Comentário da Lição 13 – Viagem a Roma – 22 a 29 de setembro de 2018

Comentário da Lição 12 – Sábado (22/09) – Introdução

Chegamos ao fim do trimestre. Completamos o estudo do Livro de Atos. Que eu me lembre (me corrijam), a primeira Lição escrita por um brasileiro – Wilson Paroschi. E eu acabei publicando os comentários de um chileno – Mário Veloso (“Atos – Contando a História da Igreja Apostólica, Comentário Bíblico Homilético”).

Deus nos faça seguir o exemplo da igreja primitiva. Deus nos faça trabalhar em Sua causa assim como os personagens que vimos no Livro de Atos. Deus nos faça participar da obra de evangelização, a última obra, a obra que antecede o glorioso Dia da segunda vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (Atos 1:8).

“Cristo confiou à igreja um sagrado encargo. Cada membro deve ser um conduto através do qual Deus possa comunicar ao mundo os tesouros de Sua graça, as insondáveis riquezas de Cristo. Não há nada que o Salvador deseje tanto como agentes que representem ao mundo Seu Espírito e Seu caráter. Nada existe que o mundo necessite mais do que a manifestação do amor do Salvador através da humanidade. Todo o Céu está à espera de homens e mulheres por cujo intermédio Deus possa revelar o poder do cristianismo.

A igreja é o instrumento de Deus para a proclamação da verdade, por Ele dotada de poder para fazer uma obra especial; e se ela for leal ao Senhor, obediente a todos os Seus mandamentos, nela habitará a excelência da graça divina. Se for fiel a sua missão, se honrar ao Senhor Deus de Israel, não haverá poder capaz de a ela se opor.

Cristo deseja fortalecer o Seu povo com a plenitude de Seu poder, de modo tal que por eles todo o mundo seja envolto numa atmosfera de graça. Quando Seu povo se entregar a Deus de todo o coração, este propósito se cumprirá. … Cristo habitará na humanidade, e a humanidade habitará em Cristo. Em todo trabalho aparecerá, não o caráter do homem finito, mas o do infinito Deus. … A excelente contextura do caráter, conseguida pelo poder divino, receberá luz e esplendor do Céu, e estará perante o mundo como testemunha que guia para o trono do Deus vivo. Então a obra avançará com solidez e força redobrada” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 126 – Meditação Matinal de 30/04/1974).

Comentário da Lição 12 – Domingo (23/09) – Navegando para Roma

Paulo em Roma: Perigos e Pregação

Finalmente, a viagem para Roma! As viagens por mar, nessa época, eram muito perigosas. Os únicos recursos que os marinheiros tinham para se orientar eram o Sol e as estrelas. Quando as condições atmosféricas os deixavam invisíveis, era sábio não viajar. E se estivessem viajando, o perigo estava à porta.

A viagem de Paulo à Itália teve muitas privações. Lucas conta sobre isso com maestria, dinamismo, e com um realismo tão intenso que raramente se vê nesse tipo de relato. Um pequeno clássico da literatura (Atos 27:1 a 28:31). Por todos os detalhes e a forma de se referir aos acontecimentos ocorridos, é evidente que seu autor foi uma testemunha ocular dos fatos. Lucas estava com Paulo. Além de Lucas, como um gesto de simpatia especial, Festo lhe havia permitido levar consigo Aristarco (Colossenses 4:10). Dois companheiros que o serviram com abnegação e lhe suavizaram grandemente a falta de comodidade da viagem.

A viagem: perigos e determinação divina (Atos 27:1 a 28:15)

A viagem começou bem, mas, no trajeto, as condições para a navegação se tornaram extremamente perigosas por causa do mau tempo. Mais de uma vez o perigo era de perda total, incluindo a vida de tripulantes e passageiros. Contudo, Paulo estava no navio. Deus o havia enviado a Roma com uma missão. Não o abandonaria. A determinação de Deus era que esse projeto não fosse frustrado. E a determinação divina não é variável como a determinação humana. As circunstâncias não se alteram. Fez tudo o que foi preciso para que Paulo chegasse a salvo e realizasse a tarefa que devia cumprir.

Ao proteger Seu enviado, protegeu também a tripulação inteira e todos os passageiros. As bênçãos enviadas por Deus a Seus filhos sempre incluem as pessoas que os rodeiam. Assim como a presença de dez pessoas boas em Sodoma e Gomorra teria salvado da destruição as cidades da planície, a presença dos filhos de Deus assegura bênção para toda a humanidade.

De Cesareia a Sidom: tudo correu bem (Atos 27:1 a 3)

Festo encarregou um centurião de transferir o prisioneiro Paulo e alguns outros mais. Tinha que levá-los a Roma e entregá-los ao chefe militar, chefe dos pretorianos ou guarda imperial. O centurião chamava-se Júlio e pertencia à companhia Augusta (Atos 27:1).

