Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 11 – Falsos mestres – 3 a 10 de junho de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 11 – Falsos mestres – 3 a 10 de junho de 2017

Desde o princípio, o “sedutor de todo o mundo” se posicionou como o homicida da raça humana. E o Céu se compadece e nos alerta sobre isso, se manifestando assim: “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera” (Apocalipse 12:9 e 12).

Na Primeira Carta, Pedro já havia alertado os membros da igreja, dizendo que “o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” – por isso – “Sede sóbrios e vigilantes” – “Resisti-lhe firmes na fé” (1Pedro 5:8 e 9).

Para iludir Eva, no Éden, o inimigo se apresentou numa bela serpente, dizendo coisas que Deus não havia dito. E foi vitorioso.

Para tentar a Jesus, no deserto, o adversário se apresentou como anjo de luz, insinuando dúvida onde não havia dúvida. Mas saiu derrotado.

Para destruir a igreja cristã, o inimigo usou mil e uma artimanhas – uma delas foi infiltrar em seu meio lobos com cara de ovelhas, aliás, falsos mestres com jeito de mestres da verdade. Pessoas que mudaram os tempos e a Lei. E é justamente sobre isso que vamos tratar nesta nova semana – os falsos mestres – os falsos ensinadores – os cuidados que devemos tomar. E, se está na Bíblia, merece as nossas considerações. Há motivo para isso ter sido escrito. Não é sem razão tal relato.

Mas, antes de começar, lembremos do que foi tratado na Lição da semana passada. Continua sendo importante para esta nova semana. Antes de falar sobre os ensinadores de doutrinas falsas, Pedro nos recomendou a doce tarefa de estudar a verdade bíblica. Há milhares de razões para nos dedicarmos ao estudo das Sagradas Escrituras. Ela nos encaminha para Cristo. Ela nos mostra os passos de Cristo. É o Livro que nos faz contemplar o caráter do Redentor, criando o desejo de a Ele nos assemelharmos, em obediência e obra. E é com a Palavra de Deus em mãos que, conhecendo a verdade, identificaremos os ensinos falsos – os ensinos que nos afastam do ideal divino.

“Logo que Satanás consiga separar de Deus a alma, única fonte de força, procurará ele despertar os desejos impuros da natureza carnal do homem. A obra do inimigo não é feita abruptamente; não é, ao princípio, súbita e surpreendente; é uma ação secreta de minar as fortalezas dos princípios” (Vidas Que Falam, pág. 177 – Meditação Matinal de 20/06/1971).

(04/06) – Domingo – Falsos profetas e mestres. Pedro começou com essas palavras o segundo capítulo de sua Segunda Carta: “Assim como no meio do [antigo] povo [judeu] surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade”.

Depois da travessia do Mar Vermelho, dez mentirosos espias deram um relatório falso, fazendo o povo desejar voltar para o Egito.

Anos depois, nos tempos do profeta Jeremias, falsos ensinadores levaram o povo judeu para a desobediência ao “assim diz o Senhor”, acarretando a ida ao cativeiro babilônico.

Na igreja primitiva, falsos mestres estavam se manifestando, e Pedro chama a atenção dos membros, para que não os seguissem, pois isso os faria voltar ao antigo estilo de vida – ou seja, renegariam Aquele que os resgatou por um preço imenso.

No capítulo 3, que vai ser estudado na semana que vem, vamos verificar que dentre os falsos ensinos constava a ideia de que Cristo não voltaria nunca mais. Alegavam que há anos se falava disso, e a tardança era prova de que não aconteceria a segunda vinda.

Ora, por trás disso estava a antiga mentira da serpente, apresentada lá no Éden: Se é verdade que Cristo não virá, então, também não haverá juízo. Isso era um desdobramento daquela mentira dita para Eva: “É certo que não morrerás!” Portanto, os representantes do inimigo insinuavam que os cristãos podiam viver em liberdade”.

Voltando ao capítulo 2, nos versos 20 e 21, vemos Pedro dando o seguinte puxão de orelha: “Se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro. Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado”.

Irmãos, é danosa a ideia de que não haverá acerto de contas. É desastroso imaginar que não há um governo, uma lei, uma justiça, um juízo, um juiz. E se a pessoa vivia na tal liberdade mundana e veio a conhecer e se entregar ao Soberano Rei do Universo, mas volta ao antigo estilo de vida, que coisa terrível!!!

O apóstolo Paulo disse assim: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação?” (Hebreus 2:3).

Hoje, quem são, onde estão e o que ensinam os falsos mestres? Como eles estão se manifestando aos nossos “sentidos”? Mexem com a doutrina ou sugerem novos estilos de vida? Nos levam para o mundo ou trazem o mundo até nós?

“É um fato que, ao longo da história da igreja cristã, a fraqueza doutrinária muitas vezes foi acompanhada pela fraqueza moral. Os que se afastam da verdade divina também abandonam seu padrão de conduta pessoal” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 7, pág. 665).

(05/06) – Segunda – Liberdade em Cristo? O texto para hoje está em 2Pedro 2:18 e 19 – “[Os falsos ensinadores] proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro, prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor”.

Desde o Éden, o inimigo tem fascinado a humanidade com a conversa de que a desobediência não é desobediência. E que tendo Cristo nos concedido a “graça” na cruz, Ele, com isso, “cumpriu” a Lei – como se isso significasse que Ele “aboliu” a Lei – o que, portanto, indicaria que passamos a ficar “livres” da Lei – e não havendo Lei, não há pecado.

