Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – Seja quem você é – 20 a 27 de maio de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – Seja quem você é – 20 a 27 de maio de 2017

Com esta Lição, entramos na Segunda Carta de Pedro. Não é feita indicação de destinatário, mas é aceitável que tenha sido escrita para as mesmas igrejas da Primeira Carta. E, naturalmente, foi escrita logo na sequência, bem próximo ao ano de sua morte (ano 67).

Então, o discípulo de Jesus se aprofunda em suas considerações com a amada igreja de Deus, desejoso que tenham palavras de exortação e consolo, a serem observadas mesmo depois de sua morte – que na verdade é considerada apenas um sono, até que ocorra a ressurreição prometida para o Dia da segunda vinda do Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Por idade avançada ou por agravamento do estado de saúde, se você tivesse que registrar suas últimas palavras de encorajamento ao seu filho, seu precioso e amado filho, o que você diria? Quais seriam as suas últimas considerações com o seu filho?

Pedro disse (em nossas palavras): “Seja quem você é. Nada de voltar atrás. Não volte a ser o que você já foi antes de conhecer Jesus. Esqueça o passado. Cristo lhe deu novas e santificadas capacidades. Viva essas capacidades. Continue a ser quem você é agora, no Senhor!” – “Procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição” (2Pedro 1:10).

[[ Vale à pena a leitura de uma só vez de 2Pedro 1:1-21 ]]

(21/05) – Domingo – Uma fé preciosa. Como igreja, somos irmãos de fé. Professamos a mesma fé. Uma fé preciosa. Exercemos fé nAquele que é Precioso. Fé não só na promessa, mas fé nAquele que Prometeu.

Quando no Éden, antes da entrada do pecado, o homem falava face a face com Deus. Que privilégio! Criado à imagem e semelhança de seu Criador, o homem foi dotado de natureza divina. Perfeita! Santa!

Lamentavelmente, no entanto, com a desobediência, caímos dessa condição. Nos tornamos imperfeitos. Adquirimos a natureza pecaminosa. Perdemos o privilégio de ficar face a face com Deus. Deixamos a condição de inocentes. Ficamos sujeitos a morte.

Porém, assim que nos tornamos pecadores, Jesus Cristo Se posicionou como o nosso Salvador. Como uma ilha, ficamos separados do continente. Mas Jesus, estendendo Seu braço de misericórdia, tornou-Se uma Ponte sobre esse abismo. Como um Pastor, veio em busca da ovelha perdida. Não nos abandonou. Instituiu o magnífico Plano da Redenção. Veio para nos conceder vida.

Disse Ele certa vez: “Sem Mim, nada podeis fazer” (João 15:5). E esse “nada” significa “nada mesmo”. Nadica de nada. Nada podemos fazer para a reconciliação com Deus. Nada podemos fazer em relação a salvação. Nada podemos fazer para voltar à condição anterior. Nada podemos fazer para viver aquela vida do Éden. Nada!

Então, quando falamos em “fé”, precisamos entender que isso não vem de nós, é dom de Deus (Efésios 2:8). Deus nos concede o dom da fé. A fé vem de Deus, e deve voltar para Deus. Deve ser exercida em direção a Deus. E quando a exercemos, não nos tornamos credores de Deus. Deus não fica nos devendo nada porque exercemos a fé que Ele nos deu. Não nos tornamos merecedores. Em nosso exercício de fé não há mérito algum para a salvação. A salvação continua sendo somente pela graça. Continua sendo somente pelos méritos de Cristo Jesus.

Bem, explicado isso, usemos a fé que Deus nos concedeu. Ela não é meritória, mas é para ser usada. Ele não nos concedeu apenas a graça. Nos deu fé. E a fé tem o seu papel. Tem a sua função. É com ela que nos apropriamos de cada uma das demais bênçãos que Deus disponibiliza aos que estão ligados em Cristo Jesus. Com ela, ficamos em sintonia com os demais frutos. Com ela, crescemos no relacionamento com o nosso Senhor e Salvador.

Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6).

