Pela Justiça de Cristo Guardamos a Lei

Meditação Matinal de Ellen White – O Cuidado de Deus, 1995.

5 de novembro – Pág. 294 – Pela Justiça de Cristo Guardamos a Lei

Em Suas obras há glória e majestade, e a Sua justiça permanece para sempre. Salmos 111:3.

Um raio da glória de Deus, um vislumbre da pureza de Cristo que penetre no espírito, torna cada sinal de corrupção dolorosamente distinto, e desnuda a deformidade e defeitos do caráter humano. Como poderá alguém, ao se defrontar com a santidade da lei de Deus – a qual torna manifestos os motivos maus, os desejos não santificados, a infidelidade do coração, a impureza dos lábios, e revela os segredos da vida – gabar-se de ter santidade? Seus atos de deslealdade, anulando a lei de Deus, são revelados perante seus olhos, e seu espírito fica impressionado e aflito sob as influências perscrutadoras do Espírito de Deus. Ele passa a se detestar ao contemplar a grandeza, a majestade, e a pureza do caráter de Cristo.

Quando o Espírito de Cristo impressiona o coração com o seu maravilhoso poder despertador, surge uma sensação de deficiência no espírito, que leva à contrição mental e à humilhação do eu, e não à ostentação do que foi adquirido. Quando Daniel contemplou a glória e majestade que circundava o mensageiro celestial que lhe foi enviado, ele exclamou, ao descrever a maravilhosa cena: “Fiquei, pois, eu só e contemplei esta grande visão, e não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não retive força alguma” (Daniel 10:8).

O indivíduo que é assim tocado nunca se revestirá de justiça própria, ou de uma falsa aparência de santidade, mas odiará o seu egoísmo, aborrecerá o seu amor-próprio, e procurará por meio da justiça de Cristo a pureza de coração que está em harmonia com a lei de Deus e o caráter de Cristo. Ele refletirá então o caráter de Cristo, a esperança da glória. Será o maior mistério, para ele, o fato de Jesus ter feito um tão grande sacrifício a fim de redimi-lo.

Ele exclamará, com um ar humilde e lábios trementes: “Ele me amou. Ele Se deu por mim, e Se tornou pobre a fim de que eu, por meio de Sua pobreza, pudesse me tornar rico. O homem de dores não me rejeitou, mas derramou Seu amor inesgotável e Redentor a fim de purificar meu coração; e Ele me fez retornar à lealdade e obediência a todos os Seus mandamentos. Sua condescendência, humilhação e crucifixão são os milagres coroadores na maravilhosa demonstração do plano de salvação. … Ele fez tudo isso para que fosse possível creditar-me Sua própria justiça, para que eu pudesse guardar a Sua lei, a qual transgredi. Por isso, eu O adoro. Hei de proclamá-Lo a todos os pecadores”. Review and Herald, 16 de outubro de 1888.

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