Quem salva: a Lei ou Cristo?

Ao apresentar as claras reivindicações da Lei, muitos têm deixado de retratar o infinito amor de Cristo. Aqueles que detêm tão grandes verdades, tão significativas reformas a apresentar ao povo, não têm a devida compreensão do valor do sacrifício expiatório como expressão do grande amor de Deus pelo ser humano. O amor por Jesus e o amor de Jesus pelos pecadores tem sido afastado da experiência daqueles que foram comissionados a pregar o evangelho; o ego tem sido exaltado em lugar do Redentor da humanidade. A Lei deve ser apresentada a seus transgressores, não como algo separado de Deus, mas como intérprete de Sua mente e Seu caráter. Assim como a luz solar não pode ser separada do Sol, a Lei de Deus não pode ser corretamente apresentada à parte de Seu divino autor. O mensageiro deve ser capacitado a dizer: “A vontade de Deus está na Lei. Venham e vejam por si mesmos que a Lei é justamente o que Paulo declarou a respeito dela – ‘santa, justa e boa’”. Ela reprova o pecado, condena o pecador, mas mostra a necessidade que esse tem de Cristo, em quem existe abundante perdão, misericórdia e verdade. Embora a Lei não possa cancelar a penalidade pelo pecado, e responsabilize o pecador por todo o débito, Cristo promete perdoar toda pessoa que se arrepender e aceitar Sua graça. O amor de Deus é estendido amplamente ao pecador arrependido e crente. A mancha de pecado na vida humana pode ser apagada somente pelo sangue do sacrifício expiatório. Nada menos que o sacrifício dAquele que é um com o Pai foi requerido como oferta. A obra de Cristo – Sua vida, humilhação, morte e intercessão pelo ser humano perdido – engrandece a Lei e a torna gloriosa.

Muitos sermões pregados sobre a Lei têm sido desprovidos de Cristo, e essa falta torna a verdade ineficaz para a conversão das pessoas. Sem a graça de Cristo é impossível dar um passo na obediência à Lei de Deus. Quanto mais necessário é que pecadores ouçam a respeito do amor e poder de seu Redentor e amigo! Embora o embaixador de Deus deva apresentar claramente as reivindicações da Lei, deve deixar claro que ninguém pode ser justificado sem o sacrifício expiatório de Jesus. Sem Cristo, somente pode haver condenação, ardente expectativa da indignação divina e separação final da presença de Deus. Mas aqueles cujos olhos são abertos para ver o amor de Cristo contemplarão o caráter de Deus como cheio de amor e compaixão. Deus não lhes parecerá tirano e implacável, mas o Pai ansioso para abraçar o filho arrependido. À semelhança do salmista, o pecador exclamará: “Como um pai tem compaixão de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que O temem” (Salmos 103:13). Quando Cristo é visto em Seu verdadeiro caráter, todo desespero é banido do coração.

Ellen White, “Review and Herald” – 03/02/1891

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