Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 7 – O caminho para a fé – Ligado na Videira – 5 a 12 de agosto de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 7

No trimestre passado, os irmãos estão lembrados, estudamos as duas Cartas de Pedro. Foi um estudo especial. Muito bom! Agora, com a Carta de Paulo aos Gálatas, nossa mente é levada a lembrar e resgatar um dos versos de Pedro – aquele que diz assim: “O nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando [da salvação], como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender…” (2Pedro 3:15 e 16).

Vejam só! O famoso apóstolo Pedro! Discípulo de Jesus! Na sua idade avançada, o grande pregador cristão reconheceu que nos escritos de Paulo existiam pontos difíceis de serem compreendidos!

Irmãos, atualmente, nós temos muito mais recursos para o estudo. Temos a Bíblia completa (em nosso idioma!) e somos cercados pelos Testemunhos do Espírito de Profecia. É verdade que o pecado está mais velho, mais alastrado, e mais aprofundado. É verdade que o engano tem feito seu trágico trabalho. Mas nós temos, sim, mais recursos. E, pela graça de nosso Senhor Jesus, e pela ação do Espírito Santo em nós, iremos superar as dificuldades para a compreensão do tema mais importante da nossa vida: a nossa salvação. Sendo que, por fim, reconheceremos que a dificuldade estava em nós, e não no tema, não na Palavra.

Os gentios convertidos não possuíam o amadurecimento bíblico que se esperava dos judeus convertidos. As Escrituras Sagradas estavam nas mãos dos israelitas há cerca de mil e quinhentos anos. A bênção por pertencerem à família de Abraão os acompanhava por sucessivas gerações. Sendo assim, Paulo tinha que ensinar coisas novas para os gentios e, ao mesmo tempo, fazer com que os israelitas enxergassem que essas coisas novas já eram antigas para eles – sendo que eles é que não conseguiam enxergá-las. Enfronhados em tradições humanas, se perderam no caminho, e deixaram de desfrutar o mais doce e mais simples de todos os temas bíblicos: a salvação de toda a humanidade seria (e foi) providenciada total e completamente por Deus. “Abraão, de ti farei uma grande nação” – “Abraão, em ti serão benditas todas as nações” – “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito para que todo aquele [de qualquer nação do mundo] que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Imagine que um médico tenha orientado o seu paciente a fazer um exame em jejum. Pergunto: O médico é inimigo dos alimentos? Está querendo dizer que comer faz mal? Quanto ao paciente, será que está interpretando que terá que ficar em jejum para todo o sempre?

Bem, a resposta é “não”. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Para o momento do exame, o jejum é necessário. Depois, os alimentos poderão e deverão ser novamente consumidos.

De certa forma, Paulo tinha que se preocupar com todas as palavras. Cada uma delas precisava ser bem explicadinha. As distorções ocorriam há anos. O que era fácil havia se tornado difícil. E o apóstolo e pastor das igrejas de Cristo precisava explicar o propósito de cada uma das palavras. Precisava ensinar que somos salvos não pela obediência, mas que isso não queria dizer que nunca mais precisaríamos obedecer. Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa! Precisava ensinar que em Jesus encontramos libertação – mas a libertação do pecado, e não a libertação de não mais precisar obedecer a Lei!

Irmãos, a graça não anula a Lei. A graça tem seu propósito. A Lei também tem seu propósito. Ambos os propósitos precisam ser entendidos. E sendo, veremos de forma doce e simples que a graça não anula a Lei.

(06/08) – Domingo – A Lei e a promessa.

A Lição de hoje fala sobre duas coisas: a Lei de Deus e a Promessa de Deus de que Ele nos salvaria.

Certo dia, “João [Batista] viu a Jesus, que vinha para ele, e disse [aos seus discípulos]: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’” (João 1:29).

Por que será que João se referia a Jesus como sendo “o Cordeiro”? Do que ele estava falando?

Em Apocalipse 13:8, o outro João, o João discípulo de Jesus, falando da besta, diz que os que a adoram não terão os seus nomes “escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”.

Que história é essa de “Cordeiro”?

Bem, para que Adão e Eva ficassem impressionados com o sacrifício que seria feito em favor deles (a morte de Jesus), o sangue de um animal inocente seria derramado ainda no Éden. Na ilustração, eles deveriam confessar o pecado, transferi-lo para o animal, e o matar. O animal morreria porque eles haviam pecado. E pelo que tudo indica, o animal deve ter sido um cordeiro – o que motivou os escritores bíblicos associarem “Cordeiro” com “Jesus Cristo”.

