Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 13 – A Segunda Vinda de Jesus – 3º trimestre, 20 a 27 de setembro de 2014

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraLição 13. Introdução (20 de setembro). “Apresentamo-vos o programa da ‘Voz da Profecia’. Uma voz clamando no deserto destes últimos dias: ‘Preparai o caminho do Senhor’” – assim disse Roberto Rabello em sua primeira apresentação no Brasil, em 26 de setembro de 1943. Mais adiante, a introdução deste programa de rádio passou a ser assim: “Apresentamos o programa da ‘Voz da Profecia’, uma mensagem de fé e esperança, que anuncia a volta do Senhor”.

Quantas e quantas famílias têm sua origem no adventismo através deste programa! Quanta saudade! Nesta semana, 71 anos desde aquele dia. Quanta história!

Fico imaginando a volta de Jesus e aquela multidão de remidos. Muitos deles, incluindo herdeiros, irão conhecer e agradecer ao mensageiro Roberto Rabello. Quantas histórias!

Irmãos, a Lição finaliza com o principal tema da Bíblia: a gloriosa segunda vinda – a volta de Jesus. Todas as nossas expectativas chegam ao ápice com este evento. Será um encontro para nunca mais haver despedida. Para todo o sempre e eternamente nunca mais deixaremos de estar na doce e aprazível presença de Jesus, nosso Criador, Redentor e Senhor.

Outras famílias foram apresentadas ao Senhor através de outros mensageiros e outros métodos. Talvez através deste blog. Que todos continuemos firmes na fé, crescendo de glória em glória, até que presenciemos o Dia em que Cristo Se reencontrará com Adão, em cumprimento à Sua promessa – promessa que é vigente para mim e para você, e para uma multidão de pessoas que aguardam que falemos dela para eles. Já imaginou conhecer no Céu a última pessoa a ser convertida? A última! Que maravilhoso!

Irmãos, mais abaixo, no quadro para comentários, conte para nós a origem de sua conversão. Nos dê essa alegria. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraDomingo. A Promessa (21 de setembro). Irmãos, Deus é maravilhoso. Primeiro Ele revelou Seu plano para criar a Terra e seus habitantes, e só depois é que ocorreu a rebelião de Lúcifer no Céu. E, mesmo assim, mesmo iniciado o grande conflito, Ele não mudou Seu propósito – veio formar o homem à Sua imagem e semelhança.

Queridos, algumas pessoas perguntam se Ele sabia que a humanidade pecaria. Bem, nós sempre temos que partir do princípio de que Ele sabe tudo, inclusive o futuro. Mas é bom que fique claro o seguinte: saber o futuro não faz de Deus o causador da rebelião; não há nenhuma relação causal entre Deus e o pecado. Além disso, antes da criação e antes do grande conflito, já havia o Plano da Redenção – ou seja, Ele sabia da criação, da queda, da manjedoura, da cruz do Calvário, da ressurreição, da segunda vinda, da reunião dos remidos e do completo fim do pecado. O Plano da Redenção nos vacinará – nunca mais o pecado se levantará; não haverá uma segunda rebelião.

Então, a Salvação que estava em Seu “propósito” foi revelada no tempo oportuno, sendo “instituída” assim que passou a existir o pecador. O Criador, lá no Éden, Se posicionou como Redentor para Adão e Eva. Lá, Ele prometeu salvar. Assim, todo o desenrolar do Velho Testamento ocorreu na garantia dessa “promessa”, até que chegou o momento da “consumação”.

Irmãos, nos momentos que antecederam o Calvário, nosso Senhor garantiu aos discípulos que Ele, o Cordeiro morto antes da fundação do mundo, iria dar Sua vida, e que ressuscitaria no terceiro dia, e que iria para a Casa de seu Pai, mas não lhes deixaria órfãos, e que voltaria – voltaria para buscar a eles e a todos os que viessem a crer em Sua Palavra.

Hoje, dou graças a Deus porque posso olhar nos olhos de meus filhos e falar para eles, com toda segurança e carinho, que Jesus em breve virá. Ele virá! E a minha segurança ao falar sobre isso é fundamentada no que Ele falou. É a Sua Palavra. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSegunda. O Propósito da Segunda Vinda de Jesus (22 de setembro). O propósito de Sua vinda é múltiplo. Nessa ocasião, dois grupos estarão presentes: parte dos ímpios e todos os justos.

Os ímpios que morreram continuarão mortos. Não presenciarão a segunda vinda de Cristo. Já os ímpios vivos, pedirão para morrer – e morrerão diante deste evento glorioso. Seus casos já foram decididos por eles mesmos, quando a porta da graça ainda estava aberta, disponibilizando o misericordioso perdão – mas eles rejeitaram.

Os justos mortos, ao soar da trombeta, serão chamados à vida. Serão ressuscitados. Que momento especial para o Criador! Os justos vivos, juntamente com os ressuscitados, subirão para encontrar o Redentor, indo com Ele para o Céu, para morar por mil anos.

Na Terra, apenas Satanás e seus anjos estarão vivos. Mas, enquanto isso, lá no Céu, ocorrerá o Juízo Verificativo – ou seja, os justos verificarão as razões dos ímpios estarem mortos aqui na Terra. Bem, passado o milênio, Cristo descerá com a Cidade Santa. Mas, antes que ela toque o chão, ocorrerá a segunda ressurreição – a dos ímpios mortos – e todos eles, juntamente com Satanás e seus anjos, ouvirão a sentença final, de resultado permanente – a morte eterna. Após isso, a Terra será purificada. Aqui será “a Casa de Meu Pai”.

Irmãos, a questão principal é: agora, antes do milênio, por ocasião da segunda vinda de Cristo, eu estarei em qual grupo? E você? Em qual grupo você estará?

Sugerimos a leitura de “Hoje é o Dia da Salvação” – clique aqui.

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraTerça. Como Jesus Virá? (23 de setembro). Esta cena é descrita assim no livro O Grande Conflito (pág. 641): “Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, a distância, parece estar envolta em trevas. O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do homem. Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor e encimada pelo arco-íris do concerto. Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor. Agora, não como ‘Homem de dores’, para sorver o amargo cálice da ignomínia e miséria, vem Ele vitorioso no Céu e na Terra para julgar os vivos e os mortos. ‘Fiel e verdadeiro’, Ele ‘julga e peleja em justiça’. E ‘seguiram-nO os exércitos no Céu’ (Apocalipse 19:11 e 14). Com antífonas de melodia celestial, os santos anjos, em vasta e inumerável multidão, acompanham-nO em Seu avanço. O firmamento parece repleto de formas radiantes – milhares de milhares, milhões de milhões. Nenhuma pena humana pode descrever esta cena, mente alguma mortal é apta para conceber seu esplendor. ‘A Sua glória cobriu os céus’ e a Terra encheu-se do Seu louvor. ‘E o Seu resplendor era como a luz’ (Habacuque 3:3-4). Aproximando-se ainda mais a nuvem viva, todos os olhos contemplam o Príncipe da vida. Nenhuma coroa de espinhos agora desfigura a sagrada cabeça, mas um diadema de glória repousa sobre a santa fronte. O semblante divino irradia o fulgor deslumbrante do Sol meridiano. ‘E no vestido e na Sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores’ (Apocalipse 19:16)”.

Sugerimos a leitura de “Cenas do Segundo Advento” – clique aqui.

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuarta. Quando Jesus Virá? (24 de setembro). Observemos esses dois textos:

1º) “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos Céus, nem o Filho, senão o Pai”.

O Pai sabe. “Deus não é servo do tempo, mas, sim, o Senhor dele. O conhecimento de Deus transcende o tempo, pois Ele é onisciente, sabe todas as coisas. A presciência é prova de Sua divindade” (Comentário Bíblico Adventista, referente Atos 1:7 – “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade”).

O Filho não sabe. “Cristo limitou voluntariamente Seu conhecimento e poder na medida da capacidade dos seres humanos, a fim de que a Sua própria vida perfeita pudesse ser um exemplo de como devemos viver e que Seu ministério fosse um padrão que pudéssemos seguir, auxiliados pela mesma orientação divina e ajuda que Ele recebeu” (Comentário Bíblico Adventista, referente Mateus 24:36).

Nem os anjos. Essa é fácil de entender.

Ninguém sabe. Essa é a que mais precisa de nossas considerações. Não nos foi dada nenhuma sabedoria para marcar a data da vinda de Cristo. É especulação e perda de tempo. Porém, o que Jesus estava explicando é que, embora o homem não tenha capacidade para datar a Sua volta, deve, no entanto, sempre estar preparado para esta ocasião. Não importa se ela vier ocorrer daqui a anos, meses ou semanas, cada ser humano deve estar preparado com se fosse hoje – até porque a morte, que pode ocorrer hoje, sela o destino de cada um (mas não é a iminência de minha morte o motivo para o preparo, e sim o fato de que Cristo disse que devo estar preparado).

“Devemos fazer o certo porque é certo, não para evitar a punição ou por medo de alguma grande calamidade que possa nos sobrevir” (Meditação Matinal 13/12/2013).

2º) “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem”. Os antigos estavam tão cegos que, por incrível que pareça, sequer prestaram atenção nos animais que, de dois em dois, entravam na arca. Da mesma forma, Jesus disse que muitas pessoas, por ocasião de Sua vinda, estarão cegas, absortas apenas em suas feituras seculares. Mas a Lição busca a seguinte consideração: eu estarei em qual grupo? E você? Em qual grupo você estará?

Quero falar o seguinte, naquele glorioso Dia: “Eis-me aqui, com os filhos que o Senhor me deu”. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuinta. Vigiar e Estar Pronto (25 de setembro). “Vi que uma vigília após outra estava no passado. Por causa disso, deve haver falta de vigilância? Oh, não! Há maior necessidade de incessante vigilância, pois agora os momentos são mais escassos do que antes de haver passado a primeira vigília. Agora inevitavelmente o período de espera é menor do que o primeiro. Se naquela ocasião mantivemos contínua vigilância, quão maior será a necessidade de dupla vigilância na segunda vigília! O passar da segunda vigília nos conduziu à terceira, e agora é indesculpável diminuir nossa vigilância. A terceira vigília requer tríplice diligência. Impacientar-se agora seria perder toda a nossa fervorosa e perseverante vigilância até aqui. A longa noite de tristeza é aflitiva, mas a manhã é adiada em misericórdia, porque se o Mestre viesse, muitos seriam achados desprevenidos. A recusa de Deus em permitir que Seu povo pereça tem sido a razão de tão longa demora. Mas a chegada da manhã para os fiéis, e da noite para os infiéis, está às portas. Ao esperar e vigiar, o povo de Deus deve manifestar seu caráter peculiar, sua separação do mundo. Por meio de nossa atitude de vigilância devemos demonstrar que realmente somos ‘estrangeiros e peregrinos na Terra’. A diferença entre os que amam o mundo e os que amam a Cristo é tão clara que se torna inconfundível. Enquanto as pessoas mundanas manifestam extrema diligência e ambição para adquirir o tesouro terrestre, o povo de Deus não se conforma com o mundo; por sua atitude fervorosa, vigilante e de espera, revela, porém, que foram transformados; que seu lar não está neste mundo, mas que estão buscando uma pátria “melhor, isto é, a celestial”. [...]

