Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – Nossa Missão – 3º Trimestre – 23 a 30 de agosto de 2014

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraLição 9. Introdução (23 de agosto). Gosto demais do verso para memorizar desta semana. Fico impressionado com a afirmação de Jesus. Disse Ele: “Será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24:14). Nesses meus 51 anos de idade, nunca teve um ano que não houvesse guerra entre nações, ou entre os povos de um mesmo país. Sempre ouvi falar de seca ou de chuva em demasia. Inflação? Bem, o horizonte com recessão sempre nos foi apresentado. Nesses últimos tempos, agravou-se a questão do consumo de drogas, devastando principalmente os jovens, e arrastando suas famílias para a desordem.

Em função disso, já ouvi muitos pessoas falando que Jesus está vindo, que o fim está próximo. Irmãos, não será a desgraça humana que dará o significado às profecias. Não! O fim virá quando o evangelho for pregado em todo o mundo. Só que, às vezes, somos tentados a “achar” que isso não acontecerá, pois o mundo aparenta não se interessar por esse tema, e, também, porque, ao olhar para o nosso baixo compromisso com as atividades missionárias (individual ou institucional), não conseguiremos alcançar o mesmo crescimento da natalidade (hoje nasceram mais crianças do que o número de pessoas que foram evangelizadas).

Mas o que me impressiona é justamente o fato de Cristo ter afirmado que o engelho será pregado. Será. Jesus disse, e eu creio nisso.

Então, a discussão da semana deve ser outra, que, no meu entender, é a seguinte: Estou sendo chamado a participar desta missão – aceitarei? Permitirei ser usado por Deus? Desenvolverei os dons que Ele concede para o cumprimento de tal tarefa?

“Deus é a fonte da vida, luz e alegria do Universo. Como raios de luz do Sol, dEle fluem bênçãos a todas as criaturas que Ele criou. Em Seu infinito amor, tem concedido aos homens o privilégio de se tornarem participantes da natureza divina, e, por seu turno, difundirem bênçãos aos seus semelhantes. É essa a mais elevada honra, a maior alegria que Deus pode conceder ao homem” (Review and Herald, 06/12/1887). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraDomingo. Ser a Luz do Mundo (24 de agosto). Em Seus ensinos, Cristo comparou Seus discípulos a coisas muito conhecidas a eles. Assim, como o dia começava e o sol surgia, o Mestre disse: “Vós sois a luz do mundo”. E explicou: “Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:14-16).

Pode ser que alguém prefira dedicar tempo ensinando que a luz não é o homem, mas Jesus. É um tema interessante. Mas a Lição precisa ser levada para a compreensão de que não podemos esconder a luz que recebemos. Ela precisa brilhar, iluminar, espantar as trevas, aquecer e ajudar as pessoas a enxergar as coisas em seu redor.

Devemos pegar a lâmpada que recebemos, e, em vez de escondê-la embaixo de um vaso, levantá-la próxima ao teto, e mostrar nosso maravilhoso Deus – “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3).

Vejam essa história. Ela é fantástica. “Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: ‘Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto’. Ele se levantou e foi. Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: ‘Aproxima-te desse carro e acompanha-o’. Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: ‘Compreendes o que vens lendo?’ Ele respondeu: ‘Como poderei entender, se alguém não me explicar?’ E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: ‘Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim Ele não abriu a boca. Na Sua humilhação, Lhe negaram justiça; quem Lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a Sua vida é tirada’. Então, o eunuco disse a Filipe: ‘Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro?’ Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus” (Atos 8:26-35).

Irmãos, é uma alegria dizer assim: “Fulano, Esse é Jesus. Jesus, esse é fulano”. Proporcionar esse encontro… promover esse encontro… testemunhar esse encontro – tem algo melhor que isso? [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSegunda. Para Ser Testemunhas (25 de agosto). No mesmo dia de Sua ressurreição, Cristo conversou com dois discípulos que saíram de Jerusalém em direção a Emaús. Depois, retornou para Jerusalém. E nessa ocasião, disse-lhes: “Vós sois testemunhas destas coisas”.

Testemunhas do que, irmãos? O que eles testemunharam? Jesus estava resgatando quais situações, exortando-os a serem testemunhas disso?

Bem, basta lembrar que Jesus passou um pouco mais de três anos com eles. Presenciaram Seus milagres; ouviram Seus sermões; receberam Sua atenção; viram o modo especial que Ele tratava as pessoas; e tinham certeza de Sua ressurreição. Foram ensinados a passar todo esse conhecimento para as gerações seguintes. Tinham uma história grandiosa a contar. Faltava um único detalhe, que veio a ser suprido: o poder celestial para a eficácia dessa tarefa – “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas”.

Queridos leitores, todos nós somos pecadores “resgatados”. Esse fato nos constrange a mostrar para todos os demais pecadores o que Jesus pode fazer por eles.

Vejam essa história. Os detalhes são especiais: “Ao desembarcar (em Gadara), logo veio dos sepulcros, ao Seu encontro, um homem possesso de espírito imundo, o qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo; porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e os grilhões, despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo. Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras. Quando, de longe, viu Jesus, correu e O adorou, exclamando com alta voz: ‘Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes!’ Porque Jesus lhe dissera: ‘Espírito imundo, sai desse homem!’ E perguntou-lhe: ‘Qual é o teu nome?’ Respondeu ele: ‘Legião é o meu nome, porque somos muitos’. E rogou-Lhe encarecidamente que os não mandasse para fora do país. Ora, pastava ali pelo monte uma grande manada de porcos. E os espíritos imundos rogaram a Jesus, dizendo: ‘Manda-nos para os porcos, para que entremos neles’. Jesus o permitiu. Então, saindo os espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada, que era cerca de dois mil, precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, onde se afogaram. Os porqueiros fugiram e o anunciaram na cidade e pelos campos. Então, saiu o povo para ver o que sucedera. Indo ter com Jesus, viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido, em perfeito juízo; e temeram. Os que haviam presenciado os fatos contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado e acerca dos porcos. E entraram a rogar-Lhe que Se retirasse da terra deles. Ao entrar Jesus no barco, suplicava-Lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com Ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: ‘Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti’. Então, ele foi e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera…” (Marcos 5:2-20)

Um homem resgatado, que deixou-se ser usado pelo Senhor, o Espírito Santo. E, tempos depois, Jesus retornou para a mesma região (Marcos 8), e lá realizou a segunda multiplicação de pães e peixes. Que obra maravilhosa este resgatado fez! Apresentou uma multidão para Jesus; apresentou Jesus para uma grande multidão. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraTerça. Eu Também Vos Envio (26 de agosto). Na lição de ontem, vimos que Lucas foi instruído a escrever assim: “Vós sois testemunhas destas coisas”. Para hoje, usando João, o Espírito Santo o levou a escrever um pouco diferente: “Assim como o Pai Me enviou, Eu também vos envio”.

Jesus veio morar entre nós como enviado pelo Pai. Seu propósito foi mais que salvar a humanidade. Também era o de exaltar a Lei e revelar o grande e eterno amor de Deus.

Irmãos, o Pai nos ama tanto, mas tanto, que, mais do que dizer que ama, demonstrou esse amor enviando Seu Filho para nos salvar. E nós somos testemunhas disso. E, por isso, como desdobramento desse grandioso amor, somos enviados para contar ao mundo que Ele deseja fazer pelo mundo o que tem realizado em nossa própria vida.

Continuar a obra de Cristo. Que coisa fantástica! Que privilégio!

“Está escrito acerca dos apóstolos: ‘E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a Palavra com os sinais que se seguiram’. Como Cristo enviou Seus discípulos, assim envia Ele hoje os membros de Sua igreja. Está-lhes reservado o mesmo poder que os apóstolos possuíam. Se fizerem de Deus sua força, Ele cooperará com eles, e não hão de trabalhar em vão. [...]

Cristo confiou à igreja um sagrado encargo. Cada membro deve ser um conduto através do qual Deus possa comunicar ao mundo os tesouros de Sua graça, as insondáveis riquezas de Cristo. Não há nada que o Salvador deseje tanto como agentes que representem ao mundo Seu Espírito e Seu caráter. Nada existe que o mundo necessite mais do que a manifestação do amor do Salvador através da humanidade. Todo o Céu está à espera de homens e mulheres por cujo intermédio possa Deus revelar o poder do cristianismo.

A igreja é o instrumento de Deus para a proclamação da verdade, por Ele dotada de poder para fazer uma obra especial; e se ela for leal ao Senhor, obediente a todos os Seus mandamentos, nela habitará a excelência da graça divina. Se for fiel a sua missão, se honrar ao Senhor Deus de Israel, não haverá poder capaz de a ela se opor.

