Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 3 – A divindade do Espírito Santo

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 3 – A divindade do Espírito Santo

Vimos, na Lição 1, que o nosso Senhor Espírito Santo nos presenteou com as Sagradas Escrituras – o Livro que nos leva até Jesus Cristo [ou seria melhor: “o Livro que traz Jesus Cristo até nós”?]. Bem, é pelas Escrituras que Ele achou por bem nos explicar a respeito da entrada da humanidade no conflito entre Deus e Satanás, e sobre o maravilhoso Plano para a nossa redenção, através da segunda pessoa da Divindade, o nosso Senhor Jesus Cristo. Seríamos pessoas muito tristes se nada soubéssemos dessas coisas. Nossa condição estaria piorada se andássemos sem a Sua luz.

Na semana passada, na Lição 2, vimos, pela própria Bíblia, que Deus, o Espírito Santo, age em favor de nossa salvação – porém, o faz nos bastidores. Enquanto Cristo assumiu a posição no palco central, Ele, o Espírito Santo, trabalhou sem ser visto – se bem que notado – e assim fez porque assim quis fazer.

Para esta nova semana, a Lição 3, veremos um pouco sobre a divindade do Espírito Santo – tema que, infelizmente, ainda não é aceito por alguns de nossos irmãos. E, bem por isso, prefiro iniciar pedindo cuidado, respeito. Respeito a Deus, respeito aos nossos semelhantes. Não alfinetemos ninguém. A Lição não é para chicotear. Não entremos no terreno da discussão.

É apropriado dizer que não fomos chamados para ser advogados do Espírito Santo. Apenas testemunhas.

Bem, preparem-se para usar bastante a Bíblia.

No domingo, Pedro disse que Ananias havia mentido ao Espírito Santo, e que tal ato não era contra algum homem, mas a Deus. Assim, o apóstolo de Cristo nos revela o seu entendimento, bem como o da igreja primitiva: o Espírito Santo é Deus.

[Observação: para o bom andamento da Lição, não use a história de Atos 5 para falar de Ananias e Safira, nem de dízimos e ofertas, nem de votos, e nem de juízo rápido e terrível. Para hoje, fale apenas que Pedro e a igreja reconheciam que o Espírito Santo é Deus].

Na segunda, através de ações do Espírito Santo, vemos atributos que só podem ser atribuídos a Deus. Portanto, o Espírito Santo é Deus.

Onisciência – “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. … As coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus” (1Coríntios 2:9-11).

Onipresença – “Para onde me ausentarei do Teu Espírito? Para onde fugirei da Tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a Tua mão, e a Tua destra me susterá” (Salmos 139:7-10).

Eternidade – “Se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a Si mesmo Se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!” (Hebreus 9:13 e 14).

Onipotência – “Disse Maria ao anjo: ‘Como será isto [referente sua gravidez], pois não tenho relação com homem algum?’ Respondeu-lhe o anjo: ‘Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a Sua sombra; por isso, também o Ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus’” (Lucas 1:34 e 35).

* Sugerimos a leitura adicional sobre “O que é o pecado contra o Espírito Santo?” – clique aqui. 

Continuando a Lição, na terça, mais passagens bíblicas nos são apresentadas, e vale a pena serem lidas. Em cada uma delas, em paralelo, vemos que  Espírito Santo é Deus.

1) Isaías 63:10-14; Números 14:11; Deuteronômio 32:12.

2) 2Samuel 23:2 e 3.

3) 1Coríntios 3:16 e 17; 1Coríntios 6:19 e 20.

4) 1Coríntios 12:11 e 28.

Na quarta, mais textos:

1) Tito 3:4-6; Romanos 8:2.

2) Isaías 6:8-10; Atos 28:25-27.

3) 2Pedro 1:21; 2Timóteo 3:16.

4) Romanos 8:11.

* Leia “Mudança de coração” – clique aqui. 

Na quinta, ainda alguns textos: 1Pedro 1:2; 2Coríntios 13:14; Mateus 28:18 e 19.

Para conclusão, relaciono alguns textos do Espírito de Profecia:

“O Espírito Santo é o representante de Cristo, mas despojado da personalidade humana, e dela independente. Limitado pela humanidade, Cristo não poderia estar em toda parte em pessoa. Era, portanto, do interesse deles [dos discípulos] que [Cristo] fosse para o Pai, e enviasse o Espírito como Seu sucessor na Terra” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 189).

“O príncipe da potestade do mal só pode ser mantido em sujeição pelo poder de Deus na terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo” (Evangelismo, pág. 617).

“A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar, porque o Senhor não lho revelou. Com fantasiosos pontos de vista, podem-se reunir passagens da Escritura e dar-lhes um significado humano; mas a aceitação desses pontos de vista não fortalecerá a igreja. Com relação a tais mistérios – demasiado profundos para o entendimento humano – o silêncio é ouro” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 54).

“Que ninguém se aventure a explicar a Deus. Os seres humanos não podem explicar-se a si mesmos; como, pois, ousam aventurar-se a explicar Aquele que é onisciente?” (Medicina e Salvação, pág. 92).

