristo, mas, tal qual o apóstolo que havia sido discípulo do Mestre, temos que evidenciar, primeiro, a glória resultante do sofrimento de Cristo. Por sinal, quando no Getsêmani, ao suar gotas de sangue, Cristo recebeu a visita do anjo Gabriel, que veio Lhe trazer a seguinte mensagem: “O Pai disse que o resultado de Seu sacrifício será visto, e o Senhor ficará satisfeito!” – e então, Cristo, olhando para a futura multidão de remidos, foi para a cruz do Calvário.

Coloquemos a glória em primeiro plano, e veremos quão insignificantes os sofrimentos.

(01/05) – Segunda-feira – O sofrimento e o exemplo de Cristo.

Preste atenção nesse texto. Ele é profundo. Especial. Leia com bastante atenção: 1Pedro 3:13-18 – “Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom?  Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados sois. Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo, porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal. Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus”.

O Comentário Bíblico Adventista, vol. 7, pág. 627, diz: “Os destinatários desta epístola enfrentavam perseguição na época ou havia uma perspectiva iminente disso. Pedro os encorajou a não considerar esse ‘fogo ardente’ uma experiência estranha ou ‘extraordinária’, considerando que ‘também Cristo morreu’. Era privilégio deles ser ‘coparticipantes dos sofrimentos de Cristo’, isto é, encontrar no sofrimento companheirismo com o Senhor e Mestre. Ele deixara o exemplo de como suportar o sofrimento”.

O exemplo de Cristo está em 1Pedro 2:20-24 – “Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus. Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os Seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em Sua boca; pois Ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-Se Àquele que julga retamente, carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por Suas chagas, fostes sarados”.

“A vida do Salvador na Terra, embora passada em meio de conflito, foi uma vida de paz. Conquanto irados inimigos O estivessem sempre perseguindo, Ele disse: ‘Aquele que Me enviou está comigo; o Pai não Me tem deixado só, porque Eu faço sempre o que Lhe agrada’. Nenhuma tempestade de ira humana ou diabólica poderia perturbar a calma daquela perfeita comunhão com Deus. E Ele nos diz: ‘Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou’” (Filhos e Filhas de Deus, pág. 104 – Meditação Matinal de 07/04/1956).

(02/05) – Terça – Prova de fogo. O texto para hoje está em 1Pedro 4:12 a 14 – “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de Sua glória, vos alegreis exultando. Se pelo nome de Cristo sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus”.

Irmãos, é verdade o que acabamos de ler, e que foi escrito por Pedro. Assim como é verdade o que Jesus disse em Mateus 24:9 e 10 – “Sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do Meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros”.

De igual forma, é verdade que, em 2Timóteo 3:12, Paulo escreveu: “Todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”.

Mas, também é verdade que, antes de escrever: “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” – e –“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:12 e 17), primeiro João escreveu: “Ouvi grande voz do Céu, proclamando: ‘Agora, veio a salvação, o poder, o Reino do nosso Deus e a autoridade do Seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. Por isso, festejai, ó Céus, e vós, os que neles habitais” (Apocalipse 12:10 a 12).

Sei que muito se fala dos três hebreus fiéis que saíram ilesos da fornalha ardente. Sei que pouco se fala do fiel João Batista, cuja cabeça foi cortada. Mas, sei também que, para todos os fiéis de todos os tempos, nosso Senhor Jesus Cristo deixou uma palavra confortadora: “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).

Depois da “galeria dos heróis da fé”, a Palavra nos diz: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, Aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra Si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma” (Hebreus 12:1 a 3).

(03/05) – Quarta – O juízo e o povo de Deus. Por consequência da desobediência de Adão, o pecado e seus resultados entraram no mundo. Disso vem a dificuldade, o sofrimento, a perseguição. Não há nenhum ser humano poupado por completo. Aparentemente, alguns sofrem mais, outros, menos. Alguns por mais tempo, outros, por pouco. Mas, todos sofrem. E o cristão passa por algumas dessas agruras também. Não é necessariamente poupado de tudo.

No entanto, há uma maneira de ver a questão. O ímpio vê de um jeito. O cristão, de outro jeito. E é justamente sobre a visão do cristão enxergar as dificuldades que a Lição de hoje quer falar. A Bíblia ensina o cristão a olhar de um modo totalmente especial os sofrimentos pelos quais passa, e é sobre isso as nossas considerações.

