Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 7 – Liderança servidora – 6 a 13 de maio de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 7 – Liderança servidora – 6 a 13 de maio de 2017

Antes de avisar que o galo cantaria, Jesus disse a Pedro: “Quando te converteres, confirma teus irmãos” (Lucas 22:32). Mais adiante, depois da ressurreição, “perguntou Jesus a Simão Pedro: ‘Simão, filho de João, amas-Me mais do que estes outros?’ Ele respondeu: ‘Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo’. Ele lhe disse: ‘Apascenta os Meus cordeiros’. Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: ‘Simão, filho de João, tu Me amas?’ Ele Lhe respondeu: ‘Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo’. Disse-lhe Jesus: ‘Pastoreia as Minhas ovelhas’. Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: ‘Simão, filho de João, tu Me amas?’ Pedro entristeceu-se por Ele lhe ter dito, pela terceira vez: ‘Tu Me amas?’ E respondeu-Lhe: ‘Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo’. Jesus lhe disse: ‘Apascenta as Minhas ovelhas’” (João 21:15-17).

Irmãos, nesses textos, muitos temas podem ser abordados. Por exemplo: (A) Pedro não se reconhecia como um não convertido; Jesus sabia disso e sabia que um dia ele se converteria; (B) Pedro não admitia a possibilidade de negar a Jesus; Jesus sabia que isso ocorreria, assim como sabia que um dia ele diria por três vezes que O amava; (C) Pedro não imaginava, mas Jesus o queria envolvido com a Sua igreja.

Mas há um detalhe, e é com esse detalhe que abro os meus comentários. Jesus disse: (1) Apascenta os Meus cordeiros; (2) Pastoreia as Minhas ovelhas; e (3) Apascenta as Minhas ovelhas.

Notaram? O que tinha que ser feito, e foi feito, era cuidar do rebanho do Senhor!!! Não um rebanho qualquer, mas o rebanho do Senhor!!!

Entendo que todos nós queremos que as babás e professoras cuidem muito bem de nossos filhos. As crianças em suas mãos são os nossos filhos!!!

O tema desta nova semana é sobre a liderança da igreja – da igreja de Cristo. Não vamos falar de qualquer tipo de liderança e nem de qualquer tipo de liderados, mas da liderança da igreja de Cristo!

Pedro, como que lembrando de tudo o que o Mestre havia lhe falado diretamente, e dada a sua larga experiência, faz recomendações preciosas para os líderes do rebanho do Senhor. E é sobre isso que faremos algumas considerações.

(07/05) – Domingo – Os anciãos na igreja primitiva. Por obra do Espírito Santo, multidões eram convertidas, e aceitas pelo grupo de cristãos. E este grupo foi crescendo, crescendo e crescendo.

Naturalmente, um maior número de pessoas indica um maior número de situações, de particularidades, de problemas, e de necessidade de soluções. E o Espírito Santo até nisso agiu – e a Sua ação foi no sentido de organizar a igreja.

Lá no deserto, após a travessia, Deus encaminhou a organização de Seu povo. Moisés, por indicação de seu sogro, preparou algum tipo de administração. Os serviços no Santuário e em torno dele também exigiam sábia organização.

Bem, como Deus é um Deus de ordem, a igreja de Deus também foi orientada a trabalhar de forma ordenada. Ela devia se organizar em departamentos. A demanda dos irmãos precisava ser atendida. Então, foi estabelecido que alguns dos membros fossem escolhidos para a liderança desses departamentos, desses ministérios. E bem por isso, o idoso discípulo (em 1Pedro 5:1 e 2) passa adiante as palavras que recebera de Cristo:

Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda coparticipante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebanho de Deus”.

Irmãos, hoje, as palavras que originalmente saíram dos lábios de Cristo chegam aos nossos ouvidos: “Amem, cuidem, zelem, protejam, fortaleçam, pastoreiem as Minhas ovelhas – elas pertencem ao rebanho de Deus”.

(08/05) – Segunda – Os anciãos. Se alguém deve ser fiel no cumprimento de toda e qualquer tarefa, ainda mais na tarefa de cuidar das pessoas por quem Cristo deu a Sua preciosa vida!

“O oficial da igreja deve sempre lembrar que os membros pertencem ao Senhor e ministrar às necessidades deles sob esse prisma. Cristo enfatizou que as ovelhas Lhe pertencem” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 7, pág. 640).

“Deus não é glorificado por líderes de igreja que procuram empurrar as ovelhas. Não, não. ‘Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho’. Há um vasto campo, em todas as igrejas, para os anciãos e auxiliares. Eles devem alimentar o rebanho de Deus com grão limpo, completamente separado da palha, que é a venenosa mistura do erro. Vocês, que têm qualquer parte a desempenhar na igreja de Deus, certifiquem-se de que estão agindo sabiamente ao alimentar o rebanho de Deus; pois a prosperidade desse rebanho depende muito da qualidade da comida” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 7, pág. 1050).

(09/05) – Terça – Liderança servidora. Para hoje, o título é o mesmo da semana. E provoco os irmãos com palavras que ajudarão numa melhor compreensão do tema:

Liderança servidora – Liderar servindo – Ser líder sendo servo – Liderar a igreja não se servindo da igreja, mas servindo a igreja.

1Pedro 5:2 e 3 – “Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho”.

Não por constrangimento, não como se intimida um escravo, não à força, não como um fardo – mas cumpram os seus deveres com alegria, com prazer, espontaneamente, de maneira voluntária – como se ao próprio Senhor estivesse fazendo.

Tenho vontade de escrever um sermão sobre o menino que entregou seus pães e seus peixes para que Jesus alimentasse a multidão. Tristemente, seu último lanchinho. Alegremente, nas mãos de Jesus.

(10/05) – Quarta – Revestidos de humildade. 1Pedro 5:5 – “Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a Sua graça”.

O apóstolo, depois de orientar os anciãos, faz algumas considerações com os mais jovens (jovens em idade e/ou novos de igreja) para que respeitem a liderança da igreja. Como ela é exercida em conformidade com a Palavra de Deus, também por esta mesma Palavra deve ela ser obedecida.

Que haja humildade entre os irmãos da fé, assim como Cristo foi humilde. Sirvam um ao outro. Que seja promovida a paz. Que os irmãos entendam a necessidade da cooperação mútua. Dias difíceis virão. Que um fortaleça o outro. Que criem resistência para vencer o leão devorador que se aproxima.

Mas Pedro não esqueceu do relacionamento que deve existir também entre a igreja, como um todo, e Deus. Aumentando o nível da conversa, disse: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte” (1Pedro 5:6).

Deus é o Todo-poderoso, e nós não somos nada sem Ele. Então, andemos humildemente diante dEle. Que a grandiosidade dEle nos faça enxergar a nossa insignificância. Por sinal, é porque carecemos de misericórdia que dEle recebemos “graça”. No tempo apropriado, que em breve chegará, com certeza Ele nos exaltará.

(11/05) – Quinta – conclusão – Como um leão que ruge. Nós vamos ler 1Pedro 5:8 e 9 – mas é bom lembrar que antes desses dois versinhos foi escrito o verso 7. Antes de falar do leão que ruge, Pedro falou dAquele que cuida de nós. Antes de falar da brabeza do leão, ele falou que Cristo suporta todas as nossas ansiedades, motivo de nos recomendar que sobre Ele nós as lançássemos.

Disse ele primeiro: “… lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós”.

E sendo assim feito, disse por segundo: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo”.

Fazendo parte do contexto maior da Epístola, Pedro reconhece que por trás de toda perseguição está o inimigo de Deus e dos homens. E a igreja devia estar alerta quanto a isso. Portanto, que todo cuidado fosse tomado. O diabo não bajula. Quando pode, destrói tudo. E ele não espera que alguém se faça de presa. Ele é quem vai onde visualiza uma possível presa.

“Desde os dias de Adão até os nossos tempos, nosso grande inimigo tem estado a exercer seu poder de oprimir e destruir. Está hoje a preparar-se para sua última campanha contra a igreja. Todos os que procuram seguir a Jesus terão de batalhar contra este implacável adversário. Quanto mais aproximadamente o cristão imitar o Modelo divino, tanto mais certo fará de si um alvo para os ataques de Satanás” (O Grande Conflito, capítulo 30 – “O pior inimigo do homem, e como vencê-lo”).

E Pedro conclui o texto para a semana assim: “Ora, o Deus de toda a graça [o Supremo Pastor], que em Cristo vos chamou à Sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco [no fogo ardente], Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar” (1Pedro 5:10).

Irmãos, nós somos ovelhas e temos um Pastor. Com absoluta certeza: “Nada nos faltará”.

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 6 – Sofrendo por Cristo – 29 de abril a 6 de maio de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 6 – Sofrendo por Cristo – 29 de abril a 6 de maio de 2017

No primeiro capítulo, na primeira Carta, falando [PRIMEIRO] da “viva esperança“, e nos fazendo [PRIMEIRO] olhar para a “herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar“, e acrescentando a informação de que [PRIMEIRO] estamos “guardados na virtude de Deus, para a salvação já prestes a se revelar no último tempo” – motivos e mais motivos para a alegria do cristão – então, SOMENTE DEPOIS DISSO, como um segundo plano, Pedro apresentou o sofrimento que nos acompanha pelo simples fato de seguirmos a Cristo: “Embora, no presente [e no futuro], por breve tempo, se necessário, (sejamos) contristados por várias provações“.

