Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 10 – Filhos da Promessa – Ligado na Videira – 2 a 9 de dezembro de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 10

(02/12) – Sábado – Introdução.

No contexto e no desenvolvimento da Carta aos Romanos, Paulo ensina que a salvação do israelita acontece não porque o israelita tenha feito alguma coisa “individual” para merecê-la, e nem pelo fato de ser descendente de Abraão – mas só, única e exclusivamente porque Jesus Cristo, na cruz do Calvário, “pagou” o preço exigido pela Lei de Deus. E mais: que a obra do Salvador é válida para o israelita e para o não israelita. Isso mesmo! Gostassem ou não gostassem, os israelitas estavam sendo “relembrados” que a salvação não era exclusividade deles. Não era somente para eles. “Deus amou o mundo!!!”

Abraão entendia o que Deus havia dito a respeito disso, para ele mesmo, e, consequentemente, para a sua descendência: “Sê tu uma bênção… Em ti serão benditas todas as nações da terra”. Moisés, um dos descendentes, também entendia a respeito da bênção e da responsabilidade: “Vós [povo de Israel] Me sereis reino de sacerdotes”.

Bem, a Lição tem um toquezinho “missionário”, “evangelístico”. Paulo havia falado sobre “justificação” e “santificação”, e agora fala da “função”, do “papel” do verdadeiro filho da promessa. Fala que o filho da promessa é reconhecido não pela nacionalidade, mas pelo cumprimento da responsabilidade que recebeu. Fala do que significa cumprir a vontade de Deus – e também do que significa não cumprir.

Deus nos abençoe. Oremos pelo estudo da semana. Vamos pedir que Ele continue a nos usar nessa doce tarefa de falar de Seu amor a cada pessoa com quem entraremos em contato nesses próximos dias. Em breve o nosso Senhor Jesus voltará. Amém. Amém.

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(03/12) – Domingo – O fardo de Paulo

Paulo estava carregando um peso, e usa o capítulo 9 de Romanos para desabafar e ensinar. Esse peso não foi fabricado por ele mesmo. Os fabricantes eram os israelitas. Estes orgulhavam-se por serem herdeiros da “bênção” que Abraão havia recebido de Deus – e isso era bom e era verdade – mas deixaram de lado a “responsabilidade” que o patriarca havia ganho conjuntamente.

O apóstolo, então, argumenta que “nem todos os de Israel são, de fato, israelitas” – e isso nos faz lembrar do que Jesus havia dito no final do Sermão da Montanha, uns versinhos antes de falar do homem imprudente que construiu sua casa sobre a areia: “Nem todo o que Me diz: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos Céus. Muitos, naquele Dia, hão de dizer-Me: ‘Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em Teu nome, e em Teu nome não expelimos demônios, e em Teu nome não fizemos muitos milagres?’ Então, lhes direi explicitamente: ‘Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim’” (Mateus 7:21 a 23).

Irmãos, a vontade de Deus era que o mundo fosse preparado para a “primeira” e para a “segunda” vinda de Jesus Cristo. Para isso, estabeleceu um povo – os filhos da Promessa – a Promessa da Sua vinda – e esse povo deveria ser mensageiro dessa boa nova – ser evangelista – sacerdote.

Antes da “primeira”, a responsabilidade era dos israelitas. Depois, nossa – a igreja do Senhor.

Bem, lamentavelmente, em vez de “israelizarem” o mundo, foram mundanizados pelo mundo. Em vez de conquistarem o mundo pela influência, foram influenciados pelo mundo. Até que Cristo veio para eles, e eles não O receberam. E, nos dias de Paulo, insistiam que possuíam o privilégio de serem filhos de Abraão, e que isso não podia ser compartilhado com os não israelitas – pelo menos não assim, de mão beijada.

Por outro lado, Paulo não tinha interesse algum em escantear os israelitas. Seu desejo era recuperá-los para o verdadeiro propósito de sua existência. Era chamar a atenção. E em havendo reavivamento, isso seria visto no uso de misericórdia em favor dos gentios.

O interessante, irmãos, é que a Lição não é para os israelitas. É para nós. A história é deles. A Lição é nossa.

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(04/12) – Segunda – Eleitos

Prestemos atenção nestes versos:

A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tito 2:11).

“[Deus] deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Timóteo 2:4).

Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis” (1Timóteo 4:10).

Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pedro 3:9).

E o mais famoso dos versos bíblicos: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

A Lição aborda algo interessante. Considerando versos escritos em outras Cartas, diz que Paulo esclarece aos israelitas, em Romanos 9, que eles foram eleitos não para uma salvação que excluísse o mundo, mas para uma função especial em favor do mundo. Foram eleitos não para serem os únicos a se salvarem, mas para serem mensageiros da salvação de Deus em favor de todo o mundo.

Os israelitas enalteciam a bênção por terem sido eleitos para uma aliança com Deus, mas se afastaram da responsabilidade que isso significava.

“Eleita é toda alma que opera a sua própria salvação com temor e tremor. É eleito aquele que cingir a armadura, e combater o bom combate da fé. É eleito quem vigiar e orar, quem examinar as Escrituras, e fugir da tentação. Eleito é aquele que continuamente tiver fé, e que for obediente a toda a palavra que sai da boca de Deus. As providências tomadas para a redenção, são franqueadas a todos; os resultados da redenção serão desfrutados por aqueles que satisfizeram as condições” (Vidas Quem Falam, pág. 71 – Meditação Matinal de 06/03/1971).

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(05/12) – Terça – Mistérios

Nos versos para domingo, esbarramos num assunto que merecia uma Lição inteira: “Esaú nasceu para servir Jacó?” “Deus amou Jacó e aborreceu Esaú?”

Para hoje, também seria necessária outra Lição: “Deus endureceu o coração de faraó?”

“Esaú e Jacó tinham sido instruídos de modo semelhante no conhecimento de Deus, e ambos estavam em liberdade para andar em Seus mandamentos e receber Seu favor; porém, não preferiram ambos fazer isto. Os dois irmãos tinham andado em caminhos diferentes, e suas veredas continuariam a divergir mais e mais uma da outra.

Não houve uma preferência arbitrária da parte de Deus, pela qual ficassem excluídas de Esaú as bênçãos da salvação. Os dons de Sua graça por Cristo são gratuitos a todos. Não há eleição senão a própria, pela qual alguém possa perecer. […]

Esaú havia desprezado as bênçãos do concerto. Dera mais valor aos bens temporais do que aos espirituais, e recebera o que desejava. [Jacó, satisfeito com as bênçãos espirituais da primogenitura, resignou ao irmão mais velho a herança da riqueza de seu pai – a única herança que Esaú buscava ou apreciava]. Foi pela sua própria e deliberada escolha que [Esaú] se separou do povo de Deus” (Vidas Quem Falam, pág. 71 – Meditação Matinal de 06/03/1971).

“É dito que o Senhor endureceu o coração de faraó. As repetidas objeções do rei em ouvir a Palavra do Senhor, suscitaram mensagens mais diretas, mais urgentes e enérgicas. A cada rejeição da luz, o Senhor manifestava uma exposição mais assinalada de Seu poder; mas a obstinação do rei aumentava a cada nova evidência do poder e majestade do Deus do Céu, até que a última seta de misericórdia foi despejada da divina aljava. Então, o homem estava totalmente endurecido por sua própria resistência persistente. Faraó semeou obstinação e colheu o resultado em seu caráter. O Senhor nada mais podia fazer para convencê-lo, pois estava bloqueado na obstinação e preconceito, onde o Espírito Santo não podia achar acesso ao seu coração. Faraó foi entregue a sua própria incredulidade e dureza de coração. Infidelidade produziu infidelidade. Quando faraó endureceu o coração, na primeira demonstração do poder de Deus, tornou-se mais capaz de uma segunda rejeição do poder divino. Orgulho e teimosia o mantiveram em escravidão, e impediram de reconhecer as advertências de Deus. Era contrário à natureza de faraó mudar após ter dado, alguma vez, expressão a seu propósito de não crer” (Review and Herald, 17 de fevereiro de 1891).

“Na Bíblia, às vezes, Deus é representado por fazer o que não impede” – “Muitas vezes, a Bíblia representa aquilo que Deus permite como se fosse algo feito diretamente por Ele” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, págs. 646 e 648).

Bem, devemos falar sem receio algum: Esaú e faraó poderiam ser também “filhos da Promessa”. Não foram porque escolheram não ser.

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(06/12) – Quarta – Amni: “Meu povo”

Vale a pena a leitura de Oseias 1 e 2. Texto fantástico! Uma profecia. Por sinal, Paulo faz uso dela em Romanos 9. Para ele, em seu tempo estava ocorrendo o cumprimento daquilo que Deus havia revelado ao profeta do Velho Testamento. A esposa de Oseias iria tomar os caminhos errados da vida, mas Oseias deveria buscá-la, e renovar-lhe os compromissos conjugais. Da mesma forma, Deus assim faria com Sua amada igreja, o Seu povo, os filhos da Promessa. E era justamente essa a aplicação que Paulo estava fazendo.

Também há muitos anos, o profeta Elias achava que era o único fiel em todo o Israel. Deus corrigiu esse pensamento. Revelou-lhe que havia sete mil pessoas que não tinham dobrado seus joelhos para os falsos ídolos.

Paulo explica aos israelitas que Deus tinha um “remanescente”. Havia um grupo que tomava a bênção e a responsabilidade dada a Abraão – sem necessariamente ser do sangue de Abraão – e estes eram os cristãos, formados de pessoas de todas as nações.

O apóstolo, então, conclui com outro texto do Velho Testamento:

Relativamente a Israel, dele clama Isaías: ‘Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo’. Porque o Senhor cumprirá a Sua Palavra sobre a terra, cabalmente e em breve; como Isaías já disse: ‘Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado descendência, ter-nos-íamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra’” (Romanos 9:27 a 29).

“A não ser por esse remanescente, a rejeição de Israel seria tão completa como a de Sodoma e Gomorra. Apesar da infidelidade e da apostasia dominante, essa linhagem ininterrupta de testemunhas se manteve fiel a Deus e às condições de Suas promessas a Abraão” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 650).

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(07/12) – Quinta – Tropeço

Finalizando Romanos 9, Paulo diz que Israel tropeçou numa “Pedra” – que, conforme Pedro veio a dizer, para o crente é uma pedra angular, a pedra que sustenta a construção, mas, para o descrente, uma pedra rejeitada, uma pedra de tropeço.

Isso é interessante. Trata-se da mesma Pedra! E mais do que explicação a respeito, esse tema tem aplicação para os nossos dias.

Em João 5:39 e 40, Jesus havia dito aos israelitas: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim. Contudo, não quereis vir a Mim para terdes vida” – ou seja: os israelitas consideravam mais a Bíblia do que a Jesus – mais aos rituais e sacrifícios do que a Jesus. Queriam uma vida eterna com Deus, mas sem a Dádiva de Deus. Por isso, vindo o Messias como uma proposta diferente daquela que eles almejavam, O consideraram uma pedra de tropeço. Tropeçaram em Jesus.

Em 1Coríntios 1:23, Paulo diz que, para os israelitas de seu tempo, era um escândalo um Salvador crucificado. “Onde já se viu Jesus ser o nosso Messias!!!

Bem, sem Jesus, o israelita é como aquele homem que construiu sobre a areia. Veio o vento. Veio a chuva. E a casa caiu.

Irmãos, nosso Senhor Jesus Cristo está prestes a voltar. Glórias e améns por isso! Tem sido uma bênção em nossa vida essa antiga promessa. Desde agora já nos deliciamos diante das cenas vindouras. Já desfrutamos da herança incorruptível! Porém, irmãos, algumas pessoas ainda nada sabem a respeito disso que sabemos. E Deus deseja alcançá-las. Seu braço de misericórdia está estendido em favor de cada uma delas. São nossos irmãos.

Vendo a história dos descendentes de Abraão, constatamos que eles valorizaram apenas a bênção, mas não a responsabilidade de compartilhar a bênção. Faremos o mesmo? Vamos repetir o erro deles?

Não, irmãos! Nós somos a geração que vai levar o evangelho a todo o mundo. Estamos levando! Nós somos os filhos da Promessa.

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(08/12) – Sexta – Conclusão.

“Foi com o propósito de transmitir os melhores dons do Céu a todos os povos da Terra, que Deus chamou Abraão do meio de sua parentela idólatra, e mandou-o habitar na terra de Canaã. […] Foi uma alta honra aquela para a qual Abraão fora chamado – a de ser o pai do povo que por séculos devia ser o guardião e preservador da verdade de Deus para o mundo, povo esse por cujo intermédio todas as nações da Terra deveriam ser abençoadas no advento do prometido Messias. […]

Os filhos de Israel deviam ocupar todo o território que Deus lhes indicara. Aquelas nações que haviam rejeitado a adoração e serviço ao verdadeiro Deus, deviam ser despojadas. Mas era propósito de Deus que pela revelação de Seu caráter através de Israel, fossem os homens atraídos para Si. O convite do evangelho devia ser dado a todo o mundo. Mediante o ensino do sistema de sacrifícios, Cristo devia ser erguido perante as nações, e todos que olhassem para Ele viveriam. Todo aquele que, como Raabe, a cananita, e Rute, a moabita, tornassem da idolatria para o culto ao verdadeiro Deus, deviam unir-se ao Seu povo escolhido. À medida em que o número dos israelitas crescesse, deviam eles ampliar suas fronteiras, até que o seu reino envolvesse o mundo.

Mas o antigo Israel não cumpriu o propósito de Deus” (Profetas e Reis, sumário: A vinha do Senhor).

Vale a pena ler as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 9 – Nenhuma condenação – Ligado na Videira –25 de novembro a 2 de dezembro de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 9

(25/11) – Sábado – Introdução.

