Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 4 – Justificação pela fé – Ligado na Videira – 21 a 28 de outubro de 2017

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Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 4

(21/10) – Sábado – Introdução.

O mesmo tema escrito por Paulo na sua Carta aos Gálatas é apresentado na Carta aos Romanos – a diferença está unicamente no fato de que, nesta última, ele organiza e detalha mais as suas explicações. As nossas considerações, portanto, seguirão este ritmo também. Porém, porque acabamos de estudar Gálatas, alertamos que nos virá a sensação de que “já lemos isso antes”, “já comentamos isso antes”. Vai nos parecer que estamos “repetindo”. Mas é sabido que é justamente pela repetição que nos vem o aprendizado. (Nossa Lição, por exemplo, é a mesma do 3º trimestre de 2010 – “A Redenção em Romanos”. Pouquíssimas alterações foram feitas).

Bem, Paulo começa a sua Carta “esmiuçando” a condição humana, que, em consequência de sua natureza pecaminosa, tem praticado os pecados mais absurdos. A humanidade inventa pecado. Fabrica pecado. Gera pecado e mais pecado. Faz somente pecado. Tanto faz, portanto, olhar da árvore para o fruto ou do fruto para a árvore. Dá na mesma. Temos um terrível problema de “árvore pecaminosa” e consequentes “frutos pecaminosos”.

A humanidade, sem Deus, tem dado “frutos” que provam que nada pode fazer para a sua própria salvação. Na verdade, a humanidade nem quer fazer nada para se salvar. Sequer se reconhece como pecadora. Vive como quem não precisa de salvação.

Quando Abraão foi chamado, recebeu “duas” coisas de Deus – coisas que os judeus acabaram perdendo nos séculos seguintes: (1º) o “privilégio” de ser o povo de Deus e (2º) a “missão” a desempenhar diante do mundo como o povo de Deus. E Paulo trabalha isso com os seus leitores, no capítulo 2 de Romanos. Ele é claro quanto ao fato de os judeus terem a “vantagem” e a “responsabilidade”. A vantagem de ter em mãos as Sagradas Escrituras – e a responsabilidade de preparar a humanidade toda para a primeira vinda de Cristo.

Com o tempo, no entanto, os judeus acabaram gostando só da “vantagem”, só do “privilégio”, e descartaram a “responsabilidade” – ignoraram a “missão”. Assim, vivendo uma religião apenas entre si e para si, adotaram a ideia de que a parte humana no cumprimento das ordens de Deus é que possuía valor – ou seja, quanto mais obra humana, mais Deus Se agradava do praticante. E no que resultou isso? Bem, deixaram de ver a Oferta Divina para a salvação. Para eles, era mais importante o que eles faziam nas cerimônias religiosas do que o que Deus faria por eles, conforme ensinava a cerimônia. Até que “Cristo veio para os Seus, e os Seus não O receberam”.

Os anos passaram, e chegou o tempo de Paulo. E o apóstolo contou para os gentios o que os seus irmãos judeus haviam deixado de contar. [A Verdade!]. E os gentios aceitaram – aceitaram que são pecadores e que Cristo Jesus é o seu Salvador – o Salvador prometido nas Escrituras dos judeus. Só que, não felizes com isso, até nisso os judeus se intrometeram. Disseram que até podiam aceitar os gentios, porém, desde que estes adotassem o sistema judaico – e é justamente sobre isso que Paulo faz as suas considerações.

Irmãos, a Lição desta semana nos proporciona analisar algumas palavras e conceitos em torno da “justificação pela fé”. Veremos um pouco mais sobre o papel da “Lei” e da “obediência”, e sobre “justiça” e “graça”. Oremos, então, em favor desse estudo. Que haja compreensão sobre o tema, de modo que a nossa vida seja transformada. E louvado seja Deus!

Vale a pena a leitura da Tese nº 63 das “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé– clique aqui.

(22/10) – Domingo – As obras da Lei

Nós somos criaturas de Deus. Sendo assim, por interesse dEle, todos fomos alcançados por Sua revelação. Ele a gravou em nosso coração. A colocou em nossa mente. Em nosso pensamento. E Ele também Se revelou a nós através da Natureza. A Natureza nos tem falado sobre a existência de Deus.

De forma especial, no entanto, Deus concedeu a revelação “escrita” aos descendentes de Abraão – as Sagradas Escrituras (que Paulo prefere tratar como o conjunto das leis de Deus) – até que, por esta mesma família, concedeu “a maior de todas as revelações”: a Pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo – a expressa imagem de Deus.

Bem, especificamente sobre o conjunto das leis de Deus – a Lei Moral dos Dez Mandamentos e as leis complementares – estas últimas, “as leis complementares”, deviam exercer um papel significativo na vida religiosa dos judeus, pois apontavam para a vinda de Jesus – elas ensinavam como eles seriam salvos através do ministério de Jesus. Elas não eram o salvador deles, mas os orientava sobre Aquele que viria para salvá-los. (Essas leis religiosas são mais conhecidas como “lei cerimonial” – a lei das cerimônias religiosas).

Irmãos, por alimentarem o egoísmo [a maldita árvore pecaminosa que só dá frutos pecaminosos], os descendentes de Abraão acabaram dando mais importância às cerimônias que praticavam do que ao que elas apontavam. Criaram e alimentaram a ideia de que a obediência deles era o que lhes dava crédito diante de Deus. Era a “justiça” deles!

E porque Paulo está falando da “circuncisão” em Gálatas e em Romanos, é lógico reconhecer que ele está discutindo a vigência ou não da “lei cerimonial”, bem como de sua função – e não da “Lei de Deus”. Se fosse sobre a “Lei de Deus”, estaria falando sobre um dos Dez Mandamentos. Então, os judeus criaram e alimentaram a ideia de que a “circuncisão” era o que lhes dava crédito diante de Deus. Era a forma deles mostrarem “justiça” para satisfazer a Lei ofendida!

Que absurdo! Salvação vinda da obediência da lei cerimonial! Nem a Lei de Deus (que é eterna) salva, imagine uma lei que apontava para a cruz do Calvário – ou seja, que quando veio a cruz, deixou de ter importância!

Que absurdo! Uma obediência vinda do pecador! Um fruto de uma árvore contaminada!

Agora, se porventura fôssemos tratar da Lei de Deus (os Dez Mandamentos), seria preciso considerar que ela “alerta” sobre (1) o que deve e (2) o que não deve ser praticado pelos filhos de Deus – ou – se olhado pelo ângulo inverso, que ela “denuncia” os que (1) não fizeram o que deveria ter sido feito, e (2) fizeram o que não era para ser feito.

A função da Lei de Deus, portanto, não é salvar, mas apontar os erros praticados – se bem que não sem indicar que há uma solução – não sem conduzir para a solução – aquela solução revelada por Deus: o sacrifício de Jesus Cristo.

Tanto a lei cerimonial quanto a Lei de Deus não salvam. A diferença está em que a lei cerimonial foi extinta quando Jesus morreu, enquanto que a Lei de Deus continua para todo o sempre.

Vale a pena a leitura da Tese nº 7 das “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé– clique aqui. 

(23/10) – Segunda – A justiça de Deus

Dizer que Adão “pecou” equivale a dizer que ele “ofendeu” a Lei de Deus. Sendo assim, a Lei ofendida exigia que a “justiça” fosse executada. A Lei requeria que o pecador fosse punido com uma punição séria e definitiva: a morte eterna.

Bem, sem iniciativa nenhuma do homem – sem ele nunca sequer imaginar que fosse possível existir um meio de satisfazer a Lei sem a sua própria morte – Deus instituiu o Seu misericordioso e cheio de graça Plano da Redenção, e isso a um custo enorme: a Sua própria vida. O pecador não morreria, mas Alguém teria que morrer. O culpado não daria a sua vida, mas Alguém Se tornaria culpado por ele, e daria a Sua vida para satisfazer a justa exigência da Lei de Deus.

Irmãos, diante de tão grande oferta e sacrifício, diante de um Plano tão imenso quanto este, consideremos: (1) O quanto vale o homem para Deus? O homem vale pouco ou vale muito?  Deus nos ama pouco ou nos ama muito? Ao mesmo tempo, (2) qual o valor da Lei de Deus para o próprio Deus? Ela é de importância temporária ou de importância eterna? Se a Lei de Deus pudesse ser anulada, teria o próprio Deus assumido a natureza humana e passado pelo que passou? Por que Deus não passou a mão na cabeça de Adão, dizendo: “Filho, dessa vez passa”?

E daí, em algum momento da vida, os descendentes de Abraão inventaram que podiam apresentar suas obras como suficientes para a justiça da Lei de Deus! Queriam se apresentar como justos diante de Deus mediante suas próprias obras! Que absurdo!

Sabiam da história de Caim. Sabiam da impossibilidade de ser apresentada diante de Deus uma oferta diferente da que Ele havia estabelecido! Que absurdo!

Irmãos, diante da Lei de Deus, somente a justiça de Deus – e a justiça de Deus é a Pessoa de Jesus Cristo. A Sua encarnação, vida, morte, ressurreição e ministério celestial. Não morreremos a morte eterna porque só, única e exclusivamente a vida de Jesus pagou o preço exigido pela santa e imutável Lei de Deus. Foi feita “justiça”!

No entanto, significa isso que a Lei não precisa mais ser obedecida? É isso o que significa a graça da salvação? Foi para continuarmos no pecado que Jesus morreu na cruz do Calvário?

“Satanás opera constantemente para diminuir no homem o conceito do ofensivo caráter do pecado. E os que pisam a pés a Lei de Deus, fazem a obra do grande enganador, pois rejeitam a única norma pela qual podem definir o pecado, e com isso impressionar a consciência do transgressor. […] Muitos procuram quebrar o espelho que lhes revela os defeitos, anular a Lei que lhes aponta as manchas da vida e do caráter” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 219).

Vale a pena a leitura da Tese nº 2 das “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé– clique aqui. 

(24/10) – Terça – Por Sua graça

A Lição usa a palavra “graça”, em respeito a tradução de Romanos 3:24 – “[Somos] justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” – mas também poderiam ser usadas as palavras “misericórdia”, “bondade”, “amor abundante”, “favor imerecido”.

Para a igreja de Éfeso, Paulo deu uma explicação fantástica. Esmiuçou mais ainda a questão. Escreveu uma das passagens mais lindas da Bíblia! Disse ele, por orientação do Espírito Santo: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:4 a 9).

“Nos concílios do Céu, antes de o mundo ser criado, o Pai e o Filho firmaram uma aliança de que, se o homem se demonstrasse desleal a Deus, Cristo, que era um com o Pai, tomaria o lugar do transgressor e sofreria a penalidade da justiça que deveria cair sobre ele” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 1190).

“Tivesse Deus, o Pai, vindo ao mundo e habitado entre nós, humilhando-Se, velando Sua glória, a fim de que a humanidade O pudesse contemplar, não se haveria mudado a história que temos, da vida de Cristo. […] Em cada ato de Jesus, em cada lição de Suas instruções, devemos ver, e ouvir e reconhecer a Deus. Na vista, no ouvido, no reconhecimento, são eles a voz e os movimentos do Pai” (Para Conhecê-Lo, 338 – Meditação Matinal de 28/11/1965).

“No momento em que o homem se rendeu à tentação de Satanás, e fez precisamente o que Deus lhe dissera para não fazer, Cristo – o Filho de Deus – esteve de pé entre os mortos e os vivos, dizendo: ‘Caia sobre Mim a penalidade. Ficarei em lugar do homem. Ele terá outra oportunidade’” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 75 – Meditação Matinal de 10/03/1959).

“O Reino da Graça foi instituído imediatamente depois da queda do homem… Tão logo houve pecador, houve um Salvador… Tão logo Adão pecou, o Filho de Deus Se apresentou como garantia para a humanidade…” (Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina, pág. 27 – 24/10/2017).

“Depois de o inimigo haver levado Adão e Eva ao pecado, a ligação entre o Céu e a Terra foi cortada; e não fora por Cristo, jamais haveria sido o caminho do Céu conhecido pela raça caída” (Para Conhecê-Lo, pág. 82 – Meditação Matinal de 17/03/1965).

“Mesmo depois de entrar para o Seu ministério terrestre, o Salvador, cansado pela obstinação e ingratidão dos homens, poderia ter-Se recusado ao sacrifício do Calvário. No Getsêmani, a taça de amarguras tremia-Lhe na mão. Ele poderia naquele momento ter enxugado o suor de sangue da fronte, abandonando a raça criminosa para que perecesse em sua iniquidade. Houvesse Ele feito isto, e não teria havido redenção para o homem caído. Quando, porém, o Salvador rendeu a vida, e em Seu último alento clamou: ‘Está consumado’, assegurou-se naquele instante o cumprimento do plano da redenção. Ratificou-se a promessa de libertamento, feita no Éden, ao casal pecador. O Reino da Graça, que antes existira pela promessa de Deus, foi então estabelecido” (O Grande Conflito, págs. 347 e 348).

“Este é o mistério da misericórdia a que os anjos desejam examinar: que Deus pode ser justo, ao mesmo tempo em que justifica o pecador arrependido e renova Suas relações com a humanidade decaída; que Cristo pode humilhar-Se para erguer inumeráveis multidões do abismo da ruína e vesti-las com as vestes imaculadas de Sua justiça, a fim de se unirem aos anjos que jamais caíram e habitarem para sempre na presença de Deus” (O Grande Conflito, pág. 415).

Leia “Se Jesus houvesse pecado, o que teria acontecido com Ele?– clique aqui. 

