Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 11 – Liberdade em Cristo – Ligado na Videira – 2 a 9 de setembro de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 11

(02/09) – Sábado – Introdução.

Nesta semana, vamos estudar uma palavra a mais dentro do contexto do tema “salvação”. Como estamos percebendo, são muitas as palavras que giram em torno da nossa redenção, e cada uma delas carece ser compreendida de forma particular, individual, até que, por fim, ajude a dar mais brilho ao tema central.

Vimos alguma coisa sobre “pecado”, “graça”, “fé”, “justificação”, “perdão”, “salvação”, “Lei Moral”, “lei cerimonial”, “obediência”, “obra”, “filho”, “adoção”, “escravo”, etc., etc., até que, agora, chegou a vez de apreciarmos a palavra e o conceito bíblico para “liberdade”.

Então, vejamos um pouco sobre “liberdade”.

Irmãos, quando Deus criou Adão e Eva, eles eram seres “livres”. Santos, perfeitos, puros – exerciam a plenitude de tudo o que pode ser entendido como “pessoas livres”. Criados à imagem e semelhança do Criador, eram livres assim como é livre o Soberano Senhor, o Rei do Universo.

A humanidade era livre diante de Deus. A humanidade, antes da entrada do pecado, vivia em liberdade porque em Deus há liberdade. Ele concedeu o livre arbítrio e sempre respeitou tal dádiva – e a respeita hoje em dia – e a respeitará por toda a eternidade. E por falar em “eternidade”, lembremos que a “Lei de Deus” também é eterna – ou seja, a liberdade e a Lei andam juntas na eternidade. Não há incompatibilidade entre “liberdade” e “Lei”. Obedecer a Lei de Deus não tira a liberdade de nenhuma criatura de Deus. A Lei não sufoca a liberdade. A liberdade não despreza a Lei.

Por obedecer a lei de trânsito, me sinto em liberdade completa. Não tenho motivo para temer a vinda de um carteiro em minha casa. Ele não estará trazendo nenhuma multa. Não tenho preocupação alguma caso um policial rodoviário me pare para alguma averiguação. Por obedecer a lei de trânsito, estou livre de qualquer punição.

Ocorre que Adão e Eva pecaram – “desobedeceram” a Lei – e, nesse caso, perderam a liberdade – tornaram-se “escravos” do pecado – passaram a ser “devedores” da Lei – tinham que receber a punição.

Porém, graças a Deus, no momento em que Adão pecou, passando a existir um pecador aqui no mundo, Jesus Cristo Se colocou em pé diante do Trono Celestial e disse: “Caia sobre Mim a penalidade do homem”. Graças a Deus, irmãos, Cristo Se posicionou como o nosso Salvador. Graças a Deus, na cruz do Calvário, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo reconquistou a nossa liberdade. Graças a Deus, em Cristo Jesus estamos livres!!! Há liberdade em Cristo Jesus!!!

Irmãos, é sobre isso que faremos as nossas considerações nesta semana. Seremos abençoados por Deus. Aproveitemos, então, Suas preciosas bênçãos.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(03/09) – Domingo – Cristo nos libertou.

Gálatas 5 é o capítulo do famoso “Fruto do Espírito”. Este capítulo será estudado em duas partes. Dos versos 1 ao 15, sobre “liberdade”, nesta semana. Do 16 ao 25, que vai tratar do “Fruto do Espírito”, na semana que vem.

Pois bem, nesta semana, a primeira parte de Gálatas 5 começa assim: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão”.

Paulo vinha da metáfora “Ismael” versus “Isaque” – “escravo” versus “filho” – “Agar” versus “Sara” – “a escrava” versus “a livre” – “a busca da salvação através da obra da carne” versus “a salvação conquistada pela obra do Descendente”. Era como se ele tivesse pego o seu leitor pela mão, e com ele subisse uma escada, degrau por degrau, até que, chegando ao topo, falasse que “em Cristo alcançamos a plena liberdade”.

Irmãos, Paulo estava tratando com cristãos não judeus. Relembrou que eles estavam salvos graças a obra de Jesus Cristo em favor deles – e que, por isso, estavam livres das exigências da “lei cerimonial” – lei que fora dada de forma adicional para os israelitas – lei que prefigurava a obra do Messias que viria – que, quando veio, a cumpriu.

Se Paulo estivesse falando de “sábado”, ou de “não matarás”, estaria falando da Lei Moral – a Lei dos Dez Mandamentos. Mas ele estava falando de “circuncisão” – portanto, da “lei cerimonial”. Então, é da “lei cerimonial” que Paulo está dizendo que Cristo nos libertou. Não eram as cerimônias que salvavam, mas Aquele para quem elas apontavam. E sendo que elas apontavam para Cristo, na cruz do Calvário a “lei cerimonial” foi cumprida. Cristo nos libertou dela. Em Cristo estamos em liberdade.

Quanto a “Lei Moral” – a “Lei de Deus” – que durante este período de pecado chamamos de os “Dez Mandamentos” – a Bíblia nos ensina que ela é eterna – e que ela aponta a nossa pecaminosidade. Assim, nesse sentido, Paulo está ensinando que Cristo pagou a pena. A Lei de Deus exigia que o pecador morresse, e Cristo morreu em nosso lugar. Então, da “acusação” da Lei Moral, estamos livres. Jesus Cristo não nos tornou livres no sentido de “liberar” de obedecer aos Dez Mandamentos. Se continuarmos na desobediência, continuaremos pecadores

Certa ocasião, Jesus disse: “E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará”. Noutra ocasião, disse: “Eu Sou o Caminho, [Eu Sou] a Verdade, e [Eu Sou] a Vida”, quando então arrematou: “Ninguém vem ao Pai senão por Mim” (João 8:32; 14:6).

Em Cristo Jesus, novamente somos colocados diante do Pai como seres livres. Nosso Salvador nos torna livres diante de Deus.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(04/09) – Segunda – A natureza da liberdade cristã.

A segunda parte de Gálatas 5:1 merece ser apreciada: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão”.

Paulo havia considerado a obra de Abraão e Agar e a de Abraão e Sara. Com Agar, Abraão produziu o que é considerado como obra da carne, e que representava a escravidão. É como se fizesse milhões de coisas, mas a dívida continuasse. Com Sara, Abraão realizou uma obra que na verdade era de Deus, completamente relacionada com a Sua promessa, e que representava a liberdade.

Ora, se Cristo é o Prometido Libertador – se Cristo é a obra de Deus em favor da escravizada humanidade – então, Ele é a “base” da nossa liberdade – então, não as nossas obras, mas Jesus Cristo é o “fundamento” da nossa salvação – “a Rocha” – “a Pedra angular”. E, sendo assim, se antes Paulo havia dito: “Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade?” – agora, ele diz: “Permanecei firmes, e não aceitem tal sedução, tal fascinação! Por que sair do próprio Cristo e voltar para as cerimônias que apenas representavam Cristo?

Mas o título para hoje também faz uso da palavra “natureza” – a natureza da liberdade cristã – e isso nos leva a considerar o seguinte: a nossa liberdade está em “Cristo” – se origina em “Cristo”. Foi “Cristo” quem nos libertou. Não foi Adão quem se posicionou diante de Deus em nosso favor. Não foi Abraão. Não foi o pastor da igreja. Foi “Cristo”! Não foi alguém que veio do pecado, mas Alguém que veio dos santos Céus. Foi Alguém de natureza santa!

“Ó insensatos gálatas! Vocês querem se justificar através de obras feitas por vocês, sendo que vocês possuem natureza pecaminosa! Vocês precisam ser salvos e querem produzir salvação!”

“Há dois erros contra os quais os filhos de Deus – particularmente os que só há pouco vieram a confiar em Sua graça – devem, especialmente, precaver-se. O primeiro, é o de tomar em consideração as suas próprias obras, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de pôr-se em harmonia com Deus. Aquele que procura tornar-se santo por suas próprias obras, guardando a Lei, tenta o impossível. Tudo que o homem possa fazer sem Cristo, está poluído de egoísmo e pecado. É unicamente a graça de Cristo, pela fé, que nos pode tornar santos” (Exaltai-O, pág. 152 – Meditação Matinal de 17/05/1992).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(05/09) – Terça – As perigosas consequências do legalismo.

Histórica e pontualmente, Paulo estava tratando da “circuncisão” – uma das obras exigidas pela “lei cerimonial” – a lei que, dentre suas funções, ensinava que a salvação vinha pelo Messias. Mas a “lei cerimonial” jamais teve a função de salvar. A salvação viria e veio pelo Messias.

Ora, a partir da cruz do Calvário, qualquer perpetuação de qualquer obra relacionada com a “lei cerimonial” equivalia a se desligar de Cristo – era o mesmo que afirmar que a própria obediência era suficiente para a salvação – e isso, biblicamente, é chamado de “legalismo”.

Jesus havia declarado que ninguém podia ir até o Pai senão por Ele – que Ele era o Caminho (João 14:6). Pedro, em nome dos discípulos, afirmou que “em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12). Portanto, o “legalista” estava assumindo, por assim dizer, que era responsável pela produção de sua própria salvação – posição contrária a dos apóstolos e a do próprio Senhor Jesus. O “legalista” estava afirmando que “produzia” total ou parcialmente a sua própria salvação.

Em resposta ao legalista (Gálatas 5:2 a 12), Paulo afirma: “Da graça decaístes” – ou seja, por desprezarem a suficiência da obra de Jesus, vocês estão sem Salvador – vocês estão perdidos.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(06/09) – Quarta – Liberdade, não libertinagem.

Para o apóstolo Paulo, “a graça de Cristo” e “a liberdade em Cristo” precisava ser entendida pelas pessoas que ele evangelizava. As igrejas eram fundadas com essas referências. Suas Cartas patenteavam esse conceito. No entanto, ele não ignorava que o inimigo levava as pessoas para o extremo: a graça substituiu a Lei – a graça nos desobrigou de obedecer a Lei – a graça nos torna livres da Lei.

Bem, a resposta de Paulo ao erro do inimigo é clara e direta: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou… Porém, não useis da liberdade para dar ocasião à carne” (Gálatas 5:1 e 13). Nada de licenciosidade. Nada de libertinagem. Nada de vida vulgar. Nada de continuar no pecado.

Irmãos, o inimigo é astuto. Para alguns, ele diz que a obediência produz crédito para a salvação. É o legalismo. Para outros, indo para o outro extremo, diz que Cristo os libertou, dando a falsa interpretação de que isso autoriza viver sem a necessidade de obedecer a Lei. Portanto, existe pecado?

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(07/09) – Quinta – Cumprindo toda a Lei.

Aquele que reconhece que depende de Deus, usa a liberdade que lhe foi concedida por Ele e obedece toda a Sua Lei. Entende que a integralidade da Lei corresponde a totalidade da vontade de Deus. Deus não pede mais, Deus não pede menos.

Paulo, dentro dessa linha de raciocínio, ironiza os judaizantes – que insistiam com a “lei cerimonial”, aliás, com “parte” da lei cerimonial.

Hoje em dia, não diferentemente daquele tempo, os falsos mestres, por não quererem aprender a diferença entre os Dez Mandamentos e a lei cerimonial, dizem que a graça derramada na cruz isenta a humanidade da obediência da Lei de Deus – como se legalismo fosse – ou – preservando a parte que preferem, incentivam obediência apenas da parte que desejam.

“Longe de fazer exigências arbitrárias, a lei de Deus é dada ao homem como um amparo e escudo. Quem quer que aceite seus princípios achar-se-á preservado do mal. A fidelidade para com Deus compreende a fidelidade para com o homem. Assim a lei resguarda os direitos, a individualidade, de cada ser humano. Ela restringe da opressão os que estão em posição superior, e da desobediência os que se acham em posição subordinada. Garante o bem-estar do homem, tanto neste mundo como no vindouro. Ao que obedece é o penhor da vida eterna; pois exprime os princípios que permanecem para sempre.

Cristo veio para demonstrar o valor dos princípios divinos, revelando o seu poder na regeneração da humanidade. Veio para ensinar como estes princípios devem ser desenvolvidos e aplicados” (Educação, págs. 76 e 77).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(08/09) – Sexta – Conclusão.

“A morte entrou no mundo devido à transgressão. Mas Cristo deu Sua vida para que o homem tivesse outra prova. Não morreu Ele na cruz para abolir a lei de Deus, mas para garantir ao homem uma segunda prova. Não morreu para tornar o pecado um atributo imortal; morreu para garantir o direito de destruir aquele que tinha o império da morte, isto é, o diabo. Sofreu toda a penalidade de uma Lei quebrada pelo mundo todo. Fê-lo, não para que o homem pudesse continuar na transgressão, mas para que eles pudessem voltar à sua lealdade e guardar os mandamentos de Deus, e a Sua Lei como a menina de seus olhos” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 134).

