95 Teses Sobre Justificação Pela Fé, JUSTIFICAÇÃO – TESE 2

Justiça = Jesus. Não temos justiça à parte dEle.

Meu professor da principal matéria na faculdade iniciou a discussão em classe, durante o primeiro período de aula do semestre, pedindo-nos uma definição de justiça.

Demos muitas definições. Justiça é fazer o que é certo. Justiça é conformidade com a lei de Deus. Justiça é santidade. E talvez, ainda melhor, justiça é amor. Não somente os alunos deram essas definições, mas poderá você encontrá-las no comentário inspirado.

Mas, após o professor ter rebatido todas as nossas definições, levou-nos finalmente à conclusão de que a melhor e mais completa definição de justiça é Jesus. Todas as outras são inadequadas.

Se, por exemplo, justiça é definida como fazer o que é certo, então qual a única coisa de que necessitamos para ser justo? Fazer o que é correto. Não teríamos necessidade de um Salvador, se justiça se baseasse apenas em comportamento.

Mas justiça não é uma entidade em si mesma. Não é nada que a humanidade possa de alguma forma produzir. Estamos falidos, em termos de justiça. Declara Isaías, que “todas as nossas justiças [são] como trapo da imundícia” (Isaías 64:6). Não só somos incapazes de produzir justiça, mas somos também incapazes de armazená-la. Não é algo que possamos obter ou reter separado de Jesus. Portanto, podemos melhor definir justiça como uma Pessoa. Enquanto tivermos a Jesus, teremos justiça. Mas sem Ele, não temos esperança de justificação.

O homem pecaminoso só pode encontrar esperança e justiça em Deus; e nenhum ser humano é justo além do tempo em que tem fé em Deus e com Ele mantém vital ligação” (Testemunhos Para Ministros, pág. 367).

Poderíamos tentar estabelecer uma equação. Se Jesus = Justiça, e Justiça = Jesus, então a única maneira pela qual podemos obter justiça é chegar a Jesus e permanecer junto a Ele. Assim poderemos dizer que Humanidade + Jesus = Justiça.

Estava discutindo isso com um grupo de estudantes universitários, certo dia, quando um jovem de uma fileira de trás passou a encarar-me estranhamente. Ele levantou a mão e disse: “Mas se Jesus por Si só é igual a justiça, e se a humanidade mais Jesus é igual a justiça, então a humanidade tem valor igual a zero!” E ele falava como se eu tivesse acabado de cometer uma grande injustiça à raça humana.

Mas não é o dilema da humanidade que não tenhamos justiça própria? Temos valor supremo aos olhos do Céu. Jesus sobre a cruz provou o valor da alma humana. No que tange a produzir justiça, porém, estamos ao desamparo. Não podemos produzi-la; não temos nenhuma.

Charles T. Everson contava que uma mulher foi comprar o pano para fazer um vestido novo. Ela esfregava o tecido com o dedo, examinava a textura, admirava as cores e padrões, até que finalmente descobriu um rolo de tecido que parecia ser o que desejava. Enquanto refletia, querendo convencer-se de que aquela seria a escolha certa, o proprietário da loja aproximou-se e disse: “Notei-a examinando este material e, por coincidência, esse tecido foi empregado num vestido. Talvez não o tenha notado quando entrou”. E assim, ele a conduziu até a vitrina da frente da loja; e a mulher exclamou: “Que lindo! É exatamente o que desejo. O material me agradou muito – mas, agora que o vejo na forma de vestido, estou completamente convencida”. Ela adquiriu a quantidade de pano de que precisava.

Assim se dá com a lei de Deus. Podemos admirar seus princípios; podemos concordar com seus preceitos. Mas, antes que possamos verdadeiramente apreciá-la e aceitá-la, precisamos vê-la na forma de uma vida – a vida de Jesus. Quando O vemos, nosso coração é conquistado. E quando O recebemos, recebemos também Sua justiça. (Próximo capítulo – clique aqui)

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