Lucas, incluindo-se a si mesmo e a Aristarco, descreveu a partida dizendo: “Embarcamos num navio de Adramítio, que estava de partida para alguns lugares da província da Ásia, e saímos ao mar, estando conosco Aristarco, um macedônio de Tessalônica” (Atos 27:2).

A embarcação não saiu com destino a Itália. Era da Ásia e Adramítio estava na costa asiática, aproximadamente a oitenta quilômetros de Trôade, onde Paulo teve a visão do varão macedônio que lhe suplicava para trabalhar na Europa, e seu percurso era pela costa da Ásia.

Paulo estava bem acompanhado. Lucas, médico e colaborador em muitas outras viagens, podia ajudá-lo no cuidado de sua saúde e em outras atividades, juntamente com Aristarco, fiel companheiro que havia enfrentado com ele os perigos criados pela rebelião dos ourives em Éfeso (Atos 19:29) e, quando saíram da cidade, fazia parte da delegação que acompanhou Paulo levando a oferta das igrejas para os irmãos pobres da Judeia (Atos 20:4). “No dia seguinte”, diz Paulo, “ancoramos em Sidom” (Atos 27:3a).

Foi um começo feliz. Nenhuma dificuldade, pois o tempo era favorável. Todos estavam de bom ânimo, incluindo Júlio, o centurião. “Júlio”, escreveu Lucas, “num gesto de bondade para com Paulo, permitiu-lhe que fosse ao encontro dos seus amigos, para que estes suprissem as suas necessidades” (Atos 27:3b).

Certamente, Festo lhe tinha dado instruções para que Paulo fosse bem tratado, e Lucas deve ter tido conhecimento disso, pois quando mencionou a presença de outros presos no grupo que Júlio estava levando para Roma, escreveu que se tratava de outros, no sentido de ser diferentes de Paulo. Presos de outra condição. Por outro lado, a essa altura da viagem, Paulo já deveria ter conquistado a boa vontade do centurião, coisa que ele sempre conseguia em seus relacionamentos.

De Sidom a Bons Portos: primeiras dificuldades (Atos 27:4 a 12)

Tão logo saíram de Sidom começaram as dificuldades. O vento soprava ao contrário. Avançaram lentamente para o norte seguindo a costa. Ao norte de Chipre, dirigiram-se para o oeste, avançando entre Chipre e o continente (Atos 27:4). Passaram em frente a duas províncias: Cilícia, onde Paulo nasceu, e Panfília, que Paulo visitou duas vezes em sua primeira viagem missionária (Atos 13:13; Atos 14:24 a 26).

Chegaram, então, a Mirra, um porto da província de Lícia, conhecido como depósito de trigo para ser distribuído na região (Atos 27:5). O centurião encontrou um navio de Alexandria, Egito. Estava descarregando trigo, uma vez que o Egito era o celeiro do Império Romano. Dirigia-se para a Itália. Muito conveniente para Júlio. Decidiu embarcar nele com seus prisioneiros (Atos 27:6).

A navegação continuou enfrentando dificuldades, ainda maiores que antes. “Navegamos vagarosamente por muitos dias e tivemos dificuldade para chegar a Cnido. Não sendo possível prosseguir em nossa rota, devido aos ventos contrários, navegamos ao sul de Creta, defronte de Salmona. Costeamos a ilha com dificuldade e chegamos a um lugar chamado Bons Portos” (Atos 27:7 e 8).

Detiveram-se ali durante alguns dias. Não porque tivessem alguma coisa para fazer, mas pelas condições adversas do tempo. O inverno estava chegando e a navegação se tornaria muito perigosa. Seria impossível continuar a viagem para a Itália; teriam que passar o inverno em algum lugar. A questão era: Onde? Em Bons Portos, lugar sem nenhuma comodidade, ou em Fenice, não muito distante para o oeste de Chipre?

Júlio relatou a Paulo a discussão que havia sobre as duas alternativas para invernar. Paulo não vacilou. Imediatamente, lhes disse: “Senhores, vejo que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo, não só da carga e do navio, mas também da nossa vida” (Atos 27:9 e 10).

Mas como o porto não era adequado para passar o inverno, o centurião e o restante da tripulação decidiram continuar a viagem até Fenice. Do ponto de vista racional, foi uma decisão muito boa (Atos 27:11 e 12). Mas o conselho do apóstolo, favorecido pela inspiração do Espírito Santo, tinha outros elementos que a razão nem sempre consegue compreender. Mais tarde, a realidade, mais forte que a razão, provaria que seu conselho era melhor.