“A grande lei de amor revelada no Éden, proclamada no Sinai, e, no novo concerto, escrita no coração, é o que liga o obreiro humano à vontade de Deus. Se fôssemos entregues a nossas próprias inclinações, para ir justo aonde nos levasse nossa vontade, iríamos cair nas fileiras de Satanás, e tornar-nos possuidores de seus atributos. Portanto, Deus nos restringe à Sua vontade, que é elevada, nobre e enobrecedora. Deseja que empreendamos paciente e sabiamente os deveres do serviço. Esse jugo do serviço, levou-o o próprio Cristo na humanidade. Disse Ele: ‘Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua Lei está dentro do Meu coração’. ’Eu desci do Céu, não para fazer a Minha vontade, mas a vontade dAquele que Me enviou’. Amor para com Deus, zelo pela Sua glória, e amor pela humanidade caída trouxeram Jesus à Terra para sofrer e morrer. Foi esse o poder que Lhe regeu a vida. Esse é o princípio que nos manda adotar” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 34 – “O convite”).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

 

Anúncios
Publicado em a lição da semana, Comentário da Lição da Escola Sabatina, Ligado na Videira | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 10 – As duas alianças – Ligado na Videira – 26 de agosto a 2 de setembro de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 10

(26/08) – Sábado – Introdução

Se fôssemos fazer um esboço da Carta de Paulo aos Gálatas, de forma que separássemos os versos por seções, dando títulos para elas, perceberíamos com clareza que o apóstolo explicou diversas coisas, entre as quais, que “os que confiam em Cristo são filhos e não escravos” (3:25 a 4:7), e que “os que confiam na Lei são escravos e não filhos” (4:21 a 31) – sendo que, no contexto desta última, ele explicou fazendo uso de uma ilustração, de uma alegoria: os dois filhos mais velhos de Abraão.

Para os judeus, falar em Abraão e em sua família era o máximo! Era colocar qualquer disputa no mais alto grau! E como os judaizantes que se tornaram cristãos “exigiam” que os conversos gentios primeiro se identificassem com “Abraão”, através da circuncisão, Paulo, por isso, usou em sua Carta algumas expressões e os nomes de alguns personagens que eram comuns aos judeus. (Era costume, na leitura sabática, apreciar partes do Pentateuco – portanto, trechos sobre a história de Abraão e sua família).

Nesta semana, veremos Paulo explicando “justificação pelas obrasversus “justificação pela ”, de forma alegórica, através de “Agar” versus “Sara”, e de “Ismael” versus “Isaque”, e da “Jerusalém aqui de baixo” versus “a Jerusalém lá de cima”. Ele fez uso desses nomes apenas como forma ilustrativa. Sua intenção era elucidar a seguinte questão: somos filhos ou somos escravos?

Interessante lembrar, no entanto, que não havia nenhum problema entre “Abraão” e “Cristo”. Na verdade, pelo que estamos entendendo até agora, a confusão estava na mente dos judaizantes, pois “estes pensavam” que “Abraão pensava” em salvação pelas obras, enquanto Paulo está “afirmando” que Abraão pensava em justificação pela fé. Por sinal, o próprio Senhor Jesus havia dito: “Abraão, vosso pai, exultou por ver o Meu dia, e viu-o, e alegrou-se” (João 8:56).

Bem, em nossos dias, notamos que a questão ainda não está clara para muitos cristãos, inclusive para alguns de nossos irmãos adventistas. Esquecemos que uma coisa é uma coisa, e que outra coisa é outra coisa. Esquecemos que Paulo está falando sobre “salvação” – e não se a Lei deve ou não ser obedecida. Esquecemos que Paulo está falando sobre “salvação pela graça” – e não que a graça anulou a Lei. Esquecemos que Paulo está falando que somos salvos pela boa obra de Cristo – e não que não devemos mais praticar boas obras. Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa!

Irmãos, que Deus nos abençoe durante as considerações que aqui faremos. Sejamos todos acompanhados pela iluminação do Espírito Santo. Que a igreja aprenda! Que a igreja ensine!

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(27/08) – Domingo – Princípios da aliança.

Gálatas 4:22 a 31 (conforme Paulo + os meus acréscimos):

Está escrito que Abraão teve dois filhos [Ismael e, treze anos depois, Isaque]. (Se bem que, quando viúvo, Abraão casou-se com Quetura, que lhe deu mais seis filhos).

[O primeiro] da mulher escrava [Agar] e [o segundo, tempos depois] da livre [Sara]. (Lembremos que, por essa ordem, Agar acabou se prevalecendo sobre Sara – Sara foi desprezada, foi abandonada).

Mas o [filho] da escrava nasceu segundo a carne [uma obra de origem humana].

O [filho] da livre, [nasceu] mediante a promessa [de Deus].

Estas coisas são [reais, mas, agora, eu as usarei como] alegóricas [ou seja, eu, Paulo, as usarei como ilustração para o que quero ensinar].

Estas mulheres [representam] duas alianças.

Uma [aliança], na verdade, se refere ao monte Sinai [a Lei], que gera para escravidão [só nasciam pecadores – só nasciam escravos do pecado]; esta é Agar.

(Paulo está sendo irônico. O problema não está na Lei. O problema consistia em fazer da Lei a salvadora de quem supostamente a obedecia. Naquela ocasião, em termos de aliança, os israelitas prometeram obedecê-la. Perguntamos: por acaso obedeceram?). (Devemos lembrar da explicação de Jesus, em João 8:34 – “Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado”).

Ora, Agar é o monte Sinai, na Arábia, e corresponde [na minha alegoria] à Jerusalém atual [o judaísmo], que está em escravidão com seus filhos [o mesmo erro que Abraão cometeu com Agar: tentar cumprir o propósito divino através de uma obra humana. Ainda bem que ele reconheceu!].

Mas a Jerusalém lá de cima [a igreja cristã] é livre [não de obedecer a Lei, mas do legalismo – livre da ideia de se salvar porque supostamente obedece a Lei].

Está escrito [em Isaías 54:1]: ‘Alegra-te, ó estéril, que não dás à luz, exulta e clama, tu que não estás de parto; porque são mais numerosos os filhos da abandonada que os da que tem marido’. (Isaías diz que Israel é “a estéril”, “a que não está de parto”, “a abandonada” – mas Paulo diz, alegoricamente, que esta é Sara – enquanto que a outra, “a que tem marido”, é Agar – porém, Sara viria a ter muito mais filhos – ou seja, os filhos da promessa seriam mais numerosos que os filhos da carne).

Vós, porém, irmãos, sois filhos da promessa [uma obra de Deus], como Isaque.

Como, porém, outrora, o que nascera segundo a carne perseguia ao que nasceu segundo o Espírito [Ismael pleiteava o direito da primogenitura que, de fato, pertencia a Isaque], assim também agora [o judaísmo tenta se prevalecer sobre o cristianismo].

Contudo, que diz a Escritura? ‘Lança fora a escrava e seu filho [que representam a justificação pelas obras], porque de modo algum o filho da escrava será herdeiro com o filho da livre’.

E, assim, irmãos, somos filhos não da escrava, e sim da livre [filhos da justificação pela fé]”.

Mas, irmãos, peço permissão a vocês para citar aqui um trecho do Espírito de Profecia, que também nos dá uma lição através da história real. Paulo usou a história real e fez uma aplicação alegórica. Agora, a real será real:

“Se Abraão e Sara tivessem esperado em confiante fé no cumprimento da promessa de que teriam um filho, muita infelicidade teria sido evitada. Eles criam que seria tal como Deus havia prometido, mas não podiam crer que Sara em sua idade avançada pudesse ter um filho. Sara sugeriu um plano pelo qual ela pensava que a promessa de Deus pudesse ser cumprida. Ela suplicou a Abraão para tomar Agar como esposa. Nisto ambos mostraram falta de fé e de perfeita confiança no poder de Deus. Por ter ouvido a voz de Sara e tomado Agar como esposa, Abraão falhou em resistir à prova de sua fé no ilimitado poder de Deus, e atraiu sobre si e sobre Sara muita infelicidade. O Senhor intentava provar a firme fé e confiança de Abraão nas promessas que lhe fizera” (História da Redenção, pág. 77).

Resumindo: O Descendente viria por uma intervenção Divina na trajetória humana. Essa era a Aliança! Pela fé, todos deveriam acreditar que assim seria. Pela fé, todos deveriam corresponder positivamente a esta promessa de Deus. E Deus a cumpriu. Ele é Fiel! Ele a cumpriu na cruz no Calvário.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

 (28/08) – Segunda – A aliança abraâmica.

O evangelho pregado a Adão, assim que caiu, ainda dentro do Éden, é o mesmo dado a todos os seus descendentes fora do Éden. Abraão recebeu o mesmo evangelho. Nós recebemos o mesmo também.

E a base desse evangelho (o fundamente dessa aliança) permanece igual. O mesmo princípio da aliança permanece até agora: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). A nossa salvação depende, no início, no meio e no fim, só, única e exclusivamente de Deus. Em Jesus Cristo, é Deus quem nos salva.

Dos lábios do próprio Senhor Jesus, aprendemos que Abraão finalmente compreendeu isso. Abraão entendeu que de Deus viria o Descendente. Jesus disse: “Abraão, vosso pai, exultou por ver o Meu dia, e viu-o, e alegrou-se” (João 8:56).

Irmãos, pelo dom da fé, Abraão passou a ter uma vida exemplar dentro da aliança. Antes, provado pelo tempo, imaginou que seu servo Eliézer poderia ser adotado como filho. É a mania do ser humano achar que Deus faz uma parte e que nós devemos fazer a outra. Abraão estava errado. Mais adiante, ainda provado pela demora, achou que um filho com a escrava seria a resposta. E novamente entendeu que estava errado. Até que, pela repetição da promessa, através de uma nova revelação divina, compreendeu que o Descendente viria por um milagre.

A partir daí, suas obras testificaram de sua fé no evangelho de Deus. E o próprio Deus demonstrou ao Universo um pouco do Plano da Redenção através de uma experiência com Abraão. Paulo relata isso, e o faz com as seguintes palavras: “Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, a quem se tinha dito: ‘Em Isaque será chamada a tua descendência’; porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos” (Hebreus 11:17 e 18).

Deus nos abençoe, irmãos, a nos apoderarmos da mesma fé, e de correspondermos com as mesmas obras. A salvação é nossa! Jesus Cristo é o nosso Salvador! Vivamos assim como Abraão viveu. Vivamos como o próprio Senhor Jesus viveu.

Em breve o nosso Redentor voltará. Dia glorioso será. Bendito Dia! Aguardado Dia!

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(29/08) – Terça – Abraão, Sara e Agar.

Dentro do contexto humano, as histórias registradas na Bíblia servem “para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça”. E uma delas, conforme Gênesis 16, diz respeito a Sara ter tomado o plano de Deus em suas mãos e arquitetado uma maneira para que seu marido tivesse um filho – e é assim que entra a escrava Agar – e é desse plano que nasce Ismael. E como “demorou” para Deus Se revelar novamente a Abraão, nos treze primeiros anos de Ismael, o patriarca realmente acreditava que este filho era o seu herdeiro, o seu primogênito, o prometido.

Irmãos, aí temos um claro exemplo de como é a natureza humana. Sara, Abraão, eu, você, nós – que diferença há? Todos temos a mesma inclinação. Estamos sujeitos às mesmas paixões. Porém, “Deus é longânimo para conosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venhamos a nos arrepender”.

E como bem sabemos que é o Espírito Santo quem realiza em nós o arrependimento, Deus, em Sua longanimidade, tem trabalhado em nosso coração através da obra de Seu Espírito. Ele não desiste! E não desistiu da promessa, não esqueceu de Sua aliança. E, no capítulo 17, voltou a Se manifestar diante de Abraão, dizendo-lhe que Sara engravidaria, e que seria um menino, e que o nome dele seria Isaque.

Cerca de vinte e cinco anos depois da primeira promessa, e estando agora Abraão com cem e Sara com noventa anos, o capítulo 21 nos conta sobre o nascimento do filho que só nasceu porque Deus operou um milagre – e é desse descendente que surgirá o Descendente.

Na aplicação alegórica que Paulo fez dessa história, ele ensina que quem quer se salvar “ajudando” Deus, equipara-se ao relacionamento entre Abraão e Agar. Já o que acredita e espera no Senhor, equipara-se a Abraão e Sara.

