Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – lição 13 – Principais temas de 1 e 2Pedro – 17 a 24 de junho de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – lição 13 – Principais temas de 1 e 2Pedro – 17 a 24 de junho de 2017

Vamos nos despedir do trimestre fazendo uma retrospectiva das duas Cartas de Pedro – o apóstolo que foi comissionado por Jesus a apascentar as Suas ovelhas.  Encerraremos o estudo revisando alguns dos principais temas que Pedro escreveu para o rebanho do Senhor – a igreja cristã daquela época, da nossa e da futura. Em uma semana, veremos alguns dos assuntos que foram úteis para os membros da igreja primitiva, e são para nós hoje, e serão para os que estiverem firmes até o Dia da segunda vinda de Cristo.

É verdade que cada geração estima a volta de Jesus para a sua própria época. Foi assim no passado e continua sendo assim conosco. Tomara que Ele venha logo, na nossa geração! Mas considero a possibilidade de uma igreja futura – primeiro porque efetivamente não sabemos quando será o Dia, e, segundo, porque até aquele Dia, mais e mais pessoas serão somadas na multidão dos remidos. O nosso trabalho, sendo assim, consiste em assimilar e passar adiante as recomendações escritas na Primeira e na Segunda Carta de Pedro. Vamos passar adiante!

Aceitam uma leitura adicional? Leiam “Olhando para dentro da eternidade”, em Maravilhosa Graça de Deus, pág. 347 (Meditação Matinal de 07/12/1974) – cliquem aqui. 

(18/06) – Domingo – Sofrimento, Jesus e salvação. Assim que Adão e Eva pecaram, entrou em vigor o Plano da Redenção. Assim que Adão e Eva se tornaram pecadores, Cristo Jesus Se posicionou como Salvador. Tinha que ser simultâneo, e foi. A humanidade pecadora não podia dar um respiro a mais. Tinha que morrer. Desligou-se da Fonte de vida. Tinha que morrer.

Sem entender o motivo de ainda continuarem vivos, Adão e Eva receberam a visita de Deus, que, então, explicou para eles, tim-tim por tim-tim, como Ele mesmo pagaria a dívida fabricada pela humanidade. Nada foi deixado sem explicação. O Criador pagaria a dívida da criatura.

Ali, no próprio Éden, Jesus Cristo colocou um cordeiro no colo de Adão. Na sequência, os pecadores foram orientados a colocar a mão na cabeça do animal e a confessar o ato praticado, em atitude de arrependimento. Assim, em contrição, com fé, estariam transferindo a culpa da transgressão ao inocente cordeirinho. Finalizando, eles mesmos, pecadores, deveriam matar o animal, derramando o seu precioso sangue.

Tal cerimônia, irmãos, prefigurava o sofrimento e o sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário. O Justo dando a vida pelo injusto. O sangue do Inocente sendo derramado em favor do culpado.

E isso não pode ser reconhecido exclusivamente no Novo Testamento não! Todos os escritores, todos os profetas, todo o Velho Testamento já revelava o desenrolar do grande conflito e do Plano da Redenção. Os altares em família, o Santuário no deserto e o Templo em Jerusalém – tudo isso servia para o ensinamento a respeito da nossa salvação – salvação que só encontramos na pessoa do Messias.

Por isso é que Pedro, sem ignorar o sofrimento do cristão, escreve sobre o sofrimento de Cristo. O nosso sofrimento, porque somos culpados, não significa nada diante do sofrimento dEle, que sempre foi inocente, e não significa nada diante da glória que nos aguarda.

E por falar em “glória futura”, olha só o que encontramos no Espírito de Profecia:

“Jesus via sempre diante dEle o resultado da Sua missão. Sua vida terrena, tão cheia de trabalhos e sacrifícios, era iluminada pelo pensamento de que não seria em vão todo o Seu trabalho. Dando a vida pela vida dos homens, restauraria na humanidade a imagem de Deus. E havia de nos levantar do pó, reformar o caráter segundo o modelo de Seu próprio caráter, e torná-lo belo com Sua própria glória.