De Bons Portos a Malta: tempestade e naufrágio (Atos 27:13 a 44)

Quando ocorreu uma mudança no tempo, o vento sul começou a soprar suavemente, contrário ao vento forte do norte que os havia açoitado durante toda a viagem. Levantaram âncoras e foram costeando a ilha rumo a Fenice (Atos 27:13). Mas nunca chegaram a Fenice. Qual o motivo? “Não muito depois, desencadeou-se, contra o navio, um tufão de vento, chamado Euroaquilão” (Atos 27:14).

O vento vinha do nordeste, levantando grandes ondas, e sua força foi tão grande que não conseguiram manter a proa na direção que desejavam. Tiveram que cessar as manobras e deixar que o navio navegasse para o sudeste. Entraram no mar aberto. Já sem a proteção da ilha, ficaram totalmente à mercê do mau tempo (Atos 27:15 a 17). Tudo ficou pior, conforme Lucas diz: “No dia seguinte, sendo violentamente castigados pela tempestade, começaram a lançar fora a carga” (Atos 27:18).

No terceiro dia, lançaram ao mar a armação do navio (Atos 27:19). A tempestade continuou. Não podiam ver o Sol nem as estrelas. Tudo parecia perdido. “Finalmente perdemos toda a esperança de salvamento”, escreveu Lucas (Atos 27:20).

A tripulação e os passageiros haviam passado muitos dias sem comer. Ninguém parecia ter condições de fazê-lo, nem tinham tido tempo para preparar a refeição. Paulo, preocupado com isso, pondo-se em pé no meio deles, disse: “Na verdade, era preciso terem-me atendido e não partir de Creta, para evitar este dano e perda” (Atos 27:21).

Não falou como uma recriminação. Queria que não esquecessem a força real de suas palavras, para que no futuro, quando tivesse algum outro conselho inspirado pelo Espírito Santo, o respeitassem. Ao mesmo tempo reforçava a necessidade de seguir o que estava para lhes dizer: “Mas, já agora, vos aconselho bom ânimo, porque nenhuma vida se perderá de entre vós, mas somente o navio” (Atos 27:22).

Essa notícia produziu efeito positivo em alguns e negativo em outros. A perda do navio certamente era desagradável para o dono, mas a conservação da vida era mais importante. Logo lhes explicou o motivo por que tinha tanta certeza do que lhes dizia: “Esta mesma noite, um anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo: Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César, e eis que Deus, por Sua graça, te deu todos quantos navegam contigo” (Atos 27:23 e 24).

A determinação divina continuava sendo constante. A tempestade não mudaria os planos de Deus para Paulo. Somente Paulo poderia fazê-lo. Deus nunca força ninguém, pois respeita o livre arbítrio que Ele mesmo deu a cada ser humano, pela criação. Paulo, por sua vez, já havia aprendido a manter sua vontade integrada à vontade de Deus. Faria somente o que Deus desejasse. “Assim, tenham ânimo! Creio em Deus que acontecerá do modo como me foi dito. Devemos ser arrastados para alguma ilha” (Atos 27:25 e 26).

Comentário da Lição 12 – Segunda (24/09) – O naufrágio

Foi somente na décima quarta noite de viagem, sob a tempestade, à meia-noite, que os marinheiros, ao ouvir ruídos de recifes, imaginaram que estavam próximos da terra. Lançaram a sonda. Acharam vinte braças (36 metros). Um pouco mais adiante, encontraram quinze braças (27 metros). Para evitar um choque com as rochas, lançaram quatro âncoras pela popa. Esperaram. Ansiavam pelo amanhecer. Os marinheiros planejavam fugir do navio. Baixaram o bote salva-vidas com o pretexto de largar as âncoras da proa (Atos 27:27 a 30).

Paulo, dirigindo-se ao centurião e aos soldados, disse: “Se estes homens não ficarem no navio, vocês não poderão salvar-se” (Atos 27:31). Os soldados cortaram os cabos do bote salva-vidas e o deixaram afastar-se (Atos 27:32).

Já amanhecia. Paulo, preocupado com o estado físico do grupo, disse: “Hoje, é o décimo quarto dia em que, esperando, estais sem comer, nada tendo provado. Eu vos rogo que comais alguma coisa; porque disto depende a vossa segurança; pois nenhum de vós perderá nem mesmo um fio de cabelo” (Atos 27:33 e 34).

Unindo a ação às palavras, tomou um pão, deu graças a Deus na presença de todos, e começou a comer. Todos fizeram o mesmo. Um total de 276 pessoas. Quando terminaram de comer, com maior energia, trabalharam arduamente para aliviar o peso do navio, atirando todo o trigo ao mar. O Sol havia despontado. A luz não lhes permitiu reconhecer o lugar, mas avistaram uma enseada. A praia pareceu-lhes apropriada para encalhar o navio. Cortaram as âncoras. Desataram as cordas que prendiam os lemes. Alçaram a vela da proa e se dirigiram à praia. A proa encravou-se e ficou imóvel, e a popa, açoitada pela violência das ondas, tornava-se em pedaços (Atos 27:35 a 41).

