95 Teses Sobre Justificação Pela Fé, PECADO – TESE 9

Deus não nos atribui responsabilidade por termos nascido pecadores.

Um dia, na Califórnia do Sul, um guarda rodoviário me fez parar no acostamento da estrada. Acontece que, exatamente naquele trecho, a rodovia estava em construção, o que era a causa da dificuldade. Eu estivera dirigindo na faixa errada, mas não me dera conta disso, porque a faixa de sinalização estava coberta de sujeira. Embora eu estivesse ciente da lei quanto à obrigação de dirigir na minha própria faixa, não percebi que a estava transgredindo naquela ocasião.

O oficial que me multou era de opinião que a ignorância não serve como desculpa. Mas eu entendia que era uma boa desculpa! Assim, em lugar de pagar a multa, apelei ao tribunal. Felizmente, o juiz viu a coisa segundo minha perspectiva e anulou a multa.

Quem você acha que estava certo, o juiz ou o patrulheiro rodoviário? Acha que a transgressão por ignorância é uma escusa legítima, ou não? Como considera Deus nossa ignorância, em termos de manter-nos sob a responsabilidade por quebrar Sua lei?

Poderíamos estudar várias passagens bíblicas para descobrir a resposta a esta pergunta. Ezequiel 18:20 declara: “A alma que pecar, essa morrerá: o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este“. Em João 15:22 Jesus disse: “Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas agora não têm desculpa do seu pecado“. E novamente em João 9:41: “Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: ‘Nós vemos’, subsiste o vosso pecado“.

Já se perguntou por que levou tantos anos até que Jerusalém fosse destruída após Jesus ter vindo e falado à nação judaica, deixando-a sem desculpas? Por que não desceu fogo do céu na manhã da ressurreição e destruiu aqueles que assassinaram o Filho de Deus?

O livro O Grande Conflito apresenta duas razões: Primeiro, nem todos haviam ouvido, mesmo entre os adultos. Segundo, as crianças: “Muitos havia ainda entre os judeus que eram ignorantes quanto ao caráter e obra de Cristo. E os filhos não haviam gozado das oportunidades nem recebido a luz que seus pais tinham desprezado. Mediante a pregação dos apóstolos e de seus cooperadores, Deus faria com que a luz resplandecesse sobre eles; ser-lhes-ia permitido ver como a profecia se cumprira, não somente no nascimento e vida de Cristo, mas também em Sua morte e ressurreição. Os filhos não foram condenados pelos pecados dos pais; quando, porém, conhecedores de toda a luz dada a seus pais, os filhos rejeitaram mesmo a que lhes fora concedida a mais, tornaram-se participantes dos pecados daqueles e encheram a medida de sua iniquidade” (Págs. 28 e 29).

Não é bom sabermos que o Juiz de toda a Terra leva em consideração nossa ignorância de Sua lei, antes de pronunciar sentença sobre nós? Mesmo que sejamos pecadores por nascimento, Ele não nos imputa responsabilidade por nossa condição até que tenhamos suficiente luz e oportunidade para o arrependimento.

Temos pelo menos três problemas com o pecado, neste mundo. O primeiro é o problema da natureza pecaminosa com que nascemos. O segundo é o problema de nosso pecaminoso registro de vida, nossos pecados que cometemos no passado. O terceiro é o problema de nossos pecados no presente. Às vezes as pessoas fazem a ideia de que se parássemos de pecar no presente, e nunca mais falhássemos ou pecássemos, então não mais precisaríamos de Jesus. Mas enquanto aqui estivermos, necessitaremos de Sua graça justificadora para cobrir nossos pecamos passados e nossa natureza pecaminosa.

Por outro lado, alguns acham que algo precisa ser feito para expiar nossa natureza pecaminosa e, crendo que somos pecadores por nascimento, julgam necessário, batizar as criancinhas a fim de superar esse problema. Agostinho ensinou o que às vezes se chama a doutrina do pecado original, conquanto fosse mais apropriado chamá-lo de “culpa original”. Ele cria na condição pecaminosa do homem quando do nascimento – e também cria que somos considerados responsáveis por tal condição.

Mas Deus jamais nos considera responsáveis por nossos pecados – seja no que respeita a nossa natureza pecaminosa, nossos pecados passados ou nossos pecados presentes – até que compreendamos duas coisas: Primeiro, o que é pecado, e, segundo, o que fazer a respeito. Somente então entra em cena a responsabilidade.

Deus não está empenhado em ver quantas pessoas Ele pode manter fora do Céu. Ao contrário disso, devido a Seu grande amor, Ele está fazendo tudo quanto um Deus de amor pode fazer para tornar possível que cada um ali esteja. A solução para a natureza pecaminosa, a pecaminosidade passada, o pecar no presente, é provida por Sua graça. (Próximo capítulo – clique aqui)

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