Paulo preferiu dizer o mesmo, mas de outro jeito. Disse ele: “Todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2Timóteo 3:12).

Irmãos, por ordem do Espírito Santo, o apóstolo Pedro foi bastante claro e incisivo a respeito das dificuldades que o mundo imprimiria à igreja – e a Lição se abre justamente para esse tema. Vamos fazer algumas considerações a respeito do “sofrimento por Cristo” – do sofrimento que o mundo nos impõe pelo simples fato de seguirmos nosso Senhor Jesus – Aquele que viveu entre nós como um Homem obediente ao “assim diz o Senhor”.

Bem, vou fazer a citação de mais um verso de Paulo, para com ele puxar o fio da meada. Em Filipenses 1:29, ele registrou: “Porque vos foi concedida a graça [foi dado o “dom”] de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nEle”. (Jesus diz que isso é uma bem-aventurança!).

Então, considerando o sofrimento por Cristo como um “dom”, como motivo de alegria por estar participando dos Seus sofrimentos, vamos iniciar os nossos comentários, e novamente indicamos que seja feita, de uma só vez, a leitura dos textos básicos – que estão em 1Pedro 3:13-22; e 4:12-19.

Mas, me permitam registrar aqui alguns outros sublimes versos:

Mateus 5:10-12 – “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois quando, por Minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos Céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós”.

1Pedro 5:8-11 – “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo. Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à Sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. A Ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém!

Romanos 8:18 – “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós”.

“Quando os redimidos estiverem na presença de Deus, irão constatar quão distantes estavam de compreender o que o Céu considera como sucesso. Ao revisar seus esforços para alcançar êxito, verificarão quão simplórios foram nos seus planos, quão insignificantes seus supostos sofrimentos, quão irrazoáveis suas dúvidas” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 7, pág. 28).

* Não posso ficar sem indicar a seguinte leitura adicional: “O campo de batalha” – em Maravilhosa Graça de Deus, pág. 34 – Meditação Matinal de 28/01/1974 – clique aqui.

(30/04) – Domingo – A perseguição aos cristãos primitivos. Do ano 14 até o 37, o imperador romano era Tibério César. Nesse período, a juventude, o ministério, a morte e a ressurreição de Jesus. E, também, o início da igreja cristã primitiva.

Tempos difíceis! Perseguições e mais perseguições! Mas, por incrível que pareça – sabendo que “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus” – a fuga fazia prosperar a evangelização. Cada vez mais, novas cidades eram alcançadas. Os cristãos fugitivos eram como que “espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens”. E mais e mais pessoas eram acrescentadas ao povo de Deus.

Do ano 37 até 69, outros seis imperadores – sendo que, nos dias em que Pedro estava escrevendo as suas duas Epístolas, o imperador era o famoso Nero – em cujas mãos, tanto ele quanto Paulo, foram martirizados. (Tudo indica que tenha sido no ano 67).

Ainda em 69 (o conturbado ano de sucessivos quatro imperadores), tomou posse Tito Vespasiano, o imperador que, no ano 70, destruiu Jerusalém, não deixando pedra sobre pedra (se bem que nenhum cristão padeceu).

Bem, não estamos aqui para lecionar História Romana, mas dela falamos um pouco para então destacar o seguinte: a igreja cristã primitiva foi formada, e cresceu, mesmo diante de forte oposição. A perseguição era feroz! O inimigo de Deus e dos homens usou o “animal terrível e espantoso” para tentar eliminar a igreja de Cristo, para tirá-la do mapa a qualquer custo.

Os nossos irmãos pioneiros, portanto, tinham que ser (e foram) bem orientados em como prosseguir na caminhada cristã. E Pedro é bastante claro. Antes de falar em sofrimento e mais sofrimento, [PRIMEIRO] ele colocou o prêmio bem na frente deles: a “herança incorruptível” – a salvação providenciada pelo precioso sangue do Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam. A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do Céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar” (1Pedro 1:10-12).

Sei, irmãos, dos sofrimentos pela causa de Cristo que nos aguardam, mas precisamos lembrar dos sofrimentos do próprio Cristo. Sei também, irmãos, dos sofrimentos de Cristo, mas, tal qual o apóstolo que havia sido discípulo do Mestre, temos que evidenciar, primeiro, a glória resultante do sofrimento de Cristo. Por sinal, quando no Getsêmani, ao suar gotas de sangue, Cristo recebeu a visita do anjo Gabriel, que veio Lhe trazer a seguinte mensagem: “O Pai disse que o resultado de Seu sacrifício será visto, e o Senhor ficará satisfeito!” – e então, Cristo, olhando para a futura multidão de remidos, foi para a cruz do Calvário.

Coloquemos a glória em primeiro plano, e veremos quão insignificantes os sofrimentos.

(01/05) – Segunda-feira – O sofrimento e o exemplo de Cristo.

Preste atenção nesse texto. Ele é profundo. Especial. Leia com bastante atenção: 1Pedro 3:13-18 – “Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom?  Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados sois. Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo, porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal. Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus”.

O Comentário Bíblico Adventista, vol. 7, pág. 627, diz: “Os destinatários desta epístola enfrentavam perseguição na época ou havia uma perspectiva iminente disso. Pedro os encorajou a não considerar esse ‘fogo ardente’ uma experiência estranha ou ‘extraordinária’, considerando que ‘também Cristo morreu’. Era privilégio deles ser ‘coparticipantes dos sofrimentos de Cristo’, isto é, encontrar no sofrimento companheirismo com o Senhor e Mestre. Ele deixara o exemplo de como suportar o sofrimento”.

O exemplo de Cristo está em 1Pedro 2:20-24 – “Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é grato a Deus. Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os Seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em Sua boca; pois Ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-Se Àquele que julga retamente, carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por Suas chagas, fostes sarados”.

“A vida do Salvador na Terra, embora passada em meio de conflito, foi uma vida de paz. Conquanto irados inimigos O estivessem sempre perseguindo, Ele disse: ‘Aquele que Me enviou está comigo; o Pai não Me tem deixado só, porque Eu faço sempre o que Lhe agrada’. Nenhuma tempestade de ira humana ou diabólica poderia perturbar a calma daquela perfeita comunhão com Deus. E Ele nos diz: ‘Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou’” (Filhos e Filhas de Deus, pág. 104 – Meditação Matinal de 07/04/1956).

(02/05) – Terça – Prova de fogo. O texto para hoje está em 1Pedro 4:12 a 14 – “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de Sua glória, vos alegreis exultando. Se pelo nome de Cristo sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus”.

Irmãos, é verdade o que acabamos de ler, e que foi escrito por Pedro. Assim como é verdade o que Jesus disse em Mateus 24:9 e 10 – “Sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do Meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros”.

De igual forma, é verdade que, em 2Timóteo 3:12, Paulo escreveu: “Todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”.

Mas, também é verdade que, antes de escrever: “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” – e –“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:12 e 17), primeiro João escreveu: “Ouvi grande voz do Céu, proclamando: ‘Agora, veio a salvação, o poder, o Reino do nosso Deus e a autoridade do Seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. Por isso, festejai, ó Céus, e vós, os que neles habitais” (Apocalipse 12:10 a 12).

Sei que muito se fala dos três hebreus fiéis que saíram ilesos da fornalha ardente. Sei que pouco se fala do fiel João Batista, cuja cabeça foi cortada. Mas, sei também que, para todos os fiéis de todos os tempos, nosso Senhor Jesus Cristo deixou uma palavra confortadora: “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).

Depois da “galeria dos heróis da fé”, a Palavra nos diz: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, Aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra Si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma” (Hebreus 12:1 a 3).

(03/05) – Quarta – O juízo e o povo de Deus. Por consequência da desobediência de Adão, o pecado e seus resultados entraram no mundo. Disso vem a dificuldade, o sofrimento, a perseguição. Não há nenhum ser humano poupado por completo. Aparentemente, alguns sofrem mais, outros, menos. Alguns por mais tempo, outros, por pouco. Mas, todos sofrem. E o cristão passa por algumas dessas agruras também. Não é necessariamente poupado de tudo.

No entanto, há uma maneira de ver a questão. O ímpio vê de um jeito. O cristão, de outro jeito. E é justamente sobre a visão do cristão enxergar as dificuldades que a Lição de hoje quer falar. A Bíblia ensina o cristão a olhar de um modo totalmente especial os sofrimentos pelos quais passa, e é sobre isso as nossas considerações.

Irmãos, com a entrada do pecado, o mundo entrou em juízo. O ponto culminante será o juízo final – a morte eterna, mas o juízo começou no exato momento da primeira desobediência. Dor, suor, espinhos e cardos, assassinatos, dilúvio, etc., etc., e a primeira morte (também chamada de “sono”). Porém, o cristão é convidado a se apegar ao Senhor. Ficar próximo dEle. Manter comunhão com Ele. Gostar do contato com Ele. Exercer confiança nEle. Entender que Ele cuida. O cristão é convidado a deixar que o Senhor cuide dele.

