Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 5 – Fé e Antigo Testamento – Ligado na Videira – 22 a 29 de julho de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 5

No trimestre passado, vimos Pedro alicerçando seus argumentos através do Antigo Testamento. Ele aprendera com Jesus. O Mestre respondia com base no que hoje chamamos de Antigo – ou – de Velho Testamento.  A Sua conversa na estrada para Emaús é um dos exemplos.

Na Carta aos Gálatas, o apóstolo Paulo fez o mesmo. Se fundamentou no que já estava escrito, no que já estava revelado, e foi direto ao ponto. Não amaciou – se bem que, é lógico, escreveu de forma a resgatar a igreja, de forma a trazer os irmãos de volta para a verdade.

Ao mesmo tempo, o Espírito Santo pensou em todas as igrejas, de todas as eras. Ele Se serviu do problema dos gálatas e da metodologia usada por Paulo para que o ensino da justificação pela fé, ensinado no Antigo Testamento, e resgatado pelo apóstolo, ficasse registrado também no Novo Testamento. Por sinal, é justamente dessa experiência que se tirou o título para o atual trimestre: O Evangelho em Gálatas. Nosso estudo, porém, não se limita à história de Paulo. Ao mesmo tempo, é bem mais do que a história dos gálatas. É a explicação sobre o Evangelho – sobre a salvação em Cristo Jesus – assunto revelado no Éden, assim que nossos primeiros pais pecaram, e que atravessou todo o Velho Testamento.

Bem, nesta semana, e na próxima, vamos estudar o terceiro capítulo de Gálatas. Nesta, os catorze primeiros versos. Por isso, peço permissão aos irmãos para aqui publicar os versos a serem considerados:

Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da Lei ou pela pregação da fé? Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne? Terá sido em vão que tantas coisas sofrestes? Se, na verdade, foram em vão.

Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da Lei ou pela pregação da fé? É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão.

Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: ‘Em ti, serão abençoados todos os povos’. De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão.

Todos quantos, pois, são das obras da Lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: ‘Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da Lei, para praticá-las’.

E é evidente que, pela Lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé. Ora, a Lei não procede de fé, mas: aquele que observar os seus preceitos por eles viverá.

Cristo nos resgatou da maldição da Lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido”.

(23/07) – Domingo – Os insensatos gálatas.

Jamais deveríamos nos esquecer: todas as jogadas do inimigo serão para destruir. Cada uma delas. Ele usará todas as oportunidades para tirar a igreja do verdadeiro caminho da salvação.

Paulo evangelizou os gálatas. Deu a eles a mensagem da salvação em Cristo Jesus. Explicou para eles que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Somente nEle há salvação. E eles aceitaram! E mantiveram-se nesse primeiro amor por muito tempo!

Então, o inimigo mexeu uma peça no tabuleiro. Fariseus convertidos ao cristianismo se permitiram ser usados pelo pai da mentira. Queriam porque queriam que os gentios convertidos ao cristianismo fossem circuncidados também, como os descendentes de Abraão – ou seja, que se tornassem israelitas.

Paulo, na condição de ex-fariseu (e dos maiores!), bem sabia o que motivava tal “forçação”. Sabia que se tratava de diminuir o valor do sacrifício de Jesus, concedendo valor ao esforço do homem. Tratava-se da falsificação da verdade. Uma substituição.

E, tendo isso feito relativo sucesso entre os gálatas, Paulo, orientado pelo Espírito Santo, foi dotado do dom de discernimento, e revelou o erro no qual estavam caindo. Eles não poderiam professar ignorância a respeito das verdades do evangelho. Então, de forma bastante irônica, observou:

Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado?

Recebestes o Espírito pelas obras da Lei ou pela pregação da fé?

Tendo começado no Espírito, (estão agora se) aperfeiçoando na carne?

Terá sido em vão que tantas coisas sofrestes?

Essa repreensão vinha na sequência da que fora apresentada no capítulo 1, que dizia: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo”.

Atualmente, somos assediados por “outras” coisas – “novas” coisas. Sempre nos aparecem “novidades”. Mas, pelo discernimento que o Espírito Santo nos concede, descobrimos, pela Palavra da Verdade, que não há nada de novidade nessas coisas. É a velha conversa da serpente. Sempre querendo mudar pelo menos um jota ou um til das coisas de Deus.

Irmãos, o jogo da vida está sendo jogado. Jogo da nossa vida eterna. Então, como saber que uma peça está sendo mexida, e que o mexedor é Satanás?

(24/07) – Segunda – Fundamentado nas Escrituras.

