Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – A obra do Espírito Santo

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – A obra do Espírito Santo

Pode ser que, às vezes, tenhamos a impressão que o Espírito Santo tenha sido dado somente para nós, “cristãos obedientes”. Mas não é assim não! Ele foi dado para “toda” a humanidade. Toda! Cristãos e não cristãos. Obedientes e desobedientes.

Ele tem uma obra em favor de toda e qualquer pessoa. Saibam elas ou não, Ele está agindo em favor de cada uma delas. E a Sua obra tem um objetivo só: levar a pessoa até o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

Portanto, toda abordagem que Ele realiza, faz objetivando apenas a salvação da pessoa. Ele não deseja outra coisa que não seja a salvação da pessoa.

Então, é por isso a explicação de Jesus, encontrada em João 16:8-11 – “E, quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo: do pecado, porque não creem em Mim; da justiça, porque vou para Meu Pai, e não Me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado”.

Convencerá do pecado – A primeira evidência da operação do Consolador no ser humano é a de causar nele a profunda convicção de que ele é pecador, e, daí, nele provocar arrependimento; Ele o informa sobre a existência do grande conflito entre Cristo e Satanás e o faz perceber, ver e entender que está dentro desse emaranhado; Ele o ensina sobre a verdadeira natureza do pecado; Ele apresenta a santidade de Deus; e mostra o quão ofensivo o seu pecado é ao Senhor – a ponto de Este entregar o Seu Filho para morrer numa cruz.

Quando assim entendemos a obra do Espírito Santo, então entendemos o significado de outras traduções: “condenará o mundo”; “reprovará”; “repreenderá”; “corrigirá”. O Espírito Santo “convencerá o mundo do pecado”!

Jesus já havia dito de Si mesmo, em João 7:7 – “Não pode o mundo odiar-vos, mas a Mim Me odeia, porque Eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más”. A vida de Jesus provava que as pessoas eram más. (Abel também, em relação a Caim).

No Pentecostes, em resposta ao discurso de Pedro, que apresentava os recentes acontecimentos em torno de Jesus, a Bíblia diz que “ouvindo [as pessoas] estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram: ‘Que faremos, irmãos?’ Respondeu-lhes Pedro: ‘Arrependei-vos’” (Atos 2:37 e 38). Falar de Cristo constrange os corações. Reprova os corações. Convence. Condena.

Irmãos, quando somos chamados a reprovar o pecado, devemos lembrar que há um pecador envolvido na história. (Aliás, mais do que um, porque eu também sou!). E como nós não somos juízes de ninguém, e não devemos usar o mesmo motivo do acusador de nossos irmãos (que é detonar de uma vez por todas), todo cuidado é necessário.

Embora o pecador continue com o livre arbítrio, e o Espírito Santo respeita isso, a intenção é “ganhar” o irmão. Não detonar. Ganhar! E se ele disser “não”, a intenção continua a mesma: ganhar o irmão – salvar – redimir. No entanto, se ele disser “sim”, então, um milagre é operado. E que milagre! O maior de todos os milagres. O milagre que aconteceu comigo. O milagre que aconteceu com vocês. Que milagre!!!

Convencerá da justiça – Aqui, o sentido é “da necessidade” da justiça. O pecador arrependido necessita da justiça. Não basta ser convencido do pecado – necessita de “justiça”.

As vestes brancas da inocência de Adão e Eva foram perdidas. Os seus descendentes nasceram sem elas. Todos nós nascemos com os “trapos da imundícia”. Somos injustos perante Deus. Não andamos em conformidade com os Seus reclamos. Sua vontade é naturalmente rejeitada por nossa natureza. E, assim, estamos perdidos.

Então, felizmente, a obra do Espírito Santo continua. Ele nos mostra que há uma solução. Ele nos encaminha para a solução. Ele nos apresenta a solução. “Ao pecador arrependido, faminto e sedento de justiça, o Espírito Santo revela o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Atos dos Apóstolos, pág. 52).

Somos pecadores, mas há uma saída. Estamos destituídos da glória do Pai, mas há uma ponte.

Irmãos, não adianta “bater” numa pessoa com os seus erros. Não adianta “chicotear” a igreja com os seus pecados. Não é o pecado que limpa o pecado. Não é mostrando os pecados que os pecadores serão transformados. Cristo é a solução. Cristo é quem deve ser apresentado. Cristo!

E é exatamente isso que o Espírito Santo faz. Nos convence que necessitamos da justiça “de” Cristo. Ele, o único Homem que viveu em conformidade absoluta diante de Deus e de Sua santa Lei. Ele, Cristo, foi aceito – com justiça – como oferta pela nossa vida ofensiva a Deus. Cristo é a nossa justiça. E assim, Deus, através de Jesus Cristo, nos aceita em Sua santa presença.