O zelo em favor de Deus e Sua causa impulsionou os discípulos a dar testemunho do evangelho com grande poder. Não deveria um zelo tal inflamar nosso coração com a determinação de contar a história do amor redentor de Cristo e Este crucificado? É o privilégio de todo cristão não somente aguardar, mas apressar a vinda do Salvador” (Meditação Matinal, 30/04/1977). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuarta. Fazer Discípulos (27 de agosto). Para hoje, Mateus usa palavras que são chamadas de “A Grande Comissão”: ide – fazei discípulos; batizando-os; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.

Não devemos nos preocupar com a sequência. A questão é: evangelize; mostre o que Jesus fez por você.

Irmãos, essa obra envolve inteligência. Não devemos apenas contar que Cristo é o Salvador; devemos ser inteligentes em Deus para que Cristo também seja o Salvador daqueles que estamos evangelizando. Sejamos sábios ao evangelizar. Existem várias maneiras, diversos instrumentos. Como a sensibilidade das pessoas não é necessariamente igual, sejamos prudentes no uso dos métodos para conseguir o resultado que o Céu está esperando. Se nos falta sabedoria, devemos pedir ao Espírito Santo, que nos dará com o maior prazer.

“Devemos ser consagrados condutos através dos quais a vida celestial flua para outros. O Espírito Santo deve animar e encher toda a igreja, purificando e unindo os corações. Os que foram sepultados com Cristo no batismo devem erguer-se para novidade de vida, dando uma demonstração viva da vida de Cristo. Sobre nós está colocado um sagrado encargo. Foi-nos dada a comissão: ‘Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século’. Fomos consagrados para a obra de tornar conhecido o evangelho da salvação. A perfeição celestial deve ser o nosso poder.

Não é somente pregando a verdade, ou distribuindo literatura, que seremos testemunhas de Deus. Lembremo-nos de que uma vida semelhante à de Cristo é o mais poderoso argumento que pode ser apresentado em favor do cristianismo, e que o cristão que não é fiel à sua profissão causa mais dano ao mundo do que um mundano. Nem todos os livros escritos poderiam substituir uma vida santa. Os homens acreditarão, não no que o ministro prega, mas no que a igreja pratica em sua vida. Frequentemente a influência do sermão pregado do púlpito é anulada pelo sermão vivido pelos que professam ser partidários da verdade.

É desígnio de Deus que Seu povo O glorifique perante o mundo. Ele espera que aqueles que usam o nome de Cristo O representem em pensamento, palavra e ação. Seus pensamentos devem ser puros, e nobres as suas palavras, de molde a elevar e conduzir os que os cercam para mais perto do Salvador. Tudo quanto fazem e dizem deve achar-se impregnado da religião de Cristo. Até suas transações comerciais precisam exalar a fragrância da presença de Deus” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 9, capítulo “Chamados Para Ser Testemunhas”). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuinta. Pregar o Evangelho (28 de agosto). O cristianismo era uma religião diferente. Enquanto as outras apresentavam crescimento biológico (passada somente para os filhos), envolviam apenas as pessoas da mesma cultura e nacionalidade. Com o cristianismo, não. O objetivo de Cristo era totalmente diferente: vá pregar por todo o mundo, a todas as pessoas. O Senhor veio salvar a todos, e todos devem aprender sobre isso. Todos, em todos os lugares.

A missão é mundial. E, nesse sentido, retorno ao verso principal da semana: “Será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24:14).

Pelo desenvolvimento da Lição no transcorrer da semana, sabemos que Cristo está falando a verdade porque isso ocorre através do instrumento humano, contudo, no poder da poderosa terceira pessoa da Divindade, o Espírito Santo. Ele trabalha até agora para tornar real a salvação garantida por Cristo Jesus na cruz do Calvário.

Senhor, que cada leitor deste Comentário seja a Sua resposta a oração que alguma pessoa está fazendo neste momento, desejoso de conhecer o que nós conhecemos. Usa-nos, Senhor, para a divulgação de Seu Reino. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSexta. Conclusão (29 de agosto). “A vida de Cristo foi de constante sacrifício próprio. Sua obra não se restringia a tempo ou lugar. Era demarcada por Seu amor e simpatia por aqueles por quem Ele em breve daria a vida. Sua compaixão não conhecia limite. Ele levou Sua obra de cura e ensino a tão larga escala que não havia na Palestina edifício suficientemente grande para abrigar as multidões que se acumulavam para ouvi-Lo. Seu hospital estava em toda cidade e vilarejo por onde passava. Sobre as colinas da Galileia, nas grandes estradas, à beira-mar, nas sinagogas, em todo lugar onde houvesse corações prontos para ouvir Sua mensagem, Jesus curava o povo e apontava-lhe Seu Pai celestial. A noitinha, após as horas de labuta, Ele falava com aqueles que ao longo do dia deviam trabalhar para obter o sustento de suas famílias.

Se considerássemos quão zelosamente Jesus trabalhava para semear a semente do evangelho, não restringiríamos nossos esforços a assistir aos cultos no sábado. Trabalharíamos incessantemente para levar o pão da vida às pessoas que perecem. [...]

Assimilai o espírito do grande Obreiro Mestre. Aprendei do Amigo dos pecadores como ministrar às pessoas enfermas pelo pecado. Seu coração sempre era tocado com o sofrimento humano. Por que somos tão frios e indiferentes? Por que somos tão insensíveis? Cristo colocou-Se no altar do serviço, um sacrifício vivo. Por que somos tão relutantes em entregar-nos à obra para a qual Ele consagrou a vida? Alguma coisa precisa ser feita para curar a terrível indiferença que nos tem dominado. Inclinemos a fronte em humilhação ao vermos quão pouco temos feito do que poderíamos fazer para semear as sementes da verdade.

Quando formos convertidos, nosso desejo por conforto e elegância será mudado. Cristo trazia Seus desejos e vontades sob estrita sujeição à Sua missão – a missão que trazia o selo do Céu. Para Ele todas as coisas se subordinavam à grande obra que veio cumprir no mundo em benefício da raça caída. Quando em Sua juventude Sua mãe O encontrou na escola dos rabinos e Lhe disse: ‘Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à Tua procura’. Ele respondeu: ‘Por que Me procuráveis? Não sabeis que Me cumpria estar na casa de Meu Pai?’” (Meditação Matinal, 12/11/1983). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 8 – A Igreja – 3º Trimestre – 16 a 23 de agosto de 2014

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraLição 8Introdução (16 de agosto). A Lição segue uma linha de raciocínio trimestral. Sendo assim, a semana 8 tem que ser vista neste contexto. Se a isolarmos, nos confundiremos. O mesmo ocorre com o estudo de cada dia – faz parte do da semana.

Bem, vimos até agora os “Ensinos de Jesus” sobre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Diante da “queda” de Adão, a Divindade Se posicionou em “salvação” em favor da família humana. Cada um dEles trabalha até agora, incessantemente, para a salvação de cada ser humano – o que envolve todos os setores da nossa vida. Não há um interesse individual que Eles não Se interessem também.

O que torna esse tema mais especial ainda é que o uso do livre arbítrio continua sendo respeitado por Deus. Ele é o Salvador; concede salvação; deseja que a minha resposta seja “sim”, o que motiva alegria no Céu; mas respeita caso eu diga “não” – se bem que isso o deixaria triste (qual o pai não se entristeceria com a recusa de um filho?). Mas, para mim, é gostoso saber que Deus age para a minha salvação. Eu confio nisso.

Mas, querido leitor, Deus não está trabalhando só em mim ou só em você. Há outros filhos Seus. São irmãos nossos. São pessoas na mesma condição, com as mesmas carências, dependentes da mesma e única solução: salvação somente em Cristo Jesus. E é por isso que a lição desta semana fala de “Igreja”. nós somos a igreja de Cristo. Somos o corpo de Cristo. E Deus tem um interesse enorme na “unidade” de Sua igreja, pois esta foi por Ele comissionada a representá-Lo em todo o mundo – a mesma “unidade” vista entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Que Deus nos perdoe onde temos falhado, e nos abençoe no cumprimento de Sua vontade.

Devemos lembrar que a igreja, enfraquecida e defeituosa como seja, é o único objeto na Terra a que Cristo concede Sua suprema consideração. Ele vela constantemente com solicitude por ela, e fortalece-a por Seu Espírito Santo” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 396). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraDomingo. O Fundamento da Igreja (17 de agosto). De Adão até agora, a igreja só existe porque Cristo é o fundamento. A “salvação” foi colocada em prática, e garantida porque Cristo deu Sua palavra. Ele é a garantia, a certeza, o alicerce. Ele é a Salvação. Então, a igreja não pode ter outro fundamento. Ele é a Rocha, a Pedra.

O que for construído, sem ser nEle, será como se tivesse sido construído na arei. Soprará o vento, virá a tempestade, e tal construção será desfeita.

