Comentário da Lição da Escola Sabatina- Lição 8 – De escravos a herdeiros – Ligado na Videira – 12 a 19 de agosto de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 8

(12/08) – Sábado – introdução

Em 1517, Martinho Lutero deu início ao que é chamado de Reforma Protestante. Assim é denominado porque foi “corrigida”, foi “reformada” uma linha de pensamento teológico: não recebemos a salvação pelas obras, mas pela fé – a salvação pela fé.

Agora, em homenagem aos 500 anos de Reforma, estamos estudando o Livro bíblico que mudou a mente de Lutero: a Carta de Paulo aos Gálatas – “O Evangelho em Gálatas”. Findando o trimestre atual, o tema vai continuar o mesmo. Muda o trimestre, mas continua o mesmo assunto. Vamos emendar com a Carta de Paulo aos Romanos – “Salvação somente pela fé: o Livro de Romanos”.

Isso é inédito! Especial! Havíamos estudado “Romanos” no 3º trimestre de 2010 e “Gálatas” no 4º trimestre de 2011. Agora, “Gálatas” + “Romanos” juntinhos, na sequência.

Bem, por outro lado, além de homenagem, isso significa que o tema é importante. Importantíssimo! Se é verdade que nascemos “pecadores” porque somos filhos de Adão, também é verdade que nascemos “salvos” porque somos filhos de Deus. A “Promessa” contada a Abraão era uma repetição da que havia sido contada e garantida por Deus a Adão. Portanto, tanto faz dizer que somos “herdeiros de Abraão” ou “herdeiros de Adão”. Ao sair do Paraíso, Adão e Eva viveram na absoluta confiança de que Deus é Fiel. Deus garantiu a salvação na pessoa do Descendente – e todos os que quiseram assim viver durante o Velho Testamento, viveram como herdeiros da salvação que viria a ser consumada pelo Descendente – pelo Messias – pela segunda Pessoa da Divindade.

Especificamente a respeito de Abraão, ele viveu “vendo” a salvação em Jesus Cristo – o seu inigualável Descendente, e isso lhe foi imputado como justiça. Pela obediência futura de Jesus, o Justo, Abraão foi considerado justo antecipadamente. Pelo perdão a ser consumado na cruz, Abraão foi perdoado já em seus dias. Só depois de uns dois mil anos é que o depósito foi feito, mas na sua conta já havia o crédito.

Abraão, como herdeiro convicto, “desfrutou” a salvação. E as suas obras assim testificavam.

Quanto a cruz do Calvário, ali ocorreu a consumação propriamente dita. Algo físico. Real. Pontual. No entanto, lembremos que as pessoas do Velho Testamento já nasciam salvas em Jesus Cristo porque Ele era o Cordeiro morto antes da fundação do mundo. Pela fiel promessa de Deus, desde o instante em que Adão pecou, a humanidade vivia graças ao Plano da Redenção.

Irmãos, esse é o Evangelho pregado por Paulo. O Evangelho do Velho Testamento. O Evangelho do Novo Testamento. O Evangelho na Carta aos Gálatas.

Por obra do Espírito Santo, Paulo ensinou o que já era de conhecimento dos antigos. Apenas deu brilho onde os homens haviam colocado uma nuvem escura. Tirou a nuvem. Desembaçou.

Bem, além de “salvação”, temos falado de “fé”, de “Lei”, de “obras”, e de outras palavrinhas a mais. Cada uma delas dentro do seu respectivo papel no Plano da Redenção. A “salvação” nos é dada por Jesus Cristo, mas a fé, a Lei, as obras e as outras palavras têm as suas respectivas importâncias. Nesta semana, outras palavras surgem: “escravidão”, “adoção”, “herdeiros”. E sobre estas faremos as nossas considerações.

Deus nos guie!

Permitam-me indicar a seguinte leitura: Maravilhosa Graça de Deus, pág. 21 (meditação Matinal de 15/01/1974) – clique aqui. 

(13/08) – Domingo – Nossa condição em Cristo.

