Os Frutos da Justificação Pela Fé, de Morris Venden – A Videira Verdadeira, capítulo 1 (João 15)

A  VIDEIRA  VERDADEIRA
Eu Sou a Videira verdadeira, e Meu Pai é o agricultor” (João 15:1).

Alguma vez você examinou bem de perto uma videira? Não estou pensando na época do verão, quando os ramos estão cobertos de folhas. Quero dizer, durante o inverno, quando você pode ver a videira propriamente dita. Ela lhe parece bonita? Ao contrário, bastante feia, não é mesmo? Ao não existirem folhas nos ramos, você pode ver a videira desguarnecida, de cor escura, nodosa, retorcida e arqueada, dando a impressão de que jamais tornará a apresentar-se viva outra vez.

Ela nos faz lembrar Alguém de quem foi dito que Se parecia a uma raiz seca, exposta fora do solo. Algumas das pinturas e esculturas medievais retratavam a Cristo como sendo singelo e não-atraente. Alguns de nós reagimos de modo desfavorável a isto. Não devemos esquecer, contudo, que a beleza de Cristo era antes interna, e não externa. Isaías 53:2 diz que “olhamo-Lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse”.

“Somente a mãe desta pessoa poderia amá-la!” Talvez você já haja encontrado alguém que lhe causou tal impressão à primeira vista. Mas, ao travar relacionamento mais íntimo com esta pessoa, você descobriu, para sua própria surpresa, que ela era uma pessoa realmente bonita. Já lhe ocorreu isto alguma vez?

Assim, quando pensamos na Videira e nela focalizamos nossa atenção, não devemos estar preocupados com alguém que ostente beleza exterior. Pensamos, antes, em Alguém cuja beleza provém do íntimo e de Sua ligação com as fontes celestiais. Na analogia do Velho Testamento, Israel era a vinha, mas ela provou-se infrutífera, de modo que aqui existe uma nova aplicação, uma nova interpretação da videira, através das palavras de Jesus apresentadas neste capítulo.

Supunha-se que o povo de Israel fosse o povo de Deus, mas um de seus problemas era que os indivíduos imaginavam estar garantidos pelo simples fato de acharem-se vinculados a Israel. A aplicação moderna far-se-ia em relação àqueles que pensam na vinha como sendo a igreja, e que também imaginam que tudo que temos a fazer a fim de garantir a vida eterna, é estar arrolado nos 1ivros da igreja, com esta mantendo comunhão. É por esta razão que as palavras de Jesus são especialmente aplicáveis ao dizer Ele: “Eu Sou a Videira verdadeira” (João 15:1).

Afaste, pois, a sua atenção da igreja ao procurar o verdadeiro sentido desta parábola e fixe-a solidamente na verdadeira videira, que é Jesus Cristo.

Existe algo mais, bastante interessante, na escolha que Jesus fez da videira a fim de retratar-Se a Si próprio e a Seu relacionamento com o Seu povo. A videira é uma planta dependente. Não é capaz de ficar em pé por si mesma, sem algum tipo de suporte. Os ramos precisam depender da videira, isto é certo. Mas a própria videira necessita também de apoio. Jesus veio a fim de revelar-nos o quanto dependemos de outrem. Assim como Ele dependia do Pai, somos dependentes dEle.

Uma videira não necessita de muita glória, crédito, honra. Quando a videira propriamente dita se torna visível, de modo algum é atraente. Mas ela provê para os ramos a necessária conexão com a fonte de nutrição; é surpreendente constatar que os ramos, com todo aquele seu verdor na época da primavera e do verão, e com suas cores brilhantes no outono, têm aparência muito mais bonita que a da videira propriamente dita. A videira é simplesmente mais um símbolo dAquele que a Si mesmo Se fez sem reputação, que assumiu sobre Si a forma de servo, e que esteve disposto a servir aos outros em vez de chamar a atenção para Si próprio.

Os Frutos da Justificação Pela Fé, de Morris Venden – A Videira Verdadeira, capítulo 1, páginas 9-11. Próximo capítulo – clique aqui.

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