Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 5 – Vivendo para Deus – 22 a 29 de abril de 2017

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 5 – Vivendo para Deus – 22 a 29 de abril de 2017

Vivendo para Deus! Mais uma vez, um título relacionando a palavra “vida”. Uma vida para Deus! Viver para Deus! Vivendo para Deus! Uma vida que revela que Deus está vivendo dentro de mim!

Na Bíblia, Deus deixou revelado que Seu interesse por nós é integral, completo, absoluto. Toda a nossa vida tem que ser vivida de forma a corresponder com a Sua grande dádiva: a salvação. O Plano da Redenção foi elaborado de forma a restaurar “tudo” – absolutamente tudo. O passado; o presente; o futuro. Por dentro e por fora. Entre Deus e eu; eu e eu; e entre eu e as demais pessoas.

Vocês se lembram do exemplo que Paulo nos deixou em Gálatas 2:20? Ele foi bastante claro. A expressão inteira é essa: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim”.

No contexto da Lição, o apóstolo Pedro, por orientação do Espírito Santo, nos sugere a mesma experiência: “Irmãos, vocês que são geração eleita, que são sacerdócio real e nação santa; vocês que são o povo adquirido pelo precioso sangue de Cristo: vivam de forma a anunciar as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. Vocês, que foram gerados não de semente corruptível, mas da incorruptível, sede santos em toda a vossa maneira de viver”.

Irmãos, nós temos a tendência de falar de uma salvação “futura”. Falamos da “transformação” do caráter como se fosse algo a ser alcançado lá na frente, lá no Dia da vinda de Cristo. Fazemos parecer que a vitória só será alcançada quando passarmos pela fita que está lá no final da corrida. Damos a impressão que só seremos vitoriosos no futuro!

Não, irmãos, não é assim! O sentimento dos escritores bíblicos, e isso inclui Pedro, é que Cristo tem e concede poder para transformar a vida do pecador “agora” – Ele deseja ver a transformação “agora”. E, por consequência disso, Ele quer que o pecador transformado revele os frutos da salvação “hoje”. Hoje!

Talvez, irmãos, a nossa tendência de falar de uma salvação futura esteja no fato de olharmos para Cristo somente como nosso “Salvador”. É verdade que Ele é o nosso Salvador (e amém por isso!), mas os apóstolos, através de seus escritos, nos ensinam um algo mais – Jesus é mais do que Salvador – eles recheavam seus escritos com  o seguinte ensinamento: Jesus Cristo é o nosso Salvador e o nosso “SENHOR”. Ele é o nosso “SENHOR”! E, por isso, com a autoridade das Sagradas Escrituras, nossa viva deve representar Aquele que é o SENHOR de nossa vida!

Irmãos, é disso que a Lição vai tratar. Na verdade, uma continuação da semana passada. Um “finalmente…”

(23/04) DomingoTendo o mesmo modo de pensar. Preste atenção em 1Pedro 2:21. Neste verso, está escrito que “Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as Sua pisadas”.

A ênfase está no exemplo de Cristo. Então, se lembrarmos de como foi a vida de Cristo, vamos facilmente assimilar e praticar o que Pedro disse nos versos para hoje. Depois de ter falado de algumas relações sociais – eu e a igreja; eu e o Estado; senhores e escravos; esposas e maridos – o apóstolo fala de forma geral; ele fala para todos os cristãos:

Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança. Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la”.

O título para a Lição de hoje, tirado de uma versão bíblica diferente, usa a expressão “tendo o mesmo modo de pensar” – e isso deve ser entendido assim: nós não precisamos pensar igualzinho um ao outro; somos pessoas diferentes e pensamos diferente; carregamos cultura e educação diferente, e isso nos faz processar e expressar as coisas de forma diferente; no entanto, que a nossa forma de agir seja para um único objetivo: revelar a pessoa de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Somos capazes (porque Cristo vive em nós) de trabalhar em harmonia, a despeito de haver diferentes pontos de vista, e “compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis”.

Pedro conclui o pensamento para hoje dizendo: “Os olhos do Senhor repousam sobre os [que praticam o que está sendo recomendado], e os Seus ouvidos estão abertos às suas súplicas” (1Pedro 3:8-12).

