A ciência da oração

Meditação Matinal de Ellen White – A Caminho do Lar, 2017.

3 de maio – Pág. 144 – A ciência da oração

Orai sem cessar. Em tudo, dai graças. 1Tessalonicenses 5:17 e 18

As lições de Cristo referentes à oração devem ser analisadas cuidadosamente. Há uma ciência divina na oração, e sua ilustração [a Parábola do amigo importuno – em Lucas 11:5 a 8] apresenta-nos princípios que todos necessitam compreender. Mostra qual é o verdadeiro espírito da oração, ensina a necessidade de perseverança ao expormos nossas súplicas a Deus, e nos assegura de Sua boa vontade de ouvir as orações e a elas atender.

Nossas orações não devem ser uma solicitação egoísta, apenas para benefício próprio. Devemos pedir para podermos dar. O princípio da vida de Cristo deve ser o princípio de nossa vida. “E a favor deles Eu Me santifico a Mim mesmo”, disse, referindo-Se aos discípulos, “para que eles também sejam santificados” (João 17:19). A mesma devoção, o mesmo sacrifício, a mesma submissão às reivindicações da Palavra de Deus, manifestados em Cristo, devem ser vistos em Seus servos. Nossa missão no mundo não é servir ou agradar a nós mesmos; devemos glorificar a Deus, com Ele cooperando para salvar pecadores. Devemos suplicar de Deus bênçãos para partilhar com outros. A capacidade de receber só é preservada compartilhando. Não podemos continuar recebendo os tesouros celestiais sem os transmitir aos que estão ao nosso redor.

Na parábola, o suplicante foi repelido várias vezes; porém, não desistiu de sua intenção. Assim, nossas orações nem sempre parecem ser atendidas imediatamente; mas Cristo ensina que não devemos cessar de orar. A oração não se destina a efetuar qualquer mudança em Deus, deve elevar-nos à harmonia com Ele. Ao Lhe fazermos alguma petição, Deus pode ver que é necessário examinarmos o coração e arrepender-nos do pecado. Por isso, Ele nos faz passar por dificuldades, provações e humilhações, para que vejamos o que impede em nós a operação do Espírito Santo.

Há condições para o cumprimento das promessas de Deus, e a oração nunca pode substituir o dever. “Se Me amais”, diz Cristo, “guardareis os Meus mandamentos” (João 14:15). “Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado por Meu Pai, e Eu também o amarei e Me manifestarei a ele” (João 14:21). Aqueles que apresentam suas petições a Deus, reivindicando Sua promessa, enquanto não satisfazem as condições, ofendem a Jeová. Apresentam o nome de Cristo como autoridade para o cumprimento da promessa, porém não fazem aquilo que demonstraria fé em Cristo e amor a Ele. Parábolas de Jesus, págs. 142 e 143.

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