Irmãos, com a entrada do pecado, o mundo entrou em juízo. O ponto culminante será o juízo final – a morte eterna, mas o juízo começou no exato momento da primeira desobediência. Dor, suor, espinhos e cardos, assassinatos, dilúvio, etc., etc., e a primeira morte (também chamada de “sono”). Porém, o cristão é convidado a se apegar ao Senhor. Ficar próximo dEle. Manter comunhão com Ele. Gostar do contato com Ele. Exercer confiança nEle. Entender que Ele cuida. O cristão é convidado a deixar que o Senhor cuide dele.

Em meio ao que tem que passar, o cristão deve entender que esses “pequenos” juízos, então, servem para depurá-lo, purificá-lo. Fazer com que deixe o pecado. Que desenvolva fé no Senhor. Que permita Deus dirigir a sua vida. Além disso, o cristão tem que lembrar que outras pessoas estão passando por provas também. Então, que levante os olhos, e peça que Deus o conduza em socorro aos seus semelhantes.

Irmãos, somos cuidados por Deus como quem cuida da menina dos olhos. Ele não vai deixar acontecer nada que não seja para o nosso crescimento espiritual e para a honra e a glória de Seu nome. E a Sua glória é a nossa salvação, e a daqueles que estendemos a mão.

(04/05) – Quinta – conclusão – Fé em meio às provas.

“Seguir a Cristo não é isenção de conflito. Não é brincadeira de criança. Não é ociosidade espiritual. Toda a satisfação no serviço de Cristo implica em sagradas obrigações de resistir a lutas severas. Seguir a Cristo significa batalhas ensanguentadas, ativo trabalho, guerra contra o mundo, a carne e o diabo. Nossa alegria está nas vitórias alcançadas para Cristo, em fervoroso e rígido batalhar. … Somos alistados para o trabalho, ‘não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna’. Devemos cooperar com nossa salvação com temor e tremor. […]

Toda pessoa deve calcular os sacrifícios. Ninguém alcançará êxito senão pelo diligente esforço. Devemos usar espiritualmente todas as nossas faculdades, e crucificar a carne com suas afeições e concupiscências. A crucifixão significa muito mais do que muitos supõem. […]

Requer constante vigilância o ser fiel até à morte, combater o bom combate da fé até que a carreira esteja terminada e, como vencedores, recebamos a coroa da vida.

Posso ver meu Redentor, e recebo nova animação para nEle crer, como perene Fonte de força”  (Nos Lugares Celestiais, pág. 117 – Meditação Matinal de 20/04/1968).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 5 – Vivendo para Deus – 22 a 29 de abril de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 5 – Vivendo para Deus – 22 a 29 de abril de 2017

Vivendo para Deus! Mais uma vez, um título relacionando a palavra “vida”. Uma vida para Deus! Viver para Deus! Vivendo para Deus! Uma vida que revela que Deus está vivendo dentro de mim!

Na Bíblia, Deus deixou revelado que Seu interesse por nós é integral, completo, absoluto. Toda a nossa vida tem que ser vivida de forma a corresponder com a Sua grande dádiva: a salvação. O Plano da Redenção foi elaborado de forma a restaurar “tudo” – absolutamente tudo. O passado; o presente; o futuro. Por dentro e por fora. Entre Deus e eu; eu e eu; e entre eu e as demais pessoas.

Vocês se lembram do exemplo que Paulo nos deixou em Gálatas 2:20? Ele foi bastante claro. A expressão inteira é essa: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim”.

No contexto da Lição, o apóstolo Pedro, por orientação do Espírito Santo, nos sugere a mesma experiência: “Irmãos, vocês que são geração eleita, que são sacerdócio real e nação santa; vocês que são o povo adquirido pelo precioso sangue de Cristo: vivam de forma a anunciar as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. Vocês, que foram gerados não de semente corruptível, mas da incorruptível, sede santos em toda a vossa maneira de viver”.

Irmãos, nós temos a tendência de falar de uma salvação “futura”. Falamos da “transformação” do caráter como se fosse algo a ser alcançado lá na frente, lá no Dia da vinda de Cristo. Fazemos parecer que a vitória só será alcançada quando passarmos pela fita que está lá no final da corrida. Damos a impressão que só seremos vitoriosos no futuro!

