Vivendo Para Outros

Meditação Matinal de Ellen White – O Cuidado de Deus, 1995.

20 de junho – Pág. 160 – Vivendo Para Outros

Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a Sua vida em resgate de muitos. Mateus 20:28.

Não devemos viver para nós mesmos. Cristo veio a este mundo para viver para outros – não para ser servido, mas para servir. Se vos esforçardes por viver como Ele viveu, estareis dizendo ao mundo: “Eis o Homem do Calvário”. Por preceito e pelo exemplo estareis guiando outros no caminho da justiça. Manuscrito 11, 1885.

O pecado com o qual mais se condescende, e que nos separa de Deus e produz tantas desordens espirituais contagiosas, é o egoísmo. Não pode haver retorno ao Senhor a não ser mediante a abnegação. De nós mesmos nada podemos fazer; mas, fortalecendo-nos Deus, podemos viver para fazer bem aos outros, e desta maneira fugir ao mal do egoísmo. Não precisamos ir a terras pagãs para manifestar nosso desejo de dedicar tudo a Deus, numa vida útil, altruísta. Devemos fazer isto no círculo doméstico, na igreja, entre aqueles com os quais nos associamos e com quem temos relações comerciais. Exatamente nos ambientes comuns da vida é onde deve ser negado o próprio eu e conservado em submissão.

Paulo podia dizer: “Cada dia morro” (1Coríntios 15:31). É o morrer diário ao próprio eu, nas pequeninas relações da vida, que nos torna vencedores. Devemos esquecer-nos a nós mesmos, no desejo de fazer o bem aos outros. Da parte de muitos há uma positiva falta de amor aos outros. Em vez de cumprirem fielmente o seu dever, buscam antes o seu prazer.

Deus ordena positivamente a todos os Seus seguidores a obrigação de abençoar os outros com sua influência e seus recursos. … Agindo em favor de outros experimentarão uma doce satisfação, uma paz interior que será recompensa bastante. Quando atuados por um alto e nobre desejo de fazer bem aos outros, encontrarão a verdadeira felicidade no fiel cumprimento dos múltiplos deveres da vida. Isto trará mais do que uma recompensa terrena, pois todo fiel, desinteressado cumprimento do dever é notado pelos anjos e brilha no registro da vida.

No Céu ninguém pensará em si, nem buscará o seu próprio prazer; mas todos, motivados por um amor puro e genuíno, buscarão a felicidade dos seres celestiais em volta. Se desejamos fruir a sociedade dos seres do Céu na Terra renovada, temos de ser governados, aqui, por princípios celestiais. Testemunhos Para a Igreja, vol. 2, págs. 132 e 133.

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