O desejo de nosso Senhor é que estejamos vigilantes, para que, quando Ele vier e bater, possamos abrir imediatamente a porta. Uma bênção é pronunciada sobre aqueles servos a quem Ele encontrar vigiando: Ele ‘Se cingirá, e os fará assentar à mesa, e, chegando-Se, os servirá’. Quem dentre nós, nesses últimos dias, será assim especialmente honrado pelo Senhor dos Exércitos? Estaremos preparados para sem demora abrir-Lhe a porta e saudá-Lo? Vigiem, vigiem, vigiem. Quase todos cessaram sua vigilância e espera; nós não estamos prontos para imediatamente abrir-Lhe a porta. O amor ao mundo tem ocupado tanto nossos pensamentos, que os olhos não estão postos no alto, mas na Terra. Estamos ansiosos por envolver-nos com zelo e dedicação em diferentes empreendimentos, mas Deus é esquecido e o tesouro celeste não é valorizado. Não estamos em atitude de espera e vigilância. O amor ao mundo e o engano das riquezas obscurecem nossa fé, e não mais ansiamos e amamos o retorno de nosso Salvador. Tentamos arduamente cuidar de nós mesmos. Estamos inquietos e precisamos grandemente de uma firme confiança em Deus. Muitos se afligem e trabalham, imaginando e planejando, temendo passar necessidades. Não se permitem tempo para orar ou assistir aos cultos e, no cuidado de si mesmos, não dão chance para que Deus cuide deles. E o Senhor não pode fazer muito por eles, pois não Lhe dão oportunidade. Fazem demasiado por si mesmos e creem e confiam muito pouco em Deus.

O amor ao mundo tem terrível controle sobre o povo a quem o Senhor ordenou vigiar e orar sempre, para que Ele não viesse repentinamente e os encontrasse dormindo. ‘Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre’” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 2, págs. 193-196). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSexta. Conclusão (26 de setembro). “‘Tocai a trombeta em Sião e dai voz de rebate no Meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da Terra, porque o dia do Senhor vem, já está próximo’ (Joel 2:1).

As coisas que dizem respeito a nosso bem-estar eterno devem agora absorver a nossa atenção. Não podemos dar-nos ao luxo de conceder às coisas celestiais o segundo lugar. [...] Os juízos divinos estão na Terra. Eles falam em solene advertência, dizendo: ‘Ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá’ (Mateus 24:44).

Há muitos, muitos em nossas igrejas que pouco sabem do autêntico significado da verdade para este tempo. Insto com eles para que não desprezem o cumprimento dos sinais dos tempos, que dizem tão claramente que o fim está próximo. Oh! quantos que não buscaram a salvação de sua alma farão em breve a amarga lamentação: ‘Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos!’ (Jeremias 8:20).

Vivemos nas cenas finais da história terrestre. As profecias se cumprem rapidamente. As horas de graça estão passando depressa. Não temos tempo – nenhum momento – a perder. Não sejamos encontrados dormindo no posto do dever. Que ninguém diga em seu coração ou por suas obras: ‘O meu Senhor tarde virá’ (Mateus 24:48). Seja a mensagem da breve volta de Cristo emitida em fervorosas palavras de advertência. Persuadamos os homens e as mulheres em toda parte a se arrependerem, e a fugirem da ira futura. Incentivemo-los a preparação imediata; pois sabemos pouca coisa do que está diante de nós. … Dirijam-se os pastores e os membros leigos para os campos que amadurecem. Encontrarão uma colheita onde quer que proclamem as esquecidas verdades da Bíblia. Encontrarão pessoas que aceitarão a verdade e que dedicarão a vida à conquista de pessoas para Cristo.

O Senhor virá em breve, e precisamos estar preparados para nos encontrarmos com Ele em paz. Tomemos a resolução de fazer tudo o que está ao nosso alcance para comunicar a luz aos que se acham ao nosso redor. Não devemos estar tristes, mas bem dispostos, e conservar sempre o Senhor Jesus diante de nós. [...] Devemos estar prontos e à espera de Seu aparecimento. Oh! quão glorioso será vê-Lo e receber as boas-vindas como Seus remidos! Temos esperado por muito tempo, mas nossa fé não deve enfraquecer-se” (Meditação Matinal 08/04/1977 – Maranata, O Senhor Vem!, “Clamar em Alta Voz”). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

 

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – Morte e Ressurreição – 3º Trimestre – 13 a 20 de setembro de 2014

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraLição 12. Introdução (13 de setembro). Fico imaginando a conversa entre Cristo e Adão e Eva lá no Éden, logo após terem comido da árvore proibida. Com a desobediência, a morte foi introduzida em nosso planeta. Ela iria acontecer. Teria que acontecer. É o salário do pecado. Porém, fico também imaginando nossos primeiros pais “matutando” as palavras de esperança proferidas por Jesus. Ele mesmo, o Criador, assumiria a posição de criatura, tomaria a culpa da humanidade, e morreria em seu lugar. Sua morte seria a morte da morte.

Irmãos, o que vamos conversar durante esta semana é fruto do fato de sermos adventistas do sétimo dia. Com todo o respeito aos demais cristãos, mas nós somos adventistas do sétimo dia porque nos foi dada uma “bênção” diferenciada. Às vezes, até mesmo alguns membros de nossa própria igreja (lamentavelmente) diminuem tal “bênção”, mas nesta semana nós vamos compreender um pouco mais o quanto “ela” nos diferencia na compreensão das Sagradas Escrituras. Falo dos Testemunhos do Espírito de Profecia. Os escritos de Ellen White, irmãos, são como um telescópio. Como sabemos, este equipamento não cria novas estrelas e nem outro qualquer corpo celeste, mas permite enxergá-los melhor. Muitas das estrelas não poderiam ser estudadas não fosse o telescópio. De igual forma, o dom recebido por esta serva, e dado para a igreja, não cria novas doutrinas, mas tem permitido que a nossa compreensão bíblica se aproxime do que verdadeiramente Cristo gostaria de estar nos ensinando, caso estivesse fisicamente entre nós, como fez com Adão e Eva, e como fez com os judeus de Seu tempo. Assim, o Espírito de Profecia estará em nossas linhas e entrelinhas, no transcorrer da semana.

Falar de morte é falar do grande conflito, e falar de ressurreição é falar do Plano da Redenção – e isso é feito com muita propriedade por nossa igreja graças ao dom do Espírito de Profecia, revelado no ministério da escritora já mencionada.

Quatro mil anos depois da conversa no Éden, Jesus Se dirige para onde o amigo Lázaro estava, e diz: “Lázaro adormeceu… Lázaro morreu”. No entanto, se lá já estivesse, isso seque teria acontecido. Porém, havia um propósito na demora. Foi permitido um funeral e um sepultamento. Foi permitido tal desdobramento. Isso porque o Criador queria ensinar algo relacionado ao que prometera a Adão. “Por vossa causa Me alegro de que lá não estivesse, para que possais crer. [...] Chegando Jesus, encontrou Lázaro sepultado, havia quatro dias. [...] Marta, quando soube que vinha Jesus, saiu ao Seu encontro; Maria, porém, ficou sentada em casa. Disse, pois, Marta a Jesus: ‘Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão. Mas também sei que, mesmo agora, tudo quanto pedires a Deus, Deus To concederá’. Declarou-lhe Jesus: ‘Teu irmão há de ressurgir’. ‘Eu sei’, replicou Marta, ‘que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia’ (ecoando o conhecimento dado ao povo judeu sobre morte e ressurreição). Então, Jesus diz para ela e para todos os que O ouviam o que Adão já sabia (pois havia aprendido lá naquele dia em que desobedeceu): “Eu Sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá”.

Caro leitor, podemos falar um pouco sobre pecado, morte, inferno e a parábola do rico e Lázaro, mas a essência dos ensinos de Jesus para nós, nessa semana, é a ressurreição. Ele não só é fonte de vida, mas Ele é a Vida. Por isso, com muita propriedade, Ele disse que daria Sua vida para depois tornar a tomá-la. De igual forma, Ele tem autoridade para ressuscitar aqueles que são Seus, para a vida eterna, bem como aqueles que receberão, por fim, a sentença de aniquilamento completo.

Que esse assunto se firme em nosso caráter, de modo a nos dar esperança diante da experiência desagradável que tem nos cercado, vitimando nossos queridos com acidentes, doenças, sofrimentos e morte. Que Deus nos abençoe.

Para leitura adicional, veja:

Por ocasião do sacrifício de Cristo na cruz, morreu apenas a Sua natureza humana ou também a Sua natureza divina?”, de Alberto Timm – clique aqui.

Se Jesus houvesse pecado, o que teria acontecido com Ele?”, de Angel Manuel Rodríguez – clique aqui.

[[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraDomingo. O Estado dos Mortos (14 de setembro). Já de início, a Revelação diz: a imortalidade pertence somente a Deus, o Criador – 1Timóteo 6:14-16 (“… nosso Senhor Jesus Cristo … bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade”). Então, os seres criados são mortais – ou seja, passíveis de morrer. É verdade que fomos criados para viver eternamente, mas isso era condicionado à obediência, o caminho apontado por Deus para que continuássemos a ter acesso ao fruto da árvore da vida. Isso significa que a “nossa” vida na verdade é vida “derivada”. Ela não nos é “inerente”. Dependemos dAquele que é Vida.

Pois bem, rompido nosso laço com o Criador, só nos cabe “não ter vida” – e a isso chamamos de “morrer”, de “morte”. Ora, isso nada tem a ver com Deus. Não há nenhuma relação causal entre Deus e a morte. Ela não a causa. Devemos atribuir a causa da morte a Satanás, o originador do pecado, o mentiroso, o homicida, o adversário de Deus e dos homens.