Até o capítulo 5 de Romanos, estudamos sobre a verdadeira situação da natureza humana (sem Cristo) e sobre a justificação pela fé. Na sequência, desde o capítulo 6, o estudo tem sido sobre a santificação pela fé.

Precisamos assimilar e ter em nossa conversação que Jesus Cristo não apenas nos salvou. Na cruz, não podemos ver apenas a nossa salvação. Nosso Salvador fez mais do que isso. Foi além. Faz parte do Plano da Redenção a nossa “restauração” – a mudança de rota – uma nova vida – a santificação.

Paulo combate a ideia de que a obediência nos salva, mas, com isso, não está ensinando que não devemos obedecer. Não é a realização de obras que nos salva, mas não somos salvos para não praticar nada. Não é verdadeiro cristão aquele que é indolente, preguiçoso, desobediente. A salvação não nos coloca em posição de ignorar a Lei de Deus, que é clara em dizer que devemos amar e respeitar a Deus e ao próximo.

Interessante, também, o fato de Paulo afirmar categoricamente que somos mesmo pecadores. Insiste ele que a Lei nos ajuda a concluir assim, e que, portanto, toda e qualquer obra que viermos a fazer vai estar contaminada já em sua origem – o que, por isso, indica que ela (a obra) não satisfaz os requisitos da salvação.

Bem, nesta nova semana, o capítulo 8 servirá para ampliar o nosso aprendizado sobre isso. O importante, porém, é iniciar o estudo sabendo que não estamos desamparados. Somos pecadores. Nossa natureza em nada satisfaz os requisitos da Lei de Deus. Mas temos um Salvador. Irmãos, nós temos um Salvador!

Deus nos abençoe. Oremos uns pelos outros. Vamos abrir a Bíblia. Abramos também o nosso coração para a influência santificadora de nosso Deus.

Perfeitos como Ele” – leia sobre isso na Meditação Matinal de 05/11/1980 – clique aqui. 

(26/11) – Domingo – Em Jesus Cristo

Paulo termina Romanos 7 com esta certeza: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” – ou seja, o apóstolo confessa que a Lei tem sim a sua função, que é desnudar a verdadeira condição da natureza humana (sendo que isso o desperta para uma situação desesperadora) – mas – ao mesmo tempo, reconhece e agradece a Deus pelo fato de, em Jesus Cristo, não ter ficado sem amparo. Revela saber que Jesus resolveu o seu problema. E confia nisso.

Irmãos, o “batismo” – (a ilustração que Paulo vinha usando anteriormente) – é muito mais do que imaginamos! Mas muito mais mesmo! Nessa cerimônia, revelamos publicamente que nos entregamos ao Salvador de nossa vida e que O aceitamos como nosso Senhor. Fica para trás o desventurado homem, e surge o homem da novidade de vida. Morre aquele que era dominado pelo pecado, e nasce o que está disposto a manifestar os frutos que são esperados daqueles que têm a presença do Espírito Santo em seu coração.

E é justamente por entender a sua nova condição que Paulo inicia Romanos 8 com a seguinte  afirmação: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”.

Vocês lembram da boa notícia do evangelho? Jesus a revelou a Nicodemos: “Fui enviado por Deus não para condenar o pecador, mas o pecado! O pecado Eu vim destruir, mas o pecador Eu vim salvar!” (João 3:17).

Bem, se está sendo dito que não há “condenação” para os que estão em comunhão com Jesus, então, é sinal que estes estão a salvo, estão em “liberdade”. Estando e continuando a estar em Jesus Cristo, o cristão se encontra e permanece “livre”. O pecado não mais o domina. Cristo é quem o dirige. Tal qual Paulo, o cristão em liberdade pode afirmar: “Vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim [para praticar as boas obras que Deus de antemão me preparou]”.

Depois de dizer “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”, Paulo conclui a ideia com essas palavras: “A lei do Espírito [que dá] vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Romanos 8:1 e 2).

“A luta pela espiritualidade” – leia sobre isso em Nos Lugares Celestiais, pág. 160 – Meditação Matinal de 02/06/1968 – clique aqui. 

(27/11) – Segunda – O que a Lei não pode fazer

A Carta aos Gálatas e a Carta aos Romanos nos mostram que Paulo buscava corrigir o engano do judaísmo quanto a justificação do pecador. Inventaram e acreditavam que havia mérito para aquele que obedecesse a lei cerimonial e/ou a Lei de Deus.

Nesse sentido, o apóstolo, que já vinha ensinando que só encontramos justificação em Jesus Cristo, retoma e reforça a seguinte linha de raciocínio: “O que fora impossível à Lei – [perdoar, restaurar, capacitar] – isso fez Deus enviando o Seu próprio Filho – e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado” (Romanos 8:3).

Irmãos, nosso Senhor Jesus Cristo viveu entre nós – e viveu de forma “impecável”. Sua humanidade era completamente obediente aos reclamos da Lei de Deus. A obra que a humanidade devia fazer, Ele fez. O que deveríamos obedecer, Ele obedeceu. Então, com a Sua vida impecável, Ele condenou o pecado. A Sua morte revelou ao mundo e ao Universo a absoluta malignidade do pecado. E isso significa que, por ter sido vitorioso, quebrou o poder do pecado sobre nós. O pecado não mais tem o domínio sobre a raça caída. Não a Lei, mas Ele – Ele destruiu o poder do inimigo sobre a humanidade. Está em Cristo todo poder e autoridade sobre o pecado.

A Lei revela que somos desventurados – só isso – mas Cristo é quem nos reconcilia com o Pai, e é quem nos capacita a viver em conformidade com a vontade de Deus.

Precisamos, irmãos, entender e saber explicar isso: o que a Lei pode e o que a Lei não pode fazer!

Aceita a sugestão de uma leitura adicional? Indicamos o que está escrito em Refletindo a Cristo, pág. 39 – Meditação Matinal de 02/02/1986 – clique aqui. 

(28/11) – Terça – A carne ou o Espírito

Para o apóstolo Paulo, era insustentável a ideia prevalecente de que o pecador poderia alcançar merecimentos diante de Deus. Se o judeu alegava reverência à Lei, dizia o apóstolo que essa mesma Lei demonstrava que a natureza humana era corrupta ao extremo. E sendo a Lei santa, sabia ela do que nos estava acusando. Ao expor nossa condição, a Lei estava sendo correta conosco.

Porém, não é plano de Deus que fiquemos apenas diante da Lei. Há uma cruz para onde devemos olhar. E é nessa cruz que há Alguém que nos coloca em posição vantajosa novamente. Por isso, há uma diferença enorme entre o ser humano que anda “com” Cristo e o que anda “sem” Cristo.

Em Romano 8, Paulo contrasta e denomina estes dois grupos assim: os que andam segundo o Espírito e os que andam segundo a carne. Seria o mesmo que dizer: os pecadores que não mais são governados pelo pecado e os que preferem continuar seguindo as suas paixões pecaminosas.

Está escrito:

Os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito” (verso 5).

O pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz” (verso 6).

O pendor da carne é inimizade contra a Deus” (verso 7).

Os que estão na carne não podem agradar a Deus” (verso 8)

Se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte” (verso 13).

“Pela cruz o pecador foi atraído para fora da fortaleza do pecado, da confederação do mal, e a cada nova aproximação da cruz seu coração se abranda e em penitência ele brada: ‘Foram meus pecados que crucificaram o Filho de Deus’. Junto da cruz abandona ele seus pecados, e pela graça de Cristo transforma-se o seu caráter. O Redentor ergue do pó o transgressor e coloca-o sob a guia do Espírito Santo. Ao contemplar o Redentor, encontra o pecador esperança, certeza e alegria. A fé apega-se amorosamente a Cristo. A fé opera pelo amor e purifica a alma” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 349).

(29/11) – Quarta – Cristo em você

Nos versos anteriores, Paulo mostrou o contraste pelo lado da carne. Nos versos para hoje, o contraste continua, mas pelo lado do Espírito:

Vós, porém, não estais na carne [não estão com a mente nas obras da carne], mas [nas obras do] Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dEle [não pertence a Ele]. Se, porém, Cristo está em vós [como princípio de vida], o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito [humano tem] vida, por causa da justiça. Se habita em vós o Espírito dAquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do Seu Espírito, que em vós habita [Ele despertará a vontade e dará motivação para a obediência]. Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais [inevitavelmente] para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Romanos 8:9 a 14).

“A direção do Espírito não significa um impulso momentâneo, mas uma influência habitual e constante. Os filhos de Deus não são aqueles cujo coração é tocado ocasionalmente pelo Espírito, ou que vez por outra se submetem a Seu poder. Deus reconhece como filhos os que são continuamente guiados pelo Seu Espírito” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 622).

Sugerimos a seguinte leitura complementar: Para Conhecê-Lo, pág. 57 – Meditação Matinal de 20/02/1965 – clique aqui. 

(30/11) – Quinta – Espírito de adoção

Não vamos estudar o capítulo 8 inteiro. Somente até o verso 17. (Que pena! Os versos 18 a 39 são maravilhosos. Estão entre os mais lindos da Bíblia!).

Concluindo os versos escolhidos pela Lição, lemos:

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: ‘Aba, Pai’. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo” (Romanos 8:15 a 17).

Os judeus se denominavam herdeiros de Abraão. Isso era uma glória! Sabiam que uma “bênção” havia sido dada a todos os descendentes do patriarca. No entanto, se esqueceram que sobre eles repousava também uma “responsabilidade”. Esqueceram que sobre eles recaía a doce tarefa de preparar o mundo para a primeira vinda de Jesus. E Jesus veio. E eles não O receberam.

Agora, no início do cristianismo, criaram a ideia de que os gentios que quisessem ser salvos deveriam, assim como eles, ter a marca da familiaridade com Abraão – a circuncisão. Mas Paulo não deixa isso acontecer. É bastante claro sobre esse ponto. Chama isso de tentativa de justificação através de obras – obras da carne – obras destituídas de qualquer valor para a salvação.

O apóstolo é bastante claro: Somos salvos porque somos filhos de Deus! Somos filhos de Deus graças a obra realizada por nosso Senhor Jesus Cristo! Somos filhos completamente amparados pelo Espírito Santo!

Se somos filhos, logo somos herdeiros!” – leia mais sobre isso na Meditação Matinal de 09/01/1956 – clique aqui. 

(01/12) – Sexta – Conclusão.

“Há os que já experimentaram o amor perdoador de Cristo, e que desejam realmente ser filhos de Deus, contudo reconhecem que seu caráter é imperfeito, sua vida faltosa, e chegam a ponto de duvidar se seu coração foi renovado pelo Espírito Santo. A esses eu desejaria dizer: Não recueis, em desespero. Muitas vezes, teremos de prostrar-nos e chorar aos pés de Jesus, por causa de nossas faltas e erros; mas não nos devemos desanimar. Mesmo quando somos vencidos pelo inimigo, não somos repelidos, nem abandonados ou rejeitados por Deus. Não; Cristo está à destra de Deus, fazendo intercessão por nós. Diz o amado João: ‘Estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo’. E não esqueçais as palavras de Cristo: ‘O mesmo Pai vos ama’. Ele deseja atrair-vos de novo a Si, e ver refletidas em vós Sua pureza e santidade. E se tão-somente vos renderdes a Ele, Aquele que em vós começou a boa obra há de continuá-la até o dia de Jesus Cristo. Orai com mais fervor; crede mais plenamente. À medida que formos desconfiando de nosso próprio poder, confiemos mais no poder de nosso Redentor, e haveremos de louvá-Lo, a Ele que é a saúde da nossa face” (Caminho a Cristo, pág. 64).

Vale a pena ler as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 8 – Quem é o homem de Romanos 7? – Ligado na Videira – 18 a 25 de novembro de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 8

(18/11) – Sábado – Introdução.

Me permitam iniciar com uma ilustração imaginária. Um cenário. Faz de conta que somos alunos do professor e apóstolo Paulo, e que todos estamos dentro de uma sala de aula com ele – e então ele pega um giz e escreve o seguinte esboço no quadro negro:

1) Introdução.

2) Exposição doutrinária.

3) Conclusão.

Então, depois de seus comentários iniciais, no item 2 ele acrescenta:

2.a) A doutrina da justificação pela fé [Romanos 1 a 5].

2.b) A doutrina da santificação pela fé [Romanos 6 a 8].

E, depois de explicar o item 2.a (Justificação pela fé), ele faz a seguinte ponte para o item 2.b (Santificação pela fé):

A obra realizada por Deus na cruz do Calvário não parou na nossa salvação. Há algo além da salvação. Dali saiu poder para a nossa santificação.

Pensa pequeno aquele que considera que as nossas obras salvam, mas também pensa pequeno aquele que acha que não temos obras a realizar depois que somos salvos.

Se morremos e ressuscitamos com Cristo, então morreu o velho homem do pecado, e nasceu o homem da novidade de vida. Vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim!

Bem, irmãos, “o propósito de Deus no Plano da Salvação não é apenas nosso perdão (justificação), mas [também] nossa restauração (santificação). É propósito de Deus povoar a nova Terra com santos transformados. E é a essa experiência e ao processo de transformação que o apóstolo Paulo exorta os crentes a se dedicar de corpo, alma e coração” – “A santificação é um processo contínuo de consagração. É o dia a dia do desenvolvimento harmonioso das faculdades físicas, mentais e espirituais, até que a imagem de Deus, em que foram originalmente criadas, seja restaurada em nós” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 597).

“O Espírito de Deus não cria habilidades novas no homem convertido, mas realiza decidida mudança no emprego dessas habilidades. Quando mente, alma e coração se transformam, não é dada ao homem nova consciência, mas sua vontade é submetida a uma consciência renovada, cujas sensibilidades adormecidas são despertadas pela atuação do Espírito Santo” (Nossa Alta Vocação, pág. 102 – Meditação Matinal de 08/04/1962).