“Não é essencial que sejamos capazes de definir exatamente o que seja o Espírito Santo” (E Recebereis Poder, pág. 11).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 2 – O Espírito Santo: atuando nos bastidores

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 2 – O Espírito Santo: atuando nos bastidores

“A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o Plano da Redenção. A fim de levarem a cabo plenamente esse Plano, foi decidido que Cristo, o unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado” (Meditação Matinal de 01/07/1974).

A segunda pessoa da Divindade, o nosso Senhor Jesus Cristo, nos é apresentado como o “Filho” [Leia sobre isso. Clique aqui]. Para Se tornar um conosco, teve que assumir a natureza humana. Tornou-Se “Homem”. Passou a ser “carne”. E, mesmo assim, e não podia ser diferente disso, Ele só teve como ser reconhecido como vindo da parte de Deus através de Suas “obras”.

Ora, como, então, (tentar) explicar ou (tentar) entender tanto o Pai quanto o Espírito Santo? Sendo que Eles não são carne, porventura não devem também ser reconhecidos através de Suas realizações?

Bem, como a Lição é sobre o Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade, vamos canalizar o tema da semana para Ele. Falemos do Espírito Santo.

Irmãos, a proposta é reconhecermos o Espírito Santo através da obra que Ele realiza. Devemos afirmar a Sua existência através das Suas ações. Se há muita ou se há pouca declaração escrita a respeito dEle nas Sagradas Escrituras, isso não nos deve incomodar. A Bíblia nos foi dada para falar de Jesus. A Divindade achou por bem falar mais sobre Jesus.

Bem, na semana passada, vimos o Espírito Santo como o Revelador dos assuntos de Deus. Somente Deus pode revelar as coisas de Deus. Assim, Ele agiu de forma que a Palavra fosse escrita, e a fez chegar em nossas mãos – nos dando a devida compreensão.

Nesta semana, avançando, O veremos por todo o Velho Testamento e no ministério de Jesus. Porém, começando pelo domingo, uma ilustração é usada, e ela nos será útil para entender algumas coisas. Nossa mente será aberta para aceitar que não temos a necessidade de ter o nome do Espírito Santo escrito em todos os acontecimentos. Basta saber que Ele estava agindo.

Bem, a atuação do Espírito Santo é ilustrada através da palavra “vento”. E o sentido é o seguinte: não vemos o vento, mas vemos a sua obra; não sabemos de onde ele veio e nem para onde vai, mas sabemos que ele passou. Ao mesmo tempo, referindo-se a nós, assim como com humildade nos posicionamos diante do vento, humildemente devemos nos prostrar diante do Espírito Santo. E, aqui, bem cabe a recomendação do Espírito de Profecia:

“A Palavra de Deus e Suas obras encerram o conhecimento dEle próprio, o qual Ele houve por bem revelar-nos. Podemos entender a revelação que, dessa forma, deu Ele de Si mesmo. É, porém, com temor e tremor, e com um senso de nossa própria pecaminosidade, que devemos fazer esse estudo; não com o desejo de procurar dar uma explicação de Deus, senão com o desejo de adquirir aquele conhecimento que nos habilitará a servi-Lo de maneira mais aceitável.

Que ninguém se aventure a explicar a Deus. Os seres humanos não podem explicar-se a si mesmos; como, pois, ousam aventurar-se a explicar Aquele que é onisciente?” (Medicina e Salvação, págs. 91 e 92).

Na segunda-feira, a Bíblia revela a presença e ação do Espírito Santo na criação. E gosto de destacar Gênesis 1:26, quando Elohim, a forma plural hebraica para mencionar Deus, diz: “Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança”.

Irmãos, na criação da humanidade, ali estava o Senhor Espírito Santo. Ele foi visto por Adão. Adão O viu assim que lhe foi soprado o fôlego de vida.

“Deus criou o homem à Sua própria imagem. Não há aqui mistério. Não há lugar para a suposição de que o homem evoluiu, por meio de morosos graus de desenvolvimento, das formas inferiores da vida animal ou vegetal. Tal ensino rebaixa a grande obra do Criador ao nível das concepções estreitas e terrenas do homem. Os homens são tão persistentes em excluir a Deus da soberania do Universo, que degradam ao homem, e o despojam da dignidade de sua origem. Aquele que estabeleceu os mundos estelares nos altos céus, e com delicada perícia coloriu as flores do campo, Aquele que encheu a Terra e os céus com as maravilhas de Seu poder, vindo a coroar Sua obra gloriosa a fim de pôr em seu meio alguém para ser o governador da linda Terra, não deixou de criar um ser digno das mãos que lhe deram vida. A genealogia de nossa raça, conforme é dada pela inspiração, remonta sua origem não a uma linhagem de germes, moluscos e quadrúpedes a se desenvolverem, mas ao grande Criador. Posto que formado do pó, Adão era filho ‘de Deus’” (Meditação Matinal de 05/01/1971).

Bem, afirmando a presença do Espírito Santo em nossa criação, entendo que Ele bem nos conhece, sabendo exatamente como agir em favor de nossa salvação.