Prosseguindo, o estado dos vivos é (salvo os que experimentam alguma limitação introduzida pelo pecado) de consciência, de razão, de ouvir, ver e falar, de se movimentar, de saber o que acontece em si e em torno de si. O estado dos mortos é o oposto disso: “Cessam todos os procedimentos habituais e conhecidos da vida. Na morte cessam o trabalho e as recompensas (Eclesiastes 9:5). O amor, o ódio e a inveja perecem, assim como a participação nos acontecimentos da vida (Eclesiastes 9:6). Projeto, conhecimento e sabedoria não mais existem ((Eclesiastes 9:5 e 10). Os mortos não são capazes de fazer planos (Salmos 146:4), não possuem lembrança (Salmos 6:5 e Eclesiastes 9:5) nem louvam a Deus (Salmos 88:10-11, e 115:17; e Isaías 38:18). Os mortos permanecem nos túmulos (Atos 2:29 e 34)” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, capítulo “Morte: origem, natureza e erradicação”).

Em suma: onde e como estão, os mortos não podem retornar sem intervenção divina; a pessoa entra sozinha na “região” onde não há vida e não pode voltar dela, a não ser quando pela ressurreição. Somente Deus para tornar a reavivá-la.

Para leitura adicional, veja:

O ser humano foi criado mortal ou imortal?”, de Alberto Timm – clique aqui.

A Parábola do Rico e Lázaro”, de Pedro Apolinário – clique aqui.

[[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSegunda. A Esperança da Ressurreição (15 de setembro). A ressurreição é a coroa dos milagres de Jesus. Com o título para a Lição de hoje, e em compreensão do que a Inspiração diz, podemos alegremente afirmar que Ele manifestará Seu ato de nova criação. Sem a interferência divina, a morte seria uma coisa irrevogável. Mas Deus, saudoso de Suas criaturas que Lhe foram separadas por causa do pecado, irá lhes restaurar a vida.

Irmãos, a cruz significa muito mais do que a salvação de cada um de nós que ainda estamos vivos. Ela é a garantia também para aqueles que já morreram nessa salvação. Cristo adquiriu o direito de ressuscitá-los. Sua morte foi aceita como pagamento da morte de todos nós (Chamamos isso de morte substitutiva. A morte de Cristo pagou a exigência da Lei. O homem tinha que morrer? Então, o Homem morreu).

Adão foi para a sepultura na certeza de que a ressurreição iria acontecer. E a sua ressurreição está prestes a ocorrer. Deus nos conceda o privilégio de testemunhar esse acontecimento!

“Por entre as vacilações da Terra, o clarão do relâmpago e o ribombo do trovão, a voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. Ele olha para a sepultura dos justos e, levantando as mãos para o céu, brada: ‘Despertai, despertai, despertai, vós que dormis no pó, e surgi!’ Por todo o comprimento e largura da Terra, os mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem viverão. E a Terra inteira ressoará com o passar do exército extraordinariamente grande de toda nação, tribo, língua e povo. Do cárcere da morte vem eles, revestidos de glória imortal, clamando: ‘Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?’. E os vivos justos e os santos ressuscitados unem as vozes em prolongada e jubilosa aclamação de vitória.

Todos saem do túmulo com a mesma estatura que tinham quando ali entraram. Adão, que está em pé entre a multidão dos ressuscitados, é de grande altura e formas majestosas, de estatura pouco menor que o Filho de Deus. Apresenta assinalado contraste com o povo das gerações posteriores; sob este único ponto de vista se revela a grande degeneração da raça. Todos, porém, surgem com a louçania e vigor de eterna mocidade. No princípio o homem foi criado à semelhança de Deus, não somente no caráter, mas na forma e aspecto. O pecado desfigurou e quase obliterou a imagem divina; mas Cristo veio para restaurar aquilo que se havia perdido. Ele mudará nosso corpo vil, modelando-o conforme Seu corpo glorioso. As formas mortais, corruptíveis, destituídas de garbo, poluídas pelo pecado, tornam-se perfeitas, belas e imortais. Todos os defeitos e deformidades são deixados no túmulo. Restabelecidos à árvore da vida, no Éden há tanto tempo perdido, os remidos crescerão até à estatura completa da raça em sua glória primitiva. Os últimos traços da maldição do pecado serão removidos, e os fiéis de Cristo aparecerão ‘na beleza do Senhor nosso Deus’, refletindo no espírito, alma e corpo, a imagem perfeita de seu Senhor. Oh! maravilhosa redenção! Há tanto tempo objeto das cogitações, há tanto tempo esperada, contemplada com ávida expectativa, mas nunca entendida completamente! [...]

Criancinhas são levadas pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos há muito separados pela morte, reúnem-se, para nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria ascendem juntamente para a cidade de Deus. [...]

Ao serem os resgatados recebidos na cidade de Deus, ecoa nos ares um exultante clamor de adoração. Os dois Adões estão prestes a encontrar-se. O Filho de Deus Se acha em pé, com os braços estendidos para receber o pai de nossa raça — o ser que Ele criou e que pecou contra o seu Criador, e por cujo pecado os sinais da crucifixão aparecem no corpo do Salvador. Ao divisar Adão os sinais dos cruéis cravos, ele não cai ao peito de seu Senhor, mas lança-se em humilhação a Seus pés, exclamando: ‘Digno, digno é o Cordeiro que foi morto!’ Com ternura o Salvador o levanta, convidando-o a contemplar de novo o lar edênico do qual, havia tanto, fora exilado. [...]

O Salvador o leva à árvore da vida, apanha o fruto glorioso e manda-o comer. Olha em redor de si e contempla uma multidão de sua família resgatada, no Paraíso de Deus. Lança então sua brilhante coroa aos pés de Jesus e, caindo a Seu peito, abraça o Redentor. Dedilha a harpa de ouro, e pelas abóbadas do céu ecoa o cântico triunfante: ‘Digno, digno, digno, é o Cordeiro que foi morto, e reviveu!’ A família de Adão associa-se ao cântico e lança as suas coroas aos pés do Salvador, inclinando-se perante Ele em adoração” (O Grande Conflito, capítulo “O Livramento dos Justos”). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraTerça. A Ressurreição e o Juízo (16 de setembro). Na segunda vinda de Jesus teremos dois grupos de pessoas: os que aceitaram a salvação concedida por Ele e os que a recusaram.

No caso dos salvos, alguns não experimentaram a morte, enquanto outros virão do que designamos como primeira ressurreição. Todos estes irão para o milênio celestial.

Quanto aos ímpios, todos morrerão, permanecendo em suas sepulturas até que termine o milênio.

Desde o cumprimento da profecia dos 2.300 anos (22 de outubro de 1844), os salvos estão sendo julgados. É o juízo investigativo.

Os ímpios, não. Esses terão seus nomes apreciados somente durante o milênio. Eles estarão mortos aqui na Terra, mas seus casos estarão sendo apreciados lá no Céu, pelos salvos. É o juízo verificativo. Não se trata de nova chance. Seus casos já foram decididos por eles mesmos, quando ainda vivos. Recusaram a salvação. No entanto, os salvos verificarão seu proceder, e concordarão que Deus é justo ao não os ter levado para o Céu, onde o pecado não pode coexistir com a santidade de Deus.

Durante esse período, somente Satanás e seus anjos estarão aqui na Terra, sem ter a quem tentar, tendo tempo para pensar e repensar sobre a rebelião que criaram. Como foram injustos com Deus!

Finalmente, encerrando o milênio, Cristo virá para aqui estabelecer Seu trono eterno. Descerá a Cidade Santa, e todos os seus moradores: Deus, Seus santos anjos e toda a multidão dos remidos. E, nesse momento, aqui ocorrerá a segunda ressurreição. Os ímpios ressurgem (também pelo mando de Deus), e, juntando-se a Satanás e seus comandados, ouvirão o pronunciamento do juízo executivo, o juízo final, a sentença eterna: o salário do pecado é a morte.

Valerá à pena a leitura do artigo Deus vai destruir os ímpios ou eles se autodestruirão?” – clique aqui.

Para leitura adicional, veja:

Haverá morte na nova Terra?”, de Pedro Apolinário – clique aqui.

Será possível alguém pecar no novo Céu e na nova Terra?”, de Angel Manuel Rodríguez – clique aqui.

[[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuarta. O Que Jesus Disse Sobre o Inferno (17 de setembro). Para hoje, em vez de registrar meu comentário, indico a leitura sobre inferno” (clique aqui) e purgatório” (clique aqui).

[[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuinta. Jesus Venceu a Morte (18 de setembro). No livro O Desejado de Todas as Nações, no capítulo “Getsêmani”, lemos assim: “Ao sentir Cristo interrompida Sua unidade com o Pai, temia que, em Sua natureza humana, não fosse capaz de resistir ao vindouro conflito com os poderes das trevas. No deserto da tentação, estivera em jogo o destino da raça humana. Cristo saíra então vitorioso. Agora viera o tentador para a última e tremenda luta. Para isso se preparara ele durante os três anos de ministério de Cristo. Tudo estava em jogo para ele. Falhasse aqui, e estava perdida sua esperança de domínio; os reinos do mundo tornar-se-iam afinal possessão de Cristo; ele próprio seria derrotado e expulso. Mas se Cristo pudesse ser vencido, a Terra se tornaria para sempre o reino de Satanás, e a raça humana estaria perpetuamente em seu poder. Com os resultados do conflito perante Si, a alma de Cristo Se encheu de terror da separação de Deus. Satanás dizia-Lhe que, se Se tornasse o penhor de um mundo pecaminoso, seria eterna a separação. Ele Se identificaria com o reino de Satanás, e nunca mais seria um com Deus.

E que se lucraria com esse sacrifício? Quão desesperadas pareciam a culpa e a ingratidão humanas! Satanás apertava o Redentor, apresentando a situação justamente em seus piores aspectos: “A nação que pretende achar-se acima de todas as outras quanto às vantagens temporais e espirituais, rejeitou-Te. Procuram destruir-Te, a Ti, fundamento, centro e selo das promessas que lhes foram feitas como povo particular. Um de Teus próprios discípulos, que tem ouvido Tuas instruções e sido um dos de mais destaque nas atividades da igreja, trair-Te-á. Um de Teus mais zelosos seguidores Te há de negar. Todos Te abandonarão.” Cristo repeliu esse pensamento com todo Seu ser. Que aqueles a quem empreendera salvar, aqueles a quem tanto amava, se unissem aos tramas de Satanás — isto Lhe traspassava a alma. Terrível era o conflito. Media-se pela culpa da nação, de Seus acusadores e traidor, pela culpa de um mundo imerso na impiedade. Os pecados dos homens pesavam duramente sobre Cristo, e esmagava-Lhe a alma o sentimento da ira divina. [...]

