Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – O Dia do Senhor – 10 a 17 de junho de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – O Dia do Senhor – 10 a 17 de junho de 2017

Na Lição 10, vimos a importância da “palavra profética” – a Bíblia. Nela, Deus nos revelou a verdade – a Sua verdade. E a verdade é que somos pecadores, mas não pecadores desesperançados, pois, Jesus Cristo, o Prometido Messias, garantiu a nossa salvação através de Seu sacrifício na cruz do Calvário.

Na Lição 11, vimos os falsos mestres – com seus falsos ensinos. Eles não questionavam se Jesus Cristo era ou não o Salvador, mas insinuavam que Ele não mais voltaria. E o interessante é que não somos orientados a entrar em discussão com esses falsos mestres. De posse da Bíblia, não somos instruídos a discutir com esses mentirosos. Conhecemos a verdade, e ela nos liberta. Somos orientados a tomar cuidado quanto a eles, a prestar atenção em seus movimentos, mas não a discutir com esses falsos pregadores. Simplesmente devemos apresentar a verdade, e somente a verdade, e isso bastará. No mais, Deus fará a Sua obra.

Nesta nova semana, com a Lição 12, a recomendação de Pedro se completa. A questão se fecha. Ele insiste com a lembrança da razão para o Plano da Salvação. Ele faz a igreja olhar para o ponto final da redenção. Ele exalta diante da igreja a segunda vinda de Jesus. Ele fala a verdade. Ele fala do Dia do Senhor.

Fico imaginando quais eram os pensamentos de Pedro ao encerrar os seus escritos. De certo ele se lembrava da recomendação que recebera diretamente de seu Mestre. De certo pensava nas palavras “apascenta as Minhas ovelhas”. Previa que os seus dias estavam por terminar, mas pensava no rebanho do Senhor. Estavam apascentados? Era suficiente o que escrevera até então? Estariam protegidos?

Então, por obra do Espírito Santo, escreveu o que vamos estudar nesta semana. Fez a igreja olhar para o futuro, para a conclusão do Plano da Redenção. Deixou-os firmes na esperança da segunda vinda de Jesus. Deu a certeza de que o Espírito Santo estaria com eles o tempo todo, até o final.

E, com isso em mente, através de 2Pedro 3, nós faremos as nossas considerações sobre as últimas palavras do discípulo de Jesus Cristo – o discípulo que, quando estava por se afogar, disse: “Senhor, salva-me!” – E Jesus, “imediatamente, estendendo a mão, o salvou”.

(11/06) – Domingo – Autoridade. No verso áureo da Lição 10 (2Pedro 1:19), Pedro fez a igreja lembrar da “palavra profética” – da confirmada palavra profética. Com este verso, aquela Lição deu fundamentação para a Lição atual. O Velho Testamento confirmava que Cristo era o Messias. Se bem que válido o testemunho do próprio apóstolo, ele insistia que os cristãos aceitassem os escritos do Velho Testamento. Não era apenas um Livro do povo judeu. Era a Palavra de Deus para a igreja de todos os tempos. Que entendessem que a confirmada palavra profética do Velho Testamento era “a autoridade” para a nova igreja também.

Irmãos, nada do Novo Testamento, que estava sendo escrito, desautorizava o Velho Testamento. Nada do Novo Testamento, que agora temos completo, desautoriza o Velho Testamento. Desde o início, a igreja cristã foi orientada a continuar a prestar atenção e a obedecer o Velho Testamento.

Disse Pedro: “Temos, mui firme, a palavra profética [a palavra dos profetas], e fazeis bem em atendê-la”. Talvez lembrando do salmo que diz “lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e luz para o meu caminho”, Pedro completou: “Fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia [uma luz] que brilha em lugar tenebroso [escuro], até que o dia clareie e a estrela da alva [a estrela da manhã] nasça em vosso coração”.

E, dando prosseguimento, em 2Pedro 3: 1 e 2, Pedro diz: “Amados, esta é, agora, a segunda epístola que vos escrevo; em ambas, procuro despertar com lembranças a vossa mente esclarecida, para que vos recordeis das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas [o Velho Testamento], bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos [o Novo Testamento]”.

Lembremos: no contexto, a igreja estava sendo atacada por falsos mestres e seus falsos ensinos.