(25/10) – Quarta – A justiça de Cristo

Há um texto no Espírito de Profecia que aprecio muito. Permitam-me coloca-lo aqui:

“Jesus é nosso sacrifício expiatório. Nós não podemos fazer expiação por nós próprios; mas pela fé podemos aceitar a expiação que foi feita. ‘Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus’. ‘Não foi com coisas corruptíveis que fostes resgatados, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado’. […]

Homem algum da Terra nem anjo do Céu poderia ter pago a pena do pecado. Jesus era o único que podia salvar o rebelde homem. NEle se combinaram divindade e humanidade, e foi isso que deu eficiência à oferta na cruz do Calvário. Na cruz encontraram-se a misericórdia e a verdade, a justiça e a paz se beijaram.

Ao contemplar o pecador o Salvador a morrer no Calvário, e reconhecer que o Sofredor é divino, pergunta ele por que motivo foi feito esse grande sacrifício, e a cruz aponta para a santa Lei de Deus, que foi transgredida. A morte de Cristo é argumento irrespondível quanto à imutabilidade e a justiça da Lei. Profetizando de Cristo, diz Isaías: ‘Engrandecerá Ele a Lei, e a fará ilustre’. A Lei não tem poder para perdoar ao malfeitor. Sua função é apontar os seus defeitos, para que ele reconheça a necessidade de Alguém poderoso para salvar, sua necessidade de Alguém que se torne seu substituto, seu penhor, sua justiça. Jesus satisfaz a necessidade do pecador, pois tomou sobre Si os pecados do transgressor. ‘Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados’. Poderia o Senhor ter eliminado o pecador, destruindo-o totalmente; mas foi preferido o plano mais custoso. Em Seu grande amor Ele provê esperança para o desesperançado, dando Seu Filho unigênito para arcar com os pecados do mundo. E visto como derramou todo o Céu nesse único e rico dom, não reterá do homem nenhum auxílio necessário para que possa tomar a taça da salvação e tornar-se herdeiro de Deus e co-herdeiro de Cristo.

Cristo veio para manifestar o amor de Deus ao mundo, para atrair a Si o coração de todos os homens. Disse Ele: ‘Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim’. O primeiro passo rumo da salvação é corresponder à atração do amor de Cristo. Deus envia aos homens mensagem após mensagem, instando com eles para que se arrependam, a fim de que os possa perdoar, escrevendo ‘perdão’ junto de seus nomes. Não haverá arrependimento? Ficarão sem ser atendidos os Seus apelos? Deverão ser passadas por alto as Suas propostas de misericórdia, inteiramente rejeitado o Seu amor? Oh! neste caso o homem se excluirá do meio pelo qual pode ele alcançar a vida eterna, pois Deus só perdoa ao penitente! Pela manifestação do Seu amor, pela súplica de Seu Espírito, Ele convida o homem ao arrependimento; pois o arrependimento é dom de Deus, e aquele a quem Ele perdoa, primeiro faz penitente. A mais doce alegria sobrevém ao homem mediante seu sincero arrependimento para com Deus, pela transgressão de Sua Lei, e mediante a fé em Cristo como Redentor e Advogado do pecador. É para que os homens compreendam a alegria do perdão e da paz de Deus, que Cristo os atrai mediante a manifestação de Seu amor. Se correspondem à Sua atração, rendendo o coração a Sua graça, Ele os guiará passo a passo, a um pleno conhecimento dEle, e isto é vida eterna” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 321 a 324).

(26/10) – Quinta – Independentemente das obras da Lei

Ao afirmar que somos salvos “independentemente das obras da Lei”, Paulo não está dizendo que a Lei caducou. Não! A lei das cerimônias religiosas, esta sim – mas a Lei de Deus, não!

Mas, mesmo a lei das cerimônias religiosas, ela não tinha por finalidade salvar – ela apenas ensinava como seria o ministério do Salvador. Era necessária a sua obediência? Sim. A prática de seus ritos tinha valor? Sim. Mas somente no sentido de ensinar sobre a salvação. Ela era um “professor”, mas não um “salvador”.

Quanto aos Dez Mandamentos (a Lei de Deus – a Lei Moral), estes permanecem em vigor – e sobre a sua vigência e observância, o Espírito de Profecia declara:

“Deus requer neste tempo exatamente o que Ele requereu do santo par no Éden — perfeita obediência a Seus preceitos. Sua Lei continua sendo a mesma em todos os séculos. A grande norma de justiça apresentada no Antigo Testamento não é rebaixada no Novo. A obra do evangelho não é atenuar as reivindicações da santa Lei de Deus, mas elevar os homens até poderem guardar os seus preceitos.

A fé em Cristo que salva a alma não é o que muitos imaginam que ela é. ‘Crede, crede’, é o seu brado; ‘tão-somente crede em Cristo, e sereis salvos. É tudo que tereis de fazer’. Embora a fé verdadeira confie inteiramente em Cristo para a salvação, ela conduzirá a perfeita conformidade com a Lei de Deus. A fé é manifestada pelas obras. E o apóstolo João declara: ‘Aquele que diz: Eu O conheço, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nEle não está a verdade’” (Fé e Obras, pág. 46).

(27/10) – Sexta – Conclusão.

“Há dois erros contra os quais os filhos de Deus — particularmente os que só há pouco vieram a confiar em Sua graça — devem, especialmente, precaver-se. O primeiro, do qual já tratamos, é o de tomar em consideração as suas próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de pôr-se em harmonia com Deus. Aquele que procura tornar-se santo por suas próprias obras, guardando a Lei, tenta o impossível. Tudo que o homem possa fazer sem Cristo, está poluído de egoísmo e pecado. É unicamente a graça de Cristo, pela fé, que nos pode tornar santos.

O erro oposto e não menos perigoso é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da Lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção.

Mas notai aqui que a obediência não é mera aquiescência externa, mas sim o serviço de amor. A Lei de Deus é uma expressão de Sua própria natureza; é uma corporificação do grande princípio do amor, sendo, daí o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. Se nosso coração é renovado à semelhança de Deus, se o amor divino é implantado na alma, não será então praticado na vida a Lei de Deus? Implantado no coração o princípio do amor, renovado o homem segundo a imagem dAquele que o criou, cumpre-se a promessa do novo concerto: ‘Porei as Minhas Leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos’. E se a Lei está escrita no coração, não moldará ela a vida? A obediência — nosso serviço e aliança de amor — é o verdadeiro sinal de discipulado” (Caminho a Cristo, págs. 59 e 60).

“Há o perigo de considerar que a justificação pela fé concede algum mérito à fé. Quando aceitamos a justiça de Cristo como um dom gratuito somos justificados gratuitamente por meio da redenção de Cristo. Que é fé? ‘O firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem’. É uma aprovação do entendimento às palavras de Deus que leva o coração a uma voluntária consagração e serviço a Deus, o qual deu o entendimento, o qual sensibilizou o coração, o qual primeiro levou a mente a contemplar a Cristo na cruz do Calvário. Fé é entregar a Deus as faculdades intelectuais, submeter-Lhe a mente e a vontade e fazer de Cristo a única porta de entrada no reino dos Céus.

Quando os homens aprendem que não podem obter a justiça pelo mérito de suas próprias obras e olham com firme e inteira confiança para Jesus Cristo como sua única esperança, não haverá tanto do próprio eu e tão pouco de Jesus. Almas e corpos são maculados e poluídos pelo pecado, o coração é alienado de Deus, contudo muitos estão-se debatendo, em sua própria força finita, para conquistar a salvação por boas obras. Jesus, pensam eles, efetuará uma parte da salvação, e eles precisam fazer o resto. Necessitam ver pela fé a justiça de Cristo como sua única esperança para o tempo e para a eternidade” (Fé e Obras, pág. 22).

Irmãos, na próxima terça-feira, dia 31 de outubro, a Reforma Protestante estará completando 500 anos. Em consideração a esta data, já estudamos a Carta de Paulo aos Gálatas, e, agora, a Carta de Paulo aos Romanos. Foi em 31/10/1517 que Martinho Lutero publicou as suas “95 Teses”. Dez dias depois ele completou 34 anos de idade.

Deus nos abençoe na compreensão da “justificação pela fé”.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 3 – A condição humana – Ligado na Videira – 14 a 21 de outubro de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 3

(14/10) – Sábado – Introdução.

Vou usar a história do “maná” no deserto como ilustração. Ninguém podia pegá-lo para dois dias. Havia uma porção para cada dia somente. Um limite. O excesso apodrecia. Para obedecer o descanso sabático, somente na sexta-feira podiam pegar dobrado. Mas não para três dias! Da mesma forma, o excesso apodrecia.

Em relação a nossa capacidade de entendimento, por consequência do pecado, também somos limitados. Não temos mais do que podemos!

Certa ocasião, os discípulos, vendo um homem cego de nascença, fizeram uma pergunta para Jesus, demonstrando exatamente quão limitada é a compreensão humana: “Mestre, este homem nasceu cego. Quem pecou? Ele ou seus pais?” (João 9:2).

No famoso capítulo 16 de João, onde Jesus falou da vinda do Consolador, há uma verso que nos permite algumas considerações – o verso 12 – que diz: “Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora”.

Bem, além de confirmar que os discípulos eram limitados (todos nós somos!), o que será que Ele quis dizer com isso? O que será que Ele deixou de falar? O que será que eles não eram capazes de suportar? Estaria Jesus suprimindo alguma coisa relacionada ao fim dos tempos? Seria a respeito de Sua morte? Quem sabe de Sua ressurreição? Ou, talvez, alguma informação mais detalhada a respeito da terceira Pessoa da Divindade?

Dias depois, na Festa do Pentecostes, ocorreu o derramamento do Espírito Santo. E os discípulos passaram a ser outros! No entanto, muitos anos depois, Pedro demonstrou ainda possuir certa limitação, se bem que foi humilde o suficiente para declarar que, na pregação de Paulo, “segundo a sabedoria que lhe foi dada”, “há coisas difíceis de entender” (2Pedro 3:15 e 16).

Bem, estamos entrando na Carta de Paulo aos Romanos. Não quis forçar nenhuma interpretação a respeito do maná, e nem do cego de nascença, e nem especular sobre as coisas que Jesus deixou de dizer. Mas uma coisa é certa: Paulo tinha uma compreensão acima dos demais, e isso tinha a ver com a visão na estrada para Damasco.

“Com grande clareza e poder, o apóstolo apresentava a doutrina da justificação pela fé em Cristo” (Atos dos Apóstolos, pág. 374, capítulo 35 – “A salvação para os judeus”).

“Paulo não podia falar de tudo o que tinha visto em visão; pois entre seus ouvintes havia alguns que teriam interpretado mal suas palavras. Mas o que lhe fora revelado capacitou-o a trabalhar como líder e sábio mestre, e também a moldar as mensagens que, em seus últimos anos, enviou às igrejas. A impressão que recebeu quando em visão, ficou para sempre com ele, capacitando-o a dar uma representação correta do caráter cristão. De viva voz e por carta ele apresentou uma mensagem que, desde então, tem levado auxílio e força à igreja de Deus. Aos crentes de hoje essa mensagem fala claramente dos perigos que ameaçarão a igreja, e das falsas doutrinas que ela terá de enfrentar” (Atos dos Apóstolos, págs. 469, capítulo 45 – “Carta de Roma”).

“Ele esperava que outras igrejas também pudessem ser ajudadas pela instrução enviada aos cristãos de Roma; mas quão pouco podia ele prever o vasto alcance da influência de suas palavras! Através dos séculos, a grande verdade da justificação pela fé tem permanecido como poderoso farol a guiar os pecadores arrependidos ao caminho da vida. Foi essa luz que dissipou as trevas que envolviam a mente de Lutero e revelou-lhe o poder do sangue de Cristo para purificar do pecado. A mesma luz tem guiado à verdadeira fonte de perdão e de paz, milhares de seres sobrecarregados de pecado. Cada cristão tem motivos para agradecer a Deus pela epístola aos romanos” (Atos dos Apóstolos, pág. 375, capítulo 35 – “A salvação para os judeus”).

Irmãos, oremos. Vamos pedir a Deus que Ele nos conceda entendimento. Carecemos compreender a “justificação pela fé”. Confiemos em Sua Palavra, que declara: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente” (Tiago 1:5).

Como estamos fazendo desde o trimestre passado, indicamos aos irmãos leitores que estudem o livro “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, escrito por Morris Venden – para isso, basta clicar aqui.

(15/10) – Domingo – O poder de Deus

Paulo inicia a Carta aos Romanos se apresentando como alguém chamado e separado para pregar o “Evangelho de Deus” – ou seja, a boa nova de que Cristo Jesus era o Prometido Salvador revelado nos escritos dos profetas do Velho Testamento.

Irmãos, desde a conversão de Paulo (ano 35) até o momento em que escreveu aos gálatas e aos romanos (ano 58), vinte e três anos se passaram, e muitas coisas aconteceram ao mensageiro da cruz. Muito se falava dele. Fora desprezado, perseguido, e até mesmo expulso de algumas cidades. Foi chamado de “apóstata”, de “lixo do mundo”, de “escória de todos”. Era claro para ele que que alguns consideravam a cruz do Calvário uma “loucura”, enquanto que, para outros, ela era um “escândalo”.

Então, depois de ter escrito aos gálatas: “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo”, disse aos romanos: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Gálatas 6:14; Romanos 1:16).

Paulo não se importava com as dificuldades. Ele olhava para “o poder de Deus”. Ele destacava “o poder de Deus”.