Dentro, então, da “doutrina da santificação”, na semana passada estudamos Romanos 6 – de onde relembramos a seguinte exortação: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça” (versos 12 e 13).

Nesta nova semana, estudaremos Romanos 7 – em que Paulo diz: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (verso 24).

Deus vai nos abençoar. Aprenderemos mais um pouco. Vivamos essa luz a mais!

Vale a pena, e muito, a leitura adicional de “Cedendo ao controle do Espírito”, na Meditação Matinal de 27/05/1962 – clique aqui. 

(19/11) – Domingo – Morto para a Lei

Paulo está escrevendo para pessoas que foram “batizadas”. O batismo significa que o pecador morreu para o pecado e ressuscitou para a novidade de vida em Cristo. O pecado não mais o governa; não mais reina sobre ele. Ele deixou de ser um escravo do pecado e passou a ser um servo da “Justiça”, um filho de Deus.

Bem, sendo que a Lei revela a “transgressão” e acusa o “transgressor”, Paulo está ensinando que a pessoa batizada morreu para a Lei porque “não mais vive” para transgredir, “não mais vive” como transgressor.

Nesse sentido, a Lei pode se esquecer dela. É como se ela não mais existisse para a Lei. Pela obediência em Cristo, ela morreu para a Lei. Pela santificação em Cristo, ela morreu para o pecado.

Os motoristas reclamam muito dos radares. Ora, aqueles que andam nos limites exigidos pela lei de trânsito não temem nenhuma das penalidades indicadas para o transgressor. Não há penalidades para os obedientes! Eles são ignorados pela lei. Seus nomes não são tratados no Detran. Estão mortos para a lei.

Paulo transita com algumas ilustrações. Batismo, relação entre escravos e senhores, e, em Romanos 7, com a lei do casamento. O ensinamento é esse: Conforme a “lei do casamento”, qualquer um dos cônjuges estará cometendo pecado caso se relacione com uma terceira pessoa. Porém, com a morte de um, o outro estará livre para um novo relacionamento. Então, se por um lado a desobediência o tornaria um devedor da lei, pelo outro, em resultado da obediência, a lei o deixa livre, o ignora, não reclama dele. Ele está morto para a lei.

Bem, está sendo ensinado que o convertido é quem está morto para a Lei, e não que a Lei esteja morta para ele. E como a Lei está viva e vigente, e porque ela exige a contínua obediência, em havendo ou voltando a existir desobediência, a Lei se mostrará quão viva está!

Indicamos a seguinte leitura adicional: “Sentindo nossa necessidade espiritual”, na Meditação Matinal de 07/10/1999 – clique aqui. 

(20/11) – Segunda – Pecado e Lei

Paulo passou a usar uma nova ilustração para o que pretendia ensinar. Lidava contra os ventos da poderosa influência do judaísmo sobre o cristianismo.

Há séculos o inimigo havia incutido na mente dos judeus que a “obediência” é quem os salvava. Esse legalismo, no entanto, induzia a pessoa a acreditar que não precisava de um salvador externo. Para estes, o valor estava em sua própria obra. (Com ênfase na lei cerimonial).

Porém, enquanto a igreja cristã se formava, o inimigo inventou uma coisa a mais. Se alguém questionasse o legalismo, havia a alternativa do liberalismo. Havia um extremo. Agora, um segundo extremo. Nesse outro extremo, o inimigo dizia que a graça havia substituído a Lei. Ou seja, a Lei não precisava ser obedecida.

Bem, ao tratar sobre “justificação” e sobre “santificação” – delicadamente Paulo teve que explicar a posição da Lei em tudo isso. Não poderia haver mal-entendido nessas coisas. E é por isso que ilustrou a questão com (supostamente) sua própria experiência:

Que diremos então? A Lei é pecado? De maneira nenhuma! De fato, eu não saberia o que é pecado, a não ser por meio da Lei. Pois, na realidade, eu não saberia o que é cobiça, se a Lei não dissesse: ‘Não cobiçarás’. Mas o pecado, aproveitando a oportunidade dada pelo Mandamento, produziu em mim todo tipo de desejo cobiçoso. Pois, sem a Lei, o pecado está morto. Antes, eu vivia sem a Lei, mas quando o Mandamento veio, o pecado reviveu, e eu morri. Descobri que o próprio Mandamento, destinado a produzir vida, na verdade produziu morte. Pois o pecado, aproveitando a oportunidade dada pelo Mandamento, enganou-me e por meio do Mandamento me matou” (Romanos 7:7 a 11).

[Antes de avançar, note que a ênfase está no “pecado”, e não na Lei. No verso 12, Paulo vai afirmar: “A Lei é santa, e o Mandamento é santo, justo e bom”].

Como a nossa natureza é pecaminosa, e nos iludimos com a ideia de que a “obra” que praticamos é boa, a Lei nos faz reconhecer que na verdade ela (a obra) é má – ou seja, a Lei revela que a maldade está presente nos motivos que nos levaram a realizar a obra; que o pecado está vivo no interior da nossa natureza; e que esse pecado vai nos matar. O pecado não era visto, não era percebido, não era dado como existente. Mas existia. E estava vivo.

Paulo não está dizendo que a Lei é má, e nem que é ela quem produz pecado em nós. O que ele está dizendo é que a Lei nos avisa que o pecado contamina nossas obras, exatamente porque ele está vivíssimo dentro de nós! Então, quando descobriu isso, Paulo se decepcionou consigo mesmo, pois antes de receber tal revelação, fundamentava a sua salvação em sua justiça própria – mas a Lei estava ensinando que não era assim não. Nesse sentido, Paulo diz que achava estar vivo, mas que estava “morto”.

Quem dera, irmãos, déssemos o real valor para a Lei! Quem dera! Quando isso acontece, somos levados a reconhecer nossa condição, e encaminhados para Aquele que nos salva. É verdade que a Lei mostra o pecado – mas também é verdade que ela não para aí – ela também nos encaminha para o Salvador.

Qualquer que tente viver a vida cristã sem Cristo, não é cristão. É legalista, seja conservador ou liberal– leia sobre isso – clique aqui.

(21/11) – Terça – A Lei é santa

Deus é Legislador. Em Seu governo, Ele criou e estabeleceu a Sua Lei.

Ora, sendo que Deus é Santo, a Sua Lei é santa. Sendo que Ele é Justo, a Sua Lei é justa. E sendo Ele bom, a Sua Lei também é boa.

Por conseguinte, ainda bem que, além de Legislador, Deus é também Juiz!

Diferentemente disso, as leis humanas possuem erros na concepção e na execução. E o motivo para isso é claro: os legisladores e os juízes são falhos. A lei trabalhista brasileira era uma, agora é outra. A Constituição Federal também tem sofrido mudanças, além de estar sujeita a interpretação.

Irmãos, a Lei de Deus é imutável, eterna. Basta olhar para o Calvário e ver isso!

Na cruz do Calvário devemos enxergar muito mais do que salvação e santificação da raça humana. A cruz é a expressão máxima de quão santa, justa e boa é a Lei de Deus. A Lei é tão perfeita, mas tão perfeita, que Deus – para nos salvar – não a podia rasurar, diminuir ou acrescentar. A cruz do Calvário “prova” que Deus ama a raça caída e que também ama e respeita a Sua Lei – Sua sagrada Lei.

A Lição de hoje usa e explica Romanos 7 assim:

Não fosse a boa Lei, nós não veríamos o pecado que há em nós. Assim como não é Deus quem produz pecado em nós, a Sua Lei também não produz pecado em nós. Ela produz o que é bom! (É bom saber que temos pecado? Sim!).

Nós experimentamos a bondade da Lei quando somos convencidos de que o pecado habita em nós. Ela até poderá ser ignorada ou anulada pelo homem, mas o pecado permanecerá existindo.

Desse modo, Paulo está dizendo que não é a Lei quem mata, mas o pecado revelado pela Lei é quem vai nos matar.

No entanto, irmãos, a Lição de hoje não pode acabar tendo por último a palavra “morte”. A Lei tem uma outra bondade, e é essa que deve ficar em evidência: A Lei mostra o pecado e nos conduz para o remédio. A Lei se apropria do Evangelho e nos mostra que há salvação. Olha só que maravilhoso: A Lei nos apresenta o Senhor e Salvador Jesus Cristo!

“Por meio do Plano da Salvação, a Lei conserva sua dignidade ao condenar o pecador, e o pecador pode ser salvo através da propiciação de Cristo por nossos pecados: ‘nos qual temos a redenção, pelo Seu sangue, a remissão dos pecados’. A Lei não é mudada em qualquer particular para se adequar ao ser humano em sua condição caída. Ela permanece o que sempre foi: santa, justa e boa” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 1198).

As boas obras, praticadas independentemente de Cristo, são más obras– leia sobre isso – clique aqui.

(22/11) – Quarta – O homem de Romanos 7

A Lição de hoje deve (ou deveria) responder a pergunta feita no título da semana: Quem é o homem de Romanos 7?

Paulo falava no plural em Romanos 7:5 e 6 – “vivíamos”, “nossos”, “estamos”, “estávamos” e “servimos”. De repente, no verso 7, muda para “eu” – e vai nesse singular até o final do capítulo, o verso 25. Com isso, fica a pergunta: Paulo está falando “eu” como se estivesse representando a humanidade ou como sendo somente ele?

Quando eu digo: “Irmãos, Cristo me salvou!” – além de “me” salvou, eu estou dizendo que Ele salvou a humanidade – salvou a todos nós. E Paulo? Será que ele está fazendo o mesmo?

Porém, se ele estiver falando de si mesmo, de qual momento da vida estaria falando? De antes ou depois do encontro com Jesus na estrada para Damasco? Não seria estranho que fosse em relação ao período após a conversão?

Bem, desde o início, o apóstolo está explicando que “nós” temos um problema de “natureza”. Nós somos pecadores. Não há um justo sequer. Não há quem escape dessa sentença. Então, pegando esse gancho, entendo que “o homem de Romanos 7” sou eu – cada um de nós – todos nós – inclusive Paulo – e no mais íntimo do interior do coração possível.

Porque a Lei é santa, ela é o medidor de pecado. E em Cristo Jesus nós passamos a experimentar a Lei em sua verdadeira natureza. Em Cristo, compreendemos o valor “espiritual” da Lei. Sem Cristo, a Lei também pode ser observada (ou aparentemente observada), mas, por intermédio dEle, ela deixa de ser número, parágrafo, letra, e passa a ser considerada a verdadeira vontade de Deus em nossa vida – e o pecado deixa de ser visto apenas como um ato, uma obra, mas um problema de natureza, de interior.

Se não for por Jesus Cristo, a melhor observância do sábado não tem valor algum! O bem não tem valor! Com Jesus Cristo, porém, toda obediência é um prazer! É algo espontâneo! Um princípio de vida!

Irmãos, nós estamos em pleno conflito. O grande conflito tem como palco o nosso coração. A “inimizade” com o pecado, estabelecida por Deus assim que Adão pecou, é atacada a todo momento.

Martinho Lutero compreendeu isso, e disse: “Tenho mais medo de meu coração do que do papa e de todos os seus cardeais”.

Para a Lição de hoje destacamos Romanos 7:19 e 20, onde Paulo disse: “Não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim”.

Conclusão: Não basta Cristo somente na estrada de Damasco. Não basta Cristo somente no tanque batismal. Não é suficiente Cristo apenas na oração de hoje pela manhã.  Carecemos de Cristo a todo momento!

O propósito das boas obras não é salvar-nos, mas glorificar a Deus– leia sobre isso – clique aqui.

(23/11) – Quinta – Salvo da morte

O apóstolo Paulo termina Romanos 7 assim: “[A Lei me revela o] Desventurado homem que sou! [E ela me questiona] Quem me livrará do corpo desta morte? [Ainda bem que ela responde] Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor”.

Nesses versos encontramos “o clímax para o qual aponta o raciocínio de Paulo. Não é suficiente ser convencido da excelência da Lei ou reconhecer a sabedoria e a justiça de suas reivindicações. Não é suficiente consentir que ela é boa ou até mesmo deliciar-se com seus preceitos. Nenhum esforço sério de obediência vale contra a lei do pecado nos membros, até que o pecador em batalha se entregue à fé em Cristo. Então, a entrega a uma Pessoa toma o lugar da obediência legalista a uma Lei. E visto que é uma submissão a uma Pessoa muito amada, ela [a obediência] é percebida como perfeita liberdade” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 613).

“Cristo veio a este mundo e viveu a Lei de Deus, a fim de que o homem pudesse ter perfeito domínio sobre as naturais inclinações que corrompem a alma. Médico da alma e do corpo, Ele dá a vitória sobre as concupiscências em luta no íntimo. Proveu toda facilidade para que o homem possa possuir inteireza de caráter.

Quando uma pessoa se entrega a Cristo, seu espírito é posto sob o domínio da Lei; mas é a Lei real que proclama liberdade a todo cativo. Fazendo-se um com Cristo, o homem é tornado livre. A sujeição à vontade de Cristo significa restauração à perfeita varonilidade.

Obediência a Deus é liberdade do cativeiro do pecado, livramento das paixões e impulsos humanos. O homem pode ser vencedor de si mesmo, vencedor de suas inclinações, vencedor dos principados e potestades, e dos ‘príncipes das trevas deste século’, e das ‘hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais’” (A Ciência do Bom Viver, págs. 130 e 131).

Quando a questão é genuína fé e obras, você não pode ter uma sem a outra– leia sobre isso – clique aqui.

(24/11) – Sexta – Conclusão.