O título para hoje é espetacular. Diz tudo! Paulo leva os gálatas de volta para a Bíblia. Não gasta tempo com argumentos humanos. Foge das tradições farisaicas (Isso não lhe pertencia mais). Vai para as Sagradas Escrituras. Faz com que a mente da igreja de Deus se concentre na Palavra de Deus. E o faz através das seguintes expressões – fundamentadas no Antigo Testamento:

Deus revelou Sua Promessa, a Sua Aliança, e “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça” (Gálatas 3:6 = Gênesis 15:6). Assim, o Antigo Testamento se desenvolveu sabendo que “o justo viverá pela fé” (Gálatas 3:11 = Habacuque 2:4).

E complementou, dizendo: Abraão, “em ti serão abençoados todos os povos” (Gálatas 3:8 = Gênesis 12:3).

Por outro lado, também sabiam que nem a “fé” e nem a “graça” davam autorização para que a “Lei” fosse desprezada: “Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da Lei, para praticá-las” (Gálatas 3:10 = Deuteronômio 27:26). E que um castigo fora determinado: a morte no madeiro – de onde se formula a expressão: “Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro” (Gálatas 21:23 = Deuteronômio 21:23).

Quanto aos obedientes, era do conhecimento que “aquele que observar os seus preceitos [os preceitos da Lei] por eles viverá” (Gálatas 3:12 = Levítico 18:5).

Bem, o ponto de aplicação para os nossos dias é o seguinte: Devemos buscar na Palavra as respostas sobre a salvação. Se pretendemos que outros saibam da salvação, devemos levá-los para a mesma Palavra. Todos precisamos manifestar o mesmo apreço que Paulo manifestava aos Escritos Sagrados.

“Disse Jesus acerca das Escrituras do Antigo Testamento: ‘São elas que de Mim testificam’… Se desejais familiarizar-vos com o Salvador, estudai as Santas Escrituras. […]

Não devemos aceitar o testemunho de nenhum homem quanto ao que ensinam as Escrituras, mas sim estudar por nós mesmos as palavras de Deus. Se permitirmos que outros pensem por nós, nossas próprias energias e habilidades adquiridas se atrofiarão. […]

Nada há mais apropriado para fortalecer o intelecto do que o estudo das Escrituras. Nenhum outro livro é tão poderoso para elevar os pensamentos, para dar vigor às faculdades, como as amplas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como devera ser, os homens teriam uma largueza de espírito, uma nobreza de caráter e firmeza de propósito que raro se veem nesses tempos. […]

O tema da redenção é tema que os próprios anjos desejam penetrar; será a ciência e o cântico dos remidos através dos séculos da eternidade. Não é ele digno de atenta consideração e estudo agora? A infinita misericórdia e amor de Jesus, o sacrifício feito por Ele em nosso favor, demandam a mais séria e solene reflexão” (Caminho a Cristo, capítulo 10 – “O Deus que eu conheço”).

(25/07) – Terça – Considerado justo.

Em Gálatas 3:6, Paulo disse: “Abraão… creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça”.

Ora, o entendimento dos judeus era que Abraão havia obedecido – havia praticado obras – e isso o fez merecer a justiça que Deus a ele atribuía. As obras eram: recebeu a ordem divina para sair de sua terra, e saiu; acreditou que seria pai de uma grande nação, e foi; e que devia se circuncidar, e se circuncidou – o que, por sinal, era o que os judaizantes queriam para os gentios recém conversos.

Em Romanos 4:2 a 4, Paulo questionou esse raciocínio, e explicou: “Se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida”.

Irmãos, vinha de longa data, e Abraão sabia disso, que a salvação era ilustrada nos sacrifícios que eram realizados. Entendia o significado dessa cerimônia. Via antecipadamente o sacrifício de Jesus. Desejava que isso acontecesse logo. Vivia em função disso. E Deus, por vontade própria, antecipou o benefício da morte substitutiva de Jesus. Imputou. Creditou. Aceitou Abraão antecipadamente pelo que Jesus viria a realizar [mas teria que realizar]. Pela obediência de Jesus, creditou isso na conta de Abraão.

Então, fica mais fácil entender assim: a crença manifestada por Abraão (a fé exercida pelo patriarca), era fruto do relacionamento que Deus mantinha com ele. E mesmo vindo a ser escrito mais tarde, nessa época a fé já era um dom de Deus. Portanto, até mesmo a fé que Abraão exercia era dada por Deus. Nem nisso havia mérito próprio.

“Abraão creu em Deus. Como sabemos que ele creu? Suas obras testificavam do caráter de sua fé, e sua fé lhe foi imputada como justiça” (Refletindo a Cristo, pág. 71 – Meditação Matinal de 06/03/1986).

(26/07) – Quarta – O evangelho no Antigo Testamento.

Dentro da repreensão, Paulo estava explicando o conceito a respeito do evangelho e da evangelização. Em Gálatas 3:8, ele escreveu: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: ‘Em ti, serão abençoados todos os povos’”.

