Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 8 – Jesus nos escritos de Pedro – 13 a 20 de maio de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 8 – Jesus nos escritos de Pedro – 13 a 20 de maio de 2017

Antes da morte e ressurreição de Jesus, Pedro tinha uma maneira de ver e entender o seu Mestre. Era uma maneira limitada. Compatível com o modo comum dos judeus O interpretarem. E era difícil o discípulo Pedro sair desse “casulo”. Suas primeiras histórias com Jesus bem nos mostram isso.

Mas, por ocasião do “Pentecostes”, tudo mudou. A vida de Pedro e a sua relação com Cristo tomou uma proporção indescritível. Tomado pelo Espírito Santo, dedicou sua vida completamente ao serviço de seu Senhor. Nunca mais teve sequer um momento em que tenha deixado de viver para a igreja de Deus – o rebanho do Supremo Pastor. Fazia isso com uma gratidão sem tamanho!

Pedro sabia que Jesus Cristo era a Pedra angular. Ele sabia que Cristo era o Cordeiro prometido desde a fundação do mundo. Ele não se envergonhava do que Jesus havia feito por ele e pela humanidade na cruz do Calvário. Tinha plena convicção do que o Salvador atualmente realizava nos santos Céus, em favor de Sua amada igreja.

E, assim, Pedro deixou valiosas recomendações por escrito. Usou sua experiência pastoral para orientar os seus irmãos de fé. E, de forma clara, fez isso fundamentando os seus escritos na “pessoa” e na “obra” de Jesus Cristo.

E a Lição nos propõe justamente apreciarmos esses detalhes. Ela para com sua maneira sequencial de capítulos e versículos, e volta-se para um “tema” – um assunto: a “pessoa” e a “obra” de Jesus na Primeira Carta de Pedro.

Veja o quanto valemos para Deus – “Exaltai-O”, pág. 208 (Meditação Matinal de 12/07/1992) – clique aqui. 

(14/05) – Domingo – Jesus, nosso sacrifício. O fio de ouro que costura cada uma das páginas da Bíblia é o Plano da Redenção. Quando expulsos, Adão e Eva não saíram pelados do Éden. Não foram fazer a vida do lado de fora sem esperança de retorno. Foram instruídos por Aquele que é Fiel, Aquele que não mente: O próprio Deus Se tornaria Homem, e iria para o sacrifício no lugar da humanidade. Ele mesmo, com a Sua vida, pagaria a dívida por nossa desobediência.

Bem por isso, Pedro fundamentou seus escritos dizendo que “não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1Pedro 1:18 e 19).

De forma a impressionar a humanidade de que o pecado é uma coisa terrível, foi dada a instrução para que apresentassem o sangue de um animal inocente em sacrifício, simbolizando o que no futuro iria acontecer com o próprio Deus. Adão aprendeu isso ainda dentro do Éden, assim que se tornou pecador, e repassou o ensinamento para as gerações que dele nasceram do lado de fora. Essa cerimônia atravessou todo o Velho Testamento. Primeiramente nos lares dos patriarcas. Depois, no Santuário do deserto e no Templo de Jerusalém. Até que encontrou o pleno significado na cruz do Calvário, quando Jesus Cristo Se fez sacrifício por nós.

Pedro é bastante claro: A igreja existe porque Cristo Jesus derramou o Seu sangue como sacrifício em nosso favor – e foi aceito pelo Pai.

Veja “Alegria por um pecador que se arrepende”, em Exaltai-O, pág. 213 (Meditação Matinal de 17/07/1992) – clique aqui. 

(15/05) – Segunda – A paixão de Cristo. Em grego, “paixão” vem de um verbo que significa “suportar”, “sofrer”. O título para hoje, portanto, indica “o sofrimento de Cristo”. Mas tal sofrimento, devemos lembrar, não ocorreu somente naquela sexta-feira. A vida de Cristo foi de sofrimento o tempo todo. Deixar os santos Céus, deixar a companhia do Pai, deixar de ouvir os cânticos de honra e louvor que os anjos Lhe prestavam, e ter assumido a natureza humana, isso Lhe provocou muito sofrimento. Teria sido sofrimento e humilhação até mesmo se tivesse feito isso dentro do Éden, antes da entrada do pecado. Imagine depois de quase quatro mil anos de queda!

Bem, através do mundo, o inimigo impõe sofrimento ao cristão, e o cristão é chamado a “suportar” tal sofrimento. Em Filipenses 1:29, Paulo disse que é um “dom” padecer por Cristo (reveja na Lição 6). Em Mateus 5, Jesus disse que sofrer por Ele é uma bem-aventurança.

Pedro inverte a questão – em vez de se aprofundar no nosso sofrimento pela causa de Cristo, apresenta o sofrimento de Cristo em razão de nosso débito: “Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os Seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em Sua boca; pois Ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-Se Àquele que julga retamente, carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por Suas chagas, fostes sarados” (1Pedro 2:21-24).

Veja que Cristo não podia enxergar para além dos portais do sepulcro – “Cristo Triunfante”, pág. 277 (Meditação Matinal de 27/09/2002) – clique aqui. 