“A educação, a cultura, o exercício da vontade, o esforço humano, todos têm sua devida esfera de ação, mas neste caso são impotentes. Poderão levar a um procedimento exteriormente correto, mas não podem mudar o coração; são incapazes de purificar as fontes da vida. É preciso um poder que opere interiormente, uma nova vida que proceda do alto, antes que os homens possam substituir o pecado pela santidade. Esse poder é Cristo. Sua graça, unicamente, é que pode avivar as amortecidas faculdades da alma, e atraí-la a Deus, à santidade.

Disse o Salvador: ‘Aquele que não nascer de novo’ – não receber um novo coração, novos desejos, propósitos e motivos, que conduzem a uma nova vida – ‘não pode ver o reino de Deus’.

A ideia de que basta desenvolver o bem que por natureza existe no homem, é um erro fatal. ‘O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente’. ‘Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo’. Acerca de Cristo diz a Escritura: ‘Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens’, e ‘nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos’.

Não basta percebermos a benignidade de Deus, vermos a benevolência, a ternura paternal de Seu caráter. Não basta reconhecermos a sabedoria e justiça de Sua Lei, e que ela se baseia sobre o eterno princípio do amor. Paulo, o apóstolo, reconheceu tudo isto quando exclamou: ‘Consinto com a Lei, que é boa’. ‘A Lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom’. Acrescentou, porém, na amargura de sua íntima angústia e desespero: ‘Mas eu sou carnal, vendido sob o pecado’. Ansiava a pureza, a justiça, as quais era impotente para alcançar por si mesmo e exclamou: ‘Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?’ Tal é o brado que tem subido de corações oprimidos, em todas as terras e em todos os tempos. Para todos só existe uma resposta: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’” (Caminho a Cristo, págs. 18 e 19).

A fé cresce em quantidade, não em qualidade. O crescimento está na constância da dependência de Deus– leia sobre isso – clique aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 7 – Vencendo o pecado – Ligado na Videira – 11 a 18 novembro de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 7

(11/11) – Sábado – Introdução.

Vamos dar um pulinho lá no Éden. Há grandes ensinamentos neste jardim. E, para isso, nos reportemos aos dois primeiros capítulos da Bíblia. Eles não foram escritos à toa. Neles encontramos grandes ensinamentos, os quais nos serão úteis para a Lição desta nova semana.

Deus é Santo e Perfeito – e tudo criou para a santidade e perfeição. Adão e Eva, então, foram criados santos e perfeitos, e, pela vontade de Deus, assim deveriam permanecer por todo o sempre. E como dádiva Divina por assim viverem, tinham livre acesso a “árvore da vida”, e comiam de seu fruto, e viviam a “eternidade”. E, assim, através de seus pensamentos, de seus motivos, e de suas obras, refletiam toda a santidade e perfeição recebida.

Esse estado de coisas, no entanto, para tristeza do Universo, foi mudado em função da “desobediência” de Adão e Eva (Gênesis 3). Usaram o livre-arbítrio de modo contrário ao desejo de seu Criador. Pecaram. Deixaram de ser santos e perfeitos. Perderam o acesso a “árvore da vida”.

Mas, desistiu Deus de Seus filhos? Deixou Deus de amar Seus filhos? Não! Deus não nos deixou nas mãos do inimigo. Deus não nos abandonou.

[Gênesis 3 é o capítulo que precisa ser repetido a todo momento, até que seja entendido. Não faz sentido ler os demais capítulos da Bíblia enquanto não houver entendimento sobre o que aconteceu em Gênesis 3].

Irmãos, ainda dentro do Jardim do Éden, Deus foi ao encontro de Adão e Eva, e revelou a eles o glorioso Plano da Redenção – que, já de início, estabelecia “inimizade” entre a raça caída e o líder da rebelião. E essa “inimizade” significa: O Espírito Santo iria agir permanentemente no coração da humanidade, de modo a ser capacitada a não dar o domínio da vontade para Satanás. Haviam sim adquirido a natureza “pecaminosa”, mas não precisariam ficar pecando!

Paulo explicou isso com as seguintes palavras: “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Coríntios 10:13).

Essa “inimizade” é o nosso grande conflito. Não fosse a “graça” de Deus, seríamos “amigos” de Satanás. Não estaríamos em “conflito” com ele.

Porém, como não nos foi tirado o “livre-arbítrio”, se insistirmos em ter “amizade” com o inimigo, isso vai acontecer sim – só que a um custo enorme para nós: calar a voz e a influência do Espírito Santo – e renunciar a obra de Jesus Cristo na cruz do Calvário.

Irmãos, para explicar o significado de justificação “pela fé”, muitas vezes massacramos a palavra “obras”. Mas, para que não haja má intepretação sobre isso, a Lição desta semana se propõe a falar um pouco sobre “obras” – e no sentido correto.

Deus estabeleceu o Plano da Redenção para que a humanidade “retornasse” para o Jardim do Éden, onde a vida é vivida em santidade e perfeição – de pensamentos, de motivos, e de obras.

Enquanto isso, porque já estamos justificados pelo sangue de Jesus, e cremos em todos os benefícios da salvação – em resposta a obra do Espírito Santo – vivemos o que é chamado de “santificação” – vivemos conforme as palavras expressas pelo apóstolo Paulo: “Somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10).

Sugerimos a leitura adicional de “Completa regra de viver”, na Meditação Matinal de 12/05/1962 – clique aqui. 

(12/11) – Domingo – Onde o pecado abundou

Romanos 5 terminou falando que pela desobediência do primeiro Adão, a desobediência entrou no mundo. Porque ele se tornou pecador, toda a raça humana é pecadora. Por sinal, a morte acontece neste mundo justamente porque o pecado “reina”, o pecado “governa”. No entanto, esse mesmo capítulo explica que “onde abundou o pecado, superabundou a graça”. Por mais forte que seja o pecado, a graça é muito maior. O pecado foi criado por alguém que vai ser eliminado. A graça foi manifestada por Alguém que vive para todo o sempre. Muito maior é a graça! Muito maior é a graça que “governa” a nossa vida!

Temos “desculpa”, então, para pecar? Porque Adão desobedeceu, estamos “autorizados” a desobedecer também?

Porque a graça foi manifestada em toda a sua plenitude por ocasião da morte de Jesus Cristo, estamos “livres” para ignorar a Lei de Deus? A Lei de Deus foi anulada na cruz do Calvário? Será que a expressão de Jesus – “Vim cumprir a Lei” – significa “Vim abolir a Lei”?

O título da Lição para a semana é “Vencendo o pecado”. Será que a “graça” nos foi dada para sermos “vencidos” pelo pecado?

Vejam a importância da Lei de Deus e sua intrínseca exigência de obediência: Na pessoa de Jesus, o próprio Deus, em vez de anular a Sua Lei e assim restaurar Adão ao seu estado original, deu a Sua vida na cruz, e, com isso, tanto salvou a raça caída quanto exaltou a importância da sagrada Lei.

Na cruz do Calvário não enxergamos apenas a nossa salvação, mas também a eternidade da Lei – a santidade e perfeição da Lei – a importância que o próprio Deus dá à Sua Lei.

Satanás e seus amigos propagam que a morte de Jesus nos desobriga de olhar para a Lei. Eles dizem que a Lei não existe mais. Lógico! Não havendo Lei, não há pecado. Não havendo pecado, não somos pecadores. Não sendo pecadores, não precisamos de um Salvador.

Irmãos, me apresentem um governo que não tenha lei! Me apresentem um condomínio que não tenha lei! Me apresentem uma escola que não tenha lei! Me apresentem um cruzamento de ruas que não tenha lei!

Não estamos enojados com o que temos visto atualmente? Não vamos chamar o que temos visto de “pecado”? Encontramos satisfação no que estamos presenciando ao nosso redor, e, talvez, em nós mesmos?

Paulo inicia Romanos 6 com uma pergunta e uma resposta: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum!

Sugerimos a leitura de “E Recebereis Poder, pág. 57 – Meditação Matinal de 18/02/1999 – clique aqui. 

(13/11) – Segunda – Quando o pecado reina

Não temos costume de falar sobre “livre-arbítrio”. Provavelmente por falta de habilidade.

É verdade que o livre-arbítrio de Adão era santo e perfeito, enquanto que o nosso está contaminado pelo pecado – mas também é verdade que não fomos deixados como brinquedo nas mãos do inimigo. Em nós permanece a obra do Espírito Santo. Em nós age a graça de Deus.

Então, quem deve “governar” a nossa vida é a nossa própria vontade, e não o pecado. Quem deve escolher permanecer na “inimizade” com o inimigo sou eu mesmo.

A Lição cita do livro “Caminho a Cristo”: “Deveis compreender … [a] força da vontade. Esta é o poder que governa a natureza do homem, o poder da decisão ou de escolha. Tudo depende da reta ação da vontade. O poder da escolha deu-o Deus ao homem; a ele compete exercê-lo” (Pág. 47 – capítulo 5 – “Consagração”).

Mas o Espírito de Profecia tem mais ainda:

“A expulsão do pecado é ato da própria alma. Na verdade, não possuímos capacidade para livrar-nos do poder de Satanás; mas quando desejamos ser libertos do pecado e, em nossa grande necessidade, clamamos por um poder fora de nós e a nós superior, as faculdades da alma são revestidas da divina energia do Espírito Santo, e obedecem aos ditames da vontade no cumprir o querer de Deus” (Maranata, O Senhor Logo Vem!, pág. 89 – Meditação Matinal de 24/03/1977).

“Os interesses mais vitais para vós individualmente, estão em vossa própria guarda. Ninguém os poderá prejudicar sem vosso consentimento. Todo o exército satânico não vos poderá causar dano a menos que venhais a abrir a alma às artes e setas de Satanás. Vossa ruína jamais poderá acontecer enquanto vossa vontade não consentir” (Nossa Alta Vocação, pág. 92 – Meditação Matinal de 29/03/1962).

“A família humana é o objeto do cuidado especial de Deus e dos seres celestiais. O homem não foi deixado para ser um brinquedo das tentações de Satanás. Todo o Céu está ativamente empenhado na obra de transmitir luz aos habitantes do mundo, para que eles não sejam deixados nas trevas da meia-noite, sem orientação espiritual. Um olho que nunca cochila, nem dorme, está guardando o acampamento de Israel” (Minha Consagração Hoje, pág. Pág. 88 – Meditação Matinal de 25/03/1953).

E, do famoso livro “O Grande Conflito”, temos: “Sem o consentimento próprio, ninguém poderá ser vencido por Satanás. O tentador não tem poder para governar a vontade ou forçar a alma a pecar. Pode angustiar, mas não contaminar. Pode causar agonia, mas não a desonra. O fato de Cristo ter vencido deve incutir em Seus seguidores coragem para combater varonilmente na peleja contra o pecado e Satanás” (Página 510 – capítulo 30 – “O pior inimigo do homem, e como vencê-lo”).

(14/11) – Terça – Não debaixo da Lei, mas da graça

Agora nós vamos considerar Romanos 6:14. [Lamentavelmente, um dos versos mais maltratados da Bíblia. Há pessoas que forçam a barra e judiam desse verso. E levam outros pelo mesmo caminho].

Escreveu Paulo: “Não estais debaixo da lei, e sim da graça”.

Irmãos, esse texto faz parte de um contexto. Não é o único verso de Paulo. Não é o resumo da teologia defendida pelo apóstolo. Algumas coisas foram ditas antes, e outras serão ditas depois. Ele está crescendo com os seus leitores. Explicou que nossas obras estão contaminadas pelo pecado, porque a nossa natureza é pecaminosa. Então, porque o judeu achava que praticar as obras da lei salvavam, e porque esse mesmo judeu queria que o gentio pensasse e agisse como ele pensava e agia, Paulo explica: “Como forma de salvação, nós não estamos debaixo da lei – mas – da graça”. Mas isso não significa que a graça matou a Lei. Isso não significa que a Lei deva ser desmerecida.

Irmãos, se para cada verso bíblico fosse necessário repetir que “no princípio criou Deus os céus e a Terra”, e assim sucessiva e cumulativamente, imaginem o tamanho da Bíblia! Então, em vez de repetir o verso, o “conceito” é assimilado e levado em consideração nos escritos seguintes. Se já aprendemos que Deus é Criador no primeiro verso de Gênesis, Ele é Criador o tempo todo, até o final do Apocalipse!

Da mesma forma, se aprendemos que a salvação é pela graça de Deus, não tem porque ficar repetindo isso o tempo todo. O “conceito” é entendido, e aceitamos que nada diferente da “graça” nos salva. Nenhuma “obediência” humana salva! Nem mesmo obediência a santa e perfeita Lei de Deus!

Se Romanos 6:14 é um verso maltratado, Romanos 6:15 é um verso ignorado – e não devia, porque, nele, Paulo pergunta e responde: “E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum!

(15/11) – Quarta – Pecado ou obediência?

Vejamos esta impressionante mensagem (com base nela, faremos nossas considerações): “Desde o princípio, a grande controvérsia fora a respeito da Lei de Deus. Satanás procurara provar que Deus era injusto, que Sua Lei era defeituosa e que o bem do Universo exigia que ela fosse mudada. Atacando a Lei, ele visava subverter a autoridade de seu Autor. No conflito, seria mostrado se os estatutos divinos eram deficientes e passíveis de mudança, ou perfeitos e imutáveis” (Patriarcas e Profetas, pág. 69).

Irmãos, nós precisamos enxergar na cruz do Calvário muito mais do que uma obra para beneficiar a raça humana. Ali também foi feita uma obra em favor do Universo!

Na cruz, Cristo provou que a Lei de Deus é santa e perfeita. Ao entregar a Sua vida, ensinou que ela (a Lei) não podia ser cancelada e nem diminuída. Sua vida confirmou que a Lei devia ser obedecida.

O inimigo, porém, tem induzido a humanidade a defender a sua diabólica ideia de que, na cruz do Calvário, a graça substituiu a necessidade de obedecer a Lei de Deus.