Os soldados romanos pensaram que seria melhor matar os presos e, dessa forma, evitar que fugissem, como certamente fariam ao descer do navio. Não queriam pagar com a vida a fuga dos prisioneiros. Mas o chefe deles, o centurião, querendo salvar a vida de Paulo, impediu-os de executar o plano (Atos 27:42 e 43). Júlio tomou essa decisão porque depois de tudo o que Paulo havia feito no decorrer da viagem, estava certo de que ele era um homem de Deus e temia fazer qualquer coisa contra ele.

Em seguida ordenou: “Os que sabiam nadar que se lançassem primeiro ao mar em direção à terra. Os outros teriam que salvar-se em tábuas ou pedaços do navio” (Atos 27:43). Obedeceram. “Todos chegaram a salvo em terra” (Atos 27:44).

Comentário da Lição 12 – Terça (25/09) – Em Malta

Em Malta: dois milagres (Atos 28:1 a 10)

“Uma vez em terra, verificamos que a ilha se chamava Malta” (Atos 28:1).

Próximo de Sicília, para o sudeste, sem perceberem, haviam percorrido uma grande distância; quase a metade de toda a viagem. Os habitantes do lugar, os bárbaros, não gregos, nem romanos, demonstraram grande bondade para com os náufragos. Acenderam uma fogueira para protegê-los da chuva e do frio (Atos 28:2).

Paulo, solícito como sempre, ajuntou um monte de gravetos e os atirou ao fogo. Entre os gravetos, estava uma víbora que, ao sentir o calor, quis fugir e se prendeu à mão do apóstolo (Atos 28:3). As pessoas, sempre ansiosas para emitir um julgamento contra os outros, vendo a víbora presa na mão de Paulo, diziam: “Certamente este homem é assassino, pois, tendo escapado do mar, a Justiça não lhe permite viver” (Atos 28:4).

Eles não compreendiam o poder que atuava em Paulo. Sacudiu a mão e a víbora caiu no fogo (Atos 28:5). Eles observavam. Esperavam que de um momento para outro ele começasse a inchar ou caísse morto. Passou muito tempo. Continuavam a observá-lo, mas já não com espírito de condenação, como no início. Estavam assombrados. Começaram a perceber que estavam diante de um milagre. “Viram que nenhum mal lhe sucedia”, diz Lucas (Atos 28:6). Mudaram seu modo de pensar a respeito de Paulo e disseram que ele era um deus.

Esse foi o primeiro milagre que Deus fez na ilha de Malta, enquanto Paulo e seus dois companheiros de missão permaneceram na ilha. Isso deu a Paulo grande credibilidade. Permaneceram em Malta durante três meses. Todo o inverno. Nenhum navio passaria pela ilha para levá-los, pois não era seguro navegar durante essa estação.

Paulo, como sempre, aproveitou a estada na ilha para pregar o evangelho. A missão estava sempre presente em sua vida, em todo o lugar. Haviam naufragado próximo à propriedade de Públio, o principal homem da ilha (Atos 28:7). Um título que correspondia ao de governador romano da ilha que, naquela época, estava sob o domínio de Roma. Públio hospedou Paulo e seus dois companheiros durante três dias. Tratou-os bondosamente. Seu pai estava doente, com febre e disenteria. Paulo entrou para vê-lo. Orou por ele, impôs-lhe as mãos e o homem foi curado (Atos 28:8).

A notícia do milagre ocorrido na casa de Públio se espalhou por todos os habitantes como uma onda de esperança. Enfermos de todas as partes vieram a Paulo. “E foram curados”, diz Lucas (Atos 28:9).

Enquanto Paulo e o médico Lucas curavam as enfermidades do povo, pregavam-lhes o evangelho e as pessoas demonstravam seu afeto e simpatia. Dispensaram bom tratamento a Paulo, como também a todos os náufragos, provendo-lhes tudo o que necessitaram durante o tempo em que permaneceram na ilha. E quando foram embora, proveram o que necessitariam durante a viagem para a Itália (Atos 28:10).

Comentário da Lição 12 – Quarta (26/09) – Paulo finalmente chega a Roma

De Malta a Roma: encontro com os irmãos (Atos 28:11 a 15)

Após permanecerem três meses na ilha, embarcaram num navio de Alexandria que ali invernara. O navio permaneceu três dias em Siracusa, Sicília (Atos 28:11 e 12). Costeando a ilha, navegaram para o norte e passaram em Régio, porto continental situado na ponta sul do formato de bota que tem a Itália, no estreito de Messina. Embora até essa ocasião tivessem enfrentado ventos contrários, no dia seguinte soprou um vento favorável do sul e, no segundo dia, chegaram a Putéoli, naquela época, porto principal de Roma (Atos 28:13). Roma distava 224 quilômetros ao norte do porto.