Em meio ao que tem que passar, o cristão deve entender que esses “pequenos” juízos, então, servem para depurá-lo, purificá-lo. Fazer com que deixe o pecado. Que desenvolva fé no Senhor. Que permita Deus dirigir a sua vida. Além disso, o cristão tem que lembrar que outras pessoas estão passando por provas também. Então, que levante os olhos, e peça que Deus o conduza em socorro aos seus semelhantes.

Irmãos, somos cuidados por Deus como quem cuida da menina dos olhos. Ele não vai deixar acontecer nada que não seja para o nosso crescimento espiritual e para a honra e a glória de Seu nome. E a Sua glória é a nossa salvação, e a daqueles que estendemos a mão.

(04/05) – Quinta – conclusão – Fé em meio às provas.

“Seguir a Cristo não é isenção de conflito. Não é brincadeira de criança. Não é ociosidade espiritual. Toda a satisfação no serviço de Cristo implica em sagradas obrigações de resistir a lutas severas. Seguir a Cristo significa batalhas ensanguentadas, ativo trabalho, guerra contra o mundo, a carne e o diabo. Nossa alegria está nas vitórias alcançadas para Cristo, em fervoroso e rígido batalhar. … Somos alistados para o trabalho, ‘não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna’. Devemos cooperar com nossa salvação com temor e tremor. […]

Toda pessoa deve calcular os sacrifícios. Ninguém alcançará êxito senão pelo diligente esforço. Devemos usar espiritualmente todas as nossas faculdades, e crucificar a carne com suas afeições e concupiscências. A crucifixão significa muito mais do que muitos supõem. […]

Requer constante vigilância o ser fiel até à morte, combater o bom combate da fé até que a carreira esteja terminada e, como vencedores, recebamos a coroa da vida.

Posso ver meu Redentor, e recebo nova animação para nEle crer, como perene Fonte de força”  (Nos Lugares Celestiais, pág. 117 – Meditação Matinal de 20/04/1968).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 5 – Vivendo para Deus – 22 a 29 de abril de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 5 – Vivendo para Deus – 22 a 29 de abril de 2017

Vivendo para Deus! Mais uma vez, um título relacionando a palavra “vida”. Uma vida para Deus! Viver para Deus! Vivendo para Deus! Uma vida que revela que Deus está vivendo dentro de mim!

Na Bíblia, Deus deixou revelado que Seu interesse por nós é integral, completo, absoluto. Toda a nossa vida tem que ser vivida de forma a corresponder com a Sua grande dádiva: a salvação. O Plano da Redenção foi elaborado de forma a restaurar “tudo” – absolutamente tudo. O passado; o presente; o futuro. Por dentro e por fora. Entre Deus e eu; eu e eu; e entre eu e as demais pessoas.

Vocês se lembram do exemplo que Paulo nos deixou em Gálatas 2:20? Ele foi bastante claro. A expressão inteira é essa: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim”.

No contexto da Lição, o apóstolo Pedro, por orientação do Espírito Santo, nos sugere a mesma experiência: “Irmãos, vocês que são geração eleita, que são sacerdócio real e nação santa; vocês que são o povo adquirido pelo precioso sangue de Cristo: vivam de forma a anunciar as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. Vocês, que foram gerados não de semente corruptível, mas da incorruptível, sede santos em toda a vossa maneira de viver”.

Irmãos, nós temos a tendência de falar de uma salvação “futura”. Falamos da “transformação” do caráter como se fosse algo a ser alcançado lá na frente, lá no Dia da vinda de Cristo. Fazemos parecer que a vitória só será alcançada quando passarmos pela fita que está lá no final da corrida. Damos a impressão que só seremos vitoriosos no futuro!

Não, irmãos, não é assim! O sentimento dos escritores bíblicos, e isso inclui Pedro, é que Cristo tem e concede poder para transformar a vida do pecador “agora” – Ele deseja ver a transformação “agora”. E, por consequência disso, Ele quer que o pecador transformado revele os frutos da salvação “hoje”. Hoje!

Talvez, irmãos, a nossa tendência de falar de uma salvação futura esteja no fato de olharmos para Cristo somente como nosso “Salvador”. É verdade que Ele é o nosso Salvador (e amém por isso!), mas os apóstolos, através de seus escritos, nos ensinam um algo mais – Jesus é mais do que Salvador – eles recheavam seus escritos com  o seguinte ensinamento: Jesus Cristo é o nosso Salvador e o nosso “SENHOR”. Ele é o nosso “SENHOR”! E, por isso, com a autoridade das Sagradas Escrituras, nossa viva deve representar Aquele que é o SENHOR de nossa vida!

Irmãos, é disso que a Lição vai tratar. Na verdade, uma continuação da semana passada. Um “finalmente…”

(23/04) DomingoTendo o mesmo modo de pensar. Preste atenção em 1Pedro 2:21. Neste verso, está escrito que “Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as Sua pisadas”.

A ênfase está no exemplo de Cristo. Então, se lembrarmos de como foi a vida de Cristo, vamos facilmente assimilar e praticar o que Pedro disse nos versos para hoje. Depois de ter falado de algumas relações sociais – eu e a igreja; eu e o Estado; senhores e escravos; esposas e maridos – o apóstolo fala de forma geral; ele fala para todos os cristãos:

Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança. Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la”.

O título para a Lição de hoje, tirado de uma versão bíblica diferente, usa a expressão “tendo o mesmo modo de pensar” – e isso deve ser entendido assim: nós não precisamos pensar igualzinho um ao outro; somos pessoas diferentes e pensamos diferente; carregamos cultura e educação diferente, e isso nos faz processar e expressar as coisas de forma diferente; no entanto, que a nossa forma de agir seja para um único objetivo: revelar a pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Somos capazes (porque Cristo vive em nós) de trabalhar em harmonia, a despeito de haver diferentes pontos de vista, e “compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis”.

Pedro conclui o pensamento para hoje dizendo: “Os olhos do Senhor repousam sobre os [que praticam o que está sendo recomendado], e os Seus ouvidos estão abertos às suas súplicas” (1Pedro 3:8-12).

(24/04) Segunda-feiraSofrer na carne. Ainda tendo nosso Senhor como exemplo, consideremos o que está escrito em 1Pedro 4:12 e 13 – “Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, … como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo”.

Bem, os tempos não eram fáceis. A igreja passava por severas provas, e o Espírito Santo não a poupou de saber que mais dificuldades viriam. No entanto, não a deixou olhando para baixo. O olhar do cristão deve ser mantido para o alto, para cima. O cristão não deve provocar sofrimento, mas, em havendo sofrimento, deve manter a alegria. Uma vida em conformidade com os ensinamentos de Cristo é naturalmente contrária ao que o mundo impõe. “O mundo jaz no maligno!” Então, se por uma vida em santidade vierem sofrimentos, se por viver fazendo o bem surgirem problemas, devemos encontrar alegria na vida – a alegria proposta por Deus.

É bem provável que Pedro, aqui, tenha se lembrado do Sermão da Montanha, quando o Mestre disse: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus; bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por Minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos Céus” (Mateus 5:10-12).

“O Salvador declarou a Seus discípulos que não esperassem que a inimizade do mundo para com o evangelho fosse vencida, e sua oposição deixasse de existir depois de algum tempo. Disse: ‘Não vim trazer paz, mas espada’. Esse suscitar de conflitos não é efeito do evangelho, mas o resultado da oposição que lhe é movida” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 37 – Os primeiros evangelistas).

Os textos para hoje estão em 1Pedro 3:18 e 21; e 4:1 e 2; e foi acrescentado um escrito de Paulo – Romanos 6:1 a 11. A ênfase está na palavra “batismo”. No batismo, morremos para o pecado, morremos para o mundo. Somos sepultados em Cristo, e nEle ressuscitamos para a novidade de vida. No entanto, não deixamos a Terra. Não saímos do tanque batismal para ir direto para o Céu. Aqui ficamos. Aqui continuamos a viver. Aguardamos o Dia da vinda de Jesus. Então, até lá, sujeitos ao sofrimento. Até lá, possivelmente sofrendo na carne.

Então, que prevaleça o que Jesus disse para Pedro – que por sua vez deixou escrito – e que de minha parte repito aqui: “Alegrai-vos!

(25/04) TerçaRenascido. Na Nova Tradução na Linguagem de Hoje, 1Pedro 4:3-6 nos diz: “No passado vocês já gastaram bastante tempo fazendo o que os pagãos gostam de fazer. Naquele tempo vocês viviam na imoralidade, nos desejos carnais, nas bebedeiras, nas orgias, na embriaguez e na nojenta adoração de ídolos. E agora os pagãos ficam admirados [difamam, blasfemam] quando vocês não se juntam com eles nessa vida louca e imoral e por isso os insultam. Porém eles vão ter de prestar contas a Deus, que está pronto para julgar os vivos e os mortos. Pois o evangelho foi anunciado também aos mortos, os quais morreram por causa do julgamento de Deus, como morrem todos os seres humanos. O evangelho foi anunciado a eles a fim de que pudessem viver a vida espiritual como Deus quer que eles vivam”.

