95 Teses Sobre Justificação Pela Fé, FÉ – TESE 15

Fé é um fruto do Espírito, não um fruto da pessoa. Não é algo em que a gente trabalhe ou que a gente desenvolva.

Se estiver interessado em produzir seja o que for, de maçãs a pepinos, por onde começará? Já trabalhou num jardim ou numa horta? Sabe como se faz? Não é necessário ser um especialista em agricultura para reconhecer que certas coisas “causam” e certas outras coisas “resultam”. E se desejar ter êxito em seu jardim ou horta, não se empenhará em resultados não é mesmo?

Que bênção não seria, se pudéssemos ver a diferença entre causa e resultado de modo tão claro em nossa mente, no que tange a crescimento espiritual! Quantos de nós despendemos anos e grandes esforços, tentando produzir resultados – trabalhando sobre resultados! Paulo alista os frutos vistos na vida cristã. E note que são frutos do Espírito, não da pessoa: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22 e 23).

A Escritura sempre apresenta a fé como um fruto, ou dom, ou resultado. Nunca é nosso trabalho.

Romanos 12:3 declara que Deus deu a cada um a medida da fé. Romanos 10:17 diz que a fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus. A fé sempre vem em resultado de algo mais. Você não pode trabalhar para produzi-la. Você não age sobre os frutos. Antes, empenha-se naquilo que produz o fruto. Você não trabalha por um dom. Em vez disso, empenha-se em ir à presença do Doador e aceita o dom concedido.

Homem algum pode criar fé. O Espírito que opera na mente humana e a ilumina produz fé em Deus” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 7, pág. 1047).

E fácil confundir fé com sentimento, tentar pôr a fé em operação, fazendo entrar em ação o sentimento. Quando acha mais fácil crer que Deus responderá suas orações: quando crê que Ele o fará, ou quando está seguro de que o não fará? Quando é que tem mais fé na promessa de Deus em perdoar os pecados que Lhe haja confessado: quando se sente perdoado, ou quando se sente esquecido? Sua fé parece firme quando as coisas estão correndo às mil maravilhas, ou quando o teto afundou e você está defrontando provas e aflição?

É-nos dito que “sentimento não é o mesmo que fé; são duas coisas distintas” (Primeiros Escritos, pág. 72). E este se torna outro argumento por que jamais podemos trabalhar nossa fé. E possível trabalhar nossos sentimentos. Você pode pôr para tocar o tipo adequado de música; pode deixar-se levar pela eloquência de alguém que esteja tentando despertar algum entusiasmo; pode ser afetado pelas luzes certas ou pela disposição de pessoas ao seu redor. Por trabalhar com as multidões da maneira precisa, é possível despertar tremendos sentimentos. Mas após as luzes se apagarem e as pessoas retornarem para casa, e você ser deixado sozinho, o que sucede? Pode terminar sentindo-se pior do que antes. Já lhe ocorreu isso alguma vez? Milhões em nosso mundo hoje vivem de um pique emocional para outro, gastando sua vitalidade numa louca busca de algo que lhes soerga o espírito e os ajude a esquecer que a última coisa que tentaram não durou muito.

O inimigo tem controlado o mundo com tanto êxito, nessa base, que ainda emprega isto como uma de suas melhores ferramentas dentro da igreja. Quando alguém toma a decisão de ir a Jesus para encontrar a felicidade duradoura que Ele tem para oferecer, o inimigo se aproxima e diz: “Você quer ir a Jesus? Bem, é melhor então arruinar sua vida para que Ele possa aceitá-lo.” Ele faz com que essa pessoa tente produzir os resultados, e a mantém afastada de Jesus, enquanto esta tenta em vão tornar-se justa por conta própria. Mas então ouve sobre justificação pela fé. Parece bom. E ao decidir aceitá-la, o inimigo chega com outro estratagema, dizendo: “É verdade, a justificação vem pela fé. Não opere sua justiça; opere sua fé”. E isso pode ser simplesmente outra barreira entre o pecador e o Salvador.

A verdade é que você não opera sua justiça – nem sua fé. Ambas as coisas são dons. Ambas são frutos. Ambas ocorrem como resultado de conhecer a Jesus. E conhecer a Jesus vem em resultado de passar tempo em comunhão e íntima relação com Ele. Se for a Ele, o Senhor lhe dará a fé genuína de que carece. O primeiro subproduto de buscar a Jesus é fé genuína. A justiça vem em segundo lugar. (Próximo capítulo – clique aqui)

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