Então, Pedro “desperta” a lembrança para o que já havia sido escrito. Os faz “recordar” das palavras dos antigos profetas. Nem ele, Pedro, dá novos ensinamentos. Leva-os para a Bíblia. Portanto, que não dessem atenção para os que se apresentavam como “novos” profetas, os que diziam possuir “novas” orientações. Contradiziam o Velho Testamento. Eram falsas! A autoridade estava na Bíblia – na Bíblia somente.

Hoje, a mente está sendo doutrinada a não ter fé em nada e em ninguém. No passado, o inimigo tentou eliminar a Bíblia. Não tendo conseguido, hoje tenta tirar a sua influência. Novas ideias. Novas formas de pensar. Outras coisas para se pensar. E a Bíblia é questionada. Dizem que isso ou aquilo é “relativo”.

Irmãos, a Bíblia “continua” sendo a autorizada Palavra de Deus. Disse um profeta do Antigo Testamento a respeito do Antigo Testamento: “Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a Palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Isaías 40:8).

(12/06) – Segunda – Os escarnecedores. Especificamente, o falso ensino era esse: “Nos últimos dias virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: ‘Onde está a promessa da Sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação’” (2Pedro 3:3 e 4).

Vocês se lembram que Jesus havia dito que “pelos seus frutos os conhecereis”? Então, dada a vida em desarmonia com a Palavra de Deus, os falsos mestres questionavam a autoridade da Palavra de Deus.

Isso é simples. E se repete. Se a Bíblia me acusa, eu diminuo a importância dela. Se ela delata o meu erro, e eu não aceito a correção, então, eu questiono a sua autoridade.

No caso relatado por Pedro, os tais mestres viviam segundo as suas próprias paixões, e não querendo dar o braço a torcer, torciam as Escrituras. Diziam que Cristo não viria segunda vez – base para o errado entendimento de que a nossa vida é só essa aqui mesmo, e que não haverá nem ressurreição e nem juízo final, o que nos “permite” viver como bem entendemos.

O apóstolo Judas escreveu assim: “No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões. São estes os que promovem divisões, [são estes os] sensuais, [são estes os] que não têm o Espírito” (Judas 18 e 19).

Voltando para Pedro, ele diz que esses escarnecedores agem “deliberadamente”. Fazem assim porque querem fazer assim. Como instrumentos do inimigo, através do mau exemplo, estão “buscando a quem possam tragar”.

(13/06) – Terça – Mil anos como um dia. Pedro não discutiu a demora. Sabia que o Dia da segunda vinda não havia sido revelado, mas também sabia que Deus não haveria de Se esquecer de voltar.

Nenhum ser humano sabe o Dia da segunda vinda. Esse é um assunto exclusivamente de Deus. Então, em vez de discutir se estava ou não demorando, aproveitou a oportunidade e fez uma aplicação maravilhosa. Um apelo. Transformou o assunto num assunto “positivo”.

Diziam os mestres escarnecedores: “Onde está a promessa da Sua vinda?

Pedro aproveitou o gancho e disse: “Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia. Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pedro 3:8 e 9).

Irmãos, Pedro escreveu e morreu antes de João ter escrito o Livro do Apocalipse. Portanto, só possuía conhecimento das profecias do Livro de Daniel – que era “selado”. O Apocalipse, sim, veio a ser o Livro da Revelação.

Nesse caso, a preocupação primária do apóstolo era a de evidenciar a longanimidade de Deus. Desejoso, sim, que Cristo retornasse, mas queria “apascentar as ovelhas” primeiramente com a informação de que Deus é paciencioso e longânimo. Enquanto “atura” o pecado, Deus está demonstrando paciência e longanimidade para com o pecador.

Pedro não para por aqui. A Lição não termina aqui. Mas, antes de continuar, é preciso entender que, sendo Deus longânimo, isso indica que Ele está “esperando”.

(14/06) – Quarta – E daí?  

E daí? Deus é longânimo. E o que significa isso? Ele vai esperar para sempre? Há um limite para a Sua paciência?

E daí? Enquanto o tempo corre, eu devo fazer o quê?

Bem, a resposta vem de Pedro. Em conformidade com a Palavra de Deus, disse ele: “[Deus não quer que ninguém] pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento”.

Ora, o “arrependimento” é obra do Espírito Santo. O Espírito Santo é quem age em nós para o nosso arrependimento. Então, Deus deseja que, até que Cristo volte, o pecador permita que o Espírito Santo trabalhe em seu coração. Deus quer que o pecador deixe o Espírito Santo controlar a sua vida. Somente assim, não importando quando ocorrerá a segunda vinda, o pecador estará apto a receber o seu Salvador.