Na terça, assim como entendemos que o Espírito Santo nos ensina através da Bíblia, o Seu ensino já deve ser visto no serviço do Santuário. De geração em geração, vinha o conhecimento da salvação através dos sacrifícios oferecidos em família. Com o Santuário, o ensinamento foi expandido. Foi dado mais entendimento sobre o Plano da Redenção. Mais de Jesus Cristo foi revelado. E isso foi obra do Espírito Santo.

Mas, de forma brilhante, a Lição nos chama a atenção para o fato de Ele ter incluído a humanidade na construção do Tabernáculo. Ou seja, o Espírito Santo capacita as pessoas a participarem da Sua obra. Isso é ou não é o maior de todos os privilégios? Deus nos tornar úteis em Sua obra!

Na quarta e na quinta, a Lição tem dois títulos, mas uma complementa a outra. Quarta abre, quinta aprofunda. E o assunto diz respeito ao Espírito Santo glorificar a pessoa e a obra de Jesus Cristo. A intenção da Lição é nos dar o seguinte esclarecimento: como ficou estabelecido que a segunda pessoa da Divindade é quem Se tornaria carne, nascendo entre nós e nos dando a Sua vida na cruz do Calvário, o Espírito Santo agiria nos bastidores, nos conduzindo a dar glórias a Jesus. Ele veio para falar de Jesus. A Sua glória estava na glória de Jesus.

Os pais se desdobram para que o filho estude e aprenda uma profissão. Com isso, todas as suas conversas giram em torno do filho. A vitória deles é alcançada quando o filho é vitorioso. Não veem nenhuma necessidade de exaltar os seus próprios esforços. A glória deles é reconhecida justamente quando o filho é reconhecido.

Nesse sentido, da Sua presença sobre as águas, no princípio da criação, passando pela manjedoura e indo até o Calvário, e da tumba aberta até o momento em que Ele e a igreja dizem “vem!”, o Espírito Santo faz questão de dizer: “Não olhem para Mim; olhem para Jesus”.

Por sinal, não é assim que devemos agir também? Não é para Jesus que devemos encaminhar os que carecem de um Salvador? Somos nós ou Deus quem converte as pessoas?

Encerrando, permitamos que o Espírito Santo atue em nossos corações. Deixemos que Sua obra de salvação seja completa em nossa vida.

“Todo cristão tem o privilégio, não só de esperar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, como também de apressá-la. Se todos os que professam Seu nome produzissem fruto para Sua glória, quão depressa não estaria o mundo todo semeado com a semente do evangelho! Rapidamente amadureceria a última grande seara e Cristo viria recolher o precioso grão” (Meditação Matinal de 17/09/1992).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Leia: “Como Cristo pode ser ‘o Primogênito de toda a criação’ sem ter sido criado?”, de Alberto Timm – clique aqui.

Leia: “Por que Ellen White afirma que Deus o Pai ‘exaltou’ o Seu Filho diante das hostes angélicas por ocasião da criação do mundo, se Este sempre foi plenamente Deus?”, também de Alberto Timm – clique aqui.

E, por fim, leia: “Jesus – Filho de Deus e Filho do homem”, do famoso professor Pedro Apolinário, em seu livro “Explicação de Textos Difíceis da Bíblia” – clique aqui.

Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 1 – O Espírito e a Palavra

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 1 – O Espírito e a Palavra

Nosso Senhor Espírito Santo tem trabalhado até agora em favor da nossa redenção. Esteve na criação, viu a queda de nossos primeiros pais, e nunca recolheu a Sua mão, nunca nos deixou como brinquedo nas mãos do inimigo. Sua obra sempre foi e sempre será nos atrair para os benefícios da cruz do Calvário. Tais benefícios nos são “clareados” por Ele. E, nesse sentido, para esta primeira semana do trimestre, veremos uma de Suas obras magníficas: a Bíblia.

“A Bíblia é o guia, e deve ser examinada diligentemente – não como leríamos um livro entre muitos outros. Ela deve ser para nós o Livro que satisfaz as necessidades da vida. Esse Livro tornará o homem, que o estuda e lhe obedece, sábio para a salvação. Como o alimento só pode nutrir o corpo se for comido e digerido, assim a Palavra do Deus vivo só é proveitosa para a pessoa se for recebida como o mestre em assuntos educacionais mais elevados, por estar acima de todas as produções humanas; e somente se os seus princípios forem obedecidos porque ela é a sabedoria de Deus” (Este Dia Com Deus, pág. 125).

Para a Lição de domingo, lembremos do seguinte: não temos a Bíblia por vontade humana; ela não foi escrita porque algum homem “inventou” isso; seus temas não são fruto de pesquisa de uma mente humana elevada. Não! Nós a temos em nossas mãos porque Deus achou por bem fazer tais revelações. Ele achou por bem nos revelar assuntos que, não fosse assim, jamais saberíamos.

Portanto, ao estudar a Bíblia, devemos considerar que estamos em contato com uma revelação vinda da vontade e da parte de Deus, o Espírito Santo.