Em Putéoli, já havia alguns cristãos e eles sabiam que Paulo estava chegando nesse navio. Foram recebê-lo. Houve muita emoção fraternal. Não esperavam recebê-lo como prisioneiro, mas desde a chegada de sua epístola aos Romanos à Itália, todos queriam conhecê-lo e aprender dele. Rogaram-lhe que permanecesse com eles sete dias (Atos 28:14). Mas o apóstolo estava preso; não podia tomar essa decisão por si só. Consultou o centurião, que o autorizou com amabilidade. Sabia quem Paulo era e após a longa viagem com ele, o respeitava como ser humano sempre serviçal e o admirava como enviado de Deus; sempre demonstrando sabedoria, e sempre possuidor de conhecimento das circunstâncias, muito prático e muito útil.

No oitavo dia, o centurião Júlio, juntamente com os presos, iniciou a viagem a Roma, por terra. Durante o percurso de 224 quilômetros, Paulo, cheio de atenções por parte do centurião, mas preso a um soldado, teve tempo para meditar. Como havia desejado chegar a Roma! Entretanto, antes de sua prisão em Jerusalém, nunca havia pensado em chegar à capital do Império naquela condição: prisioneiro. Relembrou sua vida. Toda ela cheia de provas, sofrimentos e frustrações. Uma espécie de tristeza solitária se apoderou dele. Poderia pregar o evangelho nessas condições? Poucos quilômetros depois de Putéoli entraram na Via Ápia, uma das principais estradas de Roma no sul da Itália.

Os irmãos de Roma também sabiam que Paulo estava chegando. Saíram para recebê-lo. Um grupo o esperava na Praça de Ápio, a praça do mercado nessa cidade. Mas ainda faltavam aproximadamente 71 quilômetros para chegar a Roma. Outros se juntaram a eles em Três Vendas, local de descanso na Via Ápia, mais ou menos 16 quilômetros mais adiante.

Lucas descreve o encontro com os cristãos em uma frase cheia de significado: “Vendo-os Paulo e dado, por isso, graças a Deus, sentiu-se mais animado” (Atos 28:15).

Muitos dos que foram recebê-lo eram seus próprios conversos que havia encontrado nas cidades de Éfeso, Filipos e Corinto, na Ásia e Europa. Cada um trazia na memória os triunfos obtidos sobre a intransigência, a oposição e a apostasia. As vitórias de cada pessoa sobre suas próprias debilidades para viver o evangelho com fidelidade. Sentiu a recompensa no afeto desses crentes que, com tanta alegria, o recebiam como se fosse um pai. Até os próprios soldados romanos, endurecidos pelos constantes trabalhos de seu ofício, sentiram a ternura do afeto. Eles mesmos haviam aprendido a respeitá-lo, a admirá-lo e, alguns deles, até a amá-lo.

O restante da viagem para Roma foi tão prazeroso como podia ser para um homem preso que se sentia querido por todos. Alguns eram amigos na fé. Outros, servos do Império.

Tendo chegado a Roma, o centurião entregou os presos ao chefe militar; mas Paulo recebeu permissão para morar por conta própria, sob a custódia de um soldado (Atos 28:16).

Por que o chefe da Guarda Pretoriana ou Guarda Imperial tratou tão bem a Paulo? Possivelmente, por três razões: a carta de Festo, que apresentava Paulo como um homem sem culpa e acusado injustamente. O relatório do centurião, através do qual Paulo era mencionado como um homem que não demonstrava rebeldia; era serviçal e amigo de todos. E a personalidade do chefe da guarda. Nessa época era Afrânio Burro, um homem de bom caráter e muito boa reputação.

O soldado que vigiava Paulo não ficava de guarda na porta de sua casa. Uma de suas mãos presa à mão de Paulo, com uma cadeia, o mantinha junto a ele todo o tempo. O soldado era substituído de quatro em quatro horas. Muitos estiveram com Paulo e ouviram seus ensinamentos até o ponto de Paulo se tornar o tema permanente de conversação entre os soldados do pretório. Assim diz Paulo, ainda na prisão, em sua carta aos filipenses: “Quero que saibam, irmãos, que aquilo que me aconteceu tem, ao contrário, servido para progresso do evangelho. Como resultado, tornou-se evidente a toda a guarda do palácio e a todos os demais que estou na prisão por Cristo” (Filipenses 1:12 e 13).

