Alma – Nefesh – Gênesis 35:18 – Comentário Bíblico Adventista

Ao sair-lhe a alma (porque morreu), [Raquel] deu-lhe o nome de Benoni, mas seu pai [Jacó] lhe chamou Benjamim” (Gênesis 35:18).

Ao sair-lhe a alma. Não tem fundamento bíblico a ideia de que Moisés fala aqui de alguma parte imaterial, mas consciente, de Raquel que presumivelmente “voava” ao paraíso no momento de sua morte. Ler esse significado no texto o colocaria em desarmonia com muitas outras declarações específicas das Escrituras que ensinam claramente o fato de que a consciência cessa completamente na morte (ver Salmos 146:4; Eclesiastes 9:5, 6 e 10).

Um dos significados primários da palavra nefesh, “alma”, é “vida”, termo usado 119 vezes para traduzi-la (Gênesis 9:4 e 5; Jó 2:4 e 6), ou “sopro”, como foi vertida em Jó 41:21 (NVI).

Gênesis 9:5 fala sobre “o sangue da nossa vida [nefesh]”, o que deixa claro que a nefesh tem sangue, e que o sangue é essencial para sua existência. Portanto, a nefesh não poderia ser uma entidade imaterial.

Em Gênesis 1:20 e 30, é dito que a criação animal tem nefesh, “vida”. Então, o fato de possuir nefesh não dá à pessoa nada mais do que aquilo que todas as formas de vida animal possuem. Certamente ninguém desejaria afirmar que na morte as “almas” das amebas, moluscos e símios vão voando para o Céu.

Na verdade, em Eclesiastes 3:19 é especificamente declarado que tanto os animais quanto o homem têm o mesmo “fôlego”, ruach, e que na morte o mesmo acontece a ambos.

Segundo Salmos 146:4, duas coisas acontecem a um indivíduo quando morre: (1) Seu “fôlego”, ruach, sai do corpo; (2) “Perecem todos os seus desígnios”.

O texto considerado (Gênesis 35:18) é uma simples declaração do fato de Raquel, em seus últimos momentos de consciência e em seu último suspiro, dar ao filho o nome Benoni.

Benoni: significa filho da minha dor; filho do meu infortúnio.

Benjamim: significa filho da mão direita, no sentido de felicidade, prosperidade, boa sorte, coragem, esperança.

Comentário Bíblico Adventista, vol. 1, pág. 436 – referente Gênesis 35:18. (Na Série Logos, os volumes 1 a 7 são chamados de “Comentário Bíblico”; o volume 8 de “Dicionário Bíblico”; e o volume 9 de “Tratado de Teologia”).

Textos Bíblicos:

Gênesis 1:20 e 30 – “Disse também Deus: Povoem-se as águas de enxames de seres viventes; e voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus” – “E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez”.

Gênesis 9:4 e 5 – “Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis. Certamente, requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem, sim, da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem”.

Gênesis 9:5 – “Certamente, requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem, sim, da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem”.

Jó 2:4 e 6 – “Então, Satanás respondeu ao SENHOR: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida” – “Disse o SENHOR a Satanás: Eis que ele está em teu poder; mas poupa-lhe a vida”.

Jó 41:21 – “Seu sopro acende o carvão, e da sua boca saltam chamas” (NVI).

Salmos 146:4 – “Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios”.

Eclesiastes 3:19 – “Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade”.

Eclesiastes 9:5, 6 e 10 – “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” – “Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” – “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”.

Sugerimos a leitura do livro “Imortalidade ou Ressurreição?”, de Samuele Bacchiocchi, editora Unaspress.

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