95 Teses Sobre Justificação Pela Fé, PECADO – TESE 8

Todos nascem pecadores (ou egoístas) porque todos nascem separados de Deus.

Como seres humanos, temos pelo menos duas coisas em comum. Primeiro, nascemos. Segundo, nascemos pecadores. Nosso problema de pecado começou por ocasião do nascimento, pois nascemos separados de Deus.

Às vezes as pessoas têm problemas com esta verdade. Olham um bebezinho recém-nascido, e dizem: “Como pode uma coisinha dessas, um ser assim tão vulnerável ser pecador?” Mas poucos têm problema em aceitar o fato de que um recém-nascido é altamente egoísta! Não quer nem saber se a mamãe está cansada ou o papai tem que trabalhar amanhã. Se o bebê deseja ser alimentado ou limpo, ou entretido, terá meios de fazer com que se saiba disso. Um bebê é inteiramente egoísta. Nascer neste mundo é uma experiência trágica!

O pecado é a herança dos filhos. O pecado os separou de Deus” (Orientação da Criança, pág. 475). “Devido ao pecado [de Adão], sua posteridade nasceu com propensão inerente para a desobediência” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 5, pág. 1260).

Nas primeiras sete teses, estivemos tratando do assunto da justificação. Uma vez que o oposto de justiça é pecado, isso parece ser o próximo assunto lógico a considerar. Um claro entendimento de justificação e pecado é essencial para qualquer estudo do assunto da salvação pela fé. O modo como se encaram esses dois tópicos, pode representar a fenda na calçada que, posteriormente, toma-se o Grand Canyon.

Nosso estudo da justificação, até aqui, poderia ser resumido, dizendo-se que justificação deriva de relação com Jesus; não tem por base o comportamento. Se isso for verdade, então precisamos também definir pecado como algo mais do que comportamento. Somos pecadores por nascimento; somos pecadores por natureza. Nossa natureza é que é perversa; nossas más ações representam somente o resultado.

Paulo declara em Efésios 2:3 que somos por natureza filhos da ira. Salmos 58:3 diz: “Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras“. E no caso de não estar certo quanto a quem incluir entre os “ímpios” tenha em mente Romanos 3:10: “Não há justo, nem sequer um“.

Conta certo relato que um escorpião desejava atravessar o rio. Ele encontrou uma rã junto à margem e pediu que lhe desse uma carona sobre suas costas. / “Oh! não!” disse a rã. “Se eu lhe deixasse subir às minhas costas, você iria ferroar-me e eu morreria”. / “Por que iria eu fazê-lo?” perguntou o escorpião.  “Se eu aferroasse e lhe causasse a morte, então nós ambos iríamos afogar-nos, e eu jamais conseguiria atravessar o rio”. / Bem, o argumento do escorpião parecia ser lógico para a rã; e, assim, ela permitiu que lhe subisse às costas. Passou então a nadar através do rio. Mais ou menos na metade do trajeto, o escorpião a ferroou. E, ao soltar seu último alento, a rã ainda disse: “Por que fez isso? Agora nós dois vamos morrer!”  / O escorpião respondeu com tristeza: “Eu sei, mas não pude evitá-lo. É minha natureza”.

Este é o dilema da raça humana. Nossa natureza é caída. Não podemos evitá-lo. Mesmo reconhecendo que nos estamos destruindo, descobrimos que somos incapazes de parar de pecar, pois nossa natureza é que é má.

O resultado de comer da árvore da ciência do bem e do mal, é manifesto na experiência de todo homem. Há em sua natureza um pendor para o mal, uma força a qual, sem auxilio, não poderá ele resistir” (Educação, pág. 29).

Por causa do pecado de Adão, “nossa natureza se acha decaída, e não podemos tornar-nos justos” (Caminho a Cristo, pág. 62).

Devido ao fato de nosso problema de pecado ir mais fundo do que simplesmente fazer coisas erradas, visto sermos pecadores desde o momento em que nascemos neste mundo de pecado, então a resposta para o problema do pecado deve ir mais fundo do que comportamento. Deus Se propõe começar tudo de novo. Ele nos oferece um novo nascimento, com uma natureza totalmente nova.

Jesus explicou a Nicodemos, em Seu sermão da meia-noite, àquele auditório de uma só alma que, a menos que haja um novo nascimento, não temos esperança de ver jamais o reino dos Céus. O primeiro nascimento de nada vale para a vida eterna – é preciso seguir-se um segundo nascimento. A boa nova de salvação é que, por causa de Jesus, podemos receber nova natureza e, ao compartilhar Sua natureza divina, podemos escapar da corrupção do mundo pecaminoso no qual nascemos. (Próximo capítulo – clique aqui)

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2 respostas para 95 Teses Sobre Justificação Pela Fé, PECADO – TESE 8

  1. Timoteo Alberto Dos Santos disse:

    Gostei muito do site
    Deus que abencoe este trabalho que seus servos estao fazendo para que a sua presença esteja imediata porque o mundo está completamente infetado pelo pecado. Assi como está escrito: O JUSTO VIVERA PELA FÉ.

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