“Quem procura alcançar o Céu por suas próprias obras, guardando a lei, tenta uma impossibilidade. Não pode o homem salvar-se sem a obediência, mas suas obras não devem provir de si mesmo; Cristo deve operar nele o querer e o efetuar, segundo Sua boa vontade. Se o homem pudesse salvar-se por suas obras, teria ele algo em si mesmo, pelo qual se alegrar. O esforço que o homem faz pelas próprias forças para obter a salvação é representado pela oferta de Caim. Tudo que o homem pode fazer sem Cristo é poluído pelo egoísmo e pecado; mas aquilo que é operado pela fé é aceitável a Deus. Quando procuramos alcançar o Céu pelos méritos de Cristo, há progresso espiritual. Olhando para Jesus, autor e consumador de nossa fé, podemos prosseguir de força em força, de vitória em vitória; pois por meio de Cristo a graça de Deus operou nossa salvação completa” (Visões do Céu, pág. 86).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(30/08) – Quarta – Agar e o Monte Sinai.

Paulo associa Agar com o Monte Sinai porque Agar representa a tentativa de Abraão e Sara em ajudar a Deus a cumprir Sua promessa. Deus faz um tanto, nós fazemos o outro. Se Deus está demorando é porque nós estamos demorando com a nossa parte. Então, vamos fazer por merecer o cumprimento da promessa.

E Paulo associa o Monte Sinai com Agar porque o Monte Sinai veio a ser o local onde Deus entregou as Tábuas dos Dez Mandamentos, momento em que Israel prometeu obedecer para fazer por merecer a bênção de Deus – sendo que deveria ser o contrário: porque recebiam a bênção, que obedecessem a Deus.

Irmãos, há anos a humanidade tem buscado fazer o impossível. Pensamos em salvação como sendo algo daqui pra lá, sendo que ela é de lá pra cá. Não obedecemos para nos salvar, mas, porque estamos salvos, obedecemos.

Por vezes é dito que devemos pregar o evangelho em todo o mundo, para, então, Cristo voltar. Imagine que Deus esteja esperando por nossos esforços! Imagine que Ele dependa de nós! Se for assim, quando Ele voltará?!!!

Irmãos, Cristo vai voltar porque Ele prometeu! Ele vai voltar! O Fiel prometeu, e isso ocorrerá! E quando verdadeiramente crermos nisso, o evangelho será pregado sim em todo o mundo. É pela fé, em resposta a plena convicção de Sua segunda vinda, que vamos nos entregar completamente à obra de evangelização. Pela fé, nos colocaremos completamente nas mãos do Espírito Santo. E quando Cristo disser: “Lançai a rede à direita do barco” – os peixes virão!

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(31/08) – Quinta – Ismael e Isaque hoje.

“Aquilo que Deus propôs realizar em favor do mundo por intermédio de Israel, a nação escolhida, Ele executará afinal por meio de Sua igreja na Terra hoje. Ele arrendou Sua vinha ‘a outros lavradores’, isto é, ao Seu povo que guarda o concerto, e que fielmente dá ‘os seus frutos’. Jamais esteve o Senhor sem verdadeiros representantes na Terra e que fazem do interesse de Deus o seu próprio interesse. Essas testemunhas do Senhor são contadas entre o Israel espiritual, e em relação a eles se cumprirão todas as promessas do concerto feitas por Jeová a Seu antigo povo.

Hoje a igreja de Deus é livre para levar a êxito o plano divino para a salvação de uma raça perdida. Por muitos séculos o povo de Deus sofreu restrição de sua liberdade. A pregação do evangelho em sua pureza foi proibida, e as mais severas penalidades aplicadas aos que ousaram desobedecer aos mandamentos de homens. Como consequência, a grande vinha moral do Senhor ficou quase inteiramente desabitada. O povo viu-se privado da luz da Palavra de Deus. As trevas do erro e da superstição ameaçavam obliterar o conhecimento da verdadeira religião. A igreja de Deus na Terra esteve tão verdadeiramente em cativeiro durante este longo período de feroz perseguição, como estiveram os filhos de Israel em Babilônia durante o período do exílio.

Mas, graças a Deus, Sua igreja não está mais em cativeiro. Ao Israel espiritual foram restaurados os privilégios concedidos ao povo de Deus por ocasião do seu livramento de Babilônia. Em todas as partes da Terra homens e mulheres estão respondendo à mensagem enviada do Céu, da qual João o revelador profetizou que seria proclamada antes da segunda vinda de Cristo: ‘Temei a Deus, e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora do Seu juízo’. Não mais têm as forças do mal poder para conservar cativa a igreja; pois ‘caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição (Apocalipse 14:8); e ao Israel espiritual é dada a mensagem: ‘Sai dela, povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas’. Assim como os exilados ouviram a mensagem: ‘Saí do meio de Babilônia’, e foram restaurados à terra da promessa, assim os que temem a Deus hoje estão aceitando a mensagem para retirar-se da Babilônia espiritual, e logo devem permanecer como troféus da graça divina na Terra renovada, a Canaã celestial” (Profetas e Reis, capítulo 59 – “A casa de Israel”).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(01/09) – Sexta – Conclusão.

“Ao chegarem ao lugar que Deus havia determinado a Abraão, ele edificou ali um altar e colocou em ordem a lenha, pronta para o sacrifício e então informou a Isaque a ordem de Deus de oferecê-lo em holocausto. Repetiu-lhe a promessa que Deus lhe fizera várias vezes, que mediante Isaque ele se tornaria uma grande nação, e que mesmo executando a ordem de Deus de matá-lo, Deus cumpriria Sua promessa, pois era capaz de ressuscitá-lo da morte.

Isaque cria em Deus. Tinha sido ensinado a obedecer implicitamente ao pai, e amava e reverenciava ao Deus de Abraão. Poderia ter resistido a seu pai se assim escolhesse fazer. Depois, porém, de abraçá-lo afetuosamente, submeteu-se a ser amarrado e deposto sobre a lenha. Quando as mãos do pai se elevaram para matar o filho, o Anjo de Deus, que tinha vigiado toda a fidelidade de Abraão no caminho de Moriá, chamou-o desde o Céu e disse: ‘Abraão! Abraão!’ Ele respondeu: ‘Eis-me aqui’. Então lhe disse: ‘Não estendas a mão sobre o rapaz, e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não Me negaste o filho, o teu único filho’” (História da Redenção, pág. 82).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

Publicado em a lição da semana, Comentário da Lição da Escola Sabatina, Ligado na Videira | Marcado com , , , | 4 Comentários

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 9 – Apelo pastoral de Paulo – Ligado na Videira – 19 a 26 de agosto

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 9

(19/08) – Sábado introdução

Paulo foi um pastor apaixonado pela igreja de Cristo. Amava o povo de Deus. Valorizava tanto o sacrifício de seu Salvador, mas tanto, que se empolgava diante daquelas pessoas por quem Ele havia morrido.

De certo, dizia para si mesmo: “O Senhor ama tanto essas pessoas! Essas pessoas são tão amadas por Ele! Sabe de uma coisa, eu vou fazer de tudo – mas de tudo mesmo – para que essas pessoas saibam sobre Jesus e entreguem os seus corações a Ele! Vou fazer de tudo para que elas vivam para Ele!

Irmãos, por quantas experiências Paulo deve ter passado na vida, para, somente depois disso, ter escrito sua Carta aos Gálatas? Desde sua própria conversão, por quantas batalhas será que ele passou – e o quanto cada uma delas o aproximou mais e mais de Deus? Quantas páginas será que tinha no curriculum do “pastor” Paulo?

Irmãos, uma coisa é falar sobre o salmo do bom Pastor. Outra bem diferente é falar sobre o bom Pastor do salmo! Quanta diferença! Até o jeito de “falar” é diferente!

A Lição desta nova semana levanta o nosso estudo para um patamar mais acima. Bem acima! Nela, veremos Paulo – depois de haver explicado o evangelho para os gálatas – apelando para que os gálatas “retornassem” para o evangelho; para que eles voltassem a ter uma experiência real com Cristo Jesus; que reconsiderassem os rumos que estavam seguindo! Paulo realmente acreditava que Cristo não havia desistido dos gálatas!

Bem, é sobre isso que faremos as nossas considerações. Que Deus nos guie. Oremos por isso. Que Ele oriente a nossa mente, a nossa compreensão.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(20/08) – Domingo – O coração de Paulo.

Hoje, ainda usamos a expressão “pai” e “filho” espiritual. Há uma consideração positiva entre o aluno e o seu instrutor bíblico. Quando este “filho” é batizado, com alegria escolhe o “pai” para sair na fotografia; com lágrimas nos olhos, escolhe o “pai” para lhe entregar o Certificado de Batismo. Entende que quem lhe salva é Jesus Cristo, mas, com a voz embargada, revela seu apreço pela pessoa que o encaminhou para Cristo. E o abraço entre eles é inigualável!

Mas, sabiam que é possível acontecer algo negativo nessa relação?

Ora, depois de tanto empenho – e, quem sabe, algum sofrimento – o “pai” espiritual pode ser levado ao inconformismo diante da realidade do “filho” estar voltando para a escravidão. Sendo que há alegria no Céu por um pecador que se arrepende, o “pai espiritual” se entristece sobremaneira diante do retorno do “filho” às práticas anteriores.

Em relação ao que estava acontecendo na igreja primitiva, Paulo abriu o seu coração diante dos gálatas, dizendo: “Me vejo perplexo a vosso respeito” – “De novo, [por vocês] sofro as dores de parto” (Gálatas 4:20 e 19).

E como se tivesse aberto pouco o seu coração, abriu um tanto a mais, arrematando assim: “Pudera eu estar presente, agora, convosco e falar-vos em outro tom de voz” – ou seja, “eu gostaria de estar frente a frente com vocês, respondendo toda e qualquer dúvida, e não falaria apenas no tom que estou escrevendo – não apenas em tom de queixa – não apenas em tom de censura – mas falaria bem mais sobre a confiança que tenho em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e que eu gostaria que vocês voltassem a experimentar semelhante confiança” (Gálatas 4:20).

Irmãos, tal qual Paulo, nós também devemos manifestar o desejo de que os errantes voltem para Jesus. Nenhuma palavra de correção deve ser proferida sem misericórdia. O nosso coração deve revelar para as pessoas que está repleto do amor de Deus.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(21/08) – Segunda – O desafio da transformação.

Um israelita, pelo “ato” da circuncisão (pela “prática”, pela “obra”, pela “feitura” da circuncisão), se “identificava” com Abraão. Paulo, inclusive, foi um dos “feitores” que se “identificavam” com o patriarca Abraão.

Desde quando trabalhou pessoalmente entre os gálatas, e agora através da Carta, Paulo afirma que a sua vida sofreu uma transformação enorme – mas enorme mesmo! Ele havia sido um excelente fariseu, ou seja, um excelente guardador da lei cerimonial, das tradições, e até mesmo da Lei Moral – mas, agora, encontrava sentido para a sua vida somente no que Cristo havia “feito” por ele. Ele se “identificava” com Cristo não pelo que havia “feito” para Cristo, mas pelo que Cristo havia “feito” por ele.

Por isso, em Gálatas 4:12, o apóstolo apela para a igreja com as seguintes palavras: “Sede qual eu sou” – ou seja, “não sejam como eu fui, mas como sou agora” – “não sejam como o judaísmo quer que vocês sejam, mas como o cristianismo explica” – “eu achava que a minha observância da Lei era o que importava, mas agora entendo que apenas a obra de Cristo é suficiente para a minha salvação”.

A verdadeira circuncisão que o Céu deseja é aquela que transforma a vida da pessoa – aquela que constrange as pessoas a reconhecerem que o Espírito Santo realizou Sua santa obra no coração do crente, e a exclamarem: “Este esteve com Jesus Cristo”.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(22/08) – Terça – Eu me tornei como vocês.

Na Nova Versão Internacional, Gálatas 4:12 diz assim: “Eu lhes suplico, irmãos, que se tornem como eu, pois eu me tornei como vocês”.

Bem, se na primeira parte do verso Paulo está dizendo “não sejam como eu fui, mas como sou agora”, na segunda, ele está afirmando que deixou o legalismo israelita para ter um relacionamento com Cristo da mesma maneira que eles, gentios conversos, tinham: pela fé.

Paulo abandonou todo preconceito do judaísmo para viver entre os gentios conversos, da mesma forma que estes viviam: pela fé.

O apóstolo jamais se associou e jamais se associaria com alguém de forma a violar os princípios bíblicos. Sua contextualização ao grupo por quem trabalhava não considerava viver de maneira diferente da que havia aprendido em Cristo Jesus. E no território da salvação, nunca retornaria para a justificação pelas obras.

