Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 2 – A autoridade de Paulo e o Evangelho – Ligado na Videira – 1º a 8 de julho de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 2

Na semana passada, com a Lição 1, vimos um pouco da história de Paulo, conforme descrito em Atos. Nesta semana, com a Lição 2, abrimos a Carta de Paulo aos Gálatas, e o fazemos estudando o capítulo 1.

Irmãos, dentre os motivos para que o apóstolo escrevesse aos gálatas (ano 57/58), consta que alguns fariseus convertidos ao cristianismo continuavam exigindo, desde o Concílio de Jerusalém (ano 49), que os gentios convertidos ao cristianismo primeiro se tornassem judeus – ou seja, que fossem circuncidados – mas a igreja disse “não” para eles.

Alguns indivíduos que desceram da Judeia ensinavam aos irmãos: ‘Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos‘. Tendo havido, da parte de Paulo e Barnabé, contenda e não pequena discussão com eles, resolveram que esses dois e alguns outros dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e presbíteros, com respeito a esta questão. […] Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus que haviam crido, dizendo: ‘É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés’” (Atos 15:1, 2 e 5).

Bem, vejamos um pouco o histórico a respeito da circuncisão:

Em Gênesis 17, Deus ordenou Abrão a praticar a circuncisão. Ele estava com 99 anos. Seu filho Ismael, 13. Todos do sexo masculino ligados a Abrão, então, foram circuncidados. Também é nesse capítulo que o nome “Abrão” foi mudado para “Abraão”. Um ano depois, nasceu Isaque, que foi circuncidado aos 8 dias de vida. E o Velho Testamento se desenvolve com essa prática. Todos os “descendentes” de Abraão passaram por isso. Dessa maneira, eles eram reconhecidos como “hebreus”, “israelitas”, “judeus”.

Passados alguns anos, os filhos de Jacó exigiram que os homens de uma cidade pagã fossem circuncidados, indicando que somente assim aceitariam Siquém como cunhado (Gênesis 34). E todos foram circuncidados.

Não muito tempo depois, Moisés, ainda bebê, foi “reconhecido” como hebreu pela filha de Faraó – e é aceitável dizer que isso foi possível porque ela constatou que ele era circuncidado (Êxodo 2). No entanto, já casado, Moisés foi negligente quanto a circuncisão de seu segundo filho, Eliézer – fato “reprovado” por Deus – mas então foi feito o reparo (Êxodo 4).

Já no Novo Testamento, em Lucas 2:21, nos é dito que Jesus foi circuncidado no 8º dia de vida. Quanto a Paulo, sendo “fariseu”, com certeza era circuncidado.

Então, por que não exigir que os gentios convertidos ao cristianismo passassem pela circuncisão? Por que não?

Em Atos 16, é dito que o apóstolo Paulo recomendou que Timóteo passasse pela circuncisão, antes que o acompanhasse em suas viagens missionárias. [Em Atos 18:18 e 21:20-27 nos é declarado que Paulo participou de um outro tipo de cerimônia, em que se cortava o cabelo].

Então – repetimos – por que não exigir que os gentios convertidos ao cristianismo passassem pela circuncisão? Por que não?

Bem, a Epístola de Paulo aos Gálatas é desenvolvida para responder isso. Há muito a ser considerado. Muitas coisas estavam envolvidas. E é isso que veremos.

Sugerimos a seguinte leitura adicional: “Devemos gloriar-nos só na cruz”, na Meditação Matinal de 12/08/1956 – clique aqui. 

(02/07) – Domingo – Paulo, o escritor de cartas.

Na condição de enviado por Jesus Cristo, Paulo se posicionava como pastor da igreja de Deus. Alimentava a igreja com a Palavra; cuidava dela; treinava seus membros;  e, quando ia embora, estabelecia líderes. E, quando podia, retornava. E quando necessário, escrevia. E justamente porque houve necessidade, escreveu:

“[Meu nome é] Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que O ressuscitou dentre os mortos… [Escrevo] às igrejas da Galácia, [desejando] graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do [nosso] Senhor Jesus Cristo, o qual Se entregou a Si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai, a quem seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (Gálatas 1:1-5).

A Lição comenta a respeito de estilo, introdução, saudação, e sobre o motivo dessa Carta ser um pouco diferente das outras. O que destaco é o seguinte: Por não concordar com a circuncisão, Paulo estava sendo destratado. Foi questionado o seu chamado. Foi questionada a sua autoridade. Por isso, sem amaciar, Paulo já foi dizendo que, para o cristão, o importante é Cristo – e foi Cristo quem lhe deu a luz necessária para orientar a igreja. Ele escrevia por ordem de Deus!

Complemente seus estudos lendo “Filhos e Filhas de Deus”, pág. 344 (Meditação Matinal de 03/12/1956) – clique aqui. 

(03/07) – Segunda – O chamado de Paulo.

A circuncisão era um sinal da Aliança. Não era a Aliança. Era um sinal. A Aliança era Cristo! Cristo que nasceu entre nós; que sofreu por nós; que morreu por nós; e que ressuscitou; e que retornou ao Céu para apresentar os Seus méritos em nosso favor; e que um dia retornará para buscar os que estiverem ligados a Ele.

Então, usando alguns dos versos de ontem, e acrescentando outros hoje, “destacamos” do primeiro capítulo de Gálatas o seguinte:

Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai… Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo. … Quando, porém, Ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela Sua graça, aprouve revelar Seu Filho em mim, para que eu O pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue, nem subi a Jerusalém para os que já eram apóstolos antes de mim, mas parti para as regiões da Arábia e voltei, outra vez, para Damasco. Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias; e não vi outro dos apóstolos, senão Tiago, o irmão do Senhor. Ora, acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto” (Gálatas 1:1, 11 e 12, 15 a 20).

(04/07) – Terça – O evangelho de Paulo.

Paulo entendia que a circuncisão era um sinal externo para a identificação do israelita. Era uma maneira de se afirmar que era descendente de Abraão, de Isaque, de Jacó. Portanto, se estes quisessem continuar com esse rito, sem problema – desde que isso não significasse “salvação por obras”. A circuncisão não era o evangelho. O evangelho era Cristo! Não é mutilação que salva. Quem salva é Cristo!

Porém, de modo algum a circuncisão deveria ser exigida dos gentios. A “conversão” destes era para Cristo, e não para Abraão. E por isso Paulo sugeriu a circuncisão de Timóteo, que era israelita, mas não a de Tito, que era grego.

Bem, continuamos com os versos já apresentados, mas em ordem diferente, para provocar uma ênfase diferente. Este é o evangelho de Paulo:

“[Jesus Cristo] Se entregou a Si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai […], que O ressuscitou dentre os mortos. […] O evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (Gálatas 1:4, 1, 11 e 12).

Sugerimos a seguinte leitura adicional: “Nos Lugares Celestiais”, pág. 34 (Meditação Matinal de 28/01/1968) – clique aqui. 

(05/07) – Quarta – Nenhum outro evangelho.

Dentro do capítulo 1, alguns versos apresentam uma repreensão aos irmãos gálatas.

Admira-me que estejais passando tão depressa dAquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do Céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema. […] O evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo. […] Acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto” (Gálatas 1:6 a 9, 11, 12 e 20).

No trimestre passado, Pedro disse que aqueles que conheceram o evangelho de Cristo e voltaram para a vida anterior, são comparados ao cão que volta para o seu vômito, ao porco que volta para o lamaçal.

Paulo está admirado com os gálatas! Eles conheciam a “salvação pela fé” e agora voltavam para a “justificação pelas obras”?!!! Que coisa terrível!!!

Em Gálatas 3 ele é mais incisivo ainda. Disse:

Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da Lei ou pela pregação da fé? Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne? […] Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão” (versos 1 a 3, e 7).

(06/07) – Quinta – conclusão – A origem do evangelho de Paulo.

Pela diferença de tempo entre o Concílio de Jerusalém e a Carta aos Gálatas [uns oito anos], é de se imaginar que muitos cristãos da Galácia tivessem ou abandonado o caminho ou aderido as sugestões dos falsos mestres. Por isso, ele é categórico:

Procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo. Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo. […] [O Pai] me separou antes de eu nascer e me chamou pela Sua graça, [e a Ele] aprouve revelar Seu Filho em mim, para que eu O pregasse entre os gentios” (Gálatas 1:10 a 12, 15 e 16).

E aqui antecipo o fim da Carta aos Gálatas, onde temos a seguinte conclusão de Paulo:

Vede com que letras grandes vos escrevi de meu próprio punho. Todos os que querem ostentar-se na carne, esses vos constrangem a vos circuncidardes, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Pois nem mesmo aqueles que se deixam circuncidar guardam a Lei; antes, querem que vos circuncideis, para se gloriarem na vossa carne. Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo. Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura” (Gálatas 6:11 a 15).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 1 – Paulo: apóstolo dos gentios – Ligado na Videira – 24 de junho a 1º de julho de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 1

O nome “Saulo” é citado pela primeira vez na Bíblia em Atos 7:58, quando ocorreu a morte de Estêvão. E ele confirma a sua presença e o seu consentimento nessa morte, em Atos 22:20. Além disso, como ele era de Tarso, na “Cilícia” (Atos 22:3), e os da “Cilícia” são relacionados como estando no interrogatório de Estêvão (Atos 6:9), é aceitável dizer que Paulo era um deles, embora não citado pelo nome.

E se estava, sabia que “subornaram homens que [disseram]: ‘Temos ouvido este homem [Estêvão] proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus’. [Com isso] Sublevaram o povo, os anciãos e os escribas e, investindo, o arrebataram, levando-o ao Sinédrio. Apresentaram testemunhas falsas, que depuseram: ‘Este homem não cessa de falar contra o lugar santo e contra a Lei; porque o temos ouvido dizer que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos deu’” (Atos 6:11 a 14).

Mas, antes de continuar, permitam-me destacar o seguinte: a morte de Estêvão é a data que marca o fim da Profecia das Setenta Semanas (de 457 aC até 34 dC), escrita pelo profeta Daniel – e Paulo estava presente nesse exato momento do relógio profético.