Não, irmãos, não é assim! O sentimento dos escritores bíblicos, e isso inclui Pedro, é que Cristo tem e concede poder para transformar a vida do pecador “agora” – Ele deseja ver a transformação “agora”. E, por consequência disso, Ele quer que o pecador transformado revele os frutos da salvação “hoje”. Hoje!

Talvez, irmãos, a nossa tendência de falar de uma salvação futura esteja no fato de olharmos para Cristo somente como nosso “Salvador”. É verdade que Ele é o nosso Salvador (e amém por isso!), mas os apóstolos, através de seus escritos, nos ensinam um algo mais – Jesus é mais do que Salvador – eles recheavam seus escritos com  o seguinte ensinamento: Jesus Cristo é o nosso Salvador e o nosso “SENHOR”. Ele é o nosso “SENHOR”! E, por isso, com a autoridade das Sagradas Escrituras, nossa viva deve representar Aquele que é o SENHOR de nossa vida!

Irmãos, é disso que a Lição vai tratar. Na verdade, uma continuação da semana passada. Um “finalmente…”

(23/04) DomingoTendo o mesmo modo de pensar. Preste atenção em 1Pedro 2:21. Neste verso, está escrito que “Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as Sua pisadas”.

A ênfase está no exemplo de Cristo. Então, se lembrarmos de como foi a vida de Cristo, vamos facilmente assimilar e praticar o que Pedro disse nos versos para hoje. Depois de ter falado de algumas relações sociais – eu e a igreja; eu e o Estado; senhores e escravos; esposas e maridos – o apóstolo fala de forma geral; ele fala para todos os cristãos:

Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança. Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la”.

O título para a Lição de hoje, tirado de uma versão bíblica diferente, usa a expressão “tendo o mesmo modo de pensar” – e isso deve ser entendido assim: nós não precisamos pensar igualzinho um ao outro; somos pessoas diferentes e pensamos diferente; carregamos cultura e educação diferente, e isso nos faz processar e expressar as coisas de forma diferente; no entanto, que a nossa forma de agir seja para um único objetivo: revelar a pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Somos capazes (porque Cristo vive em nós) de trabalhar em harmonia, a despeito de haver diferentes pontos de vista, e “compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis”.

Pedro conclui o pensamento para hoje dizendo: “Os olhos do Senhor repousam sobre os [que praticam o que está sendo recomendado], e os Seus ouvidos estão abertos às suas súplicas” (1Pedro 3:8-12).

(24/04) Segunda-feiraSofrer na carne. Ainda tendo nosso Senhor como exemplo, consideremos o que está escrito em 1Pedro 4:12 e 13 – “Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, … como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo”.

Bem, os tempos não eram fáceis. A igreja passava por severas provas, e o Espírito Santo não a poupou de saber que mais dificuldades viriam. No entanto, não a deixou olhando para baixo. O olhar do cristão deve ser mantido para o alto, para cima. O cristão não deve provocar sofrimento, mas, em havendo sofrimento, deve manter a alegria. Uma vida em conformidade com os ensinamentos de Cristo é naturalmente contrária ao que o mundo impõe. “O mundo jaz no maligno!” Então, se por uma vida em santidade vierem sofrimentos, se por viver fazendo o bem surgirem problemas, devemos encontrar alegria na vida – a alegria proposta por Deus.

É bem provável que Pedro, aqui, tenha se lembrado do Sermão da Montanha, quando o Mestre disse: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus; bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por Minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos Céus” (Mateus 5:10-12).

“O Salvador declarou a Seus discípulos que não esperassem que a inimizade do mundo para com o evangelho fosse vencida, e sua oposição deixasse de existir depois de algum tempo. Disse: ‘Não vim trazer paz, mas espada’. Esse suscitar de conflitos não é efeito do evangelho, mas o resultado da oposição que lhe é movida” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 37 – Os primeiros evangelistas).

Os textos para hoje estão em 1Pedro 3:18 e 21; e 4:1 e 2; e foi acrescentado um escrito de Paulo – Romanos 6:1 a 11. A ênfase está na palavra “batismo”. No batismo, morremos para o pecado, morremos para o mundo. Somos sepultados em Cristo, e nEle ressuscitamos para a novidade de vida. No entanto, não deixamos a Terra. Não saímos do tanque batismal para ir direto para o Céu. Aqui ficamos. Aqui continuamos a viver. Aguardamos o Dia da vinda de Jesus. Então, até lá, sujeitos ao sofrimento. Até lá, possivelmente sofrendo na carne.