Em Roma: liberdade para pregar (Atos 28:16 a 31)

Paulo era muito diligente e sabia como fazer as coisas a fim de que estas contribuíssem para o progresso do evangelho. No terceiro dia, após sua chegada, enviou um convite aos dirigentes dos judeus para que fossem à sua casa, pois desejava explicar-lhes um assunto importante. A colônia judaica em Roma era numerosa. O decreto de expulsão, emitido por Cláudio, no ano 49 d.C., os manteve fora de Roma por algum tempo, mas quando perdeu sua vigência, os judeus retornaram a Roma, onde, naquela época, havia várias sinagogas. O nome de onze delas foi preservado.

Com os dirigentes judeus: discordância (Atos 28:16 a 29)

Quando os líderes dos judeus se reuniram com Paulo (Atos 28:16), este lhes disse: “Meus irmãos, embora eu não tenha feito nada contra o nosso povo nem contra os costumes dos nossos antepassados, fui preso em Jerusalém e entregue aos romanos. Eles me interrogaram e queriam me soltar, porque eu não era culpado de crime algum que merecesse pena de morte” (Atos 28:17 e 18).

Uma coisa o apóstolo deixou bem clara desde o início: era inocente. Não havia cometido nenhum delito, e no julgamento feito pelos romanos nada foi encontrado. Mas estava preso. Por quê? Continuou explicando: “Diante da oposição dos judeus, senti-me compelido a apelar para César, não tendo eu, porém, nada de que acusar minha nação” (Atos 28:19).

Era importante que os dirigentes judeus de Roma soubessem que ele não tinha nenhuma queixa para apresentar contra a nação israelita, nem contra seus dirigentes. Não falou nada sobre os maus tratos, nem sobre a conspiração para matá-lo. O importante não eram os sofrimentos que havia suportado, mas sim sua inocência.

Em seguida, começou a explicar o motivo de sua prisão: “Por essa razão pedi para vê-los e conversar com vocês. Por causa da esperança de Israel é que estou preso com estas algemas” (Atos 28:20).

Como a explicação de Paulo havia sido clara e honesta, os dirigentes judeus responderam-lhe da mesma forma. Assim deve ser sempre toda conversação entre religiosos, e mais ainda se são líderes, como era o caso naquela ocasião. Disseram: “Nós não recebemos da Judeia nenhuma carta que te dissesse respeito; também não veio qualquer dos irmãos que nos anunciasse ou dissesse de ti mal algum” (Atos 28:21).

A inocência de Paulo havia sido explicada por ele e aceita pelos dirigentes judeus. Entretanto, nem tudo havia sido dito ainda. Nesse clima de conversação honesta, eles queriam saber mais alguma coisa. Acrescentaram: “Todavia, queremos ouvir de sua parte o que você pensa, pois sabemos que por todo lugar há gente falando contra esta seita” (Atos 28:22).

Comentário da Lição 12 – Quinta (27/09) – A vitória do Evangelho

Combinaram conversar sobre o assunto e marcaram um dia apropriado. Possivelmente, Paulo não tenha preferido conversar imediatamente porque esperava que, ao marcar para outra ocasião, eles contariam aos judeus a respeito do que estava acontecendo e sobre a conversação que teriam com ele. Outros se sentiriam atraídos para ouvir a explicação de Paulo e um maior número de judeus poderia ouvir a respeito do evangelho. Assim aconteceu. “Vieram em grande número ao encontro de Paulo na sua própria residência”, escreveu Lucas (Atos 28:23a).

Naquele dia, lhes falou desde a manhã até à tarde. O dia todo. Sobre o quê? Sobre o reino de Deus e a respeito de Jesus. Provou-lhes que Jesus era o Messias. Baseou-se nos escritos da lei de Moisés e nos profetas (Atos 28:23b). Tudo era profecia. Como se tratava de profecias verdadeiras, algum dia iriam se cumprir. Cumpriram-se em Jesus. Contou-lhes sua própria experiência e lhes falou sobre o verdadeiro valor da religião, como Jesus a ensinava. Esse valor não se encontrava em teorias, ritos, cerimônias ou credos. Encontrava-se no poder salvador que, através de Jesus, justifica o pecador e renova a vida deste perante Deus. Mostrou-lhes Jesus como o Profeta prometido por Moisés, a quem eles deviam ouvir. Mostrou-lhes Jesus como o servo sofredor apresentado em Isaías que, em Seu sofrimento, trouxe o remédio para o pecado de todo ser humano. Mostrou-lhes Jesus como o Cordeiro sacrificado no templo, representando Sua morte na cruz para limpar os pecados de todos os seres humanos.