Quando Adão pecou, foi aberto um abismo entre nós e Deus. Nos tornamos a ovelha perdida; a desgarrada. Nos separamos do continente; nos tornamos uma ilha.

Mas, instantaneamente, Jesus Cristo estendeu o Seu braço, e nos puxou de volta; nos resgatou. Em Sua infinita graça e misericórdia, Ele não nos abandonou; não nos deixou como brinquedo nas mãos do inimigo.

“No momento em que o homem se rendeu à tentação de Satanás, e fez precisamente o que Deus lhe dissera para não fazer, Cristo – o Filho de Deus – esteve de pé entre os mortos e os vivos, dizendo: ‘Caia sobre Mim a penalidade. Ficarei em lugar do homem. Ele terá outra oportunidade’.

Logo que surgiu o pecado, surgiu um Salvador… Assim que Adão pecou, o Filho de Deus ofereceu-Se como penhor em favor da humanidade, com tanta espontaneidade para desviar a condenação pronunciada sobre o culpado, como quando morreu na cruz do Calvário” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 75 – Meditação Matinal de 10/03/1959).

“A salvação da humanidade sempre fora objeto de consideração nos concílios do Céu. O concerto de misericórdia fora feito antes da fundação do mundo. Existiu por toda a eternidade, e é chamado o concerto eterno. Tão certo como nunca houve um tempo em que Deus não existisse, nunca houve também um momento em que não fosse o deleite da Mente Eterna manifestar Sua graça à humanidade”. […]

“Cristo não estava só ao realizar Seu grande sacrifício. Era o cumprimento do concerto feito entre Ele e Seu Pai antes que se estendessem os fundamentos do mundo. Com mãos unidas associaram-se num solene pacto pelo qual Cristo Se tornaria fiador da humanidade caso fosse ela vencida pelo engano de Satanás” (A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 76 – Meditação Matinal de 11/03/1959).

Irmãos, o título da Lição de hoje é “Nossa condição em Cristo”. Que condição! Que extraordinária condição! NEle, novamente ficamos em paz com Deus. NEle, novamente podemos chamar Deus de Pai.

“Mediante a justiça de Cristo compareceremos perdoados diante de Deus, como se nunca tivéssemos pecado” (Cristo Triunfante, pág. 25 – Meditação Matinal de 19/01/2002).

“Quando o inspirado apóstolo João contemplou a altura, a profundidade e a amplidão do amor do Pai para com a raça perdida, foi possuído de um espírito de adoração e reverência; e, não podendo encontrar linguagem apropriada para exprimir a grandeza e ternura desse amor, chamou para ele a atenção do mundo. ‘Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus’” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 186 – Meditação Matinal de 29/06/1974).

É por isso que Paulo, de forma bastante apropriada, diz: “De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gálatas 4:7).

Sugerimos a seguinte leitura adicional: Maravilhosa Graça de Deus, pág. 51 (Meditação Matinal de 14/02/1974) – clique aqui. 

(14/08) – Segunda – Escravizados aos princípios elementares.

Bem, a condição de Adão e de todos os seus descendentes, durante o Velho Testamento, era assim, conforme ilustrou Paulo:

Durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, ainda que seja senhor de tudo. Mas está sob tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo pai. Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo; vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para resgatar os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de Seu Filho, que clama: ‘Aba, Pai!’ De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gálatas 4:1 a 7).

Ora, se o filho do proprietário de uma fazenda é o seu herdeiro legítimo, mas, por ser criança, ainda não pode ter autoridade sobre ela – o que, nesse aspecto, o iguala ao escravo – até que venha a sua maioridade – da mesma forma, todas as pessoas do Velho Testamento necessitavam que viesse o Messias. Foi só a partir da cruz do Calvário que todos efetivamente assumiram a condição de herdeiros legítimos. Eram herdeiros potenciais. Passaram a ser herdeiros de fato.

E como não podemos nos afastar da questão histórica, lembremos do seguinte: Paulo estava explicando que somos salvos não porque somos herdeiros de Abraão, mas de Cristo. Abraão representa o tempo em que éramos o herdeiro menor de idade. Em Cristo, alcançamos a maioridade – o filho que “pode” tomar posse de sua legítima herança.