Então, que prevaleça o que Jesus disse para Pedro – que por sua vez deixou escrito – e que de minha parte repito aqui: “Alegrai-vos!

(25/04) TerçaRenascido. Na Nova Tradução na Linguagem de Hoje, 1Pedro 4:3-6 nos diz: “No passado vocês já gastaram bastante tempo fazendo o que os pagãos gostam de fazer. Naquele tempo vocês viviam na imoralidade, nos desejos carnais, nas bebedeiras, nas orgias, na embriaguez e na nojenta adoração de ídolos. E agora os pagãos ficam admirados [difamam, blasfemam] quando vocês não se juntam com eles nessa vida louca e imoral e por isso os insultam. Porém eles vão ter de prestar contas a Deus, que está pronto para julgar os vivos e os mortos. Pois o evangelho foi anunciado também aos mortos, os quais morreram por causa do julgamento de Deus, como morrem todos os seres humanos. O evangelho foi anunciado a eles a fim de que pudessem viver a vida espiritual como Deus quer que eles vivam”.

Pedro alerta quanto ao fato de o mundo blasfemar da nova vida dos conversos, como que procurando minar a fé, desejosos que retornassem aos antigos caminhos. (Isso é obra do inimigo!).

Então, é como se o apóstolo estivesse dizendo assim: “Não ouçam o mundo. Fiquem firmes. Olhem para a herança incorruptível. Agora vocês alcançaram a misericórdia. Permaneçam em Cristo!”

Em 1Pedro 2:11 e 12, as suas considerações haviam sido estas: “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma, tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no Dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem– ou seja, sigam as pegadas de Jesus Cristo.

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Bem, não podemos ignorar que em 1Pedro 4:6 está escrito que “foi pregado o evangelho também aos mortos”.

Como bem sabemos, a Bíblia ensina a mortalidade da alma, e do estado de inconsciência após a morte, e que o tempo da graça se encerra com a morte. Então, o entendimento é o seguinte: foi pregado “antes” que morressem, e que estavam mortos “agora”, ocasião em que Pedro estava escrevendo.

Em 1Pedro 3:19 está escrito que o Espírito “pregou aos espíritos em prisão”. Para um conhecimento mais aprofundado, indicamos a leitura do que está no livro “Explicação de Textos Difíceis da Bíblia”, publicado aqui em nosso blog – clique aqui. 

(26/04) Quarta-feiraPecados na carne. O texto de hoje é o mesmo de ontem – 1Pedro 4:3 – mas a ênfase está nas questões que envolvem o pecado sexual: sensualidade, sedução, desejos e práticas ilícitas.

Irmãos, o evangelho valoriza e dignifica o matrimônio. Em Deus, o casamento se torna algo especial, extraordinário. Por sinal, com muita naturalidade, a Bíblia usa o casamento como ilustração do amor entre Cristo e Sua igreja. Então, nós devemos ser ensinados quanto a importância de nos mantermos puros também na questão sexual, e fiéis nos compromissos tomados diante dEle.

Hoje, como todos bem sabem, maciçamente as novelas, os filmes e as músicas estão jogando pesado contra a instituição divina do casamento. A Bíblia alerta: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!” (Isaías 5:20).

O Espírito de Profecia continua: “Maravilhosas possibilidades estão abertas aos que se apegam às divinas afirmações da Palavra de Deus. … Tome o estudante a Bíblia como seu guia e ponha-se como uma rocha em defesa dos princípios, e poderá desejar as mais altas realizações. … Quando nos demoramos sobre Sua bondade, Sua misericórdia e Seu amor, torna-se-nos cada vez mais clara a percepção da verdade; mais elevado, mais santo, o desejo de pureza de coração e clareza de pensamento. A pessoa que habita na pura atmosfera de pensamentos santos é transformada pela comunicação com Deus por meio do estudo de Sua Palavra. A verdade é tão grande, de tão vasto alcance, tão profunda, tão ampla, que faz perder de vista o próprio eu. O coração abranda-se e submete-se em humildade, bondade e amor” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 8, pág. 322).