Irmãos, de dentro do Jardim do Éden, essa ilustração passou para o lado de fora, para os descendentes de Adão e Eva, e atravessou todo o Velho Testamento, sendo consumada na cruz do Calvário. Mas, o que deve nos impressionar agora é o fato de que este Plano de Salvação já existia na mente de Deus bem antes do homem ter sido criado. Ou seja, nem existia a humanidade, mas Deus já havia Se comprometido a salvá-la. A humanidade nem havia sido trazida à existência, mas Deus havia “prometido” para Si mesmo que, havendo necessidade, a salvaria. E assim que Adão e Eva necessitaram, Deus “revelou” e “explicou” a promessa de que Ele mesmo, Cristo Jesus, era “o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”.

Nesse sentido, podemos dizer que todos do Velho Testamento viveram sob a “Promessa”.

Então, para que a humanidade confiasse nisso, Deus concedeu “confiança”. Para que cresse, deu “fé”. Ou seja, a “promessa”, a “fé” e a “salvação” – tudo foi dado por Deus. A própria “Lei” foi dada por Deus.

E por ter agora falado em “Lei”, é necessário dizer que, através dos textos indicados, a Lição de hoje coloca a “promessa” em seu devido lugar, e coloca a “Lei” também em seu devido lugar. Uma tem um propósito. Outra, outro. Mas jamais uma desprezando a outra. Jamais uma autorizando a diminuir a importância e o propósito da outra. Jamais Deus salvaria com base em Sua promessa e, “depois”, como que arrependido, mudaria para salvação através da obediência à Lei – embora a obediência tenha o devido lugar, tenha o devido propósito.

(07/08) – Segunda – Prisioneiros da Lei.

O capítulo 3 de Gálatas é difícil, no sentido de muito carregado. Várias palavras estão sendo usadas ao mesmo tempo: promessa – herança – justiça – obras – Lei – fé – que, vistas isoladamente, dão a impressão de se contradizerem, ou de uma anular a outra. Disso, toda hora temos que dar alguma explicaçãozinha. Por exemplo, o verso 23, que diz assim: “Antes que chegasse o tempo da fé, nós éramos prisioneiros da lei, até que fosse revelada a fé que devia vir” (NTLH).

A fé veio antes ou veio depois da lei? Que história é essa? Se somos “prisioneiros” da lei – quando a fé chegou, nós fomos “libertos” da lei?

Bem, no contexto, Paulo está escrevendo aos gentios cristãos que estavam sendo atacados por judeus cristãos. Algumas coisas estão implícitas no debate. Uma delas, que os judeus carregavam várias leis ao mesmo tempo, como se estas fossem uma só. A Lei de Deus (Os Dez Mandamentos – a Lei moral), a lei cerimonial, a lei de saúde, etc., etc. Conosco também é assim. Temos as leis de trânsito, sanitária, criminal, trabalhista, do condomínio, etc., etc., e a Lei de Deus também.

Falando especificamente da “lei cerimonial”, esta era praticada em relação às coisas religiosas – todo o ritual do Santuário e na devoção pessoal. Nela, tudo apontava para o ministério de Cristo. Ou seja, a lei cerimonial levava o pecador para Cristo Jesus.

Quanto a “Lei de Deus” (os Dez Mandamentos), ela diz que o ser humano é pecador – e sendo pecador, precisa de um Salvador. Ou seja, a Lei de Deus levava o pecador para Cristo Jesus.

Ao mesmo tempo, a fé não apontava uma salvação a ser realizada pela própria pessoa. A fé apontava para a salvação em Cristo Jesus. Adão, pela fé, viu Jesus Cristo. Abraão, pela fé, viu a cruz do Calvário. Pela fé, todos do Velho Testamento aguardavam o cumprimento da fé. Aguardavam que o tempo do Messias chegasse.

Assim, quando Cristo realizou a Sua obra em favor da nossa salvação, chegou “o tempo da fé” – enquanto que, antes disso, “éramos prisioneiros da lei”.