Agora, olhando de trás para frente, Paulo questionava os insensatos gálatas: Por que deixar de ser um herdeiro legítimo e voltar para a condição de criança, que equivalia a de um escravo, no sentido de não poder tomar posse da herança? Para que voltar a ficar escravizado aos princípios elementares?

(15/08) – Terça – Deus enviou Seu Filho.

Vindo a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho”.

“O tempo exato da vinda do Messias havia sido predito pelos profetas. Nos concílios do Céu, o tempo desse evento tinha sido predeterminado. Não só o Messias veio no tempo indicado na profecia de Daniel, como veio no momento favorável em toda a história. O mundo estava em paz, sob um só governo. As viagens por terra e mar eram relativamente seguras e rápidas. Havia uma língua universal, o grego. As Escrituras estavam disponíveis em grego havia cerca de 200 anos. Muitos estavam insatisfeitos com suas crenças religiosas e estavam ansiosos pela verdade sobre a vida e o destino humano. Os judeus estavam dispersos por toda a parte e, apesar de suas imperfeições, davam testemunho do Deus verdadeiro. De todas as partes do mundo, iam a Jerusalém para participar das festas, e poderiam levar consigo, ao retornarem, a notícia da vinda do Messias. Deus não poderia ter escolhido lugar nem tempo mais propícios para lançar a mensagem do evangelho ao mundo do que a Palestina naquele período da história.

A palavra ‘plenitude’ também implica que todos os eventos preditos que precederiam o advento tinham se cumprido ou estavam a ponto de se cumprir. Deus é perfeito em sabedoria e conhecimento, e temos razão para crer que todos os acontecimentos em Seu grande plano cósmico terão lugar na ordem e nos tempos indicados. Essa precisão é evidente em toda a criação, desde o movimento dos planetas e estrelas até a estrutura do menor dos átomos. Não há razão válida para se duvidar de que exista a mesma precisão no grande plano de Deus para salvar a humanidade” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 1068).

(16/08) – Quarta – Os privilégios da adoção.

Dentro do contexto, em que a Lei era tutora, e o pecador era escravo, Paulo fez uso da palavra “resgatar” (Deus enviou Seu Filho … para resgatar os que estavam sob a Lei), com a intenção de evidenciar o fato de que Deus deu o Seu Filho para “comprar de volta” todos os seres humanos.

O maior prejuízo de Adão foi a perda da familiaridade com Deus. Isso é algo terrível! Ele e todos nós, seus descendentes, nos tornamos reféns de uma dívida impagável por nós mesmos. Porém, Deus, na pessoa do Senhor Jesus, Se apresentou como “Pagador” – sendo que a Sua própria vida era o “valor” requerido.

Irmãos, nós estamos falando da “vida de Deus”! A vida “dEle” pela “nossa”!

Bem, também dentro do contexto, Paulo ensina que, pelo fato de Jesus nos ter comprado de volta, voltamos à condição original de Adão. Voltamos a ser “filhos”. Em Cristo, readquirimos todos os direitos de um filho herdeiro.

Paulo diz que recebemos a “adoção de filhos” –  que somos filhos – e que podemos chamar Deus de “Pai”.

É por isso que a Lição de amanhã (quinta) usa como título a seguinte pergunta: “Por que voltar à escravidão?

(17/08) – Quinta – Por que voltar à escravidão?

“O amor de Deus para com a raça caída é insondável, indescritível, sem paralelo. Este amor O levou a consentir em dar o Seu único Filho para morrer, a fim de que o homem rebelde pudesse ser posto em harmonia com o governo do Céu, e ser salvo da penalidade da transgressão. O Filho de Deus desceu de Seu trono real, e por nosso amor tornou-Se pobre, para que por Sua pobreza enriquecêssemos. Ele se tornou um ‘Homem de dores’, a fim de que pudéssemos ser participantes de Sua alegria eterna. … Deus permitiu que Seu amado Filho, cheio de graça e de verdade, viesse de um mundo de indescritível glória, para um mundo manchado e poluído pelo pecado, envolvido na sombra da morte e da maldição. […]

Ao tomar a nossa natureza, o Salvador ligou-Se à humanidade por um laço que jamais se partirá. Ele nos estará ligado por toda a eternidade. … Deus adotou a natureza humana na pessoa de Seu Filho, levando a mesma ao mais alto Céu. É o ‘Filho do homem’, que partilha do trono do Universo. … Em Cristo se acham ligadas a família da Terra e a do Céu. Cristo glorificado é nosso irmão. O Céu Se acha abrigado na humanidade, e esta envolvida no seio do Infinito Amor” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 77 – Meditação Matinal de 12/03/1974).

