95 Teses Sobre Justificação Pela Fé, JUSTIFICAÇÃO – TESE 6

A justificação tornará você moral, mas moralidade não tornará você justo.

Deus não é contra a moralidade! Ele não repreende os laodiceanos, em Apocalipse 3, devido à moralidade deles. Repreende-os porque estão tentando substituir a justiça pela moralidade.

Você pode não ser contra uvas de plástico! Pode até achá-las muito atraentes quando num arranjo ornamental. Há um lugar para as frutas de plástico, e algumas das imitações no mercado são bem convincentes. Mas quando alguém adiciona uvas plásticas numa salada de frutas, esteja certo de que serão um desapontamento e um mau gosto. Elas não substituem de modo algum a fruta real.

Deus não é contra a moralidade! Se você estiver vivendo uma vida moral, ficará livre da cadeia. Não transformará seu cérebro num mingau de aveia. Haverá de manter-se melhor num emprego. Sua reputação e conceito na comunidade melhorará. Os que estão ao seu redor não sofrerão os efeitos de um comportamento imoral de sua parte. A moralidade tem algumas vantagens genuínas, não há dúvida. Mas Deus repreende a igreja de Laodiceia com base na premissa de que a moralidade nunca é um substituto para a justiça.

Muitos que se chamam cristãos são meros moralistas humanos” (Parábolas de Jesus, pág. 315). Note que isto não está descrevendo os que se chamam moralistas humanos. Está descrevendo aqueles que se intitulam cristãos, mas que não o são.

Na parábola do homem que não dispunha de vestes nupciais (ver Mateus 22) vemos o mesmo principio. O homem poderia ter preferido permanecer em casa, onde suas roupas de cidadão comum não despertariam qualquer comentário. O rei o convidou para as núpcias, mas não o forçou a assistir a elas. O problema do homem era que ele tentou usar suas próprias roupas em lugar das vestes que o rei provia e ainda participar das bodas.

As pessoas ao tempo de Cristo haviam aperfeiçoado uma religião baseada somente em moralidade. O fariseu que orou em pé no templo era uma vítima da moralidade como substituto da justiça. Ele estava tocando seu próprio tambor moral. Recitou para Deus uma lista de atos que sentia recomendado aos Céus. Baseava sua segurança no fato de que não praticava o que o publicano fazia. Era um comportamentista.

E provou novamente que a moralidade não só fracassará em torná-lo justo, mas, na verdade, pode afastá-lo da genuína justiça.

Deus não é contra a moralidade! Leia-o em Caminho a Cristo, pág. 18: “A educação, a cultura, o exercício da vontade, o esforço humano, todos têm sua devida esfera de ação, mas neste caso são impotentes. Poderão levar a um procedimento exteriormente correto, mas não podem mudar o coração“.

Não devemos descartar a moralidade; precisamos porém, compreendê-la apropriadamente. Moralidade é resultado da justificação. Não é a causa da justificação. Nunca será uma causa. O cristão genuíno será uma pessoa moral. Ao buscar genuína justiça, jamais precisaremos temer que a moralidade fique de fora. E possível ter bondade exterior somente, mas nunca é possível ter bondade interna sozinha.  Quando o coração é mudado, o resultado inevitável será uma mudança de comportamento. A justificação sempre fará você moral.

Se habitamos em Cristo, se o amor de Deus habita em nós, nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações estão em harmonia com a vontade de Deus tal como se expressa nos preceitos de Sua santa lei” (Caminho a Cristo, pág. 61).

Deus não é contra a moralidade! Mas Ele nos adverte contra a aceitação da moralidade como um substituto para a justificação. Ele nos convida para, em vez disso, aceitar a justiça de Cristo, livremente concedida a todos que vão a Deus por Ele. (Próximo capítulo – clique aqui)

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