Nesse verso, vemos que a origem do evangelho está em Deus. O evangelho é de Deus. O evangelho é Deus. E é para todos os povos, de todas as épocas. Em João 3:16 isso é enriquecido com uma expressão de “amor” – disse Jesus para Nicodemos: “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Abraão recebeu de Deus para compartilhar com outros. “Sê tu uma bênção”. Se, referindo-se ao sábado (Êxodo 20:10), havia igualdade nas bênçãos para o filho, e o servo e o estrangeiro, imagine em relação a redenção!

Bem, gosto de levar as pessoas a imaginar uma agulha com um fio de ouro, costurando cada uma das páginas do Velho Testamento. Cada capítulo, cada verso, cada história, cada pessoa. Do início ao fim, o fio de ouro foi fazendo a sua obra. Nessa ilustração, o fio de ouro é o Plano da Redenção, o Evangelho Eterno. Desde o Éden, Deus sempre trabalhou para a salvação de cada ser humano, de todos os seres humanos.

“Foi com o propósito de transmitir os melhores dons do Céu a todos os povos da Terra, que Deus chamou Abraão do meio de sua parentela idólatra, e mandou-o habitar na terra de Canaã. ‘Far-te-ei uma grande nação’, disse Deus, ‘e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção’. Foi uma alta honra aquela para a qual Abraão fora chamado – a de ser o pai do povo que por séculos devia ser o guardião e preservador da verdade de Deus para o mundo, povo esse por cujo intermédio todas as nações da Terra deveriam ser abençoadas no advento do prometido Messias. […]

Os filhos de Israel deviam ocupar todo o território que Deus lhes indicara. Aquelas nações que haviam rejeitado a adoração e serviço ao verdadeiro Deus, deviam ser despojadas. Mas era propósito de Deus que pela revelação de Seu caráter através de Israel, fossem os homens atraídos para Si. O convite do evangelho devia ser dado a todo o mundo. Mediante o ensino do sistema de sacrifícios, Cristo devia ser erguido perante as nações, e todos que olhassem para Ele viveriam. Todo aquele que, como Raabe, a cananita, e Rute, a moabita, tornassem da idolatria para o culto ao verdadeiro Deus, deviam unir-se ao Seu povo escolhido. À medida em que o número dos israelitas crescesse, deviam eles ampliar suas fronteiras, até que o seu reino envolvesse o mundo” (Profetas e Reis, introdução – “A vinha do Senhor”).

(27/07) – Quinta – conclusão – Resgatados da maldição.

Se uma pessoa desobedece a Lei, ela se coloca na posição de juízo. Vai receber a penalidade proposta. Entra no que é chamado de “maldição”. Sendo uma vez desobediente, é desobediente para sempre. Deixou de ser santo. Perdeu a pureza. É maldito.

Essa foi a situação de Adão e Eva. E adquirindo a natureza pecaminosa, a transmitiram aos filhos que lhes vieram. Essa é a situação de toda a raça humana. Todos nós nascemos desobedientes.

Ora, o Plano da Redenção propõe ao desobediente que uma outra Pessoa vai assumir a penalidade dela. Uma outra Pessoa Se tornará maldita no lugar dela. Mas, se ela não aceita que esse Alguém faça isso por ela, como ela será considerada pela Lei? A resposta é simples: continuará maldita.

Bem, quando Paulo falou mais ou menos desse jeito, os judeus ficaram chateados. Consideravam-se “abençoados”, mas o apóstolo os chamava de “amaldiçoados”. E os gentios recém conversos também permaneceriam nessa categoria – ou melhor: retornariam a essa categoria, caso buscassem a justificação pelas obras.

Mas seria Paulo contra as obras? Não! De jeito nenhum! As obras testificam que a pessoa está no caminho do Senhor. As obras advindas do relacionamento com Deus são as que se esperam de Seus filhos. O problema está na busca por justificação através das obras.

Irmãos, outras pessoas do Velho Testamento foram especiais também. Entendiam a graça. Entendiam as obras. Dentre elas, destaco três: Enoque, Moisés e Elias. E esses três, por obra de Deus, foram levados para viver no Céu. Mas é preciso considerar o seguinte: mesmo no Céu, dependiam da vitória de Jesus Cristo na cruz do Calvário. Se Jesus não fosse para a cruz, eles teriam que descer do Céu. Se Jesus não fosse vitorioso, teriam que descer do Céu. Se Jesus Cristo não ressuscitasse, eles teriam que descer, e aqui ter o mesmo destino dos demais pecadores.

Irmãos, sempre foi a graça de Deus. Desde o Antigo Testamento.

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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Uma resposta para Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 5 – Fé e Antigo Testamento – Ligado na Videira – 22 a 29 de julho de 2017

  1. Joseh Lima disse:

    Obrigado meus queridos irmãos por esta lição infinitamente maravilhosa. Me converti com os estudos das cartas do livro de Gálatas em 2004. Que o Senhor os abençoe muito e sempre por ressoarem a Graça maravilhosa em nossos meios digitais. Maranata!!!!!

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