Bem, embora nascido em Tarso, por volta dos doze anos (Atos 26:4), Paulo foi levado para morar em Jerusalém, onde foi educado por Gamaliel (Atos 22:3), talvez o mais famoso mestre fariseu de então, e um dos principais membros do Sinédrio (Atos 5:34). Portanto, Paulo não só herdou o farisaísmo familiar, mas estudou numa escola renomada para ser um fariseu melhor – um fariseu irrepreensível – um fariseu zeloso para com Deus – e um cidadão culto, conhecedor dos mais variados assuntos, sabedor de diversos idiomas.

Atos 7:58 relata que “Saulo” era ainda “jovem” no ano 34, ocasião da morte de Estêvão. Sendo que o Salvador havia morrido e ressuscitado três anos e meio antes (ano 30/31), fato que alvoroçou Jerusalém; e sendo que Paulo era aluno de um membro do Sinédrio, que provavelmente comentava a respeito de todos aqueles acontecimentos – dentre os quais, que esteve presente no julgamento de Jesus; e sendo que Paulo morava em Jerusalém; perguntamos: Será que Paulo conheceu, ou pelo menos viu Jesus antes dos acontecimentos de Damasco? Será que ele se esbarrou com Jesus numa das ruas de Jerusalém?

Bem, a resposta tem que ser: “Pelo jeito, não” – pois se isso tivesse acontecido, com certeza teria impactado a vida de Paulo, e teria provocado comentários em seus escritos.

Mas, em compensação, a partir do encontro sobrenatural na estrada de Damasco, que diferença! Quanta diferença!!! Paulo tornou-se um vaso que havia sido escolhido por Deus!!!

Bem, iniciamos um novo tema. Vamos estudar o “Evangelho” através de Gálatas, um Livro escrito por Paulo – o impactado Paulo. Veremos que o Evangelho chamou Paulo e o transformou – e ele passou a ser um dos maiores missionários de todos os tempos. Para ele, Cristo era real. Para ele, a salvação só era possível em Cristo Jesus.

A Lição é a mesma do 4º trimestre de 2011. A repetição é proposital. É uma homenagem aos 500 anos da Reforma, com Martinho Lutero – um padre da igreja predominante que, estudando o Livro de Gálatas, reconheceu o Evangelho, reconheceu que somente o Senhor Jesus Cristo é o Salvador, e a Ele se entregou.

Então, irmãos, vamos “mergulhar” no Livro de Gálatas. Vejamos a obra de Jesus em nosso favor. Vejamos o Evangelho!

(25/06) – Domingo – Perseguidor dos cristãos.

O Evangelho alcançou uma pessoa com essa história:

Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade [Jerusalém] e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje. Persegui [os cristãos] até à morte, prendendo e metendo em cárceres homens e mulheres, de que são testemunhas o sumo sacerdote [na época, ainda Caifás] e todos os anciãos. Destes, recebi cartas para [perseguir os cristãos]; e ia para Damasco, no propósito de trazer manietados para Jerusalém os que também lá estivessem, para serem punidos” (Atos 22:3 a 5).

Eu encerrava [os cristãos] em prisão e, nas sinagogas, açoitava os que criam em [Jesus Cristo]. Quando se derramava o sangue de Estêvão … eu também estava presente, consentia nisso e até guardei as vestes dos que o matavam” (Atos 22:19 e 20).

A mim me parecia que muitas coisas devia eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno;  e assim procedi em Jerusalém. Havendo eu recebido autorização dos principais sacerdotes, encerrei muitos dos [cristãos] nas prisões; e contra estes dava o meu voto, quando os matavam. Muitas vezes, os castiguei por todas as sinagogas, obrigando-os até a blasfemar. E, demasiadamente enfurecido contra eles, mesmo por cidades estranhas os perseguia” (Atos 26:9 a 11).

Assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere” (Atos 8:3).

O Espírito de Profecia acrescenta:

“Saulo de Tarso participava no maior grau do orgulho e dos preconceitos de sua nação. Ainda jovem, tornou-se honrado membro do Sinédrio” (Vidas Que Falam, pág. 338 – Meditação Matinal de 28/11/1971).

“Saulo era rabi e estadista. Era membro do Sinédrio, e muito zeloso em suprimir o cristianismo (Cristo Triunfante, pág. 309 – Meditação Matinal de 29/10/2002).

“Depois da morte de Estêvão, Saulo foi eleito membro do conselho do Sinédrio, em consideração à parte que desempenhara naquela ocasião. Durante algum tempo, foi um instrumento poderoso nas mãos de Satanás para promover sua rebelião contra o Filho de Deus. Logo, porém, esse implacável perseguidor deveria ser empregado em edificar a igreja que, então, tentava destruir. Alguém mais poderoso que Satanás escolhera Saulo para tomar o lugar do martirizado Estêvão, a fim de pregar e sofrer pelo Seu nome e propagar extensamente as novas da salvação por meio de Seu sangue” (Atos dos Apóstolos, pág. 102).

(26/06) – Segunda – A conversão de Saulo.

Vejamos o que o Evangelho faz com um pecador que verdadeiramente tem um encontro com o Salvador Jesus:

Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém. Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: ‘Saulo, Saulo, por que Me persegues?‘ Ele perguntou: ‘Quem és Tu, Senhor?‘ E a resposta foi: ‘Eu sou Jesus, a quem tu persegues; mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer‘. Os seus companheiros de viagem pararam emudecidos, ouvindo a voz, não vendo, contudo, ninguém. Então, se levantou Saulo da terra e, abrindo os olhos, nada podia ver. E, guiando-o pela mão, levaram-no para Damasco. Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.

Ora, havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor numa visão: ‘Ananias!‘ Ao que respondeu: ‘Eis-me aqui, Senhor!’ Então, o Senhor lhe ordenou: ‘Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso; pois ele está orando e viu entrar um homem, chamado Ananias, e impor-lhe as mãos, para que recuperasse a vista‘. Ananias, porém, respondeu: ‘Senhor, de muitos tenho ouvido a respeito desse homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; e para aqui trouxe autorização dos principais sacerdotes para prender a todos os que invocam o Teu nome‘. Mas o Senhor lhe disse: ‘Vai, porque este é para Mim um instrumento escolhido para levar o Meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois Eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo Meu nome‘. Então, Ananias foi e, entrando na casa, impôs sobre ele as mãos, dizendo: ‘Saulo, irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo‘. Imediatamente, lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e tornou a ver. [Então, ele disse: ‘O Deus de nossos pais, de antemão, te escolheu para conheceres a Sua vontade, veres o Justo e ouvires uma voz da Sua própria boca, porque terás de ser Sua testemunha diante de todos os homens, das coisas que tens visto e ouvido. E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dEle (Atos 22:14 a 16)]. A seguir, levantou-se e foi batizado” (Atos 9:1 a 18).

Irmãos, a vitória foi de Cristo! Cristo venceu!!!

(27/06) – Terça – Saulo em Damasco.

Paulo caiu prostrado diante da luminosa presença e voz de Jesus, e, com Ele teve uma agradável conversa. Que privilégio! Receber a atenção de Jesus e com Ele poder conversar! E, para nós, a incrível declaração de Jesus, de que Paulo estava perseguindo a Ele! (Ué! Saulo estava perseguindo os cristãos ou a Cristo?).

Bem, continuando o relato, de imediato, Paulo acatou a ordem do Senhor. Foi para Damasco. E lá, nos três dias seguintes, nada viu e nada comeu. Foram três dias de oração e jejum, recebendo os cuidados dos irmãos da “igreja”, aqueles aos quais, até então, ele intentava tirar a vida.

Quanta reflexão! Tantas coisas para se arrepender! Quanto perdão deve ter suplicado! Quanta luz deve ter pedido para o futuro que lhe estava sendo revelado!

Na sequência, através de mais uma revelação divina, Ananias foi preparado para ir ao encontro e Paulo, e Paulo, para receber Ananias. E Ananias orientou. E Paulo aceitou a orientação. E voltou a ver. E foi batizado. E por algum tempo, permaneceu em Damasco, onde começou a falar a respeito da salvação unicamente através de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Mas, antes de continuar, um detalhe: Estamos considerando a história através do relato de Lucas, o escritor do Livro de Atos (e do Evangelho de Lucas). Este diz que Paulo passou “alguns dias” em Damasco, e que “logo” começou a pregar, e que “passado muitos dias”, os judeus intentaram tirar a sua vida. Porém, pelo relato do próprio Paulo, em Gálatas 1:17 e 18, ele ficou “três anos” na Arábia, para então retornar a Damasco, e pregar nas sinagogas.

Essa explicação, irmãos, foi antecedida pela seguinte afirmação: “O evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo… não consultei carne e sangue, nem subi a Jerusalém para os que já eram apóstolos antes de mim, mas parti para as regiões da Arábia e voltei, outra vez, para Damasco. Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas [Simão Pedro] e permaneci com ele quinze dias” (Gálatas 1:11 e 12, e 16 a 18).

Bem, eu me sinto impelido a reproduzir o que está escrito no Espírito de Profecia:

“Então [Paulo] partiu para Jerusalém, desejando se familiarizar com os apóstolos ali, especialmente com Pedro. Estava ansioso para se encontrar com os pescadores galileus que viveram, oraram e conversaram com Cristo enquanto esteve na Terra.

Tentou se unir a seus irmãos, os discípulos; grande foi, porém, seu pesar e desapontamento quando verificou que eles não o recebiam como um deles. Eles relembravam suas perseguições passadas e suspeitavam que ele arquitetava um plano para enganá-los e destruí-los. Na verdade, tinham ouvido de sua maravilhosa conversão, mas como ele havia se retirado imediatamente para a Arábia, e não tinham ouvido mais nenhuma notícia definida a seu respeito, não deram crédito aos rumores de sua grande transformação.

Barnabé … fora conhecido de Paulo no tempo em que ele se opunha aos crentes. Então, aproximou-se e renovou o relacionamento, ouviu o testemunho de Paulo com respeito a sua maravilhosa conversão e experiência desde aquele tempo. Creu plenamente em Paulo e o recebeu, tomando-o pela mão e levando-o à presença dos apóstolos. Ele [Barnabé] relatou a experiência de Paulo…

Os apóstolos não mais hesitaram; não podiam resistir a Deus. Pedro e Tiago, que na época eram os únicos apóstolos em Jerusalém, estenderam a destra da comunhão ao que uma vez fora um feroz perseguidor de sua fé; e ele [Paulo] passou a ser tão amado e respeitado, como tinha sido anteriormente temido e evitado. Aqui, os dois grandes personagens da nova fé se encontraram – Pedro, um dos escolhidos companheiros de Cristo enquanto Ele esteve na Terra, e Paulo, o fariseu, que, depois da ascensão de Jesus, O vira, conversara com Ele face a face e também O contemplara em visão, bem como à natureza de Sua obra no Céu” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 1176).