Três vezes recuou Sua humanidade do último, supremo sacrifício. Surge, porém, então, a história da raça humana diante do Redentor do mundo. Vê que os transgressores da lei, se deixados, têm de perecer. Vê o desamparo do homem. Vê o poder do pecado. As misérias e os ais do mundo condenado erguem-se ante Ele. Contempla-lhe a sorte iminente, e decide-Se. Salvará o homem custe o que custar de Sua parte. [...]

Havendo tomado a decisão, cai moribundo no solo do qual Se erguera parcialmente. [...]

Anjos contemplavam a agonia do Salvador. Viam seu Senhor circundado de legiões das forças satânicas, Sua natureza vergada ao peso de misterioso pavor que todo O fazia tremer. Houve silêncio no Céu. Nenhuma harpa soava. Pudessem os mortais ter testemunhado o assombro das hostes angélicas quando, em silenciosa dor, observavam o Pai retirando de Seu bem-amado Filho os raios de luz, amor e glória, e melhor compreenderiam quão ofensivo é aos Seus olhos o pecado. [...]

Satanás e suas hostes do mal, as legiões da apostasia, seguiam muito atentamente essa grande crise na obra da redenção. [...]

Nessa horrível crise, quando tudo estava em jogo, quando o misterioso cálice tremia nas mãos do Sofredor, abriu-se o Céu, surgiu uma luz por entre a tempestuosa treva da hora da crise, e o poderoso anjo que se acha na presença de Deus, ocupando a posição da qual Satanás caíra, veio para junto de Cristo. O anjo não veio para tomar-Lhe o cálice das mãos, mas para fortalecê-Lo a fim de que o bebesse, com a certeza do amor do Pai. Veio para dar força ao divino-humano Suplicante. Ele Lhe apontou os Céus abertos, falando-Lhe das almas que seriam salvas em resultado de Seus sofrimentos. Afirmou-Lhe que Seu Pai é maior e mais poderoso que Satanás, que Sua morte redundaria na sua inteira derrota, e que o reino deste mundo seria dado aos santos do Altíssimo. Disse-Lhe que Ele veria o trabalho de Sua alma, e ficaria satisfeito, pois contemplaria uma multidão de membros da família humana salvos, eternamente salvos”. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSexta. Conclusão (19 de setembro). Esta semana indiquei vários artigos para leitura adicional. Isso demanda tempo extra para o preparo da Lição. Mas vai valer à pena.

Para hoje, leia 3 artigos de Pedro Apolinário:

“Alma e Espírito” – clique aqui.

“Corpo, alma e espírito – nós somos tricotomistas, dicotomistas ou holísticos?”clique aqui.

“Hoje estarás comigo no paraíso” – clique aqui.

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 11 – Sábado. 3º Trimestre – 6 a 13 de setembro de 2014

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraLição 11. Introdução (6 de setembro). “Por meio de insignificantes exigências e preconceitos, os judeus haviam pervertido a lei. Especialmente o sábado tinha sido de tal maneira envolvido em restrições sem sentido, que esse dia santo se havia tornado quase insuportável. Ao judeu não era permitido acender fogo, nem mesmo uma vela, no sábado. A visão do povo tinha sido tão obscurecida que ele (o povo) se tornou escravo de seus próprios regulamentos inúteis. Consequentemente, eles dependiam dos gentios para fazer muitos serviços que seus líderes os proibiam de fazer.
Eles não refletiam que, no caso de ser pecaminoso realizar os deveres necessários à vida, eram tão culpados por empregar outras pessoas, como se eles mesmos o fizessem (relativizavam o 4º Mandamento). Pensavam que a salvação fosse privilégio dos judeus, e a condição espiritual dos outros, sendo desprovidos de esperança, não poderia ser melhorada nem piorada” (Redemption: or the Miracles of Christ, the Mighty One, pág. 23).
Então, tendo a tradição embaçado a alegria do sábado, e sendo Jesus um judeu, os judeus O acusaram de menosprezar esse dia – mas, na verdade, Ele estava é desembaçando, dando o brilho divino para cujo propósito ele havia sido dado à humanidade.
Assim, querido leitor, faço essa introdução com a seguinte observação: a Lição não é sobre o sábado versus o domingo. Por favor, não leve para esse lado. A Lição é sobre os sabatistas que supostamente zelavam sobre o sábado versus o Senhor do sábado, Aquele que veio para, inclusive, ensinar a humanidade caída que este dia é sim sagrado, mas carregado de muitíssimo prazer, pois nele temos um encontro mais aconchegante com o Criador e Sua criação.
Preste atenção aos gestos de Jesus, às Suas ações, às Suas palavras. Veja o nosso Criador e Redentor dignificando a observância requerida para o sagrado dia de sábado.
O sábado é um prenúncio do que será a nossa vida quando estivermos para sempre vivendo na presença de nosso glorioso Deus. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraDomingo. Cristo, o Criador do Sábado (7 de setembro). Uma das maneiras de compreender as doutrinas da Bíblia é saber que não necessariamente ela as explica, mas simplesmente as revela. E os textos usados para hoje exemplificam isso. A Bíblia, em vez de explicar, apresenta Cristo como o Criador; O revela como o Criador – e o sábado está nesse contexto. Jesus Cristo é o Criador também do sábado.
“No princípio era o Verbo [...] Todas as coisas foram feitas por intermédio dEle” (João 1:1 e 3).
“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu Herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o Universo” (Hebreus 1:1 e 2).
“NEle, foram criadas todas as coisas, nos Céus e sobre a Terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dEle e para Ele” (Colossenses 1:16).
Então, irmãos, antes de pensarmos no sábado como “descanso”, lembremos de Cristo, o Criador do descanso. Cristo é o Autor do sábado. Eu preciso “encontrar” Cristo no sábado. Ele é a razão do sábado. Ele é o Criador de tudo, e o sábado me faz lembrar disso – ou seja, o sábado é “memorial” da criação. O sábado me ensina que “eu tenho origem” em Cristo Jesus.
A Meditação Matinal de 26/01/1959 – A Fé Pela Qual Eu Vivo, diz assim: “No Éden, Deus estabeleceu o memorial de Sua obra da criação, depondo a Sua bênção sobre o sétimo dia. O sábado foi confiado a Adão, pai e representante de toda a família humana. Sua observância deveria ser um ato de grato reconhecimento, por parte de todos os que morassem sobre a Terra, de que Deus era seu Criador e legítimo Soberano; de que eles eram a obra de Suas mãos, e súditos de Sua autoridade”.
Nos preparemos para o próximo sábado com uma atitude renovada. Lembremos do encontro que teremos com o nosso Deus, que revelou Seu poder e amor, inclusive ao nos dar esse maravilhoso dia. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSegunda. Cristo, o Senhor do Sábado (8 de setembro). Marcos 2: “Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas. Advertiram-No os fariseus: ‘Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados?’”
Entre a imposição de um fardo e a beleza do 4º Mandamento, lamentavelmente, hoje, há quem coloque uma terceira situação: que Cristo estava ensinando que a lei do Velho Testamento não mais precisava ser observada. Pura influência do inimigo. É uma das manobras de Satanás para mudar os tempos e as leis.
Bem, a Lição é mais do que isso. Os fariseus ensinavam rigorosamente que a salvação só poderia ser obtida mediante a estrita observância de todas as regras “acrescentadas” a religião. A vida de um judeu piedoso tendia a se tornar um infindável e inútil esforço para evitar a contaminação cerimonial. Nenhum “minucioso detalhe” podia ser desobedecido. No entanto, esse sistema de justiça pelas obras estava em conflito mortal com a justiça pela fé, mas eles não conseguiam (ou não queriam) enxergar isso. Porém, a providência divina concedeu a oportunidade. Ali estava Jesus.
“Mas Ele lhes respondeu: ‘Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? Como entrou na Casa de Deus [o Tabernáculo, em Nobe], no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele?’ E acrescentou: ‘O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é Senhor também do sábado’”.
A lição implícita (e eles não entenderam) era a seguinte: Deus não criou o homem por causa do Tabernáculo e suas cerimônias, mas isso por causa do homem. Da mesma forma, “Deus não criou o homem porque Ele tinha um sábado e precisava de alguém para guardá-lo. Mais apropriadamente, um Criador onisciente sabia que o homem, a criatura de Suas mãos [mesmo no Éden santo e perfeito], necessitava de uma oportunidade para crescimento moral e espiritual e para desenvolver o caráter. Ele precisava de um tempo no qual os seus próprios interesses  e ocupações estivessem subordinados ao estudo do caráter e da vontade de Deus” (Comentário Bíblico Adventista, referente Marcos 2:27). O sábado era uma benção, dada para o homem.
Irmãos, ao Jesus responder destacando o propósito do sábado, evidenciava Seu direito de decidir o que é apropriado para esse dia. Ele é o Senhor até do sábado. E desfrutar a beleza do sábado revela que verdadeiramente O adoramos como Criador e Senhor do Universo.
Nós, adventistas, temos manifestado preocupação porque um poder “não divino” alterou o dia escolhido por Deus. Ocorre que também é “não divino” quando oprimimos ou afrouxamos a observância deste dia, o que, por isso, devemos humildemente suplicar o perdão e a sabedoria de Deus. Não somos senhor do sábado. Jesus é o Senhor. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraTerça. O Exemplo de Jesus (9 de setembro). O Espírito Santo instruiu o evangelista a registrar o seguinte: “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o Seu costume, e levantou-Se para ler” (Lucas 4:16).
De certa forma é secundário o que vou citar agora, mas, mesmo assim, vamos lá: o maná provava que o sábado era o mesmo 7º dia desde a criação; nesta passagem em Nazaré, Cristo confirmava que a contagem permanecia correta também no tempo em que viveu conosco; e o calendário judaico continua em vigor. Isso nos permite dizer, em absoluto, que o próximo sábado é o mesmo 7º dia da criação.
Bem, vejamos a Lição para hoje: além de dizer que é o Senhor do “tempo” chamado sábado, o 7º dia, Cristo também nos oferece Seu exemplo quanto à maneira de observá-lo. Praticava a bondade a todas as pessoas e em todos os dias, e participava do culto congregacional com todos os irmãos. Eis o exemplo a ser seguido.
“Durante todos aqueles retirados anos de Nazaré, Sua vida fluía em correntes de simpatia e ternura. Os velhos, os sofredores, os oprimidos de pecado, as crianças a brincar em sua inocente alegria, as criaturas dos bosques, os pacientes animais de carga – todos se sentiam mais felizes por Sua presença. Aquele cuja palavra poderosa sustinha os mundos, detinha-Se para aliviar um pássaro ferido. Nada havia para Ele indigno de Sua atenção, coisa alguma a que desdenhasse prestar auxílio.
Assim, à medida que Se desenvolvia em sabedoria e estatura, crescia Jesus em graça para com Deus e os homens. Atraía a simpatia de todos os corações, mediante a capacidade que revelava de Se compadecer de todos. A atmosfera de esperança e valor que O circundava, tornava-O uma bênção em todo lar. Muitas vezes na sinagoga, aos sábados, era convidado para ler a lição dos profetas, e o coração dos ouvintes fremia, pois nova luz brilhava nas palavras familiares dos textos sagrados” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 7 – “Em Criança”).
Especificamente quanto ao fato de ir aos cultos, lembremos: vamos para nos encontrar com Jesus.
Vale à pena reler o comentário para a Lição 5 do trimestre passado: clique aqui. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuarta. Milagres no Sábado (10 de setembro). Jesus poderia ter descansado no sábado, realizando milagres apenas nos outros dias da semana, ou, mesmo sendo no sábado, não fazer tão em público assim, evitando discussão entre Ele e os judeus, ou entre os curados e os líderes religiosos. Mas, se assim não foi, então é porque há algo de maravilhoso a ser compreendido nesses relatos. E o que será isso?
Bem, indico uma coisa: além de vir para nos salvar, Cristo também veio para vindicar a Lei de Deus e torná-la gloriosa. Cada um dos preceitos devia ser visto com olhos regenerados. E Ele provocava isso. Criava situações em que pudesse ensinar. Os milagres no sábado são parte de Seus ensinos.
Cristo desejava libertar o povo do fardo colocado pelo inimigo, que tem tentado a humanidade a desrespeitar Seus mandamentos de uma ou de outra forma. Criou mil maneiras para seus intentos. Mas ali estava Jesus, ensinando que o 7º dia é um dia de bênção.
Irmãos, o sábado não deve ser usado para cessação de nossas rotineiras e seculares obras para, então e somente, nos levar para ocioso descanso. Não. O sábado é para recebermos bênçãos e compartilhar bênçãos. É um dia útil em favor da própria vida espiritual, bem como das outras pessoas, pois a todas elas Cristo deseja prover a cura.
Sábado que vem, coloque-se em posição de bênção. Seja o milagre de Deus em favor do semelhante. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuinta. O Sábado Depois da Ressurreição (11 de setembro). Jesus profetizou a respeito da destruição de Jerusalém, que veio a ocorrer no ano 70 – ou seja, uns 40 anos à Sua frente. Embora estivesse falando de algo que ocorreria no futuro, bem depois de Sua morte e ressurreição, carinhosamente instruiu sobre a observância do sábado, dizendo assim: “Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado”.
E, embora a cristandade atual, pela tradição, diga que a substituição para o domingo prestigie o dia da ressurreição, isso, se fosse para ser verdade, deveria ter sido ensinado por Cristo. O “assim diz o Senhor” é claro: o sábado, o sétimo dia, é o dia a ser observado como sagrado.
Os discípulos disseram: “importa obedecer a Deus do que aos homens”. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].
Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSexta. Conclusão (12 de setembro). “‘Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem’ (1Timóteos 4:16).
Li a história de um homem que, viajando num dia de inverno através de grandes montes de neve, ficou entorpecido pelo frio, o qual ia quase imperceptivelmente congelando-lhe as forças vitais. Estava enregelado, quase a morrer, e prestes a abandonar a luta pela vida, quando ouviu os gemidos de um companheiro de viagem, também a perecer de frio. Despertou-se-lhe a compaixão, e decidiu salvá-lo. Friccionando os membros enregelados do infeliz homem, conseguiu, depois de consideráveis esforços, pô-lo de pé. Como o coitado não se pudesse suster, conduziu-o compassivamente nos braços através dos mesmos montões que supusera nunca poder transpor sozinho.
Havendo conduzido o companheiro de viagem a lugar seguro, penetrou-lhe de súbito no espírito a verdade de que, salvando seu semelhante, salvara-se a si mesmo. Seus fervorosos esforços para ajudar a outro, estimularam-lhe o sangue prestes a congelar nas veias, comunicando saudável calor aos membros.
Essa lição de que, em auxiliar os outros nós mesmos somos ajudados, deve ser acentuada continuamente por preceito e exemplo perante nossos crentes jovens, a fim de que possam conseguir os melhores resultados em sua experiência cristã. Que as pessoas desanimadas, dispostas a pensar que o caminho da vida eterna é difícil e cheio de provações, se dediquem a ajudar os outros. Esses esforços, aliados à oração em busca de luz divina, hão de fazer com que o próprio coração vibre com a vivificante influência da graça de Deus, e suas afeições se inflamem de mais divino fervor. Toda a sua vida cristã se tornará mais real, mais zelosa, mais rica de oração. … Os testemunhos dados por eles nos cultos de sábado serão cheios de poder. Com alegria testificarão quanto ao valor da experiência que têm adquirido em trabalhar por outros” (Meditação Matinal 18/08/1953).  [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 10 – A Lei de Deus – 3º Trimestre, 30 de agosto a 6 de setembro de 2014