(24/04) Segunda-feiraSofrer na carne. Ainda tendo nosso Senhor como exemplo, consideremos o que está escrito em 1Pedro 4:12 e 13 – “Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, … como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo”.

Bem, os tempos não eram fáceis. A igreja passava por severas provas, e o Espírito Santo não a poupou de saber que mais dificuldades viriam. No entanto, não a deixou olhando para baixo. O olhar do cristão deve ser mantido para o alto, para cima. O cristão não deve provocar sofrimento, mas, em havendo sofrimento, deve manter a alegria. Uma vida em conformidade com os ensinamentos de Cristo é naturalmente contrária ao que o mundo impõe. “O mundo jaz no maligno!” Então, se por uma vida em santidade vierem sofrimentos, se por viver fazendo o bem surgirem problemas, devemos encontrar alegria na vida – a alegria proposta por Deus.

É bem provável que Pedro, aqui, tenha se lembrado do Sermão da Montanha, quando o Mestre disse: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus; bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por Minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos Céus” (Mateus 5:10-12).

“O Salvador declarou a Seus discípulos que não esperassem que a inimizade do mundo para com o evangelho fosse vencida, e sua oposição deixasse de existir depois de algum tempo. Disse: ‘Não vim trazer paz, mas espada’. Esse suscitar de conflitos não é efeito do evangelho, mas o resultado da oposição que lhe é movida” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 37 – Os primeiros evangelistas).

Os textos para hoje estão em 1Pedro 3:18 e 21; e 4:1 e 2; e foi acrescentado um escrito de Paulo – Romanos 6:1 a 11. A ênfase está na palavra “batismo”. No batismo, morremos para o pecado, morremos para o mundo. Somos sepultados em Cristo, e nEle ressuscitamos para a novidade de vida. No entanto, não deixamos a Terra. Não saímos do tanque batismal para ir direto para o Céu. Aqui ficamos. Aqui continuamos a viver. Aguardamos o Dia da vinda de Jesus. Então, até lá, sujeitos ao sofrimento. Até lá, possivelmente sofrendo na carne.

Então, que prevaleça o que Jesus disse para Pedro – que por sua vez deixou escrito – e que de minha parte repito aqui: “Alegrai-vos!

(25/04) TerçaRenascido. Na Nova Tradução na Linguagem de Hoje, 1Pedro 4:3-6 nos diz: “No passado vocês já gastaram bastante tempo fazendo o que os pagãos gostam de fazer. Naquele tempo vocês viviam na imoralidade, nos desejos carnais, nas bebedeiras, nas orgias, na embriaguez e na nojenta adoração de ídolos. E agora os pagãos ficam admirados [difamam, blasfemam] quando vocês não se juntam com eles nessa vida louca e imoral e por isso os insultam. Porém eles vão ter de prestar contas a Deus, que está pronto para julgar os vivos e os mortos. Pois o evangelho foi anunciado também aos mortos, os quais morreram por causa do julgamento de Deus, como morrem todos os seres humanos. O evangelho foi anunciado a eles a fim de que pudessem viver a vida espiritual como Deus quer que eles vivam”.

Pedro alerta quanto ao fato de o mundo blasfemar da nova vida dos conversos, como que procurando minar a fé, desejosos que retornassem aos antigos caminhos. (Isso é obra do inimigo!).

Então, é como se o apóstolo estivesse dizendo assim: “Não ouçam o mundo. Fiquem firmes. Olhem para a herança incorruptível. Agora vocês alcançaram a misericórdia. Permaneçam em Cristo!”

Em 1Pedro 2:11 e 12, as suas considerações haviam sido estas: “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma, tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no Dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem– ou seja, sigam as pegadas de Jesus Cristo.

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Bem, não podemos ignorar que em 1Pedro 4:6 está escrito que “foi pregado o evangelho também aos mortos”.

Como bem sabemos, a Bíblia ensina a mortalidade da alma, e do estado de inconsciência após a morte, e que o tempo da graça se encerra com a morte. Então, o entendimento é o seguinte: foi pregado “antes” que morressem, e que estavam mortos “agora”, ocasião em que Pedro estava escrevendo.