(28/06) – Quarta – O evangelho vai aos gentios.

Como vimos, três anos depois da conversão, Paulo começou a pregar em Damasco, onde também começou a ser perseguido, e passou a ser um fugitivo. Indo para Jerusalém, lá aconteceu o mesmo: pregou, foi ameaçado de morte, e fugiu. Durante os cinco anos seguintes, esteve em Cesareia e Tarso, conforme Atos 9:30, e partes da Síria e da Cilícia, conforme Gálatas 1:21.

Em seu trabalho, fundou igrejas e visitou as já estabelecidas por outros irmãos. Dentre os conversos, alguns eram habitantes dessas cidades; outros, moradores de regiões mais distantes, para onde levaram o evangelho.

Em Gálatas 2:1, Paulo diz que só retornou a Jerusalém catorze anos depois. Foram anos e anos de muito trabalho. E mais trabalho e anos vieram pela frente.

Quando Ananias indagou com Deus a respeito da ordem para ir até Paulo, em Damasco, Deus disse: “Vai, porque este é para Mim um instrumento escolhido para levar o Meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel” (Atos 9:15). E, cheio do Espírito Santo, assim estava sendo.

(29/06) – Quinta – conclusão – Conflitos dentro da igreja.

Não demorou muito, e os judeus convertidos logo questionaram a conversão dos não-judeus. Pensavam que estes deviam, primeiro, se tornar judeus, depois, cristãos. Sendo assim, primeiro deviam ser circuncidados, depois, batizados.

Irmãos, vamos fugir da questão da circuncisão. Para o nosso bom relacionamento na igreja atual, e para a compreensão das lições seguintes, o que deve ser destacado hoje é o seguinte: Paulo se sentia membro de um corpo; Paulo, embora tivesse opinião e a tenha expressado, aceitou que o assunto fosse considerado pelo grupo maior da igreja; e o corpo resolveu.

Porque somos imperfeitos, problemas continuarão surgindo. No entanto, como a igreja é de Deus, devemos entender que Deus está no controle e a está conduzindo. Então, copiemos os irmãos da igreja primitiva. Resolvamos as coisas como igreja, como um só corpo – porque assim ensina a Palavra de Deus.

Mas como a Lição não é só história, outra consideração podemos fazer, e, esta, relacionada com o estudo e obediência a Palavra de Deus. Serviu para Paulo. Serviu para a igreja inicial. Serve para cada um de nós. Está no Espírito de Profecia:

“Ao estudar a Palavra, deixe do lado de fora da pesquisa suas opiniões preconcebidas e suas ideias herdadas e cultivadas. Você nunca vai chegar à verdade se estudar as Escrituras para justificar suas próprias teorias. Deixe-as à porta e, com coração contrito, ouça o que o Senhor tem a lhe dizer. Quando o humilde pesquisador da verdade se assentar aos pés de Cristo e aprender dEle, a Palavra lhe dará entendimento. Para os que são demasiado sábios a seus próprios olhos para estudar a Bíblia, Cristo diz: ‘Você deve se tornar manso e humilde de coração, se desejar se tornar sábio para a salvação’.

Não leia a Palavra à luz de opiniões pré-formadas. Não tente fazer tudo de acordo com seu credo. Com a mente livre de preconceitos, pesquise a Palavra cuidadosamente. Se, enquanto ler, vier a convicção, e você vir que suas opiniões estimadas não estão em harmonia com a Palavra, não tente fazer a Palavra se encaixar a essas opiniões. Não permita que aquilo em que acreditava ou praticava no passado controle sua compreensão. Abra os olhos da mente para contemplar as maravilhas da Palavra” (Signs of the Times, 3 de outubro de 1906).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – lição 13 – Principais temas de 1 e 2Pedro – 17 a 24 de junho de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – lição 13 – Principais temas de 1 e 2Pedro – 17 a 24 de junho de 2017

Vamos nos despedir do trimestre fazendo uma retrospectiva das duas Cartas de Pedro – o apóstolo que foi comissionado por Jesus a apascentar as Suas ovelhas.  Encerraremos o estudo revisando alguns dos principais temas que Pedro escreveu para o rebanho do Senhor – a igreja cristã daquela época, da nossa e da futura. Em uma semana, veremos alguns dos assuntos que foram úteis para os membros da igreja primitiva, e são para nós hoje, e serão para os que estiverem firmes até o Dia da segunda vinda de Cristo.

É verdade que cada geração estima a volta de Jesus para a sua própria época. Foi assim no passado e continua sendo assim conosco. Tomara que Ele venha logo, na nossa geração! Mas considero a possibilidade de uma igreja futura – primeiro porque efetivamente não sabemos quando será o Dia, e, segundo, porque até aquele Dia, mais e mais pessoas serão somadas na multidão dos remidos. O nosso trabalho, sendo assim, consiste em assimilar e passar adiante as recomendações escritas na Primeira e na Segunda Carta de Pedro. Vamos passar adiante!

Aceitam uma leitura adicional? Leiam “Olhando para dentro da eternidade”, em Maravilhosa Graça de Deus, pág. 347 (Meditação Matinal de 07/12/1974) – cliquem aqui. 

(18/06) – Domingo – Sofrimento, Jesus e salvação. Assim que Adão e Eva pecaram, entrou em vigor o Plano da Redenção. Assim que Adão e Eva se tornaram pecadores, Cristo Jesus Se posicionou como Salvador. Tinha que ser simultâneo, e foi. A humanidade pecadora não podia dar um respiro a mais. Tinha que morrer. Desligou-se da Fonte de vida. Tinha que morrer.

Sem entender o motivo de ainda continuarem vivos, Adão e Eva receberam a visita de Deus, que, então, explicou para eles, tim-tim por tim-tim, como Ele mesmo pagaria a dívida fabricada pela humanidade. Nada foi deixado sem explicação. O Criador pagaria a dívida da criatura.

Ali, no próprio Éden, Jesus Cristo colocou um cordeiro no colo de Adão. Na sequência, os pecadores foram orientados a colocar a mão na cabeça do animal e a confessar o ato praticado, em atitude de arrependimento. Assim, em contrição, com fé, estariam transferindo a culpa da transgressão ao inocente cordeirinho. Finalizando, eles mesmos, pecadores, deveriam matar o animal, derramando o seu precioso sangue.

Tal cerimônia, irmãos, prefigurava o sofrimento e o sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário. O Justo dando a vida pelo injusto. O sangue do Inocente sendo derramado em favor do culpado.

E isso não pode ser reconhecido exclusivamente no Novo Testamento não! Todos os escritores, todos os profetas, todo o Velho Testamento já revelava o desenrolar do grande conflito e do Plano da Redenção. Os altares em família, o Santuário no deserto e o Templo em Jerusalém – tudo isso servia para o ensinamento a respeito da nossa salvação – salvação que só encontramos na pessoa do Messias.

Por isso é que Pedro, sem ignorar o sofrimento do cristão, escreve sobre o sofrimento de Cristo. O nosso sofrimento, porque somos culpados, não significa nada diante do sofrimento dEle, que sempre foi inocente, e não significa nada diante da glória que nos aguarda.

E por falar em “glória futura”, olha só o que encontramos no Espírito de Profecia:

“Jesus via sempre diante dEle o resultado da Sua missão. Sua vida terrena, tão cheia de trabalhos e sacrifícios, era iluminada pelo pensamento de que não seria em vão todo o Seu trabalho. Dando a vida pela vida dos homens, restauraria na humanidade a imagem de Deus. E havia de nos levantar do pó, reformar o caráter segundo o modelo de Seu próprio caráter, e torná-lo belo com Sua própria glória.

Cristo viu os resultados do trabalho de Sua alma e ficou satisfeito. Olhou através da eternidade, e viu a felicidade daqueles que pela Sua humilhação haviam de receber o perdão e a vida eterna. […]

Estas visões da glória futura, cenas pintadas pela mão de Deus, devem ser amadas pelos Seus filhos” (A Ciência do Bom Viver, págs. 504 e 506).

(19/06) – Segunda – Como devemos viver? O título para hoje é uma pergunta: Como devemos viver? Ora, a resposta só pode ser uma: O cristão deve viver como Cristo viveu. Mas, logicamente, essa resposta permite uma segunda pergunta: Como Cristo viveu?

Bem, Cristo viveu, de início ao fim, segundo a vontade de Deus. Viveu a vida que Adão deveria ter vivido. “Não procuro a Minha própria vontade, e sim a dAquele que Me enviou” (João 5:30). “Porque Eu desci do Céu, não para fazer a Minha própria vontade, e sim a vontade dAquele que Me enviou” (João 6:38).

Então, Pedro, tal qual outros escritores bíblicos, estimula que se viva a vida de Cristo enquanto trilhamos a caminhada cristã – e temos todo o apoio celestial necessário para isso.

Certa ocasião, Jesus disse: “Nada podeis fazer sem Mim”. Paulo, noutra ocasião, entendendo que a expressão de Jesus equivalia a “tudo podeis fazer Comigo”, disse: “Tudo posso nAquele que me fortalece”.

Irmãos, a cruz do Calvário significa muito mais do que imaginamos. A cruz significa a nossa salvação. Mas ela também significa a santidade e a imutabilidade da Lei. Jesus veio salvar a humanidade e, também, exaltar a importância da Lei. E, tendo feito ambas as coisas aqui na Terra, agora lá do Céu, com toda a autoridade que Lhe cabe, nos capacita a toda obediência. Somos, por Ele, capacitados a viver uma vida em conformidade com os reclamos da Lei, segundo a vontade de Deus. Isso é possível!

Cristo trabalha para que a Sua vida seja uma realidade em nossa vida enquanto vivemos aqui! O Espírito Santo trabalha em nosso coração para que a nossa vida esteja em conformidade com a de Jesus! Os santos anjos de Deus estão ao nosso lado, abrindo o caminho para que os nossos passos sejam em semelhança aos de Jesus!