Na segunda, vemos que Deus inspirou homens a escreverem o que Ele revelava. Mas para que ninguém confunda “inspirar” com “ditar”, transcrevemos uma belíssima explicação do Espírito de Profecia:

“A Bíblia foi escrita por homens inspirados, mas não é a maneira de pensar e exprimir-se de Deus. Esta é da humanidade. Deus, como escritor, não Se acha representado. Os homens dirão muitas vezes que tal expressão não é própria de Deus. Ele, porém, não Se pôs à prova na Bíblia em palavras, em lógica, em retórica. Os escritores da Bíblia foram os instrumentos de Deus, não Sua pena. Olhai os diversos escritores.

Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram. A inspiração não atua nas palavras do homem ou em suas expressões, mas no próprio homem que, sob a influência do Espírito Santo, é possuído de pensamentos. As palavras, porém, recebem o cunho da mente individual. A mente divina é difusa. A mente divina, bem como Sua vontade, é combinada com a mente e a vontade humanas; assim as declarações do homem são a Palavra de Deus” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 21).

Na terça, vemos que o Espírito Santo agiu nas etapas seguintes da Bíblia. Inspirou homens a escreverem o que lhes revelava, e cuidou para a veracidade dos escritos.

Nunca foram achados os escritos “originais” dos profetas. Cópias e mais cópias foram feitas. Inclusive, cópias de cópias. Além disso, a questão das traduções e versões. Mas – isso é muito importante – Deus não nos deixará confusos quanto a possíveis faltas de compreensão; jamais alguém poderá dizer que não está salvo por culpa da Bíblia.

Escreveu Ellen White: “Alguns nos olham seriamente e dizem: ‘Não acha que deve ter havido algum erro nos copistas ou da parte dos tradutores?’ Tudo isso é provável, e a mente que for tão estreita que hesite e tropece nessa possibilidade ou probabilidade, estaria igualmente pronta a tropeçar nos mistérios da Palavra Inspirada, porque sua mente fraca não pode ver através dos desígnios de Deus. Sim, com a mesma facilidade tropeçariam em fatos simples que a mente comum aceita e em que discerne o Divino, e para quem as declarações de Deus são simples e belas, cheias de essência e riqueza. Mesmo todos os erros não causarão dificuldade a uma alma, nem farão tropeçar os pés de alguém que não fabrique dificuldades da mais simples verdade revelada. […] Tomo a Bíblia tal como ela é, como a Palavra Inspirada. Creio nas declarações de uma Bíblia inteira” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 16 e 17).

“As muitas opiniões contraditórias que surgem com referência ao que a Bíblia ensina não têm sua origem na obscuridade do Livro em si mesmo, mas na cegueira e preconceito da parte dos interpretadores. Os homens deixam de lado as claras afirmações da Bíblia para seguirem seu próprio juízo pervertido” (Conselhos Sobre a Escola Sabatina, págs. 23 e 24).

“Dizemos a toda alma: Estudai vossa Bíblia como jamais o fizestes no passado” (Este Dia Com Deus, pág. 54).

Para quarta-feira, vemos a espetacular obra do Senhor Espírito Santo como Professor. Além de Revelador, de Comunicador, Ele Se posiciona como nosso Instrutor. É Ele quem nos ensina a respeito do que está escrito. É Ele quem nos ensina a respeito do pecado e da salvação.

Sendo assim, cada vez que a Bíblia estiver em nossas mãos, que o Professor seja convidado a estar conosco. Que Ele seja chamado a nos ensinar.

Na quinta, um cuidado é recomendado: o Espírito Santo “sempre” concederá luz para a compreensão e observância do que Ele mesmo revelou nas Escrituras Sagradas. Essa história de “revelação” para coisas que fazem a igreja agir de forma diferente do que está escrito é fruto da obra do engano. Porque estamos dentro do grande conflito entre Cristo e Satanás, devemos lembrar que, enquanto Deus age para o bem, o inimigo age para o mal. Disso, a confusão sobre “revelações especiais”.

É verdade que o Espírito Santo Se manifesta – mas sempre o faz em conformidade com o que está escrito na Palavra.

“Por intermédio das Escrituras o Espírito Santo fala à mente, e grava a verdade no coração. Assim expõe o erro, expelindo-o da alma. É pelo Espírito de verdade, operando pela Palavra de Deus, que Cristo submete a Si Seu povo escolhido” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 197).

“O Espírito não foi dado – nem nunca o poderia ser – a fim de sobrepor-Se à Escritura; pois esta explicitamente declara ser ela mesma a norma pela qual todo ensino e experiência devem ser aferidos” (Exaltai-O, pág. 119).

Bem, irmãos, concluímos o comentário na certeza de que a nossa semana será ótima. Temos o conhecimento de que o Espírito Santo age em nosso favor. Sabemos de Seu amável interesse em compartilhar conosco a Sua preciosa mensagem. Temos a Bíblia. Irmãos, temos a Bíblia!

Registro aqui o que está escrito no livro Caminho a Cristo:

“Nada há mais apropriado para fortalecer o intelecto do que o estudo das Escrituras. Nenhum outro livro é tão poderoso para elevar os pensamentos, para dar vigor às faculdades, como as amplas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como devera ser, os homens teriam uma largueza de espírito, uma nobreza de caráter e firmeza de propósito que raro se veem nesses tempos. […]

Nunca deve a Bíblia ser estudada sem oração. Antes de abrir suas páginas, devemos pedir a iluminação do Espírito Santo, e ser-nos-á dada” (Caminho a Cristo, págs. 90 e 91).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 14 – O Livro de Jó

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 14 – O Livro de Jó

Estamos concluindo o trimestre. Passou rápido demais. Quatorze semanas. Pouco para um Livro tão repleto de experiências. Pouquíssimo!

