Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 3 – A unidade do Evangelho – Ligado na Videira – 8 a 15 de julho de 2017

Comentário da Lição – Ligado na Videira – Lição 3

A Lição 1 abordou a vida de Paulo, antes e depois da conversão, e foi baseada nos relatos do Livro de Atos. A Lição 2 deu início ao estudo da Carta aos Gálatas, onde abrimos o capítulo 1.

Naturalmente, palavras nos faltaram, e continuam faltando. Não conseguimos argumentar o suficiente. A nossa base era pequena. Agora, com o tempo, obtendo um pouco mais de informações, e amadurecendo cada uma delas, nosso entendimento tende a aumentar, melhorando a construção de novas ideias com os nossos leitores e membros da classe.

Bem, ainda vou buscar algumas coisas dos textos anteriores. É preciso que o que já estudamos continue fresco em nossa mente. Nossas atuais considerações não podem desconsiderar e nem esquecer as duas primeiras Lições. Permitam-me, portanto, resgatar algumas coisas e então dar o início para o Comentário desta nova semana.

Vocês estão lembrados que Paulo ficou cego por três dias, a partir do encontro com Jesus na estrada para Damasco? Parecia que escamas cobriam os seus olhos.

Pois bem. Usemos isso como ilustração.

Até então, Paulo olhava para o peso da tradição judaica “achando” estar olhando para a Lei de Deus. Olhava, olhava e olhava, e nunca conseguia enxergar a Lei. As tradições não deixavam. Mas insistia que estivesse olhando para a Lei e que a estava obedecendo. Quando dizia ser um exímio observador da Lei, na verdade era um excelente cumpridor do formalismo, da tradição humana, do “peso” colocado na Lei.

Quando conheceu Jesus, no entanto, tomado pelo Espírito Santo, as escamas caíram. Depois da cegueira temporária, passou a ver pela primeira vez a beleza da Lei de Deus. Viu que ela é delicada e, ao mesmo tempo, simples e clara. Antes, achava que Cristo a desprezava. Agora, reconheceu que, o que o Senhor desprezava, na verdade, era o “peso” que havia sido colocado em torno da Lei. Viu que Jesus, por Suas obras e declarações, trouxe aos seres humanos o verdadeiro conhecimento a respeito da Lei de Deus. Viu que o Salvador Jesus era o verdadeiro representante da Lei de Deus.

Irmãos, Paulo é um exemplo de que temos muito mais a desaprender do que a aprender. O Evangelho é relativamente fácil. O complicado é desaprender o ranço da religião anterior, da educação e da cultura que trazemos há anos. Então, durante aqueles três anos de Arábia, Deus trabalhou isso em Paulo, e Paulo se permitiu ser trabalhado por Deus nessas questões, e passou a entender a religião pelo lado da graça e da misericórdia divina.

No outro extremo, porém, permaneciam alguns dos muitos conversos vindos do judaísmo. Com eles, os ranços, o formalismo, e uma pretensa salvação por méritos próprios. Diziam terem se tornado cristãos, mas, por incrível que pareça, sem Cristo.

Bem, como todos nós sabemos, qualquer coisa “sem Cristo” significa “com outro alguém” – e qualquer coisa “com esse outro alguém” só pode dar em confusão. E é sobre um pouco disso que veremos nesta nova semana: Paulo tendo que enfrentar os que provocavam confusão na igreja.

Vejamos um pouco dessas confusões e, acima de tudo, o modo como Deus orientou Paulo a tratar isso com a igreja da época. Vejamos a importância desse trato para a igreja de Deus hoje.

(09/07) – Domingo – A importância da unidade.

Por ter sido um fariseu por excelência, Paulo sabia do perigo que estava por trás da ideia de circuncidar gentios que se tornavam cristãos. Não se tratava apenas de torná-los filhos de Abraão. No fundo, ele sabia que era uma maneira de produzir méritos para a salvação. Era pura justificação pelas obras.

Então, os que não gostaram da oposição de Paulo buscaram provocar desunião na igreja. Diziam que, pelo motivo de ele não ter sido um dos discípulos de Cristo, não possuía a mesma credencial e autoridade de Pedro. Pedro, sim, mas Paulo não poderia regulamentar doutrinas.