Mas, irmãos, a instrução bíblica não enfatiza o “comportamento” como ato para a salvação. Ao contrário! O comportamento é “resultado” da salvação! Nosso foco primário não é recomendar que a igreja dê fruto, mas que esteja ligada na Videira, e então os frutos virão. O esforço não é dar fruto. O esforço é estar ligado em Jesus.

“Como devemos viver para viver como Cristo?” – A resposta é: “Vivendo grudado nEle”.

(20/06) – Terça – Esperança na segunda vinda. Pedro foi realmente um pastor e tanto. Em sua avançada idade, demonstrou, através de seus escritos, que por fim possuía uma “visão mais ampla”, mais madura do que no tempo em que era um discípulo de Jesus.

E é justamente sobre essa “visão mais ampla” que devemos fazer algumas considerações.

O mundo está programado para nos fazer olhar para baixo. Falamos muito das coisas do mundo. Embora o inimigo não possa ler os nossos pensamentos, inventa variados tipos de assuntos, e então pensamos o que ele quer que pensemos. E nos atolamos nesses pensamentos.

Mas, Pedro, inspirado divinamente, faz a igreja entender que nós devemos ter a visão mais ampla. Devemos levantar a nossa cabeça e enxergar a segunda vinda de Cristo. Devemos tirar os olhos das coisas deste reino e fixar os nossos olhos no Reino que Jesus nos preparou desde os tempos eternos.

Não ignoramos que existam crises de governo, e que a população sofre por isso, e que a renda familiar está comprometida, e que as filas nos hospitais públicos crescem a cada dia – mas, se imaginarmos a segunda vinda de Cristo, se falarmos mais de Sua segunda vinda, se permitirmos que mais dos assuntos celestiais ocupem a nossa mente, mais viva será a nossa esperança. Mais em paz viveremos.

Irmãos, não podemos deixar o inimigo roubar a nossa esperança! No passado, o falso mestre plantava doutrina falsa na igreja. E hoje? Será que é só de doutrina teológica mentirosa que vive um falso mestre? Os assuntos seculares, por ventura, também não lhe servem de instrumento?

Irmãos, Cristo em breve virá. A Bíblia afirma isso! Na cruz do Calvário, o preço de nossa salvação foi pago. A nossa salvação está garantida. Cristo voltou para o Céu, e lá está em pleno ministério intercessório por nós. Lá, Ele tem apresentado os Seus méritos em nosso favor. E, em breve, Ele voltará para nos buscar. Logo logo, irmãos, estaremos para todo o sempre fora do alcance do pecado. Por toda a eternidade, na agradável presença de Deus.

(21/06) – Quarta – Ordem na sociedade e na igreja. Antes, Pedro colocava valores do mundo nas questões espirituais. Agora, o inverso. Diz que os valores espirituais precisam ser a motivação das práticas humanas.

Deus é um Deus de ordem. No Céu há ordem. As coisas de Deus estão harmoniosa e hierarquicamente ordenadas. Há um trabalho colaborativo entre cada uma das partes. As nossas atividades, embora contaminadas pelo pecado, precisam ser assim também.

Então, mesmo que haja distorções nos comandos humanos, como cristãos, devemos colocar os valores espirituais em ação. Deus não era a favor da escravatura, por exemplo, mas, já que esta existia, que os servos conversos agissem de forma a manifestar os frutos da nova relação com Jesus Cristo.

Tais frutos devem ser manifestados, também, entre os cônjuges, entre pais e filhos, e no condomínio, na igreja, no trabalho, na faculdade, etc., etc., como se ao Senhor estivéssemos fazendo, como se com Ele estivéssemos tratando.

Embora as críticas aos líderes religiosos, Jesus indicava que os curados se apresentassem aos sacerdotes. Embora o comércio ilícito no Templo, Jesus valorizou a entrega da oferta da viúva. Embora os mandos e desmandos dos romanos, Jesus disse que deveria ser dado a César o que é de César.

E, para os cristãos que estão em posição de liderança, lembramos da ordem que o próprio Senhor Jesus deu a Pedro: “Amas-me?” – então – “apascenta as Minhas ovelhas”.

(22/06) – Quinta – conclusão – A primazia das Escrituras. Como o Espírito Santo não Se contradiz, as inspiradas Cartas de Pedro ensinam que o cristão tem que se firmar nas Escrituras Sagradas. Embora fosse verdade que ele, Pedro, havia sido um dos discípulos do Mestre, uma testemunha ocular do ministério de Jesus, insistia que a igreja buscasse a leitura e o estudo da Bíblia.

No Espírito de Profecia está escrito isso:

“Não devemos aceitar o testemunho de nenhum homem quanto ao que ensinam as Escrituras, mas sim estudar por nós mesmos as palavras de Deus. Se permitirmos que outros pensem por nós, nossas próprias energias e habilidades adquiridas se atrofiarão”.

No parágrafo seguinte, afirma:

“Nada há mais apropriado para fortalecer o intelecto do que o estudo das Escrituras. Nenhum outro livro é tão poderoso para elevar os pensamentos, para dar vigor às faculdades, como as amplas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como devera ser, os homens teriam uma largueza de espírito, uma nobreza de caráter e firmeza de propósito que raro se veem nesses tempos” (Caminho a Cristo, capítulo 10 – “O Deus que eu conheço”).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Agradeço a companhia neste trimestre. Ficaremos juntos no próximo?

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

 

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – O Dia do Senhor – 10 a 17 de junho de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – O Dia do Senhor – 10 a 17 de junho de 2017

Na Lição 10, vimos a importância da “palavra profética” – a Bíblia. Nela, Deus nos revelou a verdade – a Sua verdade. E a verdade é que somos pecadores, mas não pecadores desesperançados, pois, Jesus Cristo, o Prometido Messias, garantiu a nossa salvação através de Seu sacrifício na cruz do Calvário.

Na Lição 11, vimos os falsos mestres – com seus falsos ensinos. Eles não questionavam se Jesus Cristo era ou não o Salvador, mas insinuavam que Ele não mais voltaria. E o interessante é que não somos orientados a entrar em discussão com esses falsos mestres. De posse da Bíblia, não somos instruídos a discutir com esses mentirosos. Conhecemos a verdade, e ela nos liberta. Somos orientados a tomar cuidado quanto a eles, a prestar atenção em seus movimentos, mas não a discutir com esses falsos pregadores. Simplesmente devemos apresentar a verdade, e somente a verdade, e isso bastará. No mais, Deus fará a Sua obra.

Nesta nova semana, com a Lição 12, a recomendação de Pedro se completa. A questão se fecha. Ele insiste com a lembrança da razão para o Plano da Salvação. Ele faz a igreja olhar para o ponto final da redenção. Ele exalta diante da igreja a segunda vinda de Jesus. Ele fala a verdade. Ele fala do Dia do Senhor.

Fico imaginando quais eram os pensamentos de Pedro ao encerrar os seus escritos. De certo ele se lembrava da recomendação que recebera diretamente de seu Mestre. De certo pensava nas palavras “apascenta as Minhas ovelhas”. Previa que os seus dias estavam por terminar, mas pensava no rebanho do Senhor. Estavam apascentados? Era suficiente o que escrevera até então? Estariam protegidos?

Então, por obra do Espírito Santo, escreveu o que vamos estudar nesta semana. Fez a igreja olhar para o futuro, para a conclusão do Plano da Redenção. Deixou-os firmes na esperança da segunda vinda de Jesus. Deu a certeza de que o Espírito Santo estaria com eles o tempo todo, até o final.

E, com isso em mente, através de 2Pedro 3, nós faremos as nossas considerações sobre as últimas palavras do discípulo de Jesus Cristo – o discípulo que, quando estava por se afogar, disse: “Senhor, salva-me!” – E Jesus, “imediatamente, estendendo a mão, o salvou”.

(11/06) – Domingo – Autoridade. No verso áureo da Lição 10 (2Pedro 1:19), Pedro fez a igreja lembrar da “palavra profética” – da confirmada palavra profética. Com este verso, aquela Lição deu fundamentação para a Lição atual. O Velho Testamento confirmava que Cristo era o Messias. Se bem que válido o testemunho do próprio apóstolo, ele insistia que os cristãos aceitassem os escritos do Velho Testamento. Não era apenas um Livro do povo judeu. Era a Palavra de Deus para a igreja de todos os tempos. Que entendessem que a confirmada palavra profética do Velho Testamento era “a autoridade” para a nova igreja também.

Irmãos, nada do Novo Testamento, que estava sendo escrito, desautorizava o Velho Testamento. Nada do Novo Testamento, que agora temos completo, desautoriza o Velho Testamento. Desde o início, a igreja cristã foi orientada a continuar a prestar atenção e a obedecer o Velho Testamento.

Disse Pedro: “Temos, mui firme, a palavra profética [a palavra dos profetas], e fazeis bem em atendê-la”. Talvez lembrando do salmo que diz “lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e luz para o meu caminho”, Pedro completou: “Fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia [uma luz] que brilha em lugar tenebroso [escuro], até que o dia clareie e a estrela da alva [a estrela da manhã] nasça em vosso coração”.

E, dando prosseguimento, em 2Pedro 3: 1 e 2, Pedro diz: “Amados, esta é, agora, a segunda epístola que vos escrevo; em ambas, procuro despertar com lembranças a vossa mente esclarecida, para que vos recordeis das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas [o Velho Testamento], bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos [o Novo Testamento]”.

Lembremos: no contexto, a igreja estava sendo atacada por falsos mestres e seus falsos ensinos.

Então, Pedro “desperta” a lembrança para o que já havia sido escrito. Os faz “recordar” das palavras dos antigos profetas. Nem ele, Pedro, dá novos ensinamentos. Leva-os para a Bíblia. Portanto, que não dessem atenção para os que se apresentavam como “novos” profetas, os que diziam possuir “novas” orientações. Contradiziam o Velho Testamento. Eram falsas! A autoridade estava na Bíblia – na Bíblia somente.

Hoje, a mente está sendo doutrinada a não ter fé em nada e em ninguém. No passado, o inimigo tentou eliminar a Bíblia. Não tendo conseguido, hoje tenta tirar a sua influência. Novas ideias. Novas formas de pensar. Outras coisas para se pensar. E a Bíblia é questionada. Dizem que isso ou aquilo é “relativo”.

Irmãos, a Bíblia “continua” sendo a autorizada Palavra de Deus. Disse um profeta do Antigo Testamento a respeito do Antigo Testamento: “Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a Palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Isaías 40:8).