Penso que não deveria ter sido estudado o Livro inteiro. Que fosse escolhido um tema, um assunto. Assim, em vez de “tudo” e raso, o estudo teria “menos”, mas profundo.

Bem, para conclusão, a proposta é reafirmar alguns pontos revelados na história e experiência de Jó.

Dentre eles [domingo], o fato de Jó não ter sido governado pelas circunstâncias. Embora não compreendesse tudo, exerceu fé. Antes de toda aquela tragédia, firmou suas convicções nAquele que tudo sabe, tudo vê. E, mesmo sem nunca ter sido informado sobre aquela reunião celestial em que Satanás estava presente, nos ensinou como um pecador deve andar diante de Deus e dos homens. Tinha uma vida fiel, e, mesmo diante de tão grandes dificuldades, manteve a fidelidade. Não sabia o que sabemos, mas nos ensinou como devemos agir diante do que nos aguarda.

Em meus rascunhos, resumi a questão com a seguinte pergunta: O que Jó fez “enquanto” sofria os ataques do inimigo? [[ Aceita contribuir com um pouco mais de argumentos? Escreva-os mais abaixo. Participe! ]]

Continuando [segunda], reafirmamos que existe um ser mau, um ser que só faz o mal. Vimos que a história de Jó se dá no contexto do grande conflito entre Cristo e Satanás. Vimos o caráter de Deus. Vimos o caráter do adversário de Deus. E, disso, é levantada a grande questão: Por que Deus permite o mal? Por que não eliminou de imediato o grande apóstata?

O Espírito de Profecia declara:

“Mesmo quando foi decidido que ele não mais poderia permanecer no Céu, a Sabedoria infinita não destruiu a Satanás. Visto que apenas o serviço por amor pode ser aceito por Deus, a submissão de Suas criaturas deve repousar em uma convicção sobre a Sua justiça e benevolência. Os habitantes do Céu e de outros mundos, não estando preparados para compreender a natureza ou consequências do pecado, não poderiam ter visto então a justiça e misericórdia de Deus com a destruição de Satanás. Houvesse ele sido imediatamente excluído da existência, e teriam servido a Deus antes por temor do que por amor. A influência do enganador não teria sido destruída por completo, tampouco o espírito de rebelião se teria desarraigado totalmente. Devia-se permitir que o mal chegasse a amadurecer. Para o bem do Universo inteiro, através dos séculos sem fim, devia Satanás desenvolver mais completamente seus princípios, para que suas acusações contra o governo divino pudessem ser vistas sob sua verdadeira luz por todos os seres criados, e para sempre pudessem ser postas acima de qualquer dúvida a justiça e misericórdia de Deus e a imutabilidade de Sua lei” (O Grande Conflito, capítulo 29 – “Por que existe o sofrimento”).

Bem, aqui cabe um pouco sobre o Plano da Redenção, sobre a cruz do Calvário. Existe um ser mau, que tem os seus dias contados, e existe um Ser bom, o nosso Eterno Deus. Assim, registro mais uma declaração do Espírito de Profecia:

“A obra da redenção humana não resume tudo quanto é realizado pela cruz. O amor de Deus manifesta-se ao Universo. São refutadas as acusações que Satanás fez contra Deus. O príncipe deste mundo é expulso. É para sempre removida a mancha que ele atirou sobre o Céu. Os anjos, da mesma maneira que os homens, são atraídos para o Redentor” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 68 – “No pátio”).

“O Plano da Redenção tinha um propósito ainda mais vasto e profundo do que a salvação do homem. Não foi para isto apenas que Cristo veio à Terra; não foi simplesmente para que os habitantes deste pequeno mundo pudessem considerar a lei de Deus como devia ela ser considerada; mas foi para reivindicar o caráter de Deus perante o Universo. […] O ato de Cristo ao morrer pela salvação do homem, não somente tornaria o Céu acessível à humanidade, mas perante todo o Universo justificaria a Deus e Seu Filho, em Seu trato com a rebelião de Satanás. Estabeleceria a perpetuidade da lei de Deus, e revelaria a natureza e os resultados do pecado” (Patriarcas e Profetas, capítulo 4 – “O Plano da Redenção”).

Em relação a terça (“Com amigos como esses…”), repito o que está na Lição de 3 de novembro: “Muitos pensam que estão representando a justiça de Deus, ao passo que deixam inteiramente de Lhe representar a ternura e o grande amor” (A Ciência do Bom Viver, pág. 163).

Em meu rascunho, resumi a questão com a seguinte pergunta: Que amigo estou sendo? Sou o amigo que leva a mensagem de Deus ou a mensagem do inimigo? [[ Aceita contribuir com um pouco mais de argumentos? Escreva-os mais abaixo. Participe! ]]

Na quarta, tanto pela história de Jó quanto pela nossa, vimos que a desobediência da humanidade trouxe resultados maiores do que “espinhos e cardos”. E, assim, finalmente compreendemos o motivo de Deus tanto querer que não participássemos da rebelião.

