Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 6 – A superioridade da promessa – Ligado na Videira – 29 de julho a 5 de agosto de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 6

Na cruz do Calvário, nosso Senhor Jesus Cristo disse: “Está consumado”.

Perguntamos: O que estava “consumado”? O que estava “feito”, “realizado”? Jesus estava “cumprindo” o quê?

Irmãos, antes da fundação do mundo – ou seja, antes do homem se tornar pecador, e até mesmo antes do homem ter sido criado – já existia o Plano da Redenção. A salvação do homem já fazia parte do pensamento de Deus. Era oculto, era segredo, mas já existia tal propósito no coração de Deus. Só foi declarado quando surgiu a necessidade – quando o homem se tornou “pecador” – mas já existia antes da humanidade.

No Éden, quando nossos pais pecaram, imediatamente o Plano foi instituído, foi colocado em ação – e, então, eles foram informados. Foi um espanto para os anjos. Foi um espanto para o Universo. Até Adão e Eva se espantaram diante de tão grande Plano, que, ao mesmo tempo, revelava o imenso amor do Criador para com a Sua criatura.

Bem, dentre as várias coisas boas que poderíamos considerar dentro desse assunto, destacamos a “promessa” da salvação e a importância da “Lei”. Sempre nos esbarraremos nas palavras “graça”, “amor”, “misericórdia”, “aliança”, “obediência”, “pecado”, “desobediência”, “justificação”, “obras” e “fé”. Nesta semana, porém, o destaque estará em “promessa” e “Lei”.

Quando Adão e Eva pecaram, receberam a visita do Criador – e nessa visita foi revelada “A Promessa” – a promessa de que seriam resgatados – a promessa de que seriam salvos porque Ele, o Criador, é quem estava prometendo. E embora fossem levados a olhar constantemente para a promessa, que, acima de tudo, olhassem para Aquele que fez a promessa.

Esse tema é recorrente nos escritos de Paulo. Ele via isso. Era movido por isso. Por sinal, tempos depois de ter escrito Gálatas, escreveu Hebreus, de onde tiramos esta pérola:

Aproximemo-nos” – então – “com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois Quem fez a promessa é Fiel” (Hebreus 10:22 e 23).

Essa promessa é unilateral. Deus prometeu executar o Plano da Redenção. Não dependeria do homem. Tem a ver com Deus. No início, no meio e no fim, todo o Plano da Redenção tem a ver só, única e exclusivamente com Deus. Ele é quem salva. (Não estou falando que todos serão salvos! Estou falando que Deus providenciaria e providenciou a salvação para todos!).

(30/07) – Domingo – Lei e fé.

Gálatas 3:15 a 18 – “Irmãos, falo como homem [ou seja, vou usar uma ilustração humana]. Ainda que [um testamento] uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe acrescenta alguma coisa [imagine, então, se Deus “mudaria” a maneira como prometeu salvar!]. Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu Descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu Descendente, que é Cristo [a salvação dependeria da obra do Descendente, e não das obras dos descendentes]. E digo isto: uma Aliança já anteriormente confirmada por Deus [aos patriarcas anteriores ao Sinai, incluindo Abraão], a Lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa. Porque, se a herança [se a salvação] provém de Lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente a Abraão”.

Irmãos, façamos algumas considerações – mas não sem antes alertar sobre o seguinte: o texto está tratando de “salvação”, e não se a Lei continua ou não a ser válida. Paulo está falando que é Jesus Cristo quem salva, e não que a Lei deva ser desprezada.

Bem, a Lição de hoje nos leva a considerar a “Lei” e a “fé”. Abraão recebeu de Deus o dom da fé. Com a fé, Abraão creu na Promessa. Confiou nAquele que a prometeu. Passou a viver olhando para o Descendente. Sabia que o Descendente era a Promessa. A salvação de Abraão dependia da vinda de Jesus Cristo. A de Enoque, de Elias e de Moisés também. Por sinal, Maria e José dependiam que Cristo Jesus fosse para o sacrifício.

O inimigo tem usado os extremos para mentir. Insiste com a justificação pelas “obras”, pela obediência, pelo esforço humano. É como se o pecador devesse “ajudar” a Deus. É como se o homem tivesse que fazer uma parte, sendo que Deus faria o resto. Seria uma salvação daqui pra lá, e não de lá pra cá.