Para libertar uma pessoa das garras do pecado, só um poder – para tirar uma pessoa das garras do inimigo, só um poder: o poder de Deus. E Deus exerce o Seu poder através do evangelho. Está na obra de Jesus Cristo a revelação do poder de Deus. Não por força e nem por violência, mas pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário. E todo aquele que se apodera desse poder é colocado em liberdade – é salvo – é perdoado – é justificado – é considerado “justo” diante do Pai.

Em Romanos 1:17, Paulo fala que “a justiça de Deus se revela no evangelho”. A boa nova é que, na cruz do Calvário, Deus puniu o pecado. Na cruz, Deus salvou o homem sem mudar um til ou um jota de Sua Lei. Ele foi justo – Ele praticou a justiça – Ele revelou a Sua justiça – Ele nos disponibilizou a verdadeira justiça.

Então, nEle – Jesus Cristo – nós somos considerados justos – e, ao terminar o verso, diz que “o justo viverá por fé” – ou seja, “aquele que pela fé é justo, viverá”.

“O ser humano, sem a ajuda divina, jamais poderia conceber ou atingir essa justiça divina por sua própria razão e filosofia. A justiça de Deus é uma revelação dEle” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 519).

Lembrem-se de ler as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden. Quem ler vai entender o motivo de tantas vezes eu fazer tal indicação adicional – clique aqui. 

(16/10) – Segunda – Todos pecaram

No trimestre passado, consideramos o fato de ficarmos muito defasados em alguns estudos. O tempo passa, e os significados de algumas palavras ou conceitos ficam no esquecimento. Então, ao estudarmos sobre “justificação pela fé”, temos que resgatar algumas coisas – como por exemplo, a definição de que é Deus quem opera o início, o meio e o fim da nossa salvação. Tudo relacionado com “salvação” vem de Deus. É Ele quem trabalha a salvação de ponta a ponta.

Em Romanos 3:23, Paulo afirma que “todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Mas nós sabemos que nem todas as pessoas concordam com isso. Às vezes, nós mesmos não concordamos – pelo menos é o que algumas de nossas atitudes revelam. Fazemos parecer que somos bons. Algumas vezes, nos consideramos bons. E se continuarmos nesse caminho (algumas vezes pelo menos), não precisaremos de Deus – não precisaremos de um Salvador!

Irmãos, em todos os momentos de nossa vida, precisamos entender que todos nós somos pecadores porque a nossa natureza é pecaminosa, e que nada podemos fazer para nos salvarmos por nós mesmos – e é exatamente por isso que todos nós carecemos da glória de Deus. Precisamos do poder de Deus, da justiça de Deus, da glória de Deus.

E como explicamos que é Deus quem realiza tudo em relação a nossa salvação – início, meio e fim – a “convicção” de que somos pecadores e que carecemos de Deus vem justamente de Deus. É uma das obras do Espírito Santo em nossa vida. Uma de Suas obras em nosso favor. E isso se dá quando olhamos para a cruz do Calvário. O Espírito Santo nos leva a olhar para o momento em que Jesus estava dando a Sua vida por nós na cruz do Calvário. Nesse olhar, nessa contemplação, o Espírito Santo nos concede a convicção, o entendimento.

Como viria o “arrependimento” se não houvesse a “convicção” de que somos pecadores? Como trilar o caminho da salvação sem “entendimento”?

Feliz aquele que reconhece ser um pecador! Feliz aquele que reconhece precisar de um Salvador! Feliz aquele em quem o Espírito Santo consegue operar a salvação!

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(17/10) – Terça – Progresso?

Bem, assim como existem pessoas que não acreditam que somos pecadores, existem aqueles que dizem que a humanidade está evoluindo, melhorando, “progredindo”.

Ora, isso é uma mentira deslavada! É impossível olhar para a sociedade e achar que sem Deus estamos “progredindo”. Fazer de conta que o pecado não está nos destruindo é dar continuidade as palavra da serpente!

Paulo deixou escrito algo de sua época e que repercute nos noticiários até hoje:

Tendo conhecimento de Deus”, os seres humanos “não O glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (Romanos 1:21 a 32).

Ainda bem que, por causa dos escolhidos, esses dias estão sendo abreviados! (Mateus 24:22).

Irmãos, a única maneira do pecador “progredir” se dá quando ele responde positivamente a obra de Deus em sua vida. O Espírito Santo vai trabalhando, e, por sua vez, o pecador vai revelando os frutos correspondentes. O nome disso é “novo nascimento”. Só há progresso se houver um novo nascimento!

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(18/10) – Quarta – O que os judeus e gentios têm em comum

Ninguém é bom de nascença. Não há um justo sequer. Todos nós – judeus ou não – não atendemos ao padrão divino. Crentes ou ateus – tanto faz – nenhum de nós possui bondade ou santidade inerente. Tanto faz guardamos um ou os dez Mandamentos – ou mesmo nenhum – nossa única esperança não está em nós mesmos, justamente porque todos nós somos pecadores.

E em função disso, a Palavra Sagrada nos adverte: não nos coloquemos como padrão para os outros; não aceitemos que outros sirvam de modelo para nós; e, cuidado, não se coloque na posição de juiz.

“Cristo é a única verdadeira norma de caráter, e aquele que se põe como padrão para os outros, está-se colocando no lugar de Cristo. E visto haver o Pai dado ‘ao Filho todo o juízo’ (João 5:22), quem quer que presuma julgar os motivos dos outros está outra vez usurpando a prerrogativa do Filho de Deus” (Exaltai-O, pág. 336 – Meditação Matinal de 17/11/1992).

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(19/10) – Quinta – O Evangelho e o arrependimento

Chegamos ao ponto alto da Lição!

Sendo que Deus é quem trabalha no início, no meio e no fim de nossa salvação – é Ele quem opera em nós o “arrependimento”.

A graça é um dom. A fé é um dom. A convicção é um dom. E o arrependimento também é um dom – “A bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento” (Romanos 2:4).

E a bondade de Deus é vista na cruz do Calvário. Ali está o centro do que é entendido como “evangelho” – ali está a manifestação da bondade de Deus. Por isso a importância de olharmos para o Calvário. Por isso a importância de levar o pecador a contemplar o sacrifício de Jesus Cristo.

“Os judeus ensinavam que o pecador devia arrepender-se antes de lhe ser oferecido o amor de Deus. A seu parecer, o arrependimento é obra pela qual os homens ganham o favor do Céu. Foi esse pensamento que induziu os fariseus atônitos e irados a exclamarem: ‘Este recebe pecadores‘.  Conforme sua suposição, não devia permitir que pessoa alguma a Ele se achegasse sem se ter arrependido. Mas na parábola da ovelha perdida, Cristo ensina que a salvação não é alcançada por procurarmos a Deus, mas porque Deus nos procura. ‘Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram’ (Romanos 3:11 e 12). Não nos arrependemos para que Deus nos ame, porém Ele nos revela Seu amor para que nos arrependamos” (Parábolas de Jesus, capítulo 15 – “A esperança da vida”).

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(20/10) – Sexta – Conclusão.

“O Espírito de inspiração chama a atenção dos que recusam ser atraídos a Cristo. ‘Desprezas a riqueza da Sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?’ (Romanos 2:4). Como é isso? Agentes divinos estão constantemente trabalhando para colocar a humanidade em harmonia com Deus. Todos os recursos no Céu e na Terra são aplicados para atrair as pessoas para o grande centro da esperança do mundo.  E quando fixam os olhos no agonizante Homem do Calvário, são levados a exclamar: ‘É a revelação da bondade de Deus, para levar você ao arrependimento’.

Cristo sofreu a penalidade da transgressão humana da santa Lei de Deus. A misericórdia e amor de Deus, tão plenos, tão ricos, tão generosos, derrubam todas as barreiras, e o coração é rendido a Deus. Tamanha agonia, tamanha humilhação do Filho de Deus, leva o pecador a se arrepender dos pecados que custaram tanto sacrifício. Ele tem arrependimento diante de Deus, porque Sua santa Lei foi transgredida, e fé em nosso Senhor Jesus Cristo, a única esperança do pecador, o Único que ‘pode salvar completamente todos que por Ele chegam a Deus’ (Hebreus 7:25). A posição do pecador diante de Deus, portanto, é de alguém cujos pecados estão perdoados, cujas transgressões estão cobertas, e se torna participante ‘da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo’ (2Pedro 1:4). Um novo elemento de vida e poder é concedido, o qual não pode ser aceito e recebido pelo ser humano até que ele veja Cristo como sua única esperança; então, através de Cristo, ele discerne a magnitude de sua culpa na transgressão da Lei de Jeová” (Signs of the Times, 16/11/1891).

Vale a pena ler as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 2 – O conflito – Ligado na Videira – 7 a 14 de outubro de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 2

(07/10) – Sábado – Introdução.

Na semana passada (Lição 1), vimos um pouco sobre quem, e para quem, e como e quando foi escrita a Carta aos Romanos. Agora, com esta Lição 2, vamos estudar um pouco sobre o contexto teológico que motivou Paulo a escrever aos irmãos cristãos que viviam em Roma.

É verdade que o apóstolo estava preparando o terreno para uma futura viagem. É de se imaginar que ele recebesse convites para visitar os mais variados lugares. De Roma inclusive! Porém, em nome de sua “organizada” campanha evangelística, havia, até então, dedicado todo o seu tempo indo para o lado leste de Israel (Ásia), e só agora vislumbrava a possibilidade de se dedicar ao oeste (Europa). Então, com a Carta aos Romanos, dava início a uma aproximação, começava a se mexer estrategicamente – mas, também é verdade, escreveu essa Carta porque, no fundo no fundo, ele se preocupava com os ventos do conflito provocado pelos judaizantes na Galácia.

Havia, portanto, um contexto teológico – uma motivação teológica – uma questão doutrinária – e é sobre isso que vamos considerar nesta nova semana. Só a partir da semana que vem (Lição 3) é que vamos entrar propriamente na Carta de Paulo aos Romanos.

Irmãos, a nossa compreensão sobre “justificação pela fé” ainda é muito pequena – basta ver o quanto nos incomodamos com “faça isso” e “não faça aquilo”.

Insistentemente cobramos “condutas” de nossos familiares, e das pessoas com que nos relacionamos, e dos membros da igreja que frequentamos. Basta ouvir os nossos sermões!

Irmãos, precisamos falar mais do nosso Salvador. É preciso destacar mais os acontecimentos da cruz do Calvário. Necessitamos explicar mais e mais o que Jesus Cristo está fazendo por nós agora no Santuário Celestial. Nossos sermões precisam ser mais “cristocêntricos”.

Não devemos desassociar “perdão” de “santificação”, mas não podemos colocar a “santificação” antes do “perdão”!

Se é Cristo quem concede o “perdão” – a “justificação” – a “salvação” – por que insistimos que as pessoas primeiro “demonstrem” obras santas se ainda não compreendem o perdão, se ainda não desfrutam o perdão, se ainda não possuem um relacionamento com Jesus? Porventura, existe obra santa sem Jesus?

Por outro lado, não devemos desassociar “santificação” de “perdão”. Não existe essa história de estar salvo e continuar desobedecendo os Mandamentos do Salvador. A obra de Cristo não para no “perdão”. A obra continua!

Bem, estudamos “justificação pela fé” nos últimos três meses, e continuaremos a estudá-la nos próximos três meses também. Entendo que alguma coisa está para acontecer, e a igreja deve estar preparada para isso. Portanto, Deus está nos conduzindo através de tal estudo – através da compreensão de um tema tão importante quanto esse. Tem a ver com a nossa salvação.

Consideremos, por agora, “o conflito” gerado pelos judaizantes na Galácia, e que possivelmente se espalharia por outros lugares. Isso nos ajudará a compreender o desenrolar da Carta de Paulo aos Romanos.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(08/10) – Domingo – Uma Aliança superior

Em Gênesis 3, ainda dentro do Jardim do Éden, Jesus Cristo revelou para Adão e Eva o Plano da Redenção. Deus não foi pego de surpresa com a desobediência deles. Não foi improvisado um plano B porque o plano A deu errado. Não! O Plano da Redenção já existia no “propósito” de Deus. Sempre existiu. Existia desde a eternidade passada. Porém, no exato momento em que Adão pecou, o Plano foi “instituído”, foi colocado em ação. E se assim não tivesse sido, Adão e Eva teriam caído no chão imediatamente. Teriam morrido instantaneamente.

Bem, algumas outras “palavras” são usadas para identificar e explicar esse Plano. Dependendo do contexto, usa-se “redenção”, ou “salvação”, ou “graça”, ou “misericórdia”, ou “promessa”, ou “aliança”.

Para hoje, a Lição trabalha com a palavra “aliança”.

A “aliança” parte da iniciativa Divina. Não foi o homem quem procurou Deus. Foi Deus quem procurou o homem. Por sinal, o homem se surpreendeu com a proposta de Deus!

Bem, “instituída” a “aliança”, ela se desenvolveu durante os quatro mil anos seguintes – o período do Velho Testamento – até vir a ser “consumada” na cruz do Calvário.

Nesse sentido, durante o Velho Testamento, os “salvos” viviam em função de uma “aliança” que precisava ser confirmada. Andavam com um cheque pré-datado na mão. Faltava o depósito. Faltava descontar o cheque na boca do caixa. Tendo ocorrido o ministério terrestre, e a morte, e a ressurreição, e a ascensão, e o ministério celestial de Jesus Cristo – nesse sentido – a “aliança” se tornou superior.

Se é de Deus, sempre é “superior” – porém, no contexto humano, somos salvos não porque fazemos algo, mas porque Jesus Cristo fez esse algo por nós. O que Ele fez é “superior”!