Se falta “um dia” para a volta de Cristo, ou se faltam “mil anos”, “deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade”.

Se falta “um dia” para a volta de Cristo, ou se faltam “mil anos”, “empenhai-vos por serdes achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis”.

Se falta “um dia” para a volta de Cristo, ou se faltam “mil anos”, devemos estar “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pedro 3:11, 14 e 12).

Interessante, não é mesmo?! Deus está me esperando, e também espera por aqueles com quem eu vou falar dEle durante toda a minha vida!

“Deus poderia ter confiado aos anjos celestiais a mensagem do evangelho e toda a obra de amoroso ministério. Poderia ter empregado outros meios para realizar o Seu propósito. Mas em Seu infinito amor preferiu tornar-nos cooperadores Seus, de Cristo e dos anjos, a fim de que pudéssemos participar da bênção, da alegria e do reerguimento espiritual que resultam desse abnegado ministério” (Caminho a Cristo, pág. 79).

Indicamos a seguinte leitura adicional: “Bênçãos para os vigilantes”, em Maranata, O Senhor Vem!, pág. 34 (Meditação Matinal de 28/01/1977) – clique aqui. 

(15/06) – Quinta – conclusão – O último apelo. Terminando seus escritos, Pedro, que havia chamado os falsos mestres de incrédulos, chama-os agora de “ignorante e instáveis”, e diz que eles “deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles”.

Então, chega o momento de sua despedida, e ele diz: “Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza” – antes – “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pedro 3:16, 17 e 18).

“Um dos planos divinos para o desenvolvimento é o repartir. O cristão deve adquirir forças, fortalecendo a outros. Diz Provérbios 11:25 – ‘O que regar também será regado’. Isso não é somente uma promessa; é uma lei divina, uma lei pela qual Deus designa que as correntes de benevolência, com as águas do grande oceano, sejam postas em constante circulação, refluindo à sua fonte” (Para Conhecê-Lo, pág. 164 – Meditação Matinal de 07/06/1965).

“O único modo de crescer na graça é fazer desinteressadamente a obra que Cristo nos ordenou fazer – empenhar-nos, na medida de nossa capacidade, em ajudar e abençoar os que carecem do auxílio que lhes podemos dar. A força se desenvolve pelo exercício; a atividade é a própria condição de vida” (Caminho a Cristo, pág. 80).

Irmãos, as Cartas de Pedro terminam aqui. No entanto, temos ainda a Lição da semana que vem, que fará uma retrospectiva. Vamos relembrar alguns dos alimentos que Pedro deu para as ovelhas do rebanho do Senhor.

= Irmãos, estamos comemorando os 500 anos da Reforma Protestante. Há 500 anos, um padre chamado Martinho Lutero se agarrou aos Escritos Sagrados e saiu da igreja predominante – num período profético que a Bíblia chama de “animal terrível e espantoso”. Isso prova que Deus não abandonou o Seu povo. Ele não deixou que prevalecesse o falso ensino.

Interessante é que Lutero faz referência ao Livro de Gálatas – o Livro que mudou a sua forma de pensar e agir. Disse ele que “Gálatas é a minha epístola. Com ela eu estou casado”. Então, em apreço a história do grande reformador, terminando a Lição atual, vamos estudar Gálatas. Repetiremos a Lição do 4º trimestre de 2011.

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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6 respostas para Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – O Dia do Senhor – 10 a 17 de junho de 2017

  1. vera iucia santana andrade disse:

    o mundo está caminhando pra destruição,só com jesus encontramos forças

  2. António Sandimba Chilala disse:

    Jesus logo vêm

  3. jaqueline santana morais disse:

    os cristão estão dormindo o sono da indolência , muitos seraõ pegos de surpresa !
    muitos ja perderam a fé q jesus virá e não tardará…

  4. amém gostei da lição dessa semana

  5. eu acho que o verdadeiro momento chega ,Então as profecias estão compridas ; assim por Deus um dia igual a mil anos:inverso pode cumprir .Deus não quer que ninguém pereça ,senão que todos cheguem ao arrependimento. ore uns aos outros ,logo Ele vem na sua gloria .

  6. Jose Dos Santos disse:

    Deus é bom!

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