Prefácio e Índice geral de “95 Teses Sobre Justificação Pela Fé”, de Morris Venden

95 Teses Sobre Justificação Pela Fé, de Morris Venden.

Título do Original em Inglês: 95 THESES ON RIGHTEOUSNESS BY FAITH

Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero sobe os degraus da igreja do castelo de Wittenberg, Alemanha, e prega na porta de madeira maciça, as 95 teses que logo desencadeiam a Reforma Protestante.

Quase cinco séculos depois, Morris Venden prega, em forma impressa, suas 95 Teses Sobre Justificação Pela Fé. Este livro é o resultado de muitos anos de pesquisa e meditação sobre este tema tão importante.

95 Teses Sobre Justificação Pela Fé constituem o livro mais significativo de Morris Venden. Sua grande esperança é que os leitores destas páginas aprendam a confiar inteiramente em Jesus, para obter perdão e poder.

PREFÁCIO

O repentino vislumbre, de Martinho Lutero, na famosa escadaria, de que o justo viverá pela fé, foi um importante marco na Reforma Protestante. Mas as 95 teses que ele afixou sobre a porta da igreja em Wittenberg não eram basicamente uma discussão adicional do tema da justificação pela fé. Antes, tratavam principalmente de reformas necessárias no sistema religioso da época, com insistência sobre liberdade de consciência, condenação à venda de indulgências, e graves denúncias contra abusos papais.

As 95 teses neste volume estão centradas sobre as verdades da justificação pela fé em Jesus Cristo somente. São uma mensagem de aplicação ilimitada, mantendo-se num crescendo até prevalecer um único interesse; um assunto que supera todos os demais – Cristo, justiça nossa. Vivemos nesse tempo. A mensagem dos três anjos tem sido proclamada e continuará ressoando até que alcance proporções de alto clamor.

O propósito deste livro é estimular a reflexão e o estudo do grande tema da justiça de Cristo. É escrito primordialmente para um público adventista do sétimo dia, acompanhado de um conjunto de lições bíblicas destinadas a partilhá-las com seus amigos.

Mas, cuidado! Se perceber-se concordando ainda que só com a primeira tese, você poderá ficar enredado. Se ainda se achar de acordo após as primeiras doze teses, não há escape! Quem quer que realmente concorde com as primeiras doze teses, dificilmente será levado a discordar das restantes, pois as primeiras doze formam a base para o entendimento de todo o conjunto.

A teoria da justificação pela fé é dinâmica. Uma vez que a entenda, você nunca mais será o mesmo. Mas a teoria não é suficiente. O poder real vem quando você a experimenta por você mesmo. Convido-o hoje a obter a experiência de toda uma vida!

ÍNDICE (Clique na tese desejada)

Justificação:

1 – O cristão faz o que é certo por ser cristão, nunca a fim de sê-lo

2 – Justiça = Jesus. Não temos justiça à parte dEle

3 – A única maneira de buscar justificação é procurar a Jesus

4 – Cristianismo e Salvação não se baseiam no que você faz, mas em quem você conhece

5 – Fazer o certo por não praticar o errado não é agir certo. Ser bom por não ser mau não é ser bom

6 – A justificação tornará você moral, mas moralidade não tornará você justo

7 – Nossas boas obras não causam nossa salvação. Nossas más obras não causam nossa perdição

Pecado:

8 – Todos nascem pecadores (ou egoístas) porque todos nascem separados de Deus

9 – Deus não nos atribui responsabilidade por termos nascido pecadores

10 – Pecamos porque somos pecadores. Não somos pecadores porque pecamos

11 – Pecado (singular) – o viver longe de Deus, resulta em pecados (plural) – praticar coisas erradas

12 – Quem quer que viva sua vida separado de Deus, está vivendo em pecado

Fé:

13 – A melhor definição de fé é confiança. Confiança é depender de outro

14 – Conhecer a Deus resulta em confiar  em Deus.  Se você não O conhece, não irá confiar nEle. Se você não confia nEle, então não O conhece

15 – Fé é um fruto do Espírito, não um fruto da pessoa. Não é algo em que a gente trabalhe ou que a gente desenvolva

16 – Pensamento positivo não produz fé genuína, mas a fé produzirá pensamento positivo

Submissão:

17 – Submissão é renunciar a nós próprios, não o abandono de nossos pecados.  Renunciar a nossos pecados é resultado de renunciar a nós mesmos e buscar a Deus

18 – Empenhar-nos em renunciar a nossos pecados, pode impedir-nos de renunciar a nós mesmos

19 – Ninguém pode crucificar-se a si mesmo, nem operar a própria submissão. Alguém deve fazê-lo em seu lugar

20 – Somos controlados por Deus ou por Satanás. O único controle que temos é escolher quem nos controlará

21 – A submissão da vontade é a submissão do poder de escolha, mas empregamos o nosso poder de escolha para o submeter. Renunciamos a nosso poder de escolha,  tendo em vista o comportamento; conservamos nosso poder de escolha, tendo em vista o relacionamento

22 – O único esforço deliberado na vida cristã é buscar a Deus. Disso resultarão esforços espontâneos  para  outras coisas

23 – Cristãos em crescimento experimentam períodos de submissão e de não-submissão. Às vezes dependem de Deus, outras vezes de si mesmos

Conversão:

24 – Conversão é obra do Espírito Santo, que produz uma  mudança de atitude para com Deus e  cria  uma nova capacidade de conhecer a Deus

25 – A conversão leva a uma vida transformada

26 – Conversão e arrependimento são experiências contínuas, e não de uma vez apenas

Arrependimento:

27 – Arrependimento é tristeza pelo pecado e afastamento dos pecados. Arrependimento é um dom. Portanto, a tristeza pelo pecado é um dom, e afastamento dos pecados é um dom

28 – Não transformamos nossa vida a fim de ir a Cristo. Vamos a Ele tal como estamos, e Ele transforma nossa vida

29 – Deus dá o arrependimento antes de dar o perdão

30 – A tristeza humana é a que sentimos por haver quebrado uma lei e sermos apanhados.  A  tristeza de  origem  divina  é a que experimentamos por ter  quebrantado  um coração  e ferido nosso melhor Amigo

Perdão:

31 – O único pecado conhecido que não pode ser perdoado é aquele de que não nos arrependemos e de que não pedimos perdão

32 – O perdão não fará nenhum benefício ao pecador, a menos que ele o aceite

33 – O perdão de Deus não é limitado, mas nossa aceitação de Seu perdão pode ser

34 – Aqueles que são muito perdoados, muito amarão. Aqueles que muito amam, muito obedecerão

35 – O perdão é gratuito, mas não é barato. Custou a vida do querido  Filho de Deus

A Cruz:

36 – Deus perdoa os pecadores,  não os pecados,  mas a Bíblia chama a isso de perdão dos pecados. Jesus morreu porque os pecados não podiam ser perdoados

37 – Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras

38 – A cruz tornou possível que Deus fosse justo e ainda perdoasse a todos

39 – A morte de Cristo foi necessária a fim de sermos perdoados

40 – Nada podemos acrescentar ao que Jesus fez na cruz, mas Deus pode acrescentar muitíssimo

Segurança:

41 – Permanecer com Jesus é tão importante quanto ir a Ele

42 – A segurança da salvação continua mediante o relacionamento pessoal diário com Jesus

43 – Os cristãos devem saber que têm a garantia da salvação hoje

44 – A Bíblia ensina que uma vez salvo, sempre salvo, enquanto se permanece salvo

45 – A paz não resulta da vitória, mas a vitória resulta da paz

46 – Uma razão por que continuamos a pecar é não crermos que fomos perdoados. A segurança conduz à vitória. A incerteza conduz à derrota

Relacionamento:

47 – Justificação pela fé é uma experiência, não uma teoria apenas

48 – A vida devocional do cristão não é opcional. O relacionamento com Deus é a base integral da vida cristã ativa

49 – Se não tomarmos tempo para a Bíblia e a oração, iremos morrer espiritualmente

50 – Só porque você lê a Bíblia e ora não significa que terá um relacionamento com Deus. Mas se não o fizer, não terá

51 – O propósito principal da oração não é obter respostas, mas conhecer a Jesus

52 – O principal propósito do Estudo da Bíblia não é obter informação, mas conhecer a Jesus

53 – As coisas  muitas vezes  vão pior  quando oramos,  até que aprendemos a buscar a Jesus por causa dEle, não por nossa causa

54 – Quem quer que se desencoraje com seu relacionamento por causa de comportamento é legalista