Nenhum sacrifício oferecido por Adão, ou por Abel, ou por Noé, ou por Abraão, ou por qualquer israelita no santuário do deserto, e nem mesmo no Templo de Salomão – nenhum sacrifício oferecido por qualquer ser humano é aceitável diante de Deus. Somos pecadores. Somos miseráveis. Somos trapo de imundícia.

Não há um ritual religioso que pratiquemos que nos torne dignos diante de Deus!

Somente o sacrifício de Jesus é aceitável. Somente o que Ele fez e faz é aceito. Sua “aliança” é superior. Sua obra é superior. Ele é Superior!

Paulo jamais disse que nada temos que fazer. O que ele ensinava é que nada temos que fazer para a nossa salvação!

Agora, estando salvo, a partir disso, então, como resultado da salvação, as obras correspondentes serão produzidas.

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(09/10) – Segunda – Leis e regulamentos judaicos

O “pecado” é mais terrível do que imaginamos. Já em Gênesis 4, Caim matou seu irmão Abel, tendo o portão do Jardim do Éden como testemunha. O pecado o tornou duro de coração.

Anos se passaram, e, em Gênesis 7, ainda tendo o Éden como testemunha, a geração incrédula foi banida pelas águas do dilúvio. O coração deles estava obstinadamente petrificado. (Ellen White relata que o Éden foi poupado, tendo sido levado para o Céu).

Seguindo as genealogias, percebemos que Abraão estava com 58 anos de idade quando Noé morreu, e com 170 quando ocorreu a morte de Sem. No entanto, Deus o havia chamado para sair de sua parentela, e o motivo era se afastar da “nova” geração de incrédulos (Gênesis 12). (Lembrando que, em algum momento entre o fim do dilúvio e o nascimento de Abraão, houve a tentativa da construção da torre de Babel – Gênesis 11).

Mais um tempo, e os descendentes de Jacó estavam como escravos no Egito. E isso significou um prejuízo enorme. Enorme mesmo! Muito dos valores religiosos foram perdidos. Pelo menos para a grande maioria.

Então, por isso, a Lei de Deus, que era do conhecimento dos humanos desde Adão e Eva, foi escrita em pedras. Estava no coração, estava na mente, e passou a ficar também em pedras.

Mas, e tem lógica para isso, Deus achou por bem dar leis complementares = leis para as cerimônias religiosas + leis para a ordem civil + leis jurídicas + leis sanitárias.

Porém, mais uma vez, o coração daquela e das sucessivas gerações endureceu, e eles, pelo menos a maioria, debandou para um exagero inconcebível: deram mais valor para a “lei cerimonial” do que para a Lei de Deus.

É como se disséssemos: eu levar um cordeirinho para o altar é mais importante do que Cristo ir para a cruz do Calvário; ou, a minha circuncisão é mais importante do que o sacrifício de Jesus na cruz do Calvário.

Irmãos, hoje, ler a Bíblia é importantíssimo, mas não é a minha leitura quem me salva, e nem é a Bíblia quem me salva. Quem me salva é Cristo Jesus.

Estou menosprezando a Bíblia, ou a frequência aos cultos, ou o batismo, ou a participação nas Santas Ceias, ou a observância do sábado? Não. O que estou dizendo é que Cristo é quem nos salva. A nossa salvação está na obra de nosso Senhor Jesus Cristo.

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(10/10) – Terça – Conforme o costume de Moisés

Uma questão foi levantada em Atos 15:1 – “Alguns indivíduos que desceram da Judeia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos”.

Bem, a Lição do trimestre passado tratou esse tema. Foi o pano de fundo para a Carta de Paulo aos Gálatas – e serviu para a sua explicação sobre “justificação pelas obras” versus “justificação pela fé”. Assim, a Carta aos Romanos foi desenvolvida de forma a conter os ventos que poderiam soprar da Galácia em direção a Roma.

Os cristãos judeus, em nome de um “costume” – na verdade, de uma cláusula da lei de Moisés – não queriam desagradar os líderes do judaísmo. Não queriam “provocar” perseguição (Gálatas 6:12). No entanto, Paulo foi mais além. Aprofundou a questão. Vimos um pouco disso em Gálatas, e veremos mais em Romanos.

Mas eu gostaria de aproveitar o momento para considerar um algo mais. Algo atual. (Não é desabafo. É uma consideração).

Nem todo “costume” é ruim. Nem toda “tradição” é negativa. Existem costumes e tradições que podem sim ser positivos. Muitas coisas “antigas” estão sendo questionadas – sendo que bem poderiam ser respeitadas, apreciadas e continuadas.

Os que querem agradar os mais novos (geralmente no louvor e no linguajar usado nos sermões), bem que poderiam fazer isso sem questionar os costumes, a tradição, as coisas antigas. Não há razão para desafiar as pessoas mais velhas. Não há motivo para alimentar desgaste entre as gerações. Façam coisas novas com respeito e reverência, e sem criticar as antigas – até porque, estamos aqui justamente porque as coisas antigas deram certo. Com isso, afirmo que “costumes”, “tradições” ou “coisas antigas”, desde que dentro dos princípios, podem sim ser tratados como positivo.

Diz a Bíblia:

Não removas os marcos antigos que puseram teus pais” (Provérbios 22:28 – este é o capítulo que diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” – verso 4).

Lembra-te dos dias da antiguidade, atenta para os anos de gerações e gerações; pergunta a teu pai, e ele te informará, aos teus anciãos, e eles to dirão” (Deuteronômio 32:7).

Bem, a Lição não faz essa abordagem. Eu é quem estou abrindo uma janela. É uma consideração de minha parte, que apenas achei oportuna.

Não sou contra roupagem nova. Sou contra as expressões que estimulam rivalidade entre as gerações. Sempre houve e sempre haverá espaço para as diferentes gerações. (Tenho 54 anos de idade. Quarta geração de adventistas. Meus filhos são jovens, e são a quinta geração).

Declaro que não estou equiparando minha abordagem com o tema da Lição. A situação entre Paulo e os judaizantes girava em torno da “lei cerimonial”. Essa “lei” tinha um papel, uma função – até que Cristo deu a Sua vida na cruz do Calvário. De certa forma, a “lei cerimonial” era um costume positivo. Porém, depois da obra de Cristo, aquela “lei” passou a ser um costume sem fundamentação bíblica – uma tradição a ser descontinuada – se bem que, mesmo assim, Paulo disse que se os judeus quisessem continuar com a circuncisão entre eles, que assim o fizessem. Esclareceu que nem a circuncisão e nem a incircuncisão salvavam – mas somente Cristo Jesus. E não admitia que exigissem isso dos não judeus – os cristãos gentios.

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(11/10) – Quarta – Os cristãos gentios

No contexto de Atos 15, bem como em Gálatas e Romanos, é nítido que Paulo está tratando da “lei cerimonial”. Falar em “circuncisão” é falar em “lei cerimonial”. De modo algum os cristãos gentios são orientados a ignorar a “Lei Moral” – a Lei de Deus – os Dez Mandamentos.

Há quem diga que, em nome da cruz do Calvário, passamos a viver o “tempo da graça”, como se antes assim não fosse, e como se isso significasse que a Lei de Deus passou a não ter mais autoridade sobre nós – ou seja, dizem que não existe mais transgressão da Lei porque não existe mais a Lei.

Irmãos, o inimigo trabalha nos extremos. Faz o cristão obedecer de forma fanática, sem o espírito da Lei, ou, na outra ponta, numa suposta liberdade.

”Quando surgem erros e são ensinados como verdade bíblica, os que têm ligação com Cristo não confiarão no que diz o pastor, mas, à semelhança dos nobres bereanos, examinarão as Escrituras todos os dias para ver se essas coisas são de fato assim. Quando eles descobrem qual é a recomendação do Senhor, colocam-se ao lado da verdade. Ouvem a voz do verdadeiro Pastor dizendo: ‘Este é o caminho; andai nele’. Assim sereis ensinados a fazer da Bíblia o vosso conselheiro, e não ouvireis nem seguireis a voz do estranho” (Fé e Obras, pág. 76).

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(12/10) – Quinta – Paulo e os gálatas

O Concílio de Jerusalém ocorreu no ano 49. O assunto foi tratado nessa ocasião, e uma decisão foi tomada. Cerca de nove anos depois, porém, o problema continuava vivo – e isso motivou Paulo a escrever aos Gálatas, e, na sequência imediata, aos Romanos.

Isso demonstra o interesse pastoral de Paulo em relação aos gálatas. Preocupado que as distorções provocassem libertinagem, apostasia, tratou de deixar por escrito o modo verdadeiro de ser salvo, e como deve viver aquele que está salvo. E se talvez os judaizantes derrotados se dirigissem para outras bandas – Roma, por exemplo – Paulo se antecipou, escrevendo o mesmo assunto de forma mais tranquila, mais esquematizada.

“Aqueles que se empenham hoje na causa de Deus enfrentarão provações tais como suportou Paulo em seu trabalho. Pela mesma obra jactanciosa e enganadora Satanás procurará desviar conversos da fé. Serão introduzidas teorias com as quais não será sábio lidarmos. Satanás é um astuto obreiro, e introduzirá falsidades sutis para obscurecer e confundir a mente e extirpar as doutrinas da salvação. Os que não aceitam a Palavra de Deus tal qual reza, serão apanhados em sua armadilha.

Necessitamos hoje falar a verdade com santa ousadia. O testemunho dado à igreja primitiva pelo mensageiro do Senhor, deve Seu povo ouvir em nossos dias: ‘Ainda que nós mesmos ou um anjo do Céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema’” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 52).

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(13/10) – Sexta – Conclusão.

“Suprir formas externas de religião em lugar de santidade de coração e de vida é ainda tão agradável à natureza não renovada como o foi nos dias desses ensinadores judeus. Hoje, como então, existem falsos guias espirituais, para cujas doutrinas muitos atentam avidamente. É estudado esforço de Satanás desviar as mentes da esperança da salvação pela fé em Cristo e obediência à Lei de Deus. Em cada época, o arqui-inimigo adapta suas tentações aos preconceitos ou inclinações daqueles a quem está procurando enganar. Nos tempos apostólicos, levou os judeus a exaltar a lei cerimonial e rejeitar a Cristo; no presente, ele induz muitos cristãos professos, sob a pretensão de honrar a Cristo, a pôr em controvérsia a Lei Moral, e a ensinar que seus preceitos podem ser transgredidos impunemente. É dever de cada servo de Deus opor-se firme e decididamente a esses pervertedores da fé, e expor destemidamente seus erros pela Palavra da verdade. […]

Paulo pleiteava com os que haviam uma vez conhecido na vida o poder de Deus, para voltarem a seu primeiro amor pela verdade do evangelho. Com irrespondíveis argumentos, expunha perante eles o privilégio de se tornarem homens e mulheres livres em Cristo, por cuja graça expiatória todos os que fazem completa entrega são vestidos com o manto de Sua justiça. A posição que Ele tomou é que cada pessoa que deseja ser salva precisa ter uma experiência genuína e individual nas coisas de Deus.

As fervorosas palavras de súplica do apóstolo não ficaram sem fruto. O Espírito Santo operou com forte poder, e muitos cujos pés se haviam desviado para caminhos estranhos, retornaram a sua primeira fé no evangelho. Daí em diante ficaram firmes na liberdade com que Cristo os havia libertado. Na vida deles foi revelado o fruto do Espírito — ‘amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio’. O nome de Deus foi glorificado e muitos foram acrescentados ao número dos crentes em toda aquela região” (Atos dos Apóstolos, capítulo 36 – “Apostasia na Galácia”).

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Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 1 – O apóstolo Paulo em Roma – Ligado na Videira – 30 de setembro a 7 de outubro de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 1

(30/09) – Sábado – Introdução.

A Carta aos Romanos é o mais longo escrito de Paulo para a igreja de Cristo – a mais teológica de todas – a de maior influência entre os cristãos. São dezesseis capítulos, desenvolvidos de forma bem cadenciada, crescente, onde o apóstolo deixa claro a condição humana e a solução Divina. Parece que Paulo está numa sala de aulas, e que eu estou lá, entre diversos alunos, bebericando de um assunto que só pode ter vindo dos santos céus.

Tudo indica que a Carta aos Gálatas e a Carta aos Romanos tenham sido escritas na mesma sequência – e que isso tenha acontecido entre os anos 57 e 58. O que é claro, no entanto, e deve ser destacado, é o fato de que ambas tratam do mesmo tema: a justificação pela fé. A diferença está na motivação: (1) A Carta aos Gálatas foi uma resposta rápida e impactante para um problema causado pelos cristãos judeus, que exigiam que os cristãos gentios participassem da “circuncisão”, o que Paulo trata como uma tentativa de salvação pelas obras; na linguagem de nossos tempos, poderíamos dizer que ele estava “apagando incêndio”; (2) Já a Carta aos Romanos, esta foi escrita de forma mais tranquila, com a intenção de preparar o caminho para uma possível visita; mas, se queria corrigir algum erro, o fez de maneira suave, e, ao mesmo tempo, de forma mais profunda e ampla; parece que nela o apóstolo “esmiuçou” aos romanos o que acabara de escrever para os gálatas.

Interessante é, também, destacar o fato de Paulo ter sido o evangelista da Galácia, mas, no entanto, não o de Roma. Ele não evangelizou a capital do império! Acredita-se que a igreja cristã romana tenha sido fundada por pessoas que haviam sido evangelizadas no Dia dos Pentecostes, no ano 31, ou até mesmo por aqueles que passaram a ser perseguidos após a morte de Estêvão, no ano 34 – sendo que “Saulo” havia sido um dos mais ferozes perseguidores.