Gálatas 4:12, portanto, nada tem a ver com rebaixar normas em nome de se tornar fraco para estar com os fracos, mas, sim, indicar que Paulo usou um toque irônico para fazer um apelo: “Suplico que se tornem como eu (crente na justificação pela fé), assim como eu me tornei como vocês (que até dia desses viviam pela fé em Jesus Cristo).

Irmãos, na preparação para o apelo pastoral, Paulo está conduzindo a conversa para o seguinte ponto: Estivemos unidos em Cristo Jesus – vamos permanecer nEle!

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(23/08) – Quarta – Naquele tempo e agora.

Diante das dificuldades dos gálatas naquele exato momento, Paulo não os abandonou. Poderia ter agido com desprezo e gastar suas energias em novos lugares. Mas não fez assim. Preferiu, de forma cristã, relembrar um carinho deles para com ele no passado. Buscou tocar no sentimento deles – sensibilizar o coração deles.

Ao que parece, o apóstolo esteve doente – o que, tanto na visão judaica quanto na do paganismo, indicava que Deus, ou os “deuses”, estavam irados com ele – ou seja, que ele não era um mensageiro abençoado, não era um sujeito bem-vindo. No entanto, os gálatas se demonstraram acima dessa infeliz maneira de enxergar a situação, e lhe estenderam as mãos. Eles, no passado, cuidaram de Paulo.

Agora, diante de uma doença espiritual que se manifestava entre os gálatas (buscar salvação através das obras), Paulo estende a mão para eles também – e o faz com o interesse que recuperem a saúde – a saúde espiritual.

Sua Carta, então, precisa ser vista como uma tentativa de resgatar a confiança dos gálatas no ministério e no sacrifício de Jesus Cristo. Chama a atenção deles – repreende a todos eles – mas o faz para que volte a existir alegria no Céu por um pecador que se arrepende. Em cada um dos versos dessa Carta, precisamos ver a “misericórdia” trabalhando com todos os argumentos necessários.

Irmãos, oremos mais uns pelos outros. Oremos pelas necessidades físicas e materiais, mas, principalmente, pela saúde espiritual um do outro. Oremos para que todos vivam a salvação que já está garantida na cruz do Calvário

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(24/08) – Quinta – Falando a verdade.

Somos chamados a falar a verdade – não, porém, sem o mesmo sentimento que havia em Jesus Cristo: amor.

“Grande tato e sabedoria são necessários no trabalho de ganhar almas. O Salvador nunca suprimiu a verdade, mas disse-a sempre com amor. Em Suas relações com outros, exercia o máximo tato, e era sempre bondoso e cheio de cuidado. Nunca foi rude, nunca proferiu desnecessariamente uma palavra severa, não ocasionou jamais uma dor desnecessária a uma alma sensível. Não censurava a fraqueza humana. Denunciava destemidamente a hipocrisia, a incredulidade, e a iniquidade, mas havia lágrimas em Sua voz ao proferir Suas esmagadoras repreensões. Nunca tornava a verdade cruel, porém manifestava profunda ternura pela humanidade. Toda alma era preciosa aos Seus olhos. Conduzia-Se com divina dignidade; inclinava-Se, todavia, com a mais terna compaixão e respeito para todo membro da família de Deus. Via em todos, almas a quem tinha a missão de salvar” (Obreiros Evangélicos, pág. 117).

“Aprenda cada pastor a usar os sapatos do evangelho. Quem está calçado com a preparação do evangelho da paz, andará como Cristo andou. Poderá proferir palavras adequadas, e fazê-lo com amor. Não buscará incutir pela força a divina mensagem da verdade. Tratará com ternura cada coração, reconhecendo que o Espírito imprimirá a verdade nos que são susceptíveis às impressões divinas. Nunca terá maneiras impetuosas. Toda palavra que proferir exercerá influência suavizante e subjugante.

Ao proferir palavras de reprovação, ponhamos na voz toda a ternura e amor cristãos possíveis. Quanto mais elevada for a posição de um ministro, tanto mais circunspecto deve ele ser em palavras e atos” (Evangelismo, pág. 174).

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

(25/08) – Sexta conclusão

“Devemos crescer diariamente em amabilidade espiritual. Havemos de falhar muitas vezes em nossos esforços por copiar o Modelo divino. Muitas vezes havemos de prostrar-nos em pranto aos pés de Jesus, por motivo de nossas faltas e erros; mas não nos devemos desanimar; cumpre orar mais fervorosamente, crer mais plenamente, e de novo tentar, com mais constância, crescer na semelhança de nosso Senhor” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 337).

“Cristo ligou Seus interesses aos da humanidade e pede-nos que nos identifiquemos com Ele em prol da salvação das pessoas. ‘De graça recebestes’, diz Ele, ‘de graça dai’. O pecado é o maior de todos os males, e devemos ter compaixão do pecador e ajudá-lo. Muitos erram e sentem sua vergonha e loucura. Estão sedentos de palavras de ânimo. Pensam em suas faltas e erros a ponto de serem quase arrastados ao desespero. Não devemos negligenciar essas pessoas. Se somos cristãos, não passaremos de longe, mantendo-nos o mais distante possível daqueles mesmos que mais necessidade têm de nosso auxílio. Ao vermos pessoas em aflição, seja devido a infortúnio, seja por causa de pecado, não digamos nunca: ‘Não tenho nada com isso’.

‘Vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura’ (Gálatas 6:1). Faça, pela fé e pela oração, o poder do inimigo recuar. Profira palavras de fé e de ânimo, que serão como bálsamo eficaz para os quebrantados e feridos. Muitos têm desfalecido e perdido o ânimo na luta da vida, quando uma bondosa palavra de estímulo os haveria revigorado. Nunca devemos passar por uma pessoa sofredora sem buscar comunicar-lhe o conforto com que nós mesmos somos por Deus confortados” (O Desejado de Todas as Nações, págs. 504 e 505).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

Publicado em a lição da semana, Comentário da Lição da Escola Sabatina, Ligado na Videira | Marcado com , , , | 1 Comentário

Comentário da Lição da Escola Sabatina- Lição 8 – De escravos a herdeiros – Ligado na Videira – 12 a 19 de agosto de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 8

(12/08) – Sábado – introdução

Em 1517, Martinho Lutero deu início ao que é chamado de Reforma Protestante. Assim é denominado porque foi “corrigida”, foi “reformada” uma linha de pensamento teológico: não recebemos a salvação pelas obras, mas pela fé – a salvação pela fé.

Agora, em homenagem aos 500 anos de Reforma, estamos estudando o Livro bíblico que mudou a mente de Lutero: a Carta de Paulo aos Gálatas – “O Evangelho em Gálatas”. Findando o trimestre atual, o tema vai continuar o mesmo. Muda o trimestre, mas continua o mesmo assunto. Vamos emendar com a Carta de Paulo aos Romanos – “Salvação somente pela fé: o Livro de Romanos”.

Isso é inédito! Especial! Havíamos estudado “Romanos” no 3º trimestre de 2010 e “Gálatas” no 4º trimestre de 2011. Agora, “Gálatas” + “Romanos” juntinhos, na sequência.

Bem, por outro lado, além de homenagem, isso significa que o tema é importante. Importantíssimo! Se é verdade que nascemos “pecadores” porque somos filhos de Adão, também é verdade que nascemos “salvos” porque somos filhos de Deus. A “Promessa” contada a Abraão era uma repetição da que havia sido contada e garantida por Deus a Adão. Portanto, tanto faz dizer que somos “herdeiros de Abraão” ou “herdeiros de Adão”. Ao sair do Paraíso, Adão e Eva viveram na absoluta confiança de que Deus é Fiel. Deus garantiu a salvação na pessoa do Descendente – e todos os que quiseram assim viver durante o Velho Testamento, viveram como herdeiros da salvação que viria a ser consumada pelo Descendente – pelo Messias – pela segunda Pessoa da Divindade.

Especificamente a respeito de Abraão, ele viveu “vendo” a salvação em Jesus Cristo – o seu inigualável Descendente, e isso lhe foi imputado como justiça. Pela obediência futura de Jesus, o Justo, Abraão foi considerado justo antecipadamente. Pelo perdão a ser consumado na cruz, Abraão foi perdoado já em seus dias. Só depois de uns dois mil anos é que o depósito foi feito, mas na sua conta já havia o crédito.

Abraão, como herdeiro convicto, “desfrutou” a salvação. E as suas obras assim testificavam.

Quanto a cruz do Calvário, ali ocorreu a consumação propriamente dita. Algo físico. Real. Pontual. No entanto, lembremos que as pessoas do Velho Testamento já nasciam salvas em Jesus Cristo porque Ele era o Cordeiro morto antes da fundação do mundo. Pela fiel promessa de Deus, desde o instante em que Adão pecou, a humanidade vivia graças ao Plano da Redenção.

Irmãos, esse é o Evangelho pregado por Paulo. O Evangelho do Velho Testamento. O Evangelho do Novo Testamento. O Evangelho na Carta aos Gálatas.

Por obra do Espírito Santo, Paulo ensinou o que já era de conhecimento dos antigos. Apenas deu brilho onde os homens haviam colocado uma nuvem escura. Tirou a nuvem. Desembaçou.

Bem, além de “salvação”, temos falado de “fé”, de “Lei”, de “obras”, e de outras palavrinhas a mais. Cada uma delas dentro do seu respectivo papel no Plano da Redenção. A “salvação” nos é dada por Jesus Cristo, mas a fé, a Lei, as obras e as outras palavras têm as suas respectivas importâncias. Nesta semana, outras palavras surgem: “escravidão”, “adoção”, “herdeiros”. E sobre estas faremos as nossas considerações.

Deus nos guie!

Permitam-me indicar a seguinte leitura: Maravilhosa Graça de Deus, pág. 21 (meditação Matinal de 15/01/1974) – clique aqui. 

(13/08) – Domingo – Nossa condição em Cristo.

Quando Adão pecou, foi aberto um abismo entre nós e Deus. Nos tornamos a ovelha perdida; a desgarrada. Nos separamos do continente; nos tornamos uma ilha.

Mas, instantaneamente, Jesus Cristo estendeu o Seu braço, e nos puxou de volta; nos resgatou. Em Sua infinita graça e misericórdia, Ele não nos abandonou; não nos deixou como brinquedo nas mãos do inimigo.

“No momento em que o homem se rendeu à tentação de Satanás, e fez precisamente o que Deus lhe dissera para não fazer, Cristo – o Filho de Deus – esteve de pé entre os mortos e os vivos, dizendo: ‘Caia sobre Mim a penalidade. Ficarei em lugar do homem. Ele terá outra oportunidade’.

Logo que surgiu o pecado, surgiu um Salvador… Assim que Adão pecou, o Filho de Deus ofereceu-Se como penhor em favor da humanidade, com tanta espontaneidade para desviar a condenação pronunciada sobre o culpado, como quando morreu na cruz do Calvário” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 75 – Meditação Matinal de 10/03/1959).

“A salvação da humanidade sempre fora objeto de consideração nos concílios do Céu. O concerto de misericórdia fora feito antes da fundação do mundo. Existiu por toda a eternidade, e é chamado o concerto eterno. Tão certo como nunca houve um tempo em que Deus não existisse, nunca houve também um momento em que não fosse o deleite da Mente Eterna manifestar Sua graça à humanidade”. […]

“Cristo não estava só ao realizar Seu grande sacrifício. Era o cumprimento do concerto feito entre Ele e Seu Pai antes que se estendessem os fundamentos do mundo. Com mãos unidas associaram-se num solene pacto pelo qual Cristo Se tornaria fiador da humanidade caso fosse ela vencida pelo engano de Satanás” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 76 – Meditação Matinal de 11/03/1959).

Irmãos, o título da Lição de hoje é “Nossa condição em Cristo”. Que condição! Que extraordinária condição! NEle, novamente ficamos em paz com Deus. NEle, novamente podemos chamar Deus de Pai.

“Mediante a justiça de Cristo compareceremos perdoados diante de Deus, como se nunca tivéssemos pecado” (Cristo Triunfante, pág. 25 – Meditação Matinal de 19/01/2002).

“Quando o inspirado apóstolo João contemplou a altura, a profundidade e a amplidão do amor do Pai para com a raça perdida, foi possuído de um espírito de adoração e reverência; e, não podendo encontrar linguagem apropriada para exprimir a grandeza e ternura desse amor, chamou para ele a atenção do mundo. ‘Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus’” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 186 – Meditação Matinal de 29/06/1974).

É por isso que Paulo, de forma bastante apropriada, diz: “De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gálatas 4:7).