Diferentemente disso, a igreja, porque tem Cristo como seu fundamento, permanecerá até o Dia em que Ele retornar nas nuvens do céu, para buscá-la e levá-la para as mansões celestiais. (Entende o motivo de o inimigo atacar tanto a igreja?).

Quanto a Pedro ser a pedra, sugerimos a leitura do comentário sobre Mateus 16:18-19. clique aqui. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSegunda. A Oração de Cristo Pela Unidade (18 de agosto). Para a consumação do Plano da Redenção, Cristo viria do Céu, assumindo a natureza humana, viveria um tempo entre os homens, e retornaria ao Santuário Celestial. Ocorre que Ele não foi ao Céu sem antes ter “treinado” Sua igreja. Somos como que a menina dos Seus olhos, e, por isso, nos cercou de todas as bênçãos necessárias para que nos uníssemos e permanecêssemos unidos, agregando mais e mais pessoas a Sua igreja.

Isso é relatado na Bíblia da maneira mais carinhosa possível: através de uma oração. E como Ele sabia que um dia você iria nascer, então Ele incluiu você em Sua oração: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da Sua Palavra; a fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em Nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste” (João 17:20-21).

A Lição destaca: Essa unidade não é natural, espontânea. Vem do Pai, em Cristo Jesus. Só pode ocorrer se cada um de nós estivermos ligados na Videira. Ela é fruto desta ligação. Também, essa unidade não é um fim em si mesma. É um testemunho para inspirar o mundo a crer que Jesus Cristo é o nosso Salvador, sendo isso a glória de Deus.

Senhor, molda-me segundo Sua vontade, me confirmando em Sua salvação, e ajudando outras pessoas a desejarem o mesmo. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraTerça. Provisão de Cristo Para a Unidade (19 de agosto). João 17:21 diz assim: “A fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em Nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste”. A Meditação Matinal 16/06/1965 explica: “Sejam essas palavras muitas vezes repetidas, e toda pessoa exercite suas ideias e espírito e ação diariamente para que possa cumprir esta oração de Jesus Cristo. Ele não pede a Seu Pai coisas impossíveis. Ora pelas coisas que justamente se devem achar em Seus discípulos em relação a sua unidade um com o outro e sua unidade com Deus e Jesus Cristo. Qualquer coisa menos que isto não é atingir à perfeição do caráter cristão. A áurea cadeia do amor, ligando o coração dos crentes em unidade, em laços de companheirismo e amor, e em unidade com Cristo e o Pai, torna perfeita a ligação e dá ao mundo um testemunho do poder do cristianismo, que não pode ser contestado. [...]

Então será destruído o egoísmo e a infidelidade não existirá. Não haverá então contendas e divisões. Não haverá obstinações em ninguém que se ache ligado a Cristo. Nenhum agirá na obstinada independência da criança desobediente que larga a mão que a está conduzindo e prefere andar sozinha.

‘Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como Eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes uns aos outros’ (João 13:34-35). Satanás compreende o poder de tal procedimento como testemunha ao mundo em favor do que a graça pode fazer em transformar o caráter. Ele não se agrada de que tal luz irradie dos que professam crer em Jesus Cristo, e arranjará todo ardil possível para quebrar essa cadeia de ouro que liga coração a coração entre os que creem na verdade e os prende em íntima união com o Pai e o Filho. [...]

Cremos em Jesus Cristo. Unimos nossa vida a Cristo. Ele diz: ‘Não Me escolhestes vós a Mim, mas Eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto. … Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros’ (João 15:16-17)”.

Este amor, esta ligação e esta permanência em Cristo é a provisão para a unidade de Sua igreja.

Senhor, ajuda-me a não contribuir com o inimigo, que insistentemente tem buscado angariar instrumentos para seus malignos propósitos contra a igreja. Mantenha-me, Senhor, em Suas santas e benditas mãos. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuarta. Um Grande Obstáculo Para a Unidade (20 de agosto). A igreja está inserida no grande conflito. Ninguém está fora desta batalha. Sendo assim, em oposição a obra de Cristo em nós, o inimigo vive martelando a nossa natureza pecaminosa, desejoso que ela desperte e prevaleça em nossa conduta diária. E quando o “eu” desperta, surge o grande obstáculo para a unidade. Meu “eu” é o meu maior inimigo, e seu também, caso ele seja provocado.

Sabendo disso, Cristo disse: “Não julgueis”.

Bem, o Senhor não quer mesmo que nos coloquemos como juízes dos outros. Não é esse o nosso papel. No entanto, o que Jesus disse precisa ser entendido assim: nós não devemos julgar as intenções de outra pessoa. Somente Deus pode julgar intenções, pois só Ele pode ler o pensamento, ver o coração, conhecer os motivos. Mas devemos distinguir sim entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, entre a justiça e a injustiça. E, nesse caso, em nome da disciplina redentiva, e para instrução e harmonia na igreja, conversar com o errante. Se assim feito, “ganhaste teu irmão”.

“Deus colocou sobre Seus servos a responsabilidade de reprovar em amor aqueles que erram, mas proibiu e condenou o julgamento imprudente” (Review and Herald, 29/10/1901). 

Entendo que cometo um erro ao reprovar um errante se não em amor. Nesse caso, melhor seria não reprová-lo.

Tiago registrou assim: “Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo. Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo. Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro. Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro. Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno (Tiago 3:1-6).

Senhor, que eu não crie obstáculo, vindo a tropeçar neste obstáculo criado por mim mesmo. Que eu não seja motivo para afastar um errante de Seu santo e maravilho amor.

E, sendo eu o errante, envia-me um servo Seu que me ajude a pedir perdão ao Senhor e a quem eu cometi o erro. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuinta. A Restauração da Unidade (21 de agosto). Deus não deseja uma religião de fachada, de piedade exterior. Assim, para prestar nosso culto de adoração a Deus, primeiro devemos estar em paz com os demais irmãos. A própria Oração do Pai Nosso explica isso: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mateus 6:12).

Irmãos, o pecado nos faz devedores de Deus. E que dívida! Ora, se a nossa dívida foi perdoada através do maior de todos os sacrifícios, o que significa abdicar de algum direito nosso não respeitado pelo próximo? Não nos dará Deus a maior de todas as recompensas? Não é Ele por nós?

Assim como a “unidade” não é algo natural, o “perdão” também não o é. Mas, sabendo disso, Cristo não nos deixou desamparados. Ele nos capacita para o perdão. Ele nos restaura para que a unidade prevaleça. O perdão é um dom, e é para ser usado.

Mas é interessante olhar a questão por outro ângulo. Se eu sou o errante, devo procurar o ofendido, com o intuito de confessar minha falta, pleiteando seu perdão.

Repetindo: devo procurar o ofendido. Não é prudente procurar outra pessoa. Não nos é pedido confessar para outra pessoa. Aliás, tem sido uma cilada compartilhar “erros” meus ou de outros com pessoas que não fazem parte do ocorrido.

Bem, é importante compreender que o esforço fiel para remover a incompreensão colocará as partes em tal relação mútua e com Deus que Ele os abençoará.

Senhor ajuda-me a perdoar, e me socorra, pois preciso do perdão de algumas pessoas. Que elas sejam abençoadas nesse sentido também. Obrigado pelo Seu perdão, Senhor. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSexta. Conclusão (22 de agosto). “A harmonia e a união que existem entre homens de disposições várias constituem o mais forte testemunho que se possa dar de que Deus enviou Seu Filho ao mundo para salvar os pecadores. É nosso privilégio dar este testemunho. Mas para isso fazer, precisamos colocar-nos sob a ordem de Cristo. Nosso caráter tem que ser moldado de conformidade com o caráter dEle, nossa vontade tem que ser rendida à Sua. Então trabalharemos juntos sem um pensamento de colisão.

Pequeninas divergências acariciadas levam a ações que destroem a comunhão cristã. Não permitamos ao inimigo alcançar assim vantagens sobre nós. Continuemos aproximando-nos mais de Deus e uns dos outros. Então seremos como árvores de justiça, plantadas pelo Senhor e regadas pelo rio da vida. E quão frutíferos seremos! Não disse porventura Cristo: ‘Nisto é glorificado Meu Pai, que deis muito fruto’? (João 15:8).

O coração do Salvador está posto em Seus seguidores que cumprem o propósito de Deus em toda a Sua altura e profundidade. Devem eles ser um nEle, embora se achem espalhados por todo o mundo. Mas Deus não os pode fazer um em Cristo, a menos que estejam dispostos a renunciar a sua vontade pela vontade dEle.

