95 Teses Sobre Justificação Pela Fé, SUBMISSÃO – TESE 19

Ninguém pode crucificar-se a si mesmo, nem operar a própria submissão. Alguém deve fazê-lo em seu lugar.

Talvez uma das verdades mais difíceis de aceitar, na área da submissão, seja a de que não podemos submeter a nós mesmos! Se pudéssemos operar a submissão, não teríamos que nos submeter. Porque submeter-nos, ou renunciar a nós próprios, é o mesmo que admitir que nada podemos fazer. Inevitavelmente, portanto, a obra de levar-nos ao ponto de submissão deve ser de Deus. Não é algo que possamos fazer por nós mesmos.

Como já observamos, o diabo tem preparado atalhos a cada passo para aquele que se convence de sua necessidade de Cristo e decide vir a Jesus. Ele diz: “Você é um pecador e não tem justiça. E isso mesmo – vá operar sua justiça”. E podemos gastar dias e anos inúteis, tentando produzir justiça através da força de vontade.

Então, ouvimos sobre a verdade de que a justiça procede somente da fé, e o diabo logo se apresenta para dizer: “É isso mesmo, você precisa de fé. Comece a operar sua fé .”

E após virmos a entender que a fé é um dom, não nossa própria obra, ele novamente nos encontra na última etapa de nossa ida a Cristo, que é a submissão, e assegura: “Muito bem, o que você precisa fazer agora é tentar arduamente chegar à submissão”.

Às vezes os pais, professores e ministros, e outros líderes da igreja, já têm inconscientemente ajudado o diabo em sua campanha! Já participou de alguma reunião em que um pastor ou professor convida o auditório a empenhar-se bastante na submissão? Já viu na frente do púlpito um pequeno altar sobre o qual há fogo aceso, e pedaços de papel sendo distribuídos pelo salão? Você escreve no pedaço de papel o pecado que deseja abandonar e o leva até a frente, colocando-o no fogo. Isso é submissão?

Já se perguntou como livrar-se de algum pecado em sua vida, tendo logo depois alguém chegado para você e ensinado que tudo quanto deve fazer é renunciar a ele? E você tenta isso. Pronuncia as palavras –”renuncio a minha desonestidade”, ou “renuncio a meus maus pensamentos”. Você ora proferindo essas palavras, mas percebe que a desonestidade e os maus pensamentos continuam a incomodá-lo.

A Bíblia emprega a analogia da crucifixão como símbolo da experiência de submissão. “Estou crucificado com Cristo“, declarou Paulo, em Gálatas 2:20. Jesus empregou o símbolo repetidas vezes, convidando Seus seguidores a tomarem sua cruz e segui-Lo. Ver Mateus 10:38; Lucas 14:27; Marcos 8:34. De fato, toda vez que Jesus falava de cruz, sempre Se referia à nossa cruz, nunca à Sua própria.

Pense por um minuto sobre a crucifixão. Como se consumou? É fácil lembrar, não é? Quantas vezes já não vimos os quadros e gravuras, e ouvimos sobre os pregos e a madeira rude! Mas observe um fato em particular. Você não pode crucificar-se a você mesmo. Alguém terá que fazê-lo por você. Se deseja matar-se, poderá fazê-lo de várias maneiras. Poderá colocar uma arma na cabeça e apertar o gatilho. Poderá saltar do alto de um edifício ou de alguma ponte elevada. Poderá tomar uma dose excessiva de pílulas para dormir, ou fechar-se na garagem com o motor do carro em funcionamento. As pessoas têm tentado todo tipo de método, com maior ou menor êxito. Mas ninguém jamais tentou o suicídio buscando crucificar-se.

O livro Parábolas de Jesus expressa isto da seguinte forma: “Ninguém se pode esvaziar a si mesmo do eu. Somente podemos consentir em que Cristo execute a obra” (Pág. 159).

Como permitimos que Cristo realize a obra? Isso envolve mais do que proferir somente as palavras, ou repeti-las em oração.

Os lábios podem exprimir uma pobreza de espírito que o coração não reconhece. Ao passo que fala a Deus de pobreza de espírito, pode o coração ensoberbecer-se com a presunção de sua humildade superior e exaltada justiça. Só de um modo o verdadeiro conhecimento do próprio eu pode ser alcançado. Precisamos olhar a Cristo” (Idem).

Ao tomarmos a decisão de gastar tempo, dia após dia, contemplando a Cristo, ao convidá-Lo para realizar Sua obra em nossa vida, Ele nos conduzirá passo a passo ao ponto de submissão. A renúncia própria é possível somente quando Ele nos trouxer até esse ponto. (Próximo capítulo – clique aqui)

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