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraLição 10. Introdução (30 de agosto). Fico impressionado com os detalhes nos versos bíblicos. Quando prestamos atenção neles, o tema proposto cresce diante dos nossos olhos. E pelo fato de estarmos avançando na Lição trimestral (já estamos na semana 10!), o detalhe faz mais sentido ainda.

O verso para memorizar diz assim (João 14:15) – “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos”. Notaram? “Se Me amais”. Jesus está dizendo assim: “Se você Me ama, você Me obedece”. O amor se manifesta na obediência, e a obediência evidencia o amor. O amor é o motivo que impele o cristão à obediência. “A obediência que procede da compulsão ou do medo não é a forma ideal. Pode haver ocasiões em que o motivo impelente do amor se encontre ausente ou seja frágil. Nessas circunstâncias, é preciso obedecer por princípio. Enquanto isso, o amor deve ser cultivado. A falta do requisito do amor nunca deve servir de desculpa para a desobediência. Uma das melhores ilustrações humanas de obediência motivada pelo amor é a dos filhos aos pais. [...] A obediência é resultado natural do amor” (Comentário Bíblico Adventista, referente João 14:15).

Bem, a segunda parte do verso diz assim: “… guardareis os Meus mandamentos”. Quanto a isso, lembremos que os mandamentos de Jesus são os mandamentos do Pai, pois Jesus não falava de Si mesmo – “Porque Eu não tenho falado por Mim mesmo, mas o Pai, que Me enviou, esse Me tem prescrito o que dizer e o que anunciar” (João 12:49).

Não se espera que sirvamos a Deus como se não fôssemos humanos, mas devemos servi-Lo com a natureza que temos, que foi redimida pelo Filho de Deus; mediante a justiça de Cristo compareceremos perdoados diante de Deus, como se nunca tivéssemos pecado. Nunca obteremos forças considerando o que poderíamos fazer se fôssemos anjos. Devemos volver-nos com fé a Jesus Cristo e mostrar nosso amor a Deus mediante a obediência a Seus mandamentos” (Meditação Matinal 19/01/2002).

Irmãos, que Deus abra a nossa mente nesta semana para entender a grandiosidade de Sua Lei, e a obedecê-La com amor, compreendendo que o “assim diz o Senhor” realmente é o melhor para nós. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraDomingo. Jesus Não Mudou a Lei (31 de agosto). Em Mateus 5:17 está escrito isso: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”.

O Plano da Salvação é de uma delicadeza sem tamanho! O Pai, o Filho e o Espírito Santo Se propuseram salvar nossa raça caída, e a um preço enorme, sem contudo mexer na Lei. Na pessoa de Cristo, Deus viria para habitar entre nós, com a nossa natureza, para servir de exemplo em obediência, ato esse que dignificaria a importância, a santidade, a imutabilidade e a perpetuidade da Lei.

O perdão oferecido não foi às custas da revogação da lei. Ela não foi tornada inválida, abolida, anulada, destruída, mudada, diminuída, ou desprezada. Os versos 19 e 20 confirmam isso: “Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus”.

Sugerimos a leitura de “Jesus Cumpriu ou Revogou a Lei?”, em Leia e Compreenda Melhor a Bíblia, de Pedro Apolinário – clique aqui. Também, A Lei de Deus, Imutável e Eterna”, de Ellen White – clique aqui.   [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSegunda. Jesus Aprofundou o Significado da Lei (1º de setembro). O Sermão da Montanha começa assim: “Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte, e, como Se assentasse, aproximaram-se os Seus discípulos; e Ele passou a ensiná-los…” (Mateus 5).

Além de Legislador, Cristo é o único verdadeiro intérprete de Sua Lei. Ele a escreveu e a concedeu à humanidade – e, em função da deturpação provocada pelo pecado, Ele também Se apresenta como o Intérprete Celestial em favor da humanidade.

Enquanto os religiosos da época viam e julgavam pelos atos externos, Jesus Se aprofunda na questão, ressaltando a necessidade de analisar os motivos. Por exemplo: “Não matarás” – “Eu, porém, vos digo”, vocês julgam aquele que mata, mas, e aquele que se ira contra seu irmão? Qual a diferença entre matar e desejar matar? Que vantagem tem alguém em entregar uma oferta a Deus na igreja se, contudo, guarda rancor de um filho de Deus? Deus é quem verdadeiramente entende de pecado! Deus é quem sabe se a Sua Lei está sendo observada ou pisoteada! É Ele quem sabe se a oferta é de coração ou não!

As verdades apresentadas por Cristo eram as mesmas que haviam sido ensinadas pelos profetas, mas haviam-se tornado obscuras através da dureza de coração e o amor do pecado.