Mas, mesmo que o pecador escolha se iludir com a mentira de Satanás, está vivendo em pecado. Mesmo não olhando para o espelho, seu rosto continua sujo. Mesmo que não abra a correspondência do Detran, tem uma multa, e esta deve ser paga.

Em João 8:34, Jesus disse: “Todo o que comete pecado é escravo do pecado” – o pecado é seu senhor – o pecado o governa – o pecado reina sobre ele. Paulo também fala sobre isso em Romanos 6, mas avança, nos indicando a necessidade de estar em comunhão com Cristo – que vivamos para Deus – que andemos novidade de vida – que revelemos os frutos da santificação.

Em Gálatas 2:19 e 20, o apóstolo Paulo havia dito: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou em quem vive, mas Cristo vive em mim”.

Mas, como Jesus vivia? Ele vivia fazendo o bem. Portanto, nós também, “não nos cansemos de fazer o bem” (Gálatas 6:9).

(16/11) – Quinta – Livres do pecado

Paulo construiu a seguinte ideia com os seus leitores: “Sois servos daquele a quem obedeceis” (Romanos 6:16).

E então prossegue: “Assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação. […] Agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna” (Romanos 6:19 e 22).

Ele é claro. Em nossas palavras, diríamos: Não se consegue liberdade em relação ao pecado jogando a Lei fora, mas só, única e exclusivamente escolhendo servir o Salvador – cuja obra na cruz do Calvário também inclui nos capacitar a fazer tal escolha, e a obedecer.

“Cedendo ao pecado, o homem colocou a vontade sob o domínio de Satanás. Tornou-se um impotente cativo no poder do tentador. Deus mandou Seu Filho ao nosso mundo a fim de derrubar o poder de Satanás, e emancipar a vontade do homem. Enviou-O para proclamar liberdade aos cativos, desfazer a opressão e soltar das prisões os oprimidos. Derramando todo o tesouro do Céu sobre este mundo, dando-nos, em Cristo, o Céu inteiro, Deus comprou a vontade, as afeições, a mente, a alma de todo ser humano. Quando o homem se coloca sob o domínio de Deus, a vontade torna-se firme e forte para fazer o que é direito, o coração é purificado do egoísmo, e cheio de amor cristão. O espírito rende-se à autoridade da lei do amor, e todo pensamento é levado em cativeiro à obediência de Cristo.

Ao ser a vontade posta ao lado do Senhor, o Espírito Santo toma essa vontade e a faz uma com a vontade divina.

O Senhor ama o homem. Deu demonstração desse amor dando Seu Filho unigênito para morrer pelo homem, para que pela Sua graça Ele o pudesse redimir da hostilidade com Deus, levando-o de volta à lealdade com Ele. Se o homem cooperar com Deus, o Senhor lhe trará a vontade à união com Ele próprio, vivificando-a por Seu Espírito. […]

O Espírito de Deus não cria habilidades novas no homem convertido, mas realiza decidida mudança no emprego dessas habilidades. Quando mente, alma e coração se transformam, não é dada ao homem nova consciência, mas sua vontade é submetida a uma consciência renovada, cujas sensibilidades adormecidas são despertadas pela atuação do Espírito Santo. […]

A vontade do homem só está em segurança quando unida à vontade de Deus” (Nossa Alta Vocação, pág. 102 – Meditação Matinal de 08/04/1962).

(17/11) – Sexta – Conclusão.

“A rebelião de Satanás deveria ser uma lição para todo o universo por todos os séculos vindouros, um testemunho perpétuo da natureza e dos terríveis resultados do pecado. A consequência do governo de Satanás – seus efeitos tanto sobre os seres humanos como sobre os anjos – mostraria o resultado da rejeição à autoridade divina. Comprovaria que a existência do governo de Deus e de Sua lei estão relacionadas ao bem-estar de todas as criaturas que Ele fez. Logo, a história dessa terrível experiência de rebelião deveria ser perpétua salvaguarda a todos os santos seres, impedindo-os de serem enganados quanto à natureza da transgressão, livrando-os de cometer pecado e sofrer o seu castigo.

Até o fim da controvérsia no Céu, o grande usurpador continuou a justificar- se. Quando foi anunciado que, assim como todos os que com ele simpatizavam, deveria ser expulso das habitações de bem-aventurança, o chefe rebelde confessou então, ousadamente, seu desdém pela lei do Criador. Reafirmou sua pretensão de que os anjos não necessitam ser dirigidos, mas que deveriam ser deixados a seguir a própria vontade, que sempre os conduziria corretamente. Denunciou os estatutos divinos como restrição à sua liberdade, declarando ser de seu intento conseguir a abolição da lei. Declarou que, livres desta restrição, as hostes do Céu poderiam entrar em condições de existência mais elevada, mais gloriosa.

De modo coordenado, Satanás e sua hoste lançaram a culpa de sua rebelião inteiramente sobre Cristo, declarando que, se eles não tivessem sido acusados, não teriam se rebelado. Assim, obstinados e arrogantes em sua deslealdade, procurando em vão subverter o governo de Deus e, ao mesmo tempo, blasfemando, pretendiam ser vítimas inocentes do poder opressivo, o arquirrebelde e seus seguidores foram, afinal, banidos do Céu.

O mesmo espírito que produziu a rebelião no Céu ainda inspira a rebelião na Terra. Satanás tem continuado, com os seres humanos, o mesmo estratagema que adotou em relação aos anjos. Seu espírito agora reina nos filhos da desobediência. Semelhantes a ele, procuram romper com as restrições da lei de Deus, prometendo liberdade às pessoas por meio da transgressão dos preceitos da mesma. A reprovação do pecado suscita ainda o espírito de ódio e resistência. Quando a consciência é advertida pelas mensagens divinas, Satanás leva os indivíduos a justificar-se e a procurar a simpatia de outros em seu caminho de pecado” (O Grande Conflito, págs. 499 e 500).

Vale a pena ler as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 6 – Adão e Jesus – Ligado na Videira – 4 a 11 de novembro de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 6

(04/11) – Sábado – Introdução.

Nesta nova semana, vamos estudar Romanos 5 – onde Paulo faz uma explicação a mais dentro daquilo que se propôs a nos ensinar: que somos salvos unicamente porque Jesus nos salva. Por sinal, vale à pena abrir a Bíblia e ler este capítulo de uma só vez, com o estojo de lápis de cor ao lado, sublinhando e pintando cada um dos versos que nos chamam a atenção. Ao mesmo tempo, é necessário resgatar o que já foi estudado e permitir que a mente faça a correta ligação dos argumentos usados até o momento.

Bem, para dar início as nossas considerações, vamos dar um pulinho no Éden. Vejamos um pouco das condições de Adão – que Paulo chama de “primeiro” Adão.

Adão era santo e perfeito. A sua natureza era absolutamente santa e perfeita. O caráter de Adão era imaculado. Seus pensamentos, motivos e obras correspondiam exatamente aos desejos de seu Criador.

No entanto, inexplicavelmente, Adão “desobedeceu” ao Mandamento de Deus – “caiu”, “pecou” – e perdeu completamente a sua condição original. Adquiriu uma nova natureza – uma natureza fraca – uma natureza que não o permitiria mais pensar e praticar coisas santas e perfeitas – uma natureza “pecaminosa”.

O judeu, porém, criou a ideia de que podia sim fazer coisas boas, e que essas coisas boas o tornava apto a merecer a salvação – ideia que Paulo combate veementemente.

O apóstolo, tanto em Gálatas quanto em Romanos, então, ensina que é impossível fazer coisas boas, porque coisas boas não podem ser produzidas por uma natureza “pecaminosa”.

Paulo, assim, amplia e aprofunda a questão, afirmando que Alguém com a natureza santa e perfeita teria que assumir a posição de Adão – e que Alguém assumiu – e que este Alguém é Jesus Cristo – sendo que Paulo se refere a Ele como o “o segundo Adão”.

Jesus, portanto, é o único que poderia resolver [e resolveu] o problema do primeiro Adão e de seus descendentes. A nossa salvação está sim na “obra” – não na nossa obra – mas na obra de Jesus.

(05/11) – Domingo – Justificação pela fé

Dentro do Éden, o primeiro Adão recebeu a visita de Jesus Cristo, que lhe explicou que viria na condição de segundo Adão. Foi ali, imediatamente depois de seu pecado, que Adão soube que o seu Criador Se colocava na posição de seu Redentor. Foi ainda dentro do Éden que Adão recebeu a promessa de salvação. E sendo encaminhado para o lado de fora [vestido com uma roupa feita da pele do cordeiro], recebeu de seu Salvador alguns presentes – alguns “dons” – dons que lhe ajudariam não somente a confiar no eficaz sacrifício vindouro, mas a desfrutar [já em seus dias] os benefícios futuros. Isso é o que significa “imputado” como justiça, “creditado” como justiça. Isso é o que significa viver pela fé.

Adão vivia como deve viver uma pessoa salva. A vitória na cruz do Calvário era uma realidade para ele. Vivia como um perdoado.

Bem, o Espírito Santo renovou essa promessa com cada um dos descendentes de Adão – dentre os quais, Abraão – o personagem preferido dos Judeus. Por sinal, este também vivia como alguém justificado. O Cristo futuro era uma realidade para ele. Vivia não na confiança de suas próprias obras, mas na obra dAquele que viria. Vivia como se Cristo já tivesse vindo.

Mas, agora, Paulo tinha que tratar o assunto com os que viviam “depois” da cruz do Calvário – e o faz dizendo que “justificados [perdoados], pois, mediante a fé, [nesse exato momento já] temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias [coisas do mundo atual, tais como] tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5:1 a 5).

Irmãos, Paulo está afirmando que Deus não parou Sua obra na cruz do Calvário. Ele faz com que o fruto do Espírito Santo brote em nossa via: perdão, paz, restabelecimento da relação, alegria, paciência, experiência [no sentido de aprovação/caráter], esperança, amor.

A justificação pela fé não será uma realidade – ela já é uma realidade. Graças a Jesus Cristo.

(06/11) – Segunda – Enquanto ainda pecadores

Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a Seu tempo pelos ímpios [se dissermos que não somos ímpios, excluímo-nos dos benefícios da expiação de Cristo, que foi o que aconteceu com os judeus]. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores [Cristo não morreu para apaziguar o Pai ou para induzi-Lo a nos amar. Foi porque o Pai amou o mundo que deu o Seu Filho para nos salvar]. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo Seu sangue, seremos por Ele salvos da ira [Quando Paulo fala de justificação “pela fé”, fala pelo ponto de vista da humanidade. Aqui ele falou da justificação “pelo Seu sangue”, ou seja, pelo ponto de vista de Deus. Não é a “fé” quem nos salva, mas o “sangue de Jesus”]. Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do Seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida; e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação” (Romanos 5:6 a 11).

Quando duas pessoas são hostis entre si, a hostilidade é mútua. Quando só uma é hostil em relação a outra, a hostilidade é unilateral.

A Bíblia é clara que nós é quem somos hostis em relação a Deus. Há uma hostilidade unilateral de nossa parte. Portanto, Jesus não veio reconciliar Deus com a humanidade, mas a humanidade com Deus. Nós é quem estávamos de relação cortada com Ele. Nós é quem fugimos da presença dEle.

Assim, quando Paulo fala que a “justificação” é mais do que perdão – que ela também é “reconciliação” – ele está ensinando que Cristo não morreu para fazer o Pai voltar a amar a humanidade, mas para reconciliar a humanidade com o amoroso Deus.

Bem, por outro lado, é verdade que alguns preferem continuar hostis, rebeldes, irreconciliáveis. Nesse caso, então, como não querem desfrutar o amor de Deus, terão que experimentar a “ira de Deus” – mas o que é a ira de Deus?

Em Romanos 1:18, Paulo disse: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens”. O que isso significa?

O Comentário Bíblico Adventista se posiciona quanto a isso, e eu sugiro que vocês leiam. Para isso, basta clicar aqui.

(07/11) – Terça – Morte por meio do pecado

Adão e Eva foram criados santos e perfeitos, e herdavam a “vida” de Deus como resultado da obediência perfeita que manifestavam a Ele. Deus lhes franqueava comer do fruto da árvore da vida. Se assim continuassem, seriam eternos obedientes.

Porém, diante da nova e pior condição – a desobediência – adquiriram a natureza pecaminosa, e isso significa a tendência contínua para a prática de coisas pecaminosas e, finalmente, o retorno ao pó – a “morte”.

Mas aqui cabe uma explicação: Adão e Eva deveriam morrer a morte eterna no exato momento em que se desligaram do Doador da Vida. Seria para eles o “juízo final”. Isso não aconteceu, no entanto, porque o Plano da Redenção entrou instantaneamente em vigor – que, em última instância, significa que Jesus Cristo pagaria o débito deles.

Então, irmãos, nada de desânimo porque herdamos do primeiro Adão a natureza pecaminosa. Nosso pensamento deve ser levado para o fato de existir o Plano da Redenção – sendo que a questão da “morte eterna” já foi resolvida na cruz do Calvário.

O que foi obtido por Jesus Cristo é maior do que aquilo que foi perdido por Adão! Por isso é que o Espírito Santo fez Paulo escrever no final deste capítulo: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça”.

(08/11) – Quarta – De Adão a Moisés

Há quem diga que não existia lei antes do Monte Sinai. Dizem que a lei passou a existir somente a partir de Moisés e que ela é exclusivamente para os judeus.

Mas não é esse o entendimento de Paulo, pois disse ele que por “por um só homem entrou o pecado no mundo” – e que – “pelo pecado, a morte”.

Ora, se existia “morte”, e ela é resultado de “pecado”, de transgressão, de desobediência, então havia lei sim – e justamente por isso, desde Adão até o Monte Sinai, todos morreram. Inclusive, Paulo conclui a questão com esses dizeres: “O pecado não é levado em conta quando não há lei” – se não houvesse lei, ninguém seria considerado pecador, ninguém seria levado a morte.