Em 1Pedro 3:19 está escrito que o Espírito “pregou aos espíritos em prisão”. Para um conhecimento mais aprofundado, indicamos a leitura do que está no livro “Explicação de Textos Difíceis da Bíblia”, publicado aqui em nosso blog – clique aqui. 

(26/04) Quarta-feiraPecados na carne. O texto de hoje é o mesmo de ontem – 1Pedro 4:3 – mas a ênfase está nas questões que envolvem o pecado sexual: sensualidade, sedução, desejos e práticas ilícitas.

Irmãos, o evangelho valoriza e dignifica o matrimônio. Em Deus, o casamento se torna algo especial, extraordinário. Por sinal, com muita naturalidade, a Bíblia usa o casamento como ilustração do amor entre Cristo e Sua igreja. Então, nós devemos ser ensinados quanto a importância de nos mantermos puros também na questão sexual, e fiéis nos compromissos tomados diante dEle.

Hoje, como todos bem sabem, maciçamente as novelas, os filmes e as músicas estão jogando pesado contra a instituição divina do casamento. A Bíblia alerta: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!” (Isaías 5:20).

O Espírito de Profecia continua: “Maravilhosas possibilidades estão abertas aos que se apegam às divinas afirmações da Palavra de Deus. … Tome o estudante a Bíblia como seu guia e ponha-se como uma rocha em defesa dos princípios, e poderá desejar as mais altas realizações. … Quando nos demoramos sobre Sua bondade, Sua misericórdia e Seu amor, torna-se-nos cada vez mais clara a percepção da verdade; mais elevado, mais santo, o desejo de pureza de coração e clareza de pensamento. A pessoa que habita na pura atmosfera de pensamentos santos é transformada pela comunicação com Deus por meio do estudo de Sua Palavra. A verdade é tão grande, de tão vasto alcance, tão profunda, tão ampla, que faz perder de vista o próprio eu. O coração abranda-se e submete-se em humildade, bondade e amor” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 8, pág. 322).

(27/04) Quinta-feira – conclusão – O amor cobre tudo. 1Pedro 4:7-11 – “E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração. Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá a multidão de pecados, sendo hospitaleiros uns para os outros, sem murmurações. Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre”.

Pedro alertou a igreja quanto a brevidade do tempo. O fim de todas as coisas estava próximo.

Bem, primeiro, em todas as épocas, os cristãos sempre agiram com a premissa de que Cristo viria em suas gerações. Mas, o fato de Ele não ter vindo não desqualifica a crença e a esperança daqueles que acabaram morrendo, pois, independentemente se no sepulcro por um dia ou por milhares de anos, quando abrirem os olhos na manhã da ressurreição, verão o seu Salvador. Será como um piscar de olhos. Para eles, o tempo não terá sido longo. Segundo, ao evidenciar a proximidade do fim, o apóstolo está chamando a atenção para o juízo vindouro. E a vida do cristão deve ser vivida tendo o acerto de contas na perspectiva correta. A vida não é nossa. O Criador pedirá conta. Haverá um dia de juízo!

Depois, porque andamos nas pegadas do Mestre, o apóstolo fala do amor – o amor que nos faz perdoar as pessoas com quem nos relacionamos. O amor de Jesus nos perdoou. Porque O amamos, perdoamos também.

“O amor longânimo e benigno, não exagerará uma indiscrição às proporções de ofensa imperdoável, nem fará cavalo de batalha de outras faltas. As Escrituras ensinam claramente que os errantes devem ser tratados com brandura e consideração. Seguindo-se a devida maneira de proceder, talvez o coração aparentemente endurecido seja ganho para Cristo. O amor de Jesus cobre uma multidão de pecados. Sua graça não leva nunca à exposição dos maus feitos de outro, a não ser que haja disso positiva necessidade” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 267).

“Os cristãos que manifestam mutuamente um espírito de amor altruísta estão dando, em favor de Cristo, um testemunho que os descrentes não podem contradizer nem a ele resistir” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, pág. 167).

Fico por aqui. Desejo um ótimo estudo. Uma boa semana.

Deus nos abençoe.

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

 

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