Pedro alerta quanto ao fato de o mundo blasfemar da nova vida dos conversos, como que procurando minar a fé, desejosos que retornassem aos antigos caminhos. (Isso é obra do inimigo!).

Então, é como se o apóstolo estivesse dizendo assim: “Não ouçam o mundo. Fiquem firmes. Olhem para a herança incorruptível. Agora vocês alcançaram a misericórdia. Permaneçam em Cristo!”

Em 1Pedro 2:11 e 12, as suas considerações haviam sido estas: “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma, tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no Dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem– ou seja, sigam as pegadas de Jesus Cristo.

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Bem, não podemos ignorar que em 1Pedro 4:6 está escrito que “foi pregado o evangelho também aos mortos”.

Como bem sabemos, a Bíblia ensina a mortalidade da alma, e do estado de inconsciência após a morte, e que o tempo da graça se encerra com a morte. Então, o entendimento é o seguinte: foi pregado “antes” que morressem, e que estavam mortos “agora”, ocasião em que Pedro estava escrevendo.

Em 1Pedro 3:19 está escrito que o Espírito “pregou aos espíritos em prisão”. Para um conhecimento mais aprofundado, indicamos a leitura do que está no livro “Explicação de Textos Difíceis da Bíblia”, publicado aqui em nosso blog – clique aqui. 

(26/04) Quarta-feiraPecados na carne. O texto de hoje é o mesmo de ontem – 1Pedro 4:3 – mas a ênfase está nas questões que envolvem o pecado sexual: sensualidade, sedução, desejos e práticas ilícitas.

Irmãos, o evangelho valoriza e dignifica o matrimônio. Em Deus, o casamento se torna algo especial, extraordinário. Por sinal, com muita naturalidade, a Bíblia usa o casamento como ilustração do amor entre Cristo e Sua igreja. Então, nós devemos ser ensinados quanto a importância de nos mantermos puros também na questão sexual, e fiéis nos compromissos tomados diante dEle.

Hoje, como todos bem sabem, maciçamente as novelas, os filmes e as músicas estão jogando pesado contra a instituição divina do casamento. A Bíblia alerta: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!” (Isaías 5:20).

O Espírito de Profecia continua: “Maravilhosas possibilidades estão abertas aos que se apegam às divinas afirmações da Palavra de Deus. … Tome o estudante a Bíblia como seu guia e ponha-se como uma rocha em defesa dos princípios, e poderá desejar as mais altas realizações. … Quando nos demoramos sobre Sua bondade, Sua misericórdia e Seu amor, torna-se-nos cada vez mais clara a percepção da verdade; mais elevado, mais santo, o desejo de pureza de coração e clareza de pensamento. A pessoa que habita na pura atmosfera de pensamentos santos é transformada pela comunicação com Deus por meio do estudo de Sua Palavra. A verdade é tão grande, de tão vasto alcance, tão profunda, tão ampla, que faz perder de vista o próprio eu. O coração abranda-se e submete-se em humildade, bondade e amor” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 8, pág. 322).

(27/04) Quinta-feira – conclusão – O amor cobre tudo. 1Pedro 4:7-11 – “E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração. Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá a multidão de pecados, sendo hospitaleiros uns para os outros, sem murmurações. Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre”.

Pedro alertou a igreja quanto a brevidade do tempo. O fim de todas as coisas estava próximo.

Bem, primeiro, em todas as épocas, os cristãos sempre agiram com a premissa de que Cristo viria em suas gerações. Mas, o fato de Ele não ter vindo não desqualifica a crença e a esperança daqueles que acabaram morrendo, pois, independentemente se no sepulcro por um dia ou por milhares de anos, quando abrirem os olhos na manhã da ressurreição, verão o seu Salvador. Será como um piscar de olhos. Para eles, o tempo não terá sido longo. Segundo, ao evidenciar a proximidade do fim, o apóstolo está chamando a atenção para o juízo vindouro. E a vida do cristão deve ser vivida tendo o acerto de contas na perspectiva correta. A vida não é nossa. O Criador pedirá conta. Haverá um dia de juízo!

Depois, porque andamos nas pegadas do Mestre, o apóstolo fala do amor – o amor que nos faz perdoar as pessoas com quem nos relacionamos. O amor de Jesus nos perdoou. Porque O amamos, perdoamos também.

“O amor longânimo e benigno, não exagerará uma indiscrição às proporções de ofensa imperdoável, nem fará cavalo de batalha de outras faltas. As Escrituras ensinam claramente que os errantes devem ser tratados com brandura e consideração. Seguindo-se a devida maneira de proceder, talvez o coração aparentemente endurecido seja ganho para Cristo. O amor de Jesus cobre uma multidão de pecados. Sua graça não leva nunca à exposição dos maus feitos de outro, a não ser que haja disso positiva necessidade” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 267).

“Os cristãos que manifestam mutuamente um espírito de amor altruísta estão dando, em favor de Cristo, um testemunho que os descrentes não podem contradizer nem a ele resistir” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, pág. 167).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 4 – Relações sociais – 15 a 22 de abril de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 4 – Relações sociais – 15 a 22 de abril de 2017

Estamos diante de um estudo extraordinário. Oportuno! Pedro, falando para os cristãos de todas as épocas, orienta como deve ser o nosso comportamento durante toda a nossa vida.

Não vivemos isolados. Vivemos com outras pessoas. Há uma infinita variedade de relações com elas. Dependem de nós e nós dependemos delas. Nós as influenciamos e por elas somos influenciados.

Porém, acima de tudo isso, o Espírito Santo faz a Sua obra – e, por Sua Palavra, Ele orienta a Sua igreja a como se portar diante do mundo – e é justamente sobre a orientação divina que vamos fazer algumas considerações nesta nova semana. Veremos o interesse de Deus em que tenhamos ótimas relações sociais. A maneira como nos “posicionamos” mostrará que o Reino que aguardamos é aquele em que Deus é o Senhor.

Bom será a leitura de uma vez só de 1Pedro 2:11 até 3:7 – esses são os versos que fundamentam o estudo sobre as nossas “relações sociais”.

Domingo – Igreja e Estado (1Pedro 2:13-17). Aqui, o contexto é maior do que a relação “Igreja” e “Estado”. Trata-se, também, de (1) minha relação com a Igreja, e (2) a minha relação com o Estado.

(1) Embora a salvação seja individual, não é bom que eu viva isolado dos outros salvos. Não há razão em levar o evangelho para outra pessoa e orientá-la a não me procurar nunca mais. O convívio nos fará bem, nos fortalecerá. Haverá troca de experiências, e nos fará bem falar e ouvir palavras encorajadoras. Mas também é inconcebível que eu cuide sozinho de todos os que evangelizei. E disso o motivo de nos organizamos como grupos, como povo, como Igreja. Um ajudando o outro. Um assumindo a responsabilidade em favor do outro, em conformidade com o talento que Deus concedeu. Devo orar e trabalhar em favor dessa união entre irmãos. O amor deve permear essa relação.

No entanto, o Espírito Santo sobe o tom da conversa, dizendo que “um ‘assim diz o Senhor’ não deve ser posto à margem por um ‘assim diz a Igreja’” (Atos dos Apóstolos, pág. 69). Individualmente e como Igreja organizada, a Palavra de Deus é a orientação para nossas relações. A base da minha relação individual com a igreja organizada tem que ser a Bíblia.

(2) Quanto ao Estado, é verdade que passamos por sérias dificuldades. Terríveis! Mas também é verdade que os meios de comunicação fazem “algo mais” do que repassar notícias. Eles estão nos “doutrinando” – somos doutrinados a reclamar, a manifestar indignação, a exigir. Estamos ficando peritos nisso! E, assim, os nossos olhares estão se fixando demais nas coisas desse mundo e o nosso comportamento está sendo moldado a ser questionador de tudo e de todos.

O Espírito de Profecia nos esclarece:

“Alguns de nossos irmãos têm escrito e dito muitas coisas que são interpretadas como contrárias ao Governo e à lei. Erro é expor-nos dessa maneira a um mal-entendido geral. Não é procedimento sábio o criticar continuamente os atos dos governantes. A nós não nos compete atacar indivíduos nem instituições. Devemos exercer grande cuidado para não sermos tomados por oponentes das autoridades civis. Certo é que a nossa luta é intensiva, mas as nossas armas devem ser as contidas num simples ‘assim diz o Senhor’. Nossa ocupação consiste em preparar um povo para estar de pé no grande dia de Deus. Não devemos desviar-nos para procedimentos que provoquem polêmica, ou suscitem oposição nos que não são da nossa fé” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 6, pág. 394).

“Não se nos exige que desafiemos as autoridades. Nossas palavras, quer faladas quer escritas, devem ser cuidadosamente consideradas, para que não sejamos tidos na conta de proferir coisas que nos façam parecer contrários à lei e à ordem. Não devemos dizer nem fazer coisa alguma que nos venha desnecessariamente impedir o caminho” (Atos dos Apóstolos, pág. 69).

“Cumpre-nos reconhecer o governo humano como uma instituição designada por Deus, e ensinar obediência ao mesmo como um dever sagrado, dentro de sua legítima esfera” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 240 – Meditação Matinal de 22/08/1959).