Bem, estamos abrindo mais um trimestre. Três meses para apreciarmos a Carta de Paulo aos Romanos. Um belíssimo Livro da Palavra de Deus! E a nossa proposta é, com a bênção de Deus, registrar aqui algumas das nossas considerações – esperando que os irmãos leitores expressem também os seus comentários, nos corrigindo e ampliando o devido conhecimento que será repassado para mais membros da querida Escola Sabatina.

Como fizemos no trimestre passado, indicamos aos irmãos leitores que estudem o livro “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, escrito por Morris Venden – para isso, basta clicar aqui.

(01/10) – Domingo – A Carta do apóstolo Paulo

Esta primeira Lição é muito “técnica”. Gosto de dizer que ela é fácil de estudar, porém, difícil de comentar. Sua base é: quem escreveu – para quem – quando – onde. Mas, já que foi dada uma semana para isso, vamos lá. Deus nos abençoará. Ele abrirá nossa mente para não ficarmos apenas nas questões geográficas ou biográficas.

Paulo foi convertido no ano 35. Como todo cristão nasce no Reino de Deus como um “missionário”, Paulo assumiu seu quinhão de imediato. Recebeu o talento e logo saiu a exercitá-lo. Viajou por muitos lugares, evangelizando e estabelecendo igrejas.

No final de sua terceira campanha missionária, ano 58, enquanto estava em Corinto, Paulo escreveu a Carta aos Romanos. Ou seja, com 23 anos de bagagem, o apóstolo fez suas considerações teológicas com os irmãos da igreja de Roma.

“Durante sua permanência em Corinto, Paulo achou tempo para projetar novos e mais vastos campos de trabalho. Sua projetada viagem a Roma ocupava especialmente seus pensamentos. Ver a fé cristã firmemente estabelecida no grande centro do mundo conhecido, era uma de suas mais caras esperanças e acalentados planos. Uma igreja já havia sido estabelecida em Roma, e o apóstolo desejava conseguir a cooperação dos crentes dali na obra a ser promovida na Itália e em outros países. A fim de preparar o caminho para os seus trabalhos entre esses irmãos, muitos dos quais lhe eram até então estranhos, enviou-lhes uma carta, anunciando seu intento de visitar Roma e sua esperança de plantar o estandarte da cruz na Espanha.

Em sua epístola aos romanos, Paulo expôs os grandes princípios do evangelho. Ele afirmava a sua posição nas questões que estavam agitando as igrejas judaicas e gentílicas, e mostrava que as esperanças e promessas que haviam pertencido antes aos judeus eram, agora, oferecidas também aos gentios.

Com grande clareza e poder, o apóstolo apresentava a doutrina da justificação pela fé em Cristo” (Atos dos Apóstolos, capítulo 35 – “A salvação para os judeus”).

Estudamos Gálatas e agora vamos estudar Romanos. O tema é o mesmo: justificação pela fé. Por isso, sugerimos que os irmãos façam a leitura adicional do livro “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – cliquem aqui. 

(02/10) – Segunda – O desejo de Paulo de visitar Roma

Não foi Paulo quem evangelizou Roma, mas, através dos irmãos romanos, via a possibilidade de alcançar alguns territórios europeus, além da Itália. Pouco sabia, porém, que o Espírito Santo estava pensando além da Europa!

Paulo “esperava que outras igrejas também pudessem ser ajudadas pela instrução enviada aos cristãos de Roma; mas quão pouco podia ele prever o vasto alcance da influência de suas palavras! Através dos séculos, a grande verdade da justificação pela fé tem permanecido como poderoso farol a guiar os pecadores arrependidos ao caminho da vida. Foi essa luz que dissipou as trevas que envolviam a mente de Lutero e revelou-lhe o poder do sangue de Cristo para purificar do pecado. A mesma luz tem guiado à verdadeira fonte de perdão e de paz, milhares de seres sobrecarregados de pecado. Cada cristão tem motivos para agradecer a Deus pela Carta aos Romanos” (Atos dos Apóstolos, capítulo 35 – “A salvação para os judeus”).

Continuamos a indicar aos irmãos a seguinte leitura adicional: “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – cliquem aqui. 

(03/10) – Terça – Paulo em Roma

Uma reviravolta aconteceu na vida de Paulo. Findando a sua terceira viagem missionária (de 53 a 58), esteve por poucos meses em Corinto, de onde escreveu a Carta aos Romanos. Porém, na sequência, indo para Jerusalém, acabou sendo preso, e levado para Cesareia (de 58 a 60) e Roma (de 61 a 63).

Irmãos, teriam esses quatro ou cinco anos de prisão prejudicado o avanço do evangelho? Teria Paulo falhado, precipitando os acontecimentos? Ou será que, pela providência Divina, foi uma maneira de Paulo conseguir ficar frente a frente com dois governadores romanos (Félix e Festo), e com o rei da Judeia (Agripa), e com o imperador Nero?

Os irmãos sabiam que, além de testemunhar sobre Cristo para esses governantes, Paulo pregou para vários funcionários do palácio imperial, sendo que muitos entregaram o coração para o Senhor Jesus?

“Não pelos sermões de Paulo, mas pelas suas cadeias, foi a atenção da corte atraída para o cristianismo. Foi como um cativo que ele rompeu de tantas vidas as cadeias que as mantinham na escravidão do pecado. E não foi só isso. Declarou: ‘Muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a Palavra mais confiadamente, sem temor’ (Filipenses 1:14)” (Atos dos Apóstolos, capítulo 44 – “Os da casa de César”).

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(04/10) – Quarta – Os “santos” em Roma

Voltando para Corinto, e para o ano 58, na introdução da Carta, consta que Paulo escreveu aos “amados de Deus, que estão em Roma, chamados para serem santos”. Disse ele, também, que “dava graças a Deus, mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo, é proclamada a vossa fé” (Romanos 1:7 e 8).

Visando uma atividade missionária mais adiante, Paulo está se comunicando com membros compromissados com a Palavra de Deus – irmãos com quem contaria futuramente no evangelismo. E em seu comunicado, o apóstolo cumpre seu papel pastoral, usando palavras de apreço, palavras de reconhecimento. Longe de adular, Paulo deixa claro que reconhece a vida de fé que viviam.

Mais adiante, em Romanos 16:19, ele vai dizer: “A vossa obediência é conhecida por todos”.

“Deus não leva ninguém para o Céu, senão os que primeiramente se tornem santos neste mundo, mediante a graça de Cristo, àqueles nos quais Ele possa ver Cristo exemplificado. Quando o amor de Cristo é um princípio dominante no caráter, então saberemos que estamos escondidos com Cristo em Deus.

Somente estes que, pela oração, vigilância e amor, fazem o trabalho de Cristo, podem agradar a Deus com louvor. Quanto mais o Senhor vir o caráter de Seu amado Filho revelado em Seu povo, tanto maior será Sua satisfação e Seu deleite neles. Deus mesmo e os anjos celestiais se regozijam neles com louvor. O pecador que crê é declarado inocente, ao passo que sua culpa é posta sobre Cristo. A justiça de Cristo é creditada na conta do devedor, e defronte de seu nome, na folha do balancete, se encontra: Perdoado. Vida eterna” (Minha Consagração Hoje, pág. 273 – Meditação Matinal de 26/09/1953).

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(05/10) – Quinta – Os cristãos em Roma

O primeiro capítulo de Romanos tem 32 versos. Do verso 20 em diante, Paulo fala da vida depravada daqueles que são indesculpáveis diante de Deus. Em Gálatas 5, o apóstolo chama isso de “obras da carne”.

Antes, porém, de falar do modo como os mundanos vivem, Paulo fez uma importante menção sobre o modo de viver dos cristãos – que, também lá em Gálatas 5, é chamado de “fruto do Espírito”. Os cristãos em Roma viviam conforme a ordem do evangelho.

“Nossa santificação é o objetivo de Deus em todo o Seu trato conosco. Ele nos escolheu desde a eternidade para que fôssemos santos. Cristo a Si mesmo Se entregou para nossa redenção, para que por nossa fé em Seu poder para salvar do pecado pudéssemos tornar-nos completos nEle. Ao dar-nos Sua Palavra, Ele nos deu pão do Céu. Ele declara que se comermos Sua carne e bebermos Seu sangue, receberemos a vida eterna.

Por que não nos alongamos mais sobre isso? Por que não procuramos fazer com que seja compreendido com facilidade, visto que significa tanta coisa? Por que os cristãos não abrem os olhos para ver a obra que Deus requer que eles façam? Santificação é a obra progressiva de toda a vida. O Senhor declara: ‘Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação’. É vossa vontade que vossos desejos e inclinações sejam postos em conformidade com a vontade divina?

Como cristãos, comprometemo-nos a realizar e cumprir nossas responsabilidades e mostrar ao mundo que temos íntima ligação com Deus. Assim, por meio das piedosas palavras e obras de Seus discípulos, Cristo deve ser representado” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 202).

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(06/10) – Sexta – Conclusão.

“Nosso Salvador Se representa como um homem que empreendeu uma viagem a um país distante e que deixou sua casa a cargo de servos escolhidos, dando a cada um seu trabalho. Cada cristão tem alguma coisa a fazer no serviço de seu Mestre. Não devemos ir à cata de nossas próprias facilidades ou conveniências, mas fazer da edificação do reino de Cristo nossa primeira preocupação. Esforços abnegados para auxiliar e abençoar nossos semelhantes não apenas evidenciarão nosso amor por Jesus, mas nos manterão ligados a Ele em dependência e fé, e em contínuo crescimento na graça e no conhecimento da verdade.

Deus tem espalhado Seus filhos por várias comunidades, para que a luz da verdade possa brilhar em meio à escuridão moral que cobre a Terra. Quanto mais densa a escuridão ao nosso redor, maior a necessidade de nossa luz brilhar por Deus. Podemos ser colocados em circunstâncias difíceis e probantes, mas isso não significa que não estamos na exata posição que a Providência designou. […]

Qualquer um que confie integralmente na divina graça pode fazer de sua vida um constante testemunho da verdade. Ninguém está em situação tal que não possa ser um verdadeiro e fiel cristão. Conquanto grandes os obstáculos, todos os que estão determinados a obedecer a Deus encontrarão um caminho aberto para prosseguir” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, págs. 182 e 183).

Lembrem-se de ler as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden. Quem ler vai entender o motivo de tantas vezes eu fazer tal indicação adicional – clique aqui. 

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 14 – Anunciando a glória da cruz – Ligado na Videira – 23 a 30 de setembro de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 14

(23/09) – Sábado – Introdução.

Dia desses estávamos começando o trimestre. Nesta semana, finalizando. Estamos diante da última Lição sobre a Carta de Paulo aos Gálatas. São os últimos versos do último capítulo – Gálatas 6:11 a 18.

Essa mesma Lição já havia sido estudada em 2011. E agora? Quando será que a estudaremos novamente? Bem, isso não nos é divulgado. A única coisa que sabemos é que o “tema” será continuado. Na semana que vem, continuaremos a estudar sobre a “justificação pela fé” – só que através da Carta de Paulo aos Romanos. E já dei uma olhada antecipada, e sei que será maravilhosa.

Bem, Paulo não era contra a “circuncisão”. Para ele, tanto faz como tanto fez. Porém, ele não admitia que a circuncisão fosse exigida do gentio que se convertesse ao cristianismo. Para o apóstolo, esse ritual fazia parte das “leis cerimoniais” – das leis religiosas – leis que, para facilitar o entendimento dos descendentes de Abraão, ilustravam o significado do que viria acontecer na cruz do Calvário. Leis que instruíam os israelitas, de forma a prepará-los para a vinda do Messias. Leis que aqueciam o coração deles, enchendo-os com a esperança da vinda dAquele que faria toda a obra da salvação.

No entanto, tendo Jesus consumado a nossa redenção, essa lei havia cessado. Suas cláusulas não mais faziam sentido. Não havia, no aspecto religioso, nenhum motivo para a sua continuidade. A salvação não dependia das cerimônias. Nunca dependeu. E, agora, sequer fazia sentido continuar as suas práticas.

Sendo assim, caso um israelita quisesse continuar a cerimônia da circuncisão, que o fizesse por questão de saúde, de higiene – e até por identificação com seu ancestral Abraão – uma identidade nacional. Porém, jamais como uma obra que supostamente lhe daria créditos diante de Deus. Jamais como um meio que o faria adquirir mérito diante de Deus.

Para o apóstolo Paulo, a salvação só acontece porque Deus nos salva – somente porque Jesus Cristo realizou a obra da salvação.

Então, irmãos, é sobre isso que faremos as nossas considerações nesta semana de número quatorze. Nossas últimas considerações sobre Cristo Jesus e a Sua obra na cruz do Calvário, através da Carta de Paulo aos Gálatas.

Ao mesmo tempo, como tenho feito nas últimas duas semanas, insisto em indicar aos irmãos leitores que estudem o livro “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, escrito por Morris Venden – para isso, basta clicar aqui.

(24/09) – Domingo – Da própria mão de Paulo.

Gálatas 6:11 a 18 diz assim:

Vede com que letras grandes vos escrevi de meu próprio punho. Todos os que querem ostentar-se na carne, esses vos constrangem a vos circuncidardes, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Pois nem mesmo aqueles que se deixam circuncidar guardam a lei; antes, querem que vos circuncideis, para se gloriarem na vossa carne. Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo. Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura. E, a todos quantos andarem de conformidade com esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus. Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as marcas de Jesus. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja, irmãos, com o vosso espírito. Amém!