Sugerimos a seguinte leitura adicional: Maravilhosa Graça de Deus, pág. 51 (Meditação Matinal de 14/02/1974) – clique aqui. 

(14/08) – Segunda – Escravizados aos princípios elementares.

Bem, a condição de Adão e de todos os seus descendentes, durante o Velho Testamento, era assim, conforme ilustrou Paulo:

Durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, ainda que seja senhor de tudo. Mas está sob tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo pai. Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo; vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para resgatar os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de Seu Filho, que clama: ‘Aba, Pai!’ De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gálatas 4:1 a 7).

Ora, se o filho do proprietário de uma fazenda é o seu herdeiro legítimo, mas, por ser criança, ainda não pode ter autoridade sobre ela – o que, nesse aspecto, o iguala ao escravo – até que venha a sua maioridade – da mesma forma, todas as pessoas do Velho Testamento necessitavam que viesse o Messias. Foi só a partir da cruz do Calvário que todos efetivamente assumiram a condição de herdeiros legítimos. Eram herdeiros potenciais. Passaram a ser herdeiros de fato.

E como não podemos nos afastar da questão histórica, lembremos do seguinte: Paulo estava explicando que somos salvos não porque somos herdeiros de Abraão, mas de Cristo. Abraão representa o tempo em que éramos o herdeiro menor de idade. Em Cristo, alcançamos a maioridade – o filho que “pode” tomar posse de sua legítima herança.

Agora, olhando de trás para frente, Paulo questionava os insensatos gálatas: Por que deixar de ser um herdeiro legítimo e voltar para a condição de criança, que equivalia a de um escravo, no sentido de não poder tomar posse da herança? Para que voltar a ficar escravizado aos princípios elementares?

(15/08) – Terça – Deus enviou Seu Filho.

Vindo a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho”.

“O tempo exato da vinda do Messias havia sido predito pelos profetas. Nos concílios do Céu, o tempo desse evento tinha sido predeterminado. Não só o Messias veio no tempo indicado na profecia de Daniel, como veio no momento favorável em toda a história. O mundo estava em paz, sob um só governo. As viagens por terra e mar eram relativamente seguras e rápidas. Havia uma língua universal, o grego. As Escrituras estavam disponíveis em grego havia cerca de 200 anos. Muitos estavam insatisfeitos com suas crenças religiosas e estavam ansiosos pela verdade sobre a vida e o destino humano. Os judeus estavam dispersos por toda a parte e, apesar de suas imperfeições, davam testemunho do Deus verdadeiro. De todas as partes do mundo, iam a Jerusalém para participar das festas, e poderiam levar consigo, ao retornarem, a notícia da vinda do Messias. Deus não poderia ter escolhido lugar nem tempo mais propícios para lançar a mensagem do evangelho ao mundo do que a Palestina naquele período da história.

A palavra ‘plenitude’ também implica que todos os eventos preditos que precederiam o advento tinham se cumprido ou estavam a ponto de se cumprir. Deus é perfeito em sabedoria e conhecimento, e temos razão para crer que todos os acontecimentos em Seu grande plano cósmico terão lugar na ordem e nos tempos indicados. Essa precisão é evidente em toda a criação, desde o movimento dos planetas e estrelas até a estrutura do menor dos átomos. Não há razão válida para se duvidar de que exista a mesma precisão no grande plano de Deus para salvar a humanidade” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 1068).

(16/08) – Quarta – Os privilégios da adoção.

Dentro do contexto, em que a Lei era tutora, e o pecador era escravo, Paulo fez uso da palavra “resgatar” (Deus enviou Seu Filho … para resgatar os que estavam sob a Lei), com a intenção de evidenciar o fato de que Deus deu o Seu Filho para “comprar de volta” todos os seres humanos.

O maior prejuízo de Adão foi a perda da familiaridade com Deus. Isso é algo terrível! Ele e todos nós, seus descendentes, nos tornamos reféns de uma dívida impagável por nós mesmos. Porém, Deus, na pessoa do Senhor Jesus, Se apresentou como “Pagador” – sendo que a Sua própria vida era o “valor” requerido.

Irmãos, nós estamos falando da “vida de Deus”! A vida “dEle” pela “nossa”!

Bem, também dentro do contexto, Paulo ensina que, pelo fato de Jesus nos ter comprado de volta, voltamos à condição original de Adão. Voltamos a ser “filhos”. Em Cristo, readquirimos todos os direitos de um filho herdeiro.

Paulo diz que recebemos a “adoção de filhos” –  que somos filhos – e que podemos chamar Deus de “Pai”.

É por isso que a Lição de amanhã (quinta) usa como título a seguinte pergunta: “Por que voltar à escravidão?

(17/08) – Quinta – Por que voltar à escravidão?

“O amor de Deus para com a raça caída é insondável, indescritível, sem paralelo. Este amor O levou a consentir em dar o Seu único Filho para morrer, a fim de que o homem rebelde pudesse ser posto em harmonia com o governo do Céu, e ser salvo da penalidade da transgressão. O Filho de Deus desceu de Seu trono real, e por nosso amor tornou-Se pobre, para que por Sua pobreza enriquecêssemos. Ele se tornou um ‘Homem de dores’, a fim de que pudéssemos ser participantes de Sua alegria eterna. … Deus permitiu que Seu amado Filho, cheio de graça e de verdade, viesse de um mundo de indescritível glória, para um mundo manchado e poluído pelo pecado, envolvido na sombra da morte e da maldição. […]

Ao tomar a nossa natureza, o Salvador ligou-Se à humanidade por um laço que jamais se partirá. Ele nos estará ligado por toda a eternidade. … Deus adotou a natureza humana na pessoa de Seu Filho, levando a mesma ao mais alto Céu. É o ‘Filho do homem’, que partilha do trono do Universo. … Em Cristo se acham ligadas a família da Terra e a do Céu. Cristo glorificado é nosso irmão. O Céu Se acha abrigado na humanidade, e esta envolvida no seio do Infinito Amor” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 77 – Meditação Matinal de 12/03/1974).

“Se há alguém que devia ser continuamente agradecido, é o seguidor de Cristo. Se há alguém que frua felicidade real, mesmo nesta vida, é o fiel cristão. … Se apreciamos ou temos qualquer senso de quão cara foi comprada nossa salvação, tudo quanto chamamos sacrifício perderá todo significado” (Nossa Alta Vocação, pág. 199 – Meditação Matinal de 14/07/1962).

(18/08) – Sexta – conclusão

“Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados foi feito o concerto, segundo o qual, todos os que fossem obedientes, todos os que mediante a abundante graça provida se tornassem santos no caráter e sem mácula diante de Deus por se apropriarem dessa graça, deviam ser filhos de Deus. […]

Tudo devemos à graça, abundante graça, graça soberana. A graça no concerto ordenou nossa adoção. A graça no Salvador, efetuou nossa redenção, regeneração e adoção a coerdeiros de Cristo. Manifeste-se aos outros esta mesma graça. […]

Ao crermos plenamente que somos Seus por adoção, podemos ter um antegozo do Céu. […] Temos afinidade com Ele, e com Ele podemos manter doce comunhão. Obtemos clara visão de Sua compaixão e bondade, e nosso coração é quebrantado e abrandado pela contemplação do amor que nos é concedido. Sentimos de fato um Cristo permanente na vida. E nós permanecemos nEle, e sentimo-nos em família com Jesus. […] Temos um compreensivo senso do amor de Deus, e repousamos em Seu amor. Nenhuma linguagem pode descrevê-lo, pois está além do entendimento. Somos um com Cristo, nossa vida está escondida com Cristo em Deus. Temos a garantia de que quando Aquele que é a nossa vida Se manifestar, também nós nos manifestaremos com Ele em glória. Com forte confiança podemos chamar a Deus de nosso Pai. […]

Todos quantos nasceram na família celestial, são em sentido especial irmãos de nosso Senhor. O amor de Cristo liga os membros de Sua família, e onde quer que esse amor se manifeste, aí se revela a relação divina” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 52 – Meditação Matinal de 15/02/1974).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

Publicado em a lição da semana, Comentário da Lição da Escola Sabatina, Ligado na Videira | Marcado com , , , | 9 Comentários

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 7 – O caminho para a fé – Ligado na Videira – 5 a 12 de agosto de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 7

No trimestre passado, os irmãos estão lembrados, estudamos as duas Cartas de Pedro. Foi um estudo especial. Muito bom! Agora, com a Carta de Paulo aos Gálatas, nossa mente é levada a lembrar e resgatar um dos versos de Pedro – aquele que diz assim: “O nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando [da salvação], como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender…” (2Pedro 3:15 e 16).

Vejam só! O famoso apóstolo Pedro! Discípulo de Jesus! Na sua idade avançada, o grande pregador cristão reconheceu que nos escritos de Paulo existiam pontos difíceis de serem compreendidos!

Irmãos, atualmente, nós temos muito mais recursos para o estudo. Temos a Bíblia completa (em nosso idioma!) e somos cercados pelos Testemunhos do Espírito de Profecia. É verdade que o pecado está mais velho, mais alastrado, e mais aprofundado. É verdade que o engano tem feito seu trágico trabalho. Mas nós temos, sim, mais recursos. E, pela graça de nosso Senhor Jesus, e pela ação do Espírito Santo em nós, iremos superar as dificuldades para a compreensão do tema mais importante da nossa vida: a nossa salvação. Sendo que, por fim, reconheceremos que a dificuldade estava em nós, e não no tema, não na Palavra.

Os gentios convertidos não possuíam o amadurecimento bíblico que se esperava dos judeus convertidos. As Escrituras Sagradas estavam nas mãos dos israelitas há cerca de mil e quinhentos anos. A bênção por pertencerem à família de Abraão os acompanhava por sucessivas gerações. Sendo assim, Paulo tinha que ensinar coisas novas para os gentios e, ao mesmo tempo, fazer com que os israelitas enxergassem que essas coisas novas já eram antigas para eles – sendo que eles é que não conseguiam enxergá-las. Enfronhados em tradições humanas, se perderam no caminho, e deixaram de desfrutar o mais doce e mais simples de todos os temas bíblicos: a salvação de toda a humanidade seria (e foi) providenciada total e completamente por Deus. “Abraão, de ti farei uma grande nação” – “Abraão, em ti serão benditas todas as nações” – “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito para que todo aquele [de qualquer nação do mundo] que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Imagine que um médico tenha orientado o seu paciente a fazer um exame em jejum. Pergunto: O médico é inimigo dos alimentos? Está querendo dizer que comer faz mal? Quanto ao paciente, será que está interpretando que terá que ficar em jejum para todo o sempre?

Bem, a resposta é “não”. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Para o momento do exame, o jejum é necessário. Depois, os alimentos poderão e deverão ser novamente consumidos.

De certa forma, Paulo tinha que se preocupar com todas as palavras. Cada uma delas precisava ser bem explicadinha. As distorções ocorriam há anos. O que era fácil havia se tornado difícil. E o apóstolo e pastor das igrejas de Cristo precisava explicar o propósito de cada uma das palavras. Precisava ensinar que somos salvos não pela obediência, mas que isso não queria dizer que nunca mais precisaríamos obedecer. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa! Precisava ensinar que em Jesus encontramos libertação – mas a libertação do pecado, e não a libertação de não mais precisar obedecer a Lei!

Irmãos, a graça não anula a Lei. A graça tem seu propósito. A Lei também tem seu propósito. Ambos os propósitos precisam ser entendidos. E sendo, veremos de forma doce e simples que a graça não anula a Lei.

(06/08) – Domingo – A Lei e a promessa.

A Lição de hoje fala sobre duas coisas: a Lei de Deus e a Promessa de Deus de que Ele nos salvaria.

Certo dia, “João [Batista] viu a Jesus, que vinha para ele, e disse [aos seus discípulos]: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’” (João 1:29).

Por que será que João se referia a Jesus como sendo “o Cordeiro”? Do que ele estava falando?

Em Apocalipse 13:8, o outro João, o João discípulo de Jesus, falando da besta, diz que os que a adoram não terão os seus nomes “escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”.

Que história é essa de “Cordeiro”?

Bem, para que Adão e Eva ficassem impressionados com o sacrifício que seria feito em favor deles (a morte de Jesus), o sangue de um animal inocente seria derramado ainda no Éden. Na ilustração, eles deveriam confessar o pecado, transferi-lo para o animal, e o matar. O animal morreria porque eles haviam pecado. E pelo que tudo indica, o animal deve ter sido um cordeiro – o que motivou os escritores bíblicos associarem “Cordeiro” com “Jesus Cristo”.