“Alguns ficaram comovidos e aceitaram a explicação, convencendo-se de que Jesus era o Messias”. Outros não creram (Atos 28:24). Não tinham razões nem podiam negar as profecias, mas não estavam dispostos a aceitar que Jesus fosse o Messias. Pareceu-lhes que isso era apenas uma conclusão de Paulo, não uma verdade da Escritura.

Paulo disse aos incrédulos: “Bem falou o Espírito Santo a vossos pais, por intermédio do profeta Isaías, quando disse: Vai a este povo e dize-lhe: De ouvido, ouvireis e não entendereis; vendo, vereis e não percebereis. Porquanto o coração deste povo se tornou endurecido; com os ouvidos ouviram tardiamente e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, para que não entendam com o coração, e se convertam, e por mim sejam curados” (Atos 28:25 a 27).

Embora citando-lhes uma profecia que se cumpria neles mesmos, não creram. Por isso, Paulo concluiu com estas palavras: “Tomai, pois, conhecimento de que esta salvação de Deus foi enviada aos gentios. E eles a ouvirão” (Atos 28:28).

Como o grupo de judeus se havia dividido, uns criam e outros não, saíram da reunião e foram discutindo entre si (Atos 28:29). Com que resultado? Lucas não revela. Mas, certamente, se repetiu em Roma o que havia ocorrido em muitos outros lugares. Os crentes acompanharam Paulo e os incrédulos trabalharam contra ele.

Dois anos de cativeiro: pregação livre (Atos 28:30 e 31)

Paulo permaneceu por dois anos na casa alugada. De 61 a 63 d.C. Nesse período, pregou o evangelho a todos os que iam visitá-lo (Atos 28:30). Seus ajudantes devem ter providenciado o auditório de Paulo para que ele continuasse pregando.

Lucas conclui sua história do cristianismo apostólico que, na segunda parte, era a história das missões realizadas por Paulo, dizendo: “Paulo pregava o Reino de Deus e ensinava a respeito do Senhor Jesus Cristo, abertamente e sem impedimento algum” (Atos 28:31).

Vários homens notáveis colaboraram com Paulo, em Roma: Lucas, o médico amado. Timóteo, amado filho. Tíquico, irmão amado, fiel ministro e conservo no Senhor. Aristarco e Epafras, companheiros de prisão (Colossenses 4:7 a 14). Demas, fiel por algum tempo, o abandonou, amando as riquezas deste mundo (2Timóteo 4:10). Epafrodito, irmão, colaborador e companheiro de lutas (Filipenses 2:25).

Entre seus conversos, estava um homem simples com uma história fantástica: Onésimo, o escravo pagão que fugiu de seu senhor Filemon. Pobre, renegado, sem esperança. Paulo sentiu compaixão por ele e o ajudou. Comunicou-lhe o evangelho e ele foi convertido. Sincero, bondoso, prestativo, honesto, consagrou-se ao serviço de Paulo, cuidou de suas necessidades com grande afeição, e com zelo exemplar dedicou-se a promover o evangelho. Paulo apreciou seus valores e pensou que seria muito útil para a obra missionária. Mas antes era preciso resolver a situação que havia sido provocada entre ele e Filemon, outro converso de Paulo, quando fugiu de sua casa. Paulo o enviou a Filemon com uma carta cheia de afeição, de empatia, que descreve a verdadeira relação entre amo e escravo, quando os dois são crentes em Cristo. Extraordinário exemplo de bom relacionamento entre pessoas que, pela fé, foram integradas à unidade em Cristo Jesus.

Da casa-prisão de Paulo o evangelho se expandiu para os judeus, para a Guarda Pretoriana, para os gentios de Roma e para a própria casa de Nero, o mais desprezível de todos os imperadores romanos; o qual, julgando-se Deus, não demonstrava nenhum vestígio de divino, nem sequer conservava os sentimentos humanos mais elementares. Seus cortesãos, uma cópia dele, eram cruéis, degradados e corruptos. Quem dentre eles algum dia aceitaria o evangelho? Houve alguns que aceitaram.

“Mesmo na casa de Nero foram ganhos troféus para a cruz”, diz Ellen G. White, em Atos dos Apóstolos, pág. 463. Mais adiante, ela acrescenta: “Não somente houve conversos ganhos para a verdade na casa de César, mas depois de sua conversão eles permaneceram nessa casa. Não se sentiram na liberdade de abandonar seu posto de dever por não lhes ser mais favorável o ambiente. A verdade os achara ali, e ali permaneceram testificando por sua vida e caráter mudados do poder transformador da nova fé” (Idem, pág. 466).

Além de pregar o evangelho durante os dois anos em que esteve preso em Roma, Paulo escreveu quatro de suas famosas Epístolas. Aos efésios (Efésios 6:20), aos filipenses (Filipenses 1:13 e 14), aos colossenses (Colossenses 4:18), e a Filemon (Filemon 1:9). Escritas provavelmente até o fim do tempo em que permaneceu na prisão. A carta aos filipenses pode ter sido escrita no ano 63 d.C. e as outras três em 62 d.C.