(22/05) – Segunda – Amor, o alvo das virtudes cristãs. Com o pecado, não perdemos a natureza divina. O que ocorreu é que passamos a ter duas naturezas. Adquirimos a natureza pecaminosa – e esta, lamentavelmente, tem prevalecido. Então, Deus tem trabalhado conosco. Ele tudo tem feito para nos ajudar a alimentar a natureza divina. Somente a divina. Suas ações concorrem para que a natureza divina domine a nossa vida. Por isso, além da graça e da fé, mais bênçãos recebemos.

Então, por orientação do Espírito Santo, Pedro escreveu: “Por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor” (2Pedro 1:5-7).

Eu gostaria que os irmãos leitores não se preocupassem com a sequência. O importante aqui é evidenciar que há uma sequência. Há um crescimento. Cristo não só “justifica”, mas também “santifica”. E se a justificação é imediata, a santificação não. Ela é contínua. É crescente. Só vai terminar no Dia da segunda vinda de Cristo. Até lá, crescimento e mais crescimento. Fruto e mais fruto.

Porém, também é importante dizer o seguinte: Como nada podemos fazer sem Jesus, não buscamos “dar” frutos. Buscamos, sim, estar ligados em Cristo. Ele é a Videira. Nós, os ramos. Se ligados nEle, os frutos virão. Ocorrerá a sequência.

Repetindo: o importante é permanecer ligado em Jesus.

Em relação ao amor, levanto a seguinte questão: o amor virá por último?

(23/05) – Terça – Seja quem você é. Pedro continuou: “Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele a quem estas coisas não estão presentes é cego, vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados de outrora. Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no Reino Eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pedro 1:8-11).

É como se o apóstolo estivesse dizendo assim:

Você sabe quanto custou a sua salvação? Sabe o quanto vale para Deus? Por que ser inativo? Por que não dar fruto?

Você é nascido de novo? Então, mostre fé, virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade, amor.

No Espírito de Profecia está escrito isso:

“Muito ouvimos acerca de fé, mas precisamos ouvir muito mais acerca de obras. Muitos estão enganando a si mesmos, vivendo uma religião fácil, acomodada, sem cruz” (Fé e Obras, pág. 44).

Leia mais sobre isso em Refletindo a Cristo, pág. 41 (Meditação Matinal de 04/02/1986) – clique aqui. 

(24/05) – Quarta – Deixando o tabernáculo. Mudando um pouco de assunto, aproveitemos os dizeres de Pedro para falar sobre “morte e ressurreição”.

2Pedro 1:12 a 15 – “Por esta razão, sempre estarei pronto para trazer-vos lembrados acerca destas coisas, embora estejais certos da verdade já presente convosco e nela confirmados. Também considero justo, enquanto estou neste tabernáculo, despertar-vos com essas lembranças, certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo, como efetivamente nosso Senhor Jesus Cristo me revelou. Mas, de minha parte, esforçar-me-ei, diligentemente, por fazer que, a todo tempo, mesmo depois da minha partida, conserveis lembrança de tudo”.

Pedro usa a palavra “tabernáculo” como ilustração de corpo mortal e físico, indicando o seu viver temporário. O apóstolo não era mais um jovem, e sabia que seu fim estava próximo. Talvez, pelo que o Mestre lhe havia dito em João 21:18 e 19, entendia que morreria antes de Sua segunda vinda.

Então, além do que o apóstolo disse para a igreja, a Lição aproveita para falar um pouco do conceito bíblico do estado dos mortos.

No Espírito de Profecia temos as seguintes considerações:

“Em parte alguma nas Escrituras Sagradas se encontra a declaração de que é por ocasião da morte que os justos vão para a sua recompensa e os ímpios ao seu castigo. Os patriarcas e profetas não fizeram tal afirmativa. Cristo e Seus apóstolos não fizeram sugestão alguma a esse respeito. A Bíblia claramente ensina que os mortos não vão imediatamente para o Céu. Eles são representados como estando a dormir até à ressurreição (1Tessalonicenses 4:14; 14:10-12.) No mesmo dia em que se quebra a cadeia de prata, e se despedaça o copo de ouro (Eclesiastes 12:6), perecem os pensamentos dos homens. Os que descem à sepultura estão em silêncio. Não mais sabem de coisa alguma que se faz debaixo do Sol ( 14:21.) Bendito descanso para o justo cansado! Seja longo ou breve o tempo, não é para eles senão um momento. Dormem, e são despertados pela trombeta de Deus para uma imortalidade gloriosa. ‘Porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis. … Quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória’ (1Coríntios 15:52-54). Ao serem eles chamados de seu profundo sono, começam a pensar exatamente onde haviam parado. A última sensação foi a agonia da morte, o último pensamento o de que estavam a cair sob o poder da sepultura. Ao se levantarem da tumba, seu primeiro alegre pensamento se expressará na triunfante aclamação: ‘Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?’ (1Coríntios 15:55)” (O Grande Conflito, capítulo 33 – “É o homem imortal?”).