Irmãos, de dentro do Jardim do Éden, essa ilustração passou para o lado de fora, para os descendentes de Adão e Eva, e atravessou todo o Velho Testamento, sendo consumada na cruz do Calvário. Mas, o que deve nos impressionar agora é o fato de que este Plano de Salvação já existia na mente de Deus bem antes do homem ter sido criado. Ou seja, nem existia a humanidade, mas Deus já havia Se comprometido a salvá-la. A humanidade nem havia sido trazida à existência, mas Deus havia “prometido” para Si mesmo que, havendo necessidade, a salvaria. E assim que Adão e Eva necessitaram, Deus “revelou” e “explicou” a promessa de que Ele mesmo, Cristo Jesus, era “o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”.

Nesse sentido, podemos dizer que todos do Velho Testamento viveram sob a “Promessa”.

Então, para que a humanidade confiasse nisso, Deus concedeu “confiança”. Para que cresse, deu “fé”. Ou seja, a “promessa”, a “fé” e a “salvação” – tudo foi dado por Deus. A própria “Lei” foi dada por Deus.

E por ter agora falado em “Lei”, é necessário dizer que, através dos textos indicados, a Lição de hoje coloca a “promessa” em seu devido lugar, e coloca a “Lei” também em seu devido lugar. Uma tem um propósito. Outra, outro. Mas jamais uma desprezando a outra. Jamais uma autorizando a diminuir a importância e o propósito da outra. Jamais Deus salvaria com base em Sua promessa e, “depois”, como que arrependido, mudaria para salvação através da obediência à Lei – embora a obediência tenha o devido lugar, tenha o devido propósito.

(07/08) – Segunda – Prisioneiros da Lei.

O capítulo 3 de Gálatas é difícil, no sentido de muito carregado. Várias palavras estão sendo usadas ao mesmo tempo: promessa – herança – justiça – obras – Lei – fé – que, vistas isoladamente, dão a impressão de se contradizerem, ou de uma anular a outra. Disso, toda hora temos que dar alguma explicaçãozinha. Por exemplo, o verso 23, que diz assim: “Antes que chegasse o tempo da fé, nós éramos prisioneiros da lei, até que fosse revelada a fé que devia vir” (NTLH).

A fé veio antes ou veio depois da lei? Que história é essa? Se somos “prisioneiros” da lei – quando a fé chegou, nós fomos “libertos” da lei?

Bem, no contexto, Paulo está escrevendo aos gentios cristãos que estavam sendo atacados por judeus cristãos. Algumas coisas estão implícitas no debate. Uma delas, que os judeus carregavam várias leis ao mesmo tempo, como se estas fossem uma só. A Lei de Deus (Os Dez Mandamentos – a Lei moral), a lei cerimonial, a lei de saúde, etc., etc. Conosco também é assim. Temos as leis de trânsito, sanitária, criminal, trabalhista, do condomínio, etc., etc., e a Lei de Deus também.

Falando especificamente da “lei cerimonial”, esta era praticada em relação às coisas religiosas – todo o ritual do Santuário e na devoção pessoal. Nela, tudo apontava para o ministério de Cristo. Ou seja, a lei cerimonial levava o pecador para Cristo Jesus.

Quanto a “Lei de Deus” (os Dez Mandamentos), ela diz que o ser humano é pecador – e sendo pecador, precisa de um Salvador. Ou seja, a Lei de Deus levava o pecador para Cristo Jesus.

Ao mesmo tempo, a fé não apontava uma salvação a ser realizada pela própria pessoa. A fé apontava para a salvação em Cristo Jesus. Adão, pela fé, viu Jesus Cristo. Abraão, pela fé, viu a cruz do Calvário. Pela fé, todos do Velho Testamento aguardavam o cumprimento da fé. Aguardavam que o tempo do Messias chegasse.

Assim, quando Cristo realizou a Sua obra em favor da nossa salvação, chegou “o tempo da fé” – enquanto que, antes disso, “éramos prisioneiros da lei”.

Quanto as leis, a lei cerimonial foi extinta no Calvário – mas a Lei de Deus, esta é eterna. A cerimonial não deve ser continuada (é o caso da circuncisão). A Lei de Deus, esta deve ser obedecida – pois, se não, continuaremos em pecado, continuaremos perdidos.

Por outro lado, a obediência aos Dez Mandamentos nos torna prisioneiros? Não! Jamais! Salvo em Cristo Jesus, a obediência indica que estamos livres – estamos livres do pecado! – livres para obedecer!

(08/08) – Terça – A Lei como nosso vigilante.

O pecado é destrutivo. Permanecer em desobediência é caminhar rumo à destruição. A história das nações e dos indivíduos prova isso. A Lei de Deus, portanto, deve ser vista como nosso “vigilante” – no sentido positivo. Obedecê-la é desfrutar do seu “cuidado”. Em obediência aos seus estatutos, ficamos “seguros”.

Não é difícil entender isso. Com as leis humanas se dá o mesmo. Por exemplo: não devemos ter medo dos radares que limitam a velocidade ou que flagram os que ultrapassam o sinal vermelho.

Há os que consideram os radares como vigilantes de forma negativa. Lógico! Vivem sendo multados! Mas os que andam nos limites indicados, se sentem “cuidados” pela lei. Se sentem “seguros”.

“Cada uma das leis de Deus é uma promulgação de misericórdia, amor e poder salvador. Essas leis, se obedecidas, são nossa vida, nossa salvação, nossa felicidade, nossa paz” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 3, pág. 1306).

“As leis de Deus têm seu fundamento na mais imutável retidão, e são constituídas de maneira que proverão a felicidade dos que as guardam” (Filhos e Filhas de Deus, pág. 267 – Meditação Matinal de 17/09/1956).

“As leis a que todo instrumento humano deve obedecer dimanam do coração de amor infinito” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 217).

(09/08) – Quarta – A Lei como nosso tutor.

A Lei moral – conhecida como “os Dez Mandamentos” – revela o caráter do Legislador. Revela a natureza do governo de Deus. Obedecê-la é aceitar o seu papel de tutora, de pedagoga. Obedecê-la é aceitar o instrumento divino para a nossa formação moral. Assim teria sido na perfeição do Jardim do Éden – assim deve ser agora.

Carecemos enxergar e valorizar a função da Lei. E a Lição de hoje o faz, afirmando que a Lei não só condena (sua face negativa), mas também é tutora, instrutora, protetora (o lado positivo).

“A Lei é uma expressão da mente de Deus. Quando é recebida em Cristo, torna-se nossa mente. Ela nos eleva sobre o poder dos desejos e tendências naturais, sobre as tentações que levam ao pecado” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 1238).

“Não há segurança nem repouso nem justificação na transgressão da Lei. Não pode o homem esperar colocar-se inocente diante de Deus e em paz com Ele, mediante os méritos de Cristo, se ao mesmo tempo continua em pecado. Tem de deixar de transgredir, e tornar-se leal e verdadeiro. Ao olhar o pecador para o grande espelho moral, vê seus defeitos de caráter. Vê-se a si mesmo tal qual é, maculado, corrupto e condenado. Sabe, porém, ele que a Lei não pode, de modo algum, remover a culpa ou perdoar ao transgressor. Tem de ir mais longe que isso. A Lei é apenas o aio para levá-lo a Cristo. Tem de ele olhar para seu Salvador, o portador dos pecados. E ao ser-lhe revelado Cristo na cruz do Calvário, morrendo sob o peso dos pecados de todo o mundo, o Espírito Santo lhe mostra a atitude de Deus para com todos os que se arrependem de suas transgressões” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 213).

(10/08) – Quinta – A Lei e o cristão.

Se Adão desobedeceu a Lei é porque havia uma Lei. Se ele caiu, caiu de alguma posição. Ora, isso indica que, mesmo para Adão em sua natureza santa, pura e inocente, havia “fora” dele uma referência de caráter, de conduta. Ao criar o homem, é verdade que Deus lhe concedeu o livre arbítrio, mas isso não significava que não havia um governo, uma Lei, uma regra de ética a ser seguida. E isso era para o seu bem.

Irmãos, da “queda” de Adão até agora, estamos mergulhados em quase seis mil anos de pecado. A Lei nunca deixou de ser importante para a humanidade – mas, convenhamos, ela é muito, mas muito importante para nós, em nossos dias. Muito! E, bem por isso, mesmo em nossa natureza pecaminosa, somos chamados a obedecê-la, e capacitados para isso.

O inimigo nos faz olhar para nós mesmos, para nossa suposta sabedoria, para a ciência centrada em nosso egoísmo, para a filosofia que nós mesmos criamos.

Diferentemente disso, Deus nos alerta que devemos, para nosso próprio bem, olhar para algo “fora” de nós: a Sua Lei.

A Sua Lei é o reflexo de Seu caráter. A Sua Lei é, portanto, a referência para a nossa vida.

Mas, notem os irmãos, não estamos falando de “salvação”. A salvação continua sendo gratuitamente oferecida por Jesus Cristo. A Lei não nos salva. Cristo Jesus, Este sim, é o Salvador – o nosso único Salvador. Ocorre, no entanto, que Ele não nos salva para “continuarmos” em desobediência à Sua Lei. Ou seja, somos salvos do pecado apontado por Sua Lei e capacitados para a obediência dessa mesma Lei.

Nosso Senhor assumiu a natureza humana, e, com essa natureza, foi tentado durante toda a Sua vida, mas nunca cedeu aos ataques do pai da mentira. Assim, até em questão de “exemplo”, o exemplo está “fora” de nós. Cristo é o nosso Exemplo a ser seguido. Ele nos ensina que “devemos” e “como podemos” guardar a Lei de Deus.

(11/08) – Sexta-feira – conclusão

“O Senhor quer que estejais de bom ânimo. Fortalecei-vos. […] Satanás atua por toda parte para destruir a fé, e para tornar as pessoas infelizes. […]

Caso não estejais experimentados em discernir os ardis de Satanás, vossa única segurança está na oração. Abri todos os segredos do coração ao exame do Olhar infinito, e rogai a Deus que vos torne puros e fortes, armando-vos inteiramente para os grandes conflitos da vida. A fé aumenta com as batalhas contra as dúvidas; a virtude adquire mais vigor pela resistência à tentação. […]

Todas as bênçãos são concedidas aos que mantêm ligação vital com Jesus Cristo. Jesus nos chama a Si, não simplesmente para refrigerar-nos com Sua graça e presença por algumas horas, e depois mandar-nos embora de Sua luz, para andarmos separados dEle em sombras e tristeza. Não, não. Diz-nos que precisamos ficar com Ele e Ele conosco. Onde quer que seja necessário fazer Sua obra, Ele está presente, terno, amante e compassivo. Preparou-nos, a vós e a mim, uma morada permanente em Si mesmo. É nosso refúgio. Nossa experiência deve ampliar-se e aprofundar-se. Jesus revelou toda a divina plenitude de Seu inexprimível amor. […] Aproximai-vos de Deus. Falai de coragem, falai de fé, falai de esperança. Meu irmão e minha irmã no Senhor, tende bom ânimo. Oh, quão pouco sabemos do que se acha diante de nós! Dar-nos-emos inteiramente a Jesus, para ser totalmente Seus, e então dizer: “Não a minha vontade, ó Deus, mas a Tua, seja feita”? […] Tendes o terno amor e a compaixão de vosso Salvador. Olhai para Ele. Confiai nEle continuamente, e não duvideis de Seu amor. Ele conhece toda a nossa fragilidade, e o que nos é necessário. Dar-nos-á graça suficiente para o dia. Tão-somente olhai sem cessar a Jesus, e tende bom ânimo. […]

Há, na fé genuína, uma animação, uma firmeza de princípio que nem o tempo nem a lida são capazes de enfraquecer” (Filhos e Filhas de Deus, pág. 191 – Meditação Matinal de 03/07/1956).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

Publicado em a lição da semana, Comentário da Lição da Escola Sabatina, Ligado na Videira | Marcado com , , , | 3 Comentários

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 6 – A superioridade da promessa – Ligado na Videira – 29 de julho a 5 de agosto de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 6

Na cruz do Calvário, nosso Senhor Jesus Cristo disse: “Está consumado”.

Perguntamos: O que estava “consumado”? O que estava “feito”, “realizado”? Jesus estava “cumprindo” o quê?

Irmãos, antes da fundação do mundo – ou seja, antes do homem se tornar pecador, e até mesmo antes do homem ter sido criado – já existia o Plano da Redenção. A salvação do homem já fazia parte do pensamento de Deus. Era oculto, era segredo, mas já existia tal propósito no coração de Deus. Só foi declarado quando surgiu a necessidade – quando o homem se tornou “pecador” – mas já existia antes da humanidade.