(12/06) – Segunda – Os escarnecedores. Especificamente, o falso ensino era esse: “Nos últimos dias virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: ‘Onde está a promessa da Sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação’” (2Pedro 3:3 e 4).

Vocês se lembram que Jesus havia dito que “pelos seus frutos os conhecereis”? Então, dada a vida em desarmonia com a Palavra de Deus, os falsos mestres questionavam a autoridade da Palavra de Deus.

Isso é simples. E se repete. Se a Bíblia me acusa, eu diminuo a importância dela. Se ela delata o meu erro, e eu não aceito a correção, então, eu questiono a sua autoridade.

No caso relatado por Pedro, os tais mestres viviam segundo as suas próprias paixões, e não querendo dar o braço a torcer, torciam as Escrituras. Diziam que Cristo não viria segunda vez – base para o errado entendimento de que a nossa vida é só essa aqui mesmo, e que não haverá nem ressurreição e nem juízo final, o que nos “permite” viver como bem entendemos.

O apóstolo Judas escreveu assim: “No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões. São estes os que promovem divisões, [são estes os] sensuais, [são estes os] que não têm o Espírito” (Judas 18 e 19).

Voltando para Pedro, ele diz que esses escarnecedores agem “deliberadamente”. Fazem assim porque querem fazer assim. Como instrumentos do inimigo, através do mau exemplo, estão “buscando a quem possam tragar”.

(13/06) – Terça – Mil anos como um dia. Pedro não discutiu a demora. Sabia que o Dia da segunda vinda não havia sido revelado, mas também sabia que Deus não haveria de Se esquecer de voltar.

Nenhum ser humano sabe o Dia da segunda vinda. Esse é um assunto exclusivamente de Deus. Então, em vez de discutir se estava ou não demorando, aproveitou a oportunidade e fez uma aplicação maravilhosa. Um apelo. Transformou o assunto num assunto “positivo”.

Diziam os mestres escarnecedores: “Onde está a promessa da Sua vinda?

Pedro aproveitou o gancho e disse: “Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia. Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pedro 3:8 e 9).

Irmãos, Pedro escreveu e morreu antes de João ter escrito o Livro do Apocalipse. Portanto, só possuía conhecimento das profecias do Livro de Daniel – que era “selado”. O Apocalipse, sim, veio a ser o Livro da Revelação.

Nesse caso, a preocupação primária do apóstolo era a de evidenciar a longanimidade de Deus. Desejoso, sim, que Cristo retornasse, mas queria “apascentar as ovelhas” primeiramente com a informação de que Deus é paciencioso e longânimo. Enquanto “atura” o pecado, Deus está demonstrando paciência e longanimidade para com o pecador.

Pedro não para por aqui. A Lição não termina aqui. Mas, antes de continuar, é preciso entender que, sendo Deus longânimo, isso indica que Ele está “esperando”.

(14/06) – Quarta – E daí?  

E daí? Deus é longânimo. E o que significa isso? Ele vai esperar para sempre? Há um limite para a Sua paciência?

E daí? Enquanto o tempo corre, eu devo fazer o quê?

Bem, a resposta vem de Pedro. Em conformidade com a Palavra de Deus, disse ele: “[Deus não quer que ninguém] pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento”.

Ora, o “arrependimento” é obra do Espírito Santo. O Espírito Santo é quem age em nós para o nosso arrependimento. Então, Deus deseja que, até que Cristo volte, o pecador permita que o Espírito Santo trabalhe em seu coração. Deus quer que o pecador deixe o Espírito Santo controlar a sua vida. Somente assim, não importando quando ocorrerá a segunda vinda, o pecador estará apto a receber o seu Salvador.

Se falta “um dia” para a volta de Cristo, ou se faltam “mil anos”, “deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade”.

Se falta “um dia” para a volta de Cristo, ou se faltam “mil anos”, “empenhai-vos por serdes achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis”.

Se falta “um dia” para a volta de Cristo, ou se faltam “mil anos”, devemos estar “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pedro 3:11, 14 e 12).

Interessante, não é mesmo?! Deus está me esperando, e também espera por aqueles com quem eu vou falar dEle durante toda a minha vida!

“Deus poderia ter confiado aos anjos celestiais a mensagem do evangelho e toda a obra de amoroso ministério. Poderia ter empregado outros meios para realizar o Seu propósito. Mas em Seu infinito amor preferiu tornar-nos cooperadores Seus, de Cristo e dos anjos, a fim de que pudéssemos participar da bênção, da alegria e do reerguimento espiritual que resultam desse abnegado ministério” (Caminho a Cristo, pág. 79).

Indicamos a seguinte leitura adicional: “Bênçãos para os vigilantes”, em Maranata, O Senhor Vem!, pág. 34 (Meditação Matinal de 28/01/1977) – clique aqui. 

(15/06) – Quinta – conclusão – O último apelo. Terminando seus escritos, Pedro, que havia chamado os falsos mestres de incrédulos, chama-os agora de “ignorante e instáveis”, e diz que eles “deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles”.

Então, chega o momento de sua despedida, e ele diz: “Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza” – antes – “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pedro 3:16, 17 e 18).

“Um dos planos divinos para o desenvolvimento é o repartir. O cristão deve adquirir forças, fortalecendo a outros. Diz Provérbios 11:25 – ‘O que regar também será regado’. Isso não é somente uma promessa; é uma lei divina, uma lei pela qual Deus designa que as correntes de benevolência, com as águas do grande oceano, sejam postas em constante circulação, refluindo à sua fonte” (Para Conhecê-Lo, pág. 164 – Meditação Matinal de 07/06/1965).

“O único modo de crescer na graça é fazer desinteressadamente a obra que Cristo nos ordenou fazer – empenhar-nos, na medida de nossa capacidade, em ajudar e abençoar os que carecem do auxílio que lhes podemos dar. A força se desenvolve pelo exercício; a atividade é a própria condição de vida” (Caminho a Cristo, pág. 80).

Irmãos, as Cartas de Pedro terminam aqui. No entanto, temos ainda a Lição da semana que vem, que fará uma retrospectiva. Vamos relembrar alguns dos alimentos que Pedro deu para as ovelhas do rebanho do Senhor.

= Irmãos, estamos comemorando os 500 anos da Reforma Protestante. Há 500 anos, um padre chamado Martinho Lutero se agarrou aos Escritos Sagrados e saiu da igreja predominante – num período profético que a Bíblia chama de “animal terrível e espantoso”. Isso prova que Deus não abandonou o Seu povo. Ele não deixou que prevalecesse o falso ensino.

Interessante é que Lutero faz referência ao Livro de Gálatas – o Livro que mudou a sua forma de pensar e agir. Disse ele que “Gálatas é a minha epístola. Com ela eu estou casado”. Então, em apreço a história do grande reformador, terminando a Lição atual, vamos estudar Gálatas. Repetiremos a Lição do 4º trimestre de 2011.

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 11 – Falsos mestres – 3 a 10 de junho de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 11 – Falsos mestres – 3 a 10 de junho de 2017

Desde o princípio, o “sedutor de todo o mundo” se posicionou como o homicida da raça humana. E o Céu se compadece e nos alerta sobre isso, se manifestando assim: “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera” (Apocalipse 12:9 e 12).

Na Primeira Carta, Pedro já havia alertado os membros da igreja, dizendo que “o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” – por isso – “Sede sóbrios e vigilantes” – “Resisti-lhe firmes na fé” (1Pedro 5:8 e 9).

Para iludir Eva, no Éden, o inimigo se apresentou numa bela serpente, dizendo coisas que Deus não havia dito. E foi vitorioso.

Para tentar a Jesus, no deserto, o adversário se apresentou como anjo de luz, insinuando dúvida onde não havia dúvida. Mas saiu derrotado.

Para destruir a igreja cristã, o inimigo usou mil e uma artimanhas – uma delas foi infiltrar em seu meio lobos com cara de ovelhas, aliás, falsos mestres com jeito de mestres da verdade. Pessoas que mudaram os tempos e a Lei. E é justamente sobre isso que vamos tratar nesta nova semana – os falsos mestres – os falsos ensinadores – os cuidados que devemos tomar. E, se está na Bíblia, merece as nossas considerações. Há motivo para isso ter sido escrito. Não é sem razão tal relato.

Mas, antes de começar, lembremos do que foi tratado na Lição da semana passada. Continua sendo importante para esta nova semana. Antes de falar sobre os ensinadores de doutrinas falsas, Pedro nos recomendou a doce tarefa de estudar a verdade bíblica. Há milhares de razões para nos dedicarmos ao estudo das Sagradas Escrituras. Ela nos encaminha para Cristo. Ela nos mostra os passos de Cristo. É o Livro que nos faz contemplar o caráter do Redentor, criando o desejo de a Ele nos assemelharmos, em obediência e obra. E é com a Palavra de Deus em mãos que, conhecendo a verdade, identificaremos os ensinos falsos – os ensinos que nos afastam do ideal divino.

“Logo que Satanás consiga separar de Deus a alma, única fonte de força, procurará ele despertar os desejos impuros da natureza carnal do homem. A obra do inimigo não é feita abruptamente; não é, ao princípio, súbita e surpreendente; é uma ação secreta de minar as fortalezas dos princípios” (Vidas Que Falam, pág. 177 – Meditação Matinal de 20/06/1971).

(04/06) – Domingo – Falsos profetas e mestres. Pedro começou com essas palavras o segundo capítulo de sua Segunda Carta: “Assim como no meio do [antigo] povo [judeu] surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade”.

Depois da travessia do Mar Vermelho, dez mentirosos espias deram um relatório falso, fazendo o povo desejar voltar para o Egito.

Anos depois, nos tempos do profeta Jeremias, falsos ensinadores levaram o povo judeu para a desobediência ao “assim diz o Senhor”, acarretando a ida ao cativeiro babilônico.

Na igreja primitiva, falsos mestres estavam se manifestando, e Pedro chama a atenção dos membros, para que não os seguissem, pois isso os faria voltar ao antigo estilo de vida – ou seja, renegariam Aquele que os resgatou por um preço imenso.

No capítulo 3, que vai ser estudado na semana que vem, vamos verificar que dentre os falsos ensinos constava a ideia de que Cristo não voltaria nunca mais. Alegavam que há anos se falava disso, e a tardança era prova de que não aconteceria a segunda vinda.