Bem, para uma compreensão mais detalhada sobre essa questão, sugerimos a leitura do que foi escrito pelo famoso professor de teologia Pedro Apolinário, em seu livro “Leia e Compreenda Melhor a Bíblia– clique aqui. 

(09/11) – Quinta – Jesus, o segundo Adão

Irmãos, como resultado da desobediência do primeiro Adão, toda a humanidade foi atingida. Todos os filhos de Adão são pecadores. Queiram ou não, todos herdaram a natureza pecaminosa. Chamamos isso de poder universal.

Mas o mesmo não acontece em relação a salvação providenciada pelo segundo Adão – o nosso Senhor Jesus Cristo. É verdade que a Sua obra é perfeita e completa, e que foi disponibilizada a todos os pecadores – no entanto – nem todos os pecadores serão salvos. A justiça de Cristo é universal em propósito e poder, mas respeita o pecador que não a queira. A provisão foi feita para atender a todos os males da queda, no entanto, não serve para nada se não for aceita pela fé. Não há limite no dom em si, mas há na disposição das pessoas em aceitá-lo ou não.

Irmãos, Deus nos chamou para a honrosa obra de levar a Sua mensagem de amor a todas as pessoas. Façamos isso com alegria. No novo Céu e nova Terra, veremos as pessoas que ajudamos a tomar a decisão em favor de Jesus. Que obra de valor eterno!

(10/11) – Sexta – Conclusão.

“No momento em que a obra das mãos de Deus recusou obedecer às leis do reino de Deus, nesse próprio instante ele se tornou desleal ao governo de Deus e se fez inteiramente indigno de todas as bênçãos com as quais Deus o havia favorecido.

Esta foi a posição da raça humana depois que o homem se divorciou de Deus pela transgressão. Então ele não tinha mais direito a uma inspiração de ar, a um raio da luz do Sol ou a uma partícula de alimento. E a razão de o homem não ter sido destruído era que Deus o amou de tal maneira que deu o Seu Filho amado para que sofresse a penalidade da transgressão dele. Cristo Se prontificou a tornar-Se o penhor e substituto do homem, para que este, por meio de graça sem igual, tivesse … uma segunda oportunidade” (Fé e Obras, pág. 21).

Vale a pena ler as “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden – clique aqui. 

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 5 – A fé de Abraão – Ligado na Videira – 28 de outubro a 4 de novembro de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 5

(28/10) – Sábado Introdução.

Na “Galeria da fé”, está escrito:

Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o Arquiteto e Edificador. Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel Aquele que lhe havia feito a promessa. Por isso, também de um, aliás já amortecido, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar.

Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não Se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade.

Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, a quem se tinha dito: ‘Em Isaque será chamada a tua descendência’; porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou” (Hebreus 11:8 a 19).

Irmãos, os judeus “achavam” que Abraão tinha feito umas coisas, e que isso o tornara merecedor da salvação. Paulo, para corrigir esse “achismo”, pegou o Velho Testamento e provou que não era bem isso que Abraão “pensava” não! Havia uma diferença enorme entre o pensamento dos descendentes de Abraão e o pensamento do próprio Abraão. Enorme!

Bem, é com base nessa diferença que Paulo faz suas considerações. E assim estudaremos mais um pouco sobre “justificação pela fé”.  Veremos a diferença entre “Lei de Deus” e ‘lei cerimonial”. Veremos se a salvação é uma “dádiva” de Deus ou se é uma “dívida” de Deus. (Você tem dúvidas sobre isso?) Veremos também se Abraão confiava em sua obediência ou se nAquele que “prometeu” a Promessa. E será que a “graça” anulou a “Lei”?

Oremos. Vamos pedir a Deus mais comprometimento com a Sua Palavra. Há muitas pessoas desejosas de saber o que teremos oportunidade de aprender nesta nova semana. Deus nos use!

Estamos na semana dos 500 anos da Reforma Protestante. Em consideração, sugerimos a leitura das  “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, escrito por Morris Venden – para isso, basta clicar aqui.

(29/10) – Domingo – A Lei

Paulo tratou sobre “lei” em Gálatas e em Romanos. Como havia um contexto conhecido por ele, e pela igreja, e pelos judaizantes, acabou que não fez explicações sobre os tipos de “leis” – mas nós precisamos fazer – temos que fazer. Não podemos ter dúvidas em relação a isso. Além do mais, temos que saber para poder explicar àqueles que ainda não sabem.

A Lei de Deus é a Lei Moral – também chamada de os Dez Mandamentos. Essa Lei (que começa com maiúscula) é considerada “eterna”, “imutável”. A original, a escrita por Deus e entregue a Moisés, ficou guardada dentro da “arca da aliança”, que ficava dentro do “santíssimo” do Santuário.

Havia, porém, um conjunto de “outras leis”, que regulavam o bom andamento da sociedade judaica – entre as quais, as leis “religiosas”, conhecidas como “lei cerimonial”.

Especificamente sobre a “lei cerimonial”, ela servia de “professor” – ensinava o que Deus faria para salvar a humanidade. Seus rituais “ilustravam” os passos de Jesus em favor de nossa salvação. Sendo assim, essa lei (que começa com minúscula) tinha data de validade.

Ora, se a “lei cerimonial” apontava para Cristo, quando Cristo concluísse Sua obra terrestre, a validade desta lei religiosa terminaria também! Por sinal, na cruz, no exato momento em que Cristo disse “está consumado”, lá no Templo, o cordeiro que seria ofertado fugiu da mão do sacerdote, e o véu entre o “lugar santo” e o “santíssimo” se rasgou. E, assim, a validade da “lei cerimonial” se encerrou. Deixou de haver razão para a sua existência.

Bem, tendo isso em mente, a Lição de hoje abre Romanos 4 – e como está sendo falado de “circuncisão” (lei cerimonial), Paulo, usando o Velho Testamento, afirma que Abraão exerceu fé na Promessa do Descendente, e isso lhe foi imputado para justiça – e somente depois – precisamente treze anos depois – ele foi orientado a iniciar o costume da circuncisão.

Abraão sabia que esta obra na carne não era a Aliança – e sim, um “sinal” da Aliança. Hoje, para nós, fica mais fácil ilustrar falando do “batismo”: o batismo não é o nosso Salvador, mas apenas um sinal de relacionamento entre nós e o nosso Salvador. (Muitos serão os salvos sem circuncisão e sem batismo – mas ninguém será salvo sem Cristo).

E Paulo usa mais um exemplo: o adultério de Davi.

Bem, nesse caso, o exemplo é sobre a transgressão de um mandamento da Lei de Deus. E é impossível que Davi tenha sido considerado uma pessoa “perdoada” – portanto, “justificada” – pela própria Lei que ele acabara de desobedecer. A Lei o condenava. A Lei não o salvava. O perdão que recebera, portanto, não vinha da Lei – vinha do próprio Deus.

Adão, Abraão, Davi ou qualquer outra pessoa do Velho Testamento – todos eram justificados somente pela graça, mediante a fé.

“A fé [um dom de Deus; uma dádiva de Deus ao homem] é a condição sob a qual Deus houve por bem prometer perdão aos pecadores; não que exista na fé qualquer virtude pela qual se mereça a salvação, mas porque a fé pode prevalecer-se dos méritos de Cristo, o remédio provido para o pecado” (Fé e Obras, capítulo 14 – “A experiência da justiça pela fé”).

Estamos na semana dos 500 anos da Reforma Protestante. Em consideração, sugerimos a leitura das  “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, escrito por Morris Venden – para isso, basta clicar aqui.

(30/10) – Segunda – Dívida ou graça?

Desde o momento em que Adão pecou, o inimigo passou a colocar a sua mão iníqua em tudo – até mesmo na religião. Caim é o primeiro exemplo disso, conforme o registro bíblico.

Bem, o inimigo foi colocando a unha, depois o dedo, e a mão, até que a “religião judaica” foi capaz de não reconhecer Jesus Cristo como o Descendente prometido a Adão e a Abraão. Mas, viajando um pouco para trás, notamos que os israelitas vinham já de longa data acrescentando “coisas” em sua religião, o que lhes serviu de laço, a ponto de não compreenderem o verdadeiro significado da “lei cerimonial”, e nem da “Lei de Deus”, e muito menos do ministério de Jesus entre nós. As “coisas” assumiram a posição que pertence unicamente ao Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Por incrível que pareça, acreditavam que Deus oferecia salvação sim, mas que o pecador deveria fazer uma parte – sendo que, por essa parte, Deus ficava em “dívida” para com o homem. Em outras palavras, o homem fazia por merecer “créditos”.

Irmãos, o Espírito de Profecia é claro: “A graça de Cristo é gratuita para justificar o pecador, sem qualquer mérito ou exigência de sua parte. Justificação é o perdão total do pecado. No momento em que o pecador aceita a Cristo pela fé [que também é uma dádiva de Deus], ele é perdoado. A justiça de Cristo lhe é imputada, e ele não mais deve duvidar da graça perdoadora de Deus.

Nada há na fé que a torne nossa salvadora. A fé não pode remover nossa culpa. Cristo é o poder de Deus para salvar a todo aquele que crê. A justificação se dá através dos méritos de Jesus Cristo. Ele pagou o preço da redenção do pecador” (Refletindo a Cristo, pág. 70 – Meditação Matinal de 05/03/1986).

Particularmente, gosto muito de dizer que graças a Deus a minha salvação não é pelas minhas obras. Ainda bem!

Estamos na semana dos 500 anos da Reforma Protestante. Em consideração, sugerimos a leitura das  “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, escrito por Morris Venden – para isso, basta clicar aqui.

(31/10) – Terça – A promessa

Assim que a humanidade caiu, Deus Se posicionou como Salvador – e o fez indo ao encontro de Adão e Eva – momento em que “prometeu” salvá-los, bem como aos descendentes que deles nasceriam. Um deles foi Abraão – personagem preferido dos judeus – e que serviu de base para as considerações de Paulo a respeito da “salvação”.

Já na história de Caim, vemos que a vontade humana de fazer pelo menos alguma coisa em relação a salvação é latente. Pulsa no coração egoísta do pecador fazer por merecer qualquer “presente”. Damos aguardando receber – ou – se recebemos, queremos retribuir.

Irmãos, o entendimento manifestado pelos judaizantes era resultado de sucessivos erros colocados nos escritos auxiliares, bem como no modo de interpretar o Velho Testamento – mas o Velho Testamento, em si, estava costurado pelo fio de ouro da promessa dada a Adão e Eva, de que Deus é quem viria nos salvar.

Nos Evangelhos, Cristo jamais desautorizou o Velho Testamento. Da parte dEle, afirmava: “Está escrito”. Da parte dos homens, inqueria: “O que está escrito?” – “Como lês?” – “Como interpretas?

Bem, Paulo usa algumas palavras para nos ensinar que só podemos nos tornar “justos” diante de Deus justamente porque o próprio Deus é quem fez “algo” por nós. Foi por Sua graça, por Sua misericórdia. Foi porque Ele prometeu.

Da nossa parte, façamos como Abraão fez: confiemos, porque “Fiel é Aquele que prometeu”.

* Hoje é dia de comemoração! 500 anos da Reforma Protestante (31/10/1517).

* Dez dias depois, Martinho Lutero completou 34 anos de idade.

(01/11) – Quarta – Lei e fé

Como “humanidade”, já nascemos condenados. Porque nascemos com a natureza pecaminosa, já nascemos pecadores – vindo ou não a praticar algum “pecado”. Portanto, para haver justiça, tem que haver o derramamento de nosso sangue – não para salvação, mas para condenação. A Lei foi desobedecida, e com justiça ela requer a nossa morte.

Nesse sentido, estamos debaixo da Lei. Ela é um peso sobre nós. Um fardo. A mão da Lei é pesada contra nós. E só de uma maneira podemos nos livrar deste fardo: através da eficaz obra de Jesus Cristo em nosso favor – “E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará”.

Mas aqui cabe uma explicação: (1) Porque somos pecadores, a Lei nos é um peso para a condenação – para a morte – e, nesse sentido, Cristo nos liberta da condenação da Lei; mas, (2) não somos colocados em liberdade para retornar para a desobediência – ou seja, para continuarmos em conflito com a Lei, e, por conseguinte, novamente condenados, novamente tendo que morrer.

Se a “Verdade” nos liberta, por que voltar para a “mentira”? (Por sinal, quem é o pai da mentira?).

Irmãos, como já vimos, e fazemos questão de reforçar mais uma vez, somos salvos do pecado, mas não para continuarmos em pecado. Somos salvos pela graça, mas essa graça custou a vida de nosso Senhor Jesus. Sua vida na cruz do Calvário – portanto – além de nos salvar, é prova incontestável de que a Lei de Deus não pode ser desprezada. Ela é santa. É imutável.

E mais: Somos salvos pela graça de Deus, e Ele nos faz compreender e aceitar a Sua salvação nos concedendo um outro dom: a .

A fé nos permite desfrutar a totalidade da salvação – e quando falamos em “totalidade”, incluímos a obediência aos reclamos de Deus.

A justificação pela fé não age apenas no passado do pecador, mas também na vida presente e futura. Tem a ver com perdão do passado e com santificação presente e futura. Resolve o problema da desobediência e nos coloca no caminho da obediência.

Sendo que Abraão foi chamado de amigo de Deus, e andou em conformidade com o  Amigo – nós, da descendência de Abraão, devemos fazer o mesmo.

Estamos na semana dos 500 anos da Reforma Protestante. Em consideração, sugerimos a leitura das  “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, escrito por Morris Venden – para isso, basta clicar aqui.