Diz o pai da mentira que não somos pecadores!!!

Ora … Deus não poupou [os] anjos quando pecaram!” – “E não poupou o mundo antigo!” – E nem Sodoma e Gomorra!

Pedro, no texto acima, disse: “Prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos!

O próprio Senhor Jesus já havia dito: “Em verdade, em verdade vos digo: Todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:34 a 36). E nesse mesmo texto, dois versos antes, Ele atrelou a “Palavra” com a “Verdade”. Disse: “Se vós permanecerdes na Minha Palavra, sois verdadeiramente Meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:31 e 32).

Porque eu obedeço a lei de trânsito, sou livre. Porque obedeço a lei do condomínio, sou livre. Se não houvesse lei, ou se ninguém a obedecesse, imagine o inferno que seria no trânsito e no convívio com os vizinhos!

Liberdade, irmãos, somente em Cristo – mas não liberdade para continuar no pecado. O pecado é prisão. Somos livres fora do pecado. É obedecendo a Sua Lei que somos livres.

(06/06) – Terça – O cão voltou ao seu próprio vômito. A pessoa que tem a experiência de conhecer Jesus, mas volta para o pecado, por Satanás é chamada de livre, mas, pela Bíblia, de “tola”, de “louca”, de “insensata”. E Pedro diz isso, em 2Pedro 2:22, usando um recurso figurativo, simbólico. Ele repetiu o que Salomão havia dito: “Como o cão que torna ao seu vômito, assim é o insensato que reitera a sua estultícia” (Provérbios 26:11).

Mas Pedro acrescenta um dito popular. É para entender mesmo! Ele é enfático!

Seu verso termina assim: “E a porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal”.

E para não esquecer o contexto da Lição, lembremos: tudo isso por ter sido dado ouvidos ao falso mestre.

(07)06) – Quarta – Pedro e Judas. Esse “Judas” não é o Iscariotes, o traidor. Trata-se do escritor da Carta que está imediatamente antes do Livro do Apocalipse. E ele é um dos irmãos de Jesus.

Bem, em sua Carta também encontramos as mesmas recomendações de Pedro. Se para alguns isso é chamado de repetição cansativa, para a igreja isso é um reforço – uma chamada de atenção em letras maiúsculas e em negrito!

Aqui estão as recomendações de Judas:

Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.

Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram; e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia; como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição.

Ora, estes, da mesma sorte, quais sonhadores alucinados, não só contaminam a carne, como também rejeitam governo e difamam autoridades superiores. Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não Se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: ‘O Senhor te repreenda!’ Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas coisas se corrompem. Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá. Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre.

Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: ‘Eis que veio o Senhor entre Suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra Ele. Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros.

Vós, porém, amados, lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: ‘No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões’. São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito” (Versos 3 a 19).

(08/06) – Quinta – conclusão – Mais lições do Antigo Testamento. Quanto a ouvir as sugestões do inimigo e de seus representantes, a Bíblia forneceu exemplos que serviam de referência e alerta para que as gerações seguintes não caíssem na mesma lábia do pai da mentira. Alguns dos exemplos são estes: a queda dos anjos; os antediluvianos; e os moradores de Sodoma e Gomorra.

No entanto, Pedro, de forma brilhante, não deixa o seu leitor “caído” sem esperança, sem uma base forte. Ele também dá exemplos de que Deus está no controle. Ele fala que a justiça de Deus prevalece. Ele fala que Deus deseja salvar. Ele fala que Deus providencia salvação. A mentira, no fim, é destruída – mas a justiça de Deus prevalece. E os exemplos disso são: Deus “preservou” Noé, o pregador da justiça, e sua família; e “protegeu” Ló, o justo Ló, e suas duas filhas.

Irmãos, nós não somos incentivados e nem liberados para pecar, mas, como bem disse João, “se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai: Jesus Cristo” (1João 2:1).

Bem, nós vamos concluir o estudo. Lembremos da importância da leitura da Bíblia. Que haja constância e aprofundamento no estudo das Sagradas Escrituras. Que haja entendimento nisso. É assim que poderemos identificar os falsos ensinos. É dessa forma que o “assim diz o Senhor” vai prevalecer em nossa vida.

= Irmãos, estamos comemorando os 500 anos da Reforma Protestante. Há 500 anos, um padre chamado Martinho Lutero se agarrou aos Escritos Sagrados e saiu da igreja predominante – num período profético que a Bíblia chama de “animal terrível e espantoso”. Isso prova que Deus não abandonou o Seu povo. Ele não deixou que prevalecesse o falso ensino.

Interessante é que Lutero faz referência ao Livro de Gálatas – o Livro que mudou a sua forma de pensar e agir. Disse ele que “Gálatas é a minha epístola. Com ela eu estou casado”. Então, em apreço a história do grande reformador, terminando a Lição atual, vamos estudar Gálatas. Repetiremos a Lição do 4º trimestre de 2011.

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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3 respostas para Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 11 – Falsos mestres – 3 a 10 de junho de 2017

  1. Jussára Zaroni disse:

    preciso receber notícias em meu e mail, é possível? muito obrigada!

  2. Nelson Florentinio disse:

    Ao estudarmos a licao desta semana nao olhemos num sentido particular, mas sim geral. Todo lider ou membro de igreja que nao ensina o que esta de acordo com as Sagradas Escrituras e um falso mestre.

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