Ah, irmãos! Ainda bem que está por acabar o governo do inimigo! Logo logo deixará de existir dor, sofrimento, lágrimas e morte. Logo logo!

Na quinta, pelo lado do sofrimento, vimos que Jesus sim é quem sofreu injustamente. O Inocente sofreu o tempo todo. E sofre até hoje, ao contemplar, do santo Céu, o sofrimento de cada um de nós.

Ainda bem que a esperança descrita por Jó – “Eu sei que o meu Redentor vive” – é uma realidade para nós também. E em breve o nosso Senhor Jesus voltará.

Irmãos, terminamos aqui o trimestre. Fomos recompensados por Deus mediante a leitura e estudo de Sua Palavra. Façamos o propósito de continuar assim na senda cristã.

Em breve estaremos na multidão dos que cantarão o Cântico do Cordeiro.

Sugestão para leitura adicional:Deus Se inclina para ouvir” – Meditação Matinal de 09/01/1983 (Olhando Para o Alto, pág. 17) – clique aqui.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hojebasta clicar aqui.

Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2016 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 13 – O caráter de Jó – 17 a 24 de dezembro de 2016

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 13 – O caráter de Jó – 17 a 24 de dezembro de 2016

Geralmente estudamos o tempo de sofrimento e o da recuperação de Jó. Nesta semana, através das entrelinhas do Livro que leva o seu nome, captaremos um pouco de sua vida anterior a tais acontecimentos. Veremos, pelo que a visão humana é capaz de identificar, porque Jó era considerado um “servo” do SENHOR, “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal”, cujas “obras” eram abençoadas por Deus.

Conforme diz a Lição de sábado, veremos “o próprio Jó”.

Bem, os detalhes devem ser vistos nos textos bíblicos apresentados durante a semana. Vale à pena a leitura de cada um deles. Da minha parte, no entanto, registro um comentário geral, com a indicação de alguns trechos do Espírito de Profecia.

Irmãos, o que eu falo revela o meu caráter. E o que eu deixo de falar, de igual forma, também revela o meu caráter. E o mesmo em relação ao que eu faço e ao que eu deixo de fazer. Se estendo a mão ao próximo, ou se a encolho, isso diz e muito sobre mim.

Já foi alvo de nosso estudo o “Livro de Tiago”. Este apóstolo fala de “religião”. Fala da verdadeira religião. Ele apresenta a fita métrica que mede o verdadeiro religioso. E ele não percorre o caminho do conhecimento teológico não! Com certeza não ignorava, mas não é de conhecimento doutrinário que ele fala não! É da prática. É do falar. É do fazer. É do estender a mão ao próximo.

Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: ‘Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos’, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta” (Tiago 2:15-17).

Falando de Abraão – se bem que podia falar de Jó também – Tiago disse: “Você pode ver que tanto a fé como as suas obras estavam atuando juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas obras” (verso 22).

E não posso deixar de lembrar e de registrar aqui o famoso verso de Tiago: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (1:27).

Irmãos, eu fico impressionado com a história de Jó. Incrível! Um sujeito que só tem a revelação oral, herdada de seus pais; nada de Bíblia; nada de sinagoga; um sujeito cercado por conceitos e preconceitos errados sobre o amor de Deus – e, no entanto, corresponde de forma fiel ao toque do Espírito Santo em seu coração. Posicionou-se acima. Falou. Fez. Estendeu a sua mão em favor do necessitado. Via, em seu próximo, um filho de Deus. Agiu em favor dos filhos de Deus. Foi vitorioso em relação a vida pecaminosa, que é centrada em si.

Como que construindo sua casa na Rocha, via o seu Redentor dia a dia, e foi de vitória em vitória. E as vitórias menores o fizeram preparado para a vitória maior que viria.

E nós? Quando seremos vitoriosos? Estamos aguardando uma oportunidade? Mas, porventura, não estamos cercados de oportunidades?

Irmãos, dia a dia, somos cercados de oportunidades para fazer o bem – ou melhor: cercados de oportunidades para revelar o caráter que Deus está moldando em nossa vida.

“Lançai mão de toda oportunidade a fim de contribuir para a felicidade dos que vos cercam, partilhando com eles vossa afeição. Palavras bondosas, olhares de simpatia, expressões de apreço, seriam para muita alma a lutar em solidão, como um copo de água fresca para o sedento” (Meditação Matinal de 18/10/1974).

“Não olhemos com indiferença e desprezo os que arruinaram o templo da alma. Tais pessoas são objeto da compaixão divina. Aquele que criou a todos, de todos também cuida. Mesmo os que caíram mais baixo, não se acham além do alcance de Seu amor e piedade. Se somos verdadeiramente Seus discípulos, manifestaremos espírito semelhante. O amor, que é inspirado por nosso amor a Jesus, verá em toda pessoa, rica ou pobre, um valor que não se pode medir pela estimativa humana. Que nossa vida revele um amor mais alto do que pode ser expressado por palavras.