(02/11) – Quinta – A Lei e o pecado

“O engano de Satanás é que a morte de Cristo introduziu a graça para tomar o lugar da Lei. A morte de Jesus de maneira alguma modificou, anulou ou diminuiu a Lei dos Dez Mandamentos. Essa preciosa graça oferecida aos homens por meio do sangue do Salvador estabelece a Lei de Deus. Desde a queda do homem, o governo moral de Deus e Sua graça são inseparáveis. Andam de mãos dadas através de todas as dispensações. […]

Jesus, nosso Substituto, consentiu em sofrer pelo homem a penalidade da Lei transgredida. Ele revestiu Sua divindade com a humanidade, tornando-Se assim o Filho do homem, o Salvador e Redentor. O próprio fato da morte do amado Filho de Deus para remir o homem revela a imutabilidade da Lei divina. Quão facilmente, do ponto de vista do transgressor, Deus poderia ter abolido Sua Lei, provendo assim um meio pelo qual o homem pudesse ser salvo e Cristo permanecesse no Céu! A doutrina que ensina a liberdade, pela graça, para transgredir a Lei é uma ilusão fatal. Todo transgressor da Lei de Deus é um pecador, e ninguém pode ser santificado enquanto vive em pecado conhecido.

A condescendência e a angústia do amado Filho de Deus não foram suportadas a fim de adquirir para o homem a liberdade de transgredir a Lei do Pai e sentar-se ainda com Cristo no Seu trono. Isso ocorreu para que por Seus méritos e pela manifestação de arrependimento e fé o pecador mais culpado possa receber perdão e obter força para levar uma vida de obediência. O pecador não é salvo em seus pecados, mas de seus pecados” (Fé e Obras, capítulo 2 – “A norma da verdadeira santificação”).

“Sempre foi, porém, o propósito de Satanás invalidar a Lei de Deus e deturpar o verdadeiro significado do plano da salvação. Consequentemente, ele originou a falsidade de que o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário tinha por finalidade livrar os homens da obrigação de guardar os Mandamentos de Deus. Ele tem iludido o mundo com o engano de que Deus aboliu Sua constituição, lançou fora Seu padrão moral e invalidou Sua santa e perfeita Lei. Caso houvesse feito isso, quão terrível teria sido o custo para o Céu! Em vez de proclamar a abolição da Lei, a cruz do Calvário proclama retumbantemente o seu caráter imutável e eterno. Se a Lei pudesse ser abolida e mantido o governo do Céu e da Terra e dos incontáveis mundos de Deus, Cristo não precisava ter morrido. A morte de Cristo destinava-se a resolver para sempre a questão da validade da Lei de Jeová. Tendo sofrido toda a penalidade por um mundo culpado, Jesus tornou-Se o Mediador entre Deus e o homem, para restaurar a pessoa arrependida ao favor de Deus, concedendo-lhe graça para guardar a Lei do Altíssimo. Cristo não veio destruir a Lei ou os profetas, mas cumpri-los ao pé da letra. A expiação do Calvário vindicou a Lei de Deus como santa, justa e verdadeira, não somente diante do mundo caído, mas também diante do Céu e perante os mundos que não caíram. Cristo veio engrandecer a Lei e torná-la honrosa” (Fé e Obras, capítulo 18 – “O homem pode ser tão puro em sua esfera como Deus na dEle).

Estamos na semana dos 500 anos da Reforma Protestante. Em consideração, sugerimos a leitura das  “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, escrito por Morris Venden – para isso, basta clicar aqui.

(03/11) – Sexta – Conclusão.

“Sem a graça de Cristo acha-se o pecador em estado desesperador; coisa alguma pode ser feita em seu favor; mas pela graça divina é comunicado ao homem poder sobrenatural, que opera em seu espírito, coração e caráter. É pela comunicação da graça de Cristo que se discerne o pecado em sua natureza odiosa, sendo afinal expulso do templo da alma. É pela graça que somos levados em comunhão com Cristo, para com Ele sermos associados na obra da salvação. A fé é a condição sob a qual Deus houve por bem prometer perdão aos pecadores; não que exista na fé qualquer virtude pela qual se mereça a salvação, mas porque a fé pode prevalecer-se dos méritos de Cristo, o remédio provido para o pecado. A fé pode apresentar a perfeita obediência de Cristo em lugar da transgressão e rebeldia do pecador. Quando o pecador crê que Cristo é seu Salvador pessoal, então, de acordo com as Suas promessas infalíveis, Deus lhe perdoa o pecado e o justifica livremente. A alma arrependida reconhece que sua justificação vem porque Cristo, como seu substituto e penhor, morreu por ele, e é sua expiação e justiça.

Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê nAquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça’ (Romanos 4:3 a 5). Justiça é obediência à Lei. A Lei requer justiça, e esta o pecador deve à Lei; mas é ele incapaz de a apresentar. A única maneira em que pode alcançar a justiça é pela fé. Pela fé pode ele apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica a alma arrependida e crente, trata-a como se fosse justa, e ama-a tal qual ama Seu Filho. Assim é que a fé é imputada como justiça; e a alma perdoada avança de graça em graça, de uma luz para luz maior. Pode dizer, alegremente: ‘Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a Sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente Ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador; para que, sendo justificados pela Sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna’ (Tito 3:5 a 7). […]

Muitos estão a perder o caminho certo, por pensarem que têm de alçar-se ao Céu; que têm de fazer algo para merecer o favor de Deus. Procuram tornar-se melhores por seus próprios esforços, desajudados. Isso jamais conseguirão realizar. Cristo abriu caminho morrendo como nosso sacrifício, vivendo como nosso exemplo, tornando-Se nosso grande Sumo Sacerdote. Diz Ele: ‘Eu sou o caminho, e a verdade e a vida’ (João 14:6). Se por qualquer esforço nosso pudéssemos subir um único degrau na escada, as palavras de Cristo não seriam verdadeiras. Mas quando aceitamos a Cristo, as boas obras aparecerão, como frutífera prova de que nos achamos no caminho da vida, que Cristo é nosso caminho, e que estamos palmilhando a vereda certa, que conduz ao Céu” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 366 a 368).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 4 – Justificação pela fé – Ligado na Videira – 21 a 28 de outubro de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 4

(21/10) – Sábado – Introdução.

O mesmo tema escrito por Paulo na sua Carta aos Gálatas é apresentado na Carta aos Romanos – a diferença está unicamente no fato de que, nesta última, ele organiza e detalha mais as suas explicações. As nossas considerações, portanto, seguirão este ritmo também. Porém, porque acabamos de estudar Gálatas, alertamos que nos virá a sensação de que “já lemos isso antes”, “já comentamos isso antes”. Vai nos parecer que estamos “repetindo”. Mas é sabido que é justamente pela repetição que nos vem o aprendizado. (Nossa Lição, por exemplo, é a mesma do 3º trimestre de 2010 – “A Redenção em Romanos”. Pouquíssimas alterações foram feitas).

Bem, Paulo começa a sua Carta “esmiuçando” a condição humana, que, em consequência de sua natureza pecaminosa, tem praticado os pecados mais absurdos. A humanidade inventa pecado. Fabrica pecado. Gera pecado e mais pecado. Faz somente pecado. Tanto faz, portanto, olhar da árvore para o fruto ou do fruto para a árvore. Dá na mesma. Temos um terrível problema de “árvore pecaminosa” e consequentes “frutos pecaminosos”.

A humanidade, sem Deus, tem dado “frutos” que provam que nada pode fazer para a sua própria salvação. Na verdade, a humanidade nem quer fazer nada para se salvar. Sequer se reconhece como pecadora. Vive como quem não precisa de salvação.

Quando Abraão foi chamado, recebeu “duas” coisas de Deus – coisas que os judeus acabaram perdendo nos séculos seguintes: (1º) o “privilégio” de ser o povo de Deus e (2º) a “missão” a desempenhar diante do mundo como o povo de Deus. E Paulo trabalha isso com os seus leitores, no capítulo 2 de Romanos. Ele é claro quanto ao fato de os judeus terem a “vantagem” e a “responsabilidade”. A vantagem de ter em mãos as Sagradas Escrituras – e a responsabilidade de preparar a humanidade toda para a primeira vinda de Cristo.

Com o tempo, no entanto, os judeus acabaram gostando só da “vantagem”, só do “privilégio”, e descartaram a “responsabilidade” – ignoraram a “missão”. Assim, vivendo uma religião apenas entre si e para si, adotaram a ideia de que a parte humana no cumprimento das ordens de Deus é que possuía valor – ou seja, quanto mais obra humana, mais Deus Se agradava do praticante. E no que resultou isso? Bem, deixaram de ver a Oferta Divina para a salvação. Para eles, era mais importante o que eles faziam nas cerimônias religiosas do que o que Deus faria por eles, conforme ensinava a cerimônia. Até que “Cristo veio para os Seus, e os Seus não O receberam”.

Os anos passaram, e chegou o tempo de Paulo. E o apóstolo contou para os gentios o que os seus irmãos judeus haviam deixado de contar. [A Verdade!]. E os gentios aceitaram – aceitaram que são pecadores e que Cristo Jesus é o seu Salvador – o Salvador prometido nas Escrituras dos judeus. Só que, não felizes com isso, até nisso os judeus se intrometeram. Disseram que até podiam aceitar os gentios, porém, desde que estes adotassem o sistema judaico – e é justamente sobre isso que Paulo faz as suas considerações.

Irmãos, a Lição desta semana nos proporciona analisar algumas palavras e conceitos em torno da “justificação pela fé”. Veremos um pouco mais sobre o papel da “Lei” e da “obediência”, e sobre “justiça” e “graça”. Oremos, então, em favor desse estudo. Que haja compreensão sobre o tema, de modo que a nossa vida seja transformada. E louvado seja Deus!

Vale a pena a leitura da Tese nº 63 das “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé– clique aqui.

(22/10) – Domingo – As obras da Lei

Nós somos criaturas de Deus. Sendo assim, por interesse dEle, todos fomos alcançados por Sua revelação. Ele a gravou em nosso coração. A colocou em nossa mente. Em nosso pensamento. E Ele também Se revelou a nós através da Natureza. A Natureza nos tem falado sobre a existência de Deus.

De forma especial, no entanto, Deus concedeu a revelação “escrita” aos descendentes de Abraão – as Sagradas Escrituras (que Paulo prefere tratar como o conjunto das leis de Deus) – até que, por esta mesma família, concedeu “a maior de todas as revelações”: a Pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo – a expressa imagem de Deus.

Bem, especificamente sobre o conjunto das leis de Deus – a Lei Moral dos Dez Mandamentos e as leis complementares – estas últimas, “as leis complementares”, deviam exercer um papel significativo na vida religiosa dos judeus, pois apontavam para a vinda de Jesus – elas ensinavam como eles seriam salvos através do ministério de Jesus. Elas não eram o salvador deles, mas os orientava sobre Aquele que viria para salvá-los. (Essas leis religiosas são mais conhecidas como “lei cerimonial” – a lei das cerimônias religiosas).

Irmãos, por alimentarem o egoísmo [a maldita árvore pecaminosa que só dá frutos pecaminosos], os descendentes de Abraão acabaram dando mais importância às cerimônias que praticavam do que ao que elas apontavam. Criaram e alimentaram a ideia de que a obediência deles era o que lhes dava crédito diante de Deus. Era a “justiça” deles!

E porque Paulo está falando da “circuncisão” em Gálatas e em Romanos, é lógico reconhecer que ele está discutindo a vigência ou não da “lei cerimonial”, bem como de sua função – e não da “Lei de Deus”. Se fosse sobre a “Lei de Deus”, estaria falando sobre um dos Dez Mandamentos. Então, os judeus criaram e alimentaram a ideia de que a “circuncisão” era o que lhes dava crédito diante de Deus. Era a forma deles mostrarem “justiça” para satisfazer a Lei ofendida!

Que absurdo! Salvação vinda da obediência da lei cerimonial! Nem a Lei de Deus (que é eterna) salva, imagine uma lei que apontava para a cruz do Calvário – ou seja, que quando veio a cruz, deixou de ter importância!

Que absurdo! Uma obediência vinda do pecador! Um fruto de uma árvore contaminada!

Agora, se porventura fôssemos tratar da Lei de Deus (os Dez Mandamentos), seria preciso considerar que ela “alerta” sobre (1) o que deve e (2) o que não deve ser praticado pelos filhos de Deus – ou – se olhado pelo ângulo inverso, que ela “denuncia” os que (1) não fizeram o que deveria ter sido feito, e (2) fizeram o que não era para ser feito.

A função da Lei de Deus, portanto, não é salvar, mas apontar os erros praticados – se bem que não sem indicar que há uma solução – não sem conduzir para a solução – aquela solução revelada por Deus: o sacrifício de Jesus Cristo.

Tanto a lei cerimonial quanto a Lei de Deus não salvam. A diferença está em que a lei cerimonial foi extinta quando Jesus morreu, enquanto que a Lei de Deus continua para todo o sempre.

Vale a pena a leitura da Tese nº 7 das “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé– clique aqui. 

(23/10) – Segunda – A justiça de Deus

Dizer que Adão “pecou” equivale a dizer que ele “ofendeu” a Lei de Deus. Sendo assim, a Lei ofendida exigia que a “justiça” fosse executada. A Lei requeria que o pecador fosse punido com uma punição séria e definitiva: a morte eterna.

Bem, sem iniciativa nenhuma do homem – sem ele nunca sequer imaginar que fosse possível existir um meio de satisfazer a Lei sem a sua própria morte – Deus instituiu o Seu misericordioso e cheio de graça Plano da Redenção, e isso a um custo enorme: a Sua própria vida. O pecador não morreria, mas Alguém teria que morrer. O culpado não daria a sua vida, mas Alguém Se tornaria culpado por ele, e daria a Sua vida para satisfazer a justa exigência da Lei de Deus.