E o Espírito Santo colocou a Sua mão nessa questão, e levou a igreja a buscar resposta em união. Era o ano 49. E aconteceu o Concílio de Jerusalém.

Vejamos o relato através de Atos 15:

Alguns indivíduos que desceram da Judeia ensinavam aos irmãos: ‘Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos‘. Tendo havido, da parte de Paulo e Barnabé, contenda e não pequena discussão com eles, resolveram que esses dois e alguns outros dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e presbíteros, com respeito a esta questão. Enviados, pois, e até certo ponto acompanhados pela igreja, atravessaram as províncias da Fenícia e Samaria e, narrando a conversão dos gentios, causaram grande alegria a todos os irmãos. Tendo eles chegado a Jerusalém, foram bem-recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros e relataram tudo o que Deus fizera com eles. Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus que haviam crido, dizendo: ‘É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés‘.

Então, se reuniram os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão. Havendo grande debate, Pedro tomou a palavra e lhes disse: ‘Irmãos, vós sabeis que, desde há muito, Deus me escolheu dentre vós para que, por meu intermédio, ouvissem os gentios a palavra do evangelho e cressem. Ora, Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, concedendo o Espírito Santo a eles, como também a nós nos concedera. E não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes pela fé o coração. Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós? Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram’. E toda a multidão silenciou, passando a ouvir a Barnabé e a Paulo, que contavam quantos sinais e prodígios Deus fizera por meio deles entre os gentios. Depois que eles terminaram, falou Tiago, dizendo: ‘Irmãos, atentai nas minhas palavras: expôs Simão como Deus, primeiramente, visitou os gentios, a fim de constituir dentre eles um povo para o Seu nome. Conferem com isto as palavras dos profetas, como está escrito: Cumpridas estas coisas, voltarei e reedificarei o tabernáculo caído de Davi; e, levantando-o de suas ruínas, restaurá-lo-ei. Para que os demais homens busquem o Senhor, e também todos os gentios sobre os quais tem sido invocado o Meu nome, diz o Senhor, que faz estas coisas conhecidas desde séculos. Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue. Porque Moisés tem, em cada cidade, desde tempos antigos, os que o pregam nas sinagogas, onde é lido todos os sábados‘.

Então, pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros, com toda a igreja, tendo elegido homens dentre eles, enviá-los, juntamente com Paulo e Barnabé, a Antioquia: foram Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens notáveis entre os irmãos, escrevendo, por mão deles: ‘Os irmãos, tanto os apóstolos como os presbíteros, aos irmãos de entre os gentios em Antioquia, Síria e Cilícia, saudações. Visto sabermos que alguns [que saíram] de entre nós, sem nenhuma autorização, vos têm perturbado com palavras, transtornando a vossa alma, pareceu-nos bem, chegados a pleno acordo, eleger alguns homens e enviá-los a vós outros com os nossos amados Barnabé e Paulo, homens que têm exposto a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais pessoalmente vos dirão também estas coisas. Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Saúde‘.

Os que foram enviados desceram logo para Antioquia e, tendo reunido a comunidade, entregaram a epístola. Quando a leram, sobremaneira se alegraram pelo conforto recebido. Judas e Silas, que eram também profetas, consolaram os irmãos com muitos conselhos e os fortaleceram. Tendo-se demorado ali por algum tempo, os irmãos os deixaram voltar em paz aos que os enviaram. [Mas pareceu bem a Silas permanecer ali]. Paulo e Barnabé demoraram-se em Antioquia, ensinando e pregando, com muitos outros, a Palavra do Senhor”.

Uns vinte anos antes, Jesus Cristo havia feito esse pedido ao Pai, em oração: “Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela Sua Palavra, hão de crer em Mim; para que todos seja um, como Tu, ó Pai, o és em Mim, e Eu, em Ti; que também eles sejam um em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste” (João 17:20 e 21).

(10/07) – Segunda – Circuncisão e os falsos irmãos.