Para hoje, a Lição aborda se de fato foi Paulo quem escreveu de próprio punho a Carta aos Gálatas (ou pelo menos essa última parte) ou se ele ditou para algum auxiliar, o que equivaleria dizer que era ele mesmo quem estava com a caneta e com o papel na mão. Também, a Lição explora o fato de as letras serem grandes, como se isso fosse porque Paulo porventura tivesse problemas ou nas mãos ou nos olhos. Particularmente, não sei se os gálatas conheciam ou não a caligrafia de Paulo, o que me faz dizer que não vejo “autoridade” na escrita, mas no que foi escrito.

Irmãos, Paulo foi inspirado por Deus! Paulo foi usado por Deus para alertar a igreja de Deus! Assim, todo e qualquer recurso ou estilo de escrita deveria e foi usado para chamar a atenção dos irmãos gálatas. Hoje, usaríamos negrito, sublinhado, itálico, cores, fontes, maiúsculas. Sendo para chamar a atenção para algo relacionado com a salvação, que seja usado. Tomara que de alguma forma a atenção das pessoas seja despertada.

Consolidando o que já foi estudado em Gálatas, e pensando no trimestre que vem, quando estudaremos Romanos, sugerimos que os irmãos leiam as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

(25/09) – Segunda – Buscando a glória da carne.

Em Gálatas 1:6 e 7, Paulo havia dito: “Admira-me que estejais passando tão depressa dAquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo”.

Em 4:17, disse o seguinte: “Os que vos obsequiam não o fazem sinceramente, mas querem afastar-vos de mim, para que o vosso zelo seja em favor deles”.

Terminando a Carta (6:12 e 13), bate na mesma tecla: “Todos os que querem ostentar-se na carne, esses vos constrangem a vos circuncidardes, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Pois nem mesmo aqueles que se deixam circuncidar guardam a lei; antes, querem que vos circuncideis, para se gloriarem na vossa carne”.

Jamais podemos nos esquecer que Paulo sabia do que estava falando. Ele estava mexendo num vespeiro – sendo que ele havia sido uma vespa. Paulo estava rebatendo ex-fariseus, ex-membros do judaísmo, pessoas que supostamente haviam se convertido ao cristianismo. Mas ele, Paulo, bem sabia os reais motivos dos fariseus. Ele bem sabia o que se passava na mente dos judaizantes. Havia sido um deles. Havia tirado “dez” na escola deles. Havia sido membro do Sinédrio. Portanto, com muita autoridade, e extrema facilidade, o apóstolo estava afirmando que os descendentes de Abraão queriam “evitar” perseguições – queriam conquistar a simpatia das lideranças judaicas – queriam mostrar que mereciam recompensas.

Caso convencessem os gentios conversos ao cristianismo a primeiro praticarem algo que havia sido exigido dos judeus, poderiam dizer o que muitos de nós falamos: “Eu converti tais e tantas pessoas” – “Eu levei ao batismo” – “Eu trouxe para a igreja” – “Eu fiz que se circuncidassem” – “Eu” – “Eu”. “Vejam como eu sou bom!”

É com essa construção verbal que Paulo prossegue para o ponto alto de sua experiência particular e testemunho pessoal: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Mas isso é assunto para as nossas considerações de amanhã.

Continuamos a indicar aos irmãos a seguinte leitura adicional: “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

(26/09) – Terça – Gloriando-se na cruz.

Irmãos, Paulo subiu, subiu, e subiu. Ele levou os seus leitores ao ponto mais alto do evangelho. Chegou com os seus irmãos na fé ao ponto central do Plano da Redenção. Nada mais ele tinha para falar sobre justificação pela fé. Tudo estava sendo falado – e na seguinte expressão: “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo [ou seja, as obras da carne não me interessam mais – a carne morreu para mim – eu morri para a carne]” (Gálatas 6:14).

Nós precisamos olhar para a cruz do Calvário. Nós precisamos fazer com que os nossos semelhantes olhem para a cruz do Calvário. É nela que compreendemos o quanto custou para Deus a nossa salvação. É nela que vemos que o pecado não é algo banal. É nela que compreendemos o quanto a Lei de Deus é santa, perfeita, imutável.

“A cruz de Cristo deve ser apresentada tão distintamente diante do mundo que qualquer outro poder seja eclipsado, e a humanidade seja atraída a prestar homenagem a Jesus Cristo. O Pai entregou tudo às mãos de Cristo; todo domínio, poder e glória foram outorgados ao Filho de Deus. Quando a vista se dirige ao Calvário, o crente contempla Jesus, o real Sofredor morrendo pelo pecado do homem, a fim de que o homem tivesse outra prova, outra oportunidade de alcançar a vida eterna. Quando Jesus Cristo é exposto claramente diante dos olhos dos pecadores, manifesto em carne e crucificado por eles, o Espírito toma das coisas de Cristo e as mostra ao pecador, e o resultado é a transformação do caráter, tornando-se o pecador uma nova criatura” (Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina, 27/12/2011).

Aceita a indicação de um bom livro? Leia as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

(27/09) – Quarta – Uma nova criatura.

Estamos mortos espiritualmente. Estamos mortos em nossos pecados. Nesse sentido, Deus vem e sopra uma nova vida em nós. Pela obra do Espírito Santo em nós, voltamos a viver. Graças ao que Cristo Jesus fez por nós na cruz do Calvário, somos feito “novas criaturas”.

Antes, como velhas criaturas, velhas obras. Destituídas de qualquer valor para a salvação.

Agora, como novas criaturas, novas obras. Completamente como resultado da salvação operada em nós.

Em 2Coríntios 5:17, Paulo explicou assim: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

“Pela oferta feita em nosso favor, somos postos em terreno vantajoso. O pecador, atraído pelo poder de Cristo para sair da confederação do pecado, aproxima-se da cruz erguida, e diante dela se prostra. Então, surge uma nova criatura em Cristo Jesus. O pecador está limpo e purificado. É-lhe dado um novo coração. A santidade percebe não ter nada mais a exigir. A obra da redenção envolvia consequências das quais difícil é ao homem ter qualquer concepção. Devia ser comunicada ao ser humano que lutava por se moldar à imagem divina, uma dotação dos tesouros celestes, uma excelência de poder, que o colocasse acima dos anjos que nunca haviam caído. A batalha foi ferida, ganha a vitória. O conflito entre o pecado e a justiça exaltou o Senhor do Céu, e estabeleceu diante da família humana salva, diante dos mundos não caídos, de todo o exército dos obreiros do mal, do maior ao menor, a santidade, a misericórdia, a bondade e sabedoria de Deus” (Filhos e Filhas de Deus, pág. 243 – Meditação Matinal de 24/08/1956).

Os irmãos estão notando a minha insistência em indicar a leitura das “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden. Quem ler vai entender a razão para isso – clique aqui. 

(28/09) – Quinta – Considerações finais.

Paulo nos ensinou a distinção entre as leis de Israel. Havia a “lei cerimonial” e a “Lei Moral”, também chamada de a “Lei de Deus” – os “Dez Mandamentos”.

A “cerimonial” era temporária. Válida até a cruz do Calvário. Existia exatamente para isso. Ilustrava o que aconteceria através de Jesus Cristo. E, tendo Ele vindo e consumado a Sua obra em nosso favor, deixou de existir razão para a sua observância.

Não era ela quem nos salvava – apenas nos ensinava sobre a salvação em Cristo Jesus – mas os judaizantes a colocaram num patamar tão alto, mas tão alto, que faziam dela o seu salvador. Não Deus, e nem Abraão, mas os judaizantes a consideravam mais importante do que Aquele para quem ela apontava.

A “Lei de Deus”, diferentemente da “cerimonial”, é eterna. Sempre existiu. Sempre existirá. Observá-la é dever de todos os filhos de Deus. Antes, agora, e no futuro. Porém, esta Lei também não nos salva. Devemos obedecê-la, mas é Cristo Jesus quem nos salva. Mas, embora ela não nos salve, a salvação nos leva a observá-la. Jamais a salvação autoriza ignorar a Lei. Jamais! Somos salvos não para permanecer em desobediência, mas para obedecer.

No entanto, irmãos, a Lição não pode acabar assim, apenas nos ensinando a diferença entre as leis, e se elas devem ser obedecidas antes ou depois da salvação. Nosso estudo deve ser colocado num patamar mais alto!

Irmãos, devemos reconsagrar a nossa vida a Deus. E se há pendências, é bobagem tentar ajeitar a casa antes de Jesus nela entrar. É impossível! O que precisamos fazer é nos entregar a Ele agora, assim como estamos. Não há uma obra nossa a ser feita para melhorar nossa imagem diante dEle. É Ele quem vai restaurar a nossa imagem! É Ele quem vai resolver as nossas questões!

Irmãos, somente ligado na Videira é que um pecador pode dar o fruto da Videira. Vamos sim fazer obras, mas não para a salvação. As obras acontecerão como resultado da salvação. Primeiro, a obra de Cristo em nossa vida – depois, Suas obras em nossa vida para honra e glória de Deus – e como forma de atrair outras pessoas para o nosso Deus, o Deus que salva.

Paulo termina dizendo que se importava não com as marcas de suas próprias obras (o que são elas diante da cruz do Calvário?), mas com a marca que Jesus havia deixado em sua vida.

Tomara, irmãos, que as pessoas vejam em nós a circuncisão do coração. As marcas do Redentor. O sacrifício do Salvador. O sinal da Aliança Eterna. O selo de Deus. O nome do Senhor.

Lembrem-se de ler as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden. Quem ler vai entender o motivo de tantas vezes eu fazer tal indicação adicional – clique aqui. 

(29/09) – Sexta – Conclusão.

“Tire do cristão a cruz, e será como se se apagasse o Sol que ilumina o dia, e se removessem a Lua e as estrelas do firmamento dos Céus à noite. A cruz de Cristo nos leva mais perto de Deus, reconciliando o homem com Ele, e Deus com o homem. O Pai olha à cruz, ao sofrimento que ela deu a Seu Filho a fim de salvar a raça da desenganada miséria e atrair o homem a Si. A cruz tem sido quase perdida de vista, mas sem a cruz não há ligação com o Pai, nem unidade com o Cordeiro em meio do trono do Céu, nem bom acolhimento dos errantes que quiserem voltar ao abandonado caminho da justiça e da verdade, nem esperança para o transgressor no dia do juízo. Sem cruz não há meio algum para vencer o poder de nosso forte inimigo. Toda esperança pende da cruz.

Quando o pecador chega à cruz, e eleva os olhos Àquele que morreu para salvá-lo, pode se regozijar com plena alegria; pois seus pecados estão perdoados. Ajoelhando-se junto à cruz, atingiu o ponto mais elevado a que o homem pode chegar. A luz do conhecimento da glória de Deus se revela na face de Jesus Cristo; e são proferidas as palavras de perdão: ‘Viva, ó culpado pecador, viva. Seu arrependimento foi aceito; pois encontrei um resgate’.

Aprendemos, mediante a cruz, que nosso Pai celeste nos ama com infinito amor, e nos atrai a Si com uma compaixão mais anelante que a de uma mãe por seu filho errante. Admirar-nos-emos de que Paulo exclamasse: ‘Longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo‘? Cabe-nos o privilégio também de nos gloriar na cruz do Calvário, o privilégio de nos entregar inteiramente Àquele que Se deu a Si mesmo por nós. Então, com a luz do amor que brilha de Seu rosto para o nosso, havemos de sair para refleti-lo sobre aqueles que se encontram nas trevas” (Nossa Alta Vocação, pág. 44 – Meditação Matinal de 09/02/1962).

Se possível, leiam as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 13 – O evangelho e a igreja – Ligado na Videira – 16 a 23 de setembro

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 13

(16/09) – Sábado – Introdução.

A linha de pensamento do capítulo 5 continua no capítulo 6 – que é justamente o que vamos considerar nesta nova semana. O apóstolo escreveu a Carta para todas as igrejas da Galácia, porém, bem sabia que nem todos os membros careciam do mesmo tipo de repreensão. Uns haviam fraquejado na fé. Outros, não. Portanto, a Carta tinha repreensão para alguns e orientação para outros.

Assim acontece nos ambientes que frequentamos hoje em dia. Um motorista de ônibus deve ser bondoso e prestativo com todos os passageiros – mas os passageiros não foram pegos no mesmo ponto e nem vão descer nas mesmas paradas. O motorista deve estar preparado para as diferenças, e os passageiros devem ser compreensivos quanto a isso. É impossível uma fórmula única para pessoas e necessidades tão diferentes. Imagine, então, na “igreja”!

Bem, o apóstolo Paulo, que vinha falando da liberdade em Cristo, e de que devemos andar no Espírito, e, consequentemente, manifestar “os frutos” do Espírito [amor + alegria + paz + longanimidade + benignidade + bondade + fidelidade + mansidão + domínio próprio], inicia o capítulo 6 de Gálatas dessa forma:

Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado. Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a Lei de Cristo. Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana. Mas prove cada um o seu labor e, então, terá motivo de gloriar-se unicamente em si e não em outro. Porque cada um levará o seu próprio fardo. Mas aquele que está sendo instruído na Palavra faça participante de todas as coisas boas aquele que o instrui.

Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.

E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé”.

No capítulo 5, versos 14 e 15, Paulo havia registrado uma deixa para o que precisava escrever neste capítulo 6. Disse ele:

Porque toda a Lei se cumpre em um só preceito, a saber: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos”.