Irmãos, estudemos mais sobre Cristo. É de interesse eterno que os assuntos sobre a vida, a morte, a ressurreição e o atual ministério celestial de Cristo sejam compreendidos, e amados. E é disso que devemos falar para as pessoas. Nisso está a esperança de todos nós.

Convencerá do juízo – Adão foi informado, ainda em seu estado de inocência, que para a desobediência haveria um juízo, uma prestação de contas. Se pecasse, morreria. Por sinal, Satanás já estava sob tal juízo. Diz a Bíblia: “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Apocalipse 12:12).

Vou colocar dois textos aparentemente divergentes, mas, na verdade, um complementar do outro:

O primeiro texto diz assim: “A brevidade do tempo é frequentemente realçada como incentivo para buscar a justiça e fazer de Cristo o nosso amigo. Este não deve ser o grande motivo para nós; pois cheira a egoísmo. É necessário que os terrores do dia de Deus sejam mantidos diante de nós, a fim de que sejamos compelidos à ação correta pelo medo? Não devia ser assim. Jesus é atraente. Ele é cheio de amor, misericórdia e compaixão” (Exaltai-O, pág. 99 – Meditação Matinal de 25/03/1992).

O segundo texto é: “O temor do julgamento não deve ser o motivo principal para se fazer o que é correto. Contudo, é um poderoso agente para despertar mentes obscurecidas pelo pecado e é certamente um apelo” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 5, pág. 1165).

Notaram? O medo não deve ser “o motivo principal” para convencer alguém sobre o juízo. É um motivo secundário. Mas, como é uma realidade o juízo vindouro, deve sim ser apresentado. E um “momento” apropriado deve ser providenciado para isso – e de “maneira” apropriada também. Só que, repetindo, não deve ser o motivo principal de nossos sermões. Cristo, Este sim, é o motivo para a transformação da vida de todas as pessoas. A ênfase do convencimento está em Cristo Jesus. “Jesus é atraente”!

Bem, a obra do Espírito Santo não cessa. Ele nos dá também a certeza da salvação. Só que nós temos dificuldades em falar dessa “certeza”. Achamos ser presunção. Então, a salvação é projetada para o futuro. Para o momento do penúltimo fôlego de vida. Ou para o Dia da volta de Jesus.

Irmãos, “quem tem o Filho tem a vida” (1João 5:12). “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo” (Romanos 8:16 e 17). “Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito” – “nos deu o Seu Espírito como garantia de tudo o que Ele tem para nos dar” (2Coríntios 5:5).

E mais Efésios 1:3-14 – “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu nEle antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele; e em amor nos predestinou para Ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de Sua vontade, para louvor da glória de Sua graça, que Ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo Seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da Sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério da Sua vontade, segundo o Seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nEle, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do Céu como as da Terra; nEle, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito dAquele que faz todas as coisas conforme o conselho da Sua vontade, a fim de sermos para louvor da Sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nEle também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da Sua propriedade, em louvor da Sua glória”.

E, então, o trimestre se encerra com a mensagem de quinta-feira – “O Espírito Santo e a esperança”. E como está escrito no parágrafo abaixo da pergunta 8, “o amor imutável de Deus é a razão e o fundamento da nossa esperança”.

Sou agradecido ao querido Senhor Espírito Santo por trazer todo esse ensinamento a respeito da salvação em Cristo Jesus. Sou grato pela certeza. Sou agradecido pela esperança. Agradeço por isso ser uma realidade para mim, para a minha família, e para os meus queridos irmãos, companheiros na caminhada cristã.

Irmãos, falemos desse assunto para aqueles que ainda não o sabem. Sejamos mensageiros do Evangelho Eterno. Usa-nos Espírito Santo!

Falem de fé, esperança e coragem, e serão luz no Senhor. Continuem a meditar na porta aberta que Cristo colocou diante de vocês, que homem algum pode fechar. Deus fechará a porta a todos os males, se quiserem dar-Lhe uma chance. Quando o inimigo vier com uma inundação, o Espírito do Senhor [o grande Ajudador] erguerá por vocês uma bandeira contra ele” (Review and Herald, 16/04/1889).

* * * * * * * * * * * * * “Guiar-te-ei com os Meus olhos” (Salmos 32:8) * * * * * * * * * * * *

Feliz semana!

Lembrem-se de ler a Meditação Matinal de hoje – basta clicar aqui.

Lição da Escola Sabatina 2017 – Comentário feito por Carlos Bitencourt

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