“A história das nações que, uma após outra, têm ocupado seus destinados tempos e lugares, testemunhando inconscientemente da verdade da qual elas próprias desconheciam o sentido, fala a nós. A cada nação, a cada indivíduo de hoje, tem Deus designado um lugar no Seu grande plano. Homens e nações estão sendo hoje medidos pelo prumo que se acha na mão dAquele que não comete erro. Todos estão pela sua própria escolha decidindo o seu destino, e Deus está governando acima de tudo para o cumprimento de Seu propósito” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 48 – Meditação Matinal de 11/02/1974).

Segunda – Senhores e escravos (1Pedro 2:18-23). A escravidão humana existia naquela época apostólica, e a Palavra de Deus não se calou diante disso – Pedro foi inspirado a orientar a igreja a respeito desse problema. Quanto a nós, hoje, devemos extrair o “princípio” implícito no ensinamento.

No perfeito governo de Deus, todos somos agentes morais livres. E mesmo diante de nossas imperfeições, Ele estabeleceu uma nação que não deveria adotar o regime de escravidão. Providências foram tomadas para que houvesse assistência aos mais necessitados – viúvas, órfãos e pobres – e até estrangeiros. Que menos distorções houvesse.

Quanto as nações vizinhas, lamentavelmente a opressão foi tomando conta. Governos arbitrários foram tomando posse de terras e de seus habitantes através do uso da força. E o que era feito entre as pessoas era reflexo desses mandos e desmandos.

“Se tivessem [os judeus] cumprido fielmente suas obrigações para com Deus, não teriam chegado a ser uma nação falida, dominada por uma potência estrangeira. Nenhuma bandeira romana haveria tremulado sobre Jerusalém, nenhuma sentinela romana estaria às suas portas, governo romano algum teria reinado dentro de seus muros. A nação judaica estava sofrendo os resultados de ter se afastado de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 66 – “Conflito”).

Bem, na época de Pedro, alguns senhores de escravos estavam sendo evangelizados – e eram orientados em como proceder com esses escravos. Da mesma forma, escravos evangelizados eram orientados em como proceder com os seus senhores. (Escravo evangelizado?!!! Como assim? Bem, aqui está a prova de que o poder de Deus estava agindo). Então, para ambos, que prevalecesse o bom senso, o respeito com a ordem social e com o semelhante. Que o relacionamento entre eles facilitasse a compreensão sobre o estilo cristão de viver. Que os demais membros da sociedade vissem, neles, o valor que Deus dá aos Seus filhos – filhos que se tratam como irmãos.

Hoje, não mais senhores e escravos, mas patrões e empregados – e deve prevalecer o princípio implícito naquela recomendação – (Reforçando): que haja bom senso e respeito com a ordem social e com os semelhantes; que o nosso relacionamento facilite a compreensão sobre o estilo cristão de viver; que as demais pessoas vejam, em nós, o valor que Deus nos confere.

Terça – Esposas e maridos (1Pedro 3:1-7). Aqui, o princípio bíblico permanece o mesmo. Que a esposa convertida ao cristianismo continuasse a respeitar e amar o marido, como ao Senhor. Que cada uma de suas ações no lar fosse calculada de forma a causar nele a vontade de conhecer o Salvador, e a Ele se entregar. Por sua vez, que o marido cristão amasse, cuidasse e respeitasse a sua esposa.

Irmãos, creio que neste ponto, todos devemos aproveitar a oportunidade para reconsagrar nossos lares ao Senhor. Nossas famílias são preciosas de mais! Então, vale à pena renovar os votos de amor que Deus colocou em nossos corações. E que em nossas orações secretas, bem como aos nos expressarmos diante de outras pessoas, que sejam pronunciadas palavras de louvor e gratidão a Deus por nossas preciosas famílias – a base da sociedade.

Quarta – Relações sociais. O mesmo título para a semana. Um resumão. E, aqui, outros versos bíblicos são usados. Mas como a Palavra é uma só, uma instrução dá mais brilho à outra. (Releia 1Pedro 2:11 até 3:7).

Romanos 13:1-7 (aqui somente o verso 1) – “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas”.

Efésios 6:5-9 (aqui, os versos 5 e 9) – “Quanto a vós outros, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo” – “E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos Céus e que para com Ele não há acepção de pessoas”.

Efésios 5:22-33 (aqui, os versos 22 e 25) – “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor” – “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela”.

1Coríntios 7:12-16 (aqui, verso 16) – “Como sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?

Gálatas 3:28 e 29 – “Não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa”.

Resumindo, Paulo e Pedro viviam na mesma época. As igrejas eram as mesmas, assim como a cultura prevalecente. As barreiras eram as mesmas. No início da Lição da semana passada, através de uma passagem do livro Profetas e Reis, fomos ensinados que não era por rebelião ou guerra que as nações vizinhas seriam eliminadas. Longe disso! Deus queria era ganhá-los para Si! Então, que Israel “israelizasse” os povos.

Da mesma forma, não somos chamados a derrubar governos ou a nos rebelar contra sistemas, mas a “cristianizar” as pessoas com quem mantemos relações sociais. E, usando como exemplos a nossa vida civil e religiosa, e a nossa relação trabalhista e conjugal, Pedro reforçou os ensinos do Senhor. Ele deixou bem claro como devemos seguir enquanto caminhamos a senda cristã.

QuintaconclusãoO cristianismo e a ordem social.

O “assim diz o Senhor”, como os irmãos bem sabem, está acima de tudo. Em havendo concordância do Estado, da Igreja, do patrão, e do cônjuge, ou de outra qualquer relação social com a Palavra de Deus, tudo fica mais fácil.

Porém, se chamados a transgredir os reclamos da Lei de Deus, então, deve prevalecer o que Pedro disse em Atos 5:29 – “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”.

Não sei explicar o motivo, mas o artigo mais lido em nosso blog é “A Bíblia manda odiar o pai e a mãe em nome de Jesus?” Se é de seu interesse, clique aqui. 

Encerro minhas considerações citando um trecho a mais do Espírito de Profecia:

“Nos anais da história humana, o desenvolvimento das nações, o nascimento e queda dos impérios, aparecem como que dependendo da vontade e proeza do homem; a configuração dos acontecimentos parece determinada em grande medida pelo seu poder, ambição ou capricho. Mas na Palavra de Deus a cortina é afastada, e podemos ver acima, para trás e pelos lados as partidas e contrapartidas do interesse, poder e paixões humanos – os agentes do Todo-misericordioso – executando paciente e silenciosamente os conselhos de Sua própria vontade” (Vidas Que Falam, pág. 250 – Meditação Matinal de 01/09/1971).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 3 – Sacerdócio real – 8 a 15 de abril de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 3 – Sacerdócio real – 8 a 15 de abril de 2017

O assunto desta nova semana é muito especial. A grandeza do tema nos faz voltar no tempo, para o início do Velho Testamento. Pedro está falando para a igreja cristã de sua época (e futura), mas usa elementos do tempo de Abraão. Nos faz apreciar o momento em que Deus renovou com Abraão o “acordo” que fez com a humanidade – a Aliança Eterna – o Plano da Redenção.

Em nossas palavras, por iniciativa Divina, a conversa foi mais ou menos assim: “Disse Deus: Abraão, Eu farei de você o pai de uma grande nação – nação que vai existir para um propósito sagrado. Seus filhos participarão da mensagem da cruz. Anda em Minha presença e sê perfeito!”

Assim está escrito no Espírito de Profecia (Profetas e Reis, na introdução – A vinha do Senhor):

“Os filhos de Israel [descendentes de Abraão] deviam ocupar todo o território que Deus lhes indicara. Aquelas nações que haviam rejeitado a adoração e serviço ao verdadeiro Deus, deviam ser despojadas. Mas era propósito de Deus que pela revelação de Seu caráter através de Israel, fossem os homens atraídos para Si. O convite do evangelho devia ser dado a todo o mundo. Mediante o ensino do sistema de sacrifícios, Cristo devia ser erguido perante as nações, e todos que olhassem para Ele viveriam. Todo aquele que, como Raabe, a cananita, e Rute, a moabita, tornassem da idolatria para o culto ao verdadeiro Deus, deviam unir-se ao Seu povo escolhido. À medida em que o número dos israelitas crescesse, deviam eles ampliar suas fronteiras, até que o seu reino envolvesse o mundo. Mas o antigo Israel não cumpriu o propósito de Deus”.

Resumidamente, Israel (como povo de Deus) “inventou” uma exclusividade, não foi o sal da terra e nem a luz do mundo, se atrofiou, e morreu por inanição.

Então, depois da obra-prima escrita no capítulo 1, falando do que Cristo fez por nós e sobre a herança incorruptível que nos aguarda, Pedro, na sequência de sua primeira Carta, na parte inicial do capítulo 2, chama a igreja para o cumprimento do propósito para o novo Israel, o Israel espiritual: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (Verso 9).