Obediência:

55 – A verdadeira obediência é um dom de Deus (a veste é gratuita)

56 – A verdadeira obediência vem de dentro para fora, não de fora para dentro

57 – A genuína obediência é natural e espontânea. Ela vem apenas mediante o relacionamento de fé com Cristo

58 – Aquele que depende de Deus para ter  o poder,  não precisa tentar obedecer a duras penas. Ele teria que esforçar-se para não fazê-lo

59 – A obediência que é somente externa é uma falsa obediência

60 – Quando conhecemos a Deus como é nosso privilégio conhecê-Lo, nossa vida será uma existência de contínua obediência

Lei:

61 – Qualquer que tente viver a vida cristã sem Cristo, não é cristão. É legalista, seja conservador ou liberal

62 – Não há, na lei, poder para a genuína obediência. O Monte Sinai nada vale sem o Monte Calvário

63 – Cristo é o fim da lei para justiça, mas não o fim da lei

Obras:

64 – As boas obras, praticadas independentemente de Cristo, são más obras

65 – O propósito das boas obras não é salvar-nos, mas glorificar a Deus

66 – Quando a questão é genuína fé e obras, você não pode ter uma sem a outra

Crescimento:

67 – A fé cresce em quantidade, não em qualidade. O crescimento está na constância da dependência de Deus

68 – Você não cresce tentando crescer

69 – Os cristãos crescem mais firmemente reconhecendo suas fraquezas Quando são fracos, aí é que são fortes

70 – Podemos todas as coisas mediante Cristo, que nos fortalece; mas, sem Ele, nada podemos fazer

Permanência Nele:

71 – Satanás não tem poder para levar os que dependem de Deus a pecar, mas os que dependem de si mesmos são facilmente derrotados

72 – O permanente relacionamento com Deus, conduz à permanente submissão e dependência dEle a todo instante

73 – Olhar para o eu é sempre o ponto de separação de Deus, e interrompe  a dependência dEle momento a momento

74 – Deus jamais Se separará de nós. Mas podemos decidir separar-nos dEle

Testemunho:

75 – A razão por que Deus deseja que testemunhemos é, primeiramente, o nosso bem

76 – O desejo de compartilhar vem naturalmente ao cristão genuíno (conquanto os métodos possam variar)

77 – A pessoa mais feliz no mundo é a mais envolvida em servir a outros. A pessoa mais infeliz é aquela que está mais envolvida em servir ao eu

78 – O serviço cristão na vida espiritual equivale ao exercício na vida física

79 – Não podemos dar a outros aquilo que nós próprios não possuímos

Tentação:

80 – A verdadeira questão envolvida na tentação é se é possível viver vida sem Cristo

81 – As tentações se tornam pecado quando consentimos com elas em nossa mente

82 – Jesus foi tentado a fazer o certo, mas em Seu próprio poder, tal como nós

83 – O Senhor sabe como livrar o justo das tentações, mas não os injustos

84 – As tentações não são vencidas no momento da tentação, mas sempre antes

Vitória:

85 – Vitória não é algo que efetuamos. É algo que recebemos

86 – Na milícia cristã, somos ativos no combate da fé e passivos no combate aos pecados

87 – A vitória real é obter vitória sobre tentar obter vitória

Perfeição:

88 – A perfeição de caráter não é obra nossa. É a obra de Deus em nós

89 – A perfeição pode ser coisa perigosa se concentra nossa atenção em nós mesmos e em nossas obras

Jesus: 

90 – Jesus foi  semelhante a Adão  antes da queda por ter uma natureza sem pecado – Ele não nasceu  separado de Deus. Jesus foi semelhante a Adão após a queda em força física, poder mental, e valor moral

91 – Jesus não tinha qualquer vantagem sobre nós em vencer a tentação

92 – Jesus venceu a tentação da mesma maneira por que podemos vencer: pelo poder do alto, não pelo poder vindo de dentro

93 – Jesus achava os pecados repulsivos. Na medida em que dependamos de Deus, também acharemos os pecados repulsivos

94 – Nunca poderemos ser como Jesus foi, mas podemos agir como Jesus agia

95 – O problema do pecado é  um relacionamento interrompido entre Deus e o homem. O alvo da salvação é restaurar a relação entre Deus e o homem

(Veja o primeiro capítulo)

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