As palavras do Salvador revelaram a Seus ouvintes que, ao passo que eles estavam condenando outros como transgressores, eram eles próprios igualmente culpados; pois acariciavam malícia e ódio. [...]

O espírito de ódio e de vingança originou-se com Satanás; e isto o levou a fazer matar o Filho de Deus. Quem quer que acaricie a malícia ou a falta de bondade, está nutrindo o mesmo espírito; e seus frutos são para a morte. No pensamento de vingança jaz encoberta a má ação, da mesma maneira que a árvore está na semente. ‘Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si’ (1João 3:15)” (O Maior Discurso de Cristo, págs. 55-56). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraTerça. Jesus e o Sétimo Mandamento (2 de setembro). Jesus continuou a dar exemplos específicos de Sua interpretação da Lei. Ele restaurou a verdade à beleza e ao brilho originais.

“Não adulterarás” – A relação matrimonial foi estabelecida por Deus ainda na Semana da Criação, no Jardim do Éden (portanto, antes da entrada do pecado). Porém, passados quase 4 mil anos da Queda, Jesus diz que o adultério ocorre antes do ato externo em si. Bem antes. Já no pensamento.

Cristo ressalta que o caráter é determinado não tanto pelo ato exterior, mas pela atitude interior que motiva o ato. O ato exterior meramente reflete e ativa a atitude interior. Aquele que pratica más ações se está certo de que ninguém vai saber, e que se detém apenas por temor disso, é culpado aos olhos de Deus. O pecado acima de tudo é um ato das faculdades superiores da mente: a razão, o poder de escolha, a vontade. O ato exterior é mera extensão da decisão interior” (Comentário Bíblico Adventista, referente Mateus 5:28).

Mateus 5 continua assim (versos 31 e 32): “Também foi dito: ‘Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio’. Eu, porém, vos digo: ‘qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério’”.

Separação não faz parte do plano original de Deus. Por causa do pecado, que provoca dureza de coração, transitoriamente foi tolerada na lei Mosaica. Moisés não estava dizendo que Deus estava instituindo o divórcio. Moisés estava dizendo que, sob direção divina, o divórcio estava sendo regulamentado para prevenir abusos. E, agora no tempo de Jesus, vemos que até isso havia sido pervertido pelo pecado. Sendo a mulher bastante desconsiderada naquela sociedade, ela era dispensada por qualquer motivo, o que, na verdade, contemplava os desejos ilícitos do marido.

Em Mateus 19 está escrito assim: “Vieram a Ele alguns fariseus e O experimentavam, perguntando: ‘É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?’ Então, respondeu Ele: ‘Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: ‘Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?’ De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem’. Replicaram-Lhe: ‘Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar?’ Respondeu-lhes Jesus: ‘Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]’”.

Irmãos, o casamento cristão deve estar fundamentado em Gênesis 2:24, não em Deuteronômio 24:1.

“A graça de Cristo, e ela somente, pode tornar essa instituição o que Deus designou que fosse: um meio para a bênção e erguimento da humanidade. E assim as famílias da Terra, em sua união, paz e amor, podem representar a família do Céu” (O Maior Discurso de Cristo, pág. 65). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuarta. Jesus e o Quinto Mandamento (3 de setembro). Os fariseus e escribas interpelaram Jesus com a seguinte questão: “Seus discípulos comem sem antes lavar as mãos, o que, segundo a tradição, é pecado”. (Na verdade, era uma indireta ao próprio Jesus – mas isso é secundário para o estudo de hoje). Então, Jesus responde com algo conforme o mandamento de Deus, e não dos homens, que, porém, eles davam errônea interpretação. O Mestre aprofundou a questão. Eles deram um jeitinho para o não cumprimento do mandamento.

Disse Jesus: “Honra teu pai e tua mãe”. “Vocês, no entanto, não querem sustentar seus pais, dizendo que o dinheiro necessário foi dedicado como oferta ao Senhor, o que os exime de ajudá-los”.

Irmãos, isso na verdade é um engano. É em nome da religião, mas é engano. Tinha a aprovação dos sacerdotes, mas não de Deus.

Bem, deixando a realidade deles e vindo para a nossa, sejamos sensatos em relação a interpretação e cumprimento dos mandamento divinos. É impossível enganar a Deus. Impossível. Não ousemos nos colocar em posição igual ou superior a Deus. Não inventemos pretextos para relativizar a necessidade de obedecer aos princípios divinos. O ‘assim diz o Senhor’ é o ‘assim diz o Senhor’. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuinta. Jesus e a Essência da Lei (4 de setembro). “E eis que alguém, aproximando-se, Lhe perguntou: ‘Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?’ Respondeu-lhe Jesus: ‘Por que Me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos’. E ele Lhe perguntou: ‘Quais?’ Respondeu Jesus: ‘Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Replicou-Lhe o jovem: ‘Tudo isso tenho observado; que me falta ainda?’ Disse-lhe Jesus: ‘Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-Me’. Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades” (Mateus 19:16-22).

Pelo jeito, aí está um homem de vida exemplar, consciencioso, e bastante sincero quanto ao desejo de conversar com Jesus a respeito de um tema tão importante: a vida eterna – e isso demonstra reconhecer em Jesus a pessoa correta para conversar sobre isso.

Mas, pela resposta, vemos que Cristo identifica e estampa o problema do homem pecador: justiça pelas obras como passaporte para a vida eterna. Ou seja, desconhecimento ou desconsideração a respeito da salvação pela graça, dom gratuito de Deus.

Ocorre que a Lição não quer que você veja isso apenas como problema daquele jovem rico, mas seu também. Há algo na obediência sim, mas não algum merecimento para a salvação. Deus não nos fica devendo obrigação alguma porque obedecemos Sua Lei.

Nós, como aquele jovem, corremos o risco de nos valorizarmos como nós mesmos nos vemos. Mas a nossa metodologia de avaliação é incorreta, imprecisa. Devemos, como aquele jovem, buscar a presença de Jesus para isso, e dEle ouvir a respeito de Sua visão sobre nós. O que importa é como Ele nos vê. É da avaliação dEle que carecemos. E, então, diferentemente da resposta daquele jovem, devemos acatar a orientação divina. Graças a Deus, Ele ainda nos orienta. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSexta. Conclusão (5 de setembro). “Quando este jovem príncipe foi ter com Jesus, sua sinceridade e fervor conquistaram o coração do Salvador. ‘Olhando para ele, o amou’. Nele viu alguém que poderia trabalhar como pregador da justiça. Teria recebido este jovem talentoso e nobre tão prontamente como recebera os pobres pescadores que O seguiam. Se devotasse sua aptidão à obra de salvar almas, poderia tornar-se obreiro diligente e bem-sucedido para Cristo.
Precisava, porém, aceitar primeiramente as condições do discipulado. Precisava entregar-se a Deus sem reservas. Ao convite do Salvador, João, Pedro, Mateus e seus companheiros, deixando tudo, levantaram-se e O seguiram. Era requerida a mesma consagração do jovem príncipe. E nisto Cristo não pediu maior sacrifício do que Ele próprio fizera: ‘Sendo rico, por amor de vós Se fez pobre, para que, pela Sua pobreza, enriquecêsseis” (2Coríntios 8:9). O jovem tinha somente que seguir aonde Cristo o precedera.
Cristo contemplou o rapaz e anelou seu coração. Desejava enviá-lo como mensageiro de bênçãos aos homens. Em vez daquilo que fora convidado a renunciar, Cristo lhe ofereceu o privilégio de Sua companhia. ‘Segue-Me”, disse Jesus’” (Parábolas de Jesus, capítulo “O Maior dos Males”). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

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Haverá casamento no Céu? – Marcos 12:25; Lucas 20:35-36

Haverá casamento no Céu?

Frequentemente ouço essa pergunta feita por solteiros e, às vezes, por alguém casado. Os solteiros querem saber porque, se não houver casamento no Céu, querem se casar e ter filhos aqui. Não tenho certeza por que os que já são casados fazem essa pergunta, mas na maioria dos casos parece que gostariam de continuar seu relacionamento no Céu. (Porém, em alguns casos, não veem a hora de se libertar do relacionamento!) A resposta, muito clara na Bíblia, parece criar um problema teológico.

1. A Resposta de Jesus: Os saduceus fizeram essa pergunta a Jesus esperando refutar a doutrina da ressurreição. Eles apresentaram um caso hipotético baseado na lei bíblica do levirato – onde o irmão de um homem que morreu sem ter filhos, devia se casar com a viúva para ter filhos e preservar a genealogia do irmão morto (veja Deuteronômio 25:5-6). Os saduceus falaram de sete irmãos que, em cumprimento da lei, tiveram que se casar com a mesma mulher porque nenhum deles teve filhos com ela. E perguntaram a Jesus: “Na ressurreição, de quem ela será esposa, visto que os sete foram casados com ela?” (Marcos 12:23). Essa foi uma tentativa de lançar dúvida sobre a doutrina da ressurreição. Jesus os chamou de ignorantes: eles não conheciam o que as Escrituras ensinavam sobre a ressurreição, muito menos o poder de Deus que é capaz de trazer o morto de volta à vida. Então, Ele abordou a premissa implícita na questão. Os saduceus pensavam que a vida após a ressurreição seria uma continuação da vida como a conhecemos agora. Jesus os surpreendeu destacando um elemento importante de descontinuidade: “Quando os mortos ressuscitam, não se casam nem são dados em casamento, mas são como os anjos nos céus” (Marcos 12:25). Segundo Lucas, Jesus esclareceu o pensamento dizendo que “Não se casarão nem serão dados em casamento… pois são como os anjos. São filhos de Deus, visto que são filhos da ressurreição” (Lucas 20:35-36). Na ressurreição as pessoas não se casarão, porque na ausência da morte não há necessidade de perpetuar a raça humana por meio da reprodução. Nesse sentido, os seres humanos serão como os anjos, que não se casam porque não morrem.