Com isso em mente, nesta Lição 3, estudaremos um pouco mais das instruções de Pedro à igreja cristã primitiva, pegando elementos da Aliança apresentada no Velho Testamento e dando sustentação para o Novo Testamento. Palavras e expressões usadas por Deus a Abraão são repetidas por Pedro à igreja.

DomingoViver como cristão – 1Pedro 2:1-3. A palavra-chave é “viver”. Na quarta-feira da semana passada, o título foi “Viver a salvação”. Hoje, “Viver como cristão”.

Não há vida sem alimento e não há vida sem movimento. A vida cristã é sustentada, ela é alimentada pela comunhão constante com Deus (Orar e estudar a Palavra). E ela é movimentada, é exercitada pela atividade evangelística – uma ação permanente (Ensinar o que foi aprendido). Disso depende o nosso “viver”.

E Pedro aborda isso, e o faz inicialmente pelo lado negativo, indicando que coisas precisavam ser tiradas, arrancadas (“Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências”). Depois, abordou pelo lado positivo (“Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação”).

Será improdutivo apenas “deixar” de fazer coisas erradas (“Não faça isso!” – “Abandone aquilo!”). Isso é insuficiente. Se tirar a sujeira que está dentro da casa, mas ela permanecer vazia, o inimigo voltará. É por isso que não somos chamados a apenas “tirar” a roupa velha. É preciso “vestir” algo novo – e a proposta evangélica de “novo” é o manto da justiça de Cristo. É preciso “fazer” coisas certas, mas só com o manto de Cristo faremos coisas certas.

Viver como cristão não se limita a “não odiar”. Vai além. Vai a “amar” – e não somente amar o “amigo”, mas também o “inimigo”. E temos exemplo para isso. Assim foi com Jesus Cristo. Assim deve ser com o cristão. Assim é viver como cristão.

Pedro, então, termina esse primeiro raciocínio dizendo “que já tendes a experiência de que o Senhor é bondoso”.

Na segunda, tomando como referência o fato de Cristo ser a Pedra angular, aquela que fora rejeitada pelos homens, mas eleita como preciosa por Deus, o cristão é tornado “pedra viva”, colocada na casa espiritual, no edifício espiritual – na igreja de Deus. E como todos nos tornamos pedras vivas, não permanecemos sozinhos. Fazemos parte de uma comunidade. Somos um povo. Uma família. Não somos pedras mortas, inanimadas, inativas. Não! Somos pedras vivas.

Por outro lado, se somos “edificados casa espiritual”, então, concluímos que há um “Edificador” – um Edificador nos edificou! Por isso, então, Jesus é chamado de “Construtor”. Somos pedras vivas porque estamos na mão do Salvador Construtor.

E Pedro segue usando mais uma palavra do Velho Testamento: Sacerdócio santo (“Sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus”). [Considere “santo” como “separado”, como consagrado para um propósito].

No Santuário e no Templo, o sacerdote “mediava” no sentido de “interceder” em favor do pecador, mas ele nunca era a “oferta”. A oferta sempre foi o “cordeiro”. Mas o sacerdote fazia uma outra atividade, de igual importância, a qual nós somos “separados” para fazê-la também: somos consagrados para “ministrar” ao povo, para “ensinar” a respeito do Plano da Salvação. E Pedro instruiu a igreja iniciante a ministrar, a ensinar, a levar o evangelho adiante. Somos sacerdotes “separados” para esse ministério.

Nesse sentido, sacerdotes “a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus” – e isso significa ter uma vida caracterizada pelo amor – é o amor entre nós que “agrada” a Deus. Existe um modo de ensinar superior aquele que demonstra amor?!!!

Pedro termina seu raciocínio dizendo: “Sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”. Com isso, lembramos das palavras do Mestre: “Sem Mim, nada podeis fazer”.

O que tivermos que “ser”, seremos “capacitados” a ser por Ele. O que tivermos que “fazer”, seremos “fortalecidos” para fazer por Ele.

TerçaO povo da Aliança de Deus. O povo do “acordo”. O povo que tem uma contrapartida na Aliança proposta por Deus. Qual a parte do povo?

O toque especial da Lição recai na palavra “obediência”. É por ter sido desobediente que Adão perdeu o direito de comer do fruto da árvore da vida. Perdeu o direito à vida eterna. Sendo assim, para que o Plano da Redenção tenha validade para qualquer pessoa, é preciso que essa pessoa aceite ser obediente ao Deus Santo. Cristo não morreu para que continuássemos desobedientes, que continuássemos escravos do pecado. É inimaginável que a Aliança para uma vida imortal tenha validade se continuarmos em franca desobediência aos reclamos da Lei de Deus!

Nós estamos falando da Aliança de Deus! De Deus! De um Deus Santo que tem uma Lei santa.

Vale à pena ler “Uma apólice de seguro de vida” – em A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 157 (Meditação Matinal de 31/05/1959) – clique aqui. 

Quarta-feiraSacerdócio real. O título de hoje é o mesmo para a semana.

Pedro escreveu: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pedro 2:9).

Dentro do verso para segunda-feira, vimos “sacerdócio santo”, separado, designado para uma tarefa. No de hoje, “sacerdócio real”, que pertence a um reino; um Reino com a letra “erre” em maiúsculo; um Reino mais elevado, mais honrado. Um Reino em que os súditos vivem a verdade, vivem o mais elevado padrão moral e espiritual. Vivem como o seu Rei. E isso em quanto estão vivendo aqui, em quanto estão morando onde ainda existe o grande conflito. Existem trevas, mas andam na luz.

Hoje, a Lição reforça o que foi identificado ontem: obediência. O único caminho pelo qual se pode andar com Deus é o caminho da obediência. Deus é o Deus do povo da Aliança se o povo obedecer os termos da Aliança. “’Anda em Minha presença e sê perfeito’ no caminhar. Seja obediente”.

Pedro fez referência ao verso em que Deus fala com Moisés: “Subiu Moisés a Deus, e do monte [Sinai] o SENHOR o chamou e lhe disse: ‘[…] se diligentemente ouvirdes a Minha voz e guardardes a Minha Aliança, então, sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é Minha; vós Me sereis reino de sacerdotes e nação santa’” (Êxodo 19:3-6).

Pedro transfere todas as bênçãos, privilégios e responsabilidades da “antiga” Aliança para os novos membros do povo de Deus: os cristãos.

Concluindo, na quinta-feiraProclamando os louvores. Abraão e seus descendentes foram chamados para ser um povo de propriedade particular, pessoal, exclusivo – mas não para que Deus fosse exclusivo deles – não para que a salvação fosse somente para eles – não para que a mensagem da cruz ficasse apenas dentro do seu território. Não!

O povo de Israel foi formado e chamado para proclamar ao mundo que Deus estava oferecendo salvação para todos eles também. Eles deviam dizer que, assim como eles foram alcançados pela misericórdia de Deus, essa misericórdia estava sendo estendida a eles também.

A mensagem da salvação deve ser colocada em circulação. O mundo precisa saber que Deus amou o mundo!

Não posso concluir esta Lição sem indicar uma excelente leitura adicional. Leia o que está escrito na Meditação Matinal de 24/09/1956 – clique aqui. 

“Nestas horas finais de graça para os filhos dos homens, quando a sorte de cada alma deve ser logo decidida para sempre, o Senhor do Céu e da Terra espera que Sua igreja desperte para a ação como nunca dantes. Os que foram feitos livres em Cristo pelo conhecimento da preciosa verdade, são considerados pelo Senhor Jesus como Seus escolhidos, favorecidos sobre todos os outros povos na face da Terra; e Ele está contando certo que eles manifestarão os louvores dAquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. As bênçãos tão liberalmente outorgadas devem ser comunicadas a outros. As boas-novas de salvação devem ir a cada nação, tribo, língua e povo” (Profetas e Reis, capítulo 59 – “A casa de Israel”).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 2 – Uma herança incorruptível – de 1º a 8 de abril de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 2 – Uma herança incorruptível – 1º a 8 de abril de 2017

Nos fez bem ter começado o trimestre com algumas das histórias de Pedro com Jesus. São várias. Somente algumas foram apreciadas. De qualquer forma, a intenção foi de nos tornar mais próximos das experiências deste discípulo, que pouco a pouco foi se entregando, pouco a pouco foi crescendo.

Então, dando sequência ao propósito do trimestre, entramos nas Epístolas – sendo que, especificamente para esta semana, estudaremos o primeiro capítulo da primeira Carta (Que vale à pena ser lida de uma vez só, e de preferência em várias versões).

No domingo e na segunda, com os versos 1 e 2, Pedro declara estar escrevendo para os “exilados”, os “eleitos” – ao povo de Deus que vivia espalhado pela região da Turquia – alguns judeus e muitos gentios, mas todos convertidos ao cristianismo.

Tudo indica que a Carta tenha sido escrita durante os terríveis anos do imperador Nero, um homem que se permitiu ser controlado por Satanás; um governante que mandava perseguir e matar, independentemente se as vítimas davam ou não motivo. Provavelmente tenha sido entre 65 e 66 – mas com certeza um pouco antes de 67, o ano da morte de Pedro.