Quando o povo de Deus crer plenamente na oração de Cristo, quando praticarem na vida diária as instruções contidas na mesma, ver-se-á em nossas fileiras unidade de ação. Irmão achar-se-á ligado a irmão, pelos laços áureos do amor de Cristo. O Espírito de Deus, unicamente, é que pode efetuar esta unidade. Aquele que Se santificou a Si mesmo, pode santificar também Seus discípulos. A Ele unidos, achar-se-ão também unidos entre si mesmos, na mais santa fé. Quando buscarmos esta unidade com o empenho que Deus deseja empreguemos, ela nos virá” (Meditação Matinal, 18/03/1999). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

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Justiça na Bíblia – Como funcionavam os tribunais judiciais no Antigo Testamento?

Justiça na Bíblia – Como funcionavam os tribunais judiciais no Antigo Testamento?

O direito do Estado de decretar, interpretar e executar as leis desempenha papel importante na sociedade. É difícil definir em detalhes o sistema legal no Antigo Testamento, embora as linhas básicas sejam bem claras. Como qualquer sistema legal, Israel procurou restabelecer a justiça, harmonia social e a ordem perturbada pela afronta civil ou criminal. A princípio, o tribunal judicial estava interessado em encontrar e revelar a verdade no contexto do debate legal.

1. Moisés e os Juízes: Após o Êxodo, Moisés exercia a função de juiz de Israel (Êxodo 18:12 e 16). Essa prática era baseada na família ou na lei tribal, onde o pai era responsável por preservar ou restabelecer a justiça. No caso de Moisés, essa se tornou uma responsabilidade impossível, então foi implantado um novo sistema que influenciou o sistema legal em todo o Antigo Testamento (Êxodo 18:17-27). Ele era composto por três elementos: Primeiro, as pessoas deviam aprender as leis que regulariam a nova sociedade para que agissem com responsabilidade. Segundo, havia tribunais inferiores em todo o acampamento. A jurisdição desses tribunais era restrita às pequenas causas. Os juízes eram cuidadosamente selecionados, comprometidos com o Senhor – ética e moralmente confiáveis (Êxodo 18:11). Terceiro, havia um tribunal superior onde Moisés era o juiz. Esse não era um tribunal de apelação, mas aquele onde as questões legais mais importantes eram resolvidas (Êxodo 18:22). O sistema legal foi ligeiramente modificado antes de os israelitas entrarem em Canaã (Deuteronômio 17:8-13). Os tribunais inferiores estavam localizados nos bairros ou nos portões das cidades (Deuteronômio 17:2; conforme Rute 4:1-12). Os juízes provavelmente eram os idosos do lugar. Na época, o tribunal superior funcionava no local onde estava o santuário e julgava os casos de “crimes de sangue, litígios ou agressões” (Deuteronômio 17:8, NVI). Um juiz e um sacerdote deviam decidir a questão legal e final (Deuteronômio 17:9). Durante o período dos juízes, havia juízes como governantes em cada localidade (Josué 24:1), e alguns exerciam funções judiciais (Juízes 4:4-5; 1Samuel 8:1-3).

2. O Rei como Juiz: Quando o povo pediu um rei para julgá-los, a monarquia foi instituída (1Samuel 8:20; 1Reis 3:9). Ele se tornou o juiz da terra (conforme 2Samuel 15:4), mas não podia agir sozinho. Davi nomeou juízes (1Crônicas 26:29), provavelmente para legislar em tribunais inferiores. Os tribunais dos reis eram para casos mais difíceis e, talvez, para apelação (2Samuel 14:5-10). É difícil determinar como o tribunal do rei funcionava, mas as reformas legais instituídas por Josafá podem ser úteis para nossa compreensão. Ele nomeou “juízes em cada uma das cidades fortificadas de Judá” (2Crônicas 19:5). O tribunal superior, em Jerusalém, era composto por sacerdotes, levitas e alguns dos “chefes das famílias de Israel” (2Crônicas 19:8; os anciãos). Ali eram julgados os casos mais difíceis, talvez enviados pelos tribunais inferiores (2Crônicas 19:10), que podiam ser casos religiosos, civis e criminais. O rei nomeava seus representantes para esse tribunal superior (2Crônicas 19:11). Obviamente, ele tinha sua autoridade judicial, mas não temos dados específicos.

3. Significado Teológico: Em Israel, Deus era o supremo juiz, não apenas de Seu povo, mas de todos os povos da Terra. Ele era o único que podia restaurar a justiça, a harmonia e a integridade na sociedade terrestre. Os juízes eram nomeados “não para julgar para o homem, mas para o Senhor, que estará com vocês sempre que derem um veredicto” (2Crônicas 19:6). No Novo Testamento, Jesus assume o papel de Deus como juiz universal. Ele é o juiz, o sacerdote e o rei que, por meio do Seu sacrifício revela a malignidade do mal e o amor de Deus, podendo, então, pronunciar o veredicto final na suprema corte do universo, no templo celestial, contra Seus inimigos e a favor do Seu povo.

Angel Manuel Rodríguez, Revista “Adventist World” – Outubro 2012

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Tatuagem – o que a Bíblia diz sobre marcas e desenhos no corpo?

Marcas e desenhos no corpo – A Bíblia diz alguma coisa sobre tatuagem?

Não diz muito. Durante séculos a tatuagem tem sido uma prática comum em várias culturas do mundo. Portanto, sua pergunta se refere a um costume antigo que continua a fazer parte da experiência humana em muitos lugares. Normalmente se entende por tatuagens – desenhos, símbolos ou arte sobre o corpo, inserindo tinta ou corante na epiderme, por meio de certos instrumentos. A pele humana é usada como uma tela natural. Há também o que alguns chamam de tatuagem por cicatriz, que é o resultado de queimar ou coçar intencionalmente o corpo para criar certos tipos de marcas ou estampas. Em primeiro lugar irei discutir o papel da tatuagem nos tempo bíblicos, em seguida o texto bíblico e, finalmente, farei alguns comentários sobre o assunto.

1. A Tatuagem nos Tempos Bíblicos e Hoje: No mundo da Bíblia as tatuagens indicavam condição social. Por exemplo, um escravo podia ser tatuado com o nome do seu dono ou do deus do seu dono. Elas também podiam ter significado religioso. O nome ou símbolo de um deus era tatuado na pessoa. Podia ser feito como proteção, protegendo a pessoa contra os ataques dos poderes do mal. Esses três usos são encontrados em quase todos os lugares no mundo antigo, e em muitos lugares hoje. No mundo ocidental, as tatuagens têm sido tradicionalmente associadas com marinheiros, gangues, ciclistas, etc. Mas isso tem mudado. No caso das gangues, as tatuagens são basicamente expressões de rebelião e solidariedade entre seus membros. Um número cada vez maior de evangélicos na América do Norte está usando tatuagens para expressar seu compromisso com Cristo. As tatuagens já não são restritas a certos grupos sociais marginalizados. É estimado que pelo menos 24 por cento dos americanos tenham tatuagens. São consideradas hoje como um ato de autodenominar-se, muitas vezes comemorativo a um evento na vida da pessoa, ou com outro significado simbólico (como talismã). O fato de as celebridades do esporte e do cinema usarem tatuagens, tornou a prática mais popular. No entanto, cerca de 25 por cento das pessoas que têm tatuagens irão removê-las de seu corpo.

2. Tatuagens na Bíblia: A Bíblia diz muito pouco sobre tatuagens. O principal texto está em Levítico 19:28, que é parte de uma série de leis nas quais as práticas pagãs relacionadas com os mortos são proibidas. O significado da palavra hebraica qa‘aqa (tatuagem) é incerto, mas baseado no hebraico pós-bíblico é tradicionalmente traduzida por “tatuagem”. Isso é confirmado pelo substantivo ketobet (marca), que deriva do verbo “escrever”. Isso se refere a escrever alguma coisa no corpo. A frase é tomada como uma expressão que significa “uma tatuagem” (“Não coloque uma tatuagem, ou marca, em si mesmos”). Muitas vezes, a menção da tatuagem é interpretada como se referindo a uma expressão pagã de luto. Mas isto não é claramente indicada no texto. E tanto quanto eu saiba, os antigos rituais de luto não incluem a tatuagem. A proibição pode se referir a tatuagem religiosa.

3. Um Conselho: A passagem discutida acima não apoia a tatuagem. Não é dada uma razão específica para a proibição, exceto que Levítico 19 é um convite à santidade. Portanto, a lei visa instruir o povo de Deus no caminho da santidade. A santidade se expressa não apenas na esfera espiritual, mas em nosso corpo e por meio dele, que é o templo do Espírito Santo. Somos chamados a glorificar a Deus com o nosso corpo (1Coríntios 6:19). Podemos acrescentar também que os seres humanos, criados à imagem de Deus, devem revelar essa imagem por meio de seu corpo e da maneira como cuidam dele. Mutilações e tatuagens podem se encaixar nessa categoria e serem vistas como prejudiciais à criação de Deus. Devemos ainda manter em mente que o corpo não é algo que temos, mas que somos. Ele é um presente do Senhor; ele pertence ao Senhor. Assim, é melhor que os cristãos se abstenham da tatuagem. Deixe-me, porém, terminar com uma palavra de cautela: Não devemos pecar julgando mau aqueles que, por alguma razão, decidiram fazer uma tatuagem. Nossas igrejas devem estar abertas, desejosas e prontas para receber qualquer pessoa que desejar adorar conosco. O que mais necessitamos é de compreensão cristã, não de condenação.