“Se há alguém que devia ser continuamente agradecido, é o seguidor de Cristo. Se há alguém que frua felicidade real, mesmo nesta vida, é o fiel cristão. … Se apreciamos ou temos qualquer senso de quão cara foi comprada nossa salvação, tudo quanto chamamos sacrifício perderá todo significado” (Nossa Alta Vocação, pág. 199 – Meditação Matinal de 14/07/1962).

(18/08) – Sexta – conclusão

“Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados foi feito o concerto, segundo o qual, todos os que fossem obedientes, todos os que mediante a abundante graça provida se tornassem santos no caráter e sem mácula diante de Deus por se apropriarem dessa graça, deviam ser filhos de Deus. […]

Tudo devemos à graça, abundante graça, graça soberana. A graça no concerto ordenou nossa adoção. A graça no Salvador, efetuou nossa redenção, regeneração e adoção a coerdeiros de Cristo. Manifeste-se aos outros esta mesma graça. […]

Ao crermos plenamente que somos Seus por adoção, podemos ter um antegozo do Céu. […] Temos afinidade com Ele, e com Ele podemos manter doce comunhão. Obtemos clara visão de Sua compaixão e bondade, e nosso coração é quebrantado e abrandado pela contemplação do amor que nos é concedido. Sentimos de fato um Cristo permanente na vida. E nós permanecemos nEle, e sentimo-nos em família com Jesus. […] Temos um compreensivo senso do amor de Deus, e repousamos em Seu amor. Nenhuma linguagem pode descrevê-lo, pois está além do entendimento. Somos um com Cristo, nossa vida está escondida com Cristo em Deus. Temos a garantia de que quando Aquele que é a nossa vida Se manifestar, também nós nos manifestaremos com Ele em glória. Com forte confiança podemos chamar a Deus de nosso Pai. […]

Todos quantos nasceram na família celestial, são em sentido especial irmãos de nosso Senhor. O amor de Cristo liga os membros de Sua família, e onde quer que esse amor se manifeste, aí se revela a relação divina” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 52 – Meditação Matinal de 15/02/1974).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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6 respostas para Comentário da Lição da Escola Sabatina- Lição 8 – De escravos a herdeiros – Ligado na Videira – 12 a 19 de agosto de 2017

  1. quero receber em meu e mail, é possível?
    obrigada.

    • Irmã,

      No mesmo quadro em que a senhora fez o comentário/pedido, clique nas opções
      [x] Avise-me sobre novos comentários por email.
      [x] Avise-me sobre novas publicações por email.

      Agradecemos por estar aqui conosco.
      Deus a abençoe através da leitura de materiais relacionados com a Sua Palavra.

      Carlos Bitencourt
      Cascavel-Paraná

  2. Anderson Paulart disse:

    Muito bom dia, graça e paz na sua vida.

    Parabéns pelos comentários da lição, pois fazem nos abrir os olhos e compreender melhor.

  3. Odete da Silva Rosales disse:

    Parabéns pelos comentários da lição desta semana.A nossa salvação depende de estarmos ligado a videira Jesus.

  4. Esses conmetários é uma benção de Deus

    • Deus seja louvado, irmão José!
      Somos gratos por ser útil ao irmão. Deus nos abençoe!
      Também o agradecemos por estar navegando e comentando em nosso blog. Divulgue-o!
      Aproxima-se o fim do sábado. Que você, sua família e sua igreja local tenham uma ótima semana.

      Carlos Bitencourt
      Cascavel-Paraná

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