Envia-me

Meditação Matinal de Ellen White – Vidas Que Falam, 1971.

14 de agosto – Pág. 232 – “Envia-me”

Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim. Isaías 6:8.

Foi sob circunstâncias difíceis e desalentadoras que Isaías, sendo ainda moço, foi chamado para exercer o ministério da profecia. Seu país estava nesse tempo ameaçado de destruição. Por sua transgressão da lei de Deus, o povo judeu se privara da proteção divina, e os exércitos dos assírios estavam a ponto de invadir o reino de Judá. Entretanto, o perigo que ameaçava a este da parte dos inimigos, não era o que mais o afligia. Era a perversidade de seu povo que mais profundamente deprimia o espírito do servo de Deus. Por sua apostasia e rebelião, esse povo desafiava os juízos divinos. Chamado a transmitir-lhe uma mensagem de advertência, o jovem profeta sabia que teria de defrontar a mais obstinada resistência. … Sua tarefa pareceu-lhe não oferecer nenhuma probabilidade de êxito. …

Esses pensamentos o sacudiram, quando Isaías se achava no pórtico do templo. De repente, pareceu-lhe que a porta e o véu do interior do templo se abriram ou foram corridos, sendo-lhe permitido relancear a vista para dentro do santo dos santos, onde nem mesmo os pés de um profeta poderiam pisar. Perpassou-lhe então diante dos olhos uma visão em que Jeová apareceu sentado num alto e sublime trono, enchendo o Seu séquito o recinto do templo. De cada lado do trono se vinham os serafins, que com duas asas voavam, com outras duas cobriam o rosto em adoração e com duas os pés. …

Nunca dantes compreendera Isaías tão plenamente a grandeza de Jeová ou Sua perfeita santidade; e, em sua fragilidade e imperfeição, pareceu-lhe que teria de perecer ante a divina presença. “Ai de mim”, exclamou, “que vou perecendo! porque eu sou um homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Isaías 6:5). Desceu então a ele um dos serafins, a fim de prepará-lo para sua grande missão. Com uma brasa viva tirada do altar, tocou-lhe nos lábios e disse: “Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e purificado o teu pecado”. Quando, pois, se fez ouvir a voz de Deus perguntando: “A quem enviarei, e quem há de ir por Nós?” Isaías respondeu em tom repassado de santa confiança: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:7 e 8). Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 348 e 349. Veja o comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje – clique aqui.

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