No Éden, quando nossos pais pecaram, imediatamente o Plano foi instituído, foi colocado em ação – e, então, eles foram informados. Foi um espanto para os anjos. Foi um espanto para o Universo. Até Adão e Eva se espantaram diante de tão grande Plano, que, ao mesmo tempo, revelava o imenso amor do Criador para com a Sua criatura.

Bem, dentre as várias coisas boas que poderíamos considerar dentro desse assunto, destacamos a “promessa” da salvação e a importância da “Lei”. Sempre nos esbarraremos nas palavras “graça”, “amor”, “misericórdia”, “aliança”, “obediência”, “pecado”, “desobediência”, “justificação”, “obras” e “fé”. Nesta semana, porém, o destaque estará em “promessa” e “Lei”.

Quando Adão e Eva pecaram, receberam a visita do Criador – e nessa visita foi revelada “A Promessa” – a promessa de que seriam resgatados – a promessa de que seriam salvos porque Ele, o Criador, é quem estava prometendo. E embora fossem levados a olhar constantemente para a promessa, que, acima de tudo, olhassem para Aquele que fez a promessa.

Esse tema é recorrente nos escritos de Paulo. Ele via isso. Era movido por isso. Por sinal, tempos depois de ter escrito Gálatas, escreveu Hebreus, de onde tiramos esta pérola:

Aproximemo-nos” – então – “com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois Quem fez a promessa é Fiel” (Hebreus 10:22 e 23).

Essa promessa é unilateral. Deus prometeu executar o Plano da Redenção. Não dependeria do homem. Tem a ver com Deus. No início, no meio e no fim, todo o Plano da Redenção tem a ver só, única e exclusivamente com Deus. Ele é quem salva. (Não estou falando que todos serão salvos! Estou falando que Deus providenciaria e providenciou a salvação para todos!).

(30/07) – Domingo – Lei e fé.

Gálatas 3:15 a 18 – “Irmãos, falo como homem [ou seja, vou usar uma ilustração humana]. Ainda que [um testamento] uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe acrescenta alguma coisa [imagine, então, se Deus “mudaria” a maneira como prometeu salvar!]. Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu Descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu Descendente, que é Cristo [a salvação dependeria da obra do Descendente, e não das obras dos descendentes]. E digo isto: uma Aliança já anteriormente confirmada por Deus [aos patriarcas anteriores ao Sinai, incluindo Abraão], a Lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa. Porque, se a herança [se a salvação] provém de Lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente a Abraão”.

Irmãos, façamos algumas considerações – mas não sem antes alertar sobre o seguinte: o texto está tratando de “salvação”, e não se a Lei continua ou não a ser válida. Paulo está falando que é Jesus Cristo quem salva, e não que a Lei deva ser desprezada.

Bem, a Lição de hoje nos leva a considerar a “Lei” e a “fé”. Abraão recebeu de Deus o dom da fé. Com a fé, Abraão creu na Promessa. Confiou nAquele que a prometeu. Passou a viver olhando para o Descendente. Sabia que o Descendente era a Promessa. A salvação de Abraão dependia da vinda de Jesus Cristo. A de Enoque, de Elias e de Moisés também. Por sinal, Maria e José dependiam que Cristo Jesus fosse para o sacrifício.

O inimigo tem usado os extremos para mentir. Insiste com a justificação pelas “obras”, pela obediência, pelo esforço humano. É como se o pecador devesse “ajudar” a Deus. É como se o homem tivesse que fazer uma parte, sendo que Deus faria o resto. Seria uma salvação daqui pra lá, e não de lá pra cá.

Mas, se explicamos que a salvação é pela “fé”, o inimigo, daí, insiste em retirar a “Lei”. E por que isso? Porque não tendo “Lei”, não há pecado. Não tendo “Lei”, o homem pode viver como bem entender. Diz ele: basta ter fé.

Que nó! Que grande nó! E muitos ficam enrolados no laço do inimigo.

Irmãos, o sacrifício de Jesus significa mais do que salvar. Mais do que um dia a gente ir para o novo Céu e a nova Terra. Vai além! Tem outras coisas correndo em paralelo. Por exemplo, inclui o benefício da “santificação”. Ele nos capacita a deixar a velha vida e a viver a novidade de vida. “Cristo vive em mim!”

(31/07) – Segunda – Fé e Lei.

“O engano de Satanás é que a morte de Cristo introduziu a graça para tomar o lugar da Lei. A morte de Jesus de maneira alguma modificou, anulou ou diminuiu a Lei dos Dez Mandamentos. Essa preciosa graça oferecida aos homens por meio do sangue do Salvador estabelece a Lei de Deus. Desde a queda do homem, o governo moral de Deus e Sua graça são inseparáveis. Andam de mãos dadas através de todas as dispensações.

Jesus, nosso Substituto, consentiu em sofrer pelo homem a penalidade da Lei transgredida. Ele revestiu Sua divindade com a humanidade, tornando-Se assim o Filho do homem, o Salvador e Redentor. O próprio fato da morte do amado Filho de Deus para remir o homem revela a imutabilidade da Lei divina. Quão facilmente, do ponto de vista do transgressor, Deus poderia ter abolido Sua Lei, provendo assim um meio pelo qual o homem pudesse ser salvo e Cristo permanecesse no Céu! A doutrina que ensina a liberdade, pela graça, para transgredir a Lei é uma ilusão fatal. Todo transgressor da Lei de Deus é um pecador, e ninguém pode ser santificado enquanto vive em pecado conhecido.

A condescendência e a angústia do amado Filho de Deus não foram suportadas a fim de adquirir para o homem a liberdade de transgredir a Lei do Pai e sentar-se ainda com Cristo no Seu trono. Isso ocorreu para que por Seus méritos e pela manifestação de arrependimento e fé o pecador mais culpado possa receber perdão e obter força para levar uma vida de obediência. O pecador não é salvo em seus pecados, mas de seus pecados” (Fé e Obras, capítulo 2 – “A norma da verdadeira santificação”).

(01/08) – Terça – O propósito da Lei.

Em vez de olharem para a superioridade da Promessa, os combatentes de Paulo olhavam para a Lei – e nela viam o meio de salvação, desde que a obedecessem.

Em momento algum Paulo deprecia a importância da Lei. Ao contrário, expressa uma valorização atrás da outra! Porém, ele faz isso colocando a Lei no seu devido lugar. Ele explica que a Lei tem um propósito – mas que esse propósito não é salvar. A salvação é por obra única e completa de Jesus, e nós nos apropriamos dela porque recebemos um dom a mais: a fé. Com a fé, confiamos nAquele que prometeu nos salvar. Com a fé, confiamos que a Promessa foi consumada na cruz do Calvário.

Reforçamos: A salvação é por obra única e completa de Jesus, e nós nos apropriamos dela porque recebemos um dom a mais: a fé.

E relembramos a Lição 4: “Não que exista na fé qualquer virtude pela qual se mereça a salvação, mas porque a fé pode recorrer aos méritos de Cristo, o remédio provido para o pecado” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 1194).

Quanto a Lei, Paulo afirma que o seu propósito é patentear o que é certo e o que é errado. É o denunciador do pecado. Torna o pecado conhecido. Correspondendo a salvação com obediência a Lei, a pessoa permanece em harmonia com o governo de Deus. Continuando a agir errado, a pessoa permanece em conflito com o governo de Deus.

Assim, enquanto a graça nos salva, a Lei revela se estamos realmente salvos. Questão de obediência ou desobediência.

“Abraão creu em Deus. Como sabemos que ele creu? Suas obras [sua obediência a Lei] testificavam do caráter de sua fé, e sua fé lhe foi imputada como justiça” (Refletindo a Cristo, pág. 71 – Meditação Matinal de 06/03/1986).

“O evangelho de Cristo não dá licença para as pessoas transgredirem a Lei, pois foi pela transgressão que as comportas da desgraça foram abertas sobre nosso mundo. Hoje, o pecado é a mesma coisa maligna que era no tempo de Adão. O evangelho não promete a graça de Deus para alguém que, por impenitência, transgride Sua Lei” (Comentário de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina, 17/10/2011).

(02/08) – Quarta – A duração da Lei de Deus.

“Paulo não apresentava nem a Lei moral nem a cerimonial, como os pastores em nossos dias se atrevem a fazer. Alguns nutrem tal antipatia para com a Lei de Deus, que se dão ao trabalho de denunciá-la e estigmatizá-la. Assim desdenham eles a majestade e glória de Deus e lançam-nas ao desprezo.

A Lei moral jamais foi um tipo ou sombra. Existiu antes da criação do homem, e vigorará enquanto permanecer o trono de Deus. Não podia Deus mudar ou alterar um só preceito de Sua Lei a fim de salvar o homem, pois é a Lei o alicerce de Seu governo. É imutável, inalterável, infinita e eterna. Para o homem ser salvo, e para ser mantida a honra da Lei, foi necessário que o Filho de Deus Se oferecesse como sacrifício pelo pecado. Aquele que não conheceu pecado tornou-Se pecado por amor de nós. Por nós morreu no Calvário. Sua morte demonstra o maravilhoso amor de Deus ao homem, e a imutabilidade de Sua Lei.

No Sermão da Montanha Cristo declarou: ‘Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: Até que o Céu e a Terra passem, nem um i ou til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra’ (Mateus 5:17 e 18).

Cristo suportou a maldição da Lei, sofrendo sua pena, levando a término o plano segundo o qual devia o homem ser colocado onde pudesse guardar a Lei de Deus e ser aceito graças aos méritos do Redentor; e por Seu sacrifício derramou-se glória sobre a Lei. Então a glória daquilo que não é transitório — a Lei de Deus, dos Dez Mandamentos, Sua norma de justiça — foi claramente vista por todos os que viram o fim daquilo que era transitório” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 239 e 240).

(03/08) – Quinta – conclusão – A superioridade da promessa.

Convenhamos: se a justificação fosse pelas obras, quem de nós se salvaria? Temos obras tão boas a ponto de elas nos tonarem pessoas justas? Estamos tão bem assim de obras? Porque nascemos com a natureza pecaminosa, que obras poderíamos fazer? Que esperança teríamos se, para nos salvar, tivéssemos que confiar em nossa obediência a Lei?

Ainda bem que não é assim. Somos justificados – perdoados – considerados justos – porque Deus operou isso por nós, e tem operado em nós.

Bem, encerramos a Lição desta semana relembrando que ela é a continuação da anterior, a da semana passada. Ambas dentro de Gálatas 3, onde Paulo expressou o famoso verso: “Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou?

Irmãos, de longa data o inimigo tem fascinado a raça caída. Busca se prevalecer sobre ela. Seu intento é embaçar o que sempre foi claro.

O reerguimento da raça não pode estar nela mesmo. É ilógico! Cristo Jesus – Esse sim – é quem nos salva, nos redime, nos coloca em harmonia com Deus. E Abraão compreendia isso.

Os falsos mestres manipulavam a história de Abraão, como se a obediência dele o tornasse merecedor da salvação. Paulo, então, afirma: Vocês são herdeiros de Abraão, porém, não pela obediência dele ou de vocês, mas “pela promessa que Deus concedeu gratuitamente a Abraão”, na pessoa do Descendente Cristo Jesus – que foi exposto da cruz do Calvário, onde disse: “Está consumado”.

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

Publicado em a lição da semana, Comentário da Lição da Escola Sabatina, Ligado na Videira | Marcado com , , , | 2 Comentários

Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 5 – Fé e Antigo Testamento – Ligado na Videira – 22 a 29 de julho de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 5

No trimestre passado, vimos Pedro alicerçando seus argumentos através do Antigo Testamento. Ele aprendera com Jesus. O Mestre respondia com base no que hoje chamamos de Antigo – ou – de Velho Testamento.  A Sua conversa na estrada para Emaús é um dos exemplos.

Na Carta aos Gálatas, o apóstolo Paulo fez o mesmo. Se fundamentou no que já estava escrito, no que já estava revelado, e foi direto ao ponto. Não amaciou – se bem que, é lógico, escreveu de forma a resgatar a igreja, de forma a trazer os irmãos de volta para a verdade.

Ao mesmo tempo, o Espírito Santo pensou em todas as igrejas, de todas as eras. Ele Se serviu do problema dos gálatas e da metodologia usada por Paulo para que o ensino da justificação pela fé, ensinado no Antigo Testamento, e resgatado pelo apóstolo, ficasse registrado também no Novo Testamento. Por sinal, é justamente dessa experiência que se tirou o título para o atual trimestre: O Evangelho em Gálatas. Nosso estudo, porém, não se limita à história de Paulo. Ao mesmo tempo, é bem mais do que a história dos gálatas. É a explicação sobre o Evangelho – sobre a salvação em Cristo Jesus – assunto revelado no Éden, assim que nossos primeiros pais pecaram, e que atravessou todo o Velho Testamento.