Ora, por trás disso estava a antiga mentira da serpente, apresentada lá no Éden: Se é verdade que Cristo não virá, então, também não haverá juízo. Isso era um desdobramento daquela mentira dita para Eva: “É certo que não morrerás!” Portanto, os representantes do inimigo insinuavam que os cristãos podiam viver em liberdade”.

Voltando ao capítulo 2, nos versos 20 e 21, vemos Pedro dando o seguinte puxão de orelha: “Se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro. Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado”.

Irmãos, é danosa a ideia de que não haverá acerto de contas. É desastroso imaginar que não há um governo, uma lei, uma justiça, um juízo, um juiz. E se a pessoa vivia na tal liberdade mundana e veio a conhecer e se entregar ao Soberano Rei do Universo, mas volta ao antigo estilo de vida, que coisa terrível!!!

O apóstolo Paulo disse assim: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação?” (Hebreus 2:3).

Hoje, quem são, onde estão e o que ensinam os falsos mestres? Como eles estão se manifestando aos nossos “sentidos”? Mexem com a doutrina ou sugerem novos estilos de vida? Nos levam para o mundo ou trazem o mundo até nós?

“É um fato que, ao longo da história da igreja cristã, a fraqueza doutrinária muitas vezes foi acompanhada pela fraqueza moral. Os que se afastam da verdade divina também abandonam seu padrão de conduta pessoal” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 7, pág. 665).

(05/06) – Segunda – Liberdade em Cristo? O texto para hoje está em 2Pedro 2:18 e 19 – “[Os falsos ensinadores] proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro, prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor”.

Desde o Éden, o inimigo tem fascinado a humanidade com a conversa de que a desobediência não é desobediência. E que tendo Cristo nos concedido a “graça” na cruz, Ele, com isso, “cumpriu” a Lei – como se isso significasse que Ele “aboliu” a Lei – o que, portanto, indicaria que passamos a ficar “livres” da Lei – e não havendo Lei, não há pecado.

Diz o pai da mentira que não somos pecadores!!!

Ora … Deus não poupou [os] anjos quando pecaram!” – “E não poupou o mundo antigo!” – E nem Sodoma e Gomorra!

Pedro, no texto acima, disse: “Prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos!

O próprio Senhor Jesus já havia dito: “Em verdade, em verdade vos digo: Todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:34 a 36). E nesse mesmo texto, dois versos antes, Ele atrelou a “Palavra” com a “Verdade”. Disse: “Se vós permanecerdes na Minha Palavra, sois verdadeiramente Meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:31 e 32).

Porque eu obedeço a lei de trânsito, sou livre. Porque obedeço a lei do condomínio, sou livre. Se não houvesse lei, ou se ninguém a obedecesse, imagine o inferno que seria no trânsito e no convívio com os vizinhos!

Liberdade, irmãos, somente em Cristo – mas não liberdade para continuar no pecado. O pecado é prisão. Somos livres fora do pecado. É obedecendo a Sua Lei que somos livres.

(06/06) – Terça – O cão voltou ao seu próprio vômito. A pessoa que tem a experiência de conhecer Jesus, mas volta para o pecado, por Satanás é chamada de livre, mas, pela Bíblia, de “tola”, de “louca”, de “insensata”. E Pedro diz isso, em 2Pedro 2:22, usando um recurso figurativo, simbólico. Ele repetiu o que Salomão havia dito: “Como o cão que torna ao seu vômito, assim é o insensato que reitera a sua estultícia” (Provérbios 26:11).

Mas Pedro acrescenta um dito popular. É para entender mesmo! Ele é enfático!

Seu verso termina assim: “E a porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal”.

E para não esquecer o contexto da Lição, lembremos: tudo isso por ter sido dado ouvidos ao falso mestre.

(07)06) – Quarta – Pedro e Judas. Esse “Judas” não é o Iscariotes, o traidor. Trata-se do escritor da Carta que está imediatamente antes do Livro do Apocalipse. E ele é um dos irmãos de Jesus.

Bem, em sua Carta também encontramos as mesmas recomendações de Pedro. Se para alguns isso é chamado de repetição cansativa, para a igreja isso é um reforço – uma chamada de atenção em letras maiúsculas e em negrito!

Aqui estão as recomendações de Judas:

Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.

Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram; e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia; como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição.

Ora, estes, da mesma sorte, quais sonhadores alucinados, não só contaminam a carne, como também rejeitam governo e difamam autoridades superiores. Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não Se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: ‘O Senhor te repreenda!’ Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas coisas se corrompem. Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá. Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre.

Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: ‘Eis que veio o Senhor entre Suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra Ele. Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros.

Vós, porém, amados, lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: ‘No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões’. São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito” (Versos 3 a 19).

(08/06) – Quinta – conclusão – Mais lições do Antigo Testamento. Quanto a ouvir as sugestões do inimigo e de seus representantes, a Bíblia forneceu exemplos que serviam de referência e alerta para que as gerações seguintes não caíssem na mesma lábia do pai da mentira. Alguns dos exemplos são estes: a queda dos anjos; os antediluvianos; e os moradores de Sodoma e Gomorra.

No entanto, Pedro, de forma brilhante, não deixa o seu leitor “caído” sem esperança, sem uma base forte. Ele também dá exemplos de que Deus está no controle. Ele fala que a justiça de Deus prevalece. Ele fala que Deus deseja salvar. Ele fala que Deus providencia salvação. A mentira, no fim, é destruída – mas a justiça de Deus prevalece. E os exemplos disso são: Deus “preservou” Noé, o pregador da justiça, e sua família; e “protegeu” Ló, o justo Ló, e suas duas filhas.

Irmãos, nós não somos incentivados e nem liberados para pecar, mas, como bem disse João, “se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai: Jesus Cristo” (1João 2:1).

Bem, nós vamos concluir o estudo. Lembremos da importância da leitura da Bíblia. Que haja constância e aprofundamento no estudo das Sagradas Escrituras. Que haja entendimento nisso. É assim que poderemos identificar os falsos ensinos. É dessa forma que o “assim diz o Senhor” vai prevalecer em nossa vida.

= Irmãos, estamos comemorando os 500 anos da Reforma Protestante. Há 500 anos, um padre chamado Martinho Lutero se agarrou aos Escritos Sagrados e saiu da igreja predominante – num período profético que a Bíblia chama de “animal terrível e espantoso”. Isso prova que Deus não abandonou o Seu povo. Ele não deixou que prevalecesse o falso ensino.

Interessante é que Lutero faz referência ao Livro de Gálatas – o Livro que mudou a sua forma de pensar e agir. Disse ele que “Gálatas é a minha epístola. Com ela eu estou casado”. Então, em apreço a história do grande reformador, terminando a Lição atual, vamos estudar Gálatas. Repetiremos a Lição do 4º trimestre de 2011.

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 10 – Profecia e as Escrituras – 27 de maio a 3 de junho

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 10 – Profecia e as Escrituras – 27 de maio a 3 de junho

Estamos diante de uma extraordinária Lição. Maravilhosa Lição! Em 2Pedro 1:19, o apóstolo escreveu isso: “Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e [a Estrela da manhã] a Estrela da alva nasça em vosso coração”.

No último capítulo da Bíblia, João registrou as seguintes palavras de Jesus: “Eu, Jesus, enviei o Meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã” (Apocalipse 22:16).

Se a candeia brilha, imagine o dia claro! Imagine a estrela da alva!!!

Irmãos, dou graças a Deus por Ele ter oportunizado à Sua igreja esse especial estudo. É muito proveitoso fazer algumas considerações sobre a “palavra profética”, sobre profecia, sobre Deus revelar o Seu Plano para a nossa salvação, sobre a Bíblia. A propósito, o que seria de nós se não tivéssemos as Escrituras Sagradas? O que seria da humanidade se nada soubéssemos do passado, e nada compreendêssemos do presente, e não nos fosse dada nenhuma esperança quanto ao futuro? O que seria de nós se não nos fossem revelados os assuntos do grande conflito entre Cristo e Satanás? Viveríamos de que jeito? O que seria de nós se nada soubéssemos sobre o Plano da Redenção?

Como vocês sabem, o telescópio não cria estrelas. O telescópio não faz surgir novas estrelas. Seu papel, em vez de criar, é nos fazer enxergar melhor as estrelas que já existem. O telescópio nos concede uma melhor visão das estrelas que sempre estiveram em seus exatos lugares no Universo.

A Bíblia não nos salva. A Bíblia não nos concede vida eterna. Mas ela mostra que precisamos de salvação e mostra o Salvador. Ela mostra que somos finitos, e indica Aquele que concede eternidade.

A Bíblia nos mostra Jesus. E, através do estudo da Bíblia, temos uma melhor percepção da maravilhosa pessoa e da magnífica obra de Jesus. As Sagradas Escrituras declaram quem é Jesus!

A candeia que brilha é a Bíblia. Com ela, atravessamos a noite escura. E ela nos leva até o dia claro. Então, vemos a Estrela da manhã. Vemos Jesus.

Pedro, entendendo que o fim de sua vida estava próximo, ao escrever as suas duas Cartas, deixou claro para os membros da igreja que o inimigo havia infiltrado em seu meio alguns falsos ensinadores – falsos mestres – falsos pastores. Eles, com suas falsas interpretações, os afastariam da verdadeira piedade e do zelo pela obra de Deus. Então, de forma clara, o apóstolo exalta a importância da Bíblia – a importância da leitura da Bíblia – a importância de obedecer ao que a Bíblia revela. “Fazeis bem em atendê-la”.

Irmãos, é sobre isso que faremos nossas considerações nesta nova semana. E, entendendo ser proveitoso, indicamos que todos façam a leitura de uma só vez de 2Pedro 1:10-21.

(28/05) – Domingo – Jesus no Antigo Testamento. Em 1Pedro 1:10 a 12, está escrito: “Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam. A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do Céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar”.

A revelação é progressiva. Os tempos vão passando, mais revelações são dadas, e mais compreensão vai se tendo dos assuntos. O fato de receberem o dom profético não significava que os profetas recebiam o pleno conhecimento de tudo o que escreviam. Por isso, Pedro disse que eles “indagavam”, “inquiriam”, “investigavam”, “procuravam saber” a respeito da obra do Messias vindouro. Está escrito que até os anjos eram intensamente interessados nos assuntos relacionados com o ministério de Jesus! Até os anjos queriam saber mais!

