Sobre o que você fala com Deus?

Meditação Matinal de Ellen White – A Caminho do Lar, 2017.

1º de maio – Pág. 142 – Sobre o que você fala com Deus?

Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os Seus ouvidos estão abertos às suas súplicas. 1Pedro 3:12

É pela natureza, pela revelação, pela Sua providência e pela influência de Seu Espírito que Deus nos fala. Entretanto, isso não é suficiente; precisamos também entregar-Lhe nosso coração. A fim de que tenhamos vida e energia espiritual, devemos ter uma relação viva com nosso Pai celestial. Podemos ter nossa mente atraída para Ele; podemos meditar em Suas obras, Sua misericórdia, Suas bênçãos; no sentido mais amplo, porém, isso não é comungar com Ele. Para ter comunhão com Deus, devemos ter alguma coisa para dizer-Lhe acerca de nossa vida.

A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Não que isso seja necessário para que Deus saiba quem somos, mas para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus descer até nós, mas eleva-nos a Ele.

Quando esteve na Terra, Jesus ensinou Seus discípulos a orar. Ele os instruiu a apresentar suas necessidades diárias a Deus, e a lançar sobre Ele todas as suas preocupações. A certeza que lhes deu de que suas petições seriam ouvidas nos é dada também.

O próprio Jesus, quando esteve na Terra, permanecia em constante oração. O Salvador identificou-Se com nossas necessidades e fraquezas, a ponto de tornar-Se um suplicante, buscando no Pai novos suprimentos de força, a fim de que pudesse sair fortalecido para enfrentar seus deveres e provações. Ele é nosso exemplo em todas as coisas. É um irmão em nossas fraquezas, pois “foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança” (Hebreus 4:15); mas, sendo Aquele que nunca pecou, Sua natureza repelia o mal. Ele suportava as lutas e agonias de um mundo cheio de pecado. Sua humanidade fez da oração uma necessidade e um privilégio. Encontrava conforto e alegria na comunhão com o Pai. Se o Salvador da humanidade, o Filho de Deus, sentia a necessidade de orar, nós, frágeis e mortais pecadores que somos, deveríamos sentir ainda maior necessidade de constante e fervorosa oração.

Nosso Pai celestial deseja derramar sobre nós a plenitude de Suas bênçãos. É nosso privilégio beber em grande medida da fonte de amor ilimitado. É surpreendente notar que oramos tão pouco! Deus está pronto e sempre disposto a ouvir a oração sincera do mais humilde de Seus filhos, e, apesar disso, há tanta relutância da nossa parte para levar-Lhe nossas necessidades. Caminho a Cristo, págs. 93 e 94.

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