95 Teses Sobre Justificação Pela Fé, JUSTIFICAÇÃO – TESE 7

Nossas boas obras não causam nossa salvação. Nossas más obras não causam nossa perdição.

O pastor A. T. Jones foi um dos campeões da justificação pela fé em Cristo, isoladamente durante a ênfase de 1888, em nossa igreja. Ele era evidentemente um orador inflamado e bastante individualista. Em seu entusiasmo ele exagerou em sua apresentação e o Senhor enviou-lhe uma mensagem de conselho. Acha-se no Mensagens Escolhidas, volume 1, começando pela página 377.

O Pastor Jones havia, repetidas vezes, declarado que as boas obras não valem nada, que não há condições para a salvação. Ellen White lhe disse: “Sei o que quereis dizer, mas deixais uma impressão errada nos espíritos. Conquanto as boas obras não salvem alma alguma, é impossível que uma única alma se salve sem as boas obras” (Pág. 377). E umas poucas páginas adiante, no mesmo volume, ela declara: “As obras não nos comprarão a entrada ao Céu” (Pág. 388).

Assim, onde o pastor Jones exagerou em sua apresentação? Qual é a diferença entre dizer que as boas obras nada valem, e dizer que as boas obras não salvarão sequer uma alma, nem comprarão entrada no Céu?

Algumas pessoas chegam logo à conclusão de que se as obras não nos salvam, então elas não devem ser importantes. E se nossas obras más não causam nossa perdição, então está certo praticá-las. Mas há uma palavra-chave, que impede esse tipo de mal-entendido. Falando sobre a relação de nossas boas ou más obras quanto à salvação ou perdição, não se esqueça da palavra causar.

Não estamos falando sobre a importância das boas obras. Não estamos falando sobre o propósito das boas obras. Estamos falando sobre o método de salvação. E quando se fala em salvação, as boas obras não são a sua causa. Elas são o resultado.

O que, então, causa nossa salvação? Sabemos que não são nossas boas obras. Romanos 3:20 afirma-o com clareza. “Ninguém será justificado diante dele por obras da lei”. Jesus é Aquele que nos salva, e somos salvos por aceitá-Lo. “Abaixo do Céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).

Nossa atenção não deve concentrar-se sobre nossas ações, sejam elas boas ou más. Ao buscar salvação, devemos focalizar a Jesus e, ao contemplá-Lo, somos transformados à Sua imagem. Toda vez que olharmos a nós próprios, fracassaremos. Ou veremos nossa pecaminosidade e nos tornaremos desanimados, ou veremos nosso bom comportamento e ficaremos orgulhosos. É um beco sem saída, seja qual for a direção que tomarmos. Somente olhando à Jesus estaremos seguros.

Paulo foi veemente na questão da salvação pela fé em Cristo somente. Mas ele não era contra as boas obras. Ele havia sido uma das pessoas de melhor comportamento da cidade. Ele fala a respeito disso em Filipenses 3, e declara: “Se alguém tem razão de contar vantagens quanto as boas obras, vou comparar meu registro de conduta com a dele!” No final, entretanto, ele considerou tudo isso como perda, quando o comparou com a justiça de Cristo. “Julgado pela letra da lei, segundo os homens a aplicam à vida exterior, havia-se afastado do pecado; mas quando olhou as profundezas dos santos preceitos e se viu a si próprio como o via Deus, prostrou-se, humilde, e confessou a culpa” (Caminho a Cristo, págs. 29 e 30).

Certa vez eu estava discutindo esta tese com um grupo de ministros. Quando falamos sobre a primeira parte, que nossas boas ações nada têm a ver quanto a causar nossa salvação, houve concordância de todo lado. Mas quando chegou a segunda parte, que nossas ações más nada têm a ver quanto a causar nossa perdição, alguns se tornaram pouco à vontade.

Permita-me, porém, perguntar: se a primeira parte é verdadeira, também a segunda não o seria? Não estão ambas as partes simplesmente reiterando a mesma verdade? Nossa salvação baseia-se em nossa contínua aceitação de Jesus e Seu sacrifício por nós, mediante um relacionamento diário com Ele. Não tem por base nosso comportamento. A salvação vai além do comportamento. E assim também se dá com a perda da salvação! Comportamento não é a linha divisória para determinar o destino eterno de alguém.

Se, por fim, você se salvar, será devido ao que fez em relação a Jesus como seu Salvador. As boas obras indubitavelmente estarão presentes; não são, porém, o que causou a sua salvação. Do mesmo modo, se afinal perder-se, será porque deixou a Jesus fora de seu coração, batendo em vão, pedindo entrada. As más obras podem estar presentes, mas serão o resultado, e não a causa. Deus não julga pelos atos exteriores, mas pelo coração. Do coração procedem as fontes da vida. Ver 1Samuel 16:7; Provérbios 4:23. (Próximo capítulo – clique aqui)

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