Muitas vezes o coração dos homens se endurecerá em face da censura, mas não pode resistir ao amor que lhes é expresso em Cristo. Devemos convidar o pecador a não se sentir um rejeitado de Deus. Convidá-lo a olhar a Cristo, o único a poder curar a alma da lepra do pecado. Mostremos ao sofredor desesperado e abatido que ele é um prisioneiro da esperança. Seja a nossa mensagem: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 6, pág. 279).

“Buscai desenvolver um caráter perfeito, e tudo quanto fizerdes, seja ou não visto e apreciado pelos olhos humanos, seja feito simplesmente para a glória de Deus, porque pertenceis a Deus e Ele vos tem redimido com o preço de Sua própria vida. […] Se controlados por Sua graça, realizareis pequenos atos de bondade, cumprireis com os deveres mais próximos a vós, e trareis toda a luz para vossa vida e caráter que é possível trazer, espalhando os dons do amor e bênçãos ao longo do caminho da vida” (Meditação Matinal de 03/08/1953).

Sugerimos uma leitura adicional: Para Conhecê-Lo, pág. 105 – clique aqui.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2016 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – O Redentor de Jó – 10 a 17 de dezembro de 2016

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – O Redentor de Jó – 10 a 17 de dezembro de 2016

Por um instante, a Lição pega carona num famoso verso de Jó e amplia o estudo para o grande conflito entre Cristo e Satanás, firmando o nosso pensamento na grandíssima esperança que temos: a conclusão do Plano da Redenção.

Bem, o famoso verso é este: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão” (Jó 19:25-27).

Mais adiante, o próprio Redentor viria a dizer: “E Eu, quando for levantado da Terra, todos atrairei a Mim” (João 12:32).

No tempo de Jó (Provavelmente entre Abraão e Moisés) não havia ainda a revelação “escrita”. Não havia Bíblia. Sequer existiam sinagogas. O conhecimento religioso vinha do que chamamos revelação “oral”. Desde Adão, passando por Noé e atravessando o dilúvio, chegou ao coração do patriarca Jó o conhecimento de “pecado” e de “salvação”. Em seu coração, guardava a esperança na vinda do Redentor. Vivia essa teologia. Criara seus filhos nos caminhos do Senhor.

Sem entender direito o que estava acontecendo consigo próprio, mas em resposta a atuação do Espírito Santo, tira o olhar das coisas terrenas, olha para cima, e declara: “Eu sei que o meu Redentor vive”. Extraordinário! Magnífico!

Com isso em mente, irmãos, a Lição fala da manjedoura e da cruz, e do ministério celestial de Jesus em nosso favor, e da ressurreição dos justos, e da segunda vinda de nosso Senhor.

O basta à Satanás está prestes a acontecer. Ele não mais agirá. Foi desmascarado na cruz. Na cruz, ele perdeu. E em breve ele deixará de existir.

Registro aqui algumas passagens do Espírito de Profecia:

“As mentirosas acusações de Satanás contra o caráter e governo divinos apareceram sob sua verdadeira luz. Acusou a Deus de procurar simplesmente a exaltação de Si mesmo, exigindo submissão e obediência de Suas criaturas, e declarou que, enquanto o Criador reclamava abnegação de todos os outros, Ele próprio não a praticava e não fazia sacrifício algum. Viu-se agora que para a salvação de uma raça caída e pecadora, o Governador do Universo fizera o máximo sacrifício que o amor poderia efetuar; pois ‘Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo’. Viu-se também que, enquanto Lúcifer abrira a porta para o pecado, pelo seu desejo de honras e supremacia, Cristo, a fim de destruir o pecado, Se humilhara e Se fizera obediente até a morte” (O Grande Conflito, capítulo 29 – “Por que existe o sofrimento”).

“A obra da redenção humana não resume tudo quanto é realizado pela cruz. O amor de Deus manifesta-se ao Universo. São refutadas as acusações que Satanás fez contra Deus. O príncipe deste mundo é expulso. É para sempre removida a mancha que ele atirou sobre o Céu. Os anjos, da mesma maneira que os homens, são atraídos para o Redentor” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 68 – “No pátio”).

“A redenção é um tema inesgotável, digno de nossa mais íntima contemplação. Sobrepuja a compreensão do pensamento mais profundo, o alcance da mais vívida imaginação. Porventura desvendaremos os arcanos de Deus? Os tesouros da sabedoria e conhecimento estão franqueados a todos os homens, e se milhares dos mais talentosos homens dedicassem todo o tempo a sempre nos apresentar a Jesus, aplicando-se a descrever da melhor maneira os Seus incomparáveis encantos, jamais esgotariam o assunto.

Embora grandes e talentosos autores tenham tornado conhecidas verdades maravilhosas, e tenham apresentado ao povo aumentado esclarecimento, ainda em nossos dias encontraremos novas ideias, e vastos campos nos quais trabalhar, pois o tema da salvação é inesgotável. A obra tem prosseguido de século em século, expondo a vida e caráter de Cristo, e o amor de Deus como foi manifestado no sacrifício expiatório. O tema da redenção empregará a mente dos remidos através de toda a eternidade. Novos e ricos desdobramentos serão manifestos no plano da salvação, através dos séculos eternos” (Mensagens Escolhidas, volume 1, pág. 403).