Irmãos, o fato de Paulo não haver citado que “primeiro devemos amar a Deus”, não indica que ele e a igreja ignoravam que “primeiro devemos amar a Deus”. Mas, como isso não era a preocupação deles – ou seja, como isso era ponto pacífico entre eles – o que faltava era a união entre os irmãos. Eles não tinham dificuldades em entender que todos devemos amar o Pai. A dificuldade estava em amar os filhos do Pai – ou seja, a dificuldade estava em amar os “irmãos”.

A união, irmãos, é o “amor” – está no “amor”. Não no erro doutrinário. Não em combinar praticar os mesmos erros. Não em cair dos princípios. Mas no “amor”.

Bem, faremos as nossas considerações durante a semana. Pedimos que Deus nos ilumine. Que entre nós aja compreensão a respeito dos reclamos da Palavra de Deus.

Irmãos, já que passamos várias semanas estudando a Carta de Paulo aos Gálatas, tendo assimilado um pouco mais sobre a doutrina da justificação pela fé, e sendo que no próximo trimestre o tema vai continuar através do estudo da Carta de Paulo aos Romanos, sou compelido a sugerir a importantíssima leitura do livro “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé” – um livro pequeno, dinâmico – escrito de forma simples, clara. Tenho certeza que o leitor não terá vontade de parar de ler, e ainda vai se questionar: “Por que eu não li isso antes?!!!”

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(17/09) – Domingo – Restaurando os caídos.

Jamais chame a atenção de alguém de forma cruel. A verdade não nos autoriza a usar a impaciência. A prática de um pecado é um erro – mas também é errado ser implacável para com o errante. Desista da ideia de ser um disciplinador “punitivo”. O exemplo de Jesus Cristo está na disciplina “redentiva”.

O errante deve sim ser levado a entender que o caminho adotado não condiz com a Palavra de Deus, mas a Palavra de Deus também ensina que a nossa atitude ao repreendê-lo se fundamenta só, única e exclusivamente no “amor”.

Disse Jesus: “Se teu irmão pecar [contra ti], vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão” (Mateus 18:15).

Se você teve vontade de ler e comentar o restante do que Jesus falou, lembre-se antes que a ênfase está em “ganhar o irmão”, e não em chamar o pastor, ou a comissão da igreja, ou a Divisão Sul-americana, e nem em desistir do errante. “Não deve haver triunfo na queda de um irmão”.

No capítulo 13 de Mateus, Jesus já havia dito: “O Reino dos Céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio?‘ Ele, porém, lhes respondeu: ‘Um inimigo fez isso‘. Mas os servos lhe perguntaram: ‘Queres que vamos e arranquemos o joio?‘ ‘Não!‘ Replicou ele, ‘para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro’”.

Mesmo diante do prejuízo que os judaizantes estavam dando na igreja, e da vida torta que alguns gálatas manifestavam, disse Paulo: “Se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura”.

Consolidando o que já foi estudado em Gálatas, e pensando no trimestre que vem, quando estudaremos Romanos, sugerimos que os irmãos leiam as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

(18/09) – Segunda – Cuidado com a tentação!

Paulo não identifica especificamente nenhum pecado. Ele não nos relata um determinado pecado que porventura algum gálata estivesse praticando. Sendo assim, devemos colocar a questão de forma geral.

Disse ele: “Guarda-te para que não sejas também tentado” – “Cuidado!” – “Não vá despreparado para conversar com alguém que está praticando uma obra do inimigo!” – “Cuidado com o inimigo!

Irmãos, o inimigo é como um leão em busca de alguém para devorar. Hoje, atualmente, o erro é tão disseminado – descaradamente tão propagado – que até “parece” que não mais é erro. As pessoas estão sendo preparadas para o último dos enganos. Então, quando o cristão é chamado a levar as cargas uns dos outros, pode ser – veja bem: pode ser – que acabe se confundindo e, além de abençoar o errante, acaba abençoando o erro. Por tanto contemplar o mundanismo, pode ser que acabe adotando o mundanismo.

Paulo deixou claro: “Cuidado!” – “Muito cuidado!” – “Aquele que está em pé, cuide que não caia!”

Por outro lado, há o problema de nos acharmos melhores que o errante. Cuidado! Olha o orgulho querendo dar flores! Cuidado com a presunção!

Também, pode ser que sejamos picados pelo veneno de não perdoar. Cuidado! Esse veneno é amargo! Amargo e fatal!

Irmãos, temos, diante de nós, diversos instrumentos para a batalha – a batalha da nossa “vida” – não somente a batalha da vida temporal, mas a guerra da vida “eterna”. O foco de Paulo para todas as igrejas, tanto daquela época quanto da de hoje, é que nos apeguemos aos instrumentos disponibilizados por Jesus Cristo.

A igreja é formada por pessoas. As pessoas são a igreja. Por sinal, isso me fez lembrar da Lição de Pedro, no trimestre passado. Jesus nos disse: “Apascenta as Minhas ovelhas” – “Cuida delas” – “Deixe-as bem alimentadinhas”. Assim, é útil considerar que, dentre os instrumentos que Jesus nos concedeu, o “servir” tem um papel preponderante. Cuidado ao servir! Mas sirva! Ajude!

Continuamos a indicar aos irmãos a seguinte leitura adicional: “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

(19/09) – Terça – Levando as cargas uns dos outros.

Pense em “carga” de forma mais ampla. Não somente algum “pecado” – mas, também, dificuldades financeiras, desemprego, limitações físicas, doenças, problemas emocionais, relacionamentos quebrados, a incompreensão familiar em função da conversão, etc., etc., etc.

Nós estamos do lado de fora do Jardim do Éden. Aqui, a vida é marcada por espinhos e cardos, suores, muito trabalho, e dores de partos. Quantos partos! Para alguns, um parto a cada instante!

Irmãos, suavizemos o caminho um do outro. Palavras de ânimo devem ser proferidas mais e mais vezes. Palavras que encorajem. Palavras positivas.

Fará isso que os problemas desapareçam? Provavelmente não. Mas passaremos por eles sabendo que somos amados, sabendo que uma mão ajudadora sempre está estendida para nós.

Se o peso de um irmão for motivado por um “erro”, veja o que o Espírito de Profecia nos diz:

“Quando um irmão erra, você sente que poderia dar sua vida para salvá-lo? Se esse é o seu sentimento, então você pode aproximar-se dele e tocar-lhe o coração; você é exatamente a pessoa indicada para visitá-lo” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, pág. 166).

“Que admirável reverência pela vida humana Jesus exprimiu na missão de Sua vida! Não esteve entre o povo como um rei, exigindo atenção, reverência, serviço, mas como alguém que desejava servir, erguer a humanidade. Disse que não viera para ser servido mas para servir. … Onde quer que Cristo visse um ser humano, via alguém necessitado de simpatia” (Nossa Alta Vocação, pág. 174 – Meditação Matinal de 19/06/1962).

Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo vos amou e Se entregou a Si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Efésios 5:1 e 2).

Aceita a indicação de um bom livro? Leia as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

(20/09) – Quarta – A Lei de Cristo.

Paulo bem sabia a origem dos judaizantes que estavam tirando a paz dos gentios recém conversos ao cristianismo. Sabia, por sinal, que muitos deles vinham da seita dos fariseus – a mais terrível de todas. A que mais atazanou Jesus durante o Seu ministério terrestre! O próprio Paulo havia sido um fariseu – e, por isso, tinha facilidade para revelar o âmago do farisaísmo.

O fariseu, na obsessão de mostrar que praticava as exigências da Lei, não conseguia enxergar o espírito da Lei. Não via o amor na Lei. Para ele, a Lei de Deus era mais importante que o Deus da Lei.

Assim, Paulo destaca, para os gálatas, que “servir em amor” é o centro da Lei de Cristo. O ponto central da Palavra de Deus é a obediência em amor – e a maneira correta de demonstrar que amamos a Deus é amando o próximo.

Paulo foi bastante inteligente ao entrelaçar certas palavras em Gálatas 6. Se somos “espirituais”, se “andamos no Espírito”, devemos tratar bem as pessoas – devemos servir as pessoas – devemos “fazer o bem para as pessoas” – devemos “não nos cansar de fazer o bem”.

Em Mateus 25, Jesus garantiu que, no final das contas, Ele não vai dizer “vinde benditos de Meu Pai” para os que “sabem” do evangelho – mas para os pegam o Evangelho e o repartem com os necessitados. O “possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” será dito para os que “servem”. Essa é a Lei de Cristo!

Os irmãos estão notando a minha insistência em indicar a leitura das “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden. Quem ler vai entender a razão para isso – clique aqui. 

(21/09) – Quinta – Semear e colher.

Gosto muito da história dos três fiéis hebreus na fornalha de Nabucodonosor. Mas gosto também, e muito, da história do fiel João Batista, cuja cabeça foi colocada na bandeja da insensatez de Herodes.

Mas sair vivo ou sair morto não é a questão principal. O principal é semear conforme a vontade de Deus. É semear conforme os princípios da Lei de Deus.

A lei do “semear e colher” não é rigorosa aqui neste mundo de pecado. Deus faz que o sol se levante sobre os maus e sobre os bons. Faz que desça chuva sobre justos e sobre injustos. Bem por isso, não entendemos muito o por que alguns desonestos vivem no bem bom, enquanto que alguns honestos vivem em relativa dificuldade.

No entanto, no que se refere a eternidade, essa lei será completamente justa e rigorosa. E longe de me regozijar no que o plantador de impiedade vai colher no juízo final, importa destacar que aquele que segue o Modelo Divino vai sim receber o fruto de sua boa plantação aqui na Terra. Não que isso seja mérito para a sua salvação – mas na salvação providenciada pelo Senhor, Ele preparou coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e nem subiu ao coração dos que fazem a caminhada cristã confiando em Suas ricas promessas.

Mais uma vez, longe de me regozijar no que o plantador de impiedade vai colher no juízo final, mas todos entenderemos que realmente de Deus não se zomba.

Lembrem-se de ler as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden. Quem ler vai entender o motivo de tantas vezes eu fazer tal indicação adicional – clique aqui. 

(22/09) – Sexta – Conclusão.

“Em virtude das leis de Deus na Natureza, os efeitos seguem as causas com certeza invariável. A colheita testifica da semeadura. Nisto não se admitem simulações. Os homens podem enganar seus semelhantes, e receber louvor e recompensa pelos serviços que não prestaram. Mas quanto à Natureza não poderá haver engano. Contra o lavrador infiel a ceifa profere sentença condenatória. E no mais alto sentido isto é verdade também no mundo espiritual. É na aparência e não na realidade que o mal é bem-sucedido. O menino vadio que foge da escola, o jovem preguiçoso em seus estudos, o balconista ou aprendiz que deixa de servir aos interesses de seu patrão, o homem que em qualquer negócio ou profissão é infiel para com as suas mais altas responsabilidades, pode lisonjear-se de que esteja a adquirir vantagens enquanto o mal estiver oculto. De fato, nada ganha com isto, antes se está defraudando a si próprio. A ceifa da vida é o caráter, e é este que determina o destino tanto para esta como para a vida futura.

A ceifa é uma reprodução das sementes semeadas. Cada semente produz fruto “segundo a sua espécie”. Assim é com os traços de caráter que acariciamos. Egoísmo, amor-próprio, presunção, condescendência própria, reproduzem-se, e o fim é miséria e ruína. ‘O que semeia na carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna’ (Gálatas 6:8). Amor, simpatia, bondade, produzem frutos de bênçãos, colheita esta que é imperecível” (Educação, págs. 108 e 109).

Se possível, leiam as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 12 – Vivendo pelo Espírito – Ligado na Videira – 9 a 16 de setembro

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 12

(09/09) – Sábado – Introdução.

A Lição avança para a conclusão da Carta de Paulo aos Gálatas. Veremos, nesta semana 12, o final de Gálatas 5, restando apenas mais duas semanas para estudar o último capítulo, que será Gálatas 6.

A proposta para esta 12ª semana é considerar as famosas expressões do apóstolo Paulo: “Andai em Espírito” – “O fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” – e – “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”.

Bem, os irmãos sabem que gosto de recorrer ao Jardim do Éden. Lá encontramos o início de tudo. É lá que conhecemos as condições “antes do pecado” e “depois do pecado”. Lá foi instituído o Plano da Redenção.

Irmãos, quando Adão escolheu pecar, ele fez com que o pecado assumisse o controle da natureza humana. Tínhamos, até então, a natureza santa – havíamos sido criados à imagem e semelhança de Deus. Ao ele, Adão, se associar à rebelião de Satanás, passamos a ter a “natureza pecaminosa”. Todos nós, que nascemos do lado de fora do Éden, já nascemos contaminados, já nascemos pecadores. Nascemos destituídos da glória de Deus (Romanos 3:23). A nossa natureza é pecaminosa. Independentemente da prática de “atos pecaminosos”, nós somos pecadores. E não tivesse Deus instituído o Plano da Redenção, já nos teríamos matado. Não tivesse Ele instituído a “inimizade” entre nós e o inimigo, a raça humana não existiria mais.

Então, quando Paulo se irrita com os judaizantes, que insistiam para que os gentios recém conversos praticassem a obra carnal da circuncisão, e o apóstolo vê que isso é motivado pelo desejo de “ajudar” na salvação, ele leva os gálatas a olharem para Cristo – para Cristo somente – porque só Ele foi capaz de apresentar méritos próprios ao Pai – somente Ele possuía a natureza santa e produzia obras santas – somente Ele não desobedeceu a Lei de Deus. E, além disso, somente Jesus Cristo possuía vida em Si mesmo – ou seja, somente Ele podia dar a vida em favor da raça humana. Só aquele que tem é que pode dar. Quem é que vai dar o que não tem?