Angel Manuel Rodríguez, Revista “Adventist World” – Novembro 2012

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A Bíblia ensina que o dilúvio de Noé foi universal?

Uma leitura imparcial de Gênesis 6 a 8, sem dúvida, demonstra que o dilúvio de Noé foi universal. Razões para negá-lo se baseiam em fontes não bíblicas, como argumentos científicos e a mitologia do antigo Oriente Médio. O catastrofismo universal já não pode ser ignorado. Por exemplo, aqueles que argumentam que a temperatura do planeta está subindo, sabem muito bem que esse fenômeno vai resultar em catástrofes globais na natureza. Podemos não ser capazes de provar que o dilúvio foi universal, mas podemos afirmar com certeza que isso é o que a Bíblia ensina. Vamos resumir aqui alguns dados bíblicos.

1. A Universalidade do Pecado: Os dois primeiros capítulos de Gênesis dedicam ênfase especial à criação do nosso planeta e todas as formas de vida dentro dele. Uma visão claramente universal. Apesar da queda pelo pecado ter ocorrido no Jardim do Éden, o pecado em si logo se tornou um fenômeno universal (Romanos 5:12). Na época de Noé, o coração humano era irremediavelmente corrupto e “toda a inclinação dos pensamentos” do coração humano “era sempre somente para o mal” (Gênesis 6:5). “A terra estava corrompida aos olhos de Deus e cheia de violência” (Gênesis 6:11). Os seres humanos haviam corrompido seus caminhos e a fim de corrigir essa situação, Deus disse a Noé: “Eu os destruirei com a terra” (Gênesis 6:13). Essa ênfase na universalidade do problema indica a universalidade dos meios utilizados pelo Senhor para lidar com ele.

2. Todos os Seres Humanos: A linguagem usada para se referir aos seres humanos também é universal e abrangente: “O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal”; Deus estava triste por “haver feito o homem na terra” (Gênesis 6:3 e 6, ARA). É óbvio que essa frase se refere à criação dos seres humanos de Gênesis 1:26-28. Em outras palavras, Deus está colocando um fim à vida e não apenas de certos grupos étnicos, mas da humanidade que originalmente havia criado. O fato de o Senhor ter preservado Noé e sua família, demonstra que o resto da humanidade pereceu no dilúvio: “Só restaram Noé e aqueles que com ele estavam na arca” (Gênesis 7:23).

3. Todos os Seres Vivos: A linguagem usada para se referir aos animais é universal. Deus está destruindo tudo “debaixo do céu toda criatura que tem fôlego de vida” (Gênesis 6:17; conforme Gênesis 7:22). A linguagem usada aqui volta ao relato da criação (Gênesis 1:30). Em outras passagens, lemos: “Todos os seres vivos que se movem sobre a terra pereceram: aves, rebanhos domésticos, animais selvagens, todas as pequenas criaturas que povoam a terra e toda a humanidade” (Gênesis 7:21). O Senhor faria “desaparecer da face da terra todos os seres vivos” (Gênesis 7:4). Mais uma vez, a linguagem indica a criação (Gênesis 2:6; 1:25). Esse é “o fim”, o fim escatológico daquela geração. Durante o dilúvio, Deus julgou a humanidade: Ele deu aos seres humanos um período probatório (Gênesis 6:3), investigou as evidências (Gênesis 6:5 – “o Senhor viu”), concluiu que a Terra estava cheia de violência (Gênesis 6:13), pronunciou a sentença (Gênesis 6:7) e executou o julgamento contra Sua criação (Gênesis 7:11-24).

4. Todas as Águas: A palavra hebraica mabbul é usada exclusivamente para se referir ao dilúvio de Noé e não a inundações locais. Suas águas destruíram todos os seres vivos, incluindo os humanos (Gênesis 6:17), e cobriu as montanhas mais altas da Terra (Gênesis 7:20). A chuva torrencial e o rompimento das fontes de água da Terra duraram quarenta dias (Gênesis 7:17). Noé teve que esperar dentro da arca por um ano e dez dias (Gênesis 7:11; Gênesis 8:13-14). O dilúvio foi um ato divino que talvez nunca possamos explicar somente pelo estudo do mundo natural. Foi um ato divino inverso à criação – fazendo com que a Terra voltasse quase ao seu estado original – seguido pelo divino ato de recriação por meio da aliança com os humanos e a natureza. Quando aparentemente o pecado venceu o mundo, Deus preservou para Si um remanescente fiel pelo qual cumpriria Seu plano para a raça humana. Esse julgamento universal contra o pecado humano se tornou um tipo de julgamento universal no retorno de Cristo (Mateus 24:38-39). Naquela ocasião, Ele preservará seu povo remanescente do fim dos tempos.

Angel Manuel Rodríguez, Revista “Adventist World” – Dezembro 2012

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 7 – Viver Como Cristo – 3º Trimestre – 9 a 16 de agosto de 2014