Leia sobre “Cristo, as primícias” – em A Fé Pela Qual Eu Vivo, pág. 180 (Meditação Matinal de 23/06/1959) – clique aqui. 

(25/05) – Quinta – conclusão – Fé diante da morte.

“A estrada pode ser áspera, e a subida escarpada; pode haver precipícios à direita e à esquerda; talvez tenhamos de suportar fadiga em nossa jornada; quando cansados, quando ansiando repouso, poderemos ter de labutar ainda; talvez tenhamos de combater quando já desfalecidos; quando desanimados, precisamos ter ainda esperança; mas, com Cristo como nosso guia, não deixaremos de alcançar o desejado porto afinal. O próprio Cristo trilhou o rude caminho antes de nós, e suavizou-o para os nossos pés.

E por todo o íngreme trilho que ascende em direção à vida eterna, encontram-se nascentes de alegria para refrigerar o cansado. Os que andam pelo caminho da sabedoria são, mesmo quando atribulados, eminentemente jubilosos; pois Aquele a quem sua alma ama, caminha, invisível, ao seu lado. A cada passo ascendente, percebem, mais distintamente, o contato de Sua mão; a cada passo mais fulgentes raios de glória vindos do Invisível lhes incidem na estrada; e seus hinos de louvor, alcançando sempre mais elevada nota, elevam-se para unir-se aos cânticos dos anjos perante o trono” (O Maior Discurso de Cristo, pág. 140).

“Pedro, como um estrangeiro judeu, foi condenado a ser açoitado e crucificado. Na perspectiva desta terrível morte, o apóstolo lembrou seu grande pecado em haver negado a Jesus na hora de Seu julgamento, e seu único pensamento, foi que ele era indigno de morrer da mesma maneira que seu Mestre. Pedro havia-se arrependido sinceramente daquele pecado, e tinha sido perdoado por Cristo, como se pode ver pela alta missão a ele dada para alimentar as ovelhas e cordeiros do rebanho. Ele, porém, nunca pôde perdoar a si mesmo. Nem mesmo o pensamento das agonias da última e terrível cena puderam diminuir a amargura de sua tristeza e arrependimento. Como último favor, rogou de seus algozes que fosse pregado na cruz de cabeça para baixo. O pedido foi atendido, e desta maneira morreu o grande apóstolo Pedro” (História da Redenção, pág. 316).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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8 respostas para Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – Seja quem você é – 20 a 27 de maio de 2017

  1. vera iucia santana andrade disse:

    Muito obr por postar,a lição tem sido benção pra todos que tem estudado diariamente.

  2. adailton disse:

    grato por essas postagens ,tem me ajudado muito !

    • Adailton,
      Nós também somos gratos a você por navegar e comentar em nosso blog.
      Somos agradecidos a Deus porque Ele nos tem tornado úteis em Sua maravilhosa obra.
      Irmão, estamos juntos na caminhada cristã. Oremos um pelo outro, combinado?!
      Um bom dia.

      Carlos Bitencourt
      Cascavel-Paraná

  3. Wilmar Mundt disse:

    Você é uma benção. Oro para que Deus o ilumine sempre com seus comentários. Abraços.

    • Wilmar,
      Somos imensamente agradecidos a Deus por Ele nos tornar úteis em Sua obra.
      Que você seja abençoado também, juntamente com sua família e igreja local.
      Grato por suas gentis considerações.
      O sábado se aproxima. Feliz sábado!

      Carlos Bitencourt
      Cascavel-Paraná

  4. Alcidio disse:

    Muito obrigado irmaos, que Deus nos abencoe!

  5. Alcidio disse:

    Feliz Sabado

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