Os Frutos da Justificação Pela Fé, de Morris Venden – Muito fruto, capítulo 8 (João 15)

MUITO  FRUTO
Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu nele, esse dá muito fruto” (João 15:5).

A produção de frutos é uma das coisas mais espontâneas a acontecer com uma vide verdadeira e seus ramos. Caso você deseje uvas, não trabalhará na produção destas. Algumas pessoas bem que o têm tentado. Produziram uvas de plástico. Certa vez mordi uma dessas uvas, por engano, e a experiência foi assaz desapontadora. Tais uvas podem parecer bonitas exteriormente, mas isso é tudo. Ninguém é capaz de produzir uma uva genuína através de qualquer meio que não seja a videira.

O que as uvas representam? “Cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus” (Filipenses 1:11). Por bondade, perceba, antes de mais nada, que os frutos são fruto de justiça e que, em segundo lugar, tais fruto destinam-se ao louvor e glória de Deus. É claro, ainda, que podemos trazer ao debate o texto de Gálatas 5:22 e 23, o qual fala dos fruto do Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.

Portanto, as uvas são os frutos da justiça, e a justiça é espontânea para os ramos que se encontram conectados à Videira verdadeira.

Isso nos conduz à premissa básica da parábola da vinha. A videira produz uvas pelo fato de ser uma videira, e jamais o faz para que venha a tomar-se uma. “Todavia o Salvador não ordena aos discípulos que se afanem para produzir fruto. Diz-lhes que permaneçam nEle” (O Desejado de Todos as Nações, pág. 677). Desta forma, o esforço da vida cristã sempre estará relacionado com o permanecer, e jamais com a produção de fruto. Volta-se para o companheirismo com Cristo, para a permanência na Videira, e jamais para a produção de justiça. O segredo está na ligação com Jesus, e nunca na tentativa de ser bom. Esta é uma das verdades simples e eternas que nos são ensinadas pela analogia singela da videira e dos ramos – na verdade, trata-se da própria declaração de Jesus a respeito do assunto.

Por vezes as pessoas temem que se nós nos concentrarmos na questão do relacionamento diário com Cristo e na permanência nEle, de alguma forma estejamos nos opondo aos frutos, ou antagonizando-os. Temem estas pessoas que o resultado de não se labutar pela produção de frutos, resulte exatamente na ausência da produção destes. Tal não é, porém, o caso. Segundo as palavras de Jesus, qual será o resultado deste enfoque? Sim, o resultado será “muito fruto”.

Está você interessado em produzir “muito fruto”? Caso positivo, deixe de fixar sua atenção na produção de frutos e concentre-a sobre a permanência na videira. Este é o único método pelo qual se pode produzir fruto genuíno, genuína justiça, verdadeira obediência para a glória e louvor de Deus.

Uvas de plástico? Claro que esse tipo não produz glória e louvor para Deus. Tão-somente possibilitam a glorificação da pessoa. A igreja de Laodiceia é rica na produção de uvas de plástico, mas fracassa completamente em produzir justiça. Na verdade, uvas plásticas são o pior tipo possível de uvas.

Nenhum tipo de uva? Bem, de acordo com Apocalipse 3:15, isso até que seria bem melhor! Veja se não é exatamente isso que afirma o texto: “Quem dera fosses frio, ou quente!” Aparentemente Deus percebe a existência de um melhor potencial quando não existe qualquer produção de uvas, do que quando são produzidas as uvas plásticas da justiça própria.

O melhor é que através da ligação com a Videira, por intermédio de comunhão com Ele, com base na permanência nEle, somos capacitados a fazer aquilo que realmente se espera que façamos. Conheceremos então o segredo da produção de fruto, genuíno fruto, muito fruto. Uma vez que isso só pode ser obtido mediante a operação de Deus em nós, “tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (veja Filipenses 2:13), é Ele quem deve receber o crédito por tudo. A glória e o louvor Lhe pertencem.

Os Frutos da Justificação Pela Fé, de Morris Venden – Muito fruto, capítulo 8, páginas 36-38. Próximo capítulo – clique aqui.

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