Mas, se explicamos que a salvação é pela “fé”, o inimigo, daí, insiste em retirar a “Lei”. E por que isso? Porque não tendo “Lei”, não há pecado. Não tendo “Lei”, o homem pode viver como bem entender. Diz ele: basta ter fé.

Que nó! Que grande nó! E muitos ficam enrolados no laço do inimigo.

Irmãos, o sacrifício de Jesus significa mais do que salvar. Mais do que um dia a gente ir para o novo Céu e a nova Terra. Vai além! Tem outras coisas correndo em paralelo. Por exemplo, inclui o benefício da “santificação”. Ele nos capacita a deixar a velha vida e a viver a novidade de vida. “Cristo vive em mim!”

(31/07) – Segunda – Fé e Lei.

“O engano de Satanás é que a morte de Cristo introduziu a graça para tomar o lugar da Lei. A morte de Jesus de maneira alguma modificou, anulou ou diminuiu a Lei dos Dez Mandamentos. Essa preciosa graça oferecida aos homens por meio do sangue do Salvador estabelece a Lei de Deus. Desde a queda do homem, o governo moral de Deus e Sua graça são inseparáveis. Andam de mãos dadas através de todas as dispensações.

Jesus, nosso Substituto, consentiu em sofrer pelo homem a penalidade da Lei transgredida. Ele revestiu Sua divindade com a humanidade, tornando-Se assim o Filho do homem, o Salvador e Redentor. O próprio fato da morte do amado Filho de Deus para remir o homem revela a imutabilidade da Lei divina. Quão facilmente, do ponto de vista do transgressor, Deus poderia ter abolido Sua Lei, provendo assim um meio pelo qual o homem pudesse ser salvo e Cristo permanecesse no Céu! A doutrina que ensina a liberdade, pela graça, para transgredir a Lei é uma ilusão fatal. Todo transgressor da Lei de Deus é um pecador, e ninguém pode ser santificado enquanto vive em pecado conhecido.

A condescendência e a angústia do amado Filho de Deus não foram suportadas a fim de adquirir para o homem a liberdade de transgredir a Lei do Pai e sentar-se ainda com Cristo no Seu trono. Isso ocorreu para que por Seus méritos e pela manifestação de arrependimento e fé o pecador mais culpado possa receber perdão e obter força para levar uma vida de obediência. O pecador não é salvo em seus pecados, mas de seus pecados” (Fé e Obras, capítulo 2 – “A norma da verdadeira santificação”).

(01/08) – Terça – O propósito da Lei.

Em vez de olharem para a superioridade da Promessa, os combatentes de Paulo olhavam para a Lei – e nela viam o meio de salvação, desde que a obedecessem.

Em momento algum Paulo deprecia a importância da Lei. Ao contrário, expressa uma valorização atrás da outra! Porém, ele faz isso colocando a Lei no seu devido lugar. Ele explica que a Lei tem um propósito – mas que esse propósito não é salvar. A salvação é por obra única e completa de Jesus, e nós nos apropriamos dela porque recebemos um dom a mais: a fé. Com a fé, confiamos nAquele que prometeu nos salvar. Com a fé, confiamos que a Promessa foi consumada na cruz do Calvário.

Reforçamos: A salvação é por obra única e completa de Jesus, e nós nos apropriamos dela porque recebemos um dom a mais: a fé.

E relembramos a Lição 4: “Não que exista na fé qualquer virtude pela qual se mereça a salvação, mas porque a fé pode recorrer aos méritos de Cristo, o remédio provido para o pecado” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 6, pág. 1194).

Quanto a Lei, Paulo afirma que o seu propósito é patentear o que é certo e o que é errado. É o denunciador do pecado. Torna o pecado conhecido. Correspondendo a salvação com obediência a Lei, a pessoa permanece em harmonia com o governo de Deus. Continuando a agir errado, a pessoa permanece em conflito com o governo de Deus.

Assim, enquanto a graça nos salva, a Lei revela se estamos realmente salvos. Questão de obediência ou desobediência.