Quando escreveu aos filipenses estava muito alegre. Esperava que seu julgamento terminasse rapidamente e de maneira favorável para ele. Assim o expressou: “Espero no Senhor Jesus enviar-lhes Timóteo brevemente, para que eu também me sinta animado quando receber notícias de vocês. Não tenho ninguém que, como ele tenha interesse sincero pelo bem-estar de vocês, pois todos buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo. Mas vocês sabem que Timóteo foi aprovado porque serviu comigo no trabalho do evangelho como um filho ao lado de seu pai. Portanto, é ele quem espero enviar, tão logo me certifique da minha situação, confiando no Senhor que em breve também poderei ir” (Filipenses 2:19 a 24).

Paulo foi absolvido. Mas Lucas não fala nada a esse respeito. Concluiu o livro deixando-o em suas cadeias, porque essa situação representava a maior vitória de seu ministério e a maior segurança para o progresso do evangelho.

Lucas iniciou sua história em Jerusalém e a concluiu em Roma, capital do Império e o lugar onde havia a maior intransigência contra o cristianismo. Uma vitória inquestionável. Se Paulo tivesse chegado a Roma como um pregador livre, teria enfrentado perseguições e todo tipo de dificuldades para pregar o evangelho. Mas chegou como prisioneiro e não teve nenhum impedimento para cumprir a missão confiada a ele por Deus. O poder que estava com ele era superior a todos os poderes do Império e ele os vencia mesmo quando pareciam mais poderosos do que nunca.

Comentário da Lição 12 – Sexta (28/09) – Conclusão

“Havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. Disse-lhe o Senhor numa visão: ‘Ananias!’ Ao que respondeu: ‘Eis-me aqui, Senhor!’ … ‘Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso’ … ‘Vai, porque este é para Mim um instrumento escolhido para levar o Meu nome perante os gentios e reis’” (Atos 9:10,11 e 15).

“Paulo foi intimado a comparecer diante do imperador Nero para ser julgado. […]

Paulo perante Nero — como se salienta o contraste! O soberbo rei, diante de quem o homem de Deus devia responder por sua fé, tinha alcançado o mais alto poder terreno, autoridade e riqueza, bem como as mais baixas profundezas da iniquidade e do crime. Em poder e grandeza ele não tinha rival. Ninguém havia que pusesse em dúvida sua autoridade nem que lhe resistisse à vontade. Reis depunham as coroas a seus pés. Exércitos poderosos marchavam ao seu mando, e as insígnias de seus navios significavam vitórias. Sua estátua foi erguida nas salas dos tribunais, e os decretos dos senadores e as decisões dos juízes eram apenas o eco de sua vontade. Milhões se curvavam em obediência a suas ordens. O nome de Nero fazia o mundo tremer. Cair em seu desagrado era perder a propriedade, a liberdade, a vida; e a sua carregada fisionomia era para temer mais que a pestilência. […]

[Paulo pregou para Nero] Nunca antes ouvira Nero a verdade como a ouviu nessa ocasião. Nunca antes os enormes crimes de sua vida tinham-lhe sido dessa maneira revelados. A luz do Céu penetrou nos recessos de sua alma poluída pelo pecado, e ele tremeu com terror ao pensar em um tribunal perante o qual ele, o governador do mundo, seria finalmente citado, recebendo suas obras a justa sentença. Temeu o Deus do apóstolo, e não ousou passar sentença contra Paulo, contra quem nenhuma acusação pudera ser sustentada. Um sentimento de temor restringiu por algum tempo seu espírito sanguinário.

Por um instante, o Céu se abrira para o criminoso e endurecido Nero, e sua paz e pureza lhe pareceram desejáveis. Naquele momento, o convite de misericórdia se estendera até ele. Mas, por um momento apenas foi-lhe bem-vindo o pensamento de perdão. A seguir, foi expedida a ordem para que Paulo fosse reconduzido ao calabouço; e quando a porta se fechou por trás do mensageiro de Deus, a porta do arrependimento se fechava para sempre para o imperador de Roma. Nenhum raio de luz do Céu penetraria de novo as trevas que o envolviam. Logo deveria ele sofrer os juízos retribuidores de Deus”. (Ellen WhiteAtos dos Apóstolos, capítulo 48 – Paulo perante Nero).

Anúncios

Sobre Ligado na Videira

Ligado na Videira
Esse post foi publicado em a lição da semana, Comentário da Lição da Escola Sabatina, Ligado na Videira e marcado , , , . Guardar link permanente.

Escreva um comentário. Compartilhe sua opinião.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.