Quanto as leis, a lei cerimonial foi extinta no Calvário – mas a Lei de Deus, esta é eterna. A cerimonial não deve ser continuada (é o caso da circuncisão). A Lei de Deus, esta deve ser obedecida – pois, se não, continuaremos em pecado, continuaremos perdidos.

Por outro lado, a obediência aos Dez Mandamentos nos torna prisioneiros? Não! Jamais! Salvo em Cristo Jesus, a obediência indica que estamos livres – estamos livres do pecado! – livres para obedecer!

(08/08) – Terça – A Lei como nosso vigilante.

O pecado é destrutivo. Permanecer em desobediência é caminhar rumo à destruição. A história das nações e dos indivíduos prova isso. A Lei de Deus, portanto, deve ser vista como nosso “vigilante” – no sentido positivo. Obedecê-la é desfrutar do seu “cuidado”. Em obediência aos seus estatutos, ficamos “seguros”.

Não é difícil entender isso. Com as leis humanas se dá o mesmo. Por exemplo: não devemos ter medo dos radares que limitam a velocidade ou que flagram os que ultrapassam o sinal vermelho.

Há os que consideram os radares como vigilantes de forma negativa. Lógico! Vivem sendo multados! Mas os que andam nos limites indicados, se sentem “cuidados” pela lei. Se sentem “seguros”.

“Cada uma das leis de Deus é uma promulgação de misericórdia, amor e poder salvador. Essas leis, se obedecidas, são nossa vida, nossa salvação, nossa felicidade, nossa paz” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 3, pág. 1306).

“As leis de Deus têm seu fundamento na mais imutável retidão, e são constituídas de maneira que proverão a felicidade dos que as guardam” (Filhos e Filhas de Deus, pág. 267 – Meditação Matinal de 17/09/1956).

“As leis a que todo instrumento humano deve obedecer dimanam do coração de amor infinito” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 217).

(09/08) – Quarta – A Lei como nosso tutor.

A Lei moral – conhecida como “os Dez Mandamentos” – revela o caráter do Legislador. Revela a natureza do governo de Deus. Obedecê-la é aceitar o seu papel de tutora, de pedagoga. Obedecê-la é aceitar o instrumento divino para a nossa formação moral. Assim teria sido na perfeição do Jardim do Éden – assim deve ser agora.

Carecemos enxergar e valorizar a função da Lei. E a Lição de hoje o faz, afirmando que a Lei não só condena (sua face negativa), mas também é tutora, instrutora, protetora (o lado positivo).

“A Lei é uma expressão da mente de Deus. Quando é recebida em Cristo, torna-se nossa mente. Ela nos eleva sobre o poder dos desejos e tendências naturais, sobre as tentações que levam ao pecado” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 1238).

“Não há segurança nem repouso nem justificação na transgressão da Lei. Não pode o homem esperar colocar-se inocente diante de Deus e em paz com Ele, mediante os méritos de Cristo, se ao mesmo tempo continua em pecado. Tem de deixar de transgredir, e tornar-se leal e verdadeiro. Ao olhar o pecador para o grande espelho moral, vê seus defeitos de caráter. Vê-se a si mesmo tal qual é, maculado, corrupto e condenado. Sabe, porém, ele que a Lei não pode, de modo algum, remover a culpa ou perdoar ao transgressor. Tem de ir mais longe que isso. A Lei é apenas o aio para levá-lo a Cristo. Tem de ele olhar para seu Salvador, o portador dos pecados. E ao ser-lhe revelado Cristo na cruz do Calvário, morrendo sob o peso dos pecados de todo o mundo, o Espírito Santo lhe mostra a atitude de Deus para com todos os que se arrependem de suas transgressões” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 213).

(10/08) – Quinta – A Lei e o cristão.

Se Adão desobedeceu a Lei é porque havia uma Lei. Se ele caiu, caiu de alguma posição. Ora, isso indica que, mesmo para Adão em sua natureza santa, pura e inocente, havia “fora” dele uma referência de caráter, de conduta. Ao criar o homem, é verdade que Deus lhe concedeu o livre arbítrio, mas isso não significava que não havia um governo, uma Lei, uma regra de ética a ser seguida. E isso era para o seu bem.

Irmãos, da “queda” de Adão até agora, estamos mergulhados em quase seis mil anos de pecado. A Lei nunca deixou de ser importante para a humanidade – mas, convenhamos, ela é muito, mas muito importante para nós, em nossos dias. Muito! E, bem por isso, mesmo em nossa natureza pecaminosa, somos chamados a obedecê-la, e capacitados para isso.