Como temos dito, Paulo não era contrário a circuncisão. Entendia que era um sinal físico que identificava o circuncidado como sendo descendente de Abraão, o patriarca que havia sido chamado por Deus para a Aliança Eterna. Em certo sentido, por falta de papel especial e de fotografia, não havendo condições para ser confeccionada uma Carteira de Identidade, a comprovação de nacionalidade era feita através da circuncisão. Porém, isso nada tinha a ver com a salvação. A salvação seria e foi proporcionada através do Descendente de Adão e Eva, do Descendente de Abraão, do Descendente de Davi – e Este Descendente era Jesus Cristo.

No entanto, instigados pelo inimigo, gradualmente os israelitas foram dando importância para coisas secundárias, desvalorizando as que realmente importavam. Os séculos foram passando, o formalismo foi crescendo, e a apostasia tomou conta. E quando Cristo chegou, o Seu povo estava pronto para rejeitá-Lo – e O rejeitou. Era mais fácil acreditar que oferecer sacrifício era suficiente para salvar, ou até mesmo que o cordeiro oferecido salvava – mas não que Jesus Cristo fosse o Salvador.

E por ter sido um excelente fariseu, Paulo sabia o que significava a insistência em circuncidar os gentios recém-conversos. Sabia, também, o que seria exigido depois. Ele sabia o que pensavam os falsos mestres, os falsos ensinadores. Sabia que era uma tentativa de valorizar o que não devia ser valorizado: a velha “justificação pelas obras”.

Lembremos, no entanto, que Paulo não era contra a circuncisão. Até pediu que Timóteo fosse circuncidado! Timóteo era israelita de sangue. E assim foi feito. Mas não aceitou a pressão para que Tito, que era grego, fosse circuncidado. E então não foi.

(11/07) – Terça – Unidade na diversidade.

Não somos iguais (E nem precisamos ser). Disso, a “diversidade”. E ela precisa ser entendida como algo natural, a ser respeitada. Mas a “desunião” não! A desunião tem que ser combatida. Cristo orou por nossa “união”! Nossa força está na união! É desejo do Salvador que manifestemos união –  mesmo diante da diversidade.

“Raramente encontramos duas pessoas exatamente iguais. Entre os seres humanos, da mesma maneira que entre as coisas do mundo natural, há diversidade. A unidade na diversidade entre os filhos de Deus – a manifestação de amor e longanimidade a despeito da diferença de disposição – eis o testemunho de que Deus enviou Seu Filho ao mundo para salvar os pecadores.

A unidade que existe entre Cristo e Seus discípulos não destrói a personalidade nem de um nem de outro. No espírito, no desígnio, no caráter, eles são um, porém não em pessoa. Participando do Espírito de Deus, conformando-se com a Lei do Senhor, o homem se torna participante da natureza divina. Cristo leva Seus discípulos a viva união com Ele e com o Pai. Pela atuação do Espírito Santo na mente humana, o homem se torna perfeito em Cristo. A unidade com Cristo estabelece um vínculo de unidade uns com os outros. Essa unidade é a mais convincente prova para o mundo quanto à majestade e a virtude de Cristo, e ao Seu poder de tirar o pecado.

Os poderes das trevas bem pouco êxito podem ter contra os crentes que se amam uns aos outros como Cristo os amou, que se recusam a suscitar contenda e alienação, que se acham unidos, são bondosos, corteses e brandos de coração, nutrindo a fé que atua pelo amor e purifica a alma. Precisamos ter o Espírito de Cristo, ou não Lhe pertencemos. […]

Quanto mais íntima nossa união com Cristo, tanto mais íntima nossa união uns com os outros. A discórdia e o desafeto, o egoísmo e a presunção, lutam pela supremacia. Estes são os frutos de um coração dividido, aberto às sugestões do inimigo das almas. Satanás exulta quando lhe é possível semear dissensões” (Filhos Filhas de Deus, pág. 286 – Meditação Matinal de 06/10/1956).

(12/07) – Quarta – Confronto em Antioquia.