(27/04) Quinta-feira – conclusão – O amor cobre tudo. 1Pedro 4:7-11 – “E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração. Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá a multidão de pecados, sendo hospitaleiros uns para os outros, sem murmurações. Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre”.

Pedro alertou a igreja quanto a brevidade do tempo. O fim de todas as coisas estava próximo.

Bem, primeiro, em todas as épocas, os cristãos sempre agiram com a premissa de que Cristo viria em suas gerações. Mas, o fato de Ele não ter vindo não desqualifica a crença e a esperança daqueles que acabaram morrendo, pois, independentemente se no sepulcro por um dia ou por milhares de anos, quando abrirem os olhos na manhã da ressurreição, verão o seu Salvador. Será como um piscar de olhos. Para eles, o tempo não terá sido longo. Segundo, ao evidenciar a proximidade do fim, o apóstolo está chamando a atenção para o juízo vindouro. E a vida do cristão deve ser vivida tendo o acerto de contas na perspectiva correta. A vida não é nossa. O Criador pedirá conta. Haverá um dia de juízo!

Depois, porque andamos nas pegadas do Mestre, o apóstolo fala do amor – o amor que nos faz perdoar as pessoas com quem nos relacionamos. O amor de Jesus nos perdoou. Porque O amamos, perdoamos também.

“O amor longânimo e benigno, não exagerará uma indiscrição às proporções de ofensa imperdoável, nem fará cavalo de batalha de outras faltas. As Escrituras ensinam claramente que os errantes devem ser tratados com brandura e consideração. Seguindo-se a devida maneira de proceder, talvez o coração aparentemente endurecido seja ganho para Cristo. O amor de Jesus cobre uma multidão de pecados. Sua graça não leva nunca à exposição dos maus feitos de outro, a não ser que haja disso positiva necessidade” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 267).

“Os cristãos que manifestam mutuamente um espírito de amor altruísta estão dando, em favor de Cristo, um testemunho que os descrentes não podem contradizer nem a ele resistir” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, pág. 167).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 4 – Relações sociais – 15 a 22 de abril de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 4 – Relações sociais – 15 a 22 de abril de 2017

Estamos diante de um estudo extraordinário. Oportuno! Pedro, falando para os cristãos de todas as épocas, orienta como deve ser o nosso comportamento durante toda a nossa vida.

Não vivemos isolados. Vivemos com outras pessoas. Há uma infinita variedade de relações com elas. Dependem de nós e nós dependemos delas. Nós as influenciamos e por elas somos influenciados.

Porém, acima de tudo isso, o Espírito Santo faz a Sua obra – e, por Sua Palavra, Ele orienta a Sua igreja a como se portar diante do mundo – e é justamente sobre a orientação divina que vamos fazer algumas considerações nesta nova semana. Veremos o interesse de Deus em que tenhamos ótimas relações sociais. A maneira como nos “posicionamos” mostrará que o Reino que aguardamos é aquele em que Deus é o Senhor.

Bom será a leitura de uma vez só de 1Pedro 2:11 até 3:7 – esses são os versos que fundamentam o estudo sobre as nossas “relações sociais”.

Domingo – Igreja e Estado (1Pedro 2:13-17). Aqui, o contexto é maior do que a relação “Igreja” e “Estado”. Trata-se, também, de (1) minha relação com a Igreja, e (2) a minha relação com o Estado.

(1) Embora a salvação seja individual, não é bom que eu viva isolado dos outros salvos. Não há razão em levar o evangelho para outra pessoa e orientá-la a não me procurar nunca mais. O convívio nos fará bem, nos fortalecerá. Haverá troca de experiências, e nos fará bem falar e ouvir palavras encorajadoras. Mas também é inconcebível que eu cuide sozinho de todos os que evangelizei. E disso o motivo de nos organizamos como grupos, como povo, como Igreja. Um ajudando o outro. Um assumindo a responsabilidade em favor do outro, em conformidade com o talento que Deus concedeu. Devo orar e trabalhar em favor dessa união entre irmãos. O amor deve permear essa relação.

No entanto, o Espírito Santo sobe o tom da conversa, dizendo que “um ‘assim diz o Senhor’ não deve ser posto à margem por um ‘assim diz a Igreja’” (Atos dos Apóstolos, pág. 69). Individualmente e como Igreja organizada, a Palavra de Deus é a orientação para nossas relações. A base da minha relação individual com a igreja organizada tem que ser a Bíblia.