2. Implicações Teológicas: A resposta de Jesus cria um dilema teológico na mente de alguns: Se o casamento, como o sábado, foi instituído antes da entrada do pecado, por que seria incompatível com a vida na nova Terra? Isso não sugere que o pecado arruinou uma instituição divina de forma irreparável e que o plano divino para a humanidade foi arruinado pelo mal? Essas perguntas são importantes e merecem ser comentadas, mesmo que não possamos dar todas as respostas. Para abordar a questão teológica levantada aqui tenho que assumir que Deus, originalmente, não havia planejado que o casamento fosse uma instituição social permanente ou eterna. Essa ideia parece ser sugerida no Gênesis. O casamento tinha duas funções claras e intimamente relacionadas: procriação e companheirismo. A procriação tinha um objetivo muito específico – “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra!” (Gênesis 1:28) – inferindo que na ausência da morte, uma vez que o objetivo fosse alcançado, não haveria mais procriação. Essa ideia foi confirmada por Jesus em Sua resposta aos saduceus. Como uma expressão de companheirismo o casamento foi na ausência do pecado transcendido por uma profunda comunhão e união com Deus. Provavelmente a intenção nunca tenha sido de que o círculo do companheirismo fosse o casamento, mas o relacionamento com a família cósmica de Deus. É para essa experiência profunda – e no presente, misteriosa – que Jesus Se referiu quando disse que os ressurretos “são filhos de Deus, visto que são filhos da ressurreição” (Lucas 20:36, NIV). Essa é a referência da vida familiar que é infinitamente mais profunda do que o casamento, enriquecendo-nos de tal maneira que não podemos nem sequer começar a imaginar. Nossos entes queridos alcançarão a dimensão cósmica na pureza do amor altruísta.

Sinta-se livre para discordar de mim.

Angel Manuel Rodríguez, Revista “Adventist World” – Agosto 2012

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É correto concluir que após o dilúvio Deus permitiu ao ser humano comer a carne de animais puros e impuros? – Gênesis 9:3

Em Gênesis 9:3 diz: “Tudo o que vive e se move servirá de alimento para vocês”. Seria, então, correto concluir que após o dilúvio Deus permitiu ao ser humano comer a carne de animais puros e impuros?

A passagem parece apoiar sua afirmação, mas somente se o contexto for ignorado. Há ainda questões relacionadas à terminologia usada que deve ser levada em consideração ao tentarmos compreender melhor essa passagem.

1. Animais Puros e Impuros: A narrativa do dilúvio introduz a distinção entre animais puros e impuros pela primeira vez na Bíblia. O contexto parece demonstrar que eles podiam ser distinguidos uns dos outros, ainda que todos pertencessem à mesma categoria geral de animais: gado (ou bestas), pássaros e animais de rapina (Gênesis 6:18-19; 7:2-3; 8:17). A distinção antecede a promulgação da lei no Sinai, sobre a questão dos animais limpos/imundos para os israelitas (Levítico 11). Embora na narrativa do dilúvio não haja uma menção clara para a distinção, a diferenciação desempenha papel importante na narrativa. O valor dos animais limpos é particularmente enfatizado porque sete pares de cada um deles entraram na arca, enquanto que dos imundos foi permitido entrar somente um par. Todos os animais foram levados para dentro da arca por questão de sobrevivência e preservação da sua raça. Após o dilúvio, deveriam se multiplicar e povoar a Terra outra vez (Gênesis 9:17). Porém, no caso dos animais limpos, a intenção era que um número maior sobrevivesse. Isso fica evidente no que aconteceu imediatamente após Noé e os animais saírem da arca. Noé “construiu um altar dedicado ao Senhor e, tomando alguns animais e aves puros (limpos), ofereceu como holocausto, queimando-os sobre o altar”(Gênesis 8:20). Os animais puros eram usados como vítimas sacrificais oferecidas a Deus em gratidão pela preservação de Noé e sua família. Esses sacrifícios eram colocados em Seu altar (na mesa do Senhor, por assim dizer), e Ele os aceitou.

2. A Terminologia Usada: A frase “tudo o que vive e se move” parece ser totalmente abrangente, mas esse, necessariamente, não é o caso. “Todas as coisas” ou “tudo” é usado na história se referindo a “todos” os animais impuros (Gênesis 6:19) como também a “todos” os animais puros (Gênesis 7:2). A frase “o que vive e se move” é problemática e não é empregada em nenhum outro lugar além da narrativa do dilúvio. Enquanto “que vive” é usado em outras partes da história se referindo às criaturas vivas (Gênesis 6:19; 8:21), “e se move” (do hebraico, remes ́, “coisas rastejantes”) se refere principalmente a animais pequenos como répteis (Gênesis 6:7; 7:23). Se traduzido literalmente leríamos: “Todos os animais rastejantes vivos serão para você alimento”. A outra possibilidade é interpretar o termo hebraico como se referindo a animais em geral, baseado no uso do verbo em lugar de usar o substantivo (Gênesis 7:21; Salmos 104:20). Essa é a interpretação mais comum dessa frase entre os estudantes da Bíblia. Todavia, a singularidade da expressão, bem como o uso de “tudo/todas as coisas” concernente a todos os animais limpos e imundos, sugere que o escritor bíblico não estava necessariamente se referindo a todos os tipos de animais, mas somente aos limpos.

3. Determinação Dietética: A passagem é sobre alimento para os seres humanos e a dieta humana. Deus modificou essa dieta imediatamente após a Queda, permitindo a Adão e Eva comer “erva verde” (Gênesis 9:3, ARA). Interessante que em Gênesis 1:30, a frase “erva verde” (yereq ceśev) é uma designação geral do alimento para os animais. No entanto, em Gênesis 9:3, a mesma frase é usada para se referir às “plantas com sementes” (legumes e cereais), como indicado em Gênesis 3:18. A frase “erva verde” não é abrangente, mas restrita ao significado encontrado em Gênesis 3:18. Agora o Senhor está permitindo aos seres humanos comerem carne de animais como alimento para eles; e, outra vez, isso não é carne em geral, mas somente alguns tipos. O contexto indica firmemente que é carne de todos os animais limpos. Foi permitido aos seres humanos levar à sua mesa o mesmo tipo de alimento que ia à mesa do Senhor.

Angel Manuel Rodríguez, Revista “Adventist World” – Setembro 2012

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – Nossa Missão – 3º Trimestre – 23 a 30 de agosto de 2014

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraLição 9. Introdução (23 de agosto). Gosto demais do verso para memorizar desta semana. Fico impressionado com a afirmação de Jesus. Disse Ele: “Será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24:14). Nesses meus 51 anos de idade, nunca teve um ano que não houvesse guerra entre nações, ou entre os povos de um mesmo país. Sempre ouvi falar de seca ou de chuva em demasia. Inflação? Bem, o horizonte com recessão sempre nos foi apresentado. Nesses últimos tempos, agravou-se a questão do consumo de drogas, devastando principalmente os jovens, e arrastando suas famílias para a desordem.

Em função disso, já ouvi muitos pessoas falando que Jesus está vindo, que o fim está próximo. Irmãos, não será a desgraça humana que dará o significado às profecias. Não! O fim virá quando o evangelho for pregado em todo o mundo. Só que, às vezes, somos tentados a “achar” que isso não acontecerá, pois o mundo aparenta não se interessar por esse tema, e, também, porque, ao olhar para o nosso baixo compromisso com as atividades missionárias (individual ou institucional), não conseguiremos alcançar o mesmo crescimento da natalidade (hoje nasceram mais crianças do que o número de pessoas que foram evangelizadas).

Mas o que me impressiona é justamente o fato de Cristo ter afirmado que o engelho será pregado. Será. Jesus disse, e eu creio nisso.

Então, a discussão da semana deve ser outra, que, no meu entender, é a seguinte: Estou sendo chamado a participar desta missão – aceitarei? Permitirei ser usado por Deus? Desenvolverei os dons que Ele concede para o cumprimento de tal tarefa?

“Deus é a fonte da vida, luz e alegria do Universo. Como raios de luz do Sol, dEle fluem bênçãos a todas as criaturas que Ele criou. Em Seu infinito amor, tem concedido aos homens o privilégio de se tornarem participantes da natureza divina, e, por seu turno, difundirem bênçãos aos seus semelhantes. É essa a mais elevada honra, a maior alegria que Deus pode conceder ao homem” (Review and Herald, 06/12/1887). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraDomingo. Ser a Luz do Mundo (24 de agosto). Em Seus ensinos, Cristo comparou Seus discípulos a coisas muito conhecidas a eles. Assim, como o dia começava e o sol surgia, o Mestre disse: “Vós sois a luz do mundo”. E explicou: “Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:14-16).

Pode ser que alguém prefira dedicar tempo ensinando que a luz não é o homem, mas Jesus. É um tema interessante. Mas a Lição precisa ser levada para a compreensão de que não podemos esconder a luz que recebemos. Ela precisa brilhar, iluminar, espantar as trevas, aquecer e ajudar as pessoas a enxergar as coisas em seu redor.

Devemos pegar a lâmpada que recebemos, e, em vez de escondê-la embaixo de um vaso, levantá-la próxima ao teto, e mostrar nosso maravilhoso Deus – “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3).

Vejam essa história. Ela é fantástica. “Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: ‘Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto’. Ele se levantou e foi. Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías. Então, disse o Espírito a Filipe: ‘Aproxima-te desse carro e acompanha-o’. Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: ‘Compreendes o que vens lendo?’ Ele respondeu: ‘Como poderei entender, se alguém não me explicar?’ E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: ‘Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim Ele não abriu a boca. Na Sua humilhação, Lhe negaram justiça; quem Lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a Sua vida é tirada’. Então, o eunuco disse a Filipe: ‘Peço-te que me expliques a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro?’ Então, Filipe explicou; e, começando por esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Jesus” (Atos 8:26-35).

Irmãos, é uma alegria dizer assim: “Fulano, Esse é Jesus. Jesus, esse é fulano”. Proporcionar esse encontro… promover esse encontro… testemunhar esse encontro – tem algo melhor que isso? [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSegunda. Para Ser Testemunhas (25 de agosto). No mesmo dia de Sua ressurreição, Cristo conversou com dois discípulos que saíram de Jerusalém em direção a Emaús. Depois, retornou para Jerusalém. E nessa ocasião, disse-lhes: “Vós sois testemunhas destas coisas”.

Testemunhas do que, irmãos? O que eles testemunharam? Jesus estava resgatando quais situações, exortando-os a serem testemunhas disso?

Bem, basta lembrar que Jesus passou um pouco mais de três anos com eles. Presenciaram Seus milagres; ouviram Seus sermões; receberam Sua atenção; viram o modo especial que Ele tratava as pessoas; e tinham certeza de Sua ressurreição. Foram ensinados a passar todo esse conhecimento para as gerações seguintes. Tinham uma história grandiosa a contar. Faltava um único detalhe, que veio a ser suprido: o poder celestial para a eficácia dessa tarefa – “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas”.