“Jerusalém era a metrópole dos judeus, e lá se encontrava a maior exclusividade e intolerância. Os cristãos judeus que viviam à sombra do templo tendiam naturalmente a permitir que sua mente se voltasse aos privilégios peculiares dos judeus como nação. Ao ver o cristianismo se afastar das cerimônias e tradições do judaísmo e perceber que a santidade peculiar de que os costumes judaicos eram investidos logo se perderia de vista à luz da nova fé, muitos ficaram indignados contra Paulo, como quem, em grande medida, tinha provocado essa mudança. Nem mesmo os discípulos estavam preparados para aceitar de bom grado a decisão do concílio. Alguns eram zelosos da lei cerimonial e encaravam Paulo com ciúme, porque achavam que seus princípios eram negligentes em relação à obrigação da lei judaica.

Quando, mais tarde, Pedro visitou Antioquia, ele agiu de acordo com a luz celestial recebida e com a decisão do concílio. Ele venceu o preconceito natural a ponto de se assentar à mesa com os gentios convertidos. Mas, quando alguns judeus, que eram mais zelosos da lei cerimonial, chegaram de Jerusalém, ele mudou seu comportamento para com os conversos do paganismo, a ponto de deixar uma impressão mais dolorosa em sua mente. Grande número seguiu o exemplo de Pedro. Até mesmo Barnabé foi influenciado pela maneira imprudente do apóstolo, e surgiu o risco de uma divisão na igreja. Mas Paulo, que viu o mal feito à igreja pelo comportamento dúbio de Pedro, o repreendeu abertamente por dissimular assim seus verdadeiros sentimentos.

Pedro viu o erro em que caiu e, imediatamente, começou a repará-lo, na medida do possível” (Comentários de Ellen White  Sobre a Lição da Escola Sabatina, pág. 19, de 12/10/2011).

Como vimos, e está registrado na Bíblia, Deus queria que o mundo todo fosse evangelizado. Porém, há muito os israelitas economizavam forças para isso. Agora, nada mais seria poupado. Como todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, Deus usou as perseguições para que os cristãos fugissem para outras cidades; usou a morte de Estêvão para que o coração de Saulo fosse impressionado; usou Paulo, com uma nova forma de enxergar o evangelismo, para que este saísse a pregar para os gentios; e continuou a usar Pedro para que este continuasse a evangelizar os israelitas.

E entre acertos e erros humanos, o Espírito Santo jamais deixou de conduzir a Sua igreja.

(13/07) – Quinta – conclusão – A preocupação de Paulo.

De forma impressionante, Paulo possuía uma visão acima da manifestada por alguns dos membros da igreja. Deus lhe habilitou para tanto. E isso lhe permitia enxergar o seguinte:

1 – Exigir que o converso gentio passasse pela circuncisão não significava apenas receber o sinal de que se tornou um filho de Abraão, mas, também, que a salvação era pelas obras; que era merecida como recompensa por uma feitura humana. Ora, isso seria o mesmo que dizer que a obra executada por Jesus Cristo na cruz do Calvário não tinha valor algum!

2 – E, se em vez de “exigida” fosse apenas considerada “opcional”, traria consequências também, como por exemplo, o estigma de que o cristão incircunciso era um cristão de segunda linha.

3 – E enxergou, também, que a sábia decisão do Concílio de Jerusalém seria a norma para situações futuras, não só pelo assunto tratado, mas por terem tratado em união, como um só corpo.

Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não  impor [aos gentios conversos] maior encargo além destas [três] coisas essenciais: [1] [Basta] que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, [2] bem como do sangue, da carne de animais sufocados e [3] das relações sexuais ilícitas” (Atos 15:28 e 29).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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5 respostas para Comentário da Lição da Escola Sabatina – Lição 3 – A unidade do Evangelho – Ligado na Videira – 8 a 15 de julho de 2017

  1. Walmart Victor Veiga disse:

    Os comentários sobre a lição 3 são muito oportunos. Obrigado.

  2. Rosângela Medeiros disse:

    Bom dia!!
    Irmão Carlos, que bom são esses comentários da lição que o senhor faz, é bem explicado! ! Repasso esses comentários aos irmãos e amigos.
    Que Deus o abençoe ricamente.

    Rosângela Medeiros.
    Igreja Adventista do 7° Dia.
    Bairro: Morro da Liberdade.
    Manaus -Amazonas

  3. Leonel disse:

    Lindo trabalho. Deus te ilumine com muita sabedoria
    Leonel Teixeira
    Cabo Verde

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