(2) Quanto ao Estado, é verdade que passamos por sérias dificuldades. Terríveis! Mas também é verdade que os meios de comunicação fazem “algo mais” do que repassar notícias. Eles estão nos “doutrinando” – somos doutrinados a reclamar, a manifestar indignação, a exigir. Estamos ficando peritos nisso! E, assim, os nossos olhares estão se fixando demais nas coisas desse mundo e o nosso comportamento está sendo moldado a ser questionador de tudo e de todos.

O Espírito de Profecia nos esclarece:

“Alguns de nossos irmãos têm escrito e dito muitas coisas que são interpretadas como contrárias ao Governo e à lei. Erro é expor-nos dessa maneira a um mal-entendido geral. Não é procedimento sábio o criticar continuamente os atos dos governantes. A nós não nos compete atacar indivíduos nem instituições. Devemos exercer grande cuidado para não sermos tomados por oponentes das autoridades civis. Certo é que a nossa luta é intensiva, mas as nossas armas devem ser as contidas num simples ‘assim diz o Senhor’. Nossa ocupação consiste em preparar um povo para estar de pé no grande dia de Deus. Não devemos desviar-nos para procedimentos que provoquem polêmica, ou suscitem oposição nos que não são da nossa fé” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 6, pág. 394).

“Não se nos exige que desafiemos as autoridades. Nossas palavras, quer faladas quer escritas, devem ser cuidadosamente consideradas, para que não sejamos tidos na conta de proferir coisas que nos façam parecer contrários à lei e à ordem. Não devemos dizer nem fazer coisa alguma que nos venha desnecessariamente impedir o caminho” (Atos dos Apóstolos, pág. 69).

“Cumpre-nos reconhecer o governo humano como uma instituição designada por Deus, e ensinar obediência ao mesmo como um dever sagrado, dentro de sua legítima esfera” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 240 – Meditação Matinal de 22/08/1959).

“A história das nações que, uma após outra, têm ocupado seus destinados tempos e lugares, testemunhando inconscientemente da verdade da qual elas próprias desconheciam o sentido, fala a nós. A cada nação, a cada indivíduo de hoje, tem Deus designado um lugar no Seu grande plano. Homens e nações estão sendo hoje medidos pelo prumo que se acha na mão dAquele que não comete erro. Todos estão pela sua própria escolha decidindo o seu destino, e Deus está governando acima de tudo para o cumprimento de Seu propósito” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 48 – Meditação Matinal de 11/02/1974).

Segunda – Senhores e escravos (1Pedro 2:18-23). A escravidão humana existia naquela época apostólica, e a Palavra de Deus não se calou diante disso – Pedro foi inspirado a orientar a igreja a respeito desse problema. Quanto a nós, hoje, devemos extrair o “princípio” implícito no ensinamento.

No perfeito governo de Deus, todos somos agentes morais livres. E mesmo diante de nossas imperfeições, Ele estabeleceu uma nação que não deveria adotar o regime de escravidão. Providências foram tomadas para que houvesse assistência aos mais necessitados – viúvas, órfãos e pobres – e até estrangeiros. Que menos distorções houvesse.

Quanto as nações vizinhas, lamentavelmente a opressão foi tomando conta. Governos arbitrários foram tomando posse de terras e de seus habitantes através do uso da força. E o que era feito entre as pessoas era reflexo desses mandos e desmandos.

“Se tivessem [os judeus] cumprido fielmente suas obrigações para com Deus, não teriam chegado a ser uma nação falida, dominada por uma potência estrangeira. Nenhuma bandeira romana haveria tremulado sobre Jerusalém, nenhuma sentinela romana estaria às suas portas, governo romano algum teria reinado dentro de seus muros. A nação judaica estava sofrendo os resultados de ter se afastado de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 66 – “Conflito”).

Bem, na época de Pedro, alguns senhores de escravos estavam sendo evangelizados – e eram orientados em como proceder com esses escravos. Da mesma forma, escravos evangelizados eram orientados em como proceder com os seus senhores. (Escravo evangelizado?!!! Como assim? Bem, aqui está a prova de que o poder de Deus estava agindo). Então, para ambos, que prevalecesse o bom senso, o respeito com a ordem social e com o semelhante. Que o relacionamento entre eles facilitasse a compreensão sobre o estilo cristão de viver. Que os demais membros da sociedade vissem, neles, o valor que Deus dá aos Seus filhos – filhos que se tratam como irmãos.