Bem, o mundo de então vivia em angústia. Basta lembrar que se aproximava o ano 70, ocasião em que Jerusalém foi completamente destruída, não ficando pedra sobre pedra. Portanto, o Espírito Santo não queria deixar a igreja sem uma palavra a mais de esperança e de orientação. E Pedro foi escolhido para dizer o seguinte: “[Vocês foram] eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo”.

Em nossas palavras: “Vocês atenderam ao chamado da salvação – então, em resposta a obra santificadora e purificadora realizada em vocês, permaneçam obedientes; vivam em completa submissão à vontade de Deus; vivam uma vida semelhante à de Cristo – e que a graça e a paz se multipliquem entre vocês. Nada de inquietação. Nada de temor”.

E, assim, Pedro parte para o desenvolvimento das instruções que entendia ser necessário passar para a igreja. Ele fortalece os seus irmãos. Pedro apascenta o rebanho do Senhor.

Na terça, com os versos 3 a 12, Pedro realçou a beleza e a grandeza da salvação. Eles deveriam encontrar força justamente ao se firmarem nesses versos. Aqui estava a razão para aguentarem até o fim. Diante de qualquer coisa que estivessem passando, ou viessem a passar, que fixassem a mente no seguinte:

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a Sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos Céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma. Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam. A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do Céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar”.

Irmãos, o tema apresentado por Pedro é tão precioso, tão magnífico, que “até os anjos gostariam de saber mais”. Até os anjos!!!

Maravilhosa Palavra de Deus! O texto inspirado nos faz levantar a cabeça. Nem sempre seremos tirados das provas, mas é certo que, mesmo no meio delas, podemos olhar para cima e saber que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (1Coríntios 2:9 e 10).

Na quarta-feira, com os versos 13 a 21, o apóstolo orientou que devemos “viver a salvação”. E três argumentos são apresentados – há três motivos para correspondermos positivamente (Leia em sua Bíblia):

[] O caráter santo de Deus (versos 15 e 16);

[] Temos uma conta alta para pagar (verso 17); e

[] Cristo pagou a conta em nosso lugar (versos 18 a 21).

A Inspiração diz assim:

“Perante o crente é apresentada a maravilhosa possibilidade de ser semelhante a Cristo, obediente a todos os princípios da lei. Mas por si mesmo é o homem absolutamente incapaz de alcançar esta condição. A santidade que a Palavra de Deus declara dever ele possuir antes que possa ser salvo, é o resultado da operação da divina graça, ao submeter-se à disciplina e restritoras influências do Espírito de verdade. A obediência do homem só pode ser aperfeiçoada pelo incenso da justiça de Cristo, o qual enche com a divina fragrância cada ato de obediência. A parte do cristão é perseverar em vencer cada falta. Constantemente deve orar para que o Salvador sare os distúrbios de sua alma enferma do pecado. Ele não tem sabedoria ou a força para vencer; isso pertence ao Senhor, e Ele os outorga a todos os que em humildade e contrição dEle buscam auxílio.

O Espírito Santo será dado aos que buscarem o Seu poder e graça, e ajudará nossas fraquezas quando queremos ter uma audiência com Deus. O Céu está franqueado a nossas petições, e somos convidados a chegar-nos ‘com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno’. Devemos ir com fé, crendo que obteremos aquilo mesmo que dEle pedimos” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 215 – Meditação Matinal de 28/07/1974).

Concluindo:

“A brevidade do tempo é frequentemente realçada como incentivo para buscar a justiça e fazer de Cristo o nosso amigo. Este não deve ser o grande motivo para nós; pois cheira a egoísmo. É necessário que os terrores do dia de Deus sejam mantidos diante de nós, a fim de que sejamos compelidos à ação correta pelo medo? Não devia ser assim. Jesus é atraente. Ele é cheio de amor, misericórdia e compaixão” (Exaltai-O, pág. 99 – Meditação Matinal de 25/03/1992).

Na quinta, finalizando o primeiro capítulo, Pedro escreveu o seguinte:

Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” (Verso 22).

Para os dias de grande luta, em vez de se afastarem, que se unissem. Em vez de cada um ir para um lado, que manifestassem união. E o motivo que harmoniza isso é o “amor”. “Amem uns aos outros”. Que o amor manifestado por Deus a todos eles fosse correspondido em amor entre eles.

“Ao operar Deus no coração, e entregar o homem sua vontade a Deus, e com Ele cooperar, ele manifesta na vida aquilo que Deus operou em seu íntimo pelo Espírito Santo, e há harmonia entre o propósito do coração e a prática da vida” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 397).

“Se estamos cheios de misericórdia e amor de Deus, será produzido sobre os outros um efeito correspondente” (Este Dia Com Deus, pág. 81 – Meditação Matinal de 15/03/1980).

Irmãos, isso é verdade entre nós também. A Carta de Pedro chegou em nossas mãos. As instruções não se limitam aos leitores daquela época. Há uma herança incorruptível preparada para cada um de nós. E, diante dos desafios que se apresentam, cujos detalhes serão vistos no decorrer do trimestre, podemos nos ajudar manifestando amor uns aos outros. E é justamente esse amor que vai abrir as portas para a pregação do evangelho em todo o mundo – para a glória de Deus.

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 1 – Conhecendo Pedro – Apascenta as Minhas Ovelhas – 1 e 2Pedro

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 1 – Conhecendo Pedro – 25 de março a 1° de abril – Apascenta as Minhas Ovelhas – 1 e 2Pedro

Imagine uma sala, com duas cadeiras, e uma mesa entre elas. Imagine que você esteja sentado numa das cadeiras e que, na outra, bem na sua frente, esteja sentado um senhor idoso, de cabelos brancos, de semblante sereno, conhecedor de que o seu fim se aproxima, e que, mantendo um olhar que transmite calma, pega uma caneta e começa a escrever uma carta.

Imagine, também, que você consegue enxergar a primeira linha do que ele está escrevendo – e você lê a seguinte introdução: “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos…

Irmãos, esta cena passou por minha mente. Eu me imaginei na frente de Pedro – o famoso discípulo de Jesus – o grande apóstolo do Senhor – um dos que estiveram pessoalmente, em carne e osso, lado a lado com Jesus Cristo.

Particularmente, imaginei esta cena porque entendo que Pedro tenha sido um dos homens mais interessantes de toda a trajetória humana. Ele me chama a atenção, e muito! Sua experiência é extraordinária. Suas histórias são “as histórias”!

Pedro é o discípulo mais citado nas Escrituras. Em quase todas as histórias de Jesus, ali estava Pedro. Em todas as histórias de Pedro, ali estava Jesus. E é bem por isso – Jesus estar em suas histórias – que vejo nas histórias de Pedro as melhores histórias do mundo. Se as histórias de Pedro estão entrelaçadas com a presença de Jesus, então as suas histórias são bem mais interessantes do que eu imaginava. Realmente são “as histórias”!

E, quem sabe, por isso a Lição deu a preferência em nos contar, já de início, como abertura do trimestre, algumas de suas histórias. Apenas algumas, é verdade, mas, em cada uma delas, uma maneira de conhecermos Pedro, o discípulo do Salvador – o homem que ouviu o Pastor Celestial dizer: “Pedro, apascenta as Minhas ovelhas”.

Então, antes de contar a sequência da Carta escrita por Pedro, vejamos algumas de suas histórias – as histórias de Pedro com Jesus:

[26/03] DomingoJoão 1:35-42 – “No dia seguinte [ao batismo de Jesus], estava João [Batista] outra vez na companhia de dois dos seus discípulos [André e João, o discípulo amado] e, vendo Jesus passar, disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus!’ Os dois discípulos, ouvindo-o dizer isto, seguiram Jesus. E Jesus, voltando-Se e vendo que O seguiam, disse-lhes: ‘Que buscais?’ Disseram-lhe: ‘Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes?’ Respondeu-lhes: ‘Vinde e vede’. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com Ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima. Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João [Batista] e seguido Jesus. Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: ‘Achamos o Messias’ (que quer dizer Cristo), e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: ‘Tu és Simão, o filho de João [também chamado de Jonas]; tu serás chamado Cefas’ (que quer dizer Pedro)”.

Este foi o primeiro contato entre Jesus e alguns de Seus discípulos. Porém, ainda não para um discipulado fixo, permanente. Somente depois de um ano, após um ministério “solo”, é que veio a ocorrer o verdadeiro “chamado”, o “segue-Me” propriamente dito.

E isso veio a acontecer assim – Lucas 5:1-11 – “Aconteceu que, ao apertá-Lo a multidão para ouvir a Palavra de Deus [a Sua fama estava por completar um ano], estava Ele junto ao lago de Genesaré [o Mar da Galileia]; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes [depois de uma noite frustrante de serviço]. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão [Pedro], pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-Se, ensinava do barco as multidões [como se fosse um púlpito]. Quando acabou de falar, disse a Simão: ‘Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar’. Respondeu-Lhe Simão: ‘Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a Tua palavra lançarei as redes’. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: ‘Senhor, retira-Te de mim, porque sou pecador’. Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Disse Jesus a Simão: ‘Não temas; doravante serás pescador de homens’. E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, O seguiram”.