Bem, nesta semana, e na próxima, vamos estudar o terceiro capítulo de Gálatas. Nesta, os catorze primeiros versos. Por isso, peço permissão aos irmãos para aqui publicar os versos a serem considerados:

Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da Lei ou pela pregação da fé? Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne? Terá sido em vão que tantas coisas sofrestes? Se, na verdade, foram em vão.

Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da Lei ou pela pregação da fé? É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão.

Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: ‘Em ti, serão abençoados todos os povos’. De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão.

Todos quantos, pois, são das obras da Lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: ‘Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da Lei, para praticá-las’.

E é evidente que, pela Lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. Ora, a Lei não procede de fé, mas: aquele que observar os seus preceitos por eles viverá.

Cristo nos resgatou da maldição da Lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido”.

(23/07) – Domingo – Os insensatos gálatas.

Jamais deveríamos nos esquecer: todas as jogadas do inimigo serão para destruir. Cada uma delas. Ele usará todas as oportunidades para tirar a igreja do verdadeiro caminho da salvação.

Paulo evangelizou os gálatas. Deu a eles a mensagem da salvação em Cristo Jesus. Explicou para eles que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Somente nEle há salvação. E eles aceitaram! E mantiveram-se nesse primeiro amor por muito tempo!

Então, o inimigo mexeu uma peça no tabuleiro. Fariseus convertidos ao cristianismo se permitiram ser usados pelo pai da mentira. Queriam porque queriam que os gentios convertidos ao cristianismo fossem circuncidados também, como os descendentes de Abraão – ou seja, que se tornassem israelitas.

Paulo, na condição de ex-fariseu (e dos maiores!), bem sabia o que motivava tal “forçação”. Sabia que se tratava de diminuir o valor do sacrifício de Jesus, concedendo valor ao esforço do homem. Tratava-se da falsificação da verdade. Uma substituição.

E, tendo isso feito relativo sucesso entre os gálatas, Paulo, orientado pelo Espírito Santo, foi dotado do dom de discernimento, e revelou o erro no qual estavam caindo. Eles não poderiam professar ignorância a respeito das verdades do evangelho. Então, de forma bastante irônica, observou:

Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado?

Recebestes o Espírito pelas obras da Lei ou pela pregação da fé?

Tendo começado no Espírito, (estão agora se) aperfeiçoando na carne?

Terá sido em vão que tantas coisas sofrestes?

Essa repreensão vinha na sequência da que fora apresentada no capítulo 1, que dizia: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo”.

Atualmente, somos assediados por “outras” coisas – “novas” coisas. Sempre nos aparecem “novidades”. Mas, pelo discernimento que o Espírito Santo nos concede, descobrimos, pela Palavra da Verdade, que não há nada de novidade nessas coisas. É a velha conversa da serpente. Sempre querendo mudar pelo menos um jota ou um til das coisas de Deus.

Irmãos, o jogo da vida está sendo jogado. Jogo da nossa vida eterna. Então, como saber que uma peça está sendo mexida, e que o mexedor é Satanás?

(24/07) – Segunda – Fundamentado nas Escrituras.

O título para hoje é espetacular. Diz tudo! Paulo leva os gálatas de volta para a Bíblia. Não gasta tempo com argumentos humanos. Foge das tradições farisaicas (Isso não lhe pertencia mais). Vai para as Sagradas Escrituras. Faz com que a mente da igreja de Deus se concentre na Palavra de Deus. E o faz através das seguintes expressões – fundamentadas no Antigo Testamento:

Deus revelou Sua Promessa, a Sua Aliança, e “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça” (Gálatas 3:6 = Gênesis 15:6). Assim, o Antigo Testamento se desenvolveu sabendo que “o justo viverá pela fé” (Gálatas 3:11 = Habacuque 2:4).

E complementou, dizendo: Abraão, “em ti serão abençoados todos os povos” (Gálatas 3:8 = Gênesis 12:3).

Por outro lado, também sabiam que nem a “fé” e nem a “graça” davam autorização para que a “Lei” fosse desprezada: “Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da Lei, para praticá-las” (Gálatas 3:10 = Deuteronômio 27:26). E que um castigo fora determinado: a morte no madeiro – de onde se formula a expressão: “Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro” (Gálatas 21:23 = Deuteronômio 21:23).

Quanto aos obedientes, era do conhecimento que “aquele que observar os seus preceitos [os preceitos da Lei] por eles viverá” (Gálatas 3:12 = Levítico 18:5).

Bem, o ponto de aplicação para os nossos dias é o seguinte: Devemos buscar na Palavra as respostas sobre a salvação. Se pretendemos que outros saibam da salvação, devemos levá-los para a mesma Palavra. Todos precisamos manifestar o mesmo apreço que Paulo manifestava aos Escritos Sagrados.

“Disse Jesus acerca das Escrituras do Antigo Testamento: ‘São elas que de Mim testificam’… Se desejais familiarizar-vos com o Salvador, estudai as Santas Escrituras. […]

Não devemos aceitar o testemunho de nenhum homem quanto ao que ensinam as Escrituras, mas sim estudar por nós mesmos as palavras de Deus. Se permitirmos que outros pensem por nós, nossas próprias energias e habilidades adquiridas se atrofiarão. […]

Nada há mais apropriado para fortalecer o intelecto do que o estudo das Escrituras. Nenhum outro livro é tão poderoso para elevar os pensamentos, para dar vigor às faculdades, como as amplas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como devera ser, os homens teriam uma largueza de espírito, uma nobreza de caráter e firmeza de propósito que raro se veem nesses tempos. […]

O tema da redenção é tema que os próprios anjos desejam penetrar; será a ciência e o cântico dos remidos através dos séculos da eternidade. Não é ele digno de atenta consideração e estudo agora? A infinita misericórdia e amor de Jesus, o sacrifício feito por Ele em nosso favor, demandam a mais séria e solene reflexão” (Caminho a Cristo, capítulo 10 – “O Deus que eu conheço”).

(25/07) – Terça – Considerado justo.

Em Gálatas 3:6, Paulo disse: “Abraão… creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça”.

Ora, o entendimento dos judeus era que Abraão havia obedecido – havia praticado obras – e isso o fez merecer a justiça que Deus a ele atribuía. As obras eram: recebeu a ordem divina para sair de sua terra, e saiu; acreditou que seria pai de uma grande nação, e foi; e que devia se circuncidar, e se circuncidou – o que, por sinal, era o que os judaizantes queriam para os gentios recém conversos.

Em Romanos 4:2 a 4, Paulo questionou esse raciocínio, e explicou: “Se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida”.

Irmãos, vinha de longa data, e Abraão sabia disso, que a salvação era ilustrada nos sacrifícios que eram realizados. Entendia o significado dessa cerimônia. Via antecipadamente o sacrifício de Jesus. Desejava que isso acontecesse logo. Vivia em função disso. E Deus, por vontade própria, antecipou o benefício da morte substitutiva de Jesus. Imputou. Creditou. Aceitou Abraão antecipadamente pelo que Jesus viria a realizar [mas teria que realizar]. Pela obediência de Jesus, creditou isso na conta de Abraão.

Então, fica mais fácil entender assim: a crença manifestada por Abraão (a fé exercida pelo patriarca), era fruto do relacionamento que Deus mantinha com ele. E mesmo vindo a ser escrito mais tarde, nessa época a fé já era um dom de Deus. Portanto, até mesmo a fé que Abraão exercia era dada por Deus. Nem nisso havia mérito próprio.

“Abraão creu em Deus. Como sabemos que ele creu? Suas obras testificavam do caráter de sua fé, e sua fé lhe foi imputada como justiça” (Refletindo a Cristo, pág. 71 – Meditação Matinal de 06/03/1986).

(26/07) – Quarta – O evangelho no Antigo Testamento.

Dentro da repreensão, Paulo estava explicando o conceito a respeito do evangelho e da evangelização. Em Gálatas 3:8, ele escreveu: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: ‘Em ti, serão abençoados todos os povos’”.

Nesse verso, vemos que a origem do evangelho está em Deus. O evangelho é de Deus. O evangelho é Deus. E é para todos os povos, de todas as épocas. Em João 3:16 isso é enriquecido com uma expressão de “amor” – disse Jesus para Nicodemos: “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Abraão recebeu de Deus para compartilhar com outros. “Sê tu uma bênção”. Se, referindo-se ao sábado (Êxodo 20:10), havia igualdade nas bênçãos para o filho, e o servo e o estrangeiro, imagine em relação a redenção!

Bem, gosto de levar as pessoas a imaginar uma agulha com um fio de ouro, costurando cada uma das páginas do Velho Testamento. Cada capítulo, cada verso, cada história, cada pessoa. Do início ao fim, o fio de ouro foi fazendo a sua obra. Nessa ilustração, o fio de ouro é o Plano da Redenção, o Evangelho Eterno. Desde o Éden, Deus sempre trabalhou para a salvação de cada ser humano, de todos os seres humanos.

“Foi com o propósito de transmitir os melhores dons do Céu a todos os povos da Terra, que Deus chamou Abraão do meio de sua parentela idólatra, e mandou-o habitar na terra de Canaã. ‘Far-te-ei uma grande nação’, disse Deus, ‘e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção’. Foi uma alta honra aquela para a qual Abraão fora chamado – a de ser o pai do povo que por séculos devia ser o guardião e preservador da verdade de Deus para o mundo, povo esse por cujo intermédio todas as nações da Terra deveriam ser abençoadas no advento do prometido Messias. […]

Os filhos de Israel deviam ocupar todo o território que Deus lhes indicara. Aquelas nações que haviam rejeitado a adoração e serviço ao verdadeiro Deus, deviam ser despojadas. Mas era propósito de Deus que pela revelação de Seu caráter através de Israel, fossem os homens atraídos para Si. O convite do evangelho devia ser dado a todo o mundo. Mediante o ensino do sistema de sacrifícios, Cristo devia ser erguido perante as nações, e todos que olhassem para Ele viveriam. Todo aquele que, como Raabe, a cananita, e Rute, a moabita, tornassem da idolatria para o culto ao verdadeiro Deus, deviam unir-se ao Seu povo escolhido. À medida em que o número dos israelitas crescesse, deviam eles ampliar suas fronteiras, até que o seu reino envolvesse o mundo” (Profetas e Reis, introdução – “A vinha do Senhor”).

(27/07) – Quinta – conclusão – Resgatados da maldição.

Se uma pessoa desobedece a Lei, ela se coloca na posição de juízo. Vai receber a penalidade proposta. Entra no que é chamado de “maldição”. Sendo uma vez desobediente, é desobediente para sempre. Deixou de ser santo. Perdeu a pureza. É maldito.

Essa foi a situação de Adão e Eva. E adquirindo a natureza pecaminosa, a transmitiram aos filhos que lhes vieram. Essa é a situação de toda a raça humana. Todos nós nascemos desobedientes.

Ora, o Plano da Redenção propõe ao desobediente que uma outra Pessoa vai assumir a penalidade dela. Uma outra Pessoa Se tornará maldita no lugar dela. Mas, se ela não aceita que esse Alguém faça isso por ela, como ela será considerada pela Lei? A resposta é simples: continuará maldita.

Bem, quando Paulo falou mais ou menos desse jeito, os judeus ficaram chateados. Consideravam-se “abençoados”, mas o apóstolo os chamava de “amaldiçoados”. E os gentios recém conversos também permaneceriam nessa categoria – ou melhor: retornariam a essa categoria, caso buscassem a justificação pelas obras.

Mas seria Paulo contra as obras? Não! De jeito nenhum! As obras testificam que a pessoa está no caminho do Senhor. As obras advindas do relacionamento com Deus são as que se esperam de Seus filhos. O problema está na busca por justificação através das obras.

Irmãos, outras pessoas do Velho Testamento foram especiais também. Entendiam a graça. Entendiam as obras. Dentre elas, destaco três: Enoque, Moisés e Elias. E esses três, por obra de Deus, foram levados para viver no Céu. Mas é preciso considerar o seguinte: mesmo no Céu, dependiam da vitória de Jesus Cristo na cruz do Calvário. Se Jesus não fosse para a cruz, eles teriam que descer do Céu. Se Jesus não fosse vitorioso, teriam que descer do Céu. Se Jesus Cristo não ressuscitasse, eles teriam que descer, e aqui ter o mesmo destino dos demais pecadores.

Irmãos, sempre foi a graça de Deus. Desde o Antigo Testamento.

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

Publicado em a lição da semana, Comentário da Lição da Escola Sabatina, Ligado na Videira | Marcado com , , , | 1 Comentário