Queridos leitores, todos nós somos pecadores “resgatados”. Esse fato nos constrange a mostrar para todos os demais pecadores o que Jesus pode fazer por eles.

Vejam essa história. Os detalhes são especiais: “Ao desembarcar (em Gadara), logo veio dos sepulcros, ao Seu encontro, um homem possesso de espírito imundo, o qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo; porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e os grilhões, despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo. Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras. Quando, de longe, viu Jesus, correu e O adorou, exclamando com alta voz: ‘Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes!’ Porque Jesus lhe dissera: ‘Espírito imundo, sai desse homem!’ E perguntou-lhe: ‘Qual é o teu nome?’ Respondeu ele: ‘Legião é o meu nome, porque somos muitos’. E rogou-Lhe encarecidamente que os não mandasse para fora do país. Ora, pastava ali pelo monte uma grande manada de porcos. E os espíritos imundos rogaram a Jesus, dizendo: ‘Manda-nos para os porcos, para que entremos neles’. Jesus o permitiu. Então, saindo os espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada, que era cerca de dois mil, precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, onde se afogaram. Os porqueiros fugiram e o anunciaram na cidade e pelos campos. Então, saiu o povo para ver o que sucedera. Indo ter com Jesus, viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido, em perfeito juízo; e temeram. Os que haviam presenciado os fatos contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado e acerca dos porcos. E entraram a rogar-Lhe que Se retirasse da terra deles. Ao entrar Jesus no barco, suplicava-Lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com Ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: ‘Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti’. Então, ele foi e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera…” (Marcos 5:2-20)

Um homem resgatado, que deixou-se ser usado pelo Senhor, o Espírito Santo. E, tempos depois, Jesus retornou para a mesma região (Marcos 8), e lá realizou a segunda multiplicação de pães e peixes. Que obra maravilhosa este resgatado fez! Apresentou uma multidão para Jesus; apresentou Jesus para uma grande multidão. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraTerça. Eu Também Vos Envio (26 de agosto). Na lição de ontem, vimos que Lucas foi instruído a escrever assim: “Vós sois testemunhas destas coisas”. Para hoje, usando João, o Espírito Santo o levou a escrever um pouco diferente: “Assim como o Pai Me enviou, Eu também vos envio”.

Jesus veio morar entre nós como enviado pelo Pai. Seu propósito foi mais que salvar a humanidade. Também era o de exaltar a Lei e revelar o grande e eterno amor de Deus.

Irmãos, o Pai nos ama tanto, mas tanto, que, mais do que dizer que ama, demonstrou esse amor enviando Seu Filho para nos salvar. E nós somos testemunhas disso. E, por isso, como desdobramento desse grandioso amor, somos enviados para contar ao mundo que Ele deseja fazer pelo mundo o que tem realizado em nossa própria vida.

Continuar a obra de Cristo. Que coisa fantástica! Que privilégio!

“Está escrito acerca dos apóstolos: ‘E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a Palavra com os sinais que se seguiram’. Como Cristo enviou Seus discípulos, assim envia Ele hoje os membros de Sua igreja. Está-lhes reservado o mesmo poder que os apóstolos possuíam. Se fizerem de Deus sua força, Ele cooperará com eles, e não hão de trabalhar em vão. [...]

Cristo confiou à igreja um sagrado encargo. Cada membro deve ser um conduto através do qual Deus possa comunicar ao mundo os tesouros de Sua graça, as insondáveis riquezas de Cristo. Não há nada que o Salvador deseje tanto como agentes que representem ao mundo Seu Espírito e Seu caráter. Nada existe que o mundo necessite mais do que a manifestação do amor do Salvador através da humanidade. Todo o Céu está à espera de homens e mulheres por cujo intermédio possa Deus revelar o poder do cristianismo.

A igreja é o instrumento de Deus para a proclamação da verdade, por Ele dotada de poder para fazer uma obra especial; e se ela for leal ao Senhor, obediente a todos os Seus mandamentos, nela habitará a excelência da graça divina. Se for fiel a sua missão, se honrar ao Senhor Deus de Israel, não haverá poder capaz de a ela se opor.

O zelo em favor de Deus e Sua causa impulsionou os discípulos a dar testemunho do evangelho com grande poder. Não deveria um zelo tal inflamar nosso coração com a determinação de contar a história do amor redentor de Cristo e Este crucificado? É o privilégio de todo cristão não somente aguardar, mas apressar a vinda do Salvador” (Meditação Matinal, 30/04/1977). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuarta. Fazer Discípulos (27 de agosto). Para hoje, Mateus usa palavras que são chamadas de “A Grande Comissão”: ide – fazei discípulos; batizando-os; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.

Não devemos nos preocupar com a sequência. A questão é: evangelize; mostre o que Jesus fez por você.

Irmãos, essa obra envolve inteligência. Não devemos apenas contar que Cristo é o Salvador; devemos ser inteligentes em Deus para que Cristo também seja o Salvador daqueles que estamos evangelizando. Sejamos sábios ao evangelizar. Existem várias maneiras, diversos instrumentos. Como a sensibilidade das pessoas não é necessariamente igual, sejamos prudentes no uso dos métodos para conseguir o resultado que o Céu está esperando. Se nos falta sabedoria, devemos pedir ao Espírito Santo, que nos dará com o maior prazer.

“Devemos ser consagrados condutos através dos quais a vida celestial flua para outros. O Espírito Santo deve animar e encher toda a igreja, purificando e unindo os corações. Os que foram sepultados com Cristo no batismo devem erguer-se para novidade de vida, dando uma demonstração viva da vida de Cristo. Sobre nós está colocado um sagrado encargo. Foi-nos dada a comissão: ‘Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século’. Fomos consagrados para a obra de tornar conhecido o evangelho da salvação. A perfeição celestial deve ser o nosso poder.

Não é somente pregando a verdade, ou distribuindo literatura, que seremos testemunhas de Deus. Lembremo-nos de que uma vida semelhante à de Cristo é o mais poderoso argumento que pode ser apresentado em favor do cristianismo, e que o cristão que não é fiel à sua profissão causa mais dano ao mundo do que um mundano. Nem todos os livros escritos poderiam substituir uma vida santa. Os homens acreditarão, não no que o ministro prega, mas no que a igreja pratica em sua vida. Frequentemente a influência do sermão pregado do púlpito é anulada pelo sermão vivido pelos que professam ser partidários da verdade.

É desígnio de Deus que Seu povo O glorifique perante o mundo. Ele espera que aqueles que usam o nome de Cristo O representem em pensamento, palavra e ação. Seus pensamentos devem ser puros, e nobres as suas palavras, de molde a elevar e conduzir os que os cercam para mais perto do Salvador. Tudo quanto fazem e dizem deve achar-se impregnado da religião de Cristo. Até suas transações comerciais precisam exalar a fragrância da presença de Deus” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 9, capítulo “Chamados Para Ser Testemunhas”). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraQuinta. Pregar o Evangelho (28 de agosto). O cristianismo era uma religião diferente. Enquanto as outras apresentavam crescimento biológico (passada somente para os filhos), envolviam apenas as pessoas da mesma cultura e nacionalidade. Com o cristianismo, não. O objetivo de Cristo era totalmente diferente: vá pregar por todo o mundo, a todas as pessoas. O Senhor veio salvar a todos, e todos devem aprender sobre isso. Todos, em todos os lugares.

A missão é mundial. E, nesse sentido, retorno ao verso principal da semana: “Será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24:14).

Pelo desenvolvimento da Lição no transcorrer da semana, sabemos que Cristo está falando a verdade porque isso ocorre através do instrumento humano, contudo, no poder da poderosa terceira pessoa da Divindade, o Espírito Santo. Ele trabalha até agora para tornar real a salvação garantida por Cristo Jesus na cruz do Calvário.

Senhor, que cada leitor deste Comentário seja a Sua resposta a oração que alguma pessoa está fazendo neste momento, desejoso de conhecer o que nós conhecemos. Usa-nos, Senhor, para a divulgação de Seu Reino. [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na VideiraSexta. Conclusão (29 de agosto). “A vida de Cristo foi de constante sacrifício próprio. Sua obra não se restringia a tempo ou lugar. Era demarcada por Seu amor e simpatia por aqueles por quem Ele em breve daria a vida. Sua compaixão não conhecia limite. Ele levou Sua obra de cura e ensino a tão larga escala que não havia na Palestina edifício suficientemente grande para abrigar as multidões que se acumulavam para ouvi-Lo. Seu hospital estava em toda cidade e vilarejo por onde passava. Sobre as colinas da Galileia, nas grandes estradas, à beira-mar, nas sinagogas, em todo lugar onde houvesse corações prontos para ouvir Sua mensagem, Jesus curava o povo e apontava-lhe Seu Pai celestial. A noitinha, após as horas de labuta, Ele falava com aqueles que ao longo do dia deviam trabalhar para obter o sustento de suas famílias.

Se considerássemos quão zelosamente Jesus trabalhava para semear a semente do evangelho, não restringiríamos nossos esforços a assistir aos cultos no sábado. Trabalharíamos incessantemente para levar o pão da vida às pessoas que perecem. [...]

Assimilai o espírito do grande Obreiro Mestre. Aprendei do Amigo dos pecadores como ministrar às pessoas enfermas pelo pecado. Seu coração sempre era tocado com o sofrimento humano. Por que somos tão frios e indiferentes? Por que somos tão insensíveis? Cristo colocou-Se no altar do serviço, um sacrifício vivo. Por que somos tão relutantes em entregar-nos à obra para a qual Ele consagrou a vida? Alguma coisa precisa ser feita para curar a terrível indiferença que nos tem dominado. Inclinemos a fronte em humilhação ao vermos quão pouco temos feito do que poderíamos fazer para semear as sementes da verdade.

Quando formos convertidos, nosso desejo por conforto e elegância será mudado. Cristo trazia Seus desejos e vontades sob estrita sujeição à Sua missão – a missão que trazia o selo do Céu. Para Ele todas as coisas se subordinavam à grande obra que veio cumprir no mundo em benefício da raça caída. Quando em Sua juventude Sua mãe O encontrou na escola dos rabinos e Lhe disse: ‘Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à Tua procura’. Ele respondeu: ‘Por que Me procuráveis? Não sabeis que Me cumpria estar na casa de Meu Pai?’” (Meditação Matinal, 12/11/1983). [[Para ler a Meditação Matinal de hoje, clique aqui]].

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