O inimigo nos faz olhar para nós mesmos, para nossa suposta sabedoria, para a ciência centrada em nosso egoísmo, para a filosofia que nós mesmos criamos.

Diferentemente disso, Deus nos alerta que devemos, para nosso próprio bem, olhar para algo “fora” de nós: a Sua Lei.

A Sua Lei é o reflexo de Seu caráter. A Sua Lei é, portanto, a referência para a nossa vida.

Mas, notem os irmãos, não estamos falando de “salvação”. A salvação continua sendo gratuitamente oferecida por Jesus Cristo. A Lei não nos salva. Cristo Jesus, Este sim, é o Salvador – o nosso único Salvador. Ocorre, no entanto, que Ele não nos salva para “continuarmos” em desobediência à Sua Lei. Ou seja, somos salvos do pecado apontado por Sua Lei e capacitados para a obediência dessa mesma Lei.

Nosso Senhor assumiu a natureza humana, e, com essa natureza, foi tentado durante toda a Sua vida, mas nunca cedeu aos ataques do pai da mentira. Assim, até em questão de “exemplo”, o exemplo está “fora” de nós. Cristo é o nosso Exemplo a ser seguido. Ele nos ensina que “devemos” e “como podemos” guardar a Lei de Deus.

(11/08) – Sexta-feira – conclusão

“O Senhor quer que estejais de bom ânimo. Fortalecei-vos. […] Satanás atua por toda parte para destruir a fé, e para tornar as pessoas infelizes. […]

Caso não estejais experimentados em discernir os ardis de Satanás, vossa única segurança está na oração. Abri todos os segredos do coração ao exame do Olhar infinito, e rogai a Deus que vos torne puros e fortes, armando-vos inteiramente para os grandes conflitos da vida. A fé aumenta com as batalhas contra as dúvidas; a virtude adquire mais vigor pela resistência à tentação. […]

Todas as bênçãos são concedidas aos que mantêm ligação vital com Jesus Cristo. Jesus nos chama a Si, não simplesmente para refrigerar-nos com Sua graça e presença por algumas horas, e depois mandar-nos embora de Sua luz, para andarmos separados dEle em sombras e tristeza. Não, não. Diz-nos que precisamos ficar com Ele e Ele conosco. Onde quer que seja necessário fazer Sua obra, Ele está presente, terno, amante e compassivo. Preparou-nos, a vós e a mim, uma morada permanente em Si mesmo. É nosso refúgio. Nossa experiência deve ampliar-se e aprofundar-se. Jesus revelou toda a divina plenitude de Seu inexprimível amor. […] Aproximai-vos de Deus. Falai de coragem, falai de fé, falai de esperança. Meu irmão e minha irmã no Senhor, tende bom ânimo. Oh, quão pouco sabemos do que se acha diante de nós! Dar-nos-emos inteiramente a Jesus, para ser totalmente Seus, e então dizer: “Não a minha vontade, ó Deus, mas a Tua, seja feita”? […] Tendes o terno amor e a compaixão de vosso Salvador. Olhai para Ele. Confiai nEle continuamente, e não duvideis de Seu amor. Ele conhece toda a nossa fragilidade, e o que nos é necessário. Dar-nos-á graça suficiente para o dia. Tão-somente olhai sem cessar a Jesus, e tende bom ânimo. […]

Há, na fé genuína, uma animação, uma firmeza de princípio que nem o tempo nem a lida são capazes de enfraquecer” (Filhos e Filhas de Deus, pág. 191 – Meditação Matinal de 03/07/1956).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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3 respostas para Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 7 – O caminho para a fé – Ligado na Videira – 5 a 12 de agosto de 2017

  1. Lourdes Terezinha Winck disse:

    Hoje com tantos meios de comunicação.Viver em Jesus e um privilégio.Alem de tantas matérias disponíveis.Temos a arma principal que é a bíblia.
    Mas o importante é viver a graça a fé para estarmos próximos da salvação.
    Tende bom ânimo.

  2. dasilo disse:

    Carlos Bitencourt não deixe de dar vossa continuidade na contribuição,comentário que nos beneficia, como vem sendo dada na Lição da Escola Sabatina a cada semana

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