“Abraão creu em Deus. Como sabemos que ele creu? Suas obras [sua obediência a Lei] testificavam do caráter de sua fé, e sua fé lhe foi imputada como justiça” (Refletindo a Cristo, pág. 71 – Meditação Matinal de 06/03/1986).

“O evangelho de Cristo não dá licença para as pessoas transgredirem a Lei, pois foi pela transgressão que as comportas da desgraça foram abertas sobre nosso mundo. Hoje, o pecado é a mesma coisa maligna que era no tempo de Adão. O evangelho não promete a graça de Deus para alguém que, por impenitência, transgride Sua Lei” (Comentário de Ellen White Sobre a Lição da Escola Sabatina, 17/10/2011).

(02/08) – Quarta – A duração da Lei de Deus.

“Paulo não apresentava nem a Lei moral nem a cerimonial, como os pastores em nossos dias se atrevem a fazer. Alguns nutrem tal antipatia para com a Lei de Deus, que se dão ao trabalho de denunciá-la e estigmatizá-la. Assim desdenham eles a majestade e glória de Deus e lançam-nas ao desprezo.

A Lei moral jamais foi um tipo ou sombra. Existiu antes da criação do homem, e vigorará enquanto permanecer o trono de Deus. Não podia Deus mudar ou alterar um só preceito de Sua Lei a fim de salvar o homem, pois é a Lei o alicerce de Seu governo. É imutável, inalterável, infinita e eterna. Para o homem ser salvo, e para ser mantida a honra da Lei, foi necessário que o Filho de Deus Se oferecesse como sacrifício pelo pecado. Aquele que não conheceu pecado tornou-Se pecado por amor de nós. Por nós morreu no Calvário. Sua morte demonstra o maravilhoso amor de Deus ao homem, e a imutabilidade de Sua Lei.

No Sermão da Montanha Cristo declarou: ‘Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: Até que o Céu e a Terra passem, nem um i ou til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra’ (Mateus 5:17 e 18).

Cristo suportou a maldição da Lei, sofrendo sua pena, levando a término o plano segundo o qual devia o homem ser colocado onde pudesse guardar a Lei de Deus e ser aceito graças aos méritos do Redentor; e por Seu sacrifício derramou-se glória sobre a Lei. Então a glória daquilo que não é transitório — a Lei de Deus, dos Dez Mandamentos, Sua norma de justiça — foi claramente vista por todos os que viram o fim daquilo que era transitório” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 239 e 240).

(03/08) – Quinta – conclusão – A superioridade da promessa.

Convenhamos: se a justificação fosse pelas obras, quem de nós se salvaria? Temos obras tão boas a ponto de elas nos tonarem pessoas justas? Estamos tão bem assim de obras? Porque nascemos com a natureza pecaminosa, que obras poderíamos fazer? Que esperança teríamos se, para nos salvar, tivéssemos que confiar em nossa obediência a Lei?

Ainda bem que não é assim. Somos justificados – perdoados – considerados justos – porque Deus operou isso por nós, e tem operado em nós.

Bem, encerramos a Lição desta semana relembrando que ela é a continuação da anterior, a da semana passada. Ambas dentro de Gálatas 3, onde Paulo expressou o famoso verso: “Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou?

Irmãos, de longa data o inimigo tem fascinado a raça caída. Busca se prevalecer sobre ela. Seu intento é embaçar o que sempre foi claro.

O reerguimento da raça não pode estar nela mesmo. É ilógico! Cristo Jesus – Esse sim – é quem nos salva, nos redime, nos coloca em harmonia com Deus. E Abraão compreendia isso.

Os falsos mestres manipulavam a história de Abraão, como se a obediência dele o tornasse merecedor da salvação. Paulo, então, afirma: Vocês são herdeiros de Abraão, porém, não pela obediência dele ou de vocês, mas “pela promessa que Deus concedeu gratuitamente a Abraão”, na pessoa do Descendente Cristo Jesus – que foi exposto da cruz do Calvário, onde disse: “Está consumado”.

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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2 respostas para Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 6 – A superioridade da promessa – Ligado na Videira – 29 de julho a 5 de agosto de 2017

  1. Mateus disse:

    Muito bom

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