Cristo viu os resultados do trabalho de Sua alma e ficou satisfeito. Olhou através da eternidade, e viu a felicidade daqueles que pela Sua humilhação haviam de receber o perdão e a vida eterna. […]

Estas visões da glória futura, cenas pintadas pela mão de Deus, devem ser amadas pelos Seus filhos” (A Ciência do Bom Viver, págs. 504 e 506).

(19/06) – Segunda – Como devemos viver? O título para hoje é uma pergunta: Como devemos viver? Ora, a resposta só pode ser uma: O cristão deve viver como Cristo viveu. Mas, logicamente, essa resposta permite uma segunda pergunta: Como Cristo viveu?

Bem, Cristo viveu, de início ao fim, segundo a vontade de Deus. Viveu a vida que Adão deveria ter vivido. “Não procuro a Minha própria vontade, e sim a dAquele que Me enviou” (João 5:30). “Porque Eu desci do Céu, não para fazer a Minha própria vontade, e sim a vontade dAquele que Me enviou” (João 6:38).

Então, Pedro, tal qual outros escritores bíblicos, estimula que se viva a vida de Cristo enquanto trilhamos a caminhada cristã – e temos todo o apoio celestial necessário para isso.

Certa ocasião, Jesus disse: “Nada podeis fazer sem Mim”. Paulo, noutra ocasião, entendendo que a expressão de Jesus equivalia a “tudo podeis fazer Comigo”, disse: “Tudo posso nAquele que me fortalece”.

Irmãos, a cruz do Calvário significa muito mais do que imaginamos. A cruz significa a nossa salvação. Mas ela também significa a santidade e a imutabilidade da Lei. Jesus veio salvar a humanidade e, também, exaltar a importância da Lei. E, tendo feito ambas as coisas aqui na Terra, agora lá do Céu, com toda a autoridade que Lhe cabe, nos capacita a toda obediência. Somos, por Ele, capacitados a viver uma vida em conformidade com os reclamos da Lei, segundo a vontade de Deus. Isso é possível!

Cristo trabalha para que a Sua vida seja uma realidade em nossa vida enquanto vivemos aqui! O Espírito Santo trabalha em nosso coração para que a nossa vida esteja em conformidade com a de Jesus! Os santos anjos de Deus estão ao nosso lado, abrindo o caminho para que os nossos passos sejam em semelhança aos de Jesus!

Mas, irmãos, a instrução bíblica não enfatiza o “comportamento” como ato para a salvação. Ao contrário! O comportamento é “resultado” da salvação! Nosso foco primário não é recomendar que a igreja dê fruto, mas que esteja ligada na Videira, e então os frutos virão. O esforço não é dar fruto. O esforço é estar ligado em Jesus.

“Como devemos viver para viver como Cristo?” – A resposta é: “Vivendo grudado nEle”.

(20/06) – Terça – Esperança na segunda vinda. Pedro foi realmente um pastor e tanto. Em sua avançada idade, demonstrou, através de seus escritos, que por fim possuía uma “visão mais ampla”, mais madura do que no tempo em que era um discípulo de Jesus.

E é justamente sobre essa “visão mais ampla” que devemos fazer algumas considerações.

O mundo está programado para nos fazer olhar para baixo. Falamos muito das coisas do mundo. Embora o inimigo não possa ler os nossos pensamentos, inventa variados tipos de assuntos, e então pensamos o que ele quer que pensemos. E nos atolamos nesses pensamentos.

Mas, Pedro, inspirado divinamente, faz a igreja entender que nós devemos ter a visão mais ampla. Devemos levantar a nossa cabeça e enxergar a segunda vinda de Cristo. Devemos tirar os olhos das coisas deste reino e fixar os nossos olhos no Reino que Jesus nos preparou desde os tempos eternos.

Não ignoramos que existam crises de governo, e que a população sofre por isso, e que a renda familiar está comprometida, e que as filas nos hospitais públicos crescem a cada dia – mas, se imaginarmos a segunda vinda de Cristo, se falarmos mais de Sua segunda vinda, se permitirmos que mais dos assuntos celestiais ocupem a nossa mente, mais viva será a nossa esperança. Mais em paz viveremos.

Irmãos, não podemos deixar o inimigo roubar a nossa esperança! No passado, o falso mestre plantava doutrina falsa na igreja. E hoje? Será que é só de doutrina teológica mentirosa que vive um falso mestre? Os assuntos seculares, por ventura, também não lhe servem de instrumento?