Leiam:

“A vitória dos santos que dormem” – cliquem aqui.

“Aceitos no Amado” – cliquem aqui.

“Na [fragilidade] da humanidade, Cristo devia enfrentar as tentações de um ser possuidor das faculdades da natureza mais elevada que Deus havia concedido à família angélica”. – “Embora revestido da natureza humana, enfrentou o arquiapóstata face a face, e resistiu sozinho ao inimigo de Seu trono” (Mensagens Escolhidas, volume 1, pág. 223. – Maravilhosa Graça de Deus, pág. 163).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Boa semana!

Lição da Escola Sabatina 2016 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 11 – Do meio da tempestade – O Livro de Jó

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 11 – Do meio da tempestade – O Livro de Jó

Depois disto” – depois de tudo o que aconteceu – depois de tudo o que foi falado – “o Senhor, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó”.

“A resposta de Deus a Jó ocupa quatro capítulos (38, 39, 40 e 41), interrompidos apenas por uma curta confissão de Jó (40:3-5 – “Sou indigno; que Te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei”). Os capítulos 38 e 39 estão intimamente ligados, e constituem uma exortação a Jó, em vista de sua ignorância sobre a criação natural de Deus. Deus tenta ampliar o conceito de Jó sobre o Ser divino [Ajudar Jó a reajustar seu pensamento]. Esses dois capítulos podem ser subdivididos da seguinte forma: (1) A criação do mundo; (2) o mar; (3) o nascer do sol; (4) outros fenômenos terrestres como os segredos do mar, da luz e da escuridão, da neve, do granizo, das enchentes, da chuva, do relâmpago, do trovão, do gelo, do orvalho, da geada; (5) as estrelas e as nuvens; e (6) o mundo animal.

Deus não vindica Jó imediatamente. Seu propósito divino não é resolver uma disputa, mas revelar-Se. Ele também não explica a Jó a razão de seu sofrimento. Uma compreensão clara de Deus é mais importante do que uma revelação de todas as razões pelas quais Deus age como o faz. Deus não explica por que os ímpios prosperam ou por que os justos sofrem. Não diz nada sobre o mundo futuro, ou sobre uma compensação futura para as desigualdades presentes. Deus simplesmente Se revela: revela Sua bondade, Seu poder, Sua sabedoria, e espera que essa revelação solucione os problemas de Jó.

A resposta de Deus faz com que Jó se familiarize não meramente com fatos, mas com Deus. Essa abordagem foi tão eficaz que a resposta de Jó foi: ‘Agora os meus olhos Te veem’ (Jó 42:5). Quando Jó viu a Deus, suas perplexidades desapareceram. Só Deus poderia fornecer este tipo de solução para os seus problemas. Há uma profundidade na maneira de Deus responder às perguntas de Jó que desafia a mais intensa reflexão” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 3, pág. 675).

Irmãos, me deu vontade de registrar aqui o que nos foi revelado em Isaías 55:8 e 9 – “Os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os Meus caminhos… Assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os Meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos”.

Bem, a Lição é maravilhosa. É Deus falando. É o nosso Deus abrindo a nossa mente. Elevando os nossos pensamentos. Fazendo com que tiremos os olhos do superficial e os fixemos no mais profundo, no que realmente importa. Diante de tantas coisas para as quais não temos respostas suficientes, Deus, se não as responde como pretendíamos, nos faz considerar como o Seu cuidado ainda permanece em nosso favor.

Destaco mais dois versículos bíblicos. São de uma grandeza sem fim. “Eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal” (Jeremias 29:11). “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as Suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a Tua fidelidade” (Lamentações 3:22 e 23).

Em relação a Jó 40:3-5 (citado mais acima) – quando o patriarca interrompe a Deus, dizendo: “Sou indigno; que Te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei” – o Comentário Bíblico prossegue: “Ele havia ansiado por uma oportunidade como esta de expor sua causa diretamente diante de Deus. Esta era a ocasião que ele aguardava havia tempo. O que ele faria?

Em vez de dizer: ‘Sou inocente’, como pretendia, ele responde: ‘Sou indigno’. A revelação divina havia mudado totalmente sua atitude em relação a si mesmo e a Deus. Uma convicção semelhante sobrevém a todo ser humano que chega a ter uma devida apreciação de Deus” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 3, pág. 684).

Referente a Lição de terça (06/12), recomendamos a leitura adicional de “Para Conhecê-Lo”, pág. 175 (Meditação Matinal de 18/06/1965) – clique aqui. 

Em relação a Lição de quinta (08/12), sugerimos a leitura de “A Fé Pela Qual Eu Vivo”, pág. 190 (Meditação Matinal de 03/07/1959) (clique aqui) e “Maranata, O Senhor Vem!”, pág. 233 (Meditação Matinal de 15/08/1977) (clique aqui). 

Lembrem-se de nos acompanhar diariamente através da Meditação Matinal – cliquem aqui. 

Lição da Escola Sabatina – comentário feito por Carlos Bitencourt

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