Irmãos, diante de tão grande oferta e sacrifício, diante de um Plano tão imenso quanto este, consideremos: (1) O quanto vale o homem para Deus? O homem vale pouco ou vale muito?  Deus nos ama pouco ou nos ama muito? Ao mesmo tempo, (2) qual o valor da Lei de Deus para o próprio Deus? Ela é de importância temporária ou de importância eterna? Se a Lei de Deus pudesse ser anulada, teria o próprio Deus assumido a natureza humana e passado pelo que passou? Por que Deus não passou a mão na cabeça de Adão, dizendo: “Filho, dessa vez passa”?

E daí, em algum momento da vida, os descendentes de Abraão inventaram que podiam apresentar suas obras como suficientes para a justiça da Lei de Deus! Queriam se apresentar como justos diante de Deus mediante suas próprias obras! Que absurdo!

Sabiam da história de Caim. Sabiam da impossibilidade de ser apresentada diante de Deus uma oferta diferente da que Ele havia estabelecido! Que absurdo!

Irmãos, diante da Lei de Deus, somente a justiça de Deus – e a justiça de Deus é a Pessoa de Jesus Cristo. A Sua encarnação, vida, morte, ressurreição e ministério celestial. Não morreremos a morte eterna porque só, única e exclusivamente a vida de Jesus pagou o preço exigido pela santa e imutável Lei de Deus. Foi feita “justiça”!

No entanto, significa isso que a Lei não precisa mais ser obedecida? É isso o que significa a graça da salvação? Foi para continuarmos no pecado que Jesus morreu na cruz do Calvário?

“Satanás opera constantemente para diminuir no homem o conceito do ofensivo caráter do pecado. E os que pisam a pés a Lei de Deus, fazem a obra do grande enganador, pois rejeitam a única norma pela qual podem definir o pecado, e com isso impressionar a consciência do transgressor. […] Muitos procuram quebrar o espelho que lhes revela os defeitos, anular a Lei que lhes aponta as manchas da vida e do caráter” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 219).

Vale a pena a leitura da Tese nº 2 das “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé– clique aqui. 

(24/10) – Terça – Por Sua graça

A Lição usa a palavra “graça”, em respeito a tradução de Romanos 3:24 – “[Somos] justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” – mas também poderiam ser usadas as palavras “misericórdia”, “bondade”, “amor abundante”, “favor imerecido”.

Para a igreja de Éfeso, Paulo deu uma explicação fantástica. Esmiuçou mais ainda a questão. Escreveu uma das passagens mais lindas da Bíblia! Disse ele, por orientação do Espírito Santo: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:4 a 9).

“Nos concílios do Céu, antes de o mundo ser criado, o Pai e o Filho firmaram uma aliança de que, se o homem se demonstrasse desleal a Deus, Cristo, que era um com o Pai, tomaria o lugar do transgressor e sofreria a penalidade da justiça que deveria cair sobre ele” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 1190).

“Tivesse Deus, o Pai, vindo ao mundo e habitado entre nós, humilhando-Se, velando Sua glória, a fim de que a humanidade O pudesse contemplar, não se haveria mudado a história que temos, da vida de Cristo. […] Em cada ato de Jesus, em cada lição de Suas instruções, devemos ver, e ouvir e reconhecer a Deus. Na vista, no ouvido, no reconhecimento, são eles a voz e os movimentos do Pai” (Para Conhecê-Lo, 338 – Meditação Matinal de 28/11/1965).

“No momento em que o homem se rendeu à tentação de Satanás, e fez precisamente o que Deus lhe dissera para não fazer, Cristo – o Filho de Deus – esteve de pé entre os mortos e os vivos, dizendo: ‘Caia sobre Mim a penalidade. Ficarei em lugar do homem. Ele terá outra oportunidade’” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 75 – Meditação Matinal de 10/03/1959).

“O Reino da Graça foi instituído imediatamente depois da queda do homem… Tão logo houve pecador, houve um Salvador… Tão logo Adão pecou, o Filho de Deus Se apresentou como garantia para a humanidade…” (Comentários de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina, pág. 27 – 24/10/2017).

“Depois de o inimigo haver levado Adão e Eva ao pecado, a ligação entre o Céu e a Terra foi cortada; e não fora por Cristo, jamais haveria sido o caminho do Céu conhecido pela raça caída” (Para Conhecê-Lo, pág. 82 – Meditação Matinal de 17/03/1965).

“Mesmo depois de entrar para o Seu ministério terrestre, o Salvador, cansado pela obstinação e ingratidão dos homens, poderia ter-Se recusado ao sacrifício do Calvário. No Getsêmani, a taça de amarguras tremia-Lhe na mão. Ele poderia naquele momento ter enxugado o suor de sangue da fronte, abandonando a raça criminosa para que perecesse em sua iniquidade. Houvesse Ele feito isto, e não teria havido redenção para o homem caído. Quando, porém, o Salvador rendeu a vida, e em Seu último alento clamou: ‘Está consumado’, assegurou-se naquele instante o cumprimento do plano da redenção. Ratificou-se a promessa de libertamento, feita no Éden, ao casal pecador. O Reino da Graça, que antes existira pela promessa de Deus, foi então estabelecido” (O Grande Conflito, págs. 347 e 348).

“Este é o mistério da misericórdia a que os anjos desejam examinar: que Deus pode ser justo, ao mesmo tempo em que justifica o pecador arrependido e renova Suas relações com a humanidade decaída; que Cristo pode humilhar-Se para erguer inumeráveis multidões do abismo da ruína e vesti-las com as vestes imaculadas de Sua justiça, a fim de se unirem aos anjos que jamais caíram e habitarem para sempre na presença de Deus” (O Grande Conflito, pág. 415).

Leia “Se Jesus houvesse pecado, o que teria acontecido com Ele?– clique aqui. 

(25/10) – Quarta – A justiça de Cristo

Há um texto no Espírito de Profecia que aprecio muito. Permitam-me coloca-lo aqui:

“Jesus é nosso sacrifício expiatório. Nós não podemos fazer expiação por nós próprios; mas pela fé podemos aceitar a expiação que foi feita. ‘Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus’. ‘Não foi com coisas corruptíveis que fostes resgatados, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado’. […]

Homem algum da Terra nem anjo do Céu poderia ter pago a pena do pecado. Jesus era o único que podia salvar o rebelde homem. NEle se combinaram divindade e humanidade, e foi isso que deu eficiência à oferta na cruz do Calvário. Na cruz encontraram-se a misericórdia e a verdade, a justiça e a paz se beijaram.

Ao contemplar o pecador o Salvador a morrer no Calvário, e reconhecer que o Sofredor é divino, pergunta ele por que motivo foi feito esse grande sacrifício, e a cruz aponta para a santa Lei de Deus, que foi transgredida. A morte de Cristo é argumento irrespondível quanto à imutabilidade e a justiça da Lei. Profetizando de Cristo, diz Isaías: ‘Engrandecerá Ele a Lei, e a fará ilustre’. A Lei não tem poder para perdoar ao malfeitor. Sua função é apontar os seus defeitos, para que ele reconheça a necessidade de Alguém poderoso para salvar, sua necessidade de Alguém que se torne seu substituto, seu penhor, sua justiça. Jesus satisfaz a necessidade do pecador, pois tomou sobre Si os pecados do transgressor. ‘Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados’. Poderia o Senhor ter eliminado o pecador, destruindo-o totalmente; mas foi preferido o plano mais custoso. Em Seu grande amor Ele provê esperança para o desesperançado, dando Seu Filho unigênito para arcar com os pecados do mundo. E visto como derramou todo o Céu nesse único e rico dom, não reterá do homem nenhum auxílio necessário para que possa tomar a taça da salvação e tornar-se herdeiro de Deus e co-herdeiro de Cristo.

Cristo veio para manifestar o amor de Deus ao mundo, para atrair a Si o coração de todos os homens. Disse Ele: ‘Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim’. O primeiro passo rumo da salvação é corresponder à atração do amor de Cristo. Deus envia aos homens mensagem após mensagem, instando com eles para que se arrependam, a fim de que os possa perdoar, escrevendo ‘perdão’ junto de seus nomes. Não haverá arrependimento? Ficarão sem ser atendidos os Seus apelos? Deverão ser passadas por alto as Suas propostas de misericórdia, inteiramente rejeitado o Seu amor? Oh! neste caso o homem se excluirá do meio pelo qual pode ele alcançar a vida eterna, pois Deus só perdoa ao penitente! Pela manifestação do Seu amor, pela súplica de Seu Espírito, Ele convida o homem ao arrependimento; pois o arrependimento é dom de Deus, e aquele a quem Ele perdoa, primeiro faz penitente. A mais doce alegria sobrevém ao homem mediante seu sincero arrependimento para com Deus, pela transgressão de Sua Lei, e mediante a fé em Cristo como Redentor e Advogado do pecador. É para que os homens compreendam a alegria do perdão e da paz de Deus, que Cristo os atrai mediante a manifestação de Seu amor. Se correspondem à Sua atração, rendendo o coração a Sua graça, Ele os guiará passo a passo, a um pleno conhecimento dEle, e isto é vida eterna” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 321 a 324).

(26/10) – Quinta – Independentemente das obras da Lei

Ao afirmar que somos salvos “independentemente das obras da Lei”, Paulo não está dizendo que a Lei caducou. Não! A lei das cerimônias religiosas, esta sim – mas a Lei de Deus, não!

Mas, mesmo a lei das cerimônias religiosas, ela não tinha por finalidade salvar – ela apenas ensinava como seria o ministério do Salvador. Era necessária a sua obediência? Sim. A prática de seus ritos tinha valor? Sim. Mas somente no sentido de ensinar sobre a salvação. Ela era um “professor”, mas não um “salvador”.

Quanto aos Dez Mandamentos (a Lei de Deus – a Lei Moral), estes permanecem em vigor – e sobre a sua vigência e observância, o Espírito de Profecia declara:

“Deus requer neste tempo exatamente o que Ele requereu do santo par no Éden — perfeita obediência a Seus preceitos. Sua Lei continua sendo a mesma em todos os séculos. A grande norma de justiça apresentada no Antigo Testamento não é rebaixada no Novo. A obra do evangelho não é atenuar as reivindicações da santa Lei de Deus, mas elevar os homens até poderem guardar os seus preceitos.

A fé em Cristo que salva a alma não é o que muitos imaginam que ela é. ‘Crede, crede’, é o seu brado; ‘tão-somente crede em Cristo, e sereis salvos. É tudo que tereis de fazer’. Embora a fé verdadeira confie inteiramente em Cristo para a salvação, ela conduzirá a perfeita conformidade com a Lei de Deus. A fé é manifestada pelas obras. E o apóstolo João declara: ‘Aquele que diz: Eu O conheço, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nEle não está a verdade’” (Fé e Obras, pág. 46).

(27/10) – Sexta – Conclusão.

“Há dois erros contra os quais os filhos de Deus — particularmente os que só há pouco vieram a confiar em Sua graça — devem, especialmente, precaver-se. O primeiro, do qual já tratamos, é o de tomar em consideração as suas próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de pôr-se em harmonia com Deus. Aquele que procura tornar-se santo por suas próprias obras, guardando a Lei, tenta o impossível. Tudo que o homem possa fazer sem Cristo, está poluído de egoísmo e pecado. É unicamente a graça de Cristo, pela fé, que nos pode tornar santos.

O erro oposto e não menos perigoso é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da Lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção.

Mas notai aqui que a obediência não é mera aquiescência externa, mas sim o serviço de amor. A Lei de Deus é uma expressão de Sua própria natureza; é uma corporificação do grande princípio do amor, sendo, daí o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. Se nosso coração é renovado à semelhança de Deus, se o amor divino é implantado na alma, não será então praticado na vida a Lei de Deus? Implantado no coração o princípio do amor, renovado o homem segundo a imagem dAquele que o criou, cumpre-se a promessa do novo concerto: ‘Porei as Minhas Leis em seu coração e as escreverei em seus entendimentos’. E se a Lei está escrita no coração, não moldará ela a vida? A obediência — nosso serviço e aliança de amor — é o verdadeiro sinal de discipulado” (Caminho a Cristo, págs. 59 e 60).

“Há o perigo de considerar que a justificação pela fé concede algum mérito à fé. Quando aceitamos a justiça de Cristo como um dom gratuito somos justificados gratuitamente por meio da redenção de Cristo. Que é fé? ‘O firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem’. É uma aprovação do entendimento às palavras de Deus que leva o coração a uma voluntária consagração e serviço a Deus, o qual deu o entendimento, o qual sensibilizou o coração, o qual primeiro levou a mente a contemplar a Cristo na cruz do Calvário. Fé é entregar a Deus as faculdades intelectuais, submeter-Lhe a mente e a vontade e fazer de Cristo a única porta de entrada no reino dos Céus.

Quando os homens aprendem que não podem obter a justiça pelo mérito de suas próprias obras e olham com firme e inteira confiança para Jesus Cristo como sua única esperança, não haverá tanto do próprio eu e tão pouco de Jesus. Almas e corpos são maculados e poluídos pelo pecado, o coração é alienado de Deus, contudo muitos estão-se debatendo, em sua própria força finita, para conquistar a salvação por boas obras. Jesus, pensam eles, efetuará uma parte da salvação, e eles precisam fazer o resto. Necessitam ver pela fé a justiça de Cristo como sua única esperança para o tempo e para a eternidade” (Fé e Obras, pág. 22).

Irmãos, na próxima terça-feira, dia 31 de outubro, a Reforma Protestante estará completando 500 anos. Em consideração a esta data, já estudamos a Carta de Paulo aos Gálatas, e, agora, a Carta de Paulo aos Romanos. Foi em 31/10/1517 que Martinho Lutero publicou as suas “95 Teses”. Dez dias depois ele completou 34 anos de idade.

Deus nos abençoe na compreensão da “justificação pela fé”.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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