Irmãos, Cristo em breve virá. A Bíblia afirma isso! Na cruz do Calvário, o preço de nossa salvação foi pago. A nossa salvação está garantida. Cristo voltou para o Céu, e lá está em pleno ministério intercessório por nós. Lá, Ele tem apresentado os Seus méritos em nosso favor. E, em breve, Ele voltará para nos buscar. Logo logo, irmãos, estaremos para todo o sempre fora do alcance do pecado. Por toda a eternidade, na agradável presença de Deus.

(21/06) – Quarta – Ordem na sociedade e na igreja. Antes, Pedro colocava valores do mundo nas questões espirituais. Agora, o inverso. Diz que os valores espirituais precisam ser a motivação das práticas humanas.

Deus é um Deus de ordem. No Céu há ordem. As coisas de Deus estão harmoniosa e hierarquicamente ordenadas. Há um trabalho colaborativo entre cada uma das partes. As nossas atividades, embora contaminadas pelo pecado, precisam ser assim também.

Então, mesmo que haja distorções nos comandos humanos, como cristãos, devemos colocar os valores espirituais em ação. Deus não era a favor da escravatura, por exemplo, mas, já que esta existia, que os servos conversos agissem de forma a manifestar os frutos da nova relação com Jesus Cristo.

Tais frutos devem ser manifestados, também, entre os cônjuges, entre pais e filhos, e no condomínio, na igreja, no trabalho, na faculdade, etc., etc., como se ao Senhor estivéssemos fazendo, como se com Ele estivéssemos tratando.

Embora as críticas aos líderes religiosos, Jesus indicava que os curados se apresentassem aos sacerdotes. Embora o comércio ilícito no Templo, Jesus valorizou a entrega da oferta da viúva. Embora os mandos e desmandos dos romanos, Jesus disse que deveria ser dado a César o que é de César.

E, para os cristãos que estão em posição de liderança, lembramos da ordem que o próprio Senhor Jesus deu a Pedro: “Amas-me?” – então – “apascenta as Minhas ovelhas”.

(22/06) – Quinta – conclusão – A primazia das Escrituras. Como o Espírito Santo não Se contradiz, as inspiradas Cartas de Pedro ensinam que o cristão tem que se firmar nas Escrituras Sagradas. Embora fosse verdade que ele, Pedro, havia sido um dos discípulos do Mestre, uma testemunha ocular do ministério de Jesus, insistia que a igreja buscasse a leitura e o estudo da Bíblia.

No Espírito de Profecia está escrito isso:

“Não devemos aceitar o testemunho de nenhum homem quanto ao que ensinam as Escrituras, mas sim estudar por nós mesmos as palavras de Deus. Se permitirmos que outros pensem por nós, nossas próprias energias e habilidades adquiridas se atrofiarão”.

No parágrafo seguinte, afirma:

“Nada há mais apropriado para fortalecer o intelecto do que o estudo das Escrituras. Nenhum outro livro é tão poderoso para elevar os pensamentos, para dar vigor às faculdades, como as amplas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como devera ser, os homens teriam uma largueza de espírito, uma nobreza de caráter e firmeza de propósito que raro se veem nesses tempos” (Caminho a Cristo, capítulo 10 – “O Deus que eu conheço”).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Agradeço a companhia neste trimestre. Ficaremos juntos no próximo?

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

 

 

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6 respostas para Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – lição 13 – Principais temas de 1 e 2Pedro – 17 a 24 de junho de 2017

  1. vera iucia santana andrade disse:

    Obrigado por mim enviar o comentário da lição o senho dos exercito nos fortaleça

  2. Roseli Rolim disse:

    Deus o abençoe, irmão. Um feliz sábado para você e sua família.

  3. Waldomiro Alameida disse:

    Estar ligado à Videira jamais significa ser igual a Videira, e sim, ser totalmente dependente dela, para a salvação.

  4. vera iucia santana andrade disse:

    trimesrte terminou,a lição deixou bem claro o zelo e a união que devemos ter um para com os outros essa foi tabm uma das preocupações de pedro Deus nos ajude a nos manter em união

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