Hoje, não mais senhores e escravos, mas patrões e empregados – e deve prevalecer o princípio implícito naquela recomendação – (Reforçando): que haja bom senso e respeito com a ordem social e com os semelhantes; que o nosso relacionamento facilite a compreensão sobre o estilo cristão de viver; que as demais pessoas vejam, em nós, o valor que Deus nos confere.

Terça – Esposas e maridos (1Pedro 3:1-7). Aqui, o princípio bíblico permanece o mesmo. Que a esposa convertida ao cristianismo continuasse a respeitar e amar o marido, como ao Senhor. Que cada uma de suas ações no lar fosse calculada de forma a causar nele a vontade de conhecer o Salvador, e a Ele se entregar. Por sua vez, que o marido cristão amasse, cuidasse e respeitasse a sua esposa.

Irmãos, creio que neste ponto, todos devemos aproveitar a oportunidade para reconsagrar nossos lares ao Senhor. Nossas famílias são preciosas de mais! Então, vale à pena renovar os votos de amor que Deus colocou em nossos corações. E que em nossas orações secretas, bem como aos nos expressarmos diante de outras pessoas, que sejam pronunciadas palavras de louvor e gratidão a Deus por nossas preciosas famílias – a base da sociedade.

Quarta – Relações sociais. O mesmo título para a semana. Um resumão. E, aqui, outros versos bíblicos são usados. Mas como a Palavra é uma só, uma instrução dá mais brilho à outra. (Releia 1Pedro 2:11 até 3:7).

Romanos 13:1-7 (aqui somente o verso 1) – “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas”.

Efésios 6:5-9 (aqui, os versos 5 e 9) – “Quanto a vós outros, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo” – “E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos Céus e que para com Ele não há acepção de pessoas”.

Efésios 5:22-33 (aqui, os versos 22 e 25) – “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor” – “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela”.

1Coríntios 7:12-16 (aqui, verso 16) – “Como sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?

Gálatas 3:28 e 29 – “Não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa”.

Resumindo, Paulo e Pedro viviam na mesma época. As igrejas eram as mesmas, assim como a cultura prevalecente. As barreiras eram as mesmas. No início da Lição da semana passada, através de uma passagem do livro Profetas e Reis, fomos ensinados que não era por rebelião ou guerra que as nações vizinhas seriam eliminadas. Longe disso! Deus queria era ganhá-los para Si! Então, que Israel “israelizasse” os povos.

Da mesma forma, não somos chamados a derrubar governos ou a nos rebelar contra sistemas, mas a “cristianizar” as pessoas com quem mantemos relações sociais. E, usando como exemplos a nossa vida civil e religiosa, e a nossa relação trabalhista e conjugal, Pedro reforçou os ensinos do Senhor. Ele deixou bem claro como devemos seguir enquanto caminhamos a senda cristã.

QuintaconclusãoO cristianismo e a ordem social.

O “assim diz o Senhor”, como os irmãos bem sabem, está acima de tudo. Em havendo concordância do Estado, da Igreja, do patrão, e do cônjuge, ou de outra qualquer relação social com a Palavra de Deus, tudo fica mais fácil.

Porém, se chamados a transgredir os reclamos da Lei de Deus, então, deve prevalecer o que Pedro disse em Atos 5:29 – “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”.

Não sei explicar o motivo, mas o artigo mais lido em nosso blog é “A Bíblia manda odiar o pai e a mãe em nome de Jesus?” Se é de seu interesse, clique aqui. 

Encerro minhas considerações citando um trecho a mais do Espírito de Profecia:

“Nos anais da história humana, o desenvolvimento das nações, o nascimento e queda dos impérios, aparecem como que dependendo da vontade e proeza do homem; a configuração dos acontecimentos parece determinada em grande medida pelo seu poder, ambição ou capricho. Mas na Palavra de Deus a cortina é afastada, e podemos ver acima, para trás e pelos lados as partidas e contrapartidas do interesse, poder e paixões humanos – os agentes do Todo-misericordioso – executando paciente e silenciosamente os conselhos de Sua própria vontade” (Vidas Que Falam, pág. 250 – Meditação Matinal de 01/09/1971).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

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