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraLição 7. Introdução (9 de agosto). O título da Lição é provocativo. “Viver como Cristo”, ou o equivalente “Vivendo igual a Cristo”, provoca a seguinte pergunta: “Como Cristo viveu?”
Em nosso favor, uma obra foi iniciada ainda nas cortes celestiais, e o desdobramento disso foi visto no ministério terrestre de Cristo, quando aqui entre nós – e escancarado na cruz do Calvário.
Jesus nunca Se poupou. Aproveitou cada oportunidade para fazer o bem. E, em cada ato Seu, demonstrava o caráter de Deus, que até então era distorcido pela influência do inimigo (o mentiroso), que tudo fez para que a humanidade se distanciasse dEle. O “amar o próximo” deu o brilho devido ao que verdadeiramente é o coração de Deus. E é justamente sobre isso que a Lição fala nesta semana, provocando cada um de nós a imitar Aquele que tudo fez em nosso favor.
Em Para Conhecê-Lo (Meditação Matinal, 10/02/1965), temos o seguinte: “‘Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-Se dela e curou os seus enfermos (Mateus 14:14)’.
Jesus, o precioso Salvador, nunca parecia cansar-Se das insistências de pessoas enfermas de pecado, e dos doentes de todas as espécies. ‘E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles’ (Marcos 6:34). Isto significa muito para os sofredores. Identificou Seus interesses com os deles. Partilhou de suas preocupações. Sentiu-lhes os temores. Experimentava uma anelante piedade que Lhe pungia o coração.
Oh, que amor, que incomparável amor! Ele Se tornou um conosco para que pudesse partilhar com a humanidade de todos os incidentes de Sua vida. Foi tentado em todos os pontos, como nós somos, entretanto, sem pecado. A humanidade não deve ser desmerecida como coisa sem valor, comum. Cristo revestiu Sua divindade da humanidade, para que esta pudesse revestir-se da justiça de Cristo. O homem é o objeto de Sua solicitude e grande amor.
A redenção – oh, quanto é compreendido nesta palavra! Todos quantos consentirem em ser redimidos são elevados e santificados, remidos por Jesus Cristo de toda vulgaridade e mundanismo, e habilitados a cooperar com Deus na grande obra da salvação. Jesus aceitou a humanidade e revelou na própria vida e caráter o que pode ser o homem, mesmo quando, na providência de Deus, ele é colocado nas piores circunstâncias da vida. Ele não tinha sequer uma moeda com que pagasse o tributo exigido, e operou um milagre para obter a pequena importância.
Jesus, o precioso Salvador, não tinha um lar, e muitas vezes sentia fome. Não tinha onde reclinar a cabeça. Estava com frequência fatigado. A humanidade é honrada porque Jesus assumiu a humanidade a fim de revelar ao mundo o que ela se pode tornar. Ele veio trazer à luz vida e imortalidade, para encher de brilho os afazeres comuns e  mais humildes da vida. Jesus inclina-Se para nós, procurando ver se nosso caráter reflete o Seu caráter”.
O verso para memorizar é: “Assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 13:34). Notaram? A referência é o amor de Cristo. Não o nosso. O dEle! Isso porque “Deus é amor”. É o amor, não a profissão de fé, que distingue o cristão.
Nesta semana, olhemos não para o nosso amor, mas para o amor de Jesus, ricamente demonstrado em Suas obras generosas, Seus olhares carinhosos, Seus gestos abnegados, Suas palavras redentivas. Permitamos que isso nos provoque, e nos molde, à Sua semelhança. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraDomingo. Como Jesus Viveu (10 de agosto). Jesus veio para salvar. Ele olhava para as pessoas e via que todas elas necessitavam de salvação. Não havia um ser humano sequer que não fosse alvo de Sua obra. Veio para salvar a todos.
Ocorre que Satanás, sabendo disso, tudo fez para que a redenção não fosse apreciada pelas pessoas, e, assim, judiou o máximo possível da raça caída (como na história de Jó), mas colocando a responsabilidade em Deus, com se Ele fosse um Ser cruel, vingativo e destruidor (na verdade, Jesus já nos disse que Satanás é o homicida).
Bem, além de vir para salvar a humanidade, Cristo também veio para revelar o verdadeiro caráter de Deus – um Pai que ama. Então, desmascara o inimigo, revelando em Sua vida como seria a vida do próprio Pai, caso entre nós vivesse.
O Filho do Homem, que não veio para Ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20:28).
Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele” (Atos 10:38).
E vieram a Ele muitas multidões trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos e outros muitos e os largaram junto aos pés de Jesus; e Ele os curou. De modo que o povo se maravilhou ao ver que os mudos falavam, os aleijados recobravam saúde, os coxos andavam e os cegos viam. Então, glorificavam ao Deus de Israel. E, chamando Jesus os Seus discípulos, disse: ‘Tenho compaixão desta gente, porque há três dias que permanece comigo e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça pelo caminho’”. (Mateus 15:30-32).
Irmãos, há muitos outros versos que poderiam ser usados nesse momento, que testificam o empenho de Jesus em Sua tarefa em favor de cada ser humano. Ele sempre foi sensível às nossas necessidades. Curioso, no entanto, é que João termina seu livro assim: “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos” (João 21:25).
Nestes meus 51 anos de idade, diariamente Cristo tem feito algo em meu favor. E, tal qual João, eu digo que, se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos. Sendo que, com absoluta certeza, vocês, queridos irmãos, fazem parte das bênçãos que Deus me tem proporcionado.
“O amor era o elemento em que Cristo Se movia, andava e trabalhava. Ele veio enlaçar o mundo com os braços de Seu amor. [...] Devemos seguir o exemplo dado por Cristo, e torná-Lo nosso modelo, até que estejamos possuídos para com os outros do mesmo amor que Ele nos manifestou” (O Cuidado de DeusMeditação Matinal, 16/01/1995).
Senhor, usa-me para repartir e multiplicar Suas bênçãos com os meus semelhantes. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSegunda. Ame Seu Próximo (11 de agosto). Para a lição de hoje, foi usada a história do “bom samaritano”. Em Signs of the Times, 07/07/1890, está escrito isso: “Na parábola do bom samaritano, Jesus mostrou um retrato de Si mesmo e Sua missão. O ser humano foi enganado, injuriado, despojado e arruinado por Satanás, e deixado a perecer. Mas Cristo teve compaixão de nossa condição desesperadora. Ele deixou Sua glória para vir em nosso resgate. Encontrou-nos prestes a morrer, e assumiu nosso caso. Curou nossas feridas, abriu-nos um refúgio seguro, fez completa provisão para nossas necessidades e morreu para nos redimir. Devemos olhar a vida de Cristo, devemos observar Seu Espírito e trabalho, para que possamos ter nossa vida e obra sob a luz refletida de Sua vida”.
“‘Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores?’ Respondeu-Lhe o intérprete da lei: ‘O que usou de misericórdia para com ele’. Então, lhe disse: ‘Vai e procede tu de igual modo’ (Lucas 10:36-37).
Não é possível que o coração em que Cristo habita seja destituído de amor. Se amarmos a Deus, porque primeiro nos amou, amaremos a todos por quem Cristo morreu. Não podemos entrar em contato com a divindade, sem primeiro nos aproximarmos da humanidade; porque nAquele que Se assenta no trono do Universo a divindade e a humanidade estão combinadas. Unidos com Cristo, estamos unidos aos nossos semelhantes pelos áureos elos da cadeia do amor. Então a piedade e compaixão de Cristo serão manifestas em nossa vida. Não ficaremos esperando os pedidos dos necessitados e infortunados. Não será necessário ouvir clamores para sentir as aflições dos outros. Atender o indigente e o sofredor será tão natural para nós como o foi para Cristo fazer o bem.
Onde quer que haja um impulso de amor e simpatia, onde quer que o coração se comova para abençoar e amparar os outros, é revelada a operação do Santo Espírito de Deus. Nas profundezas do paganismo os homens que não tiveram conhecimento da lei escrita de Deus, que nunca ouviram o nome de Cristo, têm sido bondosos com Seus servos, protegendo-os com o risco da própria vida. Seus atos mostram a operação de um poder divino. [...]
A glória do Céu consiste em erguer os caídos e confortar os infortunados. E onde quer que Cristo habite no coração humano, será revelado da mesma maneira. Onde quer que atue, a religião de Cristo abençoará. Onde quer que se manifeste, haverá claridade.
Deus não reconhece distinção alguma de nacionalidade, etnia ou classe social. É o Criador de todo homem. Todos os homens são de uma família pela criação, e todos são um pela redenção” (Parábolas de Jesus, capítulo “A verdadeira riqueza”). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraTerça. Serviço Amoroso (12 de agosto). Para a lição de hoje é usado o texto de Mateus 25:31-46. Essa passagem bíblica sempre me chamou a atenção. Aqueles que chegam ao ponto de dizer “vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”, agem de forma tão espontânea que fazem as obras condizentes com as do próprio Salvador como se fosse algo natural. Chegaram ao ponto de banhar sua natureza humana na divina. “Amar” deixa de ser apenas uma conjugação, e passa a ser um princípio de vida.
Cristo Se identifica tanto com os necessitados que chega a dizer que “o que vocês fizeram para eles, a Mim o fizeram”. Mas, como já havia dito “sem Mim nada podeis fazer”, vemos que Ele também Se identifica com os que ajudam, capacitando-os com possibilidades para isso. Como ninguém dá o que não tem, se damos é porque recebemos.
Esse serviço amoroso, portanto, nada mais é do que a evidência da obra de Deus em nossa vida. Damos o fruto correspondente a árvore que estamos ligados.
“Não é a grandeza do trabalho que fazemos, mas o amor e a fidelidade com que fazemos, que alcança a aprovação do Salvador” (Nos Lugares CelestiaisMeditação Matinal 14/11/1968). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuarta. Ame Seus Inimigos (13 de agosto). O amor, conforme demonstrado por Jesus, é ilimitado e incondicional. E, sendo assim, Ele nos diz que também devemos amar nossos inimigos.
Note bem: amar nossos inimigos. Ele não está dizendo “amigos”, mas “inimigos”. Ele não está dizendo “pobres” e “carentes”, mas “inimigos”. Ele nos tira da zona de conforto, do que é fácil, e nos traz para o terreno que não gostamos: amar os inimigos.
Isso é impossível, irmãos, se não houver renúncia do próprio eu. O “eu” é terrível! Na quinta-feira passada, estudamos “morrer para si mesmo todos os dias”. Carecemos olhar para Cristo e entender o que significa amar nossos inimigos. Só olhando para a vida eterna é que podemos aceitar que há uma bênção em fazer o que Cristo fazia. Na outra quinta, havíamos estudado “seguir a Jesus”. Irmãos, precisamos subjugar nossos fortes traços de caráter, manchados pelo egoísmo, inveja, ruins suspeitas e desejos de desforra.
Amar nossos inimigos, portanto, significa que Deus está trabalhando em nosso coração, e sendo vitorioso, tirando o que não presta e colocando o que é divino. Amar os que não nos amam, amar os que nos fazem mal continuamente, é sinal de que o Espírito Santo de Deus nos deu dEle, pois Ele é amor.
“Os filhos de Deus são os que partilham de Sua natureza. Não é a posição terrena, nem o nascimento, nem a nacionalidade, nem os privilégios religiosos, o que prova ser membro da família de Deus; é o amor, um amor que envolve toda a humanidade. Mesmo os pecadores cujo coração não se ache inteiramente cerrado ao Espírito de Deus, corresponderão à bondade; conquanto devolvam ódio por ódio, darão também amor por amor. É, porém, unicamente o Espírito de Deus que dá amor em troca de ódio. Ser bondoso para o ingrato e o mau, fazer o bem sem esperar retribuição, é a insígnia da realeza celeste, o sinal certo pelo qual os filhos do Altíssimo revelam sua elevada condição” (Refletindo a CristoMeditação Matinal 27/02/1986).
“Esta norma não é de molde a não podermos atingi-la. Em toda ordem ou mandamento dado por Deus, há uma promessa, a mais positiva, a fundamentá-la. Deus tomou as providências para que nos possamos tornar semelhantes a Ele, e cumpri-las-á para todos quantos não interpuserem uma vontade perversa, frustrando assim a Sua graça” (O Cuidado de DeusMeditação Matinal 10/08/1995). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuinta. Viver Como Jesus (14 de agosto). João 15:4-12 – “Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a Videira, vós, os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em Mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam. Se permanecerdes em Mim, e as Minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado Meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis Meus discípulos. Como o Pai Me amou, também Eu vos amei; permanecei no Meu amor. Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço. Tenho-vos dito estas coisas para que o Meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo. O Meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei”.
Minha relação com Cristo não se restringe a Sua missão em meu favor, mas, inclusive, a Sua missão através de mim, em favor de outras pessoas. E o amor é o elemento celestial que Ele me disponibiliza para tão preciosa tarefa.
Muitos chegarão até Ele sem conhecer a Bíblia ou a igreja, mas conheceram o amor revelado na vida daqueles que já foram alcançados antes.
Se ligado na Videira, o fruto virá. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSexta. Conclusão (15 de agosto). “A luta contra o próprio eu é a maior batalha que já foi ferida. A renúncia de nosso eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer luta; mas a alma tem de submeter-se a Deus antes que possa ser renovada em santidade” (Caminho a Cristo, capítulo “Consagração”).
“Não podemos reter o nosso próprio eu e ao mesmo tempo ser tomados de toda a plenitude de Deus. Temos de ser esvaziados do próprio eu. Se afinal ganharmos o Céu, sê-lo-á unicamente mediante a renúncia do próprio eu e o recebimento da mente, do espírito e da vontade de Cristo Jesus” (Nos Lugares CelestiaisMeditação Matinal 28/05/1968).
“Quando o Espírito de Deus toma posse do coração, transforma a vida. Os pensamentos pecaminosos são afastados, renunciadas as más ações; o amor, a humildade, a paz tomam o lugar da ira, da inveja e da contenda. A alegria substitui a tristeza, e o semblante reflete a luz do Céu. Ninguém vê a mão que suspende o fardo, nem a luz que desce das cortes celestiais. A bênção vem quando, pela fé, a alma se entrega a Deus. Então, aquele poder que olho algum pode discernir, cria um novo ser à imagem de Deus” (E Recebereis PoderMeditação Matinal 07/01/1999). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 6 – Crescimento em Cristo – 3º trimestre – 2 a 9 de agosto de 2014