Pontos relevantes para o contexto da Lição: Pedro era um pescador experiente. Conhecia aquelas águas. E realmente estava frustrado diante do fracasso daquela noite. Qual chefe de família não estaria? No entanto, ao receber a visita e a ordem de Jesus, obedeceu ao Seu comando, e foi surpreendido com a maior pescaria de todos os tempos.

Porém, e essa é a parte especial, ao concluir que aquilo era um milagre, não permitiu que a questão se tornasse apenas algo material, palpável, físico. Não! Viu o invisível, e enquanto Jesus permanecia no barco, lançou-se aos Seus pés. E ali, prostrado, sendo levado a reconhecer sua indignidade, exclamou do fundo de seu coração: “Senhor, retira-Te de mim, porque sou pecador”.

Irmãos, este “retira-Te” não indica o desejo de que Cristo Se retirasse, que fosse embora. Não! Apenas foi o modo de expressar que sentia a sua própria indignidade. É como se dissesse: “Não sou digno de Sua presença” – “Eu sou pecador!”

Pedro estava reconhecendo a sua necessidade espiritual, e deixou isso falar mais alto. Reconheceu que estava diante do Salvador perfeito. O Espírito Santo bateu na porta de seu coração, e ele O deixou entrar.

E já que os peixes obedeceram ao chamado de Jesus, Pedro assim também fez. “Deixando tudo, O seguiu” – e O seguiu para todo o sempre – para ser um pescador de pessoas para Cristo.

Temos um pouco desse Pedro em nós? Lançaríamos a rede no “improvável”? Reconheceríamos o poder de Jesus? Aceitaríamos acompanhar o Mestre na obra de evangelizar o mundo?

Irmãos, temos um pouco desse Pedro em nós?

[27/03] Segunda-feiraMateus 16:13-23. Nesta passagem, Jesus fez duas perguntas: “Quem diz o povo ser o Filho do Homem?” – “E vós, quem dizeis que Eu sou?”

É a partir desse ponto que Jesus começa a falar do verdadeiro significado de ser o “Messias” e das correspondentes “consequências” para Si. É daqui em diante que Ele passa a falar do sofrimento e da morte que O aguardava. Passou a frisar que tinha que passar por isso. Foi para isso que veio. Nisso está a nossa salvação!

Então, vemos dois momentos para Pedro:

Primeiro – Ele disse que o Mestre era “Cristo, o Filho do Deus vivo” – e Cristo revela que isso ele respondeu porque estava sendo usado por Deus. Nesse momento, Pedro foi um instrumento divino. Parabéns, Pedro!

Segundo – Tendo ouvido que Jesus iria sofrer e morrer, “chamando-O à parte, começou a reprova-Lo, dizendo: ’Tem compaixão de Ti, Senhor. Isso de modo algum Te acontecerá!” – e, com esse tipo de conversa, a coisa mudou de figura. Cristo revela que ele, Pedro, agora, estava sendo usado pelo inimigo. De um instante para outro, o discípulo deixou de servir a Deus para servir o inimigo de Deus. E, nesse caso, nada de parabéns, Pedro!

Disse Jesus: “Arreda, Satanás! Tu és para Mim pedra de tropeço”.

Bem, isso precisa ser entendido assim: Que Satanás fosse embora de Pedro, mas não que Pedro fosse embora de Jesus! Somente Satanás! Pedro necessitava era de ficar mais e mais perto de Jesus. Ele, Pedro, era muito bem-vindo!

Temos um pouco desse Pedro em nós? Altos e baixos? Acertos e erros? Mas, também, confiamos que o Senhor não nos abandona? Tal qual Pedro, embora os erros, aceitamos continuar com Jesus?

[28/03] Terça-feira – Uma das mais belas histórias da Bíblia – Mateus 14:22-31. Quando Pedro viu Jesus vindo em sua direção, andando por sobre as águas, disse: “Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo”. E Jesus respondeu: “Vem!” – “E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus”.

Que coisa extraordinária! Andar sobre as águas! Só Jesus e Pedro andaram sobre as águas! Os demais discípulos não tiveram a mesma coragem. Se intimidaram. Eu não duvido que Jesus os teria recebido, caso fossem também. Mas não foram. Só Pedro foi. Que coisa extraordinária!

Já ouvi muitos sermões sobre essa passagem. Coitado de Pedro! Quantos pregadores desceram a lenha no discípulo de Jesus! Raríssimos pregadores deram ênfase a parte mais importante da história. Raríssimos!

Irmãos, é verdade que Pedro afundou antes de chegar próximo a Jesus. Isso é verdade. Talvez medo. Dúvida. Quem sabe orgulho. Se temos um pouco desse Pedro em nós, é possível que tenhamos a resposta correta. Mas, convenhamos, e aqui está o motivo de eu considerar esta uma das mais belas histórias da Bíblia, Pedro expressou verbalmente as palavras que Jesus mais gosta de ouvir – e ele as falou porque tinha certeza do que estava falando – tinha certeza que Jesus iria atendê-lo – teve coragem de ir ter com Jesus e teve coragem de dizer para Jesus: “Senhor, salva-me!

E diz o relato inspirado pelo Espírito Santo, que Jesus fez o gesto que mais gosta de fazer: “Prontamente, Jesus, estendendo a mão, o salvou”.

Ele não ralhou com o Seu discípulo. Ele não disse: “Primeiro você vai beber um pouco dessa água”. Ele não disse: “Espera aí um pouquinho. Eu vou ali perguntar para os outros discípulos o que eles acham que Eu devo fazer. Espera aí que Eu já volto”. Não! O relato bíblico é claro: “Imediatamente, Jesus, estendendo a mão, o salvou”.

Parabéns, Pedro! Você aprendeu primeiro para depois ensinar a igreja de Cristo.

[29/03] Quarta-feiraLucas 22:54-62. No pátio da casa do sumo sacerdote, Pedro ouviu o galo cantar. Mas, antes disso, por três vezes negou que sabia quem era Jesus. Negou que era um dos Seus discípulos. Mas, antes disso também, nos versos 31 a 34, Jesus já o havia alertado: “’Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos’. Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte’. Mas Jesus lhe disse: ‘Afirmo-te, Pedro, que, hoje, três vezes negarás que Me conheces, antes que o galo cante’”.

Irmãos, essa passagem é reveladora! Jesus sabia que Satanás continuava a rondar. Sabia que o inimigo pleiteava predominar sobre os motivos e ações de Seu querido discípulo. E orou para que ele, Pedro, vencesse a prova. Não tirou a prova. Mas orou para que ele a vencesse.

Ah, irmãos! Se Pedro tivesse pedido para Jesus fazer mais uma oração, e agora juntos, quanta diferença! Se Pedro tivesse pedido que Jesus rogasse mais uma vez!

Bem, mais uma vez Pedro se prontificou a ir com o Mestre, e foi. E mais uma vez, não sei porque, não sei se por medo, ou por dúvida – quem tem um pouco de Pedro que responda – Pedro afundou, e negou que conhecia a Jesus.

Me veio um pensamento: Se Pedro dissesse que O conhecia, isso mudaria a sorte de Jesus? Será que Pedro seria preso com o seu Senhor? Será que Pedro seria crucificado com o Mestre?

Bem, isso não sabemos. O que sabemos é que, antes da negação, Jesus lançou luz sobre essas trevas. Disse Ele: “Quando te converteres, fortalece os teus irmãos”.

E é justamente isso o que acontece. Pedro é convertido. E se torna um dos grandes fortalecedores da igreja de Cristo. É isso que ele faz durante o resto de sua vida. É isso que ele faz, também, ao escrever duas Cartas para a igreja de Jesus Cristo.

Irmãos, temos um pouco desse Pedro em nós?

[30/03] Quinta-feiraPedro como líder da igreja. Jesus morreu, ressuscitou e foi para o Céu. Neste período, outras histórias de Pedro nos foram contadas. (Veja o Livro de Atos). Vem o Pentecostes e o prometido derramamento do Espírito Santo. Então, Pedro, tomado pelo poder de Deus, assume a posição de servo de Deus e de Sua igreja. Pedro serve a igreja do Senhor. A partir daí, a história de Pedro se confunde com a história da igreja cristã primitiva. Acertos e erros. Erros e acertos. E Deus dirige os motivos e as ações de Seu servo Pedro.

Nunca jamais saiu da mente de Pedro os dizeres de Jesus: “Apascenta as Minhas ovelhas”.

Irmãos, o que vai ser estudado a partir da Lição 2 – todos os capítulos e versículos das duas Cartas de Pedro – indica que Pedro sabia, e muito bem, o quanto dependemos de Jesus Cristo durante a nossa jornada cristã. Pedro sabia do leão que ruge ao nosso redor. Ele sabia do valor das Sagradas Escrituras. Ele sabia que devemos falar da esperança da breve volta de nosso Salvador. Ele sabia que devemos amar e perdoar. Pedro sabia do que estava escrevendo. Ele sabia.

Que Deus nos abençoe. Tenhamos um ótimo trimestre.

Vocês sabem para onde Pedro foi assim que negou o Mestre, assim que Jesus lançou sobre ele o Seu olhar? Quer ler sobre isso? Se sim, clique aqui – Vidas Que Falam, pág. 313 (Meditação Matinal de 03/11/1971).

Feliz semana!

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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