É ilógico, portanto, imaginar que temos participação em nossa própria salvação! É inconcebível pensar que possuímos alguma coisa para oferecer diante de Deus! No entanto, Paulo não está, sob hipótese alguma, oferecendo a ideia de que, uma vez salvos em Cristo, nada temos a fazer. Jamais Paulo sugere a continuidade da desobediência. Ele não indica que a graça anulou a Lei. Ele não aceita que a fé desencaminha o herdeiro da salvação.

Nossas obras não nos salvam, mas a salvação nos leva para as boas práticas. A antiga vida é deixada para trás, e a nova vida predomina. A “justificação” em Cristo dá início a “santificação” em Cristo. A obra do Espírito Santo “continua” em favor de cada um de nós. Não para. Continua!

“Não nos cabe ser totalmente passivos, achando que não temos nada a fazer para ganhar a imortalidade. Não, não! Deus nos convida a fazer nosso melhor com os poderes que nos concedeu – exercitando cada faculdade e capacidade a fim de não perdermos a vida eterna. Que o homem seja salvo na indolência, na inatividade, é uma impossibilidade absoluta. Há um constante conflito diante dos que ambicionam obter a vida eterna. Fé e obras andam de mãos dadas. Que o homem nada tem a fazer a não ser crer é uma falácia e uma doutrina das mais perigosas. A fé sem as obras é morta. Que alguém seja salvo em seus pecados está fora de harmonia com o Plano da Redenção e da obra de Deus. O pecado deve ser odiado e repudiado. As obras da carne devem ser combatidas. O cristão não pode ser um vadio” (Comentário de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina, pág. 78, de 13/12/2011).

Irmãos, já que passamos várias semanas estudando a Carta de Paulo aos Gálatas, tendo assimilado um pouco mais sobre a doutrina da justificação pela fé, e sendo que no próximo trimestre o tema vai continuar através do estudo da Carta de Paulo aos Romanos, sou compelido a sugerir a importantíssima leitura do livro “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé” – um livro pequeno, dinâmico – escrito de forma simples, clara. Tenho certeza que o leitor não terá vontade de parar de ler, e ainda vai se questionar: “Por que eu não li isso antes?!!!”

95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

(10/09) – Domingo – Andar no Espírito.

“A influência da graça há de abrandar o coração, refinar e purificar os sentimentos, dando uma delicadeza e um senso de correção de origem celeste” (O Maior Discurso de Cristo, pág. 135).

“A fé em Cristo, que salva, não é o que muitos imaginam que ela seja. ‘Crede, crede’, é o seu brado; ‘tão-somente crede em Cristo, e sereis salvos. É tudo que tereis de fazer’. Embora a fé verdadeira confie inteiramente em Cristo para a salvação, ela conduzirá à perfeita conformidade com a Lei de Deus. A fé é manifestada pelas obras. […]

A verdadeira santificação será evidenciada por conscienciosa consideração a todos os mandamentos de Deus, por esmerado desenvolvimento de todos os talentos, por conversação ponderada e revelando em todos os atos a mansidão de Cristo” (Fé e Obras, págs. 52 e 53).

No trimestre que vem, vamos estudar a Carta de Paulo aos Romanos. Veremos, no capítulo 6, que o apóstolo combatia aqueles que caminhavam pelos extremos. Uns tinham a ideia de que deviam fazer alguma coisa para que a salvação ocorresse. Impossível! Outros, que a graça autorizava a deixar de lado a Lei de Deus. Que absurdo!

Irmãos, isso acontecia, e continua acontecendo, porque falhamos em entender a “natureza” e o “completo propósito” do Plano da Redenção. Quando Deus encosta a Sua mão em nós, nós não queremos mais que ela seja afastada. A ela nos agarramos, seguindo o nosso Salvador, desejosos de andar nos caminhos que Ele anda.

Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?” (Romanos 6:1 e 2). “Não useis da liberdade para dar ocasião à carne” (Gálatas 5:13).

“A morte entrou no mundo devido à transgressão. Mas Cristo deu Sua vida para que o homem tivesse outra prova. Não morreu Ele na cruz para abolir a Lei de Deus, mas para garantir ao homem uma segunda prova. Não morreu para tornar o pecado um atributo imortal; morreu para garantir o direito de destruir aquele que tinha o império da morte, isto é, o diabo. Sofreu toda a penalidade de uma Lei quebrada pelo mundo todo. Fê-lo, não para que o homem pudesse continuar na transgressão, mas para que eles pudessem voltar à sua lealdade e guardar os mandamentos de Deus, e a Sua Lei como a menina de seus olhos” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 134).

Estudo adicional: 95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

(11/09) – Segunda – O conflito do cristão.

Uma pessoa não convertida vive para alimentar a sua natureza pecaminosa, a sua natureza carnal. Essa pessoa está livre em seus pecados, e só passará a ter lutas se houver a interferência do Espírito Santo nele. Se Deus o “cutucar”, então essa pessoa passará a ter conflito.

Bem, não recusando a obra espiritual que nele Deus está operando, um conflito é gerado, e o conflito se expande e se aprofunda. Passa a ocorrer uma luta constante. E cabe a ele, pecador convertido, corresponder positivamente a capacitação que Deus lhe concede. Dessa maneira, a natureza espiritual vai sendo alimentada, e vai crescendo, até que, na segunda vinda de Cristo (somente na segunda vinda de Cristo), a velha natureza deixará de existir para todo o sempre. Por fim, o conflito cessará.

“A vida do cristão não é toda suave. Ele tem severos conflitos a enfrentar. Cruéis tentações o assaltam. ‘Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne’. Quanto mais perto chegarmos do final da história da Terra, mais enganosos e ardilosos serão os ataques do inimigo. Seus ataques ficarão cada vez mais ferozes e frequentes” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 1240).

“Alguns sentem a necessidade de expiação e, com o reconhecimento dessa necessidade e o desejo de mudança de coração, começa a luta. Renunciar à própria vontade, e talvez a estimados objetos de afeição ou apreço, requer esforço, no que muitos hesitam, falham e recuam. Todavia, esta batalha tem de ser travada por todo coração que esteja realmente convertido. Temos de guerrear contra as tentações de fora e de dentro. Precisamos alcançar a vitória sobre o eu, crucificar as afeições e os desejos; e então começa a união da alma com Cristo. Assim como o ramo ressequido e notoriamente sem vida é enxertado na árvore viva, podemos tornar-nos ramos vivos da Verdadeira Videira. E os frutos que brotam de Cristo serão produzidos por todos os Seus seguidores. Depois de ser formada essa união, ela só pode ser preservada mediante contínuo, fervente e penoso esforço. Cristo exerce o Seu poder para preservar e guardar esse sagrado vínculo, e o dependente e desajudado pecador precisa fazer a sua parte com incansável energia, ou Satanás o separará de Cristo mediante seu poder cruel e ardiloso.

Todo cristão precisa manter-se em guarda continuamente, vigiando cada avenida da alma por onde Satanás possa encontrar acesso. Ele necessita orar por divino auxílio e ao mesmo tempo resistir resolutamente a toda inclinação para o pecado. Mediante coragem, fé, perseverante esforço, ele pode vencer. Mas lembre-se de que para alcançar a vitória, Cristo precisa habitar nele e ele em Cristo” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, pág. 47).

Leia as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

(12/09) – Terça – As obras da carne.

Da natureza pecaminosa, nada podemos esperar a não ser obras pecaminosas. De uma árvore podre, frutos podres. De uma pessoa egoísta, obras egoístas. Da “carne”, obras da “carne”.

Ora, se nos está prometida a vida eterna, perpetuaremos o pecado? Produziremos frutos de uma vida egoísta para todo o sempre?

Sendo que “o salário do pecado é a morte”, durante a eternidade alimentaremos a árvore que produz frutos podres, dando continuidade ao ciclo de doenças, sofrimento e morte? Cristo já morreu uma vez por todas para “desfazer as obras do diabo” ou terá que morrer mais e mais vezes? (1João 3:8).

Quando Adão viu o fruto da desobediência na mão de Eva, ele poderia ter dito o que Jesus Cristo veio a dizer mais adiante, no Getsêmani: “Senhor, não se faça a Minha vontade, mas a Sua”. “As Minhas obras serão as Suas obras!

Paulo, em Gálatas 5, relaciona algumas obras da carne. São apenas algumas. Em outras passagens bíblicas, muitas outras são apresentadas. Mas a nossa consideração aqui, neste Comentário, é resumir tudo isso da seguinte forma: (1) Tudo o que era produzido por Adão antes da “queda” correspondia a natureza santa e perfeita que possuía. Ele havia sido criado à imagem e semelhança de Deus. Portanto, eram obras aceitas por Deus. Eram obras para a glória de Deus. Em Efésios 2:10, nos é dito que fomos criados para fazer “as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nela”. (2) Porém, a partir da “desobediência”, a natureza de Adão foi corrompida, e suas correspondentes obras nasciam dessa natureza corrompida. Não vinham mais de Deus. Não eram mais para a glória de Deus.

Bem, se a nossa natureza é justamente essa última – a natureza caída – a natureza corrompida, que obras para a salvação poderemos apresentar diante de Deus? Qual obra da carne apresenta mérito humano diante de Deus?

Vale a pena ler as 95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

(13/09) – Quarta – O fruto do Espírito.

O texto bíblico para hoje é a famosa expressão paulina: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5:22 a 24).

Essas obras, sim, o apóstolo aprova. Quando o Espírito Santo controla a vida da pessoa, essas obras se manifestam – as obras de Adão antes da queda. Mas ele não as aprova no sentido de “produzir” méritos para a salvação, mas como resultado da salvação. Porque aquele que necessita da salvação se liga à salvação, as obras correspondentes surgem, aparecem, brotam. É o Espírito quem produz isso na vida do crente. O crente revela a obra do Espírito Santo em sua vida.

Nesse caso, a Lei não condena tais frutos. A Lei não condena essas obras, e nem aquele que as pratica. Essa pessoa, como conclui Paulo, crucificou a carne, abandonou a produção de obras egoístas, deixou de realizar o que é pertinente ao reino de Satanás. A motivação antiga deixa de ser atrativa. Sua preferência é deixar que o Espírito Santo trabalhe em sua vida.

Irmãos, aqui, nesse ponto, cabe uma importante reflexão: O pecador arrependido deve se esforçar para produzir bons frutos ou deve se esforçar para estar ligado em Deus? Nossa luta se caracteriza em produzir bons frutos ou em manter constante relacionamento com Deus? Devemos produzir uma boa saúde física antes de ir até a mesa de bons alimentos ou devemos, primeiro, nos abastecer desses alimentos?

Sugerimos a seguinte leitura adicional: 95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

(14/09) – Quinta – O caminho para a vitória.

Paulo encerra o capítulo 5 de Gálatas citando cinco verbos para a vitória em Cristo: [1] Andar em harmonia com as instruções do Espírito Santo (5:16); [2] Deixar-se ser guiado pelo Espírito de Deus (5:18); [3] Viver a vida indicada pelo Espírito Santo (5:25); [4] Novamente andar no Espírito, mas agora no sentido de sujeitar-se ao Espírito; e [5] Crucificar o desejo de produzir as antigas obras da carne.

Em Romanos 8:14 está escrito: “Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”.

E Comentário Bíblico Adventista explica assim:

“São guiados. Ou, ‘estão sendo guiados’. O tempo presente indica ação contínua. A direção do Espírito não significa um impulso momentâneo, mas uma influência habitual e constante. Os filhos de Deus não são aqueles cujo coração é tocado ocasionalmente pelo Espírito, ou que vez por outra se submetem a Seu poder. Deus reconhece como filhos os que são continuamente guiados pelo Seu Espírito.

O poder orientador e transformador do Espírito é descrito como ‘guiando’, nunca ‘forçando’. Não há coerção no Plano da Salvação. O Espírito só habita naqueles que O aceitam pela fé. E a fé significa submissão voluntária à vontade de Deus e à influência do Espírito Santo” (Volume 6, pág. 622).

“A influência do Espírito Santo é a vida de Cristo no coração. […] Ele atua não só em cada pessoa que recebe a Cristo, mas por meio dela. Os que têm o Espírito habitando em seu interior revelam os frutos do Espírito” (Volume 6, pág. 1240).

Ao mesmo tempo, o título para hoje – “O caminho para a vitória” – nos faz lembrar do verso saído dos próprios lábios de Jesus: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida” – “Eu Sou o Caminho!

Vale a pena ler as 95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

(15/09) – Sexta – Conclusão.

“Os pecados que nos assediam devem ser combatidos e vencidos. Traços objetáveis de caráter, sejam eles herdados ou cultivados, devem ser comparados com a grande norma da justiça, e então vencidos no poder de Cristo. Dia a dia, hora a hora, deve operar-se no interior vigorosa obra de abnegação e santificação; então, as obras darão testemunho de que Jesus habita no coração pela fé” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 449).

“Tudo que macula e mancha a alma precisa ser removido, precisa ser purificado do coração. Temos de saber o que significa ser participante da natureza divina, havendo escapado das corrupções que pela concupiscência há no mundo. Estais dispostos a guerrear contra as concupiscências da carne? Estais prontos a batalhar contra o inimigo de Deus e do homem? Satanás está resolvido a escravizar toda pessoa, se puder fazê-lo; pois realiza um jogo de desespero para conquistar as almas dos homens de Cristo e da vida eterna. Permitireis que ele vos arrebate as graças do Espírito de Deus e implante em vós sua própria natureza corrupta?” (Este Dia Com Deus, pág. 173 – Meditação Matinal de 15/06/1980).

Aceita a indicação de uma boa leitura adicional? “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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