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraLição 6. Introdução (2 de agosto). A Lição, nesta semana, mostra a conversa entre Cristo e Nicodemos – mas ela é muito mais que o bate-papo entre eles dois, e, por isso, devemos ser atenciosos com a seguinte questão: diminuiremos o aproveitamento se isolarmos esta lição das outras já estudadas; e, devemos vê-la no contexto da redenção – o Pai, o Filho e o Espírito Santo estão ativamente envolvidos em tudo relacionado com a nossa salvação (início, meio e fim). Então, precisamos estar com Nicodemos, e ouvir o que Jesus está ensinando, porque tal ensinamento é para nós também.

Tal qual este mestre de Israel, temos nossos ranços religiosos, e isso nos coloca em perigo de presunção espiritual – mas Jesus não nos afasta de Si. Ao contrário, somos atraídos para Ele, pois somente assim receberemos a instrução correta para a salvação – e isso é o que Ele mais deseja. Neste caso, Nicodemos nos serve de exemplo: não importa se de dia ou de noite, devemos ir até o Mestre. Não importa nada. O que importa é estar diante de Jesus, na certeza que somos recebidos por Ele.

Havia, entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. Este, de noite, foi ter com Jesus e Lhe disse: ‘Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que Tu fazes, se Deus não estiver com ele’. A isto, respondeu Jesus: ‘Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus’. Perguntou-Lhe Nicodemos: ‘Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?’ Respondeu Jesus: ‘Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de Eu te dizer: importa-vos nascer de novo. O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito’. Então, Lhe perguntou Nicodemos: ‘Como pode suceder isto?’ Acudiu Jesus: ‘Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto; contudo, não aceitais o nosso testemunho. Se, tratando de coisas terrenas, não Me credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao Céu, senão Aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem. E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nEle crê tenha a vida eterna’ ”(João 3:1-15). Sugerimos a leitura de “Crescimento em Cristo”, do livro Caminho a Cristoclique aqui. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraDomingo. Nascer de Novo (3 de agosto). No final de João 2, nos é dito que muitos se aproximavam de Jesus em função dos milagres que realizava, mas Ele não dava confiança a eles, pois, conhecendo a natureza humana, sabia que tal aproximação era superficial – mas, ao entrar em João 3, Jesus aceita a aproximação de Nicodemos, um homem rico, e fariseu, e um dos principais líderes do Sinédrio – mas, saibam todos, não porque Nicodemos fosse rico, fariseu ou membro do Sinédrio, mas porque Ele, Jesus, conhecia a natureza humana. Sabia que Nicodemos era um sincero inquiridor da verdade; alguém que Ele sabia poder confiar um conhecimento mais claro e completo de Sua missão.

Durante todo o ministério de Cristo, Nicodemos foi um amigo usado por Deus para, em sua influência, providencialmente frustrar os planos dos outros líderes, que sempre manifestaram estar sendo usados pelo inimigo. Nicodemos levou Jesus a sério.

Nicodemos disse: “Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que Tu fazes, se Deus não estiver com ele”.

Jesus desconsiderou o elogio, e foi direto ao centro da questão: ao anseio pela verdade, implícito no fato de Nicodemos ir procurá-Lo numa entrevista particular.

Disse Jesus: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.

Bem, se for para os “outros” nascerem de novo, tudo bem. Ou não são judeus; ou não são filhos de Abraão; ou não são respeitáveis fariseus; ou não são preparados teologicamente para o Sinédrio – portanto, desqualificados para a salvação. Mas, “eu” Senhor?! “Eu”?! Ou será que o Senhor está falando em nascer de novo lá na maternidade, no hospital?

Irmãos, Jesus está nos dizendo que, em relação a salvação, o Espírito Santo tem que gerar em nós uma nova vida espiritual. Novas razões. Novos princípios. Novos sentimentos. Novas ações. E todas elas relacionadas a vida eterna, aquela vida medida pela vida de Deus. E, se não pudemos escolher nascer fisicamente, agora, porque Deus nos apresenta a salvação, devemos escolher o nascimento espiritual.

Tal escolha, irmãos, não vem do nada, e nem continua no nada. Novo nascimento não é algo assim no vazio. Há coisas implícitas relacionas: devemos corresponder ao convite com oração e leitura da Palavra.

Obrigado, Senhor Jesus, porque em Sua Palavra temos a revelação sobre o que o Senhor deseja que ocorra em nosso coração. Obrigado porque podemos nascer no Senhor. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSegunda. Nova Vida em Cristo (4 de agosto). O vento. Sua ação é invisível. Seu resultado, notadamente visível. De igual forma, podemos não identificar o dia de nossa conversão, mas, se convertidos, nossa vida mostra os resultados da obra do Espírito Santo em nós. Não há como esconder isso. As pessoas ao nosso redor saberão que Jesus criou um novo coração em nós. O Espírito Santo sempre produz uma demonstração exterior da transformação interior que Ele realiza.

“O Espírito Santo contende com todo homem. É a voz de Deus falando ao coração.

Nenhum raciocínio humano, do maior douto, pode definir a atuação do Espírito Santo na mente e caráter dos homens; entretanto, podem-se ver os efeitos na vida e nos atos. [...] Embora não possamos ver o Espírito de Deus, sabemos que homens que estiveram mortos em ofensas e pecados se convencem e se convertem sob sua atuação. Os irrefletidos e extraviados tornam-se sóbrios. Os endurecidos arrependem-se de seus pecados, e os descrentes creem. Os jogadores, os bêbados, os licenciosos, tornam-se firmes, sóbrios e puros. Os rebeldes e obstinados tornam-se mansos e semelhantes a Cristo.

Quando vemos essas transformações no caráter, podemos estar certos de que o poder convertedor de Deus transformou o homem todo. Não vimos o Espírito Santo, mas vimos a prova de Sua atuação no caráter transformado dos que eram antes endurecidos e impenitentes pecadores. Tal como o vento agita violentamente as altaneiras árvores e as derruba, assim o Espírito Santo atua em corações humanos, e nenhum homem finito pode abranger a obra de Deus. [...] Não podeis ver o instrumento a atuar, mas podeis ver seus efeitos.

Os que não somente ouvem mas praticam as palavras de Cristo, tornam manifesto no caráter a atuação do Espírito Santo. O resultado da atuação interna do Espírito Santo demonstra-se na conduta exterior. A vida do cristão acha-se escondida com Cristo em Deus, e Deus reconhece os que são Seus, declarando: ‘Vós sois as Minhas testemunhas’ (Isaías 43:10). Eles testificam de que um poder divino lhes está influenciando o coração e moldando o procedimento. Suas obras dão evidência de que o Espírito está atuando no homem interior; os que com eles se associam convencem-se de que estão fazendo de Jesus Cristo o seu modelo.