(16/05/) – Terça – A ressurreição de Jesus. A princípio, Pedro tinha autoridade para falar que Cristo havia ressuscitado. Ele testemunhou isso. Sua vida testificava que isso era verdade. Até mesmo o crescimento da igreja testificava tal acontecimento.

Mas, mais do que fato histórico, a ressurreição de Jesus dá um significado especial para o pecador arrependido: Ele morreu em nosso lugar; Sua morte quitou o nosso débito; Sua dádiva foi aceita pelo Pai; Sua ressurreição é o selo da aprovação de Deus; Ele matou a morte; e os que dormiram no Senhor serão ressuscitados – a igreja tem razão de existir.

Pedro, por ordem do Espírito Santo, fundamenta suas recomendações à igreja com essa certeza:

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a Sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos Céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus” (1Pedro 1:3-5).

Fico imaginando o Dia da volta de Jesus. Os remidos vivos olhando para o alto, vendo Cristo e todos os Seus santos anjos se aproximando da Terra. De repente, segundo a ordem do Salvador, os anjos que guardavam os que dormiam no Senhor são autorizados a chamá-los do pó, e eles ressurgem novinhos, em pleno vigor, em absoluta saúde, transformados, imortais, para nunca mais terem contato com o pecado.

Que cena, irmãos! Que cena!

Jesus não podia enxergar para além do sepulcro. Graças a Ele, nós podemos.

(17/05) – Quarta – Jesus como o Messias. Precisamos sair um pouco dos escritos de Pedro. Consultemos um dos Evangelhos. Vejamos o que escreveu Mateus a respeito de uma resposta dada por Pedro a Jesus. Mateus escreveu: “Indo Jesus para os lados de Cesareia de Filipe, perguntou a Seus discípulos: ‘Quem diz o povo ser o Filho do Homem?’ E eles responderam: ‘Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas’. ‘Mas vós’, continuou Ele, ‘quem dizeis que Eu sou?’ Respondendo Simão Pedro, disse: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’” (Mateus 16:13-16).

Irmãos, Jesus sabia quem o povo dizia Ele ser, mas, por ser a primeira vez que falaria aos Seus discípulos sobre o real significado de Seu ministério, sobre o preço que pagaria, iniciou a conversa com um aperitivo. Buscou abrir a mente deles fazendo-lhes uma pergunta mais ampla, para, somente depois disso, ser mais específico. Ao mesmo tempo, Jesus desejava ver o entendimento dos Seus seguidores. Para eles, seria Ele apenas mais um dos bons mestres de Israel? Mesmo que vindo da parte de Deus, seria Ele apenas o “Mestre”?

Bem, supondo que a resposta deles tivesse sido essa (que Ele era o Mestre), Sua morte seria exemplar, mas não vicária. Não teria poder expiatório. Continuaríamos dependendo de um Salvador que viesse da parte de Deus.

Mas Pedro, o famoso Pedro, por revelação divina, disse: “[Para nós] Tu és o Messias – Tu és o Cristo”. (Messias em hebraico = Cristo em grego = o Ungido).

No entanto, seria Ele o Messias “Divino”? Davi foi um messias, um ungido. Seria Jesus um Messias diferente? Superior? O reino de Davi foi nas cercanias de onde os judeus viviam. Mas, e o Reino de Jesus? Onde era o Reino do Messias? Qual seria o Reino de Cristo?

Bem, esse tema será desenvolvido amanhã, quinta-feira. A Lição preferiu dividir o tema: “Jesus como Messias” e “Jesus, o Messias divino”. Nós vamos crescer com Pedro!

(18/05) – Quinta – conclusão – Jesus, o Messias divino. Antes da morte e ressurreição do Senhor, Pedro disse que Jesus era o “Cristo”, o “Messias”, o “Ungido”. Trinta e poucos anos depois, ao escrever uma Carta ao rebanho de Deus, ele repetiu isso, mas o fez de forma mais ampla. Ele alargou o entendimento. Compreendia muito mais. Disse ele:

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a Sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos Céus para vós outros” (1Pedro 1:3 e 4).

Porque estas coisas [fé, virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade e amor], existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (2Pedro 1:8).

Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da Sua majestade [na transfiguração – Mateus 17], pois Ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa Lhe foi enviada a seguinte voz: ‘Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo’. Ora, esta voz, vinda do Céu, nós a ouvimos quando estávamos com Ele no monte santo [no monte da transfiguração]” (2Pedro 1:16-18).

Irmãos, o idoso e experiente Pedro, para o bem da igreja, registrou fartamente em seus escritos que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, o Senhor, o Cordeiro prometido, Aquele que morreu e ressuscitou, o Salvador, Aquele que Vive no Céu e que há de voltar, Aquele que cuida, Aquele que tudo vê, o Pastor Supremo, o Eterno de passado, o Eterno de futuro.

Disse o apóstolo: “A Ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém!” (1Pedro 5:11).

Pedro esperava sua morte para breve. Era idoso. No entanto, ao escrever sobre Jesus, não o faz de forma bibliográfica ou poética. Para ele, Jesus não tem apenas títulos. Para o experiente apascentador de ovelhas, Jesus é o seu Salvador, o Salvador da igreja.

E para você? O que você tem a dizer? Quem é Jesus?

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

 

 

 

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