Nesse sentido, a geração que presenciou o ministério de Jesus e a que configurava o início da igreja cristã era formada por “privilegiados”. No caso de Pedro, e talvez de alguns poucos membros da igreja, eles conheceram a pessoa de Jesus. Os demais conheciam pessoas que O conheceram. Ficaram sabendo de Jesus por diversas fontes. Ouviram o testemunho daqueles que foram beneficiados por milagres diretamente realizados pelas mãos e pela voz de Jesus.

Assim, o apóstolo forma na mente de seus leitores a seguinte ideia: Lendo o que foi revelado no Velho Testamento, juntando todas peças do quebra-cabeça profético, concluímos com absoluta certeza que Jesus é o Salvador prometido. Está claro que em Jesus foram cumpridas todas as situações indicadas em relação a obra do Messias prometido. As obras de Jesus testemunhavam que Ele era o Enviado de Deus, vindo diretamente do Céu.

Irmãos, de igual forma, nós também somos privilegiados. Aliás, hoje somos muito mais privilegiados ainda. Temos o Velho e também o Novo Testamento. Temos a Bíblia completa em nossas mãos. Temos a Bíblia no celular!

Além disso, dando continuidade a Reforma, Deus nos concedeu os Testemunhos do Espírito de Profecia. É um privilégio atrás do outro!

A questão, portanto, é: Estamos com a candeia em nossas mãos. Mas, e com a Estrela da manhã? Temos relacionamento com a Bíblia. Mas, como vai a nossa experiência pessoal com Jesus?

(29/05) – Segunda – Testemunhas oculares da majestade. Todos sabiam que Pedro havia sido um dos discípulos de Jesus. Nessa ocasião, os Evangelhos já circulavam entre eles. Sabiam das histórias de Pedro com Jesus. Mas uma delas é motivo de destaque por parte do apóstolo. Pedro reafirma que esteve com Jesus no que é chamado de “transfiguração”. Pedro testemunhou com os seus próprios olhos a majestade de Jesus. Viu a divindade irromper. Viu a glória de seu Senhor. Ouviu a voz do Pai. Ouviu Deus dizendo que Jesus era o Seu Filho amado.

No entanto, Pedro faz um adicional. (E isso é importante para nós, irmãos!). Pedro não queria que a igreja aceitasse que Jesus era o Salvador só porque ele dizia ter presenciado a transfiguração. Eles deviam entender e aceitar que a Bíblia, a autorizada Palavra de Deus aos homens, ela descrevia que Jesus era o Salvador divino. A candeia que brilha é a Bíblia, não Pedro! A “Palavra profética” é a Bíblia! A vida de Jesus cumpriu o que bem descrevia a Palavra profética!

Irmãos, as Escrituras Sagradas são a fonte de orientação e autoridade para o cristão. Sejamos incentivadores da leitura bíblica. Falemos para a igreja e para os nossos amigos que eles devem abrir e estudar a Palavra de Deus.

“Na atualidade, quando todo elemento concebível está sendo usado para confundir o povo de Deus, fortaleça-se vossa visão espiritual; seja firme vossa fé na Palavra de Deus. Sabei por vós mesmos que as palavras e ensinamentos de Cristo, os quais são as palavras e ensinamentos de Jeová, contêm a mais alta instrução que ao homem é possível alcançar” (Para Conhecê-Lo, pág. 188 – Meditação Matinal de 01/07/1965).

(30/05) – Terça – A Estrela da alva em nosso coração. Vou citar duas situações. A primeira, entre Jesus e alguns judeus, que se diziam hábeis leitores da Palavra de Deus. Disse Jesus para eles: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim. Contudo, não quereis vir a Mim para terdes vida” (João 5:39 e 40).

Estavam nas trevas. A Luz estava diante deles. Idealizavam um messias. O Messias estava diante deles. Almejavam a vida eterna. A Vida eterna estava diante deles. E o que fizeram? Diziam estar com a “candeia” na mão, mas não deixaram a “Estrela da alva” iluminar o coração deles!

A segunda situação é esta: “[No domingo da ressurreição, dois seguidores de Jesus] estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas. Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus Se aproximou e ia com eles. Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de O reconhecer. Então, lhes perguntou Jesus: ‘Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que caminhais?’ E eles pararam entristecidos. Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo: ‘És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos dias?’ Ele lhes perguntou: ‘Quais?’ E explicaram: ‘O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão Profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades O entregaram para ser condenado à morte e O crucificaram. Ora, nós esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que Ele vive. De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não O viram’. Então, lhes disse Jesus: ‘Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na Sua glória?’ E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lucas 24:13 a 27).

Notaram? Aqui não está sendo falado de qualquer judeu, mas de seguidores de Jesus. E mesmo para estes, Jesus disse: “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!

Irmãos, esses exemplos demonstram que Deus nos concedeu Sua Palavra para que nela encontrássemos a Jesus Cristo, de forma a reconhece-Lo como o nosso Salvador. Nas palavras de Pedro, a igreja é incentivada a “bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e [a Estrela da manhã] a Estrela da alva nasça em vosso coração” (2Pedro 1:19).

Leia a Bíblia de modo a permitir que Jesus assuma o domínio de sua vida. Permita que Ele transforme a sua vida. Deixe Ele ser o seu Senhor e o seu Salvador.

(31/05) – Quarta – Palavra profética confirmada. Pedro afirmou: “Não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas”. E continuou: “Nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; … nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pedro 1:16, 20 e 21).

“Deus confiou o preparo de Sua Palavra divinamente inspirada ao homem finito. Esta Palavra, arranjada em livros — o Antigo e o Novo Testamentos — é o guia para os habitantes de um mundo caído, a eles legado para que, mediante o estudar as direções e obedecer-lhes, alma alguma perdesse o caminho do Céu. […]

Os escritores da Bíblia tiveram de exprimir suas ideias em linguagem humana. Ela foi escrita por seres humanos. Esses homens foram inspirados pelo Espírito Santo. […]

A Bíblia foi escrita por homens inspirados, mas não é a maneira de pensar e exprimir-se de Deus. Esta é da humanidade. Deus, como escritor, não Se acha representado. Os homens dirão muitas vezes que tal expressão não é própria de Deus. Ele, porém, não Se pôs à prova na Bíblia em palavras, em lógica, em retórica. Os escritores da Bíblia foram os instrumentos de Deus, não Sua pena. […]

Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram. A inspiração não atua nas palavras do homem ou em suas expressões, mas no próprio homem que, sob a influência do Espírito Santo, é possuído de pensamentos. As palavras, porém, recebem o cunho da mente individual” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 16, 19 e 21).

“O tema da redenção é tema que os próprios anjos desejam penetrar; será a ciência e o cântico dos remidos através dos séculos da eternidade. Não é ele digno de atenta consideração e estudo agora? A infinita misericórdia e amor de Jesus, o sacrifício feito por Ele em nosso favor, demandam a mais séria e solene reflexão. Devemos demorar o pensamento no caráter de nosso amado Redentor e Intercessor. Devemos meditar na missão dAquele que veio salvar Seu povo, dos seus pecados. Ao contemplarmos assim os temas celestiais, nossa fé e amor se fortalecerão, e nossas orações serão cada vez mais aceitáveis a Deus, porque a elas se misturarão cada vez mais a fé e o amor. Serão inteligentes e fervorosas. Haverá mais constante confiança em Jesus, e uma diária e viva experiência em Seu poder de salvar perfeitamente a todos os que por Ele se chegam a Deus” (Caminho a Cristo, cap. 10 – “O Deus que eu conheço”).

(01/06) – Quinta – conclusão – A Palavra em nossa vida.

“Vi então que Deus sabia que Satanás experimentaria todo o artifício para destruir o homem; portanto fez com que Sua Palavra fosse escrita, e esclareceu de tal maneira os Seus propósitos com relação à raça humana que nem o mais fraco precisa errar. Depois de haver dado Sua Palavra ao homem, preservou-a cuidadosamente da destruição por Satanás e seus anjos, ou por qualquer de seus agentes ou representantes. Conquanto outros livros pudessem ser destruídos, este deveria ser imortal. E, próximo do fim do tempo, quando aumentassem os embustes de Satanás, deveria ser multiplicado de tal maneira que todos os que o quisessem poderiam ter dele um exemplar, e poderiam, assim desejando, armar-se contra os enganos e prodígios de mentira de Satanás.

Vi que Deus havia de uma maneira especial guardado a Bíblia, ainda quando da mesma existiam poucos exemplares; e homens doutos nalguns casos mudaram as palavras, achando que a estavam tornando mais compreensível, quando na realidade estavam mistificando aquilo que era claro, fazendo-a apoiar suas estabelecidas opiniões, que eram determinadas pela tradição. Vi, porém, que a Palavra de Deus, como um todo, é uma cadeia perfeita, prendendo-se uma parte à outra, e explicando-se mutuamente. Os verdadeiros inquiridores da verdade não devem errar; pois não somente é a Palavra de Deus clara e simples ao explanar o caminho da vida, mas o Espírito Santo é dado como guia na compreensão do caminho da vida ali revelado” (Primeiros Escritos, págs. 220 e 221).

“Nada há mais apropriado para fortalecer o intelecto do que o estudo das Escrituras. Nenhum outro livro é tão poderoso para elevar os pensamentos, para dar vigor às faculdades, como as amplas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como devera ser, os homens teriam uma largueza de espírito, uma nobreza de caráter e firmeza de propósito que raro se veem nesses tempos” (Caminho a Cristo, cap. 10 – “O Deus que eu conheço”).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

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Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – Seja quem você é – 20 a 27 de maio de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – Seja quem você é – 20 a 27 de maio de 2017

Com esta Lição, entramos na Segunda Carta de Pedro. Não é feita indicação de destinatário, mas é aceitável que tenha sido escrita para as mesmas igrejas da Primeira Carta. E, naturalmente, foi escrita logo na sequência, bem próximo ao ano de sua morte (ano 67).

Então, o discípulo de Jesus se aprofunda em suas considerações com a amada igreja de Deus, desejoso que tenham palavras de exortação e consolo, a serem observadas mesmo depois de sua morte – que na verdade é considerada apenas um sono, até que ocorra a ressurreição prometida para o Dia da segunda vinda do Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Por idade avançada ou por agravamento do estado de saúde, se você tivesse que registrar suas últimas palavras de encorajamento ao seu filho, seu precioso e amado filho, o que você diria? Quais seriam as suas últimas considerações com o seu filho?

Pedro disse (em nossas palavras): “Seja quem você é. Nada de voltar atrás. Não volte a ser o que você já foi antes de conhecer Jesus. Esqueça o passado. Cristo lhe deu novas e santificadas capacidades. Viva essas capacidades. Continue a ser quem você é agora, no Senhor!” – “Procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição” (2Pedro 1:10).

[[ Vale à pena a leitura de uma só vez de 2Pedro 1:1-21 ]]

(21/05) – Domingo – Uma fé preciosa. Como igreja, somos irmãos de fé. Professamos a mesma fé. Uma fé preciosa. Exercemos fé nAquele que é Precioso. Fé não só na promessa, mas fé nAquele que Prometeu.

Quando no Éden, antes da entrada do pecado, o homem falava face a face com Deus. Que privilégio! Criado à imagem e semelhança de seu Criador, o homem foi dotado de natureza divina. Perfeita! Santa!

Lamentavelmente, no entanto, com a desobediência, caímos dessa condição. Nos tornamos imperfeitos. Adquirimos a natureza pecaminosa. Perdemos o privilégio de ficar face a face com Deus. Deixamos a condição de inocentes. Ficamos sujeitos a morte.

Porém, assim que nos tornamos pecadores, Jesus Cristo Se posicionou como o nosso Salvador. Como uma ilha, ficamos separados do continente. Mas Jesus, estendendo Seu braço de misericórdia, tornou-Se uma Ponte sobre esse abismo. Como um Pastor, veio em busca da ovelha perdida. Não nos abandonou. Instituiu o magnífico Plano da Redenção. Veio para nos conceder vida.

Disse Ele certa vez: “Sem Mim, nada podeis fazer” (João 15:5). E esse “nada” significa “nada mesmo”. Nadica de nada. Nada podemos fazer para a reconciliação com Deus. Nada podemos fazer em relação a salvação. Nada podemos fazer para voltar à condição anterior. Nada podemos fazer para viver aquela vida do Éden. Nada!

Então, quando falamos em “fé”, precisamos entender que isso não vem de nós, é dom de Deus (Efésios 2:8). Deus nos concede o dom da fé. A fé vem de Deus, e deve voltar para Deus. Deve ser exercida em direção a Deus. E quando a exercemos, não nos tornamos credores de Deus. Deus não fica nos devendo nada porque exercemos a fé que Ele nos deu. Não nos tornamos merecedores. Em nosso exercício de fé não há mérito algum para a salvação. A salvação continua sendo somente pela graça. Continua sendo somente pelos méritos de Cristo Jesus.

Bem, explicado isso, usemos a fé que Deus nos concedeu. Ela não é meritória, mas é para ser usada. Ele não nos concedeu apenas a graça. Nos deu fé. E a fé tem o seu papel. Tem a sua função. É com ela que nos apropriamos de cada uma das demais bênçãos que Deus disponibiliza aos que estão ligados em Cristo Jesus. Com ela, ficamos em sintonia com os demais frutos. Com ela, crescemos no relacionamento com o nosso Senhor e Salvador.

Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6).

(22/05) – Segunda – Amor, o alvo das virtudes cristãs. Com o pecado, não perdemos a natureza divina. O que ocorreu é que passamos a ter duas naturezas. Adquirimos a natureza pecaminosa – e esta, lamentavelmente, tem prevalecido. Então, Deus tem trabalhado conosco. Ele tudo tem feito para nos ajudar a alimentar a natureza divina. Somente a divina. Suas ações concorrem para que a natureza divina domine a nossa vida. Por isso, além da graça e da fé, mais bênçãos recebemos.

Então, por orientação do Espírito Santo, Pedro escreveu: “Por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor” (2Pedro 1:5-7).

Eu gostaria que os irmãos leitores não se preocupassem com a sequência. O importante aqui é evidenciar que há uma sequência. Há um crescimento. Cristo não só “justifica”, mas também “santifica”. E se a justificação é imediata, a santificação não. Ela é contínua. É crescente. Só vai terminar no Dia da segunda vinda de Cristo. Até lá, crescimento e mais crescimento. Fruto e mais fruto.

Porém, também é importante dizer o seguinte: Como nada podemos fazer sem Jesus, não buscamos “dar” frutos. Buscamos, sim, estar ligados em Cristo. Ele é a Videira. Nós, os ramos. Se ligados nEle, os frutos virão. Ocorrerá a sequência.

Repetindo: o importante é permanecer ligado em Jesus.

Em relação ao amor, levanto a seguinte questão: o amor virá por último?

(23/05) – Terça – Seja quem você é. Pedro continuou: “Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no Reino Eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pedro 1:8-11).

É como se o apóstolo estivesse dizendo assim:

Você sabe quanto custou a sua salvação? Sabe o quanto vale para Deus? Por que ser inativo? Por que não dar fruto?

Você é nascido de novo? Então, mostre fé, virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade, amor.

No Espírito de Profecia está escrito isso:

“Muito ouvimos acerca de fé, mas precisamos ouvir muito mais acerca de obras. Muitos estão enganando a si mesmos, vivendo uma religião fácil, acomodada, sem cruz” (Fé e Obras, pág. 44).

Leia mais sobre isso em Refletindo a Cristo, pág. 41 (Meditação Matinal de 04/02/1986) – clique aqui. 

(24/05) – Quarta – Deixando o tabernáculo. Mudando um pouco de assunto, aproveitemos os dizeres de Pedro para falar sobre “morte e ressurreição”.

2Pedro 1:12 a 15 – “Por esta razão, sempre estarei pronto para trazer-vos lembrados acerca destas coisas, embora estejais certos da verdade já presente convosco e nela confirmados. Também considero justo, enquanto estou neste tabernáculo, despertar-vos com essas lembranças, certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo, como efetivamente nosso Senhor Jesus Cristo me revelou. Mas, de minha parte, esforçar-me-ei, diligentemente, por fazer que, a todo tempo, mesmo depois da minha partida, conserveis lembrança de tudo”.

Pedro usa a palavra “tabernáculo” como ilustração de corpo mortal e físico, indicando o seu viver temporário. O apóstolo não era mais um jovem, e sabia que seu fim estava próximo. Talvez, pelo que o Mestre lhe havia dito em João 21:18 e 19, entendia que morreria antes de Sua segunda vinda.

Então, além do que o apóstolo disse para a igreja, a Lição aproveita para falar um pouco do conceito bíblico do estado dos mortos.

No Espírito de Profecia temos as seguintes considerações:

“Em parte alguma nas Escrituras Sagradas se encontra a declaração de que é por ocasião da morte que os justos vão para a sua recompensa e os ímpios ao seu castigo. Os patriarcas e profetas não fizeram tal afirmativa. Cristo e Seus apóstolos não fizeram sugestão alguma a esse respeito. A Bíblia claramente ensina que os mortos não vão imediatamente para o Céu. Eles são representados como estando a dormir até à ressurreição (1Tessalonicenses 4:14; 14:10-12.) No mesmo dia em que se quebra a cadeia de prata, e se despedaça o copo de ouro (Eclesiastes 12:6), perecem os pensamentos dos homens. Os que descem à sepultura estão em silêncio. Não mais sabem de coisa alguma que se faz debaixo do Sol ( 14:21.) Bendito descanso para o justo cansado! Seja longo ou breve o tempo, não é para eles senão um momento. Dormem, e são despertados pela trombeta de Deus para uma imortalidade gloriosa. ‘Porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis. … Quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória’ (1Coríntios 15:52-54). Ao serem eles chamados de seu profundo sono, começam a pensar exatamente onde haviam parado. A última sensação foi a agonia da morte, o último pensamento o de que estavam a cair sob o poder da sepultura. Ao se levantarem da tumba, seu primeiro alegre pensamento se expressará na triunfante aclamação: ‘Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?’ (1Coríntios 15:55)” (O Grande Conflito, capítulo 33 – “É o homem imortal?”).

Leia sobre “Cristo, as primícias” – em A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 180 (Meditação Matinal de 23/06/1959) – clique aqui. 

(25/05) – Quinta – conclusão – Fé diante da morte.

“A estrada pode ser áspera, e a subida escarpada; pode haver precipícios à direita e à esquerda; talvez tenhamos de suportar fadiga em nossa jornada; quando cansados, quando ansiando repouso, poderemos ter de labutar ainda; talvez tenhamos de combater quando já desfalecidos; quando desanimados, precisamos ter ainda esperança; mas, com Cristo como nosso guia, não deixaremos de alcançar o desejado porto afinal. O próprio Cristo trilhou o rude caminho antes de nós, e suavizou-o para os nossos pés.

E por todo o íngreme trilho que ascende em direção à vida eterna, encontram-se nascentes de alegria para refrigerar o cansado. Os que andam pelo caminho da sabedoria são, mesmo quando atribulados, eminentemente jubilosos; pois Aquele a quem sua alma ama, caminha, invisível, ao seu lado. A cada passo ascendente, percebem, mais distintamente, o contato de Sua mão; a cada passo mais fulgentes raios de glória vindos do Invisível lhes incidem na estrada; e seus hinos de louvor, alcançando sempre mais elevada nota, elevam-se para unir-se aos cânticos dos anjos perante o trono” (O Maior Discurso de Cristo, pág. 140).

“Pedro, como um estrangeiro judeu, foi condenado a ser açoitado e crucificado. Na perspectiva desta terrível morte, o apóstolo lembrou seu grande pecado em haver negado a Jesus na hora de Seu julgamento, e seu único pensamento, foi que ele era indigno de morrer da mesma maneira que seu Mestre. Pedro havia-se arrependido sinceramente daquele pecado, e tinha sido perdoado por Cristo, como se pode ver pela alta missão a ele dada para alimentar as ovelhas e cordeiros do rebanho. Ele, porém, nunca pôde perdoar a si mesmo. Nem mesmo o pensamento das agonias da última e terrível cena puderam diminuir a amargura de sua tristeza e arrependimento. Como último favor, rogou de seus algozes que fosse pregado na cruz de cabeça para baixo. O pedido foi atendido, e desta maneira morreu o grande apóstolo Pedro” (História da Redenção, pág. 316).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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