Os que estão relacionados com Deus, são condutos para o poder do Espírito Santo. [...] A vida interior da pessoa se revelará na conduta exterior” (Meditação Matinal, 16/01/1968). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraTerça. Permanecer em Cristo (5 de agosto). A Lição dá um pulo em João, indo para o capítulo 15 – “Eu sou a videira verdadeira, e Meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em Mim, não der fruto, Ele o corta; e todo o que dá fruto, limpa, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em Mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam. Se permanecerdes em Mim, e as Minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado Meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis Meus discípulos. Como o Pai Me amou, também Eu vos amei; permanecei no Meu amor. Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço”.

A salvação em Jesus exige permanência em Jesus. Para a humanidade, em Adão, havia sido dada a liberdade de escolha, mas não a independência de Deus. Não pode haver vida se separados dAquele que é a Fonte de Vida. De igual forma, não há salvação em Cristo se não houver permanência nEle. E é justamente isso que o Espírito Santo tem carinhosamente procurado realizar em nossa vida (permanência recíproca).

“A dedicação eventual aos interesses religiosos não é suficiente. Experimentar elevado fervor religioso num dia apenas para cair em um período de negligência no seguinte não promove a força espiritual. Permanecer em Cristo significa que a pessoa deve estar em constante comunhão com Ele e viver Sua vida – ‘Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim’” (Comentário Bíblico Adventista, referente João 15:4).

Senhor, sou agradecido por ser próprio da salvação esperar frutos correspondentes. Assim, sei se estou ou não na salvação. O Senhor não me deixa iludido quanto a isso. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuarta. Oração (6 de agosto). Vejam esse texto sobre Jesus em oração. Vejam o quanto Ele dependia do Pai: “Revestido da natureza humana, sentia necessidade da força vinda do Pai. Tinha lugares especiais de oração. Comprazia-Se em entreter comunhão com Seu Pai na solitude da montanha. Neste exercício, Sua mente santa, humana, era fortalecida para os deveres e provas do dia. Nosso Salvador identifica-Se com nossas necessidades e fraquezas no fato de haver-Se tornado um suplicante, um solicitante de todas as noites, buscando do Pai novas provisões de força a fim de sair revigorado e refrigerado, fortalecido para o dever e a provação. Ele é nosso exemplo em tudo. É um irmão em nossas fraquezas, mas não em possuir idênticas paixões. Sendo sem pecado, Sua natureza recuava do mal. Jesus suportou lutas, e torturas íntimas, em um mundo de pecado. Sua humanidade tornava a oração necessidade e privilégio. Ele reivindicava todo o mais forte apoio divino e o conforto que o Pai estava pronto a conceder-Lhe — a Ele que, em benefício do homem, havia deixado as alegrias do Céu, preferindo morar em um mundo frio e ingrato. Cristo encontrou conforto e alegria na comunhão com o Pai. Ali podia desabafar o coração das dores que O oprimiam. Era um ‘homem de dores, experimentado nos trabalhos’.

Durante o dia Ele trabalhava diligentemente para fazer bem aos outros, para salvar os homens da destruição. Curava os doentes, confortava os tristes, e levava animação e esperança aos que se achavam em desespero. Trazia os mortos à vida. Depois de concluída a obra do dia, saía, noite após noite, da confusão da cidade e, em algum solitário bosque Seu vulto dobrava-se em súplicas ao Pai. Às vezes, os claros raios da Lua incidiam-Lhe sobre o corpo inclinado. E depois, novamente as nuvens e as trevas excluíam toda a luz. O orvalho e a geada da noite caíam-Lhe na cabeça e na barba enquanto ali ficava, naquela atitude suplicante. Frequentemente Ele prosseguia em Suas petições a noite inteira. Ele é nosso exemplo. Se pudermos lembrar isto, e imitá-Lo, seremos muito mais fortes em Deus.

Se o Salvador dos homens, com Sua força divina, sentia a necessidade de oração, quanto mais deviam os fracos mortais, pecadores, sentir a necessidade de oração — oração fervorosa, constante!” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 2, capítulo 29 – Os Sofrimentos de Cristo).

Sugerimos a leitura de “Coisa alguma demasiado pequena” – clique aqui. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuinta. Morrer Para Si Mesmo Todos os Dias (7 de agosto). Lucas 9:23-24 – “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por Minha causa, esse a salvará”.

A si mesmo se negue – renuncie a si mesmo – morra para o eu – submeta-se à vontade de Cristo – passe a viver para o Senhor. Assuma as responsabilidades que acompanham o discipulado. Esteja pronto para enfrentar toda e qualquer dificuldade, incluindo a morte, se necessário.

Mas o foco do texto não é o “sacrifício” do seguidor, e sim o “seguir Aquele que chama”. “Seguir” a Jesus é modelar nossa vida conforme a Sua e servir a Deus e a nossos semelhantes como Ele o fez. Só que nós não estamos falando de algo fácil, irmãos. Mas, contudo, devemos insistir na ênfase de olhar para Aquele que nos convida a segui-Lo.

Em “Tomando nossa cruz” (na Meditação Matinal de 25/05/1959), lemos assim: “O Plano da Salvação fundamentou-se no sacrifício. Jesus deixou as cortes reais, e fez-Se pobre, para que por Sua pobreza nos pudéssemos enriquecer. Todos quantos participam desta salvação, comprada para eles com tão infinito sacrifício pelo Filho de Deus, seguirão o exemplo do Modelo Verdadeiro. Cristo foi a principal pedra de esquina, e cumpre-nos edificar sobre esse fundamento. Todos devem ter espírito de abnegação e sacrifício. A vida de Cristo na Terra foi de renúncia; assinalou-se pela humilhação e o sacrifício. E hão de os homens, participantes da grande salvação que Jesus veio do Céu trazer-lhes, recusarem-se a seguir a seu Senhor, partilhando de Sua abnegação e sacrifício? [...] É o servo maior que seu Senhor? Há de o Redentor do mundo exercer a renúncia e o sacrifício em nosso favor, e os membros do corpo de Cristo entregarem-se à complacência consigo mesmos? A abnegação é condição essencial do discipulado.

‘Então disse Jesus aos Seus discípulos: Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-Me’. Eu tomo a dianteira na vereda da renúncia. Não exijo de vós, Meus seguidores, coisa alguma senão aquilo de que Eu, vosso Senhor, vos dou o exemplo em Minha vida.

A renúncia e a tribulação estendem-se em linha reta no caminho de todo o seguidor de Cristo. É a cruz que atravessa as afeições naturais e a vontade.

Jesus é o nosso modelo. Se Ele pusesse de lado Sua humilhação e sofrimentos, e tivesse dito: ‘Se alguém quiser vir após Mim, agrade-se a si mesmo, desfrute o mundo e será Meu discípulo’, as multidões teriam crido nEle e O teriam seguido. Se quisermos estar com Ele no Céu, temos que ser semelhantes a Ele na Terra.

Sigamos o Salvador em Sua simplicidade e renúncia. O Homem do Calvário seja por nós enaltecido pela palavra e por vida santa.

E a todos quantos a erguem e conduzem após Cristo, a cruz é um penhor da coroa da imortalidade que hão de receber”. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina(Ligado na VideiraSexta. Conclusão (8 de agosto). “A luta contra o próprio eu é a maior batalha que já foi ferida. A renúncia de nosso eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer luta; mas a alma tem de submeter-se a Deus antes que possa ser renovada em santidade.

O governo de Deus não é, como Satanás nos quer fazer parecer, fundado sobre uma submissão cega, um domínio irrazoável. Ele apela para o intelecto e a consciência. ‘Vinde, pois, e arrazoemos’ é o convite do Criador aos seres que formou. Deus não força a vontade de Suas criaturas. Não pode aceitar homenagem que não seja prestada voluntária e inteligentemente. Uma submissão meramente forçada impediria todo verdadeiro desenvolvimento do espírito ou do caráter; tornaria o homem simples máquina. Não é este o propósito do Criador. Ele deseja que o homem, a obra prima de Seu poder criador, atinja o desenvolvimento mais elevado possível. Propõe-nos a altura da bênção à qual nos deseja levar, por meio de Sua graça. Convida-nos a entregar-nos a Ele, a fim de que possa efetuar em nós a Sua vontade. A nós compete escolher se queremos ser libertados da escravidão do pecado, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus.

Entregando-nos a Deus, temos necessariamente de renunciar a tudo que dEle nos separe. Por isso diz o Salvador: ‘Qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser Meu discípulo’ (Lucas 14:33). Tudo que afaste de Deus o coração, tem de ser renunciado